Esta segunda-feira (23), a penúltima do ano, será marcada por muitas pancadas de chuva em quase todo o Brasil.
De acordo com a previsão da Climatempo, grande parte das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte ficam em alerta para chuva forte e volumosa, com potencial para causar transtornos para a população em vários locais.
Os meteorologistas da empresa explicam que a grande disponibilidade de umidade e de calor que existe sobre o Brasil facilita a formação de nuvens carregadas, com potencial para a chuva forte. Mas nestas vésperas do Natal, a organização da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) será responsável por grande parte da chuva em algumas áreas do país.
Sul
A maioria das áreas do Sul ficam fora dos alertas para chuva forte nesta segunda-feira. Porém, o litoral do Paraná fica em atenção para pancadas de chuva com moderada a forte intensidade.
Na grande Curitiba, no Vale do Itajaí e no litoral de Santa Catarina, a chuva pode ser moderada.
Sudeste
Na região, o alerta especial é para a litoral de São Paulo e sul do Rio de Janeiro, da região de Peruíbe até Angra dos Reis, onde a chuva frequente e volumosa deve gerar grandes acumulados até o fim do dia, aumentando o risco para alagamentos e até algum deslizamento de terra.
A Climatempo também avalia que também há perigo em razão da chuva frequente e volumosa na região serrana e o noroeste do Rio de Janeiro, em áreas de divisa do Espírito Santo com Minas Gerais e na região mineira do Vale do Rio Doce.
O dia traz alerta para o risco de temporais na região metropolitana do Rio de Janeiro, na região dos Lagos, no litoral norte fluminense, no litoral do Espírito Santo e no norte capixaba, na Zona da Mata mineira, na grande Belo Horizonte, em todo centro-oeste e noroeste de Minas Gerais e também no Vale do Jequitinhonha.
Atenção para a chuva moderada forte no litoral sul de São Paulo, no Vale do Paraíba Paulista, no Sul do estado do Rio (região de Resende e Volta Redonda), no Sul de Minas e no Triângulo Mineiro. O norte do estado de São Paulo também pode ter pancadas de chuva moderada a forte, mas de forma isolada. Na região da Grande São Paulo também pode chover nesta segunda-feira, mas não há expectativa de chuva forte.
Centro-Oeste
O alerta para o risco de temporais na região neste início de semana vale para o Distrito Federal, quase todas as áreas de Goiás, incluindo a região de Goiânia, e também para todo o centro, oeste, leste e norte de Mato Grosso.
Em Cuiabá e no sul de Mato Grosso e de Goiás, a situação é de atenção para pancadas de chuva de moderada a forte intensidade. Em Campo Grande, na região de Corumbá e em todo centro-norte de Mato Grosso do Sul, também podem ocorrer pancadas de chuva nesta segunda-feira, mas de forma isolada. Não há alertas para as outras áreas de Mato Grosso do Sul.
Norte
O alerta para temporais nesta segunda-feira vale para o norte do Tocantins, para a região de Tucuruí, no leste do Pará, no extremo norte do Amapá, em todo o oeste e sul do Amazonas e também para o Acre e Rondônia.
Em Roraima, na região de Macapá e em outras áreas do Amapá, em Belém, no nordeste do Pará, no centro-oeste sul paraense, em todo o Tocantins, em Manaus e em todo o centro, norte e leste do Amazonas, a situação é de atenção para pancadas de chuva entre moderadas e fortes, segundo a Climatempo.
Nordeste
Nesta região, o alerta de temporais vale para o centro sul do Maranhão. Nas outras áreas do Maranhão, incluindo São Luís, em Teresina e em todo o interior do Piauí, no oeste da Bahia e na região do Vale do São Francisco no estado, as pancadas de chuva nesta segunda-feira podem ser de moderadas a fortes.
Especialistas apontam a tendência é de estabilidade nas cotações até o final deste mês
As cotações do frango permaneceram estáveis nesta quinta-feira (21) em função da segunda quinzena do mês. No entanto, as cotações do frango apresentaram avanços significativos na primeira quinzena de novembro com a demanda interna aquecida.
A referência para o frango congelado registrou ganho de 6,55% frente ao observado no início de novembro, em que o valor passou de R$ 7,48 por quilo, no dia 01 de novembro para R$ 7,97 por quilo, até o dia 19 de novembro, conforme reportado pelo Cepea.
Para o frango congelado, os preços tiveram valorização de 6,04% se comparado ao dia 01 de novembro em que estava próximo a R$ 7,61 por quilo, e agora está precificado R$ 8,07 por quilo, conforme o Cepea divulgou no dia 19 de novembro.
O Cepea destacou que a tendência é de uma estabilidade nas cotações até o final deste mês e os colaboradores do Cepea relataram que alguns agentes estão buscando escoar a produção em meio à baixa liquidez.
A Scot Consultoria reportou que a valorização foi de 9,4% na primeira quinzena de novembro, com o frango médio no atacado paulista sendo negociado, em média, em R$7,60 por quilo. O período do mês e as antecipações devido aos feriados, colaboraram para o quadro.
De acordo com as informações da Scot Consultoria, a ave terminada nas granjas paulistas segue com estabilidade e cotada em R$5,50 por quilo. Já para o atacado, a referência do frango também seguiu estável e precificada ao redor de R$ 7,60 por quilo.
A referência para o animal vivo no Paraná seguiu com estabilidade no comparativo diário, em que está cotado em R$ 4,62/kg.A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) divulgou que o frango vivo seguiu com estabilidade e sendo negociado em R$ 4,49/kg.
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O complexo portuário de Santos (SP) registrou, entre janeiro e novembro de 2024, a movimentação de cerca de 167,1 milhões de toneladas, um crescimento de 6% em relação ao mesmo período de 2023. O desempenho robusto mantém a expectativa do recorde anual para o porto, consolidando sua posição como principal hub logístico do Brasil, informa em comunicado a Autoridade Portuária de Santos (APS), empresa pública vinculada ao Ministério dos Portos e Aeroportos.
Conforme a APS, os embarques totalizaram 122,9 milhões de toneladas, um aumento de 3,8%, enquanto as descargas atingiram 44,1 milhões de toneladas, com alta expressiva de 12,5%.
No segmento de contêineres, a movimentação também alcançou níveis inéditos, disse a APS. No mês de novembro, foram registrados 464,7 mil TEU (unidade equivalente a contêineres de 20 pés), 13,5% a mais que o mesmo mês de 2023, representando o melhor desempenho já registrado em um mês de novembro. No acumulado do ano, o volume chegou a 5,01 milhões de TEU, um crescimento de 15,2%, consolidando outro recorde histórico.
Importância do agro para o Porto de Santos
Os produtos do agronegócio tiveram papel central no desempenho do porto. As maiores participações por volume de carga ficaram com: soja em grãos, com 27,8 milhões de toneladas movimentadas; açúcar (25,5 milhões de t); milho (14,1 milhões de t). Produtos que registraram altas expressivas: açúcar (aumento de 27,6%, com 25,5 milhões de t); café em grãos (+50,3%, com 2,3 milhões de t); carnes (+35,4%, com 2,4 milhões de t); celulose (+10,6%, com 7,39 milhões de t).
No segmento de granéis sólidos, apesar de uma leve redução de 0,7% no volume total (85,6 milhões de toneladas), as exportações de açúcar (+26,6%) e farelo de soja (+5,4%) mantiveram forte desempenho.
Já os granéis líquidos registraram 18 milhões de toneladas, crescimento de 1,9%, com destaque para a alta de gasolina (+49,3%) e óleo diesel (+4,6%). A carga geral solta somou 8,7 milhões de toneladas, crescendo 9,4%, com a celulose representando 7,5% do total.
Entre janeiro e novembro de 2024, o Porto de Santos recebeu 5.110 embarcações, um aumento de 3,3% em relação a 2023.
A movimentação de cargas no mês de novembro totalizou 14,2 milhões de toneladas, redução de 10% frente ao mesmo período do ano passado, por conta, principalmente, da redução nos embarques de milho e soja em grãos.
A participação do Porto de Santos na corrente comercial brasileira cresceu, passando de 28,5% para 29% no período. Em termos financeiros, o volume movimentado chegou a US$ 161,6 milhões.
A China continua como principal parceira comercial, representando 27,3% das transações nacionais realizadas no ano através de Santos até novembro de 2024. O Estado de São Paulo manteve sua liderança nas exportações e importações realizadas pelo Porto, com 53,6% do total.
Se um dólar ao redor de R$ 6 por si só já é motivo de preocupação com a inflação, o momento atual exige ainda mais cuidado, porque o repasse da desvalorização da moeda brasileira para os preços ao consumidor está ainda mais forte.
O chamado pass through maior decorre da atual dinâmica da economia brasileira, que opera acima da capacidade. Incertezas com os rumos da política fiscal e a própria trajetória prospectiva da inflação adicionam mais cautela ao cenário, turbinando o efeito da moeda nos itens vendidos ao consumidor.
O repasse do câmbio, aliás, foi mencionado pelo Banco Central na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) de dezembro, que elevou a Selic para 12,25% ao ano e indicou mais dois aumentos de 1 ponto percentual. No texto, o colegiado citou que o repasse “aumenta quando a demanda está mais forte, as expectativas estão desancoradas ou o movimento cambial é considerado mais persistente”.
“A economia parece ter vários desequilíbrios atualmente, com destaque para uma demanda que está esticada em relação à oferta”, reforça o economista da consultoria Quantitas João Fernandes. “Começa-se a antecipar que haverá efeitos inflacionários, mas ninguém sabe ao certo o tamanho deles. Com um ambiente de dólar alto, as pessoas [formadores de preço] pensam: ‘eu não sei quanto mais esse dólar vai subir, mas isso vai virar custo para mim, então é melhor eu repassar essa desvalorização cambial logo’”, detalha.
Ele trabalha hoje, em seus modelos de projeção de inflação, com um pass through do câmbio entre 8% e 10%, isto é, uma desvalorização do câmbio de 10% pode levar, no limite, a um Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de quatro trimestres à frente 1,0 ponto porcentual mais alto. “Até mais ou menos 2021, esse repasse era mais baixo, entre 6% e 7%”, aponta.
Fernandes ressalta, contudo, que há gradações diferentes desse repasse, a depender do tipo de item, já que nos alimentos (14%) e bens industriais (8%) a tendência do repasse é muito mais forte do que nos serviços (2%).
O economista da Terra Investimentos Homero Guizzo tem uma análise semelhante, já que, segundo ele, em momentos em que a economia opera muito próxima ou acima de sua capacidade, como o atual, é natural que a desvalorização do câmbio seja repassada com mais rapidez e força aos preços ao consumidor. “Se o hiato do produto efetivo estivesse um pouco acima, e não expressivamente acima, a depreciação seria absorvida nas cadeias de distribuição mais facilmente”, afirma Guizzo.
Ele calcula que o pass through da desvalorização cambial costumava ficar em torno de 4%, mas, no ambiente atual está em 8%. Ou seja, a cada 10% de desvalorização da moeda, o headline do IPCA aumenta 0,8 ponto percentual, estimativa próxima a da Quantitas.
Já a estrategista de inflação da Warren Investimentos, Andréa Ângelo, atenta não só para a intensidade desse repasse, mas para sua velocidade, que também está maior.
Ela conta que um estudo feito pela Warren apontou que a defasagem de movimentos de desvalorização cambial para os preços ao consumidor, que no período pré-pandemia durava até quatro trimestres, hoje tem ocorrido praticamente dentro de apenas um trimestre, ao menos numa cesta específica de itens, que tem correlação mais forte com a cotação do dólar. A cesta inclui principalmente bens como móveis, eletroeletrônicos e itens de higiene pessoal e limpeza.
“Entendemos que esse momento de repasse maior e mais rápido pode ter a ver com essas variáveis, como economia sobreaquecida e as expectativas de inflação mais elevadas”, comenta Ângelo.
Ela destaca ainda que os preços atualmente têm refletido o movimento do dólar entre julho e outubro, de cerca de R$ 5,55 para a casa de R$ 5,80. A desvalorização mais recente do câmbio, de R$ 5,80 para R$ 6, portanto, só deve ser sentida a partir dos meses iniciais de 2025, afirma. A Warren projeta IPCA de 4,9% em 2024 e 5,15% ao final do ano que vem.
A análise é corroborada por Fernandes, da Quantitas: “o grosso do efeito da última desvalorização vai pegar na inflação ao longo de 2025, com bens e alimentos sendo os vilões. Os serviços já estavam altos e vão continuar altos”, diz o economista. Ele trabalha com um cenário em que o IPCA sai de 4,8% no fim de 2024 e vai a 5,5% no encerramento de 2025. “Esse 0,7 pp a mais majoritariamente reflete alimentos e bens, que é aquilo que está sendo muito influenciado pelo câmbio”, emenda.
Dados divulgados no último Informativo Conjuntural pela Emater/RS-Ascar, nesta quinta-feira (19), apontam avanços e desafios na safra de citros em diversas regiões do Rio Grande do Sul. Na região administrativa de Lajeado, o destaque é a colheita de limão Tahiti, com a caixa de 20 quilos comercializada a R$ 90,00. A colheita das demais espécies cítricas já foi encerrada, e as podas estão em fase final, com chuvas regulares favorecendo o desenvolvimento da próxima safra.
Em Pareci Novo, a regularização de viveiros de mudas cítricas tem recebido atenção especial, com a prefeitura local promovendo campanhas de conscientização e parcerias para consultoria técnica. Apesar desse avanço, produtores demonstram preocupação com a emissão de notas fiscais pelo sistema da Nota Fiscal Fácil, cuja adaptação ainda gera dúvidas.
Já em São José do Hortêncio, a colheita está praticamente finalizada, exceto para a laranja Valência, que segue até fevereiro. Os preços médios da caixa de 20 quilos variam entre R$ 45,00 para a indústria e R$ 70,00 para consumo in natura. Problemas pontuais foram observados, como a queda de frutos nas variedades precoces de bergamota, embora os danos tenham sido restritos a poucos pomares.
No município de Bom Princípio, os pomares de bergamota estão em fase de formação de frutos, e o raleio ainda não foi realizado. Em relação às laranjas, apesar da boa floração na primavera, a safra de 2025 enfrenta perspectiva de baixa produtividade devido a fatores como “chuva preta” originada de queimadas na Amazônia, ausência de tratamento preventivo contra podridão-floral e baixa população de abelhas durante a floração.
O mercado para o limão Tahiti também apresenta oscilações. A colheita permanece reduzida, mas há um bom número de frutos em formação. Contudo, o preço caiu, com a caixa de 20 quilos sendo vendida entre R$ 80,00 e R$ 90,00.
As condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento geral das culturas, mas desafios como controle de doenças, manejo técnico e questões mercadológicas ainda exigem atenção dos produtores para garantir boas perspectivas futuras.
A Embrapa apresenta ao setor produtivo a cultivar BRS Guatã, uma variedade de feijão-guandu que pode contribuir para recuperar pastagens degradadas, auxiliar na alimentação de bovinos durante a época seca e ser capaz de combater os nematoides no solo. Esses parasitas são capazes de causar prejuízos anuais à agricultura nacional de R$ 35 bilhões, segundo a Sociedade Brasileira de Nematologia (SBN), uma vez que atacam culturas de grande relevância econômica, como soja, cana-de-açúcar e feijão.
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Esses pequenos vermes afetam significativamente a produção porque parasitam as plantas retirando substâncias nutritivas e injetando elementos tóxicos no interior da célula vegetal. As larvas penetram nos tecidos da raiz e formam pequenos tumores, podendo chegar até as folhas, flores e frutos.
“Foram anos de trabalho até chegar a essa cultivar. O potencial para controlar nematoides é a sua principal característica, pelos danos que causam à agropecuária nacional. Além da soja e da cana-de açúcar, parasitam também lavouras de feijão”, explica o pesquisador aposentado da Embrapa Rodolfo Godoy, responsável pelo desenvolvimento desse material. Segundo ele, as crotalárias também são eficientes no combate aos nematoides, mas a BRS Guatã agrega outros benefícios, como a descompactação do solo, a alimentação animal e a cobertura do solo.
O guandu BRS Guatã é uma opção eficaz para os produtores rurais no controle desses parasitas, uma vez que eles não se multiplicam nessa variedade. Além disso, a leguminosa apresenta grande potencial para contribuir com a sustentabilidade da pecuária, promovendo a saúde do solo, a redução de custos com agrotóxicos e fertilizantes e o aumento da produtividade animal.
A utilização dessa cultivar mostra-se bastante promissora em algumas regiões do Brasil, como Sudeste e Centro-Oeste para a intensificação equilibrada e inteligente da pecuária, conciliando produtividade e preservação ambiental.
Segundo o presidente da Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras (Unipasto), Ademilson Facholli, que também é proprietário das Sementes Facholli, a primeira empresa a multiplicar as sementes da BRS Guatã, essa leguminosa deve ter boa aceitação na cultura da cana-de-açúcar, na hora da reforma do canavial.
Facholli considera o material muito promissor. A empresa, que fica em Santo Anastácio, região de Presidente Prudente (SP), conta com 50 toneladas em estoque para comercialização.
Foto: Gisele Rosso/Embrapa
Nova cultivar é rica em proteína e tolerante ao déficit hídrico
Para a alimentação animal, o guandu é uma leguminosa rica em proteína, apresentando valores em torno de 15%, e com alta capacidade de se associar às bactérias que realizam fixação de nitrogênio no solo.
A BRS Guatã é apresentada como uma alternativa de baixo custo para a suplementação volumosa de bovinos durante a seca. O uso para essa finalidade permite aumentar a taxa de lotação por hectare e reduzir a escassez de forragens, comum no período seco, resultando em maior ganho de peso dos animais.
Além disso, segundo a pesquisadora Patrícia Anchão Oliveira, a nova cultivar demonstrou ser uma alternativa viável para a produção de cobertura morta e adubação verde em rotação com outras culturas. Em testes, ela produziu 3 toneladas de massa seca por hectare na condição de sequeiro e 3,3 toneladas por hectare com irrigação. Essa pequena diferença evidencia a alta tolerância dessa leguminosa ao déficit hídrico.
A BRS Guatã apresenta ciclo vegetativo mais curto em comparação a outras cultivares de guandu, como a BRS Mandarim. O pesquisador da Embrapa Frederico de Pina Matta observa que essa característica antecipa a disponibilidade de forragem para os animais, já que seu consumo aumenta durante o florescimento. Ela floresce cerca de 30 dias antes do que a BRS Mandarim e tem boa velocidade de estabelecimento no campo.
Outra característica interessante do Guatã, segundo Matta, é o porte e a estrutura da planta. A cultivar tem altura intermediária com caules mais finos e flexíveis facilitando os tratos culturais quando comparado ao guandu BRS Mandarim.
Quando integrada à cultura da soja, a variedade não é hospedeira para a phakopsora pachyrhizi syd. & p. syd, agente da ferrugem da soja. Também possui resistência moderada à macrophomina phaseolina, fungo causador da podridão do caule.
Algumas outras características podem ser associadas à BRS Guatã e impactam na produtividade das pastagens ou culturas anuais, como a alta quantidade de matéria seca. A partir da adubação verde, a BRS Guatã possibilita o fornecimento em torno de 80 a 120 kg de nitrogênio por hectare, realizando a ciclagem de nutrientes importantes para o solo.
A decomposição da biomassa libera nutrientes importantes para o solo, como nitrogênio, fósforo, potássio e micronutrientes, beneficiando o cultivo subsequente. Além disso, pode servir de alternativa como planta de proteção e sombreamento para implantação de outras culturas (café e frutíferas, por exemplo).
Com todos esses benefícios, a BRS Guatã representa um avanço significativo para a agricultura brasileira, oferecendo uma solução integrada para o manejo de pragas, à produção de alimentos e à sustentabilidade dos sistemas produtivos.
Recomendações de Cultivo
Com plantio recomendado de setembro a março, o produtor deve deixar um espaçamento de 0,5 a 0,8 metros entre linhas, dependendo da semeadura e da estratégia de uso. É importante realizar a análise de solo para determinar as necessidades de correção e adubação.
O molibdênio é um micronutriente essencial para a fixação de nitrogênio e sua deficiência pode ocorrer em solos com pH elevado. Os pesquisadores orientam a realização de análise foliar no início do florescimento para detectar deficiências nutricionais e ajustar o manejo da cultura.
Mudanças climáticas
Algumas características agronômicas da cultivar BRS Guatã podem ser bastante importantes em condições desafiadoras, como as mudanças climáticas. A variedade demonstrou alta tolerância ao déficit hídrico, produzindo três toneladas de massa seca por hectare em condições de sequeiro, valor estatisticamente igual à produção em condições irrigadas.
Essa resiliência é vantajosa em um cenário adverso, no qual eventos extremos, como secas, tendem a ser mais frequentes e intensos. A capacidade de produção em condições de baixa disponibilidade de água torna o Guatã uma cultura estratégica para a adaptação da agricultura e da pecuária às mudanças climáticas.
Como qualquer leguminosa, o Guatã possui a capacidade de se associar às bactérias que realizam a fixação de nitrogênio atmosférico no solo. Essa característica contribui para a redução da necessidade de fertilizantes nitrogenados, cuja produção é altamente dependente de combustíveis fósseis e emissora de gases de efeito estufa.
Assim, a nova cultivar se destaca como uma cultura com alto potencial para a sustentabilidade da pecuária.
Essas aptidões estão alinhadas à Agenda da Embrapa no que diz respeito aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), principalmente às metas de combate às mudanças climáticas e segurança alimentar.
O governo federal realizou na última quinta-feira (19) o último leilão rodoviário de 2024. Com sete projetos em 12 meses, o país alcançou o mesmo volume de certames bem-sucedidos de 2007, até então o ano com o maior número de leilões. Para atingir a meta de realizar outros 15 em 2025, o governo terá como principal desafio manter o otimismo do mercado.
Apesar do ritmo elevado, o número de certames realizados neste ano ficou abaixo da marca estipulada inicialmente pelo ministério, que era de 12 leilões. “Ainda assim, o que fizemos apenas em 2024 foi mais do que o governo passado realizou em quatro anos de mandato”, afirmou o ministro dos Transportes, Renan Filho, após o último leilão do ano. Entre 2016 e 2022 foram leiloadas sete concessões. Os projetos arrematados neste ano somam investimentos na ordem de R$ 82 bilhões.
O advogado Fernando Vernalha, especialista em Infraestrutura do Vernalha Pereira Advogados, avalia que o grande volume de leilões exitosos está relacionado a melhorias de gestão – parte feita pelo Ministério dos Transporte e parte pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). “É perceptível uma melhora da competitividade em algumas licitações”, diz. Entre os fatores positivos estão as adaptações nas matrizes de riscos dos projetos.
O governo conseguiu, por exemplo, tirar do papel a concessão da Rodovia da Morte após três tentativas frustradas. Em agosto, o projeto, que vinha se arrastando desde 2021, foi arrematado pela estreante 4UM, que competiu com a também novata no setor, Opportunity.
Outro fator que contribuiu para o sucesso das concessões foi a aprovação da Lei de Debêntures de Infraestrutura. É o que afirma o advogado Guilherme Malta, especialista em direito público e sócio do Mota Kalume Advogados. “Essa legislação incentiva a emissão de debêntures com benefícios tributários, o que atrai investidores institucionais, como fundos de pensão e seguradoras, para o setor de infraestrutura”, diz.
Ainda assim, entre os projetos ofertados – aqueles que tiveram editais publicados – houve a suspensão de um leilão por falta de interessados, o da Rota da Celulose, conjunto de rodovias em Mato Grosso do Sul. O secretário executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, diz que o certame deserto foi um problema pontual relacionado à modelagem, o qual está sendo corrigido.
Para o advogado Caio Loureiro, sócio da área de Infraestrutura de TozziniFreire Advogados, embora tenha havido um leilão deserto, a expectativa geral foi atendida. “Com um volume tão grande de ativos, é natural que os grandes grupos tenham focado naqueles projetos com maior atratividade ou que se alinhavam melhor aos seus planos de negócios.”
Diversificação de players
O ministro Renan Filho apontou a diversificação de players como um fator positivo dos leilões de 2024. “Dos sete leilões em 2024, tivemos seis vencedores diferentes, isto é um ótimo sinal”, avaliou. A EPR, vencedora do leilão desta quinta-feira, foi a única a arrematar mais de uma rodovia, já que conquistou também a concessão da BR-040, em abril.
Além do retorno de grupos tradicionais, como CCR e EcoRodovias, que voltaram a participar dos leilões, também chamou atenção o fortalecimento de novos players, como a EPR. O protagonismo de novos entrantes do setor financeiro, como a 4UM, é mais um ponto destacado por especialistas.
Leilões de rodovias em 2025
Para 2025, o Ministério dos Transportes projeta dobrar a marca de 2024 e promover 15 leilões. O primeiro da agenda, previsto para 7 de janeiro, é o da concessão da Ponte Internacional de São Borja, que liga as cidades de São Borja (RS), no Brasil, e Santo Tomé, na Argentina.
A meta da gestão federal é realizar 35 leilões até o fim do atual mandato, em 2026. Para isso, além dos 15 certames em 2025, precisará de mais 11 no ano seguinte. Isso porque, com os dois realizados em 2023, o saldo atual é de nove projetos absorvidos pelo mercado.
No entanto, a carteira de projetos para 2025 enfrentará o cenário de juros elevados, a perspectiva de alta inflacionária e instabilidade cambial. Para Vernalha, esta conjuntura pode afetar o programa de concessões. Ainda assim, o advogado prevê um “número importante” de leilões rodoviários no próximo ano.
O apetite por estes projetos dependerá das condições de mercado, destaca o advogado Caio Loureiro. “É fundamental garantir taxas internas de retorno competitivas para que o setor continue atraindo novos investidores”, afirma.
Após o leilão da quinta-feira, Renan Filho afirmou que a pasta está preparada para rever as taxas internas de retorno (TIR) para manter o interesse do mercado. “Se os juros se estabilizarem em um patamar mais alto do que 11% ou 12%, obviamente teremos que fazer essa avaliação”, disse.
Leilões rodoviários realizados pelo governo federal em 2024
Projeto Extensão Investimento (capex + opex)* Vencedor
“Rodovia da morte”, BR-381, MG 303,4 km – R$ 9,2 bi – Consórcio – 4UM
BR-040/MG (BH-JF) – 232,1 km – R$ 8,7 bi – EPR
“Rota dos Cristais”, BR-040 GO/MG – 594 km – R$ 13 bi – Vinci Highways
“Rota Sertaneja”, BR-153/262/GO/MG – 530 km – R$ 9,4 bi deserto – adiado
“Rota do Zebu”, BR-262/MG – 438,9 km – R$ 8,5 bi – Rotas do Brasil
Rodovias do Paraná, Lote – 3 569 km – R$ 15,8 bi – CCR
Rodovias do Paraná , Lote 6 66 – 2,1 km – R$ 20 bi – EPR
“Rota Verde”, BR-060/452/GO – 426,2 km – R$ 6,86 bi – Consórcio/Aviva
*Capex refere-se aos investimentos iniciais em construção, ampliação ou manutenção estrutural, enquanto opex abrange os custos operacionais, como salários e energia.
Uma avião provalmente de pequeno porte caiu na manhã deste domingo (22) em Gramado, Rio Grande do Sul, por volta das 9h30. A queda ocorreu na avenida das Hortências, que liga o município a Canela.
Na queda, a aeronave teria atingido um prédio, uma loja e uma pousada, provocando incêndio. Na pousada, cerca de 15 pessoas teriam ficado feridas.
O Corpo de Bombeiros, Brigada Militar e Polícia Civil foram acionados. Ainda não há informações sobre vítimas fatais.
O último Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, nesta quinta-feira (19), destaca o avanço da safra de arroz no Rio Grande do Sul, com condições promissoras em diversas regiões, embora alguns desafios pontuais persistam. Na região de Bagé, na Fronteira Oeste, o período de estiagem até 13 de dezembro permitiu a conclusão da semeadura em municípios como Alegrete, Itaqui e São Gabriel. Com barragens em capacidade plena e estande de lavouras satisfatório, as projeções são otimistas, apesar de dificuldades no controle de plantas daninhas em áreas com irrigação menos uniforme, como nas taipas.
Na Campanha, as lavouras semeadas em outubro estão entrando em fases fenológicas críticas, sensíveis ao frio. Temperaturas abaixo de 10°C nas primeiras semanas de dezembro têm gerado apreensão entre os produtores.
Já em Pelotas, com a semeadura concluída, os rizicultores avançam nos tratos culturais, como irrigação, adubação nitrogenada e controle de ervas daninhas. As lavouras, ainda em estágio vegetativo, apresentam excelente desenvolvimento graças às condições climáticas favoráveis.
Em Santa Maria, o plantio está praticamente finalizado, restando pequenas áreas marginais. As lavouras encontram-se em desenvolvimento vegetativo, com algumas mais precoces já iniciando a floração. Apesar de reservatórios incompletos a oeste da região, os produtores monitoram possíveis impactos na irrigação.
Na região de Santa Rosa, as chuvas recentes continuam garantindo condições hídricas para a irrigação, enquanto temperaturas amenas e maior insolação favorecem o crescimento das lavouras, atualmente na fase vegetativa.
Em Soledade, a semeadura foi concluída, e os produtores seguem com adubação nitrogenada em cobertura, controle de plantas daninhas e manejo da lâmina d’água para otimizar o potencial produtivo.
A comercialização do arroz registrou recuo no valor médio da saca de 60 quilos, com preço reduzido de R$ 101,34 para R$ 99,08, uma queda de 2,23%, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar.
Em estudo desenvolvido no município e Marianópolis (TO), foi observado que o cultivo intercalar de milho, antes da colheita da soja, aumenta a produtividade e reduz os riscos da segunda safra tardia.
Chamada de Antecipe, a técnica desenvolvida pela Embrapa promoveu aumento do número de espigas e da produtividade de grãos de milho em 287%, comparado ao plantio convencional desse cereal pós-soja. Com a tecnologia, os pesquisadores registraram a média de 3.062 quilos por hectare nos experimentos realizados no Tocantins.
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O estudo comparou três sistemas de cultivo: intercalar do milho antes da colheita da soja (o Antecipe), a semeadura do milho após a colheita da soja e um terceiro sistema denominado “padrão do produtor”, em que o milho foi semeado após a colheita da soja no mesmo dia do Antecipe. A pesquisa foi executada em parceria por três Unidades da empresa: Embrapa Pesca e Aquicultura (TO), Embrapa Milho e Sorgo (MG) e Embrapa Pecuária Sudeste (SP).
“O Antecipe é uma tecnologia com potencial de aumentar a produção de milho na segunda safra no Tocantins, respeitando a janela de recomendação para o milho safrinha no estado”, declara o agrônomo da Embrapa Francelino Peteno de Camargo, responsável pelo experimento no estado.
Antecipe é sucesso em oito estados
O Tocantins é um dos oito estados em que o Antecipe gerou bons resultados. “O sistema foi validado em várias regiões do país que adotam a safrinha, como Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Goiás, Bahia, Mato Grosso do Sul e Maranhão”, relata o pesquisador Décio Karam, líder do projeto.
Ele conta que os resultados têm sido promissores, tanto nas operações de plantio intercalar do milho como na colheita da soja. Em Goiás, por exemplo, ocorreram os resultados expressivos na segunda safra de 2021. Em um experimento conduzido em Rio Verde (GO), o Antecipe entregou 66 sacas de milho por hectare. Na semeadura tradicional, com o milho semeado após a colheita da soja, a produtividade foi de 28 sacas por hectare.
Como funciona o sistema Antecipe
Essa técnica permite a semeadura mecanizada do milho nas entrelinhas da soja durante a fase de enchimento de grãos da leguminosa, a partir do estádio R6. O milho é cortado durante o processo de colheita da soja, reduzindo a área foliar das plantas. Porém, como o ponto de crescimento encontra-se abaixo da superfície do solo, a planta continua seu crescimento, sem prejuízo à produtividade de grãos.
Porém, essa desfolha deve ocorrer até o estádio de desenvolvimento V5 do milho, pois, se realizada após esse período, há perda de produtividade. Essa estratégia permite ao produtor antecipar o plantio do milho safrinha em até 20 dias antes da colheita da soja, reduzindo os riscos de perdas por condições climáticas desfavoráveis, típicas do final do verão e início do outono.
Com o plantio antecipado, a cultura do milho aproveita melhor as chuvas do início da estação, resultando em ganhos significativos de produtividade e rentabilidade. De acordo com Karam, a técnica também reduz os custos de produção da soja, eliminando a necessidade de dessecação da cultura para antecipar a colheita, o que beneficia o produtor em aspectos operacionais, econômicos e ambientais.
Além disso, em regiões com maior experiência no cultivo da safrinha, é possível utilizar cultivares de soja de ciclo mais longo e maior potencial produtivo, sem comprometer o desempenho do milho.
Outra vantagem do sistema é a possibilidade de implantar o milho safrinha em áreas onde a segunda safra ainda não está consolidada, expandindo as janelas de cultivo para regiões antes consideradas inviáveis. Essa flexibilidade amplia o potencial agrícola, permitindo maior eficiência no uso da terra e contribuindo para a sustentabilidade do sistema produtivo.
O pesquisador Emerson Borghi explica que os cultivos intercalares antecipados nas entrelinhas da soja, antes de sua colheita, permitem semear a segunda cultura, que pode ser de milho, sorgo, milheto, gergelim ou pastagens, de acordo com a região e o negócio da propriedade.
A colheita da soja é feita sem causar danos às plantas dessas culturas. “Desse modo, com melhores condições, a garantia de segunda safra pode ampliar o retorno econômico. Isso pode acontecer na produção de grãos, silagem ou, em casos em que o produtor adota a ILPF, ganho de peso na pecuária de carne ou leite, pois o pasto semeado nas entrelinhas da soja permite a entrada do gado mais cedo na área”, exemplifica Borghi, que ainda ressalta o impacto ambiental da tecnologia: “tudo isso feito em plantio direto, garantindo uma pegada de carbono ainda mais efetiva e colocando o Brasil ainda mais na vanguarda da produção sustentável de alimentos para o mundo”.
Lançado em 2020, o pacote tecnológico Antecipe apresenta uma abordagem inovadora para a produção de grãos. Desenvolvido pela Embrapa, o sistema combina um método inédito de cultivo, uma semeadora-adubadora, que já conta com pedido de patente pela Embrapa, e comercializada em parceria com a empresa Jumil.
A técnica consiste em semear o milho nas entrelinhas da soja. Para isso, a lavoura deve estar no estádio fenológico R6 pois, antes disso, o milho não se desenvolve pelo sombreamento causado pela soja. Durante a colheita da soja, sem a necessidade de adaptações no maquinário, o equipamento corta simultaneamente as plantas das duas culturas, reduzindo a parte aérea do milho.
Mesmo com a passagem pela colhedora reduzindo a área foliar e os pneus da máquina amassando algumas plantas, o ponto de crescimento do milho não é afetado e, assim, a planta continua seu desenvolvimento. Os pesquisadores envolvidos no desenvolvimento da tecnologia alertam para o estádio fenológico que o milho deve estar nesse momento, o que não pode ocorrer após a emissão da sexta folha com bainha visível (conhecido como estádio fenológico V6).
O plantio intercalar antecipado oferece vantagens estratégicas, garantindo um ganho de até 20 dias no ciclo de cultivo e permitindo que o milho se beneficie de condições climáticas mais favoráveis, otimizando a produtividade, quando comparado ao plantio do milho fora do calendário agrícola preconizado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC).
Para a sua efetividade, o Antecipe tem que ser programado com antecedência, iniciando antes da semeadura da cultura de verão, segundo ressalta Borghi. “Ele também depende da semeadora-adubadora específica, que pode ser utilizada para a semeadura de todas as culturas, independentemente da época do ano. Suas configurações atendem produtores de diferentes proporções, para diferentes finalidades, tornando essa tecnologia acessível a todos”, declara o pesquisador
O Antecipe no Tocantins
As áreas em sequeiro, manejo que predomina no Tocantins, sofrem de alto risco climático, principalmente a partir do fim do período de verão, tornando a segunda safra bastante desafiadora.
“Com a antecipação do plantio do milho, promovida pelo Antecipe, a semeadura em segunda safra é feita em época mais favorável, promovendo incrementos de produtividade quando comparada a semeaduras realizadas fora do calendário agrícola preconizado pelo Zarc”, detalha Camargo.
O estado do Tocantins é o principal produtor de grãos da região Norte do Brasil. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), considerando apenas as culturas da soja e do milho, são 1,7 milhão de hectares e, desse total, 74% são destinados à cultura da soja. No entanto, o cultivo de milho após a colheita da soja em segunda safra ainda é bastante incipiente na região – apenas 28% da área de soja recebe o milho safrinha.