domingo, março 15, 2026

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Chuva de 100 mm e temperatura a quase 40ºC: confira como ficará o clima na semana


previsão chuva Brasil
Foto: Pixabay

Semana quente, mas com bastante chuva em alguns pontos. Confira a previsão do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, válida de segunda (16) à sexta-feira (20).

Sul

A segunda-feira (16) começa com tempo firme na maior parte da região. Durante a tarde, novas áreas de instabilidade avançam pelo sudoeste e oeste do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e noroeste do Paraná, com chuva moderada. Atenção para semana quente e seca em grande parte das áreas produtoras, agravando o déficit hídrico nas lavouras em fase de enchimento de grãos. A temperatura máxima pode chegar aos 38ºC em território gaúcho, oeste catarinense e paranaense no decorrer dos próximos dias, configurando uma onda de calor porque as anomalias de temperatura devem superar os 5ºC durante toda a semana. A chuva da semana deve vir na forma de tempestades entre quarta (18) e sexta-feira na porção oeste dos três estados, incluindo o extremo sul gaúcho, onde os acumulados da semana variam de 20 mm a 30 mm. Nas demais áreas o tempo segue firme, sem previsão de chuva significativa nos próximos dias.

Sudeste

A manhã de segunda começa com tempo firme em grande parte da região, com chuva fraca isolada no litoral. No norte e nordeste de Minas Gerais, as pancadas são mais fortes. Ao longo do dia, o calor e a umidade favorecem pancadas moderadas a fortes na metade norte de Minas Gerais e no extremo norte do Espírito Santo, com risco de temporais isolados. Semana de tempo mais firme nos estados de São Paulo e e Rio de Janeiro, onde o sol deve predominar nos próximos dias com chance de chuva passageira a partir de quinta e sexta. Devido a formação de uma Zona de Convergência de Umidade (ZCOU) as chuvas mais volumosas se concentram nos territórios mineiro e capixaba, com acumulados que variam entre 50 mm e 70 mm. No geral, a temperatura máxima não deve ultrapassar os 30ºC.

Centro-Oeste

Chove desde cedo no leste e nordeste de Mato Grosso e no norte de Goiás. Durante a tarde, o calor e a umidade favorecem pancadas moderadas a fortes em grande parte de Mato Grosso e Goiás. Em Mato Grosso do Sul, uma baixa pressão no Paraguai favorece pancadas mais fortes em algumas áreas. O calor predomina. Semana mais chuvosa em território sul-mato-grossense, com pelo menos 40 mm, o que ajuda a repor umidade do solo e a recuperar lavouras que estavam sob déficit hídrico. A chuva avança com maior volume para Mato Grosso e Goiás com mais de 70 mm no decorrer da semana. Na porção norte mato-grossense, os acumulados podem até passar dos 100 mm, atrasando ainda mais a finalização da colheita da soja e a implementação do milho 2ª safra. No geral, a temperatura máxima nas três regiões deve ficar abaixo dos 30ºC, com exceção do extremo sul de Mato Grosso do Sul, onde a máxima pode chegar a 38ºC.

Nordeste

A semana inicia com instabilidade desde cedo no sul e norte da Bahia, sul do Maranhão, sul do Piauí, Ceará, Pernambuco e Paraíba, com chuva moderada a forte. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém pancadas no litoral norte. À tarde, a chuva aumenta em várias áreas com risco de temporais. No restante da região, o tempo permanece firme e quente. Chuvas de 40 mm são esperadas para a porção oeste baiana, estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Maranhão, Piauí e Ceará. Nas demais regiões o predomínio é de tempo quente e seco com a temperatura máxima chegando a 34ºC, com acumulados de chuva na semana variando entre 10 mm e 15 mm.

Norte

A umidade mantém instabilidade no Amazonas, Pará e Tocantins desde as primeiras horas de segunda. Ao longo do dia, as pancadas se intensificam nessas áreas, abrangendo também Rondônia e Roraima, com risco de temporais isolados. No Acre, a chuva ocorre de forma mais irregular. Ao longo da semana, chuvas de 100 mm são esperadas nos estados de Rondônia, Tocantins, Pará e Amapá. No Acre e Roraima o acumulado da semana fica entre 30 mm e 40 mm, favorecendo os trabalhos em campo e recuperando a umidade do solo. No geral as pastagens devem continuar a se recuperar e o período úmido ajuda a manter a temperatura máxima em cerca de 30ºC nas áreas com gado em confinamento.

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SP regulamenta sistema de inspeção sanitária para produtos de origem vegetal


Foto: Divulgação/Defesa Agropecuária de SP.
Foto: Divulgação/Defesa Agropecuária de SP.

O Governo do Estado de São Paulo regulamentou a Lei nº 18.154, de 5 de junho de 2025, que institui o sistema estadual de inspeção, fiscalização e auditoria sanitária de produtos de origem vegetal. A medida foi formalizada por decreto publicado no Diário Oficial na última quarta-feira (11).

O decreto estabelece as bases operacionais do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (SISP-POV).

O sistema foi criado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio da Diretoria de Defesa Agropecuária. O serviço será responsável pela fiscalização, inspeção e auditoria sanitária de produtos vegetais e derivados, além de itens provenientes da algicultura e da fungicultura.

Regras para registro e fiscalização

Com a regulamentação, o SISP-POV passa a organizar o controle sanitário sobre estabelecimentos que manipulam, beneficiam, industrializam, armazenam, transportam ou comercializam produtos de origem vegetal.

O sistema estabelece procedimentos para registro de empresas, fiscalização sanitária, auditoria de processos produtivos e identificação oficial dos produtos por meio da inspeção estadual.

Entre os alimentos abrangidos estão polpas e sucos de frutas, vegetais higienizados, conservas vegetais, cogumelos comestíveis, algas alimentícias, farinhas vegetais, temperos e produtos desidratados.

“Estamos estruturando um sistema moderno de inspeção de produtos de origem vegetal que fortalece a agroindústria, garante segurança ao consumidor e amplia as oportunidades de comercialização dos produtos paulistas”, afirmou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho.

Estrutura e implementação

A coordenação do SISP-POV ficará sob responsabilidade da Coordenadoria de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal e Animal (CIPOAV), vinculada à Defesa Agropecuária.

O sistema terá suporte do Sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (GEDAVE), plataforma por meio da qual os estabelecimentos poderão realizar o registro e acompanhar procedimentos sanitários.

A implementação será realizada de forma gradual, com a elaboração de normas específicas para diferentes cadeias produtivas. Entre os primeiros segmentos a serem regulamentados estão os estabelecimentos que trabalham com vegetais frescos higienizados.

“Trata-se de mais um passo em busca da segurança e da inocuidade dos produtos de origem vegetal, fungos e algas produzidos em São Paulo e que chegam à mesa dos cidadãos”, destacou o engenheiro agrônomo Eduardo Prada, chefe da Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal da Defesa Agropecuária.

Integração com sistema nacional

A regulamentação também permite a integração do estado ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (SISBI-POV), componente do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA), coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

Com a adesão, produtos inspecionados poderão ser comercializados fora do território estadual, desde que atendam às exigências do sistema nacional.

Atuação da Defesa Agropecuária

O novo serviço passa a integrar as ações da Defesa Agropecuária paulista, que atua na sanidade da produção agrícola e na fiscalização de alimentos destinados ao consumo.

Entre as atividades do órgão estão o monitoramento fitossanitário das lavouras, o controle de pragas e doenças e ações de fiscalização relacionadas à qualidade dos alimentos produzidos no estado.

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Pecuarista que investe em genética mantém aposta na tecnologia, diz Asbia


Foto: Reprodução.
Foto: Reprodução.

A entrada de doses de sêmen bovino no mercado brasileiro cresceu 15,5% em 2025 na comparação com o ano anterior, segundo relatório da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) em parceria com o Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea), da USP.

Para a Asbia, o avanço reflete uma mudança estrutural na pecuária nacional. “É um registro claro de que o pecuarista que começa a investir em genética mantém seus investimentos, pois percebe os ganhos reais em produtividade”, afirmou Lilian Matimoto, executiva da entidade.

De acordo com o levantamento, o volume considera o total produzido no país somado às doses importadas. Em 2025, foram produzidas 23.097.678 doses de sêmen, alta de 12,46% em relação a 2024. Já as importações somaram 7.275.207 doses, crescimento de 26,71% na mesma base de comparação.

Tecnologia sustenta crescimento

Ao analisar os dados históricos da venda de sêmen, do uso de inseminação artificial (IA) e adoção da Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), a Asbia avalia que, apesar das variações do ciclo pecuário, o crescimento do mercado está diretamente ligado à adoção de tecnologias de melhoramento genético.

“Estamos falando de uso de tecnologias, que trazem uma maior rentabilidade ao produtor em um menor tempo de produção, um caminho sem volta. O efeito do ciclo pecuário existe sim e talvez seja algo que teremos que repensar como trabalhar a favor (com planejamento), mas a cada mudança de ciclo, os patamares anteriores são sempre superados”, destacou Lilian.

Investimentos acompanham valorização do bezerro

Matimoto explica que entre os anos de 2018 a 2021, observou-se uma relação clara entre a valorização do bezerro, a diminuição do abate de fêmeas e o crescimento dos investimentos em genética. 

Segundo ela, nesse período, as vendas de doses de sêmen para o cliente final subiram de menos de 14 milhões de doses (2018) para mais de 25 milhões (2021). No mesmo intervalo, o bezerro quase dobrou de valor, e o abate de fêmeas caiu cerca de 20%.

“Entretanto, mesmo com a retomada do ciclo a partir de 2021, podemos verificar que os investimentos em genética se mantiveram muito aquecidos, com vendas totais sempre acima das 22 milhões de doses, mesmo em cenários de maior abate de fêmeas e desvalorização do bezerro”, apontou a executiva.

Exportações ampliam presença da genética brasileira 

Ainda em 2025, de acordo com o levantamento da Asbia/Cepea, a saída de sêmen, que considera vendas ao cliente final, exportações e contratos de inseminação por prestação de serviço, cresceu 8,87%, somando 27.979.347 de doses comercializadas. 

Lilian acredita que apesar dos desafios comerciais, a genética brasileira é reconhecida mundialmente e apresenta crescimento contínuo. 

“Hoje nossas exportações se concentram mais nos países da América do Sul e Central, até mesmo pela característica de clima, mas outros mercados têm se interessado pelo nosso trabalho e apontado chances cada vez maiores de aumento das exportações. Isso indica que, depois de um ano de recordes, temos tudo para seguir avançando e levando a genética brasileira para o mundo”, afirmou.

Genética leiteira bate recorde de produção 

Um outro destaque do levantamento feito pela Asbia foi a produção de sêmen com aptidão leiteira, que aumentou 20,90% em relação a 2024, alcançando o recorde histórico de 3.819.753 doses. 

Marcos Barbosa, pesquisador da Embrapa Gado de Leite, acredita que tal crescimento aponta para uma mudança estrutural na pecuária de leite brasileira, impulsionada pela busca por maior eficiência e consolidação do setor. 

Segundo ele, mesmo com a baixa remuneração e a redução do preço do leite, o aumento observado no número de inseminações reflete a adoção de tecnologias reprodutivas e genômicas pelas propriedades, de modo que elas possam se tornar cada vez mais competitivas.

“A genética tem papel fundamental na eficiência alimentar dos rebanhos leiteiros, pois permite identificar e selecionar animais capazes de produzir o mesmo volume de leite e sólidos consumindo menos alimento, sem comprometer a saúde ou a fertilidade. Trata-se de uma característica complexa, mas que permite avanços consistentes por meio de programas de melhoramento”, apontou.

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Prazo para benefício fiscal do cacau importado é reduzido



Prazo para aproveitar benefício fiscal sobre cacau importado cai para seis meses


Foto: Pixabay

Empresas que exportam produtos fabricados com cacau estrangeiro terão apenas seis meses para usufruir de vantagens no pagamento de impostos na importação da fruta. O prazo anterior era de até dois anos. A determinação consta na Medida Provisória 1341/26. A norma, que já está em vigor, foi publicada na quinta-feira (12) no Diário Oficial da União (DOU).

A Casa Civil da Presidência da República argumenta que os produtores de cacau brasileiros serão beneficiados com um possível aumento de venda a essas empresas.

Benefícios fiscais

A medida abrange apenas cacau inteiro e partido (bruto ou torrado). Ficam de fora, por exemplo, manteiga de cacau, cacau em pó e chocolate.

O benefício fiscal dá aos impactados isenção, restituição ou suspensão da cobrança de Imposto de Importação, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), PIS e Cofins.

O Congresso Nacional deve analisar a medida provisória no máximo em 120 dias. Se aprovada, a norma se converte em lei, o que tornará a regra definitiva.





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Estudo indica que Cerrado pode armazenar até 6 vezes mais carbono que a Amazônia


carbono no cerrado
Foto: Rafael Oliveira/Unicamp

A Amazônia e outras florestas tropicais são conhecidas por serem reservatórios naturais de carbono do planeta e, portanto, aliadas fundamentais no combate às mudanças climáticas.

Um estudo publicado nesta quinta-feira (12) na revista científica New Phytologist mostra que áreas úmidas do Cerrado podem armazenar cerca de 1.200 toneladas métricas de carbono por hectare, até seis vezes mais do que a densidade média na Amazônia.

O trabalho foi liderado pela pesquisadora Larissa Verona, em parceria com cientistas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), do Cary Institute of Ecosystem Studies (Estados Unidos), do Instituto Max Planck (Alemanha) e do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

É a primeira avaliação detalhada dos estoques de carbono presentes nos solos dessas áreas do Cerrado, conhecidas como veredas e campos úmidos.

Pesquisadores coletaram amostras de solo de até quatro metros de profundidade. Estudos anteriores conseguiram analisar apenas camadas superficiais, de 20 centímetros a um metro de profundidade, o que produziu resultados que subestimaram o carbono total em até 95%.

Acúmulo de carbono

A análise também mostrou que parte desse carbono é extremamente antigo. Testes de datação por radiocarbono indicam que o material orgânico presente nesses solos tem idade média de cerca de 11 mil anos, com registros que ultrapassam 20 mil anos.

“Esse carbono levou muito tempo para se acumular. Se ele for perdido, não podemos reconstruí-lo rapidamente, como ocorre com uma floresta que pode ser replantada”, afirma Larissa Verona.

O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, ocupando cerca de 26% do território brasileiro. Além de ser considerado a savana mais biodiversa do mundo, abriga as nascentes de aproximadamente dois terços das grandes bacias hidrográficas do país, incluindo sistemas que alimentam o rio Amazonas.

“As condições úmidas dos campos e veredas criam falta de oxigênio, o que desacelera a decomposição de plantas e outros resíduos. Como resultado, a matéria orgânica se acumula ao longo do tempo e permite que esses ambientes armazenem grandes quantidades de carbono”, conta a pesquisadora Amy Zanne, coautora do estudo.

Riscos climáticos

Segundo os pesquisadores, a importância do Cerrado para o clima global ainda é subestimado. “O enorme estoque de carbono do Cerrado não costuma ser incluído nos cálculos climáticos porque, até recentemente, não sabíamos que ele estava ali”, afirma Zanne.

A expansão da agricultura, a drenagem de áreas úmidas e a retirada de água para irrigação estão entre as principais ameaças. Quando o solo seca, o material orgânico se decompõe rapidamente e se transforma em dióxido de carbono e metano, gases responsáveis pelo aquecimento global.

“Se começarmos a drenar essas turfeiras e liberar esse carbono acumulado, lançaremos bombas de carbono na atmosfera. É uma quantidade de carbono orgânico até então desconhecida, em uma grande extensão e em um bioma improvável”, alerta o professor da Unicamp, Rafael Oliveira.

Além disso, medições feitas pela equipe indicam que cerca de 70% das emissões anuais de gases de efeito estufa desses ambientes ocorrem durante a estação seca, período em que o solo perde umidade e a decomposição se acelera.

Com temperaturas mais altas e períodos secos mais longos, a tendência é que uma parcela maior do carbono armazenado no solo seja liberada nos próximos anos.

Cerrado sob pressão

desmatamento cerrado
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O bioma já enfrenta pressões crescentes de mudanças no uso do solo. Grandes áreas do Cerrado vêm sendo convertidas para produção agrícola e pecuária, frequentemente com drenagem de áreas úmidas.

Os autores defendem a ampliação da proteção das áreas úmidas e maior reconhecimento de seu papel climático. Embora a legislação brasileira já preveja proteção para esses ambientes, pesquisadores estimam que até metade dessas áreas já sofreu algum tipo de degradação.

“Chamamos o Cerrado de bioma de sacrifício, porque o Brasil quer proteger a Amazônia, mas também quer manter a agricultura. Então, o agronegócio acaba convertendo o Cerrado para a produção de commodities”, diz Larissa Verona.

“O Cerrado também é fundamental por seus grandes estoques de carbono de longo prazo, e precisamos lutar para protegê-lo”.

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Onda de calor avança e pode levar temperaturas a 40°C


Uma massa de ar quente deve provocar elevação acentuada das temperaturas no centro-sul do Brasil nos próximos dias. Segundo informações do Meteored Brasil, após o primeiro episódio de frio do outono meteorológico, o calor deve retornar com intensidade a partir de sábado (14), com uma sequência de pelo menos quatro dias de temperaturas elevadas, principalmente na Região Sul e no Mato Grosso do Sul.

De acordo com a análise meteorológica, o índice de previsão extrema do modelo ECMWF indica uma sequência de dias com temperaturas máximas classificadas como incomuns ou extremas entre as regiões Sul e Centro-Oeste. O indicador é baseado na climatologia do próprio modelo e aponta áreas onde as temperaturas previstas ficam muito acima do padrão observado normalmente.

Segundo o Meteored Brasil, valores entre 0,5 e 0,8 no índice indicam temperaturas incomuns, enquanto níveis entre 0,8 e 1 representam condições extremas. Esses valores, segundo a análise, “só ocorrem em 1 a cada 100 previsões”.

Os modelos indicam que o aumento das temperaturas deve começar no sábado (14), inicialmente concentrado no oeste de Santa Catarina e Paraná. A partir de domingo (15), a área de calor deve se ampliar, abrangendo toda a metade oeste desses estados e também a metade norte do Rio Grande do Sul.

Na segunda-feira (16), a previsão indica que a área com temperaturas elevadas deve atingir praticamente toda a Região Sul do país. Segundo o Meteored Brasil, a partir de terça-feira (17) a área de maior intensidade do calor tende a diminuir, concentrando-se novamente entre o norte do Rio Grande do Sul e o oeste de Santa Catarina e Paraná.

Além da Região Sul, o avanço do ar quente também deve afetar o Mato Grosso do Sul e partes do São Paulo. Nas áreas mais quentes do território paulista, principalmente na faixa oeste do estado, as máximas devem ficar próximas de 35°C.

Nos estados do Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, as temperaturas podem alcançar 40°C ao longo dos próximos dias. Segundo projeções do modelo GFS, no sábado (14) as maiores máximas devem ocorrer na fronteira oeste de Mato Grosso do Sul, com valores próximos de 39°C.

No domingo (15), o calor deve se intensificar, com possibilidade de máximas de 40°C no oeste e no noroeste do Rio Grande do Sul. Em outras áreas do estado, além da faixa leste de Santa Catarina e Paraná e da metade oeste do Mato Grosso do Sul, as temperaturas podem atingir cerca de 38°C.

Na segunda-feira (16), as projeções indicam que temperaturas próximas ou superiores a 40°C devem se espalhar principalmente pelo território gaúcho, com maior impacto nas regiões Central, Campanha, Oeste e metade norte do Rio Grande do Sul. No oeste do Paraná e no sudoeste do Mato Grosso do Sul, as máximas devem ficar em torno de 38°C.

Na terça-feira (17), o padrão deve continuar semelhante, com temperaturas próximas de 40°C em uma faixa central do Rio Grande do Sul. Já na metade oeste dos estados da Região Sul e também no Mato Grosso do Sul, os termômetros devem marcar entre 36°C e 38°C.

Segundo o Meteored Brasil, o calor deve persistir ao menos até quinta-feira (19), quando a tendência é de redução gradual das temperaturas. Durante o período, a umidade relativa do ar também deve apresentar queda, o que exige cuidados com exposição ao sol, hidratação e atenção redobrada com crianças, idosos e pessoas mais vulneráveis.





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Mercado de vinhos cresce 9% e consumidor passa a optar por rótulos mais caros


Sensor; vinho
Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de vinhos e espumantes encerrou 2025 com faturamento estimado em R$ 21,1 bilhões, crescimento de cerca de 9% em relação ao ano anterior, conforme levantamento da Ideal.BI.

O estudo aponta que o avanço foi impulsionado principalmente pela venda de produtos de maior valor agregado, evidenciando um processo de “premiumização” do consumo no país.

Segundo o CEO da Ideal.BIO, Felipe Galtaroça, o crescimento do mercado no último ano revela uma mudança gradual no comportamento do consumidor brasileiro. “A expansão do mercado em 2025 foi sustentada principalmente pelo aumento do tíquete médio e pela maior participação de rótulos de maior valor agregado. Vemos um movimento consistente de valorização do produto, com o consumidor buscando qualidade e novas experiências”, afirma.

Entre as categorias em alta, os espumantes continuam sendo um dos principais destaques do mercado brasileiro. Em 2025, o segmento alcançou o volume de 4,5 milhões de caixas de 9 litros comercializadas, um crescimento de 8% em relação a 2024 e um novo recorde histórico registrado.

Nos últimos anos, os espumantes vêm mantendo uma trajetória contínua de expansão, deixando de estar restrita a datas comemorativas. “O espumante continua sendo uma grande bandeira do Brasil, com qualidade reconhecida também no exterior e crescimento consistente nos últimos anos. É um produto que fortalece a imagem do setor e abre novas oportunidades de mercado”, afirma Panizzi.

As perspectivas, desafios e oportunidades do setor para os próximos anos serão apresentados durante a Wine South America, que reunirá produtores, importadores, distribuidores e especialistas do mercado e ocorre de 12 a 14 de maio, na Serra Gaúcha.

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PAA entrega alimentos a cozinhas solidárias no Rio de Janeiro



Agricultura familiar do RJ abastece cozinhas solidárias via PAA



Foto: Pixabay

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) acompanhou, na quinta-feira (12), a entrega de 9 toneladas de alimentos da agricultura familiar no estado do Rio de Janeiro. A ação ocorreu no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Cozinhas Solidárias.

Os produtos foram fornecidos por três cooperativas e destinados à organização Ação da Cidadania, responsável pela organização da logística e pela distribuição para cozinhas solidárias em diferentes territórios do estado.

Participaram da entrega a Associação Mista de Produtores Rurais da Agricultura Familiar de Nova Iguaçu, a Cooperativa das Trabalhadoras Rurais da Região Serrana Fluminense RJ e a Associação Serra Velha de Trabalhadores Rurais de Nova Friburgo. As entidades forneceram 4 toneladas de repolho, 3,5 toneladas de abóbora, 1 tonelada de beterraba, 500 quilos de cenoura e 930 dúzias de ovos.

A Ação da Cidadania organizou kits de abastecimento destinados às cozinhas solidárias. Cada conjunto foi montado com aproximadamente 23 quilos de repolho, 40 quilos de abóbora, 11 quilos de beterraba, 5 quilos de cenoura e quatro cartelas de ovos com 30 unidades cada. Segundo as informações da operação, os volumes entregues permitiram preparar cerca de 90 kits, destinados a 90 cozinhas solidárias distribuídas em diferentes regiões do estado.

A modalidade Compra com Doação Simultânea do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) prevê a compra direta de produtos da agricultura familiar para abastecer cozinhas solidárias. A execução dessa modalidade no estado é gerenciada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A iniciativa integra as operações do programa, que adquire alimentos de agricultores familiares e os destina a entidades socioassistenciais, como as cozinhas solidárias. A participação de fornecedores e cozinhas ocorre por meio de chamadas públicas para habilitação.





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Alta do petróleo eleva óleo e puxa soja


As cotações da soja registraram alta na Chicago Board of Trade durante a semana de 6 a 12 de março, impulsionadas principalmente pela valorização do óleo de soja no mercado internacional. A análise consta em relatório semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgado na quinta-feira (12).

Segundo o levantamento, o movimento de alta está relacionado ao cenário geopolítico no Oriente Médio, que tem pressionado os preços do petróleo e influenciado diretamente o mercado de óleos vegetais. De acordo com a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), “o aumento do grão se dá, especialmente, pela forte alta do óleo de soja, puxada pelo petróleo”.

A valorização do subproduto foi expressiva ao longo do período. Conforme o relatório, “a libra-peso do subproduto da soja atingindo a 67,34 centavos de dólar no dia 12/03”. O avanço do óleo refletiu também no preço do farelo, que chegou a US$ 319,90 por tonelada curta na mesma data.

Com esse movimento, o preço do grão ultrapassou o patamar de US$ 12,00 por bushel ao longo da semana. O fechamento da quinta-feira (12) foi registrado em US$ 12,13 por bushel, ante US$ 11,63 uma semana antes. Segundo a análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), a última vez que o primeiro contrato da soja em Chicago havia superado esse nível ocorreu em 6 de junho de 2024.

O relatório também menciona a divulgação do balanço de oferta e demanda pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em 10 de março. Segundo o documento, não houve alterações relevantes nas estimativas para a oleaginosa.

A produção dos Estados Unidos foi mantida em 116 milhões de toneladas, enquanto a projeção de colheita no Brasil permanece em 180 milhões de toneladas. Houve apenas ajuste na estimativa de produção da Argentina, que passou a 48 milhões de toneladas.

No cenário global, a produção total para 2025/26 foi reduzida em um milhão de toneladas, alcançando 427,2 milhões de toneladas. Os estoques finais mundiais foram mantidos em 125 milhões de toneladas e as importações da China seguem estimadas em 112 milhões de toneladas.

A análise também destaca o desempenho da safra no Paraguai. Segundo estimativas da StoneX, o país deve registrar uma supersafra, com produção projetada em 11,8 milhões de toneladas no atual ano comercial.

No mercado chinês, as importações de soja apresentaram recuo nos dois primeiros meses do ano. De acordo com o relatório, “refletindo a maioria dos embarques dos EUA que ainda não chegaram, por colheitas mais lentas do Brasil e pela demora no desembaraço aduaneiro”.

A queda no primeiro bimestre foi de 7,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 12,6 milhões de toneladas. A expectativa, segundo dados citados da Reuters, é de recuperação a partir de março, com a previsão de chegada de 6,4 milhões de toneladas da oleaginosa aos portos chineses, ante 3,5 milhões no mesmo mês do ano passado.





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Preço do milho tem leve alta no mercado externo


As cotações do milho registraram alta na Chicago Board of Trade durante a semana de 6 a 12 de março, embora em ritmo inferior ao observado para a soja. A análise consta em relatório semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgado na quinta-feira (12).

Segundo o levantamento, o primeiro contrato do cereal em Chicago encerrou o pregão de quinta-feira (12) cotado a US$ 4,48 por bushel, ante US$ 4,41 registrados uma semana antes. De acordo com a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), o conflito no Oriente Médio também influencia esse mercado, mas ainda com impacto limitado nas negociações em Chicago.

O relatório também destaca a divulgação do balanço de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), publicada em 10 de março. Segundo o documento, não houve alterações nas estimativas de produção e estoques finais do cereal nos Estados Unidos em relação às projeções divulgadas em fevereiro.

No entanto, o órgão revisou as estimativas para a América do Sul. A produção do Brasil foi elevada para 132 milhões de toneladas, enquanto a da Argentina foi reduzida para 52 milhões de toneladas. Em ambos os casos, a diferença em relação ao relatório anterior é de um milhão de toneladas.

No cenário global, a produção de milho foi revisada para 1,297 bilhão de toneladas. Os estoques finais mundiais também foram elevados, alcançando 292,8 milhões de toneladas, conforme o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

No mercado brasileiro, o atraso no plantio da safrinha começa a pressionar os preços do cereal, ainda que de forma gradual. Segundo a análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), o excesso de chuvas no Centro-Oeste gera preocupação quanto ao andamento da semeadura.

Nas principais praças do Rio Grande do Sul, os preços permaneceram em torno de R$ 56,00 por saco durante a semana. Em outras regiões do país, as cotações variaram entre R$ 52,00 e R$ 69,00 por saco.

Na B3, os contratos futuros acompanham parcialmente o movimento de alta observado em Chicago. No meio da semana, o contrato com vencimento em março era negociado a R$ 71,62 por saco, enquanto os contratos de maio e setembro estavam cotados a R$ 75,30 e R$ 71,25 por saco, respectivamente.

Entre os fatores que influenciam o mercado brasileiro de milho estão as condições climáticas para o plantio da safrinha, a perda da janela ideal de semeadura em algumas regiões produtoras, o aumento dos preços do diesel e dos fertilizantes e os impactos do conflito no Oriente Médio sobre os custos de produção.





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