sábado, maio 30, 2026

Safra

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Fávaro defende indenização se STF derrubar marco temporal


O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD-MT), disse nesta 5ª feira (18.dez.2025) que caso o STF (Supremo Tribunal Federal) decida pela inconstitucionalidade do marco temporal para a demarcação de terras indígenas, o Estado deve indenizar os produtores rurais que receberam títulos de propriedade concedidos pelo próprio poder público.

“Acredito na capacidade dos ministros do STF de ponderar se o Estado brasileiro irá mudar a destinação das terras. Só que então dê a compensação legítima para aqueles produtores que em algum momento histórico o próprio Estado foi lá e os titulou. Titulou aquelas terras, escriturou. Eles fizeram naquilo ali um patrimônio, a dedicação e a produção de alimentos através dessas propriedades”, afirmou em entrevista a jornalistas na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária, em Brasília (DF). 

Leia a notícia na íntegra no portal Poder360

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Em meio a ritmo lento de vendas, B3 fecha quinta-feira com desvalorização do…


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A quinta-feira (18) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro registrando movimentações positivas na Bolsa de Chicago (CBOT). 

A análise da Agrinvest destaca que os futuros do milho subiram em Chicago com alta sustentada pelo forte ritmo de exportações dos Estados Unidos. 

Na semana encerrada em 27 de novembro, as vendas somaram 1,79 milhões de toneladas e os embarques superaram 1,89 milhões de toneladas. Na temporada 2025/26, o volume comprometido já alcança 44,4 milhões, bem acima das 34,2 milhões do mesmo período do ano passado e do recorde de 2021/22. 

“A elevada competitividade do milho americano, aliada a menor oferta da Ucrânia e a um Brasil mais caro, mantém a demanda aquecida, especialmente na Ásia com rumores de compras chinesas”, apontam os analistas da consultoria. 

“No mercado doméstico norte-americano, a produção de etanol nos Estados Unidos atingiu novo recorde na última semana, com média de 1,131 milhões de barris por dia, reforçando o viés altista”, acrescenta a Agrinvest. 

O vencimento março/26 foi cotado a US$ 4,44 com elevação de 4 pontos, o maio/26 valeu US$ 4,52 com valorização de 4,50 pontos, o julho/26 foi negociado por US$ 4,58 com ganho de 4,50 pontos e o setembro/26 teve valor de US$ 4,51 com alta de 2,50 pontos. 

Mercado Interno 

Já na Bolsa Brasileira (B3), a quinta-feira chegou ao fim com os preços futuros do milho contabilizando movimentações negativas. 

Os analistas da Agrinvest destacam que o milho da B3 não acompanhou as altas registradas de Chicago.  

“Desde a segunda quinzena de novembro, o ritmo de vendas perdeu força, após meses com volumes semanais acima de 1 milhão de toneladas. Enquanto isso, o mercado segue atento ao andamento da safra de verão e as primeiras estimativas para a safrinha”, aponta a consultoria. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira 

O vencimento janeiro/26 foi cotado a R$ 71,17 com desvalorização de 1,02%, o março/26 valeu R$ 75,58 com perda de 0,43%, o maio/26 foi negociado por R$ 74,83 com baixa de 0,37% e o julho/26 teve valor de R$ 70,48 com queda de 0,27%. 

No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho permaneceu praticamente inalterado neste penúltimo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorização somente em Sorriso/MT. 





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Áreas das regiões Centro-Oeste e Norte seguem com alerta de perigo para…


Aviso laranja do Inmet inclui também pequenas partes do Sudeste e do Nordeste

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém um alerta de perigo para chuvas intensas sobre amplas áreas das regiões Centro-Oeste e Norte, com extensão para pequenas faixas do Sudeste e do Nordeste. O aviso, de nível laranja, passou a valer às 12h desta quinta-feira (18) e segue até as 10h de sexta-feira (19).

Segundo o comunicado, estão previstas precipitações entre 30 e 60 milímetros por hora, podendo alcançar 50 a 100 milímetros ao longo do dia, além de rajadas de vento variando de 60 km/h a 100 km/h. O Inmet destaca o risco de interrupção no fornecimento de energia elétrica, queda de galhos, alagamentos e descargas atmosféricas — efeitos já observados em episódios semelhantes neste período de forte instabilidade.

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A área sob monitoramento cobre uma extensa faixa do território nacional, com maior concentração no Centro-Oeste e na Amazônia. Entre os pontos atingidos estão: Centro, Norte e Sul de Goiás, além do Noroeste Goiano; o Distrito Federal; áreas do Nordeste, Centro-Norte e Centro-Sul de Mato Grosso, bem como o Leste de Mato Grosso do Sul e o Centro-Norte do estado. Também entram no alerta o Sudeste Mato-grossense e o Nordeste Mato-grossense.

No Norte, o aviso se estende por regiões do Amazonas — Centro, Norte, Sul e Sudoeste —, alcança o Baixo Amazonas, áreas do Sudeste e Sudoeste do Pará, além do Sudeste Paraense. Também estão contempladas áreas do Tocantins, tanto no setor Ocidental quanto Oriental.

O alerta ainda atinge pontos do Maranhão — Oeste, Sul, Centro e Leste — e áreas do Oeste Maranhense. No Piauí, abrange o Sudoeste piauiense. No Sudeste, aparecem recortes do Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, Noroeste e Norte de Minas. No Nordeste, há ainda áreas do Extremo Oeste da Bahia.

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Fonte:

Notícias Agrícolas





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Nova ferramenta digital facilita a vida do agricultor e moderniza acesso ao…


Um novo aplicativo, chamado “Meu Imóvel Rural”, será lançado durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30), evento que acontece em Belém/PA, de 10 a 21 de novembro. A inovação, desenvolvida pelo Governo Federal, através do Ministério de Gestão e Inovações dos Serviços Públicos (MGI), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), está sendo implantada no Rio Grande do Sul como projeto piloto, por meio de parceira com a Emater/RS-Ascar e promete facilitar o acesso de mil famílias, em 40 municípios gaúchos atingidos pelas enchentes de 2024, na regularização fundiária e ambiental utilizando o crédito rural como ferramenta de apoio aos produtores atingidos pela catástrofe do ano passado.

Com o “Meu Imóvel Rural”, a antiga “pastinha” mantida pelos agricultores em suas propriedades — contendo documentos fundamentais para o acesso ao crédito rural, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), entre outros — será substituída pelo recurso digital. Além de garantir a segurança de ter toda a documentação sempre na palma da mão, evitando o risco de extravio, há ainda as “credenciais verificáveis”, que podem ser validadas criptograficamente e possuem os dados e documentos do agricultor e da propriedade, facilitando a atualização das informações.

O presidente em exercício da Emater/RS, Claudinei Baldissera, destaca que o Crédito Rural Assistido é uma das principais ferramentas de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) utilizadas pela Instituição. Segundo ele, a Emater/RS-Ascar, vinculada às secretarias estaduais do Desenvolvimento Rural (SDR) e da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), vem aperfeiçoando continuamente os assessoramentos prestados aos agricultores gaúchos.

Baldissera observou que o avanço das ferramentas digitais representa um passo importante nessa modernização. “O acesso rápido e seguro aos documentos necessários no formato digital vai facilitar tanto a vida do agricultor quanto do extensionista e dos agentes financeiros envolvidos na contratação do crédito rural”, afirmou.

Ele ressaltou ainda a importância do lançamento do projeto durante a COP 30, que contemplará mil famílias de 40 municípios atingidos pela calamidade de maio de 2024. “Esse projeto piloto servirá como elemento de teste para aprimorar a ferramenta digital, que depois poderá ser utilizada pelos demais estados e agricultores de todo o Brasil”, explicou.

Para Baldissera, o crédito rural é um instrumento essencial para o desenvolvimento econômico, social e ambiental. “É por meio dele que os agricultores têm acesso a recursos financeiros para produzir alimentos, que abastecem o Rio Grande do Sul, o Brasil e chegam todos os dias à mesa da população”, concluiu.

APRESENTAÇÃO DO APLICATIVO

A fim de apresentar nova ferramenta que chega para facilitar a vida de quem produz, uma reunião está sendo realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Venâncio Aires nesta terça-feira (04/02). O encontro reúne agricultores familiares de Doutor Ricardo, Cruzeiro do Sul, Sinimbú, Vale do Sol, além do munícipio que sedia a atividade, extensionistas, o assistente técnico regional de Soledade, Olívio Pedro Faccin, e o gerente regional da Emater/RS-Ascar de Soledade, Rotiere José Busatto Guarienti e o gerente adjunto de Lageado, Carlos Legemann.





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Lula diz que ligará novamente para Trump se negociações sobre tarifas não…


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Por Katy Daigle e Lisandra Paraguassu

BELÉM (Reuters) -O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que ligará novamente para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se as negociações entre os dois países não avançarem até o final da COP30, a conferência climática das Nações Unidas que o Brasil está sediando este mês.

Lula e Trump se reuniram na Malásia em outubro com o objetivo de superar as tensões entre Brasil e Estados Unidos depois que Trump aumentou as tarifas sobre as importações norte-americanas da maioria dos produtos brasileiros de 10% para 50% em agosto.

“Eu saí da reunião com o presidente Trump certo de que a gente vai estabelecer um acordo”, disse Lula a repórteres em Belém. “Disse a ele que era muito importante que nossos negociadores começassem a negociar logo.”

Lula disse que o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estão prontos para uma nova rodada de negociações e podem viajar aos EUA, se necessário.

“Quando terminar a COP, se não tiver marcada a reunião entre os meus negociadores e os dele, eu vou ligar para Trump outra vez”, acrescentou.

(Reportagem de Katy Daigle e Lisandra Paraguassu)

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS ES PF

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Aumentar consumo de etanol em 21 estados: oportunidade para expansão do setor


O mercado interno brasileiro desponta como o principal vetor de crescimento do setor de etanol, diante da ampliação da produção do etanol de milho e da busca por novas frentes de consumo. A avaliação é do CEO da SCA BrasilMartinho Seiiti Ono, feita durante a live “Expansão do etanol de milho impulsiona novas oportunidades de consumo no Brasil”, transmitida nesta segunda-feira (3/11) pelos canais da SCA Brasil no YouTube e LinkedIn, e que contou com a participação do Presidente Executivo da União Nacional do Etanol de Milho (UNEM)Guilherme Nolasco.

Ono destacou que 80% das vendas de etanol hidratado no País estão concentradas em apenas seis estados: São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Esses estados reúnem 59% da frota nacional de veículos flex e neles, o consumo de etanol representa 36,6% do ciclo Otto.

A grande oportunidade de ampliação está nos demais 21 estados. Juntos eles respondem por 41% da frota flex, mas o etanol atinge apenas 10,1% do ciclo Otto, com cerca de 4 milhões de metros cúbicos do biocombustível comercializados.

“Há um espaço enorme a ser explorado dentro do próprio território nacional. O desafio é viabilizar logística e preço competitivo, para que o etanol chegue a todas as regiões com condições equilibradas de comercialização”, afirmou o executivo. Segundo ele, o mercado nacional ainda apresenta forte desigualdade tributária, com variação do ICMS entre 11,3% e 22%.

O presidente executivo da União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), Guilherme Nolasco, concorda que a grande expansão no consumo virá do território brasileiro. “Não falta oportunidade para expandir o etanol no Brasil. O País tem todas as condições de avançar sobre novos mercados, especialmente nas regiões Sul, Norte e Nordeste, que devem ganhar relevância com a reforma tributária e a reorganização logística do setor”, acrescentou.

O fator milho

Ono explica que comercializar todo o etanol adicional que virá da expansão da produção do biocombustível de milho, representaria vender o etanol em São Paulo a uma paridade de 57 ou 58%. “Seria uma ação predatória de preço, quando o ideal é preservar os seis estados que vendem bem e focar em um preço mais competitivo nos estados que não tem essa atratividade, com um benefício de manutenção de margem para o setor da ordem de R$ 15 bilhões por safra”.

O executivo lembra que o etanol hidratado ainda flutua com impostos diferentes em cada estado, um desafio logístico e tributário que precisa ser enfrentado. “A reforma tributária prevista a partir de 2027 poderá unificar essa cobrança, tornando o produto mais competitivo em todo o país. Temos potencial para dobrar as vendas de etanol nos estados com baixa competitividade, o que elevaria de 4 para 8 milhões de metros cúbicos a demanda anual pelo hidratado nesses estados e aumentaria a participação nacional do combustível no ciclo Otto para até 32%.”

A frota flex já soma 80% dos veículos leves brasileiros, o que reforça o potencial de ampliação do uso do combustível renovável. “A pujança do etanol de milho é importante e vai puxar a expansão do mercado. O mercado internacional é promissor, mas o grande potencial está dentro do Brasil. O mercado interno pode democratizar o consumo e tornar o etanol ainda mais competitivo”, destacou Ono.

De acordo com levantamento da SCA Brasil, entre 2005 e 2024 o Brasil inaugurou 32 novas usinas de etanol de milho, enquanto o número de usinas de cana praticamente se manteve estável com 141 abertas e 133 fechadas. O estudo também aponta que o crescimento do etanol de milho deve dobrar nos próximos anos, enquanto o etanol de cana tende a permanecer em patamar estável.

Para Ono, esse cenário confirma a necessidade de “desenvolver planos de ação específicos para aumentar as vendas de etanol hidratado nos estados sem competitividade, além de trabalhar políticas nacionais de preço e incentivos logísticos”, principalmente enquanto oportunidades como o SAF (combustível sustentável de aviação) e o BioBunker não forem viabilizadas comercialmente.

O exemplo do Mato Grosso

Segundo Nolasco, menos de 20% do etanol produzido no Mato Grosso é consumido dentro do próprio estado, o que demonstra a necessidade de reorganizar a distribuição nacional. “A reforma tributária vai mudar a cobrança para o destino, eliminando distorções e abrindo espaço para novos polos consumidores, como o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, além de estados do Norte e Nordeste. O desafio será estruturar clusters logísticos eficientes para levar o etanol a essas regiões de forma competitiva”, alertou.

Ele também salientou o papel do milho na nova geografia do biocombustível. Segundo o dirigente, o milho é mais democrático e está alcançando o território nacional com projetos no Nordeste, Norte e no Sul do Brasil, evidenciando que o etanol está diversificando sua base de produção. Conforme Nolasco, o avanço da produtividade e da tecnologia deve elevar o rendimento para 455 litros de etanol por tonelada de milho, ampliando a eficiência industrial.

Os dados da SCA Brasil indicam ainda que cada ponto percentual a mais na participação do hidratado no ciclo Otto corresponde a um aumento de 742 mil m³ de etanol consumido. Em simulações para 2030, a participação do etanol hidratado poderia chegar a até 32% do ciclo Otto, caso o País mantenha um crescimento de 1,5% ao ano e amplie o uso do biocombustível nas regiões com menor consumo.

“Precisamos olhar para o futuro com responsabilidade e aproveitar as oportunidades. O Brasil tem todas as condições para fortalecer o mercado de etanol e consolidar-se como referência mundial em biocombustíveis de baixo carbono”, concluiu Nolasco.

O programa Conexão SCA Brasil, em sua 17ª edição, foi apresentado pelo jornalista Adhemar Altieri, da MediaLink Comunicação Corporativa, com produção técnica da Propano Filmes. A série promove debates sobre temas estratégicos do agronegócio, com foco em biocombustíveis e sustentabilidade.





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Cafeicultores do Estado do Rio estão entre os 150 melhores do Brasil no…


Os cafés especiais Dois Irmãos e Pelegrini surgiram a partir do projeto do Sebrae Rio voltado à produção de cafés de alta qualidade no Noroeste Fluminense

O Estado do Rio de Janeiro acaba de conquistar um marco histórico no cenário nacional dos cafés especiais. Dois produtores do Alto Noroeste Fluminense, dos municípios de Porciúncula e Varre-Sai, estão entre os 150 classificados no Coffee of the Year (COY) 2025, um dos mais importantes concursos de qualidade de café do país.

Os selecionados são o Café Dois Irmãos, de Fábio José Alves, de Porciúncula, e o Café Pelegrini, de Marcos Fernando Pelegrini, de Varre-Sai. Ambos são produtores artesanais e integram o grupo de quarenta produtores atendidos pelo projeto de agricultura familiar “Valorização de Cafés Especiais Fluminense”, desenvolvido pelo Sebrae Rio em parceria com prefeituras locais, sindicatos rurais, Emater-Rio e Senar-RJ.

Esse projeto vem transformando a cafeicultura regional ao introduzir técnicas inovadoras de colheita e pós-colheita e ao incentivar a participação dos produtores em feiras, festivais e concursos. Essa trajetória tem elevado o padrão de qualidade do café fluminense e consolidado novas marcas no cenário nacional. Hoje, o Alto Noroeste Fluminense já reúne mais de 30 marcas de cafés gourmet e especiais.

“Estar entre os 150 melhores cafés do país é um feito histórico para o Rio de Janeiro e reforça que o estado entrou, de fato, no mapa dos cafés especiais de alta performance. É reflexo de um trabalho consistente com foco em qualidade e construção de identidade territorial. Com isso, os cafés do Rio ganham visibilidade como produtos competitivos, premiáveis e alinhados às tendências do mercado nacional e internacional”, destaca Sergio Malta, diretor de Desenvolvimento do Sebrae Rio.

O Coffee of the Year acontece dentro da Semana Internacional do Café (SIC), o maior evento de café da América Latina, reunindo produtores de todo o país. Entrar para o ranking nacional já é, por si só, um selo de excelência, projetando os cafés classificados para compradores, torrefações, cafeterias e formadores de opinião do Brasil e do mundo.

Um dos destaques deste ano, o produtor Marcos Fernando Pelegrini celebra o reconhecimento. “É uma alegria enorme ver o nome do nosso café entre os melhores do Brasil. A gente vem se dedicando há anos, buscando sempre melhorar a qualidade, e esse resultado mostra que o esforço vale a pena. O apoio técnico do Sebrae e da Emater foi fundamental para chegarmos até aqui”, afirma.

Também emocionado com a conquista, Fábio José Alves, do Café Dois Irmãos, vê o resultado como a realização de um sonho familiar. “É o reconhecimento de um trabalho de muitos anos e que envolve muita gente – das equipes do projeto aos meus avós, que eram produtores de café e me ensinaram o ofício. Eles nunca tiveram uma terra; sempre trabalhamos como meeiros. Fui o primeiro da família a comprar um pedaço de chão e vi nos cafés especiais uma oportunidade de crescer e agregar valor ao meu produto. O Dois Irmãos é uma homenagem aos meus dois filhos”, conta.

A Semana Internacional do Café (SIC) 2025 acontece de 5 a 7 de novembro, no Expominas, em Belo Horizonte (MG). Durante o evento, as amostras finalistas estarão disponíveis nas Salas de Cupping, para degustação por compradores nacionais e internacionais. Os 15 cafés mais bem pontuados (dez arábicas e cinco canéforas) disputarão a etapa de voto popular, que definirá a classificação final e os grandes campeões.

A cerimônia de premiação do Coffee of the Year 2025 será realizada no dia 7 de novembro, às 15h, no Grande Auditório do Expominas, em Belo Horizonte.

“O Sebrae Rio seguirá acompanhando e impulsionando os produtores na jornada até a etapa final da competição, reforçando o compromisso de posicionar os cafés especiais fluminenses entre os mais valorizados do Brasil”, conclui o diretor Sergio.





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BB Seguridade vai ter dificuldades para elevar lucro em 2026, diz executivo


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SÃO PAULO (Reuters) – O grupo de previdência e seguros do Banco do Brasil, BB Seguridade, deve enfrentar em 2026 dificuldades para elevar ou mesmo manter o lucro no mesmo nível deste ano, diante da perspectiva de queda nos juros e sinistralidade mais alta.

A expectativa foi divulgada nesta terça-feira pelo diretor financeiro da companhia, Rafael Sperendio, durante conferência com analistas sobre os resultados do terceiro trimestre divulgados na noite da véspera.

“É bastante difícil manter o lucro ou ter crescimento em 2026”, disse o executivo. “As melhores estimativas indicam resultado bastante forte para 2025…mas para 2026, com um menor resultado financeiro, que tem impacto imediato, e sinistralidade mais alta, mesmo que seja marginalmente mais alta, é difícil conseguirmos compensarmos com crescimento de vendas”, acrescentou.

A previsão de um resultado financeiro menor, que no terceiro trimestre ajudou a impulsionar o lucro da empresa, decorre das perspectivas de queda da Selic no próximo ano. Já a sinistralidade maior vem da expectativa de impactos do fenômeno La Niña sobre a safra de verão, disse Sperendio.

Para tentar minimizar os impactos para o próximo ano, o novo presidente-executivo da BB Seguridade, Delano de Andrade, afirmou que o foco de sua gestão será busca de sinergias melhores com as empresas investidas do grupo e medidas de eficiência operacional, com redução de despesas, mas não deu detalhes.

Sperendio afirmou que embora a sinistralidade deve apresentar algum crescimento no próximo ano, a área de seguros deve mostrar crescimento em todas as linhas de negócios no próximo ano, também por causa da esperada queda nos juros da economia.

Isso porque juros menores contribuem para uma melhor originação de empréstimos e queda da inadimplência, o que fomenta a tomada de seguros como prestamista.

“Trabalhamos agora com crescimento praticamente em todas as linhas de negócios, de um digito alto, calcado na redução de juros de 2026”, disse o diretor financeiro.

Questionado sobre a possibilidade de pagamento de dividendos extraordinários, Sperendio disse que embora o caixa do grupo seja “bastante robusto”, a BB Seguridade não prevê um pagamento adicional aos acionistas.

Apesar disso, o executivo disse que o nível de “payout” do segundo semestre deste ano será maior que o do primeiro.





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Estimativa da safra de uva 2026 é incerta no Rio Grande do Sul


A produção e a produtividade dos vinhedos depende muito das condições climáticas. Apesar de o inverno deste ano ter sido bastante favorável ao cultivo, a primavera tem apresentado alguns desafios. Diante deste cenário, a Emater/RS-Ascar considera inviável definir uma estimativa de safra neste momento, devido a todos os fatores que ainda podem interferir durante o período em que a frutificação irá se desenvolver. Dessa forma, a Instituição prevê divulgar dados sobre a safra em meados de janeiro.

O extensionista rural da Emater/RS-Ascar Thompsson Didoné, explica que apesar da excelente safra colhida em 2025, tanto em quantidade como em qualidade, os vinhedos vem passando por situações adversas há vários anos. “Nos últimos cinco anos, foram submetidos a estresse devido a severas estiagens e, em 2024, ao intenso e prolongado encharcamento do solo, afetando o sistema radicular por restrições de oferta de oxigênio”, esclarece. No entanto, o inverno desse ano trouxe fortes características favoráveis para uma promissora safra, especialmente o número de horas de frio abaixo de 7,2 oC. Em Vacaria, por exemplo, foram 770h (Agroconnet, Epagri/Ciram), em Caxias do Sul 654h (agroconnet, Epagri/Ciram), e em Veranópolis 399h (Cefruti). “Uma alta somatória de horas de frio abaixo de 7,2°C é indispensável para a uniformidade e vigor da brotação, além de adequado florescimento. A qualidade desse frio também é algo surpreendente, ou seja, não houve nenhum pico de temperaturas mais altas em junho e julho; não obstante isso, soma-se a esses dois fatores a condição de nenhuma geada tardia (agosto/setembro) ter sido registrada”, ressalta Thompsson.

Contudo, conforme o engenheiro agrônomo Enio Ângelo Todeschini, especialista em viticultura, apesar do inverno animador, a primavera vem apresentando algumas condições climáticas um tanto adversas ao bom andamento da safra e, dessa forma, preocupantes, como o frio persistente. “Temperaturas noturnas e matinais, nos meses de setembro e outubro, bem abaixo da média para o período (friagens), retardando o desenvolvimento vegetal; alto número de dias com sol encoberto, reduzindo a capacidade fotossintéticas das plantas; segunda quinzena de outubro com presença de muito vento, estressando as plantas; e, por fim, considerável ocorrência do ‘desavinho’, distúrbio fisiológico que converte cachos em gavinhas e reduz o número de bagas/cachos. Outra característica típica dessa perturbação é posição invertida dos cachos (ficando virados para cima) nesse momento de início do desenvolvimento”, observa Todeschini.





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A agricultura das Américas é o farol da segurança alimentar e da dignidade…


Manuel Otero, Diretor Geral do IICA, na apresentação de seu relatório de gestão na Conferência dos Ministros da Agricultura das Américas 2025, em Brasília, no qual destacou a transformação do Instituto em um hub de inovação e cooperação agrícola para o continente.

O Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) é hoje uma instituição moderna, desburocratizada, próxima aos países, ágil e com visão de futuro. Deixou de ser percebido exclusivamente como organismo técnico de nicho para se consolidar como um verdadeiro hub de inovação e cooperação agrícola no continente.

Assim se expressou o Diretor Geral do IICA, Manuel Otero, em seu relatório de gestão, apresentado no primeiro dia de sessões da Conferência dos Ministros da Agricultura das Américas 2025, que está acontecendo em Brasília.

Cerca de 30 ministros e vice-ministros da agricultura da região participam do encontro, que é organizado pelo governo brasileiro e pelo IICA, sob o tema “Uma nova narrativa para a agricultura e os sistemas agroalimentares das Américas”.

Otero expressou sua emoção por estar prestes a encerrar seu ciclo de oito anos como Diretor Geral do IICA, pois em Brasília será eleito seu sucessor, que assumirá em janeiro próximo.

Os ministros e os chefes de delegações presentes ressaltaram o trabalho de Otero por sua proximidade aos países e aos agricultores, além de seu permanente impulso à incorporação da ciência e da tecnologia como ferramentas para melhorar a produtividade e a resiliência do agro.

“O IICA é minha casa, minha paixão. Desde o primeiro dia como Diretor Geral, em janeiro de 2018, estava claro para mim que esta não seria uma gestão pessoal, mas uma travessia coletiva. Nada teria sido possível sem os representantes dos países que integram este organismo, minhas colegas e meus colaboradores do IICA e os produtores agropecuários, que nos inspiram com seu trabalho diário”.

Otero agradeceu, na pessoa do ministro Fávaro, a todo o Governo do Brasil por seu compromisso com a concretização da Conferência, que afirmou não ser distinto do de seus produtores agropecuários, que, amparados em políticas com visão de longo prazo, protagonizaram uma grande mudança, convertendo em poucas décadas um país inseguro do ponto de vista alimentar em uma potência agroalimentar global.

Na abertura de seu discurso, Otero expressou também sua solidariedade com as nações da região do Caribe, especialmente Bahamas, Jamaica, Haiti e República Dominicana, atingidas severamente pelo furacão Melissa, e anunciou que o IICA já constituiu um fundo de emergência que foi posto à disposição desses países. Os recursos serão acompanhados por uma mobilização de recursos técnicos destinada a mitigar os efeitos sobre as propriedades rurais, os agricultores e suas ferramentas de trabalho.

Fornecedor de soluções

“Por meio do diálogo permanente com os ministros e as ministras do setor agrícola das Américas, constatamos que a renovação e a modernização do IICA, alcançada em um complexo cenário internacional, reposicionou a instituição como um grande fornecedor de soluções, que é também capaz de influir na construção de uma visão e de uma narrativa sobre a agricultura inseparável das estratégias de desenvolvimento dos países”, observou Otero.

O Diretor Geral sublinhou o trabalho do IICA no impulso à conectividade e à digitalização rural, à agricultura 4.0 e à bioeconomia, com iniciativas como o Centro de Interpretação do Amanhã da Agricultura (CIMAG), que é visitado anualmente por 25 mil jovens só da Costa Rica.

Também se referiu ao trabalho em diplomacia agrícola, que levou a voz das agriculturas da região e de seus agricultores a espaços como as COP, a OMC, o G20, a OEA e a todos os foros internacionais relevantes, além do fortalecimento de parcerias com atores estratégicos como EMBRAPA, INTA, PROCISUR, CIMMYT, AGRA, APPRESID, a JAD dominicana, universidades, cientistas e organizações de produtores.

Otero afirmou que o IICA se transformou em uma grande ponte entre os ministérios da agricultura dos países, os mandatários da instituição e o setor privado, que são a coluna vertebral para o desenvolvimento da agricultura. Isso trouxe uma contribuição importante ao alinhamento do ecossistema agrícola à ideia de que a agricultura das Américas é parte da solução global, e não do problema.

“Nossa proposta foi tornar um setor insubstituível para a segurança alimentar, a paz social, a preservação dos recursos naturais, a criação de empregos, a geração de divisas e a interação com a ciência, a tecnologia e a inovação cada vez mais hierarquizado, reconhecido e valorizado pela sociedade e por seus representantes”, disse.

“O IICA de hoje” – acrescentou – “é semelhante ao que sonhamos há alguns anos atrás, capaz de desenvolver um novo mapa de parcerias estratégicas, projetar sua imagem e implementar uma estratégia agressiva de captação de recursos externos para servir melhor a nossos países”.

Otero revelou que quer deixar como legado de seu mandato a certeza de que o futuro da agricultura das Américas não está em ter saudade do passado, “mas em construir o que podemos e devemos ser. Neste sentido, chegou o momento de consolidar uma nova narrativa da agricultura, que fale de modernidade, sustentabilidade, inovação digital e biológica e de responsabilidade e compromisso social. Uma narrativa que nos projete como fornecedores confiáveis de alimentos, energia limpa, fibras e serviços ecossistêmicos para o mundo inteiro”.

“O agricultor, quando semeia, não pensa só na próxima safra; pensa nas gerações futuras. É o que acontece também com nosso trabalho na cooperação internacional: semear futuro, inclusive sabendo que outros colherão os frutos. Com gratidão infinita e esperança renovada, afirmo, com total convicção, que a agricultura das Américas continuará sendo o farol de segurança alimentar e dignidade rural para o mundo inteiro”, concluiu o Diretor Geral.





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