terça-feira, março 10, 2026

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Embarques de suco de laranja caem no primeiro semestre da safra 2025/26


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Foto: Pixabay

As exportações brasileiras de suco de laranja encerraram o primeiro semestre da safra 2025/26 com queda tanto em volume quanto em receita. O recuo reflete, principalmente, a menor demanda em mercados tradicionais, apesar do avanço dos embarques para os Estados Unidos.

Entre julho e dezembro, o volume global exportado de suco de laranja, considerando o FCOJ equivalente a 66 Brix, somou 394.764 toneladas. O número representa retração de 8,1% frente às 429.407 toneladas embarcadas no mesmo período da safra 2024/25. A receita totalizou US$ 1,44 bilhão, queda de 23,2% na comparação anual.

Estados Unidos ampliam participação

Os Estados Unidos se consolidaram como principal destino do suco de laranja brasileiro no período, com participação de 55,2% do volume total exportado. Entre julho e dezembro de 2025, o país importou 217.970 toneladas, alta de 34,9% em relação às 161.641 toneladas do mesmo intervalo da safra anterior.

Em receita, os embarques para o mercado norte-americano somaram US$ 746,2 milhões, avanço de 10,4% na comparação com os US$ 675,8 milhões registrados entre julho e dezembro de 2024.

Europa sente impacto dos preços elevados

A Europa manteve a segunda posição entre os destinos das exportações brasileiras, com participação de 39,3%. O volume enviado ao bloco alcançou 155.287 toneladas, queda de 31,9% frente às 228.022 toneladas do primeiro semestre da safra passada.

O faturamento somou US$ 601,6 milhões, retração de 41,9% na comparação com os US$ 1,04 bilhão registrados no mesmo período da safra 2024/25.

Segundo o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, os preços elevados da safra anterior afetaram o consumo. “Os altos preços da safra passada tiveram um efeito muito ruim sobre a demanda, e é preciso paciência para que o consumidor volte à categoria”, afirma.

Ásia registra forte recuo nos embarques

As exportações para a China totalizaram 10.426 toneladas entre julho e dezembro da safra 2025/26, volume 45,8% inferior ao registrado no mesmo período da safra anterior. A receita alcançou US$ 43,0 milhões, queda de 17,7%.

No Japão, os embarques somaram 5.218 toneladas no primeiro semestre da safra, recuo de 54,4% na comparação anual. O faturamento atingiu US$ 25,5 milhões, retração de 59,5%.

Os demais mercados reunidos responderam por 5.864 toneladas exportadas e receita de US$ 24,4 milhões. Na comparação com o primeiro semestre da safra anterior, as quedas foram de 32,3% em volume e 47,7% em valor.

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Exportação de soja em janeiro deve superar volume do mesmo mês de 2025


soja para exportação
Fonte: Ivan Bueno/APPA

As exportações brasileiras de soja em grão devem somar 2,404 milhões de toneladas em janeiro, segundo levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (8).

O volume projetado supera o registrado em janeiro de 2025, quando os embarques totalizaram 1,124 milhão de toneladas. Em dezembro, as exportações alcançaram 2,970 milhões de toneladas. No acumulado de 2025, o Brasil exportou 108,680 milhões de toneladas de soja em grão.

Na semana encerrada em 3 de janeiro, os embarques ficaram em 501,789 mil toneladas. Para o período entre 4 e 10 de janeiro, a Anec estima exportações de 598,937 mil toneladas.

No caso do farelo de soja, a previsão é de embarques de 1,641 milhão de toneladas em janeiro. O volume é praticamente estável em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram exportadas 1,643 milhão de toneladas. Em dezembro, os embarques somaram 1,696 milhão de toneladas.

Na semana passada, as exportações de farelo ficaram em 469,213 mil toneladas. Para esta semana, a estimativa é de 326,022 mil toneladas.

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Empregos no agro: Tereos inicia seleção com 400 vagas para safra 2026/27


Tereos
Foto: Tereos/divulgação

A Tereos abriu processo seletivo com cerca de 400 vagas de emprego para a safra 2026/27 em unidades localizadas no interior de São Paulo. As oportunidades abrangem posições safristas e efetivas, reforçando a operação industrial e agrícola no próximo ciclo pela companhia, que atua nos mercados de açúcar, etanol e amidos.

As contratações contemplam seis unidades: Andrade, Cruz Alta, Mandu, São José, Tanabi e Vertente. Segundo a empresa, o movimento também fortalece o desenvolvimento econômico regional, com geração de empregos diretos em diferentes municípios paulistas.

Vagas em áreas operacionais e técnicas

As vagas estão distribuídas entre funções operacionais e técnicas. Entre os cargos ofertados estão auxiliar industrial, mecânico, operador de movimentação de açúcar, analista de laboratório, tratorista, motorista, auxiliar de serviços gerais, operador de motobomba e operador de colhedora.

Os profissionais selecionados atuarão diretamente nas operações da companhia durante a safra 2026/27, que envolve as etapas de colheita, processamento de cana-de-açúcar e produção de açúcar, etanol e energia renovável.

Benefícios e etapas do processo seletivo

A Tereos oferece um pacote de benefícios que inclui plano de saúde, plano odontológico, vale-alimentação, auxílio-farmácia e transporte. O processo seletivo prevê entrevistas com equipes de Desenvolvimento Humano e Organizacional (DHO) e lideranças, além de testes práticos, exames admissionais e integração.

A companhia reforça que mantém uma política de diversidade e inclusão, com vagas abertas também para pessoas com deficiência.

Como se candidatar

Os interessados devem enviar o currículo até o dia 20 de janeiro de 2026. A inscrição pode ser feita por WhatsApp ou com entrega presencial nas portarias das unidades.
Contatos por unidade:

  • Andrade: (17) 99605-8103
  • Cruz Alta: (17) 99676-6389
  • Mandu: (17) 99729-2177
  • São José: (17) 99631-0318
  • Tanabi: (17) 99749-5242
  • Vertente: (17) 99732-7390

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AgroNewsPolítica & Agro

Por que o mercado de energia solar agora exige conhecimento e gestão?



Mercado amadureceu, as regras ficaram mais claras


Foto: Pixabay

Após um ciclo de crescimento acelerado, o mercado de energia solar no Brasil entra em uma fase de maturidade que muda as regras do jogo. Com uma base já consolidada, regulação mais clara e maior concorrência, o chamado primeiro boom ficou para trás e o atual cenário do setor exige preparo técnico, capacidade de gestão e visão estratégica para sustentar o crescimento dos negócios no médio e longo prazo. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o país ultrapassou 60 gigawatts (GW) de potência instalada em 2025, consolidando a fonte na matriz elétrica nacional e elevando o nível de complexidade para empresas que querem crescer de forma consistente.

O crescimento do mercado de energia solar no Brasil foi impulsionado por incentivos, pela economia imediata na conta de luz e por um forte apelo comercial. Esse cenário foi decisivo para popularizar a tecnologia e consolidar o país como um dos mercados mais promissores do mundo. Com a implementação do marco legal da geração distribuída, porém, as regras do jogo mudaram, trazendo novas exigências de consumidores mais informados e elevando o nível de competitividade e profissionalização do setor.

Com isso, o setor enfrenta um inevitável processo de seleção natural em que empresas que cresceram sem estrutura adequada passam a sentir os efeitos da falta de planejamento, controle financeiro e processos bem definidos. A nova fase do mercado valoriza negócios que investem em gestão, capacitação de equipes, padronização operacional e tomada de decisão baseada em dados. 

O perfil do empreendedor nessa área também evoluiu, e já não basta identificar oportunidades pontuais ou seguir o ritmo do mercado, é preciso compreender o setor, acompanhar a evolução regulatória, investir em conhecimento técnico e construir modelos de negócio sustentáveis. A energia solar continua sendo um dos pilares da transição energética e um uma ótima opção para novos negócios, mas agora se destaca quem enxerga o longo prazo.

Em suma, o novo momento da energia solar não é menos promissor, porém está mais exigente. O mercado amadureceu, as regras ficaram mais claras e o nível de profissionalização aumentou. Quem entender essa transformação, ajustar sua estratégia e investir em gestão e conhecimento contínuo seguirá crescendo de forma consistente. Quem insistir em práticas do passado, corre o risco de ficar pelo caminho.

 





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Em ano de eleições, apoio de Donald Trump a candidato ajuda ou atrapalha?


Donald Trump, EUA, Estados Unidos
Foto: The White House

À medida que o Brasil se aproxima da eleição presidencial de 2026, marcada por uma polarização ideológica intensa, cresce entre analistas a discussão sobre uma possível influência externa no processo eleitoral.

Em especial, surge a pergunta: um eventual apoio de Donald Trump a um candidato brasileiro ajudaria ou poderia, paradoxalmente, atrapalhar?

A dúvida não é retórica. Ela nasce da observação de fatos concretos, tanto dentro dos Estados Unidos quanto na América Latina, e exige uma análise fria, sem paixões ideológicas.

O ponto de partida: polarização no Brasil e alinhamentos externos

O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva conta com apoio majoritário do campo progressista e de forças de esquerda. Do outro lado, caso a direita apresente um nome competitivo, como Flávio Bolsonaro, por exemplo, é natural que surjam associações internacionais, sobretudo com Trump, símbolo global de uma direita mais assertiva.

Mas política internacional não funciona por afinidade ideológica automática. Funciona por percepção social, e por memória.

Quando o apoio de Trump virou problema dentro dos EUA

Aqui está um dado essencial que muitas análises ignoram: nos próprios Estados Unidos, o apoio explícito de Trump já se mostrou eleitoralmente custoso.

Em diversas eleições regionais e estaduais, candidatos fortemente associados a Trump acabaram derrotados. O fenômeno se repetiu: o apoio mobilizou a base fiel, mas afastou eleitores independentes e moderados. Em vez de discutir temas locais, as eleições se transformaram em plebiscitos sobre a figura de Trump, um personagem profundamente polarizador. Quando o eleitor rejeita o padrinho, o afilhado paga a conta.

Popularidade importa, dentro e fora de casa

Trump continua sendo um líder forte para seu eleitorado, mas mais impopular do que popular no conjunto da sociedade americana. Isso limita sua capacidade de “emprestar prestígio” a candidatos fora dos EUA, especialmente se esse apoio ocorrer em um momento de baixa aprovação doméstica.

Além disso, sua forma de governar, baseada em tarifas, pressão econômica, força militar e intimidação política, gera um efeito sociológico conhecido:
quem sofre a pressão não esquece.

Tarifas comerciais, embates diplomáticos, ameaças e imposições criam memória negativa. No caso brasileiro, isso se soma a um sentimento difuso de reação às tarifas impostas pelos Estados Unidos, que, mesmo não sendo o centro do debate eleitoral, pode emergir como ruído político relevante.

Quando essa memória se associa a um candidato estrangeiro, o risco é imediato: o apoio externo passa a ser visto como interferência, não como ajuda.

O contraste argentino: por que lá funcionou

O caso da Argentina ajuda a entender que contexto é tudo. O apoio indireto de Trump ao presidente Javier Milei não foi apenas político ou simbólico. Veio acompanhado de apoio financeiro concreto.

A Argentina atravessava uma crise cambial e fiscal severa. A facilitação de recursos e instrumentos de liquidez ajudou o Tesouro argentino a evitar medidas traumáticas, reduziu a pressão econômica e deu fôlego ao governo. Esse alívio teve impacto direto no humor social e ajudou o campo governista em eleições parlamentares. Na Argentina, o apoio veio com dinheiro. No Brasil, dificilmente viria.

Por que o Brasil é um caso diferente

O Brasil tem instituições mais sólidas, mercado interno robusto e um eleitorado historicamente sensível à soberania nacional. Aqui, qualquer sinal de tutela externa costuma gerar reação, não adesão.

Um apoio explícito de Trump a um candidato brasileiro poderia facilmente reforçar a narrativa de interferência estrangeira e empurrar eleitores de centro para o campo adversário. Em vez de fortalecer, poderia fragilizar, ainda mais se vier associado a um presidente americano impopular no momento da eleição.

Conclusão: ajuda ou atrapalha?

A experiência recente aponta para uma resposta incômoda para quem acredita em soluções simples:

  • Nos EUA, o apoio de Trump já custou eleições.
  • Na Argentina, funcionou porque veio acompanhado de alívio econômico emergencial.
  • No Brasil, o risco de rejeição supera o potencial de ganho.

Em um país polarizado, a tentativa de ajudar pode atrapalhar. E, em política, isso costuma acontecer quando se confunde força com influência e autoridade com aceitação.

A eleição de 2026 será decidida muito mais pelo sentimento do eleitor brasileiro do que por apoios externos,  especialmente quando esses apoios carregam memória econômica, ruídos tarifários e alta carga de rejeição global.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Após detectar pedaços de vidro, Anvisa manda recolher molho de tomate


Foto: Pixabay

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (7), o recolhimento do lote LM283 do molho de tomate Passata de Pomodoro Di Puglia, da marca Mastromauro Granoro.

Com a decisão, ficam suspensas a comercialização, a distribuição, a importação, a divulgação e o consumo do produto em todo o território nacional.

Segundo a Anvisa, a medida foi adotada após um alerta emitido pela RASFF (Sistema de Alerta Rápido para Alimentos e Rações), que identificou a presença de pedaços de vidro no lote do molho de tomate importado para o Brasil.

O RASFF é um sistema da União Europeia utilizado para a troca rápida de informações sobre riscos graves à saúde relacionados a alimentos e rações animais.

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Produtos agrícolas são o principal item de exportação do Brasil para a Venezuela


Milho
Foto: divulgação/Secretaria da Agricultura e do Abastecimento

Apesar da extensa fronteira de 2.199 km entre Brasil e Venezuela e de laços históricos e políticos entre os dois países, as trocas comerciais permanecem relativamente modestas, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 838 milhões em mercadorias para a Venezuela, valor que representa apenas 0,24% das exportações brasileiras no ano. No mesmo período, as importações vindas do país vizinho corresponderam a 0,12% das compras externas do Brasil. A corrente de comércio bilateral atingiu cerca de US$ 1,2 bilhão, posição que coloca a Venezuela no 52º lugar entre os principais destinos das exportações brasileiras.

Embora o volume comercial seja pequeno no contexto geral do agronegócio brasileiro, o Brasil continua sendo o principal fornecedor de alimentos agrícolas para a Venezuela, especialmente milho e arroz, itens essenciais na cesta básica daquele país.

Os dados oficiais de comércio exterior mostram que, entre os principais produtos exportados pelo Brasil para a Venezuela em 2025, “outros açúcares de cana” aparecem no topo, com US$ 87 milhões de dólares em compras, seguidos por produtos agrícolas como milho em grão ( US$ 68,4 milhões) e arroz com casca (paddy), não parboilizado (US$ 63,7 milhões).

Além desses, outros itens alimentícios, como preparações alimentícias e óleos vegetais, também figuram entre os principais produtos exportados.

Queda no comércio bilateral

O comércio entre Brasil e Venezuela vive um período de retração. Desde 2023, o fluxo comercial entre os dois países tem registrado queda significativa, com os valores atuais bem abaixo dos picos observados entre 2011 e 2014, quando o volume de exportações brasileiras chegava perto de US$ 5 bilhões por ano.

Apesar desse cenário, o setor agrícola brasileiro mantém sua relevância no mercado venezuelano, sobretudo em produtos essenciais como milho e arroz, matérias-primas fundamentais para alimentação humana e animal naquele país. De acordo com o Sindarroz, 14% das exportações de arroz do Brasil em 2025 teve como destino a Venezuela.

Em sentido contrário, as importações brasileiras originárias da Venezuela são lideradas por produtos industriais, com destaque para: ureia com alto teor de nitrogênio, alumínio não ligado em formas brutas e metanol (álcool metílico).

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Com avanço do acordo UE–Mercosul, agricultores franceses retomam protestos


Mercosul-UE, união europeia e mercosul, acordo
Foto: Camex

Agricultores franceses voltaram às ruas nesta quinta-feira (8) para protestar contra o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. Segundo a Reuters, manifestantes bloquearam, ainda antes do amanhecer, rodovias de acesso a Paris e a pontos turísticos da capital francesa.

Os atos foram convocados pelo sindicato Coordination Rurale, que teme que o acordo de livre comércio facilite a entrada de alimentos mais baratos da América do Sul no mercado europeu, ampliando a concorrência sobre os produtores locais.

A França tem liderado a resistência ao tratado e conseguiu, no fim de 2025, adiar a assinatura do acordo, prevista para 20 de dezembro, durante a cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu.

França endurece regras para importação de frutas da América do Sul

Em meio às pressões do setor agrícola, o governo francês anunciou que vai barrar a entrada de produtos agrícolas importados que apresentem resíduos de defensivos proibidos na União Europeia. A medida foi divulgada pelo primeiro-ministro Sébastien Lecornu.

Segundo ele, a decisão será formalizada por meio de uma portaria do Ministério da Agricultura, comandado por Annie Genevard. O texto deve vetar mercadorias com resíduos de mancozebe, glufosinato, tiofanato-metílico e carbendazim.

Frutas como abacate, manga, goiaba, cítricos, uvas e maçãs estão entre os produtos citados. A fiscalização nas fronteiras também será reforçada com a criação de uma brigada especializada.

Itália sinaliza apoio

Apesar da resistência francesa, a Comissão Europeia avançou nas negociações e conquistou o apoio da Itália, que até então se opunha ao tratado, ao lado de França, Polônia e Hungria.

Com a mudança de posição italiana, o bloco europeu pode alcançar a maioria necessária, 15 Estados-membros que representem ao menos 65% da população da União Europeia, para a efetivação do acordo, possivelmente já na próxima segunda-feira (12).

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, havia pedido mais tempo para dialogar com agricultores do país, preocupados com a concorrência de produtos agropecuários de Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia. O apoio veio após a Comissão Europeia propor a aceleração de € 45 bilhões em recursos para o setor agrícola.

Já o ministro da Agricultura da Itália, Francesco Lollobrigida, destacou que a União Europeia passou a discutir o aumento, e não a redução, dos investimentos no agro no período de 2028 a 2034.

*Com informações da Reuters e RFI

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AgroNewsPolítica & Agro

Anvisa proíbe lote de chá e pomada por irregularidades



Fato evidencia graves falhas no processo de boas práticas de fabricação


Foto: Marcelo Camargo, Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (5), o recolhimento do lote 6802956 do Chá de Camomila Lavi Tea, da marca Água da Serra, proibindo sua comercialização, distribuição, divulgação e consumo. Segundo a agência, a medida ocorreu depois da empresa informar o recolhimento voluntário do lote, depois da detecção de irregularidades em seu produto.

“O ensaio de identificação de elementos histológicos (células, tecidos e matriz extracelular) apontou a presença de talos, ramos e sementes que não são comuns no chá. O ensaio de pesquisa de matérias estranhas acusou 14 larvas inteiras e 224 fragmentos de insetos em 25g do produto, sendo que o limite aceitável é de 90 fragmentos em 25g de produto”, explicou a Anvisa em nota.

Segundo a agência, o fato evidencia graves falhas no processo de boas práticas de fabricação do referido lote.

Também foi proibida a fabricação, distribuição, comercialização, divulgação, importação e utilização da Pomada Cicatrizante Inkdraw Aftercare, indicada para uso pós-tatuagem. Segundo a Anvisa, a origem do produto é desconhecida e não há registro ou notificação da pomada na agência.





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Exportação de carne bovina à China pode cair até 35%, alerta setor


A decisão da China de estabelecer uma cota anual para a importação de carne bovina promete alterar profundamente a dinâmica do comércio global. A partir de 1º de janeiro de 2026, volumes que ultrapassarem esse limite estarão sujeitos a uma tarifa extra de 55%, válida por três anos. A medida visa proteger a produção doméstica chinesa, mas representa um forte desafio para os principais exportadores, especialmente o Brasil.

Segundo Paulo Bellincanta, presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT), a maior preocupação do setor está na forma de contabilização da cota. Em artigo, ele aponta que as autoridades chinesas pretendem desconsiderar contratos anteriores, cargas já embarcadas e produtos em trânsito. Isso obrigaria o Brasil a descontar da cota cerca de 350 mil toneladas já comprometidas.

Com esse cenário, o país teria aproximadamente 750 mil toneladas disponíveis para exportar à China em 2026 — bem abaixo da média atual, que supera 160 mil toneladas mensais. “Na prática, isso reduz de forma significativa o espaço disponível para novas produções ao longo de 2026”, afirma Bellincanta.

A estimativa de redução, que gira em torno de 35%, segundo dados da Farsul (Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul), levanta um sinal de alerta em toda a cadeia da carne bovina. A discrepância entre os volumes disponíveis e o consumo chinês exigirá, nas palavras do autor, “um entendimento equilibrado, construído de governo para governo”.

Bellincanta ressalta que a pecuária brasileira avançou nos últimos anos com investimentos em genética, manejo e eficiência, enquanto a indústria frigorífica modernizou plantas e ampliou sua capacidade para atender ao mercado chinês. “Uma mudança abrupta dessa magnitude obriga toda a cadeia a revisar expectativas, projeções e investimentos”, pontua.

Ele reconhece o esforço do governo brasileiro na abertura de novos mercados, liderado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. Contudo, adverte que os destinos alternativos ainda não têm a mesma capacidade de absorção da China e já possuem fornecedores consolidados, o que torna o reposicionamento mais lento e estratégico.

A urgência, portanto, está no campo diplomático. Sem uma solução que considere os contratos e fluxos já estabelecidos, o impacto sobre o setor virá de forma rápida e profunda. “A eventual redução de volumes incide sobre o setor como uma guilhotina afiada”, alerta o presidente do Sindifrigo-MT.

Para Bellincanta, o setor brasileiro precisará, mais uma vez, adaptar-se e buscar novas formas de atuação diante de um cenário incerto. Os excedentes são grandes demais para serem redirecionados com rapidez, e a única saída realista passa pela negociação internacional e pelo fortalecimento de mercados alternativos. A carne bovina brasileira enfrenta agora não um fim de ciclo, mas um momento de reinvenção.

 





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