quinta-feira, março 19, 2026

Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Falta de chuva pode reduzir qualidade da silagem



RS prevê boa produtividade, mas clima pressiona



Foto: Nadia Borges

O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (4) pela Emater/RS-Ascar aponta que, apesar das estimativas elevadas de produtividade do milho destinado à silagem no Rio Grande do Sul, a falta de chuvas começa a preocupar produtores em diversas regiões. Segundo o documento, o estresse hídrico pode comprometer características importantes da planta, como a proporção de colmo verde e a formação dos grãos.

A Emater afirma que, diante desse cenário, alguns agricultores avaliam antecipar a colheita para evitar perdas maiores. “A possibilidade de deterioração das características da planta pode levar à antecipação da colheita”, indica o informativo, ressaltando que a decisão pode ocorrer mesmo com leve redução da qualidade da silagem.

A estimativa da instituição é de que o Estado destine 366.067 hectares ao milho para silagem, com produtividade projetada em 38.338 kg por hectare.

Na região administrativa de Erechim, a semeadura já está concluída. De acordo com o levantamento, 5% das lavouras estão em crescimento vegetativo e 95% em início de pendoamento e espigamento. O informativo registra que “o valor da silagem ensacada está em R$ 650,00 por tonelada”.

Na região de Pelotas, a dificuldade continua sendo a comercialização. Conforme a Emater, o preço da silagem a granel varia entre R$ 200,00 e R$ 250,00 por tonelada, valores descritos como inferiores aos pretendidos pelos produtores.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Federarroz alerta que novas regras do piso mínimo de frete agravam crise na orizicultura gaúcha



Entidade aponta que atualização do MDF-e amplia custos


Foto: Divulgação

A Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz) alerta que a vigência da Nota Técnica 2025.001 v1.03 do Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e), válida desde 6 de outubro, aprofunda o quadro de dificuldades enfrentado pelos produtores de arroz no Estado. Segundo a nota, a atualização, decorrente da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas prevista na Lei nº 13.703 de 2018, introduz mecanismos automáticos de fiscalização, com cruzamento de dados e possibilidade de autuações diante de divergências.

O documento informa que as novas regras exigem atualização de sistemas internos, revisão de processos operacionais e capacitação das equipes responsáveis pelo preenchimento das informações fiscais. A entidade destaca que essas adaptações elevam custos e aumentam o risco de interrupções logísticas caso sejam identificadas inconsistências no cumprimento das normas.

A Federarroz ressalta que a mudança ocorre em uma safra marcada por prejuízo médio entre vinte e trinta reais por saco comercializado, o que, conforme registra a nota, “agrava ainda mais a severa crise que atravessa o setor orizícola gaúcho”. A entidade afirma que a persistência desse cenário pode comprometer a continuidade da atividade no Rio Grande do Sul, responsável por mais de setenta por cento da produção nacional, com reflexos diretos sobre a segurança alimentar do país.

O documento conclui que a entidade seguirá monitorando a situação e adotando “as medidas estratégicas necessárias à defesa dos interesses dos produtores rurais”. A Federarroz acrescenta que vai judicializar a questão, na medida em que a situação aprofunda concorrência desleal com arroz importado, vez que, segundo informações, a nova tabela não incide no transporte internacional, fato que prejudica ainda mais a combalida economia gaúcha e nacional.





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Estimativa da safra de uva 2026 é incerta no Rio Grande do Sul


A produção e a produtividade dos vinhedos depende muito das condições climáticas. Apesar de o inverno deste ano ter sido bastante favorável ao cultivo, a primavera tem apresentado alguns desafios. Diante deste cenário, a Emater/RS-Ascar considera inviável definir uma estimativa de safra neste momento, devido a todos os fatores que ainda podem interferir durante o período em que a frutificação irá se desenvolver. Dessa forma, a Instituição prevê divulgar dados sobre a safra em meados de janeiro.

O extensionista rural da Emater/RS-Ascar Thompsson Didoné, explica que apesar da excelente safra colhida em 2025, tanto em quantidade como em qualidade, os vinhedos vem passando por situações adversas há vários anos. “Nos últimos cinco anos, foram submetidos a estresse devido a severas estiagens e, em 2024, ao intenso e prolongado encharcamento do solo, afetando o sistema radicular por restrições de oferta de oxigênio”, esclarece. No entanto, o inverno desse ano trouxe fortes características favoráveis para uma promissora safra, especialmente o número de horas de frio abaixo de 7,2 oC. Em Vacaria, por exemplo, foram 770h (Agroconnet, Epagri/Ciram), em Caxias do Sul 654h (agroconnet, Epagri/Ciram), e em Veranópolis 399h (Cefruti). “Uma alta somatória de horas de frio abaixo de 7,2°C é indispensável para a uniformidade e vigor da brotação, além de adequado florescimento. A qualidade desse frio também é algo surpreendente, ou seja, não houve nenhum pico de temperaturas mais altas em junho e julho; não obstante isso, soma-se a esses dois fatores a condição de nenhuma geada tardia (agosto/setembro) ter sido registrada”, ressalta Thompsson.

Contudo, conforme o engenheiro agrônomo Enio Ângelo Todeschini, especialista em viticultura, apesar do inverno animador, a primavera vem apresentando algumas condições climáticas um tanto adversas ao bom andamento da safra e, dessa forma, preocupantes, como o frio persistente. “Temperaturas noturnas e matinais, nos meses de setembro e outubro, bem abaixo da média para o período (friagens), retardando o desenvolvimento vegetal; alto número de dias com sol encoberto, reduzindo a capacidade fotossintéticas das plantas; segunda quinzena de outubro com presença de muito vento, estressando as plantas; e, por fim, considerável ocorrência do ‘desavinho’, distúrbio fisiológico que converte cachos em gavinhas e reduz o número de bagas/cachos. Outra característica típica dessa perturbação é posição invertida dos cachos (ficando virados para cima) nesse momento de início do desenvolvimento”, observa Todeschini.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do boi fecha semana com preços estáveis em SP


O informativo “Tem Boi na Linha”, publicado pela Scot Consultoria nesta sexta-feira (5), apontou estabilidade nas cotações do boi gordo em São Paulo após uma semana de movimentações moderadas no mercado. Segundo a análise, “ao longo da primeira semana de dezembro, o mercado registrou altas de R$2,00/@ para o boi gordo e de R$1,00/@ para o ‘boi China’”, enquanto vaca e novilha permaneceram com preços inalterados. A consultoria atribuiu o cenário à “boa demanda por carne bovina no mercado doméstico e pelo bom desempenho das exportações”, somados a uma oferta compatível com a procura.

Na sexta-feira, os negócios ocorreram em ritmo mais lento, comportamento considerado comum para o dia da semana. A Scot relatou que frigoríficos com escalas mais alongadas “ofertavam valores abaixo da referência”, mas, mesmo assim, a ponta vendedora manteve firmeza nos preços pedidos. Dessa forma, as cotações permaneceram estáveis na comparação diária. Para a segunda semana de dezembro, o viés indicado era de preços firmes e demanda consistente.

No mercado externo, as exportações de carne bovina in natura alcançaram 318,5 mil toneladas em novembro, superando pela terceira vez seguida a marca das 300 mil toneladas. A Scot destacou que o resultado posicionou o mês como o segundo maior volume da série histórica, ficando acima de setembro e atrás apenas de outubro, com diferença de 2,1 mil toneladas. Segundo a consultoria, o volume embarcado em novembro foi “39,6% maior que o do mesmo mês de 2024”. A média diária atingiu 16,7 mil toneladas e o preço médio da tonelada ficou em US$5,5 mil, crescimento de 13,1% em relação ao ano anterior.

Embora outubro permaneça como o mês com maior volume exportado, novembro registrou a maior média diária de embarques já registrada. O mês não assumiu a liderança no total acumulado porque teve três dias úteis a menos. Para a Scot, os números demonstram que as exportações “não perderam ritmo ao longo de novembro”. Com o fechamento do mês, 2025 se consolidou como o ano de maior volume exportado da série histórica, com faturamento recorde desde outubro e projeção de que o total ultrapasse US$15 bilhões após o desempenho de dezembro.

A expectativa para dezembro é de manutenção do ritmo forte, impulsionado pela demanda aquecida, especialmente pela redução das tarifas norte-americanas e pela sazonalidade das compras dos EUA entre o fim e o início do ano. A consultoria observa ainda que a China mantém investigações de salvaguarda, mas o adiamento da decisão para janeiro de 2026 evita impactos imediatos sobre o Brasil.





Source link

News

evento da ACNB consagra Giro do Boi com prêmio máximo da pecuária



O Nelore Fest 2025 reuniu neste sábado (6) em São Paulo os principais criadores da raça que domina 80% do rebanho bovino de corte nacional.

Promovido pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), o evento, considerado o ‘Oscar’ da pecuária, entregou os prêmios dos Rankings Nacionais de Nelore, Nelore Mocho, Nelore Pelagens e do Circuito Nelore de Qualidade.

A cerimônia, que reuniu cerca de 400 criadores e empresários da pecuária, também marcou o encerramento do calendário anual da raça. Estiveram presentes representantes da Bolívia e do Paraguai, reforçando a força da genética que impulsiona a produção de carne em toda a América Latina.

Nesta 25ª edição, o Giro do Boi também subiu ao palco: o programa recebeu o Troféu Nelore de Ouro, reconhecimento máximo concedido pela ACNB. A homenagem celebrou o trabalho jornalístico desenvolvido ao longo de 2025, ano em que o programa exibiu todos os resultados da 27ª temporada do Circuito Nelore de Qualidade e reforçou seu compromisso com a evolução da raça no país.

“Eu fico muito feliz com este reconhecimento. Muito obrigado à ACNB. O Giro do Boi segue firme na missão de levar informação técnica, incentivar boas práticas e valorizar a genética que transforma a pecuária brasileira”, disse Mauro Ortega, apresentador do programa.

Com premiação, homenagens e expectativa de crescimento para 2026, o Nelore Fest reafirma o papel central da genética na produtividade, na qualidade da carne e na competitividade da pecuária brasileira nos mercados interno e externo.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mapeamento inédito revela poder do amendoim no Brasil


A Associação Brasileira do Amendoim (ABEX-BR) anuncia o lançamento do livro “Mapeamento e Quantificação da Cadeia do Amendoim Brasileiro”, o primeiro estudo no país a oferecer um raio-x completo do setor, desde o produtor até o exportador, com dados inéditos da safra 2024/2025.

O evento de lançamento será realizado no dia 3 de dezembro, às 14h, em Ribeirão Preto/SP, e marcará a disponibilização de informações que comprovam a relevância da leguminosa no cenário nacional.

Um dos destaques da pesquisa revela que o setor movimentou um faturamento total de R$ 18,6 bilhões no último ano, consolidando o amendoim como um player de grande porte e de alto impacto socioeconômico para o país.

“Este mapeamento é um divisor de águas para toda a cadeia. Pela primeira vez, temos uma visão completa e quantificada do nosso impacto. Com R$ 18,6 bilhões em faturamento, a importância do amendoim ultrapassa o campo e chega à mesa de negociação de grandes instituições. Temos dados concretos para guiar investimentos, estruturar linhas de crédito e influenciar políticas públicas que sustentem a nossa eficiência produtiva, que já é a 3ª maior do mundo”, afirma Cristiano Fantin, presidente da ABEX-BR.

Um raio-x socioeconômico para o desenvolvimento setorial

O estudo vai além dos números de produção. Ele compila dados socioeconômicos detalhados que interessam não só ao público em geral – que acompanha a geração de riqueza e emprego – mas, principalmente, a órgãos reguladores, ao setor financeiro e ao mercado de seguros.

O livro oferece uma visão completa da safra 2024/2025 e servirá como base fundamental para o poder público, setor financeiro e de seguros na hora de regular a produção, formatar linhas de crédito e oferecer garantias de safra com precisão.

“Com este livro, a ABEX-BR cumpre seu papel de levar ciência e inteligência para todos os elos da cadeia, do produtor ao beneficiador. Esta é a nossa ferramenta para falar ‘para dentro’ do setor e ‘para fora’, com o governo, mostrando a capacidade de geração de valor, emprego e renda que o amendoim tem. É um setor que mais que triplicou o volume de produção na última década e precisa de informações à altura do seu crescimento”, conclui Cristiano Fantin.

O livro “Mapeamento e Quantificação da Cadeia do Amendoim Brasileiro” foi financiado pelo Núcleo de Promoção e Pesquisa (NPP) da ABEX-BR e estará disponível para download durante seu lançamento.  A pesquisa foi realizada pela Markestrat, consultoria especializada em agronegócio. 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produção de erva-mate avança, mas demanda segue baixa


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (4) pela Emater/RS-Ascar, a produção de erva-mate apresenta resultados distintos entre as regiões do Rio Grande do Sul.

Na região administrativa de Erechim, a produtividade segue dentro do esperado. O informativo aponta que “a produtividade até o momento está boa, em torno de 900 arrobas por hectare em 6.850 hectares plantados”. O preço pago pela indústria está em cerca de R$ 14,00 por arroba, mas produtores relatam “baixa demanda das indústrias locais pela cultura”.

Em Passo Fundo, a principal atualização foi a inclusão da erva-mate Barbaquá Machadinho entre os 50 produtos selecionados para o Guia de Sabores Únicos do Rio Grande do Sul, edição 2026. A região também recebeu o registro oficial da Indicação Geográfica (IG) Erva-mate Região de Machadinho, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Segundo o informativo, a área tem “ampla notoriedade na produção de erva-mate, em especial da variedade Cambona 4”, conhecida pela produtividade e pelo sabor suave.

Os ervais se encontram na fase final de floração e início de frutificação, o que reduziu a colheita devido ao período de brotação. Os preços pagos pela indústria variam entre R$ 18,00 e R$ 19,00 por arroba na Cultivar Cambona 4. A erva destinada ao sistema barbaquá tem sido comercializada por cerca de R$ 20,00. Também houve aumento na compra de erva-mate cancheada para envelhecimento.

Na região de Soledade, técnicos registraram o início da infestação de ampola, praga que ataca ramos e compromete a produção e a qualidade das folhas. O manejo da broca-da-erva-mate também segue ativo, prática comum nesta época do ano. Conforme o relatório, produtos à base de bioinsumos, como o fungo Beauveria bassiana e a azadiractina, “têm proporcionado bons resultados”, embora a oferta permaneça limitada. Os preços na ervateira variam entre R$ 14,00 e R$ 18,00 por arroba, enquanto o valor cobrado pelos tarefeiros fica entre R$ 4,00 e R$ 8,00 por arroba.





Source link

News

Arroba do boi gordo deve ter novas altas graças aos EUA e à demanda interna


O mercado brasileiro do boi gordo foi pautado por preços sustentados no Brasil, de estáveis a mais altos, ao longo desta semana, em meio à expectativa de uma demanda aquecida no mês de dezembro.

O analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias sinaliza que o período marca o auge do consumo interno, somado à expectativa de uma ótima demanda por parte dos Estados Unidos após a derrubada da sobretaxa de 40% às exportações brasileiras.

Para o especialista, essas variáveis são os principais fatores que motivam a elevação dos preços da arroba do boi gordo, mesmo que isso ocorra de maneira comedida. “É importante lembrar que o ano ainda é pautado por grande disponibilidade de animais para o abate, o que funciona como um limitador para altas mais contundentes”, pondera.

Preços médios do boi gordo

Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 4 de dezembro:

  • São Paulo (Capital): R$ 325, estável em relação ao valor praticado no último final de semana;
  • Goiás (Goiânia): R$ 320, alta de 1,59% frente aos R$ 315 praticados no encerramento da semana passada;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 320, avanço de 1,59% ante aos R$ 315 do fechamento anterior;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320, inalterado frente à última semana;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 300, sem alterações ante a semana passada;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 280, sem mudanças frente ao final da última semana.

Mercado atacadista

O analista de Safras & Mercado comenta que o mercado atacadista apresentou preços mistos ao longo da semana, muito embora o ambiente de negócios ainda indique a possibilidade de reajustes de preços no curto prazo, em especial para os cortes do traseiro.

“Esses cortes são muito demandados nesta época do ano, considerando o impacto da entrada do 13º terceiro salário, criação dos postos temporários de emprego e confraternizações inerentes ao período”, disse.

  • Quarto do traseiro: cotado a R$ 26 o quilo, avanço de 1,96% ante o valor praticado na semana passada, de R$ 25,50;
  • Quarto do dianteiro: vendido por R$ 18,50 o quilo, recuo de 2,63% em relação aos R$ 19 registrados no final da semana passada.

Exportações de carne bovina

carne bovina - exportações
Foto: Wenderson Araujo/CNA

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,754 bilhão em novembro (19 dias úteis), com média diária de US$ 92,343 milhões, conforme os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 318,493 mil toneladas, com média diária de 16,762 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.508,80.

Em relação a novembro de 2024, houve alta de 57,9% no valor médio diário da exportação, ganho de 39,6% na quantidade média diária exportada e avanço de 13,1% no preço médio.



Source link

News

Projeto de lei que dá direito ao porte de arma de fogo a produtores é aprovado



A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira (3), o relatório da deputada Coronel Fernanda (PL-MT), ao Projeto de Lei 6.717/2016, de autoria do deputado Afonso Hamm (PP-RS). A proposta regulamenta o porte rural de arma de fogo para proprietários e trabalhadores rurais.

A iniciativa estabelece que proprietários e trabalhadores rurais maiores de 25 anos possam solicitar licença para portar arma de fogo no ambiente rural, mediante apresentação de documentação pessoal, comprovação de residência e atestado de bons antecedentes.

Segundo os parlamentares, a medida busca garantir meios legais de defesa para famílias que vivem em regiões onde o acesso à segurança pública é limitado.

Ao defender seu relatório, Coronel Fernanda destacou que a violência no campo exige respostas firmes e proporcionais às dificuldades enfrentadas por quem vive da produção agropecuária.

“O produtor rural está entre os segmentos que mais sofrem com o avanço da criminalidade. Nosso papel é oferecer instrumentos legais para que ele possa proteger a si, à sua família e ao seu patrimônio, especialmente onde o Estado não consegue chegar com rapidez. Este projeto é uma resposta concreta às necessidades do campo”, afirmou.

Ela também reforçou que a proposta não incentiva o armamento indiscriminado, mas define critérios claros e responsáveis.

“A legislação atual trata o campo como se tivesse as mesmas condições de segurança das áreas urbanas, o que não corresponde à realidade. O texto estabelece regras rigorosas e garante que apenas cidadãos habilitados tenham direito ao porte. É uma medida de justiça para quem produz, gera emprego e sustenta o Brasil”, completou.

A relatora acrescentou ainda que o projeto atende a uma demanda histórica de quem convive diariamente com invasões, furtos e episódios de violência em áreas remotas.

“O porte rural é uma ferramenta de proteção para quem trabalha e produz com coragem. Continuarei acompanhando a tramitação da proposta, sempre na defesa da segurança das famílias rurais e do direito à propriedade privada”, concluiu.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Soja recua em Chicago no início de dezembro


A soja iniciou dezembro em queda no mercado internacional. Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 28 de novembro a 4 de dezembro, “as cotações da soja recuaram, em Chicago, nestes primeiros dias de dezembro”. O primeiro mês cotado encerrou a quinta-feira (4) a US$ 11,19 por bushel, frente aos US$ 11,37 registrados em 28 de novembro.

A Ceema destaca que a média de novembro fechou em US$ 11,23, “ficando 8,6% acima da média de outubro”, desempenho atribuído ao retorno da China às compras de soja dos Estados Unidos em meio às negociações comerciais entre os dois países. Há um ano, a média mensal era de US$ 9,94 por bushel, o que, segundo a entidade, “confirma a recuperação de Chicago neste momento”.

No cenário global, o Brasil projeta colher entre 177 e 178 milhões de toneladas na safra 2025/26, mesmo com problemas climáticos em algumas regiões, como Centro-Oeste e Rio Grande do Sul. A Ceema afirma que “as margens internas são baixas no país”, o que limita o esmagamento, pressiona prêmios e mantém a comercialização lenta — cerca de 25% da nova safra havia sido vendida até o início de dezembro.

A Argentina exportou 12 milhões de toneladas em 2024/25, impulsionada pela demanda chinesa e pela redução temporária das retenciones. Apesar da expectativa de produção menor no próximo ciclo, estimada em 48,5 milhões de toneladas, o país deve seguir líder na exportação de farelo (30 milhões de toneladas) e óleo de soja (7 milhões de toneladas).

A China permanece como principal consumidora global, com previsão de importação de 112 milhões de toneladas em 2025/26. A Ceema observa, porém, que o país mantém “estoques de 44 milhões de toneladas, o que garante consumo para quatro meses”. Mesmo assim, parte das compras recentes dos Estados Unidos é vista como movimento político, já que “o produto estadunidense está mais caro que o brasileiro”.

Nos EUA, a produção chegou a 115,8 milhões de toneladas, número considerado menor que o esperado devido à redução da área plantada. As exportações terminaram o ciclo 2024/25 cerca de 7 milhões de toneladas abaixo do padrão, conforme dados da Hedgepoint Global Markets.

As vendas americanas para a China mostraram aceleração no fim do ano. Uma sétima carga foi enviada na semana anterior ao levantamento. Segundo o governo dos EUA, os chineses podem comprar 12 milhões de toneladas até o fim de 2025, mas ainda não houve confirmação. A Reuters informou que “os importadores chineses reservaram quase 2 milhões de toneladas de soja dos EUA no mês passado para embarque no ano comercial de 2025/26”, embora as compras confirmadas estejam abaixo dos volumes observados antes da guerra comercial.





Source link