segunda-feira, agosto 10, 2026
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Dólar fecha a R$ 5,1107 com aversão ao risco e impasse sobre Ormuz


Juros futuros fecham em baixa com alívio externo e pesquisa eleitoral

O dólar acelerou a alta ao longo da tarde desta segunda-feira (10) e encerrou o pregão a R$ 5,1107, avanço de 0,53%. Depois de tocar a máxima de R$ 5,1207, a moeda passou a acumular valorização de 0,79% em agosto. O movimento ocorreu em meio à piora da aversão ao risco no exterior e a ajustes após duas sessões seguidas de queda frente ao real.

A sessão foi marcada pela valorização do dólar diante da maioria das divisas fortes e emergentes, em paralelo à escalada do petróleo, em meio ao impasse nas negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz. O contrato do WTI para setembro subiu 5,05%, a US$ 82,13, enquanto o Brent para outubro avançou 4,99%, a US$ 87,72.

O real apresentou desempenho mais fraco que o de outras moedas pares, em um ambiente de maior sensibilidade ao cenário político interno e às incertezas sobre o tamanho do ciclo de calibração da taxa Selic. O mercado também acompanhou a expectativa pela ata do Comitê de Política Monetária (Copom) da semana passada, quando a taxa básica de juros foi reduzida de 14,25% para 14%, além da divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho.

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Para o economista Fabrizio Velloni, a volatilidade recente do petróleo reduz a visibilidade econômica em um momento de receio com aperto monetário nos Estados Unidos, o que favorece a busca por proteção na moeda norte-americana. Segundo ele, o real acaba contaminado por um ambiente de menor apetite ao risco, com volatilidade ampliada pela questão eleitoral.

No exterior, o índice DXY, que mede o comportamento do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, renovou a máxima da tarde e chegou a 99,829 pontos. O movimento ganhou força após Beth Hammack, presidente do Federal Reserve de Cleveland, defender aperto monetário imediato e afirmar que uma única alta de 25 pontos-base pode não ser suficiente para a economia.

Após o payroll de julho deslocar as expectativas predominantes de alta de juros pelo Federal Reserve (Fed) de setembro para outubro, o mercado voltou as atenções para a inflação nos Estados Unidos. O índice de preços ao consumidor (CPI) será divulgado nesta quarta-feira (12) e segue no centro das projeções para os próximos passos da política monetária norte-americana.

Fonte: Estadão Conteúdo

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