Uma espécie que considerada extinta na natureza foi reencontrada por pesquisadores no início deste ano, em Itanhaém, litoral sul de São Paulo, mas a publicação do artigo científico só aconteceu recentemente na revista Biota Neotropica.
Os pesquisadores encontraram o Leptopanchax itanhaensis em uma poça temporária e em uma vala de estrada na sub-bacia do Rio Preto. Essa espécie é um tipo de peixe anual que habita águas escuras, ácidas e com baixa concentração de oxigênio. Pelo o que sabe até o momento, ela ocorre somente em Itanhaém.
A poça onde a espécie foi avistada pela primeira vez foi destruída em 2007 e, desde então, nunca mais se ouviu falar desta espécie, apesar dos diversos esforços de pesquisa para reencontrá-la. Os cinco peixes encontrados eram machos e o maior deles tinha apenas 2,45 cm.
Segundo João Henrique Alliprandini da Costa, pesquisador e aluno do Programa de Biodiversidade de Ambientes Costeiros da Unesp, Campus do Litoral Paulista, o registro da espécie em poças temporárias é natural. Mas sua presença em valas de estradas levanta preocupações quanto à possível perda de habitat de um peixe já ameaçado.
Esse ambiente apresenta condições hostis, como a ausência de mata ciliar, o que o torna extremamente quente, além de ser vulnerável ao carreamento de poluentes.
Os pesquisadores continuarão a monitorar a espécie durante os próximos anos, buscando entender aspectos de sua biologia, como alimentação, reprodução, genética e o monitoramento das condições de vulnerabilidade da população.
“Essa descoberta é um lembrete poderoso da importância de proteger os ambientes naturais e dos esforços contínuos necessários para garantir a preservação da biodiversidade da Mata Atlântica”, acrescentou.
Citros em Foco de Avaré (SP) reuniu aproximadamente 120 citricultores
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Foto: Fundecitrus
O Citros em Foco de Avaré (SP) reuniu aproximadamente 120 citricultores e profissionais do setor. Além de palestras sobre o manejo do greening, os presentes também acompanharam uma explicação sobre os resultados de estudos com reguladores de crescimento e palestra ministrada pelo pós-doutorando no Fundecitrus Eduardo Gorayeb.
Na ocasião, Eduardo falou sobre a etapa preliminar dos estudos com reguladores. “Sobre os estudos que realizamos no ano de 2023 nós tivemos bons resultados com relação à retenção de frutos, principalmente com o uso do 2,4-D e da giberelina, com alguns casos de retenção de mais de 50% dos frutos, além disso, teremos pela frente outros desafios com relação à qualidade dos frutos”, explica.
Ele também afirma que esses primeiros resultados foram fundamentais para o planejamento dos estudos que já estão acontecendo no ano de 2024. “Esse experimento deu uma ideia muito boa para um bom planejamento do que estamos fazendo agora, pois estamos trabalhando com doses melhores, e ajustamos a época de aplicação, o que pode nos trazer resultados melhores”, ressalta
A conversa completa você encontra no Fundecitrus Podcast
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Foto: Fundecitrus
A edição 45 do Fundecitrus Podcast tratou sobre a importância da irrigação dos pomares como forma de reduzir os impactos provocados pelos longos períodos de estiagem.
Nesta primeira parte da conversa sobre o assunto, o jornalista Rodrigo Brandão fala com o consultor e professor do Departamento de Fitossanidade, Engenharia Rural e Solos da Unesp de Ilha Solteira, Fernando Tangerino Hernandez.
Durante o episódio, o professor mostrou que 36% da área total do cinturão citrícola conta com irrigação e destaca que essa tendência é de aumento. “É um caminho sem volta, a sustentabilidade da produção de alimentos passa pelos investimentos em sistemas de irrigação. A segurança hídrica comporta dois momentos: a reservação de água na propriedade e a segurança hídrica das plantas, ou seja, a diminuição do abortamento. Só existem vantagens em investir em sistemas de irrigação”, exclama.
A conversa completa você encontra no Fundecitrus Podcast, disponível no nosso canal do YouTube e nas principais plataformas de áudio.
Após um outubro com volumes recordes de chuva, São Paulo entra novamente em um período de instabilidade nestes sábado e domingo (2 e 3) e início da próxima semana.
Uma área de baixa pressão atmosférica associada a uma intensa entrada de umidade da faixa norte do Brasil traz condições que favorecem precipitações volumosas. Esse cenário se estende por várias regiões do estado, onde os acumulados podem ultrapassar o esperado para todo o mês de novembro em apenas alguns dias.
Neste sábado (2), a capital paulista e várias cidades do interior registraram chuvas significativas. Na zona sul de São Paulo, os bairros Jardim Ângela acumularam 67,6 mm, Interlagos 55 mm, e Jardim Vera Cruz 53 mm em poucas horas. Esse volume concentrado aumenta o risco de alagamentos e deslizamentos em áreas mais vulneráveis.
Fora da capital, o padrão de chuvas intensas se repetiu no interior, com Dracena registrando 44 mm, Avaré 39,5 mm, e Sumaré 44,1 mm. Essas precipitações reforçam a continuidade de um padrão instável no estado, mantendo a necessidade de alerta.
Previsão de muita chuva nos próximos dias
Foto: Climatempo
A previsão para os próximos dias indica que as chuvas continuarão intensas em São Paulo, especialmente entre domingo (3) e quarta-feira (6).
O mapa de acumulados destaca a faixa central do estado em vermelho, onde a chuva pode ultrapassar 150 mm no período, elevando o risco de enchentes e alagamentos, principalmente em áreas urbanas densas e próximas a rios e córregos.
A constante entrada de umidade do norte do Brasil deve intensificar o sistema de baixa pressão, mantendo o estado em situação de alerta. Esse volume de chuva em curto período pode impactar a infraestrutura urbana, afetando o trânsito e aumentando o risco de alagamentos em diversas regiões paulistas.
O mercado físico do boi gordo se deparou com consistente alta dos preços ao longo de outubro.
De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, o forte ritmo de embarques e a dificuldade na composição das escalas de abate deram o tom ao longo do mês, que foi pautado pelo estabelecimento de novas máximas para a atual temporada.
Iglesias ressalta que uma perspectiva de continuidade deste movimento no curto prazo ainda existe, com as exportações sendo o grande motor do aumento de preços.
“O fator cambial, com a forte valorização do dólar frente ao real, também assume um papel decisivo nesse movimento, sendo mais vantajoso aos frigoríficos destinar boa parte da produção ao mercado externo do que ao interno”, avalia.
Preços da arroba do boi
Os preços médios da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país fecharam assim em 31 de outubro:
São Paulo (Capital): R$ 325, alta de 16,07% frente aos R$ 280 registrados no fechamento de setembro
Goiás (Goiânia): R$ 315, avanço de 16,67% perante os R$ 270 praticados no final de setembro
Minas Gerais (Uberaba): R$ 320, aumento de 18,52% ante os R$ 270 do fechamento do mês retrasado
Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320, valorização de 16,36% em relação aos R$ 275 praticados no final de setembro
Mato Grosso (Cuiabá): R$ 310, 26,53% acima dos R$ 245 registrados no encerramento de setembro
Rondônia (Vilhena): R$ 300, aumento de 17,65% em relação aos R$ 255 praticados no final do mês retrasado
Mercado atacadista
O mercado atacadista registrou novo movimento de alta nos preços no decorrer do mês e a tendência é de que este movimento tenha continuidade no curto prazo.
Iglesias destaca que as proteínas concorrentes também devem apresentar elevação em seus preços em função do atual movimento delimitado de oferta de carne bovina, com grande destaque para a carne de frango.
O quarto do traseiro avançou 17,59% ao longo do mês, passando de R$ 19,90 o quilo para R$ 23,40 o quilo. O quarto do dianteiro subiu 15,51%, de R$ 15,15 para R$ 17,50.
Os funcionários da Funai, do Ibama e do ICMBio que realizem atividades de fiscalização poderão ter direito ao porte de armas. Essa foi uma das reportagens mais lidas do Canal Rural ao longo da semana. Não perca os detalhes:
A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na última quarta-feira (30), tendo sido apresentada pela Comissão Temporária Externa para investigar o aumento da criminalidade na Região Norte.
O relator, senador Fabiano Contarato (PT-ES), deu parecer favorável, com emendas. O texto agora será analisado no plenário do Senado.
Inicialmente voltada apenas aos servidores da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a proposta, por meio de emenda, passou a contemplar também os funcionários públicos que integram o Ibama e o ICMBio.
O PL 2.326/2022 modifica o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826, de 2003) para que servidores designados para atividades de fiscalização tenham o direito ao porte de arma, desde que esteja comprovada a aptidão técnica e psicológica para o uso de armamentos.
Caso Bruno Pereira e Dom Phillips
Uma das motivações da proposta, ressaltou Contarato, foi o assassinato do indigenista Bruno Pereira – então afastado de suas funções na Funai – e do jornalista inglês Dom Phillips na região do Vale do Javari, no município de Atalaia do Norte, Amazonas, em junho de 2022.
Entre os objetivos da comissão externa estava a fiscalização das medidas adotadas pelas autoridades diante desses homicídios.
“Esse projeto de lei se deu pela morte do indigenista Bruno e do Dom Phillips, que foram mortos com requintes de crueldade, inclusive com ocultação de cadáver. Olha, nós não podemos admitir que infelizmente no Brasil os grileiros estejam armados e esses funcionários estejam lá pagando com a vida […] lá no meio da Floresta Amazônica, e eles não tenham a possibilidade disso”, afirmou Contarato, que também foi o relator da proposta na Comissão e Meio Ambiente (CMA).
Contarato manteve no parecer emenda da CMA que concede o porte de arma, nas mesmas condições, aos integrantes do Ibama e do Instituto Chico Mendes. Ele explica que dispositivos do Código Florestal (Lei 12.651, 2012) e do Código de Pesca (Decreto-Lei 221, de 1967), que concediam o porte de armas aos fiscais ambientais, foram revogados.
Atualmente, de acordo com o Estatuto do Desarmamento, é vedado ao menor de 25 anos adquirir arma de fogo. Emenda do senador exclui os fiscais dos três institutos dessa regra. Ele também adicionou esses servidores entre os isentos do pagamento de taxas de registro e manutenção dos armamentos.
Ressalvas à proposta
A matéria não foi aprovada por unanimidade. Durante a discussão, os senadores Mecias de Jesus (Republicanos-RR), Dr. Hiran (PP-RR) e Omar Aziz (PSD-AM) sugeriram, através de emenda, que o projeto apresentasse dispositivo concedendo o porte para “uso extremamente criterioso e controlado”, limitando-o a casos de necessidade “comprovada e temporária”.
Na avaliação deles, não se justificaria o porte de arma para os servidores do ICMBio, do Ibama e da Funai, por exemplo, “dentro de um prédio da Funai”, como alegou Dr. Hiran.
Já o senador Omar Aziz questionou a efetividade desse porte já que, conforme o senador, esses mesmo servidores, quando em ações de fiscalização, atuam com reforço de órgãos de segurança, como a Polícia Federal. Ele disse também que o enfrentamento da insegurança e das ilegalidades como o garimpo ilegal, na Amazônia, só será efetivo a partir da regulamentação da extração do ouro na região.
“Quando a Funai ou o Ibama, principalmente o Ibama, vai tocar fogo nas balsas [do garimpo ilegal ou dos desmatadores], vai a Polícia Federal ao lado deles para tocar fogo, até porque, para explodir uma balsa daquela, você tem que colocar pólvora, dinamite ou coisa parecida, e tem que ser especialistas, não é qualquer um […]. Só [permitir o porte] em ação é uma emenda que cabe neste momento, porque eles têm apoio da Polícia Militar quando sugerem, quando pedem, e têm feito isso sistematicamente na minha região, e o governo não se mexe para regulamentar [o garimpo]”, continuou Aziz.
No entanto, a emenda não foi acatada pelo relator. Contarato considerou que é preciso partir da presunção da legitimidade e da boa fé desses servidores que, observou, atuam sob risco de morte.
“Nós não podemos inverter a lógica. Olha, se o próprio Tribunal de Contas da União já recomendava isso e se hoje nós temos a concessão de porte de arma para funcionários do Ibama e do ICMBio por decreto ou por uma legislação antiga, o que nós estamos colocando é simplesmente na lei. Nós não podemos inverter a lógica da utilização pela má-fé. A presunção é de legitimidade dos atos praticados pela administração pública, e o projeto de lei fala que só nos casos de fiscalização efetivamente. Então, não está aqui para conceder… ‘Ah, porque ele vai andar no restaurante, no bar ou na padaria’. Não é isso, nós temos aqui a atividade típica da polícia como nas instituições que compõem lá no art. 144, seja polícia civil, polícia militar, guarda municipal, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal”, argumentou o relator.
Defesa do porte de arma
Foto: Divulgação/Ibama
Os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Sérgio Moro (União-PR) concordaram com o porte de arma para esses servidores.
“Esse negócio de conceder porte de arma só para quem está em serviço não existe. Um fiscal ambiental toma uma determinada medida dentro da lei, e um marginal que quer atentar contra a vida desse fiscal vai tentar fazer com ele de serviço e principalmente com ele fora de serviço. Na hora em que ele vai a um restaurante, que ele vai a uma igreja, que ele vai a uma missa, que ele está andando na rua com a sua família, é um momento em que ele pode ser, sim, vítima de violência desses marginais que foram fiscalizados. E não é porque é fiscal do Ibama ou do ICMBio ou porque eu não concordo com a atuação daquele órgão que a gente vai negar um direito dessa pessoa a ter o mínimo de instrumento para defender a própria vida”, disse Flávio Bolsonaro.
O texto foi publicado, originalmente, na Agência Senado.
Novembro terá chuvas entre normal e acima da média em grande parte da região Sudeste, Goiás, centro-leste de Mato Grosso, Acre, Roraima, noroeste e sudeste do Amazonas. A informação parte de boletim mensal do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
De acordo com o órgão, o Rio Grande do Sul terá precipitação na faixa normal, com algumas localidades acima da média. Para saber as áreas exatas, confira no mapa: chuva acima da média (tons em azul), dentro da média (cinza) e abaixo (amarelo).
Foto: Divulgação Inmet
Já em grande parte da região Nordeste, centro-norte do Pará, Amapá, Roraima, bem como o sudoeste de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, são previstas precipitações próximas e abaixo da média climatológica.
Umidade do solo
O prognóstico climático do Inmet para novembro deste ano indica que a previsão de pouca chuva para o nordeste da região amazônica e grande parte da região Nordeste trará redução dos níveis de umidade no solo, principalmente no Matopiba (região que abrange os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), o que pode dificultar o avanço do plantio da soja.
Já para as regiões Centro-Oeste e Sudeste, o mês de novembro será marcado pela recuperação dos níveis de umidade no solo, devido a previsão de chuvas mais regulares que favorecerão o plantio e o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra.
Em grande parte da Região Sul, a previsão é de chuvas próximas à média histórica e os níveis de umidade no solo permanecerão elevados e podem beneficiar os cultivos de inverno que se encontram na fase de enchimento de grãos, assim como o desenvolvimento da safra 2024/25.
O Inmet também mostra a previsão de temperaturas. A previsão indica que deverão ser acima da média em grande parte do país (tons em laranja no mapa).
Há possibilidade de ocorrência de alguns dias de calor em excesso (tons em vermelho), principalmente em áreas do norte das regiões Norte e Nordeste, onde as temperaturas médias poderão ultrapassar os 28ºC.
Segundo o Instituto, em algumas localidades do leste da Região Sudeste e Sul, são previstas temperaturas próximas ou ligeiramente abaixo da média em algumas localidades pontuais (tons em cinza e azuis no mapa), devido a ocorrência de dias consecutivos com chuva que podem amenizar a temperatura.
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Foto: Compre Rural
De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (31) pela Emater/RS-Ascar, no Rio Grande do Sul, a colheita de aveia branca já se aproxima da fase final em várias regiões, com produtividade variando consideravelmente entre as lavouras. A maior parte das lavouras apresentou rendimento abaixo do esperado devido a intempéries e ao manejo de baixo investimento em algumas áreas.
Com uma área cultivada de 365.590 hectares para produção de grãos, a expectativa inicial de produtividade era de 2.402 kg/ha, mas chuvas e ventos fortes comprometeram o rendimento em diversos pontos. A Fronteira Oeste, especialmente em Bagé, registra lavouras acamadas, exigindo colheita rente ao solo para minimizar perdas. Em Maçambará, onde 50% da área já foi colhida, a produtividade ficou em 2.090 kg/ha, uma redução de 5% em relação às projeções iniciais.
Em Ijuí, a produtividade alcança cerca de 2.600 kg/ha, e muitos produtores estão armazenando os grãos em suas propriedades devido à qualidade inferior, que dificulta a venda. Já na região de Soledade, apesar de chuvas e ventos fortes, a cultura manteve boa qualidade, com produtividade de até 3.000 kg/ha nas primeiras áreas colhidas.
Na comercialização, os preços variam conforme a qualidade dos grãos, com valores médios de R$ 60,00 por saca em Ijuí, R$ 78,00 em Passo Fundo e R$ 66,00 em Erechim.
O curso “manejo e controle de javali com uso de armadilha tipo curral” teve sua primeira edição realizada em outubro deste ano, em Capão Alto, na Serra Catarinense. Com mais quatro edições programadas para este ano, o treinamento integra o Plano de Ação Territorial para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção do Planalto Sul (PAT Planalto Sul) e é voltado a proprietários rurais, equipes de unidades de conservação, comunidades tradicionais e outros interessados no controle do javali.
Na atividade, técnicos abordaram temas relativos à legislação e procedimentos para a obtenção de autorização para o controle de javalis, riscos sanitários da espécie e coleta de material biológico, legislação e procedimentos de segurança para o uso de armas de fogo, construção de armadilhas do tipo curral e sua operação.
Foto: IMA/divulgação
Os participantes também tiveram a oportunidade de conhecer, na prática, a construção e uso de uma armadilha do tipo curral. Essa ação foi viabilizada com a aquisição de armadilhas por meio do Programa Pró-espécies – Todos contra a extinção, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
A oferta da capacitação é resultado de uma parceria do IMA com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), a Polícia Militar Ambiental (PMA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama).
Os javalis são animais exóticos invasores capazes de causar danos significativos às lavouras, à flora, à fauna e aos recursos hídricos e representam uma ameaça à saúde pública, podendo transmitir doenças tanto para suínos domesticados quanto para seres humanos.
“Dentro deste cenário, o IMA e demais instituições envolvidas buscam contribuir, por meio de capacitações, dentre outras ações, com a redução das populações de javalis em Santa Catarina, apresentando alternativas de controle”, explica a coordenadora do Programa Estadual de Espécies Exóticas Invasoras e Engenheira Agrônoma do IMA, Elaine Zuchiwschi.
A capacitação está prevista no Plano de Manejo e Controle do Javali de Santa Catarina, instituído pela Portaria IMA 197/2023, o qual visa reduzir a população desses animais exóticos e os impactos que causam ao meio ambiente e ao setor agropecuário.
O Plano é coordenado pelo IMA e tem a coordenação de apoio composta pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR), Cidasc, Polícia Militar Ambiental e Polícia Civil, por meio do Centro de Apoio Operacional de Combate aos Crimes Contra o Agronegócio (Caoagro). Instituições governamentais e da sociedade civil organizada também são parceiras do Plano, seja como integrantes do Grupo de Assessoramento Técnico ou como articuladores e colaboradores das ações.
A diretora do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Anna Mandelli, defendeu na última quinta-feira (31), que a fase de testes do aumento do percentual do biodiesel no diesel seja feita considerando as condicionantes de diferentes regiões brasileiras.
Na prática, seriam realizados inúmeros testes, o que poderia atrasar a regulamentação do mandato obrigatório na mistura do biocombustível, segundo interlocutores do setor.
O presidente Lula sancionou a lei “combustíveis do futuro” no início de outubro. O texto trata de uma série de iniciativas, incluindo determinações sobre o aumento da mistura de biodiesel ao diesel.
A partir de 2025 será acrescentado 1 percentual de mistura por ano, até atingir 20% em março de 2030. Desde março de 2024 o biodiesel passou a ser misturado ao diesel de origem fóssil no percentual de 14%.
Viabilidade dos biodiesel
O Ministério de Minas e Energia (MME) e agentes do setor discutem agora a fase de testes de viabilidade técnica e econômica das mudanças. Estudos sobre aspectos sociais também poderão ser elaborados, como o impacto da produção de biocombustíveis nas comunidades locais.
“Já temos exemplos de montadoras que já aprovaram teores mais altos, mas estamos discutindo aqui colocar teores mais altos do biodiesel no diesel do Oiapoque ao Chuí. Temos que efetivamente refletir nesses testes o que o consumidor vai receber nas diferentes regiões do país, que é tão grande”, declarou Anna.