terça-feira, março 10, 2026

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Brasil não corre risco como a Venezuela, mas ação dos EUA gera incertezas, avalia especialista


Lula e Maduro
Brasília (DF), 29/05/2023 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no Palácio do Planalto. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, abriu um novo capítulo de incertezas geopolíticas na América do Sul, mas, segundo o cientista político Leandro Gabiati, há sinais de continuidade institucional no país vizinho e impactos econômicos imediatos limitados para o Brasil.

A operação, considerada a mais intensa intervenção militar norte-americana na região em décadas, gerou forte reação internacional e foi classificada como uma violação da soberania venezuelana por países como Brasil, China e Rússia em reunião do Conselho de Segurança da ONU.

Continuidade política na Venezuela

Para Gabiati, mesmo diante de um cenário de instabilidade, a Venezuela teve um processo de transição política relativamente organizado no curto prazo.

“O que observamos nesses primeiros dias é uma certa continuidade político-institucional. A vice-presidente assumiu, parlamentares eleitos em 2025 foram empossados e os principais líderes do chavismo permanecem no poder”, afirmou o especialista, referindo-se aos movimentos institucionais após a operação americana na capital Caracas.

Segundo ele, isso indica que, apesar de choques no processo político, há forças internas que trabalham pela manutenção de alguma estabilidade imediata no país vizinho, pelo menos no curto prazo.

Impactos econômicos para o Brasil ainda são limitados

Sobre os efeitos econômicos dessa ação militar no Brasil, Gabiati avaliou que não devem ocorrer grandes mudanças de forma imediata no intercâmbio comercial bilateral ou na dinâmica de mercado entre os dois países.

“Apesar da instabilidade e da incerteza, preliminarmente no curto prazo não há grandes alterações para os produtores brasileiros”, disse o cientista político.

Soberania e nova postura dos Estados Unidos

O cientista político também chamou atenção para a questão da soberania e da atuação unilateral dos Estados Unidos na região. Ele destacou que a operação na Venezuela reflete um comportamento em que Washington age de forma independente em assuntos que tradicionalmente seriam mediadas por canais multilaterais.

“É evidente que os Estados Unidos passam a atuar na região de forma unilateral e podem tomar decisões similares em outros países, incluindo Colômbia e Cuba”, alertou o analista, sugerindo que o Brasil, apesar de ser uma grande democracia com posição diferente na região, não está imune a esse novo padrão geopolítico.

Direito internacional e instabilidade global

Gabiati criticou ainda o que chama de “letra morta” do direito internacional diante de ações unilaterais de grandes potências. Ele citou operações recentes, como a invasão russa à Ucrânia e a intervenção americana na Venezuela, além de outros episódios conflituosos, como o avanço de Israel em territórios disputados no Oriente Médio, como exemplos de um padrão geopolítico em que normas internacionais são desconsideradas.

“Esse novo padrão de atuação das grandes potências aumenta a imprevisibilidade e a incerteza, o que tende a ter efeitos negativos sobre a economia mundial”, afirma o especialista.

Cenário de incertezas

Para Gabiati, o Brasil, apesar de estar numa posição de maior estabilidade democrática e político-institucional, deve monitorar de perto os desdobramentos na Venezuela e a postura dos Estados Unidos na região, especialmente se houver novas intervenções ou expansões desse tipo de ação.

“Nesse novo cenário, aumentam tanto o nível de estabilidade quanto a incerteza”, disse.

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Eficiência na limpeza eleva valor dos grãos pós-colheita



A limpeza vai além da simples retirada de resíduos visíveis


A limpeza vai além da simples retirada de resíduos visíveis
A limpeza vai além da simples retirada de resíduos visíveis – Foto: USDA

A eficiência na etapa pós-colheita tem papel decisivo na rentabilidade das principais culturas agrícolas, ao influenciar custos, qualidade e segurança do produto armazenado. Segundo Anderson Cesar Ferreira Gonçalves, especialista em gestão de projetos, a otimização dos processos de pré-limpeza e limpeza é uma operação de engenharia essencial para preservar o valor do grão e atender às exigências do mercado.

A limpeza vai além da simples retirada de resíduos visíveis e está diretamente relacionada à redução do teor de impurezas e de matéria estranha. Esses componentes interferem no consumo energético durante a secagem, já que palhas, pó e fragmentos retêm umidade que precisa ser eliminada antes do armazenamento. Quando esse material é removido antecipadamente, há economia de combustível ou eletricidade e maior eficiência operacional. Além disso, a presença de impurezas e grãos danificados favorece o desenvolvimento de fungos, pragas e micotoxinas, comprometendo a qualidade sanitária e a durabilidade do produto estocado.

O desempenho adequado das máquinas de limpeza depende do correto domínio dos princípios de separação por aspiração e por classificação. A aspiração utiliza o controle da velocidade e do volume de ar para retirar materiais mais leves, explorando diferenças de densidade e área superficial. Ajustes imprecisos podem resultar tanto na permanência de impurezas quanto na perda de grãos sadios, o que exige uniformidade no fluxo de alimentação para que a corrente de ar atue de forma eficaz. Já a classificação por peneiras requer a escolha adequada das aberturas, com retenção dos materiais grosseiros na peneira superior e separação do material miúdo na inferior. A inclinação das peneiras e a taxa de alimentação determinam o tempo de permanência do grão e o equilíbrio entre qualidade da limpeza e capacidade operacional.





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Exportações de frango do Brasil batem recorde histórico em 2025


Carne de frango
Foto: Ari Dias/AEN

O Brasil bateu novo recorde histórico de exportações de carne de frango em 2025. De acordo com dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações de carne de frango do país somaram 5,324 milhões de toneladas ao longo do ano. O volume exportado em 2025 superou em 0,6% o total registrado em 2024, quando os embarques alcançaram 5,294 milhões de toneladas.

Dezembro consolida resultado anual

O desempenho anual foi consolidado pelos embarques realizados em dezembro. No último mês de 2025, o Brasil exportou 510,8 mil toneladas de carne de frango, volume 13,9% superior ao registrado no mesmo período de 2024, quando foram embarcadas 448,7 mil toneladas.

Em termos de receita, as exportações brasileiras de carne de frango somaram US$ 9,790 bilhões em 2025. Apesar do recorde em volume, o valor ficou 1,4% abaixo do registrado em 2024, quando o setor alcançou US$ 9,928 bilhões.

Somente em dezembro, a receita obtida com os embarques foi de US$ 947,9 milhões, resultado 10,6% superior ao observado no último mês de 2024, que havia sido de US$ 856,9 milhões.

Setor destaca resiliência após Influenza Aviária

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o desempenho de 2025 reflete a capacidade de reação do setor diante de adversidades sanitárias enfrentadas ao longo do ano.

“O ano foi marcado pela resiliência do setor e pela superação de um dos maiores desafios da história da avicultura nacional, com o registro de um foco, já superado, de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em aves comerciais. Fechar o ano com resultados positivos é um feito a ser celebrado e reforça a perspectiva projetada para 2026”, avalia Santin.

De acordo com a entidade, a expectativa é de ampliação da presença brasileira no mercado global ao longo de 2026, em linha com o crescimento projetado da produção nacional.

Emirados Árabes lideram destinos das exportações

Os Emirados Árabes Unidos mantiveram a liderança como principal destino da carne de frango brasileira em 2025, com importações de 479,9 mil toneladas, volume 5,5% superior ao registrado em 2024.

Na sequência aparecem o Japão, com 402,9 mil toneladas (-9,1%), a Arábia Saudita, com 397,2 mil toneladas (+7,1%), a África do Sul, com 336 mil toneladas (+3,3%), e as Filipinas, com 264,2 mil toneladas (+12,5%).

Retomada de mercados sinaliza 2026 positivo

Segundo Santin, o restabelecimento dos embarques após os impactos da Influenza Aviária já se reflete em mercados estratégicos. Um dos destaques foi a União Europeia, que registrou crescimento de 52% nos volumes exportados em dezembro.

Outro movimento relevante foi a retomada das compras pela China, que importou 21,2 mil toneladas de carne de frango brasileira em curto período após a normalização dos embarques.

“São indicadores que projetam a manutenção do cenário positivo para o ano de 2026”, afirmou o presidente da ABPA.

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‘Nós estamos otimistas’, diz Alckmin sobre assinatura do acordo entre o Mercosul e UE


Geraldo Alckmin
Foto: Cadu Pinotti/ Agência Brasil

‘O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia está bem encaminhado, disse nesta terça-feira (6) o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Segundo ele, o governo brasileiro mantém uma postura otimista sobre a conclusão das negociações.

“O próximo acordo, fruto de um longo trabalho, mais de duas décadas, é Mercosul–UE. Está bem encaminhado. Quero reiterar que nós estamos otimistas e é muito importante para o Mercosul, para a União Europeia e para o comércio global que, no momento de guerras, de conflitos, de geopolítica instável, de protecionismo, será o maior acordo do mundo”, disse Alckmin em entrevista para anunciar o resultado da balança comercial brasileira de 2025.

Adiamento

A assinatura do tratado estava prevista para dezembro, durante a cúpula do Mercosul, mas acabou adiada diante da falta de consenso entre os países europeus. As principais resistências partiram de uma ala conservadora da Itália e, sobretudo, de agricultores da França, que pressionaram seus governos contra o avanço do acordo.

O presidente francês, Emmanuel Macron, declarou recentemente que a França não apoiará o tratado sem a inclusão de novas salvaguardas para proteger os produtores rurais do país. Atualmente, a França é o principal foco de oposição ao acordo dentro da União Europeia.

Apesar das dificuldades, a Comissão Europeia informou na segunda-feira (5) que houve avanço nas negociações para viabilizar a aprovação do tratado. Mesmo assim, não há confirmação oficial para a assinatura.

Mesmo após a eventual assinatura, o acordo precisará cumprir uma série de etapas formais. No Brasil, o texto deverá passar pelos trâmites internos do Executivo e do Legislativo, incluindo análise e votação no Congresso Nacional. Na Europa, será necessário o aval do Conselho Europeu e do Parlamento Europeu, além da ratificação pelos parlamentos nacionais dos 27 países-membros da União Europeia.

Importância estratégica

Em entrevista após a divulgação dos dados da balança comercial de 2025, Alckmin reforçou a importância estratégica do acordo em um cenário internacional marcado por conflitos, instabilidade geopolítica e avanço do protecionismo. Segundo ele, o tratado Mercosul–UE tende a se tornar o maior acordo comercial do mundo, fortalecendo o multilateralismo e o livre comércio.

O vice-presidente destacou ainda que a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é priorizar o diálogo e a negociação. Além do acordo com a União Europeia, o governo trabalha para avançar em novas parcerias em 2026, como o tratado entre Mercosul e Emirados Árabes Unidos e a ampliação de preferências tarifárias com Índia, México e Canadá.

Ao comentar o desempenho do comércio exterior, Alckmin ressaltou que as exportações brasileiras cresceram 5,7% em 2025, mais que o dobro da projeção de crescimento do comércio global, estimada em 2,4% pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Ele também destacou a Argentina como o país com maior expansão nas compras de produtos brasileiros no ano passado, com alta de 31,4%, impulsionada principalmente pelo setor automotivo.

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Quando o real forte vira risco?


Imagem de Daniel Dan outsideclick por Pixabay

Nos últimos pregões, o dólar voltou a recuar frente ao real. O movimento não é aleatório nem meramente técnico. Ele reflete uma mudança relevante no cenário internacional: desaceleração do crescimento na China, sinais de arrefecimento da economia americana e pressão crescente para que o banco central dos Estados Unidos inicie um ciclo de redução de juros.

Nesse ambiente, o capital global busca mercados que ainda oferecem retorno elevado. O Brasil, com juros altos, volta a ser destino natural desse fluxo. O efeito imediato é a entrada de dólares e a valorização do real.

Para parte do mercado e da opinião pública, isso soa como boa notícia. Mas, para quem observa a economia real, especialmente o agronegócio e a indústria, o câmbio mais forte traz riscos concretos.

Exportar fica mais difícil

O agronegócio brasileiro é essencialmente exportador. Soja, milho, carnes, café e açúcar são negociados em dólar. Quando o real se valoriza, esses produtos ficam mais caros para o comprador externo. A competitividade diminui, os prêmios encolhem e a conversão da receita em reais perde força.

Na prática, o produtor continua produzindo a mesma quantidade, mas recebe menos ao transformar o dólar em moeda local. O problema é que os custos não acompanham essa queda na mesma velocidade.

Insumos caem menos do que a receita

É verdade que a valorização do real reduz o preço de insumos importados, como fertilizantes, defensivos e máquinas. Mas essa queda costuma ser parcial, lenta e, muitas vezes, absorvida ao longo da cadeia.

O alívio existe, mas raramente compensa integralmente a perda de receita provocada pelo câmbio mais baixo. Além disso, em um ambiente de crédito caro e seletivo, a redução da receita em reais pesa diretamente no caixa do produtor. As margens ficam mais apertadas justamente quando a gestão financeira precisa ser mais rigorosa.

O custo invisível do câmbio

Há um aspecto menos discutido, mas decisivo. O produtor rural brasileiro vende em dólar e paga a maior parte de seus compromissos em reais. Quando o câmbio se aprecia demais, a troca da moeda internacional pela moeda doméstica enfraquece o poder de pagamento, limita investimentos e aumenta a percepção de risco no campo.

Não por acaso, o ex-ministro da Fazenda Mário Henrique Simonsen sintetizou esse dilema em uma frase que atravessou décadas sem perder atualidade: A inflação se aleija e o câmbio mata.

A inflação corrói lentamente. O câmbio, quando mal calibrado, age de forma direta e devastadora: tira competitividade, elimina margens e inviabiliza setores inteiros da economia produtiva. Para um país fortemente dependente das exportações agrícolas, esse risco é ainda maior.

Ano eleitoral: o incentivo político ao real forte

Em 2026, esse debate ganha uma camada adicional. Trata-se de um ano eleitoral, e o câmbio valorizado costuma jogar a favor do governo no curto prazo.

O real forte aumenta o poder de compra da população, barateia produtos importados e estimula viagens ao exterior. Para a classe média urbana, isso se traduz em uma sensação imediata de bem-estar econômico.

Esse efeito psicológico é poderoso. Um dólar mais baixo ajuda a conter a inflação percebida, melhora a avaliação do custo de vida e cria um ambiente político mais favorável. Não é coincidência que governos, em anos eleitorais, tendem a tolerar — ou até estimular — um câmbio apreciado, mesmo que isso imponha custos relevantes aos setores produtivos.

Juros altos sustentam o câmbio

Esse movimento é reforçado pelo diferencial de juros. O próprio Banco Central do Brasil sinaliza que, ao final de 2026, a taxa básica dificilmente ficará abaixo de 12%.

Em um mundo que caminha para juros mais baixos, esse patamar segue extremamente atrativo para o capital financeiro internacional, mantendo o fluxo de dólares e sustentando a valorização do real.

O problema é que esse equilíbrio é artificial e frágil. Ele favorece o consumo e o humor do eleitor no curto prazo, mas cobra um preço alto do agronegócio exportador, da indústria nacional e da capacidade de crescimento no médio e longo prazo.

Um alerta necessário

A queda do dólar não deve ser comemorada de forma automática. Para o agronegócio, ela reduz competitividade. Para o produtor, aperta margens. Para a indústria, estimula importações e desestimula a produção interna.

Em um país exportador de commodities e dependente do campo para gerar divisas, real forte demais não é sinônimo de força econômica, é um risco silencioso.

Como ensinou Simonsen, a inflação machuca aos poucos. O câmbio errado, esse sim, pode matar.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Dados impulsionam a liderança do agro brasileiro



A execução no campo aparece como etapa complementar


A execução no campo aparece como etapa complementar
A execução no campo aparece como etapa complementar – Foto: Divulgação

A liderança do Brasil no agronegócio mundial está associada a um conjunto de decisões estratégicas que vão além de fatores naturais e de escala produtiva. De acordo com análise de Fábio Morais, especialista em gestão de agronegócio, o protagonismo brasileiro na soja é resultado direto do uso consistente de dados na condução do negócio.

O país responde por cerca de 40% da produção global de soja, desempenho que reflete um modelo baseado em planejamento comercial estruturado e na leitura contínua de mercado. A organização entre oferta, demanda e janelas de comercialização permite maior previsibilidade e reduz riscos em um ambiente marcado por volatilidade de preços e competição internacional. Nesse contexto, a gestão estratégica ganha centralidade ao direcionar decisões com base em indicadores de margem, eficiência e participação de mercado.

A execução no campo aparece como etapa complementar e indissociável da estratégia. A integração entre tecnologia, insumos, logística e gestão de pessoas sustenta a capacidade de transformar planos em resultados concretos. O uso de dados ao longo de toda a operação permite ajustes rápidos, melhora a alocação de recursos e amplia o controle sobre custos e produtividade, elementos decisivos para manter competitividade.

Em mercados cada vez mais disputados, o desempenho não está apenas no volume produzido, mas na eficiência comercial e na capacidade de interpretar cenários. A visão de longo prazo, apoiada por informações confiáveis, contribui para equilibrar produtividade, sustentabilidade e posicionamento estratégico. O principal desafio para lideranças comerciais está em conectar inteligência de mercado, planejamento e gestão de equipes para capturar valor em todos os elos da cadeia agroindustrial.

 





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Geopolítica muda o jogo das margens no agro



O Mar Vermelho virou um retrato desse novo normal


O Mar Vermelho virou um retrato desse novo normal
O Mar Vermelho virou um retrato desse novo normal – Foto: Divulgação

O agronegócio entrou em uma fase em que fatores externos, antes tratados como pano de fundo, passaram a mexer diretamente com custo, margem e timing de venda. Segundo análise de Alê Delara, fundador da Pine Agronegócio e estrategista do agro, 2025 consolidou a geopolítica como variável operacional, visível em fretes mais longos, seguros mais caros e prazos que deixaram de fechar, até virar parte da rotina de quem opera o mercado.

O Mar Vermelho virou um retrato desse novo normal, com desvios pelo Cabo da Boa Esperança se tornando estruturais e alterando competitividade entre origens, prêmios e janelas de arbitragem. A guerra na Ucrânia manteve o grão disponível, mas com risco embutido, muitas vezes percebido mais no prêmio e na cautela do comprador do que na tela. Já a retomada da guerra comercial entre Estados Unidos e China travou por meses o fluxo de soja norte-americana e, quando houve reabertura parcial, a China já vinha abastecida via América do Sul, com estoques mais confortáveis e margens apertadas.

No Brasil, a supersafra e a melhora logística não se traduziram automaticamente em super rentabilidade. O câmbio acima de R$ 5,40 sustentou a receita em reais e os prêmios ficaram firmes por boa parte do ano, mas juros globais ainda altos encareceram o capital e ampliaram o peso do carrego. Com fertilizantes voláteis, a conta puniu quem segurou decisão demais. Para 2026, a leitura aponta um ano mais político do que climático, com volatilidade como padrão e maior exigência de gestão de risco e sofisticação comercial.

“Se esses movimentos globais fazem parte da sua rotina de decisão — comprar, vender, travar margem, planejar risco — minhas palestras e consultorias levam esse debate para dentro do seu time, com leituras práticas e cenários aplicados ao agro brasileiro”, conclui.

 





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Nova frente fria traz pancadas fortes de chuva; confira a previsão


chuva frente fria temporal
Foto: Pixabay

Pancadas fortes de chuva devem ser registradas em áreas isoladas de grande parte dos estados brasileiros. No Sul, uma nova frente fria intensifica o clima em solo gaúcho. Confira a previsão completa para todo o país:

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Sul

Ao longo da manhã, há previsão de chuva mais fraca em áreas do leste e do litoral do Paraná e de Santa Catarina devido à infiltração marítima. A partir da tarde, uma nova frente fria avança pelo Rio Grande do Sul, provocando pancadas de chuva moderadas a fortes pelo estado ao longo do dia, com chance de temporais em alguns pontos. Já em áreas de Santa Catarina e do Paraná, chove de maneira mais fraca e isolada. À noite, também chove de maneira mais forte no leste, sul e interior gaúcho. As temperaturas seguem mais elevadas em boa parte da região.

Sudeste

A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) segue atuando e provoca pancadas de chuva pela região desde a madrugada em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo de maneira pontualmente mais forte. Em São Paulo, a manhã deve seguir com tempo mais firme, com chuva mais fraca apenas em áreas do sul e noroeste do estado, enquanto no início da tarde novas pancadas de chuva em boa parte do estado devem ser registradas. Em boa parte da região, as temperaturas ainda seguem mais agradáveis ao longo do dia, enquanto no oeste paulista, norte capixaba e nordeste mineiro, os termômetros se elevam.

Centro-Oeste

As instabilidades seguem ocorrendo desde a madrugada em Mato Grosso e em Goiás e ganham força ao longo do dia devido à atuação da ZCAS. Já em Mato Grosso do Sul, a presença de uma baixa pressão sobre o Paraguai favorece novas pancadas de chuva de moderada a forte intensidade, com risco de temporais em alguns pontos da região ao longo do dia. Até a noite, as instabilidades diminuem de maneira significativa pela região, mas ainda devem ocorrer em alguns pontos isolados de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul, e de maneira mais espalhada em Goiás. As temperaturas seguem elevadas na maior parte da região.

Nordeste

Ainda chove pela madrugada em áreas do oeste e do litoral da Bahia, além do interior do Maranhão e do Piauí, de maneira mais fraca. Ao longo do dia, as instabilidades aumentam nessas áreas e chove de maneira mais forte, enquanto no litoral baiano e áreas no Ceará as chuvas ocorrem de maneira mais fraca. Já no restante da região o tempo deve seguir mais firme, sem expectativa de chuva.

Norte

O tempo segue instável pelo Amazonas, Acre, Rondônia e Tocantins, além de grande parte do Pará, onde chove de maneira mais forte e há risco de temporais. No Amapá, a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) segue mantendo as instabilidades pelo norte do estado, enquanto em Roraima chove de maneira mais fraca e o tempo permanece abafado pela região.

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Queda nos embarques de soja marca início da safra nos EUA


Os embarques de soja dos Estados Unidos começaram o ano comercial 2025-26 de forma atipicamente lenta, marcando o pior desempenho para o período inicial em mais de uma década. Entre setembro e novembro, primeiro trimestre da temporada, o volume inspecionado para exportação ficou bem abaixo do padrão histórico, refletindo dificuldades comerciais e mudanças no fluxo logístico.

No total, foram embarcadas 12,3 milhões de toneladas de soja, queda de 46% em relação à média dos últimos cinco anos e o menor nível desde 2011-12. Parte desse volume, 1,4 milhão de toneladas, foi transportada em contêineres, participação superior à média recente. Tradicionalmente, as exportações norte-americanas atingem o pico entre outubro e novembro, quando os preços se tornam mais competitivos frente à soja sul-americana, o que não se confirmou nesta temporada.

A China, principal compradora histórica, retardou as aquisições em meio a uma disputa comercial. O primeiro carregamento da nova safra foi comprado apenas no fim de outubro, e o primeiro embarque ocorreu no final de novembro. No trimestre, o país recebeu somente um navio, com cerca de 49 mil toneladas. A distribuição regional dos embarques também mostrou forte retração. O Golfo do Mississippi respondeu por 7,6 milhões de toneladas, enquanto o Noroeste do Pacífico registrou apenas 700 mil toneladas, o menor volume para um primeiro trimestre desde o final da década de 1990.

Em contraste, o México assumiu a liderança como principal destino da soja norte-americana no período, com volumes acima da média, impulsionados principalmente pelo transporte ferroviário. O Golfo do Texas também ganhou relevância, beneficiado por fretes marítimos mais competitivos, alcançando o maior volume para o período desde 2020-21.

Enquanto a soja perdeu espaço, o milho apresentou desempenho oposto. Com oferta elevada e maior disponibilidade logística, os embarques atingiram 19,9 milhões de toneladas no primeiro trimestre, mais que o dobro da média histórica e um recorde para o período. O avanço foi puxado tanto pelo Golfo do Mississippi quanto pelo Noroeste do Pacífico, que compensou parte da queda nos embarques de soja.

 





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Soja avança, mas excesso de chuva afeta ritmo no RS



Emater projeta 6,7 milhões de hectares de soja no Rio Grande do Sul



Foto: Canva

A semeadura da soja no Rio Grande do Sul atingiu 93% da área projetada, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1). O avanço dos trabalhos foi desacelerado nas últimas semanas em razão da recorrência de precipitações volumosas e dos curtos períodos de tempo seco, que dificultaram a redução adequada da umidade do solo para a operação das semeadoras. Conforme o levantamento, “houve uma desaceleração significativa no período em função da recorrência de precipitações volumosas e dos curtos intervalos de tempo seco”.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, a maior parte das lavouras está em fase de desenvolvimento vegetativo, correspondendo a 93% das áreas cultivadas, enquanto 7% dos cultivos mais precoces já iniciaram o florescimento. As áreas implantadas no início da janela de plantio apresentam bom desenvolvimento em função da disponibilidade hídrica, das temperaturas elevadas e da radiação solar registrada no período. O informativo aponta que “as melhores lavouras estão implantadas em solos bem estruturados, com maior teor de matéria orgânica e cobertura vegetal adequada”.

Por outro lado, em áreas com solos mais compactados ou com menor cobertura, foram observadas ocorrências de erosão laminar e em sulcos, especialmente em lavouras em fase de emergência. Também houve registros de desuniformidade na emergência, falhas de estande e necessidade pontual de replantio em semeaduras realizadas sob condições menos favoráveis de umidade, sobretudo após períodos de déficit hídrico seguidos por chuvas intensas.

O documento destaca ainda que, em algumas regiões, especialmente no Noroeste do Estado, os acumulados pluviométricos de dezembro superaram a média histórica. A situação resultou em danos à infraestrutura rural, com prejuízos em estradas vicinais, alagamentos pontuais em lavouras situadas em áreas ribeirinhas e de relevo mais baixo, além de erosão mais acentuada em coxilhas mal conservadas.

Quanto ao aspecto fitossanitário, a incidência de pragas e doenças permanece baixa. No entanto, o manejo tem sido condicionado pela elevada umidade do ambiente, levando parte dos produtores à adoção de aplicações preventivas de fungicidas. Para a safra 2025/2026, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 6.742.236 hectares de soja no Rio Grande do Sul, com produtividade média estimada em 3.180 quilos por hectare.





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