segunda-feira, maio 4, 2026

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Pecuária de ponta: por que um dia a mais de cocho pode custar caro na arroba?



Pecuaristas, a lucratividade do confinamento não depende apenas da qualidade da dieta, mas também da precisão do manejo. A definição correta dos dias de cocho é um fator determinante que pode separar o lucro do prejuízo.

Nesta quarta-feira (17), o zootecnista Maurício Scoton, professor da Uniube, apresentou no quadro “Dicas do Scoton” do Giro do Boi os segredos para otimizar os dias de confinamento. Ele explica por que um dia a mais de cocho pode custar caro na engorda.

O ciclo de eficiência e a conversão alimentar

A eficiência alimentar do gado no confinamento é um ciclo que tem um começo, um meio e um fim. No início da engorda, o animal tem uma excelente conversão alimentar, precisando de cerca de 6 kg de matéria seca para converter 1 kg de ganho de peso. No entanto, ao longo do confinamento, essa eficiência vai piorando.

A tendência é que o animal precise comer mais para converter o mesmo quilo. O custo de produção da arroba pode se tornar maior que o custo de venda, o que significa prejuízo. Portanto, definir corretamente os dias de cocho é crucial para não errar no ponto de abate.

Fatores que definem os dias de cocho

O tempo de permanência em confinamento depende de diversos fatores que devem ser analisados para um manejo de precisão:

  • Biotipo do animal: Animais sindi, que têm um tamanho corporal menor e depositam gordura mais cedo, podem ser abatidos com menos peso (500 kg). Já um nelore precisa de mais peso (550 a 600 kg) para ter o mesmo acabamento, o que influencia os dias de cocho.
  • Peso de entrada e peso final: Um animal que entra com 500 kg ficará menos dias no cocho (60 dias) do que um animal que entra com 360 kg (110 dias), mesmo que o peso final de abate seja o mesmo.
  • Categoria sexual: Vacas, que já são adultas, têm um período de confinamento mais curto (50 a 60 dias). Novilhas, que ainda estão em crescimento, ficam mais tempo no cocho (80 a 100 dias).
  • Grau de acabamento: O grau de acabamento (cobertura de gordura na carcaça) define o abate. O acabamento ideal para a “carne commodity” é uma gordura 3. Para a carne premium, o gado pode ficar até 300 dias no cocho, com uma dieta específica.

A importância do planejamento e do acabamento

A definição dos dias de cocho é crucial para o planejamento da escala de abate. Se o pecuarista passar dos dias ideais, o custo de produção da arroba pode se tornar maior que o custo de venda. Se ele não chegar aos dias ideais, a carcaça não estará pronta, com uma carne de baixa qualidade.

O acabamento de gordura é fundamental para a qualidade da carne. O pecuarista deve produzir o boi que ele compraria no açougue, com uma boa cobertura de gordura, que é o que o consumidor busca. Um bom planejamento dos dias de cocho é a chave para o sucesso na engorda.



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Defesa Civil ativa envio de alertas em 28 municípios da região Norte



A Confederação Nacional de Municípios (CNM) informou que o sistema Defesa Civil Alerta será ativado no Norte do país neste sábado (20), às 15h.

Nesta primeira etapa, 28 municípios dos sete estados da região receberão alertas de demonstração, enviados pelas defesas civis estaduais a partir de comando da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (Sedec/MIDR).

O sistema opera por meio da rede de telefonia celular, enviando mensagens de texto e avisos sonoros para aparelhos em áreas com risco iminente de desastres.

Os alertas aparecem em destaque na tela, podem soar mesmo com o celular no modo silencioso, não exigem cadastro e são gratuitos. A abrangência depende da cobertura da telefonia móvel e da compatibilidade com redes 4G ou 5G.

Municípios que receberão os alertas:

  • Amapá: Macapá, Santana, Laranjal do Jari e Tartarugalzinho
  • Amazonas: Manaus, Manacapuru, Novo Airão e Iranduba
  • Acre: Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Brasiléia e Jordão
  • Pará: Belém, Parauapebas, Paragominas e Tucuruí
  • Roraima: Boa Vista, Amajari, Bonfim e São João da Baliza
  • Tocantins: Palmas, Araguaína, Gurupi e Talismã
  • Rondônia: Porto Velho, Ji-Paraná, Ariquemes e Vilhena

A CNM afirma que União, estados, Distrito Federal e municípios têm o dever de adotar medidas articuladas para reduzir riscos de desastres. Segundo pesquisa realizada pela confederação em 2024 com 3.560 municípios, 57% não possuem sistema de alerta e 44% não contam com setor ou equipe dedicada ao monitoramento.

Diante desse cenário, a CNM lidera a criação do Consórcio Nacional de Gestão Climática e Prevenção de Desastres (Conclima), voltado a fortalecer a cooperação municipalista na resposta à emergência climática.

O consórcio busca orientar tecnicamente, captar recursos, elaborar planos setoriais e promover gestão compartilhada de serviços públicos para proteger a população e reduzir impactos dos desastres.

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Arrendamento cresce no Brasil



O segmento ainda é pouco explorado pelas empresas do setor


O segmento ainda é pouco explorado pelas empresas do setor
O segmento ainda é pouco explorado pelas empresas do setor – Foto: Pixabay

O Brasil já conta com mais de 2 milhões de arrendatários rurais, produtores que não são donos da terra, mas arrendam propriedades para atividades agrícolas e pecuárias. Segundo dados da EEmovel Agro, apenas em áreas de soja o potencial de vendas de fertilizantes para esse público ultrapassa R$ 5 bilhões, com destaque para Paraná (271.930 arrendatários), Bahia (185.985), Piauí (148.052), Minas Gerais (146.221) e Rio Grande do Sul (144.854).

“Os arrendatários são o ouro inexplorado do agronegócio. Muitas companhias direcionam seus esforços apenas aos proprietários, mas os arrendatários representam um mercado robusto e altamente estratégico, justamente por estarem focados em maximizar a produtividade a cada safra”, afirma Luiz Almeida, diretor de Operações do Agro na EEmovel Agro.

O segmento ainda é pouco explorado pelas empresas do setor, mas representa um mercado robusto e estratégico, voltado para maximizar a produtividade a cada safra. O último Censo Agropecuário do IBGE mostra que a proporção de áreas arrendadas no Brasil subiu de 4,5% em 2006 para 8,6% em 2017. Mantido esse ritmo, a expectativa é que até 2026/27 esse percentual chegue a 12% ou 16%, impulsionando o consumo de fertilizantes solúveis, defensivos agrícolas e sementes de alto potencial produtivo.

Regiões como o Matopiba (MA, TO, PI e BA) despontam como polos emergentes, com potencial estimado em R$ 1,3 bilhão em insumos agrícolas apenas para soja na safra 2023/24. “Nossa missão é transformar a forma como o agronegócio enxerga esse público. Ao oferecer dados precisos e validados, ajudamos nossos clientes a direcionar estratégias de venda, aumentar receita e explorar regiões promissoras com mais segurança”, complementa Almeida.

 





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Valor bruto da produção deve crescer 11,3% em 2025, projeta Mapa



O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária em 2025 deve atingir R$ 1,406 trilhão, prevê o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O número fica acima dos R$ 1,404 trilhão estimado pela pasta no mês passado. Em relação a 2024, há crescimento de 11,3%, destaca a pasta. Para 2024, o ministério também revisou sua projeção de R$ 1,261 trilhão para R$ 1,263 trilhão, aumento de 1,1% ante o ano anterior.

As projeções constam de boletim mensal da Secretaria de Política Agrícola do Ministério. O VBP é o faturamento bruto dos estabelecimentos rurais, considerando a produção agrícola e pecuária e a média de preços recebidos pelos produtores rurais de todo o país.

Crescimento das lavouras e da pecuária

Do total previsto para 2025, R$ 928,075 bilhões devem vir das lavouras, equivalente a 66% do total e incremento estimado de 10,8% ante 2024.

Outros R$ 478,080 bilhões estão relacionados à produção pecuária, correspondente a 34% do total e alta de 12,3% em comparação com o ano passado. Em 2024, conforme projeções do ministério, o VBP agrícola recuou 3% e o da pecuária cresceu 10,4%.

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Na agricultura, o maior crescimento de VBP, de 47,2%, é projetado para as lavouras de café, somando R$ 115,278 bilhões neste ano. Entre as principais culturas com participação no VBP, as lavouras de soja devem apresentar faturamento bruto 8,8% maior, para R$ 322,172 bilhões, enquanto o VBP do milho é estimado em R$ 164,681 bilhões, incremento anual de 32,4%. A receita bruta obtida com a produção de trigo deve somar R$ 10,840 bilhões, alta anual de 3,8%.

Culturas em queda

O faturamento das lavouras de cana-de-açúcar, por sua vez, deve cair 1,3%, estima o ministério, para R$ 117,909 bilhões, enquanto o faturamento bruto das lavouras de laranja deve recuar 17,9%, para R$ 23,073 bilhões.

Já o VBP das lavouras de arroz e feijão deve recuar, respectivamente, 10,2% e 15,9%. O faturamento bruto da produção de arroz deste ano é estimado em R$ 22,215 bilhões. A receita bruta do cultivo de feijão é projetada em R$ 12,367 bilhões.

Por outro lado, o valor bruto da produção das lavouras de algodão é estimado em R$ 36,639 bilhões, alta anual de 8,4%. As previsões apontam para crescimento de 21,1% do VBP do cacau, para R$ 13,310 bilhões.

Valor da cadeia de bovinos

Na pecuária, o maior crescimento deve ser observado na cadeia de bovinos, com aumento estimado de 20,5%, para um VBP projetado em R$ 204,168 bilhões. A produção bovina continua liderando o faturamento bruto da pecuária.

Segundo o Mapa, o valor bruto da cadeia de suínos deve avançar 9,6%, para R$ 60,932 bilhões, enquanto o faturamento bruto da produção de frangos é projetado 4,7% acima do ano anterior, para R$ 111,096 bilhões.

Já a receita bruta obtida com a produção de leite deve aumentar 5,2%, para R$ 71,514 bilhões. A produção de ovos deve apresentar VBP 14,1% maior, para R$ 30,370 bilhões.

O VBP é projetado mensalmente pelo ministério. O número é calculado pelo cruzamento das informações de produção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dos preços coletados nas principais fontes oficiais. O estudo da pasta abrange 19 cadeias da agricultura e cinco atividades pecuárias.



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ONU aumenta verba para hospedar países em Belém



A menos de dois meses da COP30, que será realizada em Belém, a Organização das Nações Unidas (ONU) aumentou o valor pago a países em desenvolvimento para custear hospedagens durante a COP30, em Belém. O objetivo é viabilizar a participação das delegações no encontro sobre mudanças climáticas, marcado para novembro. Até agora, apenas 40% das reservas foram confirmadas.

A medida, no entanto, ainda não resolveu a crise de acomodações. Até agora, 79 países já reservaram hospedagem em Belém por meio da plataforma do governo ou de articulações próprias. Outros 70 ainda negociam, o que deixa a organização distante da meta de 196 delegações.

O secretário-executivo da UNFCCC, Simon Stiell, avaliou que houve progresso, mas reforçou que “ainda há mais a ser feito”, segundo nota divulgada pela Secretaria Extraordinária para COP30 (Secop).

Brasil considera apoio insuficiente

Apesar do aumento, o governo brasileiro avalia que o valor segue abaixo da média praticada em outras capitais. Além disso, o valor não cobre os custos locais, o que pressiona ainda mais a organização. Como comparação, em Bonn, na Alemanha, sede de uma das conferências preparatórias da ONU, a diária subsidiada chegou a US$ 400.

Diante desse cenário, o Brasil pediu à ONU uma taxa emergencial para a COP30, de forma a facilitar a participação de países em desenvolvimento. O governo, no entanto, rejeitou a proposta de subsidiar hospedagens com recursos próprios. A secretária executiva da Casa Civil, Míriam Belchior, afirmou que o país já arca com despesas significativas para realizar o evento e não cabe transferir esse custo para os brasileiros.

Pressão por hospedagens continua

A crise de hospedagens ganhou força em agosto, quando 29 países enviaram uma carta pedindo a mudança da sede da COP30. Naquele momento, menos de um quarto das delegações tinha garantido acomodação.

Para tentar contornar o impasse, a ONU sugeriu que o Brasil bancasse parte dos custos de hospedagem, mas o governo descartou a hipótese. Segundo a Casa Civil, o país não pode assumir o papel de financiar delegações estrangeiras, inclusive de nações mais ricas.



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Chegada da primavera será marcada por frente fria e temporais; veja onde



A chegada da primavera, que se inicia no dia 22 de setembro, virá acompanhada de uma intensa frente fria sobre as Regiões Sul, Sudeste e partes do Centro-oeste e Norte do país.

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De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), entre o sábado (20) e a quarta-feira (24), tal condição deve trazer temporais intensos para grandes áreas do país.

Na sequência, uma massa de ar frio e seco provocará queda acentuada das temperaturas, causando, inclusive, geada no Sul e friagem na região Norte.

Chegada dos temporais

Inicialmente, o Inmet indica que os temporais devem atingir áreas do Rio Grande do Sul no sábado. Já no domingo (21), com o avanço da frente fria, as áreas de instabilidade devem se estender por toda a Região Sul e em áreas de Mato Grosso do Sul, com grandes chances de atingir o extremo sul e sudoeste de São Paulo no final do dia.

Na segunda-feira (22), a frente fria deve chegar ao Sudeste, avançando também pelos estados do Centro-Oeste, onde provocará temporais que se alongam até o sudoeste da Amazônia.

Na Região Sul, os temporais de sábado e domingo devem ser intensos, acompanhados de descargas elétricas, rajadas de vento. Assim, segundo o Inmet, não se descarta queda de grazino e acumulados significativos de chuva, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

Baixas temperaturas

A partir de segunda (22), é a vez do frio ganhar destaque no Rio Grande do Sul, onde os declínios de temperatura devem ser expressivos.

Com o deslocamento da massa de ar frio ao longo da próxima semana (22 a 24 de setembro), a queda dos termômetros ocorrerão também nas demais áreas do Centro-Sul e até do Norte.



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Plantio de soja avança lentamente e atinge 0,12%, aponta AgRural



O plantio da safra de soja 2025/26 atingiu apenas 0,12% da área estimada, segundo dados mais recentes da AgRural. O relatório destaca que o ritmo é puxado principalmente pelo desempenho das lavouras do Paraná, mas estados como Mato Grosso e São Paulo também iniciaram o plantio, de forma gradual.

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Estimativas do plantio de soja

A consultoria estima o plantio de soja no Brasil em 48,6 milhões de hectares e a produção em 176,7 milhões de toneladas, de acordo com linhas de tendência de produtividade. Se alcançados, ambos os números seriam recordes, comparáveis com o número de 171,47 milhões de toneladas estimadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para o ciclo passado.

Milho

Por outro lado, a primeira safra de milho 2025/26 registra avanço mais expressivo, com 17% da área projetada semeada na região centro-sul do Brasil, principal produtora do cereal. Até o momento, os três estados do Sul lideram o progresso da semeadura.



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Ciclone causa virada do tempo, provocando chuva de 100 mm e frio



A formação de um ciclone extra tropical no Sul provoca uma virada de tempo no Centro Sul do Brasil durante o próximo fim de semana, de acordo com Arthur Müller, meteorologista do Canal Rural.

O fenômeno climático vai provocar chuvas de 100 milímetros no norte do Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Também em decorrência do ciclone, chuvas de 80 milímetros devem ocorrer em os estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso na segunda (22) e terça-feira (23) da próxima semana. Ainda de acordo com Arthur, essas chuvas devem vir acompanhadas de temporais.

Após a onda de calor, que começa nesta quinta-feira (18) e vai até o próxima segunda-feira (22), o frio deve retornar a região Sul, com temperaturas variando de 10 a 12 graus. Há risco de geada na serra gaúcha e catarinense na terça ( 23) e quarta (24).

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Moagem de cana no Centro-sul avança 10% em agosto



As usinas do Centro-Sul moeram 50 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na segunda quinzena de agosto, crescimento de 10,7% em relação ao mesmo período da safra passada. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (17) pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica).

Açúcar e etanol

A produção de açúcar na safra 2024/25 somou 3,872 milhões de toneladas na segunda metade de agosto, alta de 18,2% na comparação com igual período do ano passado, que registrou 3,276 milhões de toneladas. O mix de produção destinado ao adoçante ficou em 54,2%, enquanto na quinzena anterior havia alcançado 55%.

Segundo Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da Unica, o recuo no mix e a redução no teor de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) mostram que algumas usinas ajustaram a estratégia de alocação da cana entre açúcar e etanol. “Embora o ATR não tenha alcançado o pico do ano passado, os dados sugerem restrições operacionais nesse patamar e mudanças no direcionamento da matéria-prima”, afirma.

Na mesma quinzena, a produção de etanol atingiu 2,42 bilhões de litros. Por um lado, o etanol hidratado, usado diretamente nos veículos, registrou retração de 7,6% e totalizou 1,46 bilhão de litros. Já o anidro, que é misturado à gasolina, avançou 8,3% e chegou a 964,57 milhões de litros.

O etanol de milho manteve trajetória de expansão e, além disso, atingiu 405,92 milhões de litros na segunda metade de agosto. O volume representa alta de 17,5% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. Com isso, a participação do milho no total produzido alcançou 16,8%. Para a Unica, esse avanço reforça a diversificação de matérias-primas e a relevância do biocombustível na matriz energética.

Produção e unidades em operação

No período, 257 unidades estavam ativas no Centro-Sul. Destas, 237 processaram cana, 10 produziram etanol de milho e outras 10 atuaram de forma flex, alternando entre cana e milho. Portanto, o resultado significa um avanço, já que no ciclo passado, eram 261 unidades em operação.

A moagem avançou, mas a qualidade da matéria-prima foi menor. O ATR médio caiu de 155,82 quilos por tonelada em 2024 para 149,79 quilos neste ano, queda de 3,9%. Por isso, a Unica avalia que o cenário exige ajustes na estratégia das usinas para equilibrar a oferta de açúcar e etanol e atender à demanda do mercado interno e externo.



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