sexta-feira, maio 8, 2026

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Moagem de cana-de-açúcar cai 2,66% em julho



Unidades produtoras da região Centro-Sul processaram 50,22 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na segunda quinzena de julho, volume 2,66% menor que no mesmo período da safra 2024/25 (51,59 milhões). No acumulado até 1º de agosto, a moagem soma 306,24 milhões de toneladas, queda de 8,57% frente às 334,95 milhões de toneladas do ciclo anterior, segundo dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica).

No período, 257 unidades estiveram em operação, sendo 237 usinas processando cana, 10 produtoras de etanol de milho e 10 flex. Em igual quinzena da safra passada, eram 261 unidades ativas.

Qualidade da matéria-prima em baixa

O Açúcar Total Recuperável (ATR) foi de 139,62 kg por tonelada de cana na segunda quinzena de julho, retração de 5,21% frente aos 147,29 kg do ciclo anterior. No acumulado, o ATR está em 126,85 kg/t, queda de 4,77% e o menor nível em dez anos.

Segundo Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da Unica, a safra 2025/26 vive uma situação atípica: queda simultânea na produtividade agrícola (TCH) e na qualidade da cana. Chuvas abaixo do ideal no verão prejudicaram o desenvolvimento das lavouras, enquanto a umidade na colheita reduziu a concentração de ATR.

Dados do CTC indicam produtividade média de 79,84 t/ha entre abril e julho, 10% abaixo do ciclo anterior. Com isso, o ATR por hectare (TAH) caiu cerca de 15%, chegando a recuos de até 25,2% em Ribeirão Preto (SP) e 23,4% em Minas Gerais.

Produção de açúcar e etanol

Na segunda metade de julho, a produção de açúcar totalizou 3,61 milhões de toneladas (-0,80%), acumulando 19,27 milhões desde o início da safra (-7,76%). A fabricação de etanol foi de 2,28 bilhões de litros no período, sendo 1,40 bilhão de hidratado (-13,54%) e 880,40 milhões de anidro (-6,57%). No acumulado, o setor produziu 13,88 bilhões de litros (-11,96%).

O etanol de milho representou 17,21% do volume da quinzena, com 392,43 milhões de litros (+13,83%). Desde abril, a produção soma 2,95 bilhões de litros.

Vendas de etanol

Em julho, as vendas totalizaram 2,93 bilhões de litros, com alta de 1,06% no etanol anidro e queda de 5,58% no hidratado no mercado interno. No acumulado da safra, o volume comercializado foi de 11,48 bilhões de litros (-2,73%).



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Caminhão carregado com peixes tomba em BR do Pará



Um caminhão que transportava uma carga de peixe da espécie tambaqui tombou na BR-316, em Castanhal, região metropolitana de Belém. Não houve feridos, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Imagens do acidente ocorrido na última segunda-feira (11) mostram que parte da mercadoria ficou espalhada na pista após o tombamento.

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Para a PRF, o motorista da carreta disse que um veículo parou bruscamente à sua frente, o que o obrigou a desviar para evitar a colisão. Durante a manobra, o caminhão atingiu uma mureta e acabou tombando na pista.

O baú, carregado com o peixe, ficou destruído, e a carga se espalhou pelo asfalto juntamente com óleo diesel. O Corpo de Bombeiros foi acionado para conter o óleo que se espalhou na pista e assim evitar novos transtornos.



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agosto é mês-chave para proteger o rebanho


O manejo sanitário bovino é um dos pilares para garantir a produtividade e a rentabilidade da pecuária brasileira. Entre os desafios que mais comprometem o desempenho do rebanho estão os parasitas, responsáveis por prejuízos estimados em cerca de R$ 70 bilhões por ano no país.

Em regiões como Sudeste, Centro-Oeste e Norte, a estação seca (que vai de maio a outubro) traz redução na qualidade e disponibilidade das pastagens, impactando a nutrição e a imunidade dos animais. Nesse cenário, conforme adiantado pelo Canal do Criador, agosto se destaca como um mês decisivo para reforçar cuidados e prevenir perdas.

Controle estratégico: protocolo 5-8-11

Uma das estratégias de destaque é o protocolo 5-8-11, desenvolvido pela Zoetis, empresa líder mundial em saúde animal, e validado por estudos da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). Ele prevê vermifugações em maio, agosto e novembro, garantindo proteção contínua contra verminoses nos momentos de maior risco.

Pesquisas indicam que a aplicação de Cydectin® (moxidectina injetável) em agosto pode proporcionar ganho adicional de até 20 kg por animal quando comparada a protocolos menos frequentes. O resultado é atribuído à combinação de manejo no período mais crítico e à eficácia do produto contra parasitas.

Parasitas no rebanho, responsáveis por prejuízos
FOTO: Reprodução

Evitando perdas silenciosas

As verminoses nem sempre apresentam sinais visíveis, mas podem reduzir o ganho de peso, prejudicar a conversão alimentar e atrasar o desenvolvimento dos animais. Tratar apenas quando os sintomas aparecem significa que o prejuízo já está em andamento.

“Agosto é um dos meses mais desafiadores do ponto de vista sanitário, já que os animais enfrentam estresse nutricional e maior vulnerabilidade. Por isso, é fundamental reforçar o manejo estratégico nesse período”, destaca Elio Moro, gerente técnico de Ruminantes da Zoetis.

Prevenção como investimento

Manter o manejo sanitário bovino alinhado ao calendário de produção é uma prática que garante retorno em produtividade e tranquilidade para o pecuarista. “A saúde do rebanho começa nas decisões diárias de manejo. Quando essas decisões são guiadas por conhecimento técnico e planejamento, os resultados aparecem não só na balança, mas na rentabilidade da fazenda”, conclui Moro.

Ao transformar agosto em um ponto estratégico de ação, o produtor não apenas protege o rebanho, mas também fortalece os resultados econômicos da atividade.



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Filipinas libera exportação de carne bovina com osso e miúdos do Brasil



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou na quinta-feira (14) que as Filipinas liberaram a exportação de carne bovina com osso e miúdos bovinos. De acordo com o Mapa, os governos do Brasil e das Filipinas concluíram negociação sobre os requisitos sanitários para a exportação.

Com mais de 118 milhões de habitantes e consumo crescente de proteína animal, as Filipinas são um mercado estratégico para o agronegócio nacional. Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 1,5 bilhão em produtos agropecuários para o país, entre os quais se destacam carnes, cereais, farinhas e produtos do complexo sucroalcooleiro. A ampliação dos produtos autorizados a ingressar no mercado filipino fortalece a relação comercial bilateral e abre novas oportunidades para a cadeia produtiva da bovinocultura brasileira, diz a nota do Mapa.

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De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), as Filipinas já ocupam a sexta posição entre os maiores compradores de carne bovina brasileira e são o segundo maior mercado no Sudeste Asiático. Atualmente, o Brasil responde por 40% das importações do país, e a ampliação do acesso deve abrir novas oportunidades de negócios com cortes de maior valor agregado e miúdos.



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Citros: incertezas limitam o fechamento de contratos no ciclo 2025/26



O fechamento de contratos envolvendo a laranja da safra 2025/26 segue em ritmo lento. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)  . 

Segundo o instituto, os citricultores ainda aguardam uma movimentação mais consistente por parte da indústria, que continua ajustando os valores no spot e prefere acompanhar as evoluções de oferta e demanda antes de definir novos acordos. 

Pesquisadores ressaltam que, em anos anteriores, o fechamento dos contratos já ocorria no primeiro semestre e, em 2025, estão sendo postergados, sobretudo por conta da safra tardia, dos preços em queda após março e, mais recentemente, pelas incertezas quanto ao tarifaço norte-americano. 

Embora o suco de laranja brasileiro tenha entrado na lista de exceções da sobretaxa de 40% dos EUA, subprodutos fundamentais da cadeia, como óleos essenciais e células cítricas, ainda seguem taxados (em 50%).



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Ovos: cotações da proteína tem aumento de 7% na última semana


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Foto: Pixabay

Os ovos seguem em alta, impulsionados pela combinação de vendas aquecidas e estoques mais equilibrados. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Nos últimos setes dias, os aumentos chegaram a 7% entre as praças acompanhadas pelo Instituto. 

Do lado da oferta, pesquisadores explicam que, além das baixas temperaturas, que têm limitado a produção em diversas regiões, os descartes de poedeiras mais velhas realizados no último mês reforça esse cenário. 

Dados preliminares do IBGE apontam 1,22 bilhão de dúzias de ovos de galinha produzidos no segundo trimestre de 2025. O volume é 4% superior ao do mesmo período de 2024 e 1,6% acima do registrado nos três primeiros meses deste ano.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de defensivos para soja recua 4,3% no Brasil


Levantamento da Kynetec Brasil, o FarmTrak Soja da safra 2024/2025 registrou recuo de 4,3% na movimentação do mercado de defensivos agrícolas para a oleaginosa. Foram transacionados US$ 9,45 bilhões em produtos, ante US$ 9,87 bilhões do ciclo 2023-24. Em contrapartida, a área potencial tratada (PAT) pelas tecnologias para a proteção do cultivo apresentou crescimento relevante de 12% e passou de 1,4 bilhão de hectares, novo recorde, segundo o especialista em pesquisas da empresa, Cristiano Limberger.

Conforme o executivo, a redução do faturamento do setor de defensivos na soja veio associada, sobretudo, à combinação entre a desvalorização do real frente ao dólar, de 7,7% na safra, e a retração média de 8% nos preços e custos dos produtos. “Os impactos positivos da elevação na adoção de tecnologias, medida em área potencial tratada (PAT), por número de aplicações de produtos, refletem principalmente uma safra com condições climáticas mais favoráveis à obtenção de produtividade, marcadamente na região dos cerrados”, adianta Limberger.

O levantamento mostra que entre os produtos mais demandados pelos produtores na safra 2024/25, os fungicidas foliares se mantiveram na ponta do mercado: subiram de 38% para 40% em participação, com vendas de US$ 3,819 bilhões, 3% acima da temporada anterior (US$ 3,713 bilhões). Segundo Limberger, nesse segmento as transações mais robustas envolveram fungicidas ‘premium’ (64%). Os ‘stroby mix’ e os protetores preencheram 14% e 13% do total da categoria, respectivamente.

Inseticidas foliares, na segunda posição, representaram 23,6% do total de vendas da cultura ou US$ 2,23 bilhões, decréscimo de 9% face a 2023/24 (US$ 2,443 bilhões). Desses produtos, assinala Limberger, o destaque ficou por conta daqueles para controle de percevejos, com 54% do montante da categoria (US$ 1,2 bilhão), além da adoção em 96% da área cultivada e do indicador médio observado de 3,4 aplicações na safra. Inseticidas para lagartas ocuparam 30% da categoria, ou US$ 671 milhões, aponta o executivo.

Os herbicidas, historicamente a terceira categoria em comercialização entre os defensivos agrícolas da soja, mantiveram a posição mas também apresentaram declínio em desempenho econômico e na participação nas vendas totais: responderam por 23% ou US$ 2,18 bilhões, frente a 25% ou US$ 2,4 bilhões da temporada 2023/2024. Glifosatos para dessecação e pré-emergência corresponderam a 43% do subsegmento, à frente dos pré-emergentes (16%) e dos graminicidas seletivos (11%), entre outros.

Segundo o FarmTrak Soja, produtos específicos para tratamento de sementes tracionaram 6% das vendas – representatividade idêntica à da safra anterior -, de US$ 558 milhões Já os nematicidas atingiram US$ 250 milhões, 2,6% do mercado total. Este último subsegmento, diz Limberger, segue em crescimento safra após safra em valor e adesão, que passou de 31% para 36% da área cultivada em 2024-25.

Produtos como adjuvantes e inoculantes, somados, equivaleram a 4,4% do mercado total de defensivos para soja, US$ 418 milhões. “Outros insumos, que também são fundamentais no manejo, em função do custo mais baixo representaram uma fatia menor em valor de mercado”, acrescenta Limberger.

O FarmTrak Soja 2024/25 resultou de mais de 3,7 mil entrevistas realizadas com agricultores das principais regiões produtoras de soja do país.

 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Clima no Brasil em agosto favorece lavouras de cevada, aponta Nottus


Com previsão de frio tardio e variação climática nos próximos meses, produtores devem redobrar o monitoramento das lavouras de cevada, especialmente em fase de floração e maturação.

O mês de agosto com previsão de tempo mais seco e boas condições de radiação solar no Sul do Brasil, cenário considerado ideal para o desenvolvimento das lavouras de cevada, que se encontram em fase decisiva do ciclo, de acordo com avaliação da Nottus, empresa de inteligência de dados e consultoria meteorológica para negócios. No entanto, as projeções para setembro já acendem um sinal de alerta: o retorno das chuvas acima da média e a redução na luminosidade podem comprometer as fases finais da cultura e a colheita.

“A cevada é uma cultura típica de inverno, complementar à rotação das culturas de verão, sendo produzida em áreas de soja, milho e outros grãos. O cereal é extremamente frágil e suas flores são sensíveis a temperaturas baixas, especialmente às geadas. Por isso, o cultivo é indicado para regiões de clima temperado e com baixa umidade durante o florescimento e a maturação”, explica Paulo Etchichury, CEO e meteorologista da Nottus. “Embora o risco de geadas amplas seja baixo, a possibilidade de frio tardio permanece e deve ser considerada, sobretudo pela sensibilidade das flores da cevada a temperaturas muito baixas. Essa condição exige atenção dos produtores, especialmente no Paraná, maior estado produtor”, completa.

As perspectivas para este ciclo são melhores que as do ano passado, principalmente devido à menor frequência de eventos extremos. Junho teve chuvas acima da média e registros de geadas, o que causou preocupação inicial. Na sequência, julho foi marcado por tempo mais seco e maior incidência de radiação solar, o que favoreceu a instalação e o desenvolvimento das lavouras de inverno.

Com cerca de 85% da produção nacional destinada à indústria de malte, a cevada continua sendo uma cultura estratégica no Sul do país, onde encontra clima temperado e baixa umidade, condições ideais para sua floração e maturação. Ainda assim, a variação entre meses e regiões exige manejo atento para evitar perdas nas fases finais do cultivo. “De um modo geral, cenário climático em 2025 se mostra favorável para o desenvolvimento das lavouras de cevada, porém o desempenho e condições de produção podem variar de uma região para outra, dependendo do período de plantio”, conclui o CEO da Nottus.

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com demanda mais aquecida preços sobem



Os preços da carne de frango seguem em alta no mercado brasileiro. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo o instituto, esse cenário está atrelado ao aquecimento da demanda doméstica pela proteína e também ao incremento das exportações no início do mês. 

No âmbito interno, colaboradores consultados pelo Cepea indicaram uma maior procura impulsionada sobretudo pelo Dia dos Pais. O tradicional aumento no consumo com o recebimento dos salários também aqueceu o mercado. 

No caso do frango vivo, desde que o Brasil voltou a ser certificado como livre da Influenza Aviária, os preços do animal têm reagido no mercado doméstico, ainda conforme levantamentos do Cepea.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Chile deve retomar importações de frango do Brasil, diz agência



O Chile deve retirar as restrições à importação de carne de frango do Brasil, segundo informações da Agência Reuters. Após a detecção de um caso de gripe aviária em uma granja no estado do Rio Grande do Sul, no início do ano, o país havia imposto barreiras às aves brasileiras.

De acordo com a Reuters, um documento enviado pelas autoridades chilenas ao governo brasileiro informa que o Chile concordou em retomar as compras de produtos avícolas produzidos após 9 de agosto. O documento também menciona que o parceiro comercial do Brasil voltará a importar ovos férteis, pintos de um dia, frango resfriado e produtos processados.

O texto acrescenta ainda que as autoridades chilenas reconhecem o estado do Rio Grande do Sul como livre da Doença de Newcastle, enfermidade viral altamente contagiosa que afeta aves, assim como a gripe aviária.

O país sul-americano se junta à Arábia Saudita, que também suspendeu, nesta semana, a proibição às importações de aves oriundas do Rio Grande do Sul.

Executivos da processadora de alimentos BRF comemoraram o fim do embargo da Arábia Saudita e a possível flexibilização das restrições do Chile, durante coletiva de imprensa.

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A BRF divulgou, na quinta-feira (14), resultados fortes no segundo trimestre, mas ressaltou que os embargos comerciais afetaram as exportações de aves da companhia e o desempenho trimestral.

Empresas brasileiras enfrentaram uma série de proibições regionais e nacionais após o primeiro surto de gripe aviária registrado em uma granja comercial do país, que vêm sendo gradualmente suspensas.

Grandes importadores de alimentos, como a China, ainda não retomaram as compras de carne de frango brasileira.



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