terça-feira, março 10, 2026

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Entenda o que ainda impede o sucesso do transplante de rim de porco em humanos


Rim; porco; cirurgia
Foto: pixabay

Uma pesquisa liderada por brasileiros, descreve em detalhes as reações do sistema imunológico do primeiro paciente vivo a receber um transplante de rim de porco geneticamente modificado, abrindo caminhos para a busca de terapias que possam evitar a rejeição de órgãos.

O estudo mostra que esse tipo de transplante é viável, mas controlar apenas a rejeição inicial não é suficiente. Mesmo com medicamentos que suprimem o sistema imunológico, a defesa natural do corpo, principalmente células chamadas macrófagos que atacam qualquer ameaça, continua ativa e pode comprometer a sobrevivência do órgão a longo prazo.

Estratégias necessárias

Os cientistas apontam que serão necessárias novas estratégias para alcançar a sobrevivência duradoura e desfechos clínicos favoráveis.

Sugerem combinar terapias direcionadas à imunidade inata dos pacientes e engenharia genética avançada nos porcos doadores, além de prevenir a rejeição precoce mediada por linfócitos T e implementar abordagens de monitoramento mais sensíveis.

O que é e como funciona o xenotransplante

O xenotransplante consiste em transplantar órgãos, tecidos ou células de uma espécie animal (principalmente porcos geneticamente modificados) para humanos. É considerado uma solução promissora para a escassez de órgãos, porém a rejeição tem sido um grande desafio.

O primeiro paciente vivo a receber um rim de porco foi um homem de 62 anos com doença renal em estágio terminal, que passou por cirurgia em março de 2024 no Hospital Geral de Massachusetts, ligado à Harvard Medical School, em Boston.

A equipe foi liderada pelo nefrologista brasileiro Leonardo Riella, um dos autores correspondentes do artigo, publicado nesta quinta-feira (8) na revista científica Nature Medicine. O paciente morreu dois meses depois, a causa provável foi fibrose miocárdica crônica prévia.

Alta demanda

O transplante de rim é o que tem maior demanda no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. Em 2025, foram 6.670 cirurgias desse tipo no país.

Além disso, estima-se que entre 10 milhões e 12 milhões de brasileiros tenham alguma doença renal, número que pode aumentar com o envelhecimento da população e de pessoas com diabetes, pressão alta e obesidade.

Em casos mais graves, um tratamento temporário pode ser a diálise, processo artificial para remover resíduos e excesso de líquidos do organismo quando os rins não funcionam adequadamente.

“Para o xenotransplante se tornar uma opção clínica segura e duradoura, não basta controlar apenas a imunidade adaptativa, como fazemos nos transplantes entre humanos. Será necessário também desenvolver estratégias específicas para modular a resposta imune inata”, afirma professor e pesquisador no Hospital Geral de Massachusetts, Thiago Borges.

Olhar múltiplo

Os pesquisadores observaram que na primeira semana após a cirurgia o organismo do paciente reconheceu o órgão transplantado como “estranho” e ativou um tipo específico de defesa chamado rejeição celular, conduzida principalmente por linfócitos T.

Apesar de não haver rejeição grave, a imunidade inata permaneceu ativa, causando inflamação contínua. Fragmentos de DNA do rim no sangue se mostraram um marcador sensível de lesão, permitindo monitorar o órgão sem biópsias.

Os resultados indicam que, mesmo com avanços, os tratamentos atuais ainda não controlam totalmente todas as respostas do sistema imunológico.

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Embrapa lança guia atualizado para fortalecer a produção de amendoim no Brasil


amendoim
Foto: Keyle Menezes/Embrapa

Produtores rurais e profissionais ligados à cadeia produtiva do amendoim passam a contar com um novo guia técnico elaborado pela Embrapa. A instituição disponibilizou uma publicação atualizada sobre o sistema de produção da cultura, com o objetivo de oferecer informações práticas que auxiliem no planejamento, no manejo e na superação dos principais desafios enfrentados pela atividade no Brasil.

O material aborda de forma abrangente todos os elos do sistema produtivo, incluindo ambiente favorável ao cultivo, como clima e solo, escolha de cultivares, produção de sementes, técnicas de plantio, adubação, manejo de plantas daninhas, pragas e doenças, além de orientações sobre colheita, pós-colheita, mercado, comercialização, custos e rentabilidade.

A iniciativa chega em um momento de forte crescimento da cultura do amendoim no país. O Brasil tem registrado avanço expressivo da produção nos últimos anos, especialmente no estado de São Paulo, maior produtor nacional, com expansão também para Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins. O aumento da produtividade está associado aos avanços em pesquisa e à maior demanda externa por alimentos ricos em proteína, com estimativas da Conab indicando que a safra 2024/2025 deve superar 1 milhão de toneladas.

A publicação foi desenvolvida por pesquisadores com ampla atuação em melhoramento genético, manejo da cultura e produção de amendoim. A edição técnica ficou a cargo dos pesquisadores da Embrapa Algodão Augusto Costa, Dartanhã Soares e Taís Suassuna. Segundo eles, o desempenho da cultura nas últimas décadas está ligado ao desenvolvimento de cultivares rasteiras, mais adaptadas à colheita mecanizada, e ao aprimoramento do manejo da fertilidade do solo, da nutrição e do controle fitossanitário.

De acordo com os editores, a qualidade do amendoim brasileiro é reconhecida nacional e internacionalmente, especialmente pelas características dos grãos de cultivares alto oleicos e pelos rigorosos protocolos de controle de qualidade, sobretudo na pós-colheita. Rico em óleo, proteínas e vitaminas, o amendoim desempenha papel relevante na segurança alimentar e pode ser cultivado em diferentes condições climáticas, reforçando sua importância como uma das principais leguminosas produzidas no mundo. A publicação está disponível para acesso gratuito no site da Embrapa.

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Cesta básica fica mais cara em 17 capitais


Em dezembro de 2025, a cesta básica ficou mais cara em 17 capitais brasileiras. A conclusão é da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, um levantamento divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A única capital onde o preço médio não variou foi João Pessoa. Nas demais capitais, houve queda.

A elevação mais importante ocorreu em Maceió, onde o custo médio da cesta variou 3,19%. Em seguida, aparecem Belo Horizonte, com aumento de 1,58%; Salvador (1,55%); Brasília (1,54%); e Teresina (1,39%).

As quedas mais expressivas foram observadas na região norte do país, com Porto Velho liderando a lista (-3,60%), seguida por Boa Vista (-2,55%), Rio Branco (-1,54%) e Manaus (-1,43%).

Um dos principais responsáveis pelo aumento no preço da cesta foi a carne bovina de primeira, que subiu em 25 das 27 capitais. Segundo os responsáveis pela pesquisa, a alta no preço da carne pode ser explicada pelo aquecimento da demanda interna e externa e pela oferta restrita do produto.

Batata tem alta

A batata também apresentou alta em todas as capitais, com exceção de Porto Alegre, onde o preço do produto caiu 3,57%. No Rio de Janeiro o aumento chegou a 24,10%. Esse aumento pode ser explicado pelas chuvas e pelo fim da colheita.

A cesta básica mais cara do país continua a ser a de São Paulo, onde o custo médio chegou a R$ 845,95, seguida por Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06) e Cuiabá (R$ 791,29). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 539,49), Maceió (R$ 589,69), Porto Velho (R$ 592,01) e Recife (R$ 596,10).

Com base na cesta mais cara do país, que em dezembro foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário-mínimo em dezembro deveria ser de R$ 7.106,83 ou 4,68 vezes o mínimo de R$ 1.518,00.





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Paraná inicia censo inédito para mapear perfil da agricultura orgânica


Orgânicos, agricultura orgânica, alimentos
Foto: Freepik

Líder nacional na produção de orgânicos, com mais de 4.500 agricultores certificados, o Paraná iniciou um censo inédito para mapear o perfil da agricultura orgânica no estado. O levantamento deve ser concluído ainda no primeiro semestre de 2026.

O trabalho é conduzido pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), ligado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). Os primeiros dados já foram divulgados e se referem ao Norte Pioneiro do estado.

Diagnóstico detalhado do produtor

A pesquisa envolveu 40 pessoas, entre extensionistas e bolsistas. A partir do cadastro nacional de produtores orgânicos, de janeiro de 2024, foi definida uma amostra de 776 produtores, com nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,5%.

O levantamento mostra que 72% dos responsáveis pelas propriedades são homens e 28% mulheres. A maioria, 75%, reside na área rural. Também foi identificado o envelhecimento do produtor: a faixa etária predominante é acima de 50 anos. Em relação à escolaridade, 50% têm ensino fundamental, 29% ensino médio e 20% ensino superior.

Além do perfil socioeconômico, o censo reuniu informações sobre acesso à assistência técnica, necessidade de crédito, custos de produção, uso de irrigação e estufas, tipos de culturas, renda média e práticas de manejo. Entre os entrevistados, 66% apontaram a saúde da família como principal motivação para atuar na produção orgânica.

Base para políticas públicas

Para o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, a iniciativa reforça o protagonismo do Paraná. Ele destacou que a produção orgânica agrega valor, amplia mercados e gera renda, além de fortalecer a sustentabilidade no campo.

Os resultados levaram à ampliação do projeto. Segundo o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, o objetivo é concluir o censo estadual até agosto. Para isso, a Seti vai liberar R$ 550 mil, enquanto o IDR-Paraná aportará mais R$ 300 mil. “A ideia é deixar um legado que ajude o próximo governo a definir diretrizes para a produção orgânica”, afirmou.

O diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, avalia que o diagnóstico também contribui para enfrentar o envelhecimento no campo. Segundo ele, sistemas produtivos mais limpos e rentáveis podem ajudar a manter os jovens na atividade rural e fortalecer a sucessão familiar.

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‘Não está fácil produzir neste momento, por isso, é esperar a colheita para ver os resultados’, aponta Buffon


Reprodução Soja Brasil

No Soja Brasil desta semana, o presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, foi o convidado para falar sobre a safra de soja e os desafios enfrentados pelos produtores. Anfitrião da Abertura Nacional da Colheita de Soja, Buffon comentou as expectativas para o Tocantins, estado onde o evento será realizado no dia 30 de janeiro, a partir das 8h, em Porto Nacional.

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Ao tratar do cenário em Tocantins, Buffon avaliou que a expectativa é positiva para a colheita, apesar das dificuldades enfrentadas no início do ciclo. “Estamos com uma expectativa boa de colheita. A safra está chegando e os dias de colheita estão próximos. Começamos o ano com um clima um pouco complicado, com pouca chuva no início, mas a partir de dezembro as condições melhoraram bastante”, afirmou. Segundo ele, o momento é de otimismo para que o produtor consiga uma colheita farta.

Ao ampliar a análise para o cenário nacional, o presidente da Aprosoja Brasil destacou que a situação observada no estado se repete em outras regiões do país. “A safra vem correndo dentro da normalidade. No começo foi um pouco turbulenta, também por causa da falta de chuva, mas agora as coisas andam bem. Acreditamos que vamos ter uma boa colheita no Brasil”, disse Buffon.

Apesar do bom desempenho produtivo, Buffon ressaltou que a principal preocupação do setor segue sendo a rentabilidade. “A grande questão desta safra é a rentabilidade do produtor, que precisa melhorar. Não está fácil produzir neste momento. Agora é esperar a colheita para avaliar os resultados”, pontuou.

Durante a entrevista, Buffon reforçou o convite para a Abertura Nacional da Colheita de Soja, que poderá ser acompanhada presencialmente e também pela TV. O evento deste ano terá como tema o papel social da soja. Segundo ele, a cultura vai além da produção agrícola e promove desenvolvimento nas regiões onde está inserida. “Nos estados do Matopiba, por exemplo, é visível a diferença de qualidade de vida entre municípios com e sem soja. Ela transforma a realidade local, fortalece toda a cadeia produtiva e beneficia não só o produtor, mas a sociedade como um todo”, concluiu.

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Produtores colhem 35 t/ha de silagem e recuperam solo compactado


A adoção da Operação 365 vem promovendo mudanças significativas no manejo do solo e na produtividade da propriedade dos produtores de Ibiraiaras/RS, Fernando Daros e Fabrício Daros, pai e filho, que há 14 meses desenvolvem na propriedade a Operação 365, projeto desenvolvido pela Embrapa em parceria com a Rede Técnica Cooperativa (RTC). A iniciativa conta com acompanhamento técnico da CCGL, por meio do Assistente Técnico de Campo, Nicolas Petry e do especialista Michel Kraemer, responsáveis pela condução dos trabalhos na propriedade.

Antes do início do projeto, o diagnóstico revelou um cenário desafiador: solo altamente compactado, com baixa eficiência produtiva e limitações para o desenvolvimento das culturas. A partir desse levantamento detalhado, foram realizadas análises minuciosas do solo, correções com aplicação de calcário e a implantação de plantas de serviço, fundamentais para a descompactação e a melhoria da estrutura física e biológica do solo.

Segundo os produtores, a decisão de aderir à Operação 365 foi imediata, motivada pela oportunidade de contar com a expertise técnica dos profissionais envolvidos. “O projeto nos permitiu identificar rapidamente os principais problemas do solo e iniciar um trabalho consistente de recuperação”, destaca Fernando.

Os resultados já começam a aparecer no campo. Nas culturas de inverno, o desempenho foi expressivo, com destaque para as plantas de serviço e para o trigo destinado à silagem, que alcançou produtividade de 35 toneladas por hectare. Já nas culturas de verão, o milho apresenta elevado vigor, bom enraizamento e resposta positiva ao sistema nutricional, reflexo direto das mudanças no manejo.

Apesar de reconhecerem que o processo de recuperação do solo é contínuo e exige tempo, os produtores avaliam que a evolução observada até o momento é significativa. Mais do que ganhos produtivos, a Operação 365 proporcionou uma mudança de percepção sobre o solo. “Hoje temos uma nova visão: dar mais vida à terra para que ela nos devolva em resultados”, afirmam.

Para Fernando e Fabrício Daros, a Operação 365 representa um compromisso com o futuro da propriedade e da agricultura sustentável. “O futuro depende de nós e dos profissionais que caminham conosco. A Operação 365 veio para dar o verdadeiro valor à nossa Mãe Terra, e ela certamente irá nos retribuir”, concluem.

A Operação 365 tem como objetivo manter o solo coberto e produtivo durante todo o ano, promovendo boas práticas agrícolas por meio do Índice de Qualidade de Manejo (IQM). Além de contribuir para a sustentabilidade dos sistemas produtivos, o projeto possibilita benefícios como acesso a crédito diferenciado e maior segurança econômica ao produtor rural.

 





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Brucelose: SP começa vacinação contra doença; veja até quando vai a campanha


Foto: Divulgação/SP.
Foto: Divulgação/SP.

Começou no dia 1º de janeiro e vai até 30 de junho a primeira etapa de 2026 da campanha de vacinação contra a Brucelose no Estado de São Paulo.

Segundo a Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) do estado, devem ser imunizadas as bovinas e bubalinas de três a oito meses de idade. A campanha dá continuidade ao calendário de vacinação estipulado pela Resolução SAA nº 78/24 e pelas Portarias 33/24 e 34/24.

“Por se tratar de uma vacina viva, passível de infecção para quem a manipula, a vacinação deve ser feita por um médico-veterinário cadastrado que, além de garantir a correta aplicação do imunizante, fornece o atestado de vacinação ao produtor”, disse a pasta.

O médico-veterinário responsável pela imunização, ao cadastrar o atestado de vacinação no sistema informatizado de gestão de defesa animal e vegetal (Gedave) em um prazo máximo de quatro dias a contar da data da vacinação e dentro do período correspondente à vacinação, validará a imunização dos animais.

A relação dos médicos-veterinários cadastrados na Defesa Agropecuária para realizar a vacinação em diversos municípios do Estado de São Paulo está disponível neste link.

Modelo alternativo de identificação

Desde outubro de 2024, está em vigor no estado o modelo alternativo de identificação de vacinação contra a Brucelose.

Na prática, trata-se da utilização de bottons auriculares, uma alternativa não obrigatória à marcação a fogo que além do bem-estar animal, que estimula a produtividade e a qualidade do manejo, além de aumentar a segurança do produtor e do veterinário responsável pela aplicação do imunizante.

De acordo com a pasta, em São Paulo, fica estabelecido o botton amarelo para a identificação dos animais vacinados com a vacina B19 e o botton azul passa a identificar as fêmeas vacinadas com a vacina RB 51. Anteriormente, a identificação era feita com marcação a fogo indicando o algarismo do ano corrente ou a marca em “V”, a depender da vacina utilizada.

O que acontece se a identificação for perdida?

No caso de perda, dano ou qualquer alteração que prejudique a identificação, uma nova aplicação deverá ser solicitada ao médico veterinário responsável ou à Defesa Agropecuária.

No caso da impossibilidade da aquisição do botton, o animal deverá ser identificado conforme as normativas vigentes do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT).

A Defesa Agropecuária informa, ainda, que o uso do botton só é válido dentro do Estado de São Paulo, não sendo permitido o trânsito de animais identificados de forma alternativa para demais estados da federação.

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Quais as principais doenças da soja? Embrapa aponta e dá dicas, da atenção ao manejo


(Cláudia Godoy/Embrapa)

As doenças da soja seguem como um dos principais desafios enfrentados pelos produtores brasileiros e exigem atenção constante ao manejo, às condições climáticas e ao histórico das áreas cultivadas. A ocorrência e a severidade variam conforme a região, o clima da safra e as estratégias adotadas no campo, o que reforça a importância do monitoramento e da prevenção para reduzir riscos e perdas de produtividade.

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Entre as doenças que atacam o sistema radicular, a podridão de fitóftora é considerada relevante, especialmente na região Sul do país, embora não tenha ocorrência generalizada. Já a podridão causada por Macrophomina está fortemente associada ao estresse hídrico e pode ocorrer em praticamente todas as regiões produtoras, tornando-se uma preocupação recorrente em safras mais secas.

No caule da planta, o mofo branco se destaca como uma das principais doenças, sendo mais comum em regiões com temperaturas mais amenas. Já entre as doenças foliares, o oídio costuma aparecer com maior intensidade em safras menos chuvosas, enquanto a mancha-alvo é amplamente disseminada nas áreas produtoras.

A ferrugem asiática, por sua vez, está presente em praticamente todas as regiões do país, favorecida por condições de alta umidade. A antracnose também merece atenção, principalmente em áreas com maior volume de chuvas, como o Cerrado.

A adoção de estratégias preventivas é apontada como fundamental para dar mais segurança ao produtor. Embora não exista um estudo específico que quantifique exatamente os ganhos da prevenção, a experiência no campo mostra que o manejo adequado reduz o risco de perdas produtivas e pode contribuir para a redução de custos ao evitar intervenções tardias. O conhecimento das doenças mais comuns em cada região permite decisões mais assertivas ao longo da safra.

No caso da ferrugem asiática, uma das principais ameaças à cultura, o uso de cultivares com genes de resistência é uma ferramenta importante, aliada ao vazio sanitário e ao controle químico. Essas cultivares não são imunes, mas apresentam evolução mais lenta da doença, o que reduz a multiplicação do fungo e amplia a janela para um controle mais eficiente no momento adequado.

O monitoramento da ferrugem também depende da atuação de redes regionais e de parceiros que alimentam os dados do Consórcio Antiferrugem. Estados como o Paraná aparecem com maior número de registros, o que está relacionado não apenas às condições climáticas e à época de semeadura, mas também à maior intensidade de monitoramento e ao número de propriedades acompanhadas. Em outras regiões, especialmente onde a semeadura ocorre mais tarde, os registros tendem a aumentar ao longo de janeiro.

As condições climáticas exercem influência direta sobre a ocorrência das doenças. Umidade e temperatura são fatores determinantes para a germinação e a disseminação dos fungos. Safras mais chuvosas podem favorecer podridões e morte de plântulas, enquanto epidemias de ferrugem estão diretamente ligadas à frequência e à distribuição das chuvas. O oídio apresenta um comportamento distinto, já que excesso de chuva pode reduzir sua severidade ao remover estruturas do fungo presentes na superfície das folhas.

Outro tema que vem chamando a atenção é a chamada “morredeira da soja”. Amostras analisadas até o momento indicam que é pouco provável que todo o problema esteja relacionado a patógenos de solo. Em diversas áreas avaliadas, não foram observados sinais típicos de doenças, como lesões ou podridões, o que indica que outras causas ainda estão sendo investigadas. Estudos adicionais estão em andamento para esclarecer o fenômeno.

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Soja enfrentou cenário de intensa volatilidade nos preços



Ampla disponibilidade do grão no mercado global pressionou os preços para baixo



Foto: United Soybean Board

Ao longo de 2025, a soja enfrentou um cenário de intensa volatilidade nos preços, marcado por mudanças políticas, disputas comerciais e uma oferta global elevada. Segundo dados divulgados pelo Cepea, as cotações médias atingiram os menores patamares dos últimos anos. O mercado internacional de soja foi impactado por uma combinação de fatores que dificultaram previsões e decisões comerciais. Segundo o Cepea, a ampla disponibilidade do grão no mercado global pressionou os preços para baixo, refletindo diretamente nas negociações internas brasileiras.

Entre os elementos que influenciaram a trajetória do mercado em 2025, destacam-se as tensões comerciais entre China e Estados Unidos — os dois maiores players do setor. Essas disputas afetaram o fluxo de exportações, gerando incertezas entre tradings e produtores. Outro fator foi a mudança na política de “retenciones” na Argentina, que alterou o comportamento dos exportadores do país vizinho, tradicional competidor do Brasil no mercado externo.

Apesar das dificuldades, a demanda por soja seguiu em expansão em diversos países, especialmente asiáticos. Ainda assim, esse aumento não foi suficiente para equilibrar a balança frente à grande oferta. Segundo o Cepea, mesmo com o crescimento da procura, os preços médios mantiveram-se em queda, tanto nos portos brasileiros quanto nos contratos internacionais.

O Brasil, maior exportador mundial de soja, registrou um dos piores desempenhos de preços nos últimos anos. A forte concorrência no mercado externo, somada à política cambial e à alta dos custos de produção, reduziu as margens dos produtores, principalmente aqueles que não conseguiram travar preços antecipadamente.

Para 2026, as expectativas giram em torno de ajustes na produção, resposta do mercado às políticas externas e novos alinhamentos comerciais. Segundo o Cepea, a recuperação dos preços dependerá da redução na oferta global e da estabilidade nos acordos entre grandes economias. Produtores devem manter atenção redobrada às dinâmicas internacionais, que seguirão como principal vetor de precificação no setor.





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Preços em alta movimentam mercado de milho



Cotações do cereal ficaram acima dos níveis



Foto: Divulgação

Mesmo com produção histórica de 141 milhões de toneladas em 2025, os preços do milho subiram em relação a 2024. Segundo dados divulgados pelo Cepea, o avanço da produtividade garantiu volume recorde, mas o mercado operou com valorização durante boa parte do ano.

Ao contrário do que tradicionalmente se espera diante de uma supersafra, o mercado brasileiro de milho registrou recuperação nos preços ao longo de 2025. Segundo o Cepea, as cotações do cereal ficaram acima dos níveis observados em 2024, desafiando a lógica de que maiores volumes pressionam o mercado para baixo.

A produção total do ciclo 2024/25 atingiu 141 milhões de toneladas, o maior volume já registrado no país, representando um salto de 22% em relação à safra anterior. Esse crescimento foi impulsionado, sobretudo, pelo desempenho da segunda safra — tradicionalmente a mais relevante — beneficiada por clima favorável e aumento de produtividade em estados como Mato Grosso, Paraná e Goiás.

Apesar do aumento na oferta, fatores como demanda aquecida no mercado interno, retomada das exportações e menor competitividade de alguns concorrentes externos sustentaram os preços em patamares mais altos. De acordo com o Cepea, esse cenário favoreceu os produtores brasileiros, que conseguiram maior rentabilidade mesmo com custos elevados de produção.

Outro ponto que contribuiu para a valorização foi a melhoria na qualidade do grão colhido, que atendeu aos padrões exigidos por compradores internacionais. Com isso, o Brasil manteve posição de destaque no comércio global, reforçando sua imagem como fornecedor confiável e competitivo.

A perspectiva para os próximos meses é de atenção redobrada ao clima e às movimentações logísticas, especialmente nos portos. Segundo o Cepea, o desempenho do milho brasileiro em 2025 mostra que produtividade e demanda podem coexistir com preços firmes, consolidando o país como peça-chave no equilíbrio global do mercado de grãos.





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