domingo, março 22, 2026

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como fica o tempo no primeiro fim de semana da estação?


O início do outono astronômico no Hemisfério Sul será marcado por mudanças nas condições do tempo em diferentes regiões do Brasil, com previsão de chuvas intensas em parte do país e temperaturas elevadas em outras áreas. As informações foram divulgadas pela Meteored.

A estação começou nesta sexta-feira (20), às 11h46 (horário de Brasília), caracterizando um período de transição entre o verão, com calor e volumes elevados de chuva, e o inverno, com tempo mais seco e temperaturas mais amenas. Segundo a previsão, esse processo ocorre de forma gradual. “O outono apresenta, em seu início, características semelhantes ao verão, com tempo quente e ocorrência de pancadas de chuva, geralmente no final do dia”, aponta o levantamento.

Ainda de acordo com a análise, a segunda metade da estação tende a apresentar redução das chuvas e queda nas temperaturas. “Já na segunda metade da estação, observa-se a diminuição gradual das chuvas e das temperaturas”, informa.

Para esta sexta-feira (20), a previsão indica tempo firme na maior parte da Região Sul, com chuvas fracas concentradas no leste. No Sudeste, Centro-Oeste e Norte, há previsão de pancadas irregulares, com risco de chuvas intensas em Minas Gerais e no Mato Grosso.

No sábado (21), a chegada de uma frente fria deve provocar instabilidade no Rio Grande do Sul, com aumento de nebulosidade e possibilidade de chuvas ao longo do dia. À tarde, há alerta para temporais no extremo sul do estado. Nos demais estados do Sul e parte do Sudeste, o tempo tende a apresentar aumento gradual de nuvens.

No Sudeste, a atuação de um bloqueio atmosférico deve favorecer a elevação das temperaturas, embora ainda haja previsão de pancadas isoladas no leste de São Paulo e do Rio de Janeiro. Já no Espírito Santo e no norte de Minas Gerais, a previsão aponta para chuvas intensas associadas à atuação de um corredor de umidade.

No Mato Grosso do Sul, Goiás e em estados da Região Norte, como Pará e Tocantins, o tempo deve permanecer parcialmente nublado, com chuvas irregulares ao longo do dia.

No domingo (22), a frente fria avança pelo Sul do país, mantendo o céu encoberto e aumentando o risco de chuvas intensas e temporais no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A combinação com um corredor de umidade deve intensificar as instabilidades ao longo da tarde.

Já em estados do Sudeste, como São Paulo, Rio de Janeiro e grande parte de Minas Gerais e Espírito Santo, o bloqueio atmosférico tende a reduzir a formação de nuvens. Ainda assim, há possibilidade de chuvas pontuais e de fraca intensidade.

De acordo com a Meteored, “o primeiro final de semana do outono trará chuvas para o Sul do Brasil, devido ao avanço da frente fria com potencial para eventos intensos”. Ao mesmo tempo, “no Sudeste, o bloqueio atmosférico atuará reduzindo os volumes de chuva e as chances de precipitação nos próximos dias”.





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Do doce ao salgado: Japão amplia uso de ovos na culinária local


Do doce ao salgado: Japão amplia uso de ovos na culinária local
Foto: Reprodução/Canal Rural

O consumo de ovos no Japão e a variedade de preparações com o alimento são destaque no segundo episódio da experiência da nutricionista Fabiana Borrego no país, exibido no programa Interligados da última sexta-feira (20). Desta vez, ela visitou o tradicional mercado de rua Tsukiji, em Tóquio.

Direto do local, Fabiana apresentou diferentes opções encontradas nas barracas. “Aqui a gente vê uma diversidade muito grande de preparações com ovos”, relata.

Consumo elevado e tradição

Um dos exemplos é o tamagoyaki, omelete japonesa bastante popular, preparada com caldo dashi. “É uma omelete tradicional, muito consumida no Japão”, explica.

O volume também chama atenção. Segundo a nutricionista, o japonês consome, em média, cerca de 340 ovos por ano, o que significa praticamente uma unidade por dia.

Controle sanitário

Outro ponto destacado é o rigor no controle sanitário. Fabiana observa que o Japão mantém um sistema de rastreabilidade que acompanha o produto desde a origem até a comercialização.

“Existe um controle muito rigoroso contra a salmonela, com rastreabilidade e validade indicada até na casca do ovo”, afirma.

Ela explica ainda que o consumo cru é permitido dentro do prazo indicado. Após esse período, o alimento segue próprio para consumo, desde que seja preparado.

Diversidade no dia a dia

Além do tamagoyaki, a experiência mostra bebidas à base de gema, sanduíches recheados e doces tradicionais, como o mochi com creme de ovo.

“O ovo não traz só sabor, mas também textura para os pratos”, destaca Fabiana.

A visita ao mercado reforça como o alimento está presente na rotina japonesa, em diferentes tipos de receitas e momentos do dia.

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Biólogo transforma 1.200 colmeias em modelo de negócio sustentável


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Foto: divulgação/Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Em um cenário onde a apicultura paulista floresce com um crescimento de 22% em 2024, alcançando a marca de 6.772 toneladas de mel, histórias como a de Celso Ribeiro Cavalcanti de Souza explicam por que o setor se tornou estratégico para o desenvolvimento rural de São Paulo.

Proprietário da Estação do Mel, no município de Pindamonhangaba, em São Paulo, Souza é exemplo da união entre o conhecimento na prática e a alta tecnologia.

A trajetória de Souza com as abelhas começou cedo, aos 10 anos, quando manejava uma pequena colmeia de abelhas sem ferrão no quintal de casa. Criado em uma região de forte vocação apícola, próxima ao Instituto Biológico (antigo Centro de Apicultura Tropical), ele transformou o interesse de infância em profissão.

Formou-se técnico em agropecuária pelo Colégio Agrícola de Jacareí e, mais tarde, graduou-se em Biologia e Farmácia. Durante 14 anos, ele atuou na Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), cuidando do plantel de seleção genética de abelhas rainhas.

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Foto: divulgação/Secretaria de Agricultura e Abastecimento

“Eu trabalhei na prática como produtor e, simultaneamente, dentro do maior centro de pesquisa de abelhas africanizadas do mundo”, revela Souza. Enquanto contribuía para a ciência do estado, ele estruturava seus próprios apiários, chegando a manejar 1.200 colmeias com tecnologia de ponta.

Estação do Mel

Hoje, a Estação do Mel é um modelo de verticalização, localizada estrategicamente próxima ao eixo turístico de Santo Antônio do Pinhal e Campos do Jordão, a empresa não apenas produz mel, pólen e própolis, mas também aposta no turismo.

Visitantes podem vivenciar “um dia de apicultor”, participando de cafés da manhã temáticos e dias de campo. Mas Souza, foi além, ele desenvolveu linhas exclusivas de:

  • Bebidas: vinho, cachaça e vinagre de mel;
  • Cosméticos: shampoos, cremes e sabonetes à base de produtos da colmeia;
  • Apiterapia: tratamentos de saúde que utilizam desde a ingestão de própolis até a inalação do ar da colmeia e massagens detox com mel.

Futuro sustentável

Dados do Instituto de Economia Agrícola e da Defesa Agropecuária (IEA) indicam a existência de mais de 235 mil colmeias de abelhas africanizadas (com ferrão) e 1.926 apiários, com produção anual de 5,15 mil toneladas. Já as abelhas nativas (sem ferrão) somam mais de 30 mil colmeias, distribuídas em mais de 3 mil meliponários.

Existem 240 mil colmeias de abelhas africanizadas e mais de 30 mil de abelhas nativas no estado. Como destaca a especialista ambiental da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) Carolina Matos, o setor gera emprego no campo enquanto preserva a biodiversidade por meio da polinização.

“São Paulo vem mostrando que é possível crescer com responsabilidade ambiental. O avanço da apicultura e da meliponicultura no estado gera emprego no campo, fortalece a economia local e, ao mesmo tempo, contribui diretamente para a conservação ambiental, por meio da polinização e da preservação da biodiversidade”, afirma.

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Queda nos preços do arroz reflete excesso de oferta


Os preços do arroz vêm registrando queda nas últimas semanas em meio a um cenário de oferta elevada e demanda enfraquecida em diversos mercados. O ambiente global também tem sido marcado por incertezas geopolíticas, que aumentam a volatilidade e afetam o ritmo das negociações internacionais.

De acordo com a Associação de Produtores de Arroz dos Estados Unidos, o conflito no Oriente Médio tem ampliado a insegurança no comércio, com relatos de embarques sendo retidos e impactos diretos sobre a demanda. A entidade destaca que o aumento dos estoques globais intensifica a pressão sobre os preços, tornando o excesso de oferta ainda mais relevante diante de qualquer retração no consumo.

Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos indicam que, desde fevereiro, as cotações de exportação recuaram entre os principais fornecedores globais, com exceção do Uruguai. Nos Estados Unidos, os preços caíram para 534 dólares por tonelada, refletindo vendas fracas. Na Índia, Vietnã, Paquistão e Tailândia, os recuos também foram atribuídos à menor demanda e, em alguns casos, ao avanço das colheitas ou à desvalorização cambial. O Uruguai apresentou movimento oposto, com leve alta devido à oferta restrita antes da nova safra.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura aponta que, em fevereiro, os preços globais tiveram leve alta mensal, mas permanecem abaixo do registrado há um ano. O comportamento foi heterogêneo entre os diferentes tipos de arroz, com valorização nos segmentos japonês e aromático e estabilidade ou queda em outros, influenciados por fatores como demanda regional, disponibilidade e variações cambiais.

Nas Américas, o início da colheita no Mercosul trouxe estabilidade em alguns mercados e recuos em outros, como no Brasil e nos Estados Unidos. A entidade também observa que estoques elevados podem levar à redução da área plantada na próxima safra norte-americana. Na Europa, representantes do setor alertam para uma crise crescente, impulsionada pelo aumento das importações, custos mais altos e exigências regulatórias.

 





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Avanço do amendoim brasileiro leva argentinos ao interior de SP


amendoim
Foto: Freepik

As exportações brasileiras de amendoim cresceram mais de 20% no ano passado e bateram recorde de faturamento na safra de 2025, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA).

O avanço é sustentado principalmente por ganhos de produtividade no campo, impulsionados por tecnologia e mecanização.

Esse cenário tem colocado o Brasil em evidência no mercado internacional e também atraído produtores de outros países. Durante a semana, o estado de São Paulo recebeu a visita de 40 agricultores argentinos interessados em conhecer de perto o modelo produtivo brasileiro.

Tecnologia no campo impulsiona eficiência

Ao longo da programação, os visitantes acompanharam etapas da produção, com destaque para a colheita mecanizada. Segundo o diretor de operações das Indústrias Colombo, Neto Colombo, o uso de máquinas mais modernas tem sido determinante para os resultados.

“Eles puderam ver no campo a operação de colheita com máquinas automotrizes, de alta eficiência, que já são mais utilizadas aqui no Brasil. São equipamentos que produzem mais com menos, o que também contribui para a sustentabilidade”, afirmou.

De acordo com ele, além de elevar a produtividade, a mecanização reduz perdas e melhora o desempenho operacional das lavouras.

Sustentabilidade ligada à produtividade

O Brasil produz atualmente mais de 1 milhão de toneladas de amendoim por ano e segue ampliando a produção sem abrir mão de práticas sustentáveis. Esse avanço, segundo especialistas do setor, está diretamente ligado à eficiência no manejo.

Colombo explica que operações mais eficientes reduzem o número de passadas das máquinas, diminuindo o consumo de combustível e o impacto ambiental.

“Quando você tem alta eficiência, você reduz perdas, aumenta a produção por hectare e dilui o impacto ambiental na produção total”, destacou.

Troca de experiências fortalece o setor

Mesmo entre os sete maiores produtores de amendoim do mundo, o Brasil mantém a estratégia de troca de experiências com países vizinhos, como a Argentina.

Segundo Colombo, apesar das diferenças regionais, os desafios no campo são semelhantes. Por isso, o intercâmbio técnico tende a beneficiar ambos os lados. Ele ressalta que o contato entre os produtores pode gerar parcerias de longo prazo e contribuir para o desenvolvimento da cadeia produtiva.

Espaço para novas tecnologias

Entre as oportunidades identificadas, está o avanço no uso de tecnologias de monitoramento e gestão no campo, especialmente na Argentina.

“O uso de telemetria e monitoramento de produtividade, integrado às decisões de manejo, pode tornar o produtor mais eficiente. Isso permite decisões mais assertivas, inclusive no uso de defensivos”, avaliou Colombo.

A expectativa é de que a troca de experiências acelere a adoção dessas ferramentas e contribua para ganhos de produtividade nas próximas safras.

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Silagem de milho: entenda as diferenças e saiba qual tipo escolher para a fazenda


Foto: Reprodução/Giro do Boi.
Foto: Reprodução/Giro do Boi.

No planejamento nutricional para 2026, a escolha da variedade de milho para silagem é uma decisão estratégica que pode determinar o lucro por arroba ou por litro de leite. Segundo o zootecnista Edson Poppi, essa escolha depende dos objetivos do produtor: se é necessário volume para alimentar o gado ou densidade energética para substituir o concentrado.

Com a safrinha em desenvolvimento, entender as categorias de silagem é fundamental para a gestão de estoque de alimentos na fazenda. A silagem clássica, amplamente utilizada no Brasil, aproveita todo o potencial da lavoura de milho. As opções de silagem não são consideradas “volumosos” tradicionais, mas sim métodos de processar o milho para substituir o milho seco moído (fubá) na dieta, aumentando a eficiência energética.

Confira:

Importância dos inoculantes na silagem

O uso de inoculantes específicos, como o Lactobacillus buchneri, é essencial, especialmente nas silagens de grão. Edson Poppi afirma que esses inoculantes aceleram a quebra da proteína que protege o amido e evitam o aquecimento do silo após a sua abertura, reduzindo perdas por fungos e leveduras.

O cuidado na escolha do milho é importante para o produtor que adquiriu milho seco ou não teve estrutura para colher o grão úmido no momento adequado.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Brasil e Bolívia avançam em corredor de 148 km para escoamento no Centro-Oeste


Estudo da CNA aponta que mais de 80% das estradas vicinais do país estão fora do padrão. Foto: Divulgação/CNA.
Estudo da CNA aponta que mais de 80% das estradas vicinais do país estão fora do padrão. Foto: Divulgação/CNA.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou nesta sexta-feira (20), em Mato Grosso, da assinatura de um termo de intenção para a construção de um corredor rodoviário transfronteiriço entre Brasil e Bolívia.

A proposta prevê a implantação e pavimentação de uma rodovia com cerca de 148 quilômetros de extensão. O trecho ligará a fronteira brasileira, conectada à MT-199, em Vila Bela da Santíssima Trindade (MT), ao entroncamento com a Rodovia 10 boliviana, em San Ignacio de Velasco, no departamento de Santa Cruz.

O acordo envolve o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Aliança do Setor Produtivo de Mato Grosso — formada por FAMATO, FIEMT e FECOMÉRCIO-MT — e o Governo Autônomo Departamental de Santa Cruz, representado pelo governador Luis Fernando Camacho.

Integração e competitividade

Durante o ato, Fávaro destacou o papel estratégico das rotas de integração sul-americanas para o comércio regional. Segundo ele, a iniciativa faz parte da estratégia brasileira de consolidar corredores logísticos que conectem os oceanos Atlântico e Pacífico.

De acordo com o ministro, a nova rota pode ampliar o acesso da Bolívia aos mercados internacionais por meio dos portos do Arco Norte brasileiro, ao mesmo tempo em que aumenta a escala e a competitividade das exportações do Brasil.

Ele também ressaltou o avanço na relação entre os países e citou outros projetos de integração, como a ligação em Guajará-Mirim (RO), que também busca facilitar o acesso à Bolívia e às rotas de exportação.

Próximos passos

O termo assinado formaliza o interesse das partes e abre caminho para a estruturação do projeto.

O Mapa deve atuar na articulação entre os setores público e privado e na interlocução com instituições financeiras, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para avaliar alternativas de financiamento.

A proposta também prevê a criação de um canal permanente de cooperação entre os envolvidos, com troca de informações e alinhamento institucional para viabilizar o corredor.

Na prática, a iniciativa busca ampliar as opções de escoamento, estimular o comércio bilateral e fortalecer a integração produtiva entre Brasil e Bolívia.

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Conheça o tamanduá-da-soja, praga que pertence à segunda família mais diversa do mundo


tamanduá-da-soja adulto
Foto: Clara Beatriz H. Campo/Embrapa

O tamanduá-da-soja (Sternechus subsignatus) é uma das pragas que desafiam o manejo nas lavouras brasileiras, especialmente pela forma como se desenvolve e ataca plantas.

De acordo com o mestre em zoologia na Univerdade Federal da Paraíba (UFPB) João Paulo Nunes, o animal é pertencente à família Curculionidae a segunda família mais diversa de animais do planeta. “Nela há mais de 50 mil espécies. É um número absurdo, só essa família tem mais espécies do que todas as espécies dos vertebrados juntos” destaca. 

A diversidade só é superada pela família dos chamados potós (Paederus), besouros de corpo alongado que, quando esmagados sobre a pele humana, podem causar queimaduras.

O inseto chama atenção pela estrutura alongada na cabeça, o chamado rostro. O termo vem do latim rostrum, que significa “bico” ou “focinho”, característica que inspirou o nome popular, pela semelhança com o tamanduá.

“O tamanduá-da-soja leva esse nome justamente porque ele tem como se fosse um focinho. O besouro tem uma espécie de focinho que se assemelharia ao do tamanduá”, explica Nunes.

Danos causados

O dano causado pelo tamanduá-da-soja ocorre em fases diferentes do ciclo de vida, o que dificulta o controle. Na fase larval, o inseto atua como broca e penetra no caule e se alimenta da parte interna da planta, abrindo galerias que comprometem o desenvolvimento.Já os adultos permanecem na parte aérea, consumindo folhas.

A espécie está presente em praticamente todo o Brasil e também em outros países da América do Sul, como Argentina, Bolívia, Peru e Colômbia.

Manejo exige antecipação

Para Nunes, o ciclo de vida é um dos pontos-chave para o manejo, entre fevereiro e outubro, as larvas permanecem no solo ou protegidas na planta; já de novembro a janeiro ocorre a fase adulta, quando os insetos ficam na superfície e se alimentam de folhas. Esse comportamento favorece estratégias mais eficientes de controle, principalmente preventivas.

Ele explica que o controle mais eficaz ocorre antes da postura de ovos, já que, depois que as larvas entram no caule, ficam protegidas e menos suscetíveis a aplicação de defensivos e métodos de combate.

tamanduá-da-soja na fase larval
Foto: Clara Beatriz H. Campo/Embrapa

O especialista explica que, dentre as principais estratégias de controle estão a rotação de culturas, a eliminação de restos da lavoura anterior, o controle biológico com uso de parasitoides e o uso combinado de diferentes métodos.

A rotação de culturas, além de reduzir a população da praga, também contribui para a saúde do solo, evitando o esgotamento de nutrientes.

Papel no equilíbrio ambiental

Apesar de ser considerada praga agrícola, a espécie faz parte de um grupo essencial para os ecossistemas. Os gorgulhos são majoritariamente fitófagos (se alimentam de plantas) e ajudam a controlar o crescimento da vegetação. Em ambientes naturais, esse papel evita desequilíbrios, como o crescimento excessivo de uma única espécie vegetal.

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Tabelamento ‘disfarçado’ do diesel pode causar desabastecimento


diesel
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Materiais do Canal Rural já começam a mostrar, em diferentes regiões, relatos de produtores enfrentando dificuldade para encontrar diesel. Não é só o preço alto. Em alguns casos, há racionamento, cotas limitadas e atraso na entrega. É o tipo de sinal que o campo percebe antes de todo mundo, e que normalmente indica que algo está saindo do eixo.

Tenho conversado com produtores nos últimos dias e recebo informações: o diesel já não chega como antes. E isso não acontece por acaso.

Os dados mais recentes mostram uma queda forte na importação de diesel, uma das maiores dos últimos tempos. E o Brasil depende dessa importação para complementar a oferta interna. Quando ela recua, é porque a conta deixou de fechar para quem opera nesse mercado.

Aí está o ponto central.

Quando o governo sinaliza controle de preços, segura reajustes ou interfere de forma indireta, o efeito pode até parecer positivo no primeiro momento. Mas o mercado reage rápido. Se o preço interno não cobre o custo real, dólar, frete, risco, o importador sai. E sem importador, a oferta diminui.

E quando a oferta diminui, o diesel começa a faltar.

Ao mesmo tempo, o governo tenta aliviar a pressão reduzindo tributos federais, como PIS e COFINS, e passa a pressionar os estados para que também reduzam o ICMS. O problema é que os estados vivem uma situação fiscal delicada. Abrir mão de receita não é simples, e, em muitos casos, não é viável. E aqui vale um alerta: nós já vimos esse filme no passado, e sabemos exatamente como ele termina.

No fim, o problema apenas muda de lugar.

A União reduz um pouco, pede que os estados reduzam mais, mas ninguém resolve a origem da pressão: o custo do combustível, que continua subindo lá fora e chegando aqui dentro.

Não existe milagre fiscal. Alguém sempre paga essa conta.

Enquanto se tenta segurar o preço de um lado, o mercado responde do outro. A queda na importação é o primeiro sinal. A dificuldade de abastecimento começa a aparecer logo depois.

O governo até tenta compensar com bônus, subsídios pontuais e medidas emergenciais. Isso ajuda? Ajuda, mas só por um tempo. Não sustenta o sistema. Porque o custo continua lá, pressionado pelo petróleo, pela logística global, pelo câmbio e até pelos fertilizantes, que também seguem em alta.

Não dá para tabelar uma cadeia inteira.

Uma saída mais organizada seria um mecanismo transparente de compensação, um fundo, por exemplo, que use receitas do petróleo para suavizar os preços sem desmontar o mercado. Mas isso exige dinheiro, previsibilidade e disciplina fiscal.

Sem isso, vira improviso.

E improviso, em energia, costuma terminar em escassez.

Para quem está no campo, o risco é imediato. Diesel não é opcional. É o que move a colheita, o transporte, a produção. Sem ele, para tudo.

Preço artificial pode até aliviar hoje. Mas falta de diesel paralisa amanhã.

No fim das contas, a discussão precisa ser mais direta. O problema não é o preço na bomba. É o custo estrutural do Brasil, logística cara, dependência externa e insegurança nas regras.

Tabelar combustível é tentar resolver tudo isso com uma canetada.

E a história já mostrou, mais de uma vez, como isso termina.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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China acelera cota e acende alerta para exportações de carne bovina do Brasil


carne bovina exportações China
Foto: Pixabay

Dados oficiais de importação de carne bovina pela China, compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) a partir de informações do Ministério do Comércio do país e da Administração Geral das Alfândegas (GACC, na siga em inglês), indicam um avanço relevante no primeiro bimestre de 2026.

Nesse contexto, o Brasil chama atenção pelo ritmo acelerado no preenchimento da cota anual.

Entre janeiro e fevereiro, o país embarcou 372,08 mil toneladas e, com isso, já ocupou 33,64% da cota total de 1,1 milhão de toneladas. Além disso, o Brasil lidera com folga os embarques para o mercado chinês, à frente de Argentina e Austrália.

Ao mesmo tempo, a China importou 627,8 mil toneladas no período, o que corresponde a 23,36% da cota global disponível para 2026.

Ritmo de uso preocupa setor

Diante desse cenário, a Abiec adota um tom de cautela. Em nota, a entidade afirmou que “os números mostram um ritmo acelerado de utilização da cota”, o que, por sua vez, acende um sinal de alerta para o restante do ano.

Além disso, a associação avalia que a velocidade de consumo pode gerar efeitos mais adiante. Na prática, esse avanço antecipado tende a pressionar o desempenho das exportações no segundo semestre, caso a cota se esgote antes do previsto.

Por isso, a Abiec também destaca a necessidade de atenção ao equilíbrio do mercado e à previsibilidade das vendas externas ao longo do ano.

Pedido por monitoramento mais próximo

Nesse sentido, a entidade defende um acompanhamento mais próximo por parte do governo brasileiro. Em comunicado, afirmou que “é importante que mecanismos sejam adotados para acompanhar de forma mais próxima a evolução desse cenário”.

Ao mesmo tempo, a associação lembra que as salvaguardas estabelecidas pela China exigem monitoramento contínuo. Dessa forma, o objetivo é garantir maior segurança nas relações comerciais e evitar distorções ao longo do ano.

Por fim, a Abiec reforça que seguirá acompanhando o tema de perto, em diálogo com autoridades e parceiros comerciais, para assegurar a continuidade e a sustentabilidade das exportações brasileiras de carne bovina.

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