segunda-feira, março 16, 2026

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Como sojicultores adotam práticas agrícolas que ajudam a recuperar mananciais?


Reprodução Canal Rural

Em Mato Grosso, estado que lidera a produção de soja no Brasil, a Expedição Soja Brasil percorreu propriedades rurais que têm em comum o cuidado com a terra e a preservação dos recursos hídricos.

Em Campo Verde, o produtor Thiago Minuzzi representa uma história construída ao longo de gerações, marcada pelo respeito à água e ao meio ambiente. A família chegou à região ainda na década de 1960 e, desde então, mantém a preocupação com a conservação das áreas naturais da propriedade.

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As áreas destinadas à produção foram abertas onde era possível, mas sempre com atenção às matas ciliares e às nascentes. O mesmo princípio é seguido em Jaciara, onde o produtor Alberto Chiapinotto conduz a lavoura com experiência e consciência ambiental. Para ele, a preservação faz parte da origem da atividade agrícola, trazida ainda do Sul do país, com o cuidado permanente das margens de rios e das fontes de água.

Essa relação entre produção e conservação se reflete em práticas adotadas no dia a dia da lavoura, como o uso racional de insumos, a destinação correta de embalagens e resíduos, o reaproveitamento de materiais líquidos e sólidos da pecuária, a cobertura permanente do solo, o plantio direto na palha, a rotação de culturas e os sistemas integrados de produção. São medidas já consolidadas no campo e que contribuem diretamente para a maior disponibilidade de água e para a sustentabilidade da atividade agrícola.

Foi justamente em Mato Grosso que nasceu o projeto Guardião das Águas, iniciativa que reforça o compromisso do produtor rural com a preservação ambiental. O projeto já mapeou mais de cento e cinco mil nascentes em cinquenta e seis municípios do estado, revelando que noventa e cinco por cento dessas áreas estão em bom ou ótimo estado de conservação.

Os produtores destacam que a preocupação ambiental também está alinhada a uma legislação rigorosa, considerada uma das mais exigentes do mundo. Segundo eles, o Brasil dá exemplo na conservação de mananciais e florestas, embora essa realidade muitas vezes seja desconhecida fora do campo, inclusive nos grandes centros urbanos.

Para Thiago e Alberto, a preservação da água é essencial para a vida e para a produção de alimentos. Sem nascentes protegidas, não há água, não há equilíbrio do clima e não há produção agrícola. Ao mostrar essa realidade, os produtores de Mato Grosso reforçam que é possível produzir soja em larga escala sem agredir o meio ambiente, conciliando produtividade, conservação e responsabilidade com as futuras gerações.

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‘Sem marco temporal, qualquer terra pode ser reivindicada como indígena’, diz advogada


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Foto: Pedro Silvestre/ Canal Rural Mato Grosso

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para declarar inconstitucional a lei que estabelecia o marco temporal para a demarcação de terras indígenas. Para a advogada especialista em direito ambiental, Samanta Pineda, a decisão amplia a insegurança jurídica no campo e tende a aumentar os conflitos fundiários.

A norma, aprovada pelo Congresso em 2023, fixava o ano de 1988 como limite para o reconhecimento de áreas indígenas. A tese era defendida por representantes do agronegócio como forma de dar previsibilidade ao setor produtivo, enquanto povos indígenas e ambientalistas apontavam violação de direitos constitucionais.

Em entrevista ao telejornal Mercado & Companhia, do Canal Rural, Pineda explica que a lei já havia nascido fragilizada do ponto de vista jurídico. Segundo ela, o próprio STF já tinha afastado o marco temporal em julgamentos anteriores. “O Congresso aprovou uma lei ordinária para tentar restabelecer uma interpretação que o Supremo já havia afastado. Juridicamente, essa lei já nasceu inconstitucional”, afirmou.

Com a derrubada da norma, a especialista avalia que não há mais um limite objetivo para as demarcações. “O marco temporal é uma linha de corte. Quando essa linha cai, ficamos sem regra. Qualquer ocupação tradicional, em qualquer tempo, pode ser reivindicada como terra indígena”, explicou.

Na avaliação da advogada, o principal impacto será sentido no campo. “A segurança jurídica fica extremamente comprometida. Produtores que ocupam áreas há gerações podem enfrentar litígios, muitas vezes sem um critério claro”, disse. Para ela, o cenário favorece o aumento de conflitos fundiários e a judicialização das disputas.

PEC que fixa marco temporal aguarda análise da Câmara

Paralelamente ao julgamento no STF, o Congresso Nacional discute uma Proposta de Emenda à Constituição que fixa o marco temporal na própria Constituição. A PEC já foi aprovada pelo Senado e aguarda análise da Câmara dos Deputados.

Pineda destacou ainda que a mudança constitucional altera o peso jurídico da discussão. “O STF derrubou uma lei ordinária. A PEC é diferente, porque muda o texto da Constituição. Se aprovada, o Supremo não pode declarar essa regra inconstitucional”, explicou.

Outro ponto colocado pela advogada é a previsão de indenização a proprietários não indígenas de boa-fé, mantida no voto do ministro Gilmar Mendes. “Essa indenização não existia no texto original da Constituição. A PEC tenta inovar para trazer mais segurança jurídica”, afirmou.

A expectativa, segundo Pineda, é que a votação avance no início do próximo ano. “A aprovação da PEC pode devolver previsibilidade ao campo, definindo com mais clareza quais áreas podem ser destinadas às comunidades indígenas no Brasil”, concluiu.

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Áreas das regiões Centro-Oeste e Norte seguem com alerta de perigo para…


Aviso laranja do Inmet inclui também pequenas partes do Sudeste e do Nordeste

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém um alerta de perigo para chuvas intensas sobre amplas áreas das regiões Centro-Oeste e Norte, com extensão para pequenas faixas do Sudeste e do Nordeste. O aviso, de nível laranja, passou a valer às 12h desta quinta-feira (18) e segue até as 10h de sexta-feira (19).

Segundo o comunicado, estão previstas precipitações entre 30 e 60 milímetros por hora, podendo alcançar 50 a 100 milímetros ao longo do dia, além de rajadas de vento variando de 60 km/h a 100 km/h. O Inmet destaca o risco de interrupção no fornecimento de energia elétrica, queda de galhos, alagamentos e descargas atmosféricas — efeitos já observados em episódios semelhantes neste período de forte instabilidade.

Destaque_18122025

A área sob monitoramento cobre uma extensa faixa do território nacional, com maior concentração no Centro-Oeste e na Amazônia. Entre os pontos atingidos estão: Centro, Norte e Sul de Goiás, além do Noroeste Goiano; o Distrito Federal; áreas do Nordeste, Centro-Norte e Centro-Sul de Mato Grosso, bem como o Leste de Mato Grosso do Sul e o Centro-Norte do estado. Também entram no alerta o Sudeste Mato-grossense e o Nordeste Mato-grossense.

No Norte, o aviso se estende por regiões do Amazonas — Centro, Norte, Sul e Sudoeste —, alcança o Baixo Amazonas, áreas do Sudeste e Sudoeste do Pará, além do Sudeste Paraense. Também estão contempladas áreas do Tocantins, tanto no setor Ocidental quanto Oriental.

O alerta ainda atinge pontos do Maranhão — Oeste, Sul, Centro e Leste — e áreas do Oeste Maranhense. No Piauí, abrange o Sudoeste piauiense. No Sudeste, aparecem recortes do Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, Noroeste e Norte de Minas. No Nordeste, há ainda áreas do Extremo Oeste da Bahia.

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Fonte:

Notícias Agrícolas





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Safra de azeite em Minas Gerais deve bater recorde histórico em 2026


Azeite
Foto: Pixabay

A olivicultura mineira prepara-se para a colheita de azeite, que começa na virada do ano em algumas regiões. A expectativa para 2026 é considerada uma das melhores da história do setor, impulsionada por condições climáticas muito favoráveis registradas ao longo de 2025.

A projeção é de que a safra de 2026 supere a colheita do ano anterior, marcada por 60 mil litros do óleo, um número aquém do esperado em função das más condições climáticas de 2024.

Agora, as oliveiras já estão carregadas e o desenvolvimento uniforme dos frutos acendem a expectativa de um desempenho mais próximo ao recorde da Serra da Mantiqueira, registrado em 2024, quando a produção alcançou cerca de 150 mil litros de azeite extravirgem.

“2025 foi um ano excelente. As condições climáticas foram extremamente favoráveis: horas de frio, chuva no momento certo, florada intensa. As plantas estão muito carregadas, e a expectativa é de uma safra muito superior à do ano passado. Ainda não sabemos se vamos bater o recorde de 2024, mas vamos superar 2025 com certeza”, afirmou o coordenador da Câmara e presidente da Associação dos Olivicultores dos Contrafortes da Mantiqueira, Moacir Batista Nascimento.

Início da colheita

Em algumas áreas da Mantiqueira, já é possível observar frutos maduros a partir da segunda quinzena de janeiro. O pico ocorre em fevereiro, estendendo-se até março e, nas altitudes mais elevadas, chega a avançar até abril.

“Os produtores já estão se preparando. Logo na virada do ano tudo precisa estar pronto para o início da colheita e para os lagares começarem a receber as azeitonas”, explicou o pesquisador de azeites da Epamig, Pedro Moura.

Minas Gerais reúne aproximadamente 150 olivicultores, podendo chegar a 200 quando considerados produtores do Sudeste. Cerca de 65% estão na Serra da Mantiqueira, na região sul do estado, local de altitude elevada e temperaturas frias, condições essenciais para a floração da oliveira.

Azeite de oliva
Foto: divulgação/Governo de Minas Gerais

Desafios de custo e produção

Ao contrário do Rio Grande do Sul, que lidera o país com grandes propriedades e áreas planas, Minas Gerais tem produção pulverizada em pequenos e médios olivais, em terrenos inclinados e de difícil mecanização. Isso eleva o custo de produção e explica porque o azeite artesanal mineiro chega ao mercado entre R$ 80 e R$ 120 a garrafa de 250 ml.

Ainda assim, o valor agregado acompanha a qualidade, como destacou Nascimento: “Nosso custo é maior porque quase tudo é manual. Mas o padrão de qualidade é altíssimo”.

O Brasil consome cerca de 100 milhões de litros de azeite por ano, mas produz menos de 1%. Ainda que a produção nacional tenha peso pequeno no preço da prateleira, o mercado de azeites artesanais mineiros cresce, impulsionado por qualidade, origem e turismo gastronômico.

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Brasil é referência global em sanidade animal em 2025


O Brasil alcançou, em 2025, um marco histórico na pecuária ao receber da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) o certificado que reconhece o país como livre de febre aftosa sem vacinação. O reconhecimento é resultado de mais de seis décadas de trabalho contínuo e coordenado pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (SDA/Mapa) e coloca o país em um novo patamar de excelência sanitária, ampliando o acesso da produção brasileira a mercados internacionais mais exigentes. 

Além do status sanitário histórico, a atuação da SDA se destacou em outras frentes estratégicas. O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em São Paulo (LFDA/SP) foi credenciado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) como Centro de Referência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle, ampliando o papel do Brasil na vigilância e no enfrentamento de enfermidades de impacto global. 

A Secretaria também teve participação relevante durante a COP 30, realizada em novembro, em Belém (PA), ao coordenar painéis na Blue Zone e na AgriZone e intensificar a fiscalização agropecuária em aeroportos, embarcações e áreas de carga, com a inspeção de 100% dos voos internacionais.  

No comércio exterior, a SDA atuou na habilitação de novos estabelecimentos para exportação à União Europeia e viabilizou a exportação da primeira carga de limão-taiti brasileiro ao bloco com certificação eletrônica de conformidade emitida pela Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), no Aeroporto Internacional de Guarulhos. 

A SDA coordenou, entre maio e julho, ações técnicas e de fiscalização diante de casos de adoecimento e morte de equinos nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Alagoas, associados ao consumo de rações produzidas pela empresa Nutratta Nutrição Animal Ltda. As medidas envolveram o apoio técnico de quatro unidades do LFDA, fiscalizações em fabricantes, distribuidores e locais de alojamento de animais, além de coletas e análises laboratoriais de rações e matérias-primas. Também houve cooperação científica com universidades para a realização de necropsias, análises dos casos e entrevistas com profissionais do setor. 

Na sanidade aviária, após a confirmação do primeiro foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em granja comercial no Brasil, em maio, a SDA coordenou as ações de enfrentamento, com a adoção imediata de medidas como desinfecção das instalações, rastreamento e destruição preventiva de produtos expostos ao risco, controle rigoroso do trânsito de animais e produtos e comunicação transparente à sociedade e aos parceiros comerciais.  

Após o encerramento do vazio sanitário, o Mapa notificou oficialmente a OMSA sobre o fim do foco, restabelecendo o reconhecimento internacional da condição sanitária do país. A atuação articulada entre a Secretaria e o órgão estadual de defesa agropecuária garantiu a contenção da ocorrência e a recuperação do status de país livre da doença em apenas um mês. 

Na área vegetal, foi reforçado o controle da mosca-da-carambola com a publicação da Portaria Mapa nº 776/25, que atualizou os procedimentos de vigilância, contenção e erradicação da praga quarentenária presente nos estados do Amapá, Roraima e Pará. 

A SDA também coordenou ações de emergência fitossanitária para conter a vassoura-de-bruxa da mandioca. Após a detecção oficial da praga no Amapá, a emergência foi estendida preventivamente ao Pará, onde, em maio, foi confirmado o primeiro foco na Terra Indígena do Parque do Tumucumaque, em Almeirim. O monitoramento e as ações educativas foram intensificados em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária do estado do Pará. 

Em relação à monilíase do cacaueiro, a emergência fitossanitária foi prorrogada por mais um ano, diante da necessidade de manter a vigilância reforçada e proteger as regiões produtoras, assegurando a continuidade das medidas preventivas e a estabilidade fitossanitária da cadeia produtiva do cacau. 





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‘A esperança é a última que morre”, diz Lula sobre acordo com União Europeia


Presidente Lula
Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (18) que a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, pediu mais alguns dias de prazo para tentar vencer resistências internas contra o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul.

Negociado há mais de 25 anos, o tratado comercial do bloco europeu com o grupo formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai tinha previsão de ser assinado durante a Cúpula de Líderes do Mercosul, marcada para o próximo sábado (20), em Foz do Iguaçu (PR), mas tem sido contestado especialmente pela França, que teme perder competitividade na agricultura e, agora, pelo italianos.

“Na conversa com a primeira-ministra Meloni, ela ponderou para mim que ela não é contra o acordo. Ela apenas está vivendo um certo embaraço político por conta dos agricultores italianos, mas que ela tem certeza que ela é capaz de convencê-los a aceitar o acordo. E, então, ela pediu para mim que se a gente tiver paciência de uma semana, de 10 dias, de máximo um mês, a Itália estará junto com o acordo”, afirmou o presidente, em entrevista à imprensa.

Segundo ele, o pedido será levado para debate entre os presidentes do Mercosul.

“O acordo é mais favorável à União Europeia do que a nós. E nós dissemos para eles que esse acordo era extremamente importante do ponto de vista político. Porque é um acordo que envolve 722 milhões de seres humanos, 22 trilhões de dólares e é um acordo que vai dar uma resposta de sobrevivência, de sobrevida, do multilateralismo àqueles que querem construir o unilateralismo”, destacou Lula.

O presidente recebeu jornalistas para um café da manhã, no Palácio do Planalto, seguido de coletiva de imprensa. Ele foi acompanhado dos ministros da Fazenda, Fernando Haddad; da Casa Civil, Rui Costa; das Relações Exteriores, Mauro Vieira; e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

Neste semestre, o Brasil está na presidência do Mercosul e Lula colocou como prioridade a finalização do acordo com os europeus, mas o texto ainda não foi aprovado no Parlamento Europeu, condição para que seja assinado durante o encontro em Foz do Iguaçu neste fim de semana. Ontem, em reunião ministerial, Lula chegou a afirmar que esta é a última chance para que o acordo seja firmado, posição que vem sendo reforçada pelo chanceler Mauro Vieira.

Durante a coletiva de imprensa, Lula observou que o envolvimento dos líderes dos países europeus é essencial para que o acordo siga adiante e revelou ter apelado até a primeira-dama da França, Brigitte Macron, para “amolecer o coração” do presidente francês, Emmanuel Macron. O presidente brasileiro voltou a destacar que as salvaguardas previstas garantem a proteção do mercado agrícola europeu.

“Então, o que eu acho é que quando nós, dirigentes queremos fazer, a gente tem que fazer”, disse. “Se não vai ser possível assinar agora, porque não vai estar pronto, eu também não posso fazer nada. Vamos aguardar amanhã. A esperança é a última que morre”, finalizou.

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Anec eleva projeção de exportação de soja e milho


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Foto: Agência Brasil

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) elevou a estimativa de exportação de soja em grão do Brasil em dezembro para 3,57 milhões de toneladas. O volume representa crescimento de 7,2% em relação à projeção anterior, de 3,33 milhões de toneladas, divulgada na semana passada, além de um salto de 142,9% frente às 1,47 milhão de toneladas embarcadas em dezembro de 2024.

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Com o desempenho previsto para dezembro, o Brasil deve encerrar 2025 com 109,28 milhões de toneladas de soja exportadas, consolidando um novo recorde histórico e superando as 97,29 milhões de toneladas registradas em 2024.

Milho e farelo

Para o milho, a Anec estima embarques de 1,92 milhão de toneladas no período, com liderança do porto de Santos, responsável por 931,6 mil toneladas. Na sequência aparecem Barcarena, com 358,6 mil toneladas, e Santarém, com 150,4 mil toneladas. Já o farelo de soja deve alcançar 474,9 mil toneladas, concentradas principalmente em Santos, com 333,4 mil toneladas, seguido por Paranaguá, com 65 mil toneladas, e Itacoatiara, com 53,5 mil toneladas.

7 a 13 de dezembro

Na semana anterior, entre 7 e 13 de dezembro, os embarques somaram 500,1 mil toneladas de soja, 262,9 mil toneladas de farelo de soja e 1,48 milhão de toneladas de milho. As exportações de soja tiveram maior volume pelos portos de Santos, Paranaguá e São Luís/Itaqui, enquanto o milho se concentrou em Santos, Barcarena e Paranaguá.

Soja, farelo, milho e trigo

Considerando soja, farelo, milho e trigo, o volume total exportado pelo Brasil em 2025 pode atingir 176,85 milhões de toneladas, crescimento de 10,2% em relação às 160,55 milhões de toneladas registradas em 2024. A

A Anec destaca que os números ainda podem sofrer ajustes até o fim do mês, em função de condições operacionais dos portos, além de fatores climáticos e logísticos.

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AgroNewsPolítica & Agro

MT alcança recorde antes do fim do ano



Exportação de carne cresce com novos mercados



Foto: Pixabay

Segundo a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (15), Mato Grosso já registra um recorde no volume de carne bovina exportada antes mesmo do encerramento de 2025. No acumulado de janeiro a novembro, o estado embarcou 867,72 mil toneladas equivalente carcaça (TEC), o que representa alta de 14,28% em relação ao consolidado de 2024.

De acordo com o Imea, o resultado é impulsionado pela diversificação dos envios para mercados recentemente abertos e pela forte demanda da China pela proteína bovina. No mesmo período, os abates em Mato Grosso somaram 6,85 milhões de cabeças, volume 0,27% superior ao registrado entre janeiro e novembro do ano passado.

Com a manutenção da demanda pela carne bovina, a expectativa é que o estado encerre 2025 com mais de 7 milhões de cabeças destinadas às indústrias, o que pode estabelecer um novo recorde. Ainda conforme o Instituto, as cotações da arroba do boi gordo apresentaram oscilações mais intensas ao longo do ano, com máximas de R$ 330,00/@ e mínimas de R$ 290,00/@, movimento associado à menor oferta de fêmeas para abate.





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oferta menor deve valorizar reposição bovina



Pecuária entra em novo ciclo com menor oferta



Foto: Pixabay

Segundo a análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (15), o ano de 2025 foi marcado pela menor disponibilidade de animais jovens, fator que elevou os preços de reposição e pressionou a margem da atividade de cria. De acordo com o instituto, “a redução na oferta de bezerros ao longo do ano contribuiu diretamente para a valorização dos preços de reposição”, refletindo um cenário mais restritivo para os produtores.

Para 2026, a tendência é de intensificação desse movimento, com expectativa de redução ainda mais acentuada na oferta de bovinos de reposição, especialmente bezerros, o que deve resultar em valorização mais expressiva da categoria. Nesse contexto, o Imea avalia que “a retenção de fêmeas tende a ganhar força, sustentada pela melhora das margens da cria”, o que reduz a disponibilidade de matrizes e novilhas para abate e mantém firme o preço da arroba do boi gordo ao longo do ano.

Com isso, o volume de abates deve recuar em relação ao possível recorde de 2025, refletindo o ciclo de retenção. No mercado externo, o instituto destaca que “a salvaguarda anunciada pela China, se confirmada, pode frear o ritmo dos embarques”, enquanto os Estados Unidos tendem a recuperar participação nas exportações brasileiras. A abertura de novos mercados, como a Guatemala, também deve redirecionar parte do volume exportado, ampliando a diversificação dos destinos da carne bovina brasileira.





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Importação de tilápia é proibida em estado brasileiro por causa de risco sanitário


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Tilápias | Imagem: Reprodução/ Canal Rural

A entrada de cargas com tilápia proveniente do Vietnã está proibida no território catarinense. Conforme portaria publicada no Diário Oficial de Santa Catarina nesta quarta-feira (17), a decisão foi motivada pelo risco sanitário associado ao vírus Tilapia Lake Virus, o TilV. O secretário executivo de Aquicultura e Pesca do estado, Tiago Bolan Frigo, assina a medida.

Além disso, o documento destaca um despacho decisório do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que havia determinado a suspensão da importação de tilápia do país asiático. O motivo principal seria justamente o risco causado pelo vírus, que é bastante contagioso entre os peixes. No âmbito federal, porém, as compras oriundas do Vietnã foram retomadas em abril deste ano.

A partir disso, a secretaria catarinense alega que a decisão ocorreu antes da revisão formal dos protocolos sanitários e da publicação da Análise de Risco de Importação. O documento técnico é necessário para avaliar os riscos associados a enfermidade. A portaria registra ainda que um contêiner com tilápia entrou em Santa Catarina sem que essa análise fosse concluída, contrariando as recomendações do Mapa.

O que determina a portaria

A portaria veta a entrada e a comercialização do pescado em qualquer forma — fresco, congelado, inteiro, em postas ou filés — inclusive para consumo humano, alimentação animal ou processamento industrial. Estabelecimentos que lidam com esses produtos devem identificar e segregar os lotes, interromper a venda e manter registros por pelo menos 12 meses.

A fiscalização ficará a cargo da Cidasc, das vigilâncias sanitárias e dos órgãos de defesa do consumidor. Segundo o governo estadual, a decisão considera a relevância da cadeia da tilápia para Santa Catarina e experiências anteriores com a introdução de doenças, como a do vírus da mancha branca, que afetou a carcinicultura.

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