sábado, maio 30, 2026

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ABHB celebra 2025 marcante e consolida força das raças Hereford e Braford


Eventos nacionais e internacionais, crescimento das exposições e avanço das exportações marcaram ciclo de destaque para pecuária de corte e abrem caminho para projeções ainda mais positivas em 2026

A Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) avalia que 2025 foi um ano marcante para a entidade e para a pecuária de corte nacional. Segundo o presidente da ABHB, Eduardo Soares, o período consolidou o papel das duas raças como referências na produção de carne de qualidade, aliando eficiência e rentabilidade aos criadores que apostam tanto em rebanhos puros quanto em sistemas de cruzamento.

Soares afirma que 2025 entrou para a história da ABHB. ‘Dá para se dizer que foi um ano marcante dentro da história da Associação; em todos os aspectos, no sentido de firmar cada vez mais os propósitos das duas raças como produtoras de carne e também entregar rentabilidade aos rebanhos que se propõem a usá-las’, destaca.

Um dos pontos altos do ano foi a realização do Mundial da raça Braford, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS) , entre 28 de abril e 4 de maio. O evento reuniu delegações de diversos países e, para o presidente, representou uma vitrine internacional da evolução genética e da força da raça no Brasil. “Recebemos o mundo Braford aqui no Rio Grande do Sul e mostramos a todos a pujança, a importância e o nível que está a raça Braford”, comemora.

O presidente destaca também a realização da Nacional Hereford, paralelamente ao Mundial Braford e que também registrou resultados expressivos, com números crescentes que reforçam a relevância da raça mãe, a Hereford, na produção de carne de qualidade. “Isto tanto para rebanhos puros quanto para cruzamento industrial. O Hereford segue como uma alternativa estratégica para pecuaristas que buscam padronização e desempenho”, ressalta.

Soares citou ainda a Expointer 2025, entre o fim de agosto e início de setembro, que manteve o ritmo de crescimento, com as raças Hereford e Braford figurando entre as de maior representatividade no evento. Segundo o presidente da ABHB, o desempenho reforçou o orgulho dos criadores e destacou o avanço contínuo da genética nacional. “Com esses resultados, a ABHB encerra 2025 com otimismo e já projeta novas ações para o próximo ciclo. O incremento das exportações de carne Hereford foi outro ponto de destaque em 2025 com ampliação de mercados como Maldivas, Portugal, México, Itália, Holanda, Canadá e Suíça, entre outros.

Para 2026, Soares afirma que a meta é dar continuidade ao trabalho em frentes como exposições, registro genealógico e certificação de carne, ampliando a presença das raças Hereford e Braford no mercado. “As perspectivas para 2026 apontam no sentido de que possamos seguir em frente com todas as ações que a ABHB faz para que, cada vez mais, possamos ser uma opção genética para criadores que querem rentabilidade dentro dos seus negócios”, conclui.





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Indústria de máquinas agrícolas do RS fecha 2025 em reação, mas crescimento…


Exportações, expectativa de boa safra e ajuste do setor abrem espaço para crescimento moderado, avalia SIMERS

O setor de máquinas e implementos agrícolas do Rio Grande do Sul encerra 2025 com recuperação parcial, ainda insuficiente para recompor as perdas acumuladas nos dois anos anteriores. Para 2026, a expectativa do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (SIMERS) é de um crescimento moderado, condicionado principalmente ao comportamento dos juros, à oferta de crédito e à renda do produtor rural.

Segundo a vice-presidente do SIMERS, Carolina Rossato, a retomada mais consistente dos investimentos passa, necessariamente, por um ambiente financeiro mais favorável. “A indústria já mostrou capacidade de reagir em 2025, mas o avanço em 2026 dependerá diretamente do acesso ao crédito e do custo do financiamento. Juros elevados limitam a decisão de compra do produtor e adiam investimentos em modernização”, afirma.

A executiva do Simers destaca que, mesmo com perspectivas positivas para a safra, o produtor segue cauteloso. “Se as projeções de safra se confirmarem e houver melhora nas condições de crédito, o setor pode avançar. Caso contrário, a recuperação tende a ser mais lenta e pontual”, avalia.

Do ponto de vista técnico, o gerente de Estudos Econômicos da FIERGS, Giovane Baggio, reforça que 2025 apresentou melhora frente aos anos anteriores. “Os indicadores de produção e faturamento do setor foram positivos em 2025 quando comparados a 2023 e 2024, embora ainda não recomponham as perdas acumuladas”, afirma.

Além do mercado interno, as exportações, especialmente para a Argentina, seguem como fator de sustentação. Para o SIMERS, a combinação entre mercado externo ativo, safra favorável e um ambiente financeiro menos restritivo será decisiva para transformar a recuperação em crescimento mais consistente ao longo de 2026.

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Jornalista Andressa Simão, do Notícias Agrícolas, conquista 2º lugar no 11º…


Logotipo Notícias Agrícolas

A produtora e jornalista especializada em proteínas animais do Notícias Agrícolas, Andressa Simão, conquistou o 2º lugar do 11º Prêmio Sindilat de Jornalismo na categoria texto. Andressa trouxe a reportagem “Desistir Não é Opção: a história da pecuarista que superou desafios pessoais e crises no setor para se manter na pecuária leiteira no Rio Grande do Sul” que conta a a trajetória de Rosane Saibel, pecuarista de leite do interior do Rio Grande do Sul, que enfrentou uma série de desafios para se tornar hoje uma referência para o setor. 

Andressa Simão - Prêmio Sindilat
Andressa Simão – Prêmio Sindilat

Relembre:

>> Desistir Não é Opção: a história da pecuarista que superou desafios pessoais e crises no setor para se manter na pecuária leiteira no Rio Grande do Sul

Esta foi a primeira vez da jornalista concorrendo ao prêmio e já conquistou mais este reconhecimento para sua carreira e para o portal Notícias Agrícolas. Nossa equipe sente-se orgulhosa e certa de que segue continua no caminho da informação que impacta e transforma!

Andressa Simão

Sindilat destaca união e entrega premiações de 2025

Em uma demonstração da força do setor laticinista gaúcho, o Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) reuniu autoridades e lideranças em uma noite de confraternização e entrega de prêmio nesta quarta-feira (17/12), em Porto Alegre. Ao lado de diversos secretários de Estado, parlamentares e representantes dos produtores e das indústrias, o presidente do Sindilat, Guilherme Portella, reforçou o potencial transformador do leite e as conquistas já obtidas ao longo dos anos. “Temos neste momento uma forte pressão das importações que precisamos combater juntos, mas estamos trilhando um caminho. Se olharmos o setor ao longo dos últimos três anos, veremos que estamos em um caminho muito bom”, ponderou. Tônica que ganhou eco na fala do secretário de Desenvolvimento Econômico, Ernani Polo. “Temos que construir juntos os melhores caminhos. Sabemos que muitos municípios passam por uma grande movimentação econômica quando há o pagamento do leite e isso mostra sua força”.

A comemoração também foi uma noite de reconhecimento ao jornalismo e à contribuição de lideranças que se dedicam às pautas do setor. Com a presença de representantes da imprensa de diferentes estados do Brasil, foram entregues as premiações do 11º Prêmio Sindilat de Jornalismo. A iniciativa que valoriza a cobertura qualificada da cadeia produtiva do leite teve como vencedor, na categoria Audiovisual, Bruno Pinheiro Faustino, do programa Negócio Rural, com a reportagem “Leite é tudo igual?”. Já na categoria Texto, a vencedora foi a jornalista Raíssa Goi Borba, da Revista Valor Cooperado/Cotrijal, com a matéria “Propriedade ganha reforço de robô na ordenha”. “Há mais de uma década, temos o privilégio de acompanhar de perto o trabalho da imprensa na cobertura do setor do leite. É um segmento repleto de desafios, mas que se reinventa constantemente. Esse olhar atento da imprensa acaba se traduzindo em um verdadeiro raio-x do setor, funcionando como um grande diagnóstico de cada momento vivido pela cadeia produtiva”, destacou Guilherme Portella.

A noite foi dedicada ainda à entrega do Prêmio Destaques 2025, que reconhece personalidades e instituições que contribuem para o desenvolvimento do setor lácteo no Rio Grande do Sul. Foram homenageados o vice-governador Gabriel Souza, e os secretários estaduais Edivilson Brum (Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação) e Ernani Polo (Desenvolvimento Econômico); os presidentes Carlos Joel da Silva (Fetag-RS) e Marcos Tang (Gadolando); além do próximo presidente da Farsul, Domingos Velho Lopes, e da gerente administrativa do Sindilat, Julia Bastiani, pelos seus 15 anos de atuação junto ao sindicato.

Também recebeu a distinção a Cooperativa Languiru Ltda, que completa 70 anos de atuação em 2025, reconhecida por sua trajetória e contribuição ao cooperativismo e à cadeia láctea gaúcha. “Este é o reconhecimento mais importante concedido pelo Sindilat a todos os que contribuem através da sua atuação para o desenvolvimento de todo o setor lácteo no Rio Grande do Sul”, assinalou Portella. O jantar teve o patrocínio da Tetra Pak.

Prêmio Destaques 2025

Prêmio Sindilat/RS de Jornalismo

CATEGORIA AUDIOVISUAL
1º Lugar:
Jornalista: Bruno Pinheiro Faustino
Veículo: Negócio Rural
Trabalho: Leite é tudo igual?
2º Lugar:
Jornalista: Eliza Maliszewski
Veículo: Canal Rural
Trabalho: Terceira ordenha: sistema aumenta produtividade nas fazendas leiteiras
3º Lugar:
Jornalista: Simone Feltes
Veículo: TVE/RS
Trabalho: Desafios da cadeia do leite no RS

CATEGORIA TEXTO
1º Lugar:
Jornalista: Raíssa Goi Borba
Veículo: Revista Valor Cooperado/Cotrijal
Trabalho: Propriedade ganha reforço de robô na ordenha
2º Lugar:
Jornalista: Andressa Silva Simão Pardini
Veículo: Notícias Agrícolas
Trabalho: Desistir não é opção: a história da pecuarista que superou desafios pessoais e crises no setor para se manter na pecuária leiteira no Rio Grande do Sul

3º Lugar:
Jornalista: Bruna Oliveira Scheifler
Veículo: Revista Valor Cooperado/Cotrijal
Trabalho: Legado para o futuro: cooperativismo e sucessão rural são chaves para o desenvolvimento sustentável





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Itália está pronta para apoiar acordo com Mercosul quando preocupações dos…


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ROMA, 18 Dez (Reuters) – A Itália estará disposta a apoiar um acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul assim que as questões relacionadas à agricultura forem resolvidas, disse a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, nesta quinta-feira.

“O governo italiano está pronto para assinar o acordo assim que as respostas necessárias forem fornecidas aos agricultores, o que depende das decisões da Comissão Europeia e pode ser rapidamente resolvido”, disse Meloni em um comunicado.

Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que Meloni havia lhe dito que apoiava o acordo comercial do Mercosul, mas pediu paciência para garantir o apoio interno.

(Reportagem de Crispian Balmer)

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Aprosoja Brasil repudia redução das isenções tributárias para o setor


Com a aprovação no Congresso do PLP 128/2025, quem vai pagar a conta é o produtor e a sociedade

A Aprosoja Brasil e suas 16 Aprosojas Estaduais manifestam revolta e profunda preocupação com a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 128/2025 neste final de ano no Congresso Nacional.

O PLP corta 10% dos incentivos e benefícios tributários hoje existentes para diversos setores, dentre eles, as indústrias do setor agropecuário.

Isso inclui isenção de PIS/COFINS sobre fertilizantes e defensivos, isenções sobre os fretes, armazenagem e beneficiamento.

Reduz também o crédito presumido da indústria de alimentos e rações e o lucro presumido, entre outros pontos.

A aprovação foi tão surpreendente e sem o necessário debate no Congresso que ainda não se tem a conta exata do prejuízo a ser gerado.

Será que algum economista do governo acha que os ricos vão pagar por isso? Será que não percebem que isso levará ao aumento do preço dos alimentos?

A verdade é que a conta será paga, como sempre, pelo contribuinte e, no agro, pelo produtor rural de todo o país, dos quais 80% são pequenos agricultores.

O governo estima que arrecadará R$ 20 bilhões com o fim das isenções. Mas ao invés de cortar gastos e adotar a responsabilidade fiscal, repassa a conta para a sociedade.

Os produtores já estão no limite do endividamento, com margens apertadas e rezando por boas lavouras para ter novo fôlego, principalmente os atingidos por catástrofes climáticas.

Na contramão disso tudo, o governo não oferece ajuda efetiva para renegociação das dívidas e ainda segue impondo aumentos de carga tributária, retirando renda do produtor e pressionando a inflação de alimentos. Até hoje não temos uma solução definitiva para os produtores gaúchos e de outros estados afetados por frustrações de safra.

A Frente Parlamentar da Agropecuária precisa entrar em campo e reagir a tudo isso e buscar meios de correção dessa injustiça praticada contra o setor e contra o Brasil.

Enquanto a justiça deixou ser uma opção para o cidadão, a Aprosoja Brasil continuará lutando, como sempre fez, em defesa do produtor, dando voz à sua revolta e apontando as soluções justas para o país.

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Inpasa anuncia nova biorrefinaria em Rondonópolis (MT) e ampliação em Nova…


A nova unidade receberá R$ 2,77 bilhões; a expansão de Nova Mutum, outros R$ 704 milhões.

A Inpasa, maior biorrefinaria de etanol de grãos da América Latina, anuncia um novo ciclo de investimentos no Mato Grosso, totalizando R$ 3,48 bilhões. O pacote contempla a construção de uma nova unidade em Rondonópolis e a ampliação da biorrefinaria de Nova Mutum, consolidando a presença da companhia em um dos principais polos agroenergéticos do país.

A nova unidade, localizada no sudeste mato-grossense, será a 10ª unidade da companhia e a 3ª no estado. Com investimento de R$ 2,77 bilhões, o projeto prevê a geração de até 2.500 empregos diretos e indiretos durante a construção e 400 empregos fixos na operação. A inauguração está prevista para o primeiro trimestre de 2027.

A biorrefinaria terá capacidade anual para processar 2 milhões de toneladas de grãos, resultando na produção de 1 bilhão de litros de etanol490 mil toneladas de DDGS (ingrediente para nutrição animal), 47 mil toneladas de óleo vegetal e 345 mil GWh de de energia elétrica.

Em Nova Mutum, com investimento de R$ 704 milhões, a expansão adicionará 1 milhão de toneladas de grãos na capacidade anual, totalizando 3 milhões de toneladas. A produção adicional será de 350 milhões de litros de etanol, totalizando a produção de 1,4 bilhão de litros, +183 mil toneladas de DDGS. A obra deve gerar cerca de 800 empregos e tem previsão de conclusão no final de 2026.

“Estamos avançando em um dos maiores ciclos de expansão da história da Inpasa. A nova unidade em Rondonópolis e a expansão em Nova Mutum fortalecem nossa estratégia de integrar agricultura, energia e indústria, ampliando a oferta de biocombustíveis e coprodutos de alto valor agregado. Este anúncio marca mais um passo decisivo na consolidação da companhia como a maior biorrefinaria de etanol de grãos da América Latina”, destaca Éder Odvar Lopes, presidente da Inpasa.

Expansão no Brasil

Fundada em 2006, a Inpasa iniciou suas atividades no Paraguai e hoje possui sete unidades em operação no Paraguai e no Brasil — nos estados de Mato Grosso (Sinop e Nova Mutum), Mato Grosso do Sul (Dourados e Sidrolândia) e Maranhão (Balsas), além de duas plantas em construção: Luís Eduardo Magalhães (BA), com previsão de inauguração no primeiro trimestre de 2026, e Rio Verde (GO), anunciada em outubro deste ano, com investimento de R$ 2,5 bilhões e previsão para o primeiro trimestre de 2027. Com a chegada a Rondonópolis (MT), a companhia amplia sua presença nacional e reafirma o compromisso com a produção sustentável de energia e com a segurança alimentar global.

Com aproveitamento integral da matéria-prima, a Inpasa transforma grãos em produtos de alto valor agregado que abastecem o mercado interno e chegam a cinco continentes — entre eles etanol, DDGS, óleos vegetais, bioeletricidade e biogás — reforçando sua liderança em bioeconomia e transição energética.





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Cepea/Abiove: Avanço da agroindústria gera nova revisão positiva no PIB da…


Com um novo avanço da agroindústria no terceiro trimestre, o já expressivo crescimento do PIB da cadeia da soja e do biodiesel para 2025 passou por mais uma revisão positiva. No segmento de esmagamento, o resultado esteve em linha com a melhora das perspectivas para o ano indicada pela Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais). No caso do biodiesel, o movimento foi impulsionado pela aceleração da produção observada no terceiro trimestre, associada à entrada do B15 em 1º de agosto.

Diante disso, os estudos realizados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Abiove, apontam que o PIB da cadeia da soja e do biodiesel pode crescer expressivos 11,66% em 2025. A estimativa atual supera em 0,37 ponto percentual a do relatório anterior, refletindo o avanço da agroindústria e seu impacto positivo sobre os agrosserviços da cadeia.

De modo geral, a colheita de uma safra 2024/25 de soja recorde no Brasil e a intensificação do processamento do grão por parte da indústria vêm sustentando a previsão de forte alta do PIB da cadeia da soja e do biodiesel em 2025. Com isso, o PIB da cadeia produtiva representaria 23% do PIB do agronegócio neste ano e 5,7% do PIB nacional.

Apesar desse desempenho, segundo pesquisadores do Cepea/Abiove, com novas quedas de preços no terceiro trimestre, a variação dos preços relativos tornou-se negativa para a cadeia produtiva. Entre janeiro a setembro de 2024 e de 2025, os preços da cadeia produtiva recuaram 7,27% – uma piora frente à estimativa anterior, que apontava estabilidade. Essa deterioração no terceiro trimestre decorreu exclusivamente das fortes elevações de preços observadas no mesmo período de 2024, uma vez que, em geral, houve alta de preços ao longo do terceiro trimestre de 2025 – caracterizando, portanto, um efeito de base de comparação. Esse movimento também levou à redução da estimativa de avanço da renda da cadeia da soja e do biodiesel, embora a expansão dos volumes produzidos ainda assegure crescimento. A estimativa atual indica alta de 3,54% na renda da cadeia em 2025, revertendo uma sequência de três anos consecutivos de queda. Ainda assim, essa projeção foi revisada para baixo pela segunda vez no terceiro trimestre (era de +11,19% no relatório anterior).

Com base nas informações levantadas até o encerramento do terceiro trimestre de 2025, estima-se que o PIB gerado por tonelada de soja produzida e processada poderá representar 4,2 vezes o PIB gerado pela soja produzida e exportada diretamente.

MERCADO DE TRABALHO – Houve aumento de 7,15% no número de pessoas ocupadas na cadeia produtiva da soja e do biodiesel no terceiro trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 2,39 milhões de trabalhadores. Com isso, a participação da cadeia produtiva na economia brasileira foi de 2,34% e, no agronegócio, de 10,35%.

De acordo com pesquisadores do Cepea/Abiove, o avanço das ocupações no trimestre – refletindo o desempenho ao longo de 2025 – decorreu principalmente dos aumentos registrados antes da porteira e nos agrosserviços.

A maior área destinada à soja e o crescente uso de tecnologia levaram o segmento de insumos a registrar aumento de 7,09% no número de pessoas ocupadas, o que representa cerca de 10 mil trabalhadores adicionais. Nos agrosserviços, o crescimento foi de 12,08%, associado ao aumento da produção física e do processamento da soja, que amplia a demanda por serviços e aquece o mercado de trabalho nesse segmento.

Por outro lado, dentro da porteira e nas agroindústrias, o cenário foi de redução das ocupações. Na soja, houve queda de 30.291 pessoas ocupadas (-6,98%), com recuo observado na maioria dos estados produtores, indicando ganhos de produtividade do trabalho. Destaca-se, ainda, a perda expressiva de ocupações no Rio Grande do Sul (-26.655 pessoas), que teve uma quebra de safra por questões climáticas. Na agroindústria, as indústrias de rações e de esmagamento e refino reduziram suas ocupações, e o pequeno aumento observado na indústria de biodiesel não foi suficiente para reverter o resultado agregado do segmento.

COMÉRCIO EXTERIOR – As exportações brasileiras da cadeia da soja e do biodiesel totalizaram 35,54 milhões de toneladas no terceiro trimestre de 2025, avanço de 11,78% em relação ao mesmo trimestre de 2024. Com o crescimento dos volumes embarcados, a variação da receita passou a ser positiva na comparação trimestral: +4,47%, alcançando US$ 14,5 bilhões no período. O avanço mais moderado da receita frente ao crescimento dos volumes reflete os menores preços de exportação da soja e do farelo de soja.

A pressão sobre os preços de exportação do grão e do farelo decorreu da ampla oferta desses produtos no mercado internacional, apesar da demanda firme. Para 2025/26, as projeções indicam mudança na tendência de disponibilidade global, com expectativa de queda na produção.

No caso da soja em grão, o aumento dos embarques foi impulsionado principalmente pela China e pelo Sudeste Asiático. Para o farelo, destacaram-se como destinos com crescimento a União Europeia e o Leste Asiático. Já no caso do óleo de soja, diante da firme demanda doméstica, houve redução dos volumes exportados, com quedas sobretudo para a China e para o grupo de “outros destinos”.





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Greve na Petrobras alcança plataformas próprias da petroleira no pré-sal de…


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Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO, 18 Dez (Reuters) – A greve dos petroleiros da Petrobras teve a adesão de trabalhadores em todas as suas unidades próprias na Bacia de Santos, incluindo as unidades do campo de Búzios, no pré-sal, disse o secretário-geral da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), Adaedson Costa, à Reuters, nesta quinta-feira.

Ele citou que as unidades P-66, P-67, P-68, P-69, P-70 e P-71 estão entre unidades de Santos com adesão dos grevistas da Petrobras, além das unidades próprias que operam em Búzios, o maior campo do Brasil.

Em nota, a Petrobras reiterou nesta quinta-feira que equipes de contingência seguem mobilizadas e que a paralisação não gera impacto na produção e no abastecimento do mercado.

Costa disse à Reuters que a FNP, que tem quatro sindicatos filiados, está avaliando se há eventuais impactos na produção. Ele também explicou que as plataformas afretadas que atuam no pré-sal operam com mão de obra terceirizada, por isso não participam da greve.

(Por Marta Nogueira)

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Agricultura conservacionista ganha escala com o Programa AISA e redesenha a…


A conclusão da primeira fase do Programa Ação Integrada de Solo e Água (AISA) destaca os resultados
obtidos pelos 17 projetos realizados no PR e MS desde 2021, uma iniciativa da Itaipu Binacional em
parceria com a Embrapa, IDR-Paraná (Iapar-Emater), FAPED e USP/Esalq.

O Programa Ação Integrada de Solo e Água (AISA), realizado entre 2021 e 2025 pela Itaipu Binacional, consolidou uma das mais abrangentes iniciativas brasileiras de integração entre ciência, agricultura e segurança hídrica. Atuando na Área de Contribuição Hídrica Incremental do Reservatório de Itaipu (Área Incremental) – que é de aproximadamente 147.000 km² e abrange 228 municípios no Paraná e no Mato Grosso do Sul – Itaipu articulou uma rede nacional de instituições científico-tecnológicas e de ensino com mais de 390 pessoas trabalhando em torno de uma agenda comum: produzir mais, com mais rentabilidade econômica, conservar melhor e garantir água de qualidade e segurança hídrica, essencial não apenas para a continuidade da agricultura e da produção de alimentos, fibras e bioenergia, mas também para a geração de energia hidrelétrica que abastecerá Brasil e Paraguai nas próximas décadas.

O diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, explica que o AISA representa um novo patamar de integração entre produção e conservação. “A matéria-prima da produção de energia em Itaipu é a água, que precisa se infiltrar pelo solo por dezenas de milhões de hectares entre o Paraná e Mato Grosso do Sul, até chegar ao reservatório de Itaipu. Um caminho que encontra diferentes desafios para os pesquisadores, mas uma feliz convergência: o que é bom para a produção de energia também beneficia a agropecuária, um motor de desenvolvimento tecnológico e social. Quando garantimos solo saudável, água limpa e manejo sustentável, fortalecemos o agricultor, protegemos o território e asseguramos a longevidade energética da Itaipu”, afirma. “Um programa robusto como o AISA é decisivo porque une ciência de ponta, inovação e apoio direto a quem produz no campo, e isso gera benefícios para toda a sociedade”, complementa. A primeira fase do AISA, concluída agora em dezembro, teve a duração de quase cinco anos e contou com a participação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (antigo Iapar–Emater, agora IDR-Paraná, Iapar-Emater), da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (USP/Esalq), e da Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento (FAPED).

Ao longo da execução, mais de 90 mil pessoas, entre produtores, técnicos, gestores públicos e cooperativas, foram impactadas pelos 17 projetos, sendo 16 de Pesquisa e Transferência de Tecnologias e um de Gestão da Informação e do Conhecimento, que realizaram ações de transferência, capacitação, dias de campo, materiais técnicos e monitoramentos realizados em propriedades reais. O resultado é um conjunto de tecnologias validadas que melhora a infiltração de água no solo, reduz a erosão, conserva as florestas fluviais ou matas ciliares, aumenta a estabilidade produtiva e a resiliência agrícola frente a eventos climáticos extremos, tanto estiagens, quanto excesso de chuvas. Benefícios que alcançam toda a cadeia agroindustrial e protegem o reservatório de Itaipu contra assoreamento e poluição.

Segundo Hudson C. Lissoni Leonardo, Engenheiro Sênior da Itaipu, idealizador e coordenador-geral do AISA, os resultados demonstram que ciência aplicada e governança territorial são determinantes para conciliar produtividade e sustentabilidade. “A Itaipu avança em uma agenda inédita para o setor elétrico brasileiro: integrar ciência, agricultura conservacionista e governança territorial para garantir a segurança hídrica do presente e do futuro”, afirma Leonardo.

Foram entregues mapeamentos inéditos de solos, ferramentas de diagnóstico de manejo conservacionista, dados e informações de monitoramento climático e hidrossedimentológico, tecnologias e recomendações para sistemas produtivos sustentáveis, ações de saneamento rural e alcançados resultados como novos parâmetros testados e validados, maior estabilidade produtiva ao longo dos anos, melhor rentabilidade econômica, aumento acumulado de produtividade em médio e longo prazo em cobertura permanente e manejo adequado, com efeitos sinérgicos na estabilidade de produção agropecuária, recarga de aquíferos freáticos livres e produção de água, reflexo da melhor qualidade física dos solos e melhores condições de infiltração de água. Além de ter tido influência direta na proposta de política pública nacional ZARC Níveis de Manejo, que passa a considerar níveis de manejo conservacionista na concessão do seguro rural em um projeto-piloto no Paraná na safra 2025/2026.

De acordo com Alexandre Hoffmann, gerente-adjunto de Portfólios e Programas de PD&I da Embrapa, a parceria com a Itaipu Binacional é estratégica, tanto pelos temas e resultados que se materializam ano a ano nos trabalhos executados nos estados do PR e MS quanto pelo fato de proporcionar a abordagem, por meio de duas empresas públicas, em questões cruciais para a sustentabilidade da agricultura, servindo de referência para todo o Brasil e para outros países no manejo do solo e da água. “O AISA I é um nítido exemplo de sucesso, pela sinergia entre nossas equipes e com os agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) e produtores rurais em um expressivo número de municípios e também por abrir espaços para que essa parceria se mantenha ativa ainda por longo tempo, já que são ações de PD&I que requerem estudos de longo tempo para avaliação do efetivo impacto. O Workshop realizado em abril de 2025 foi um momento em que essas constatações ficaram ainda mais visíveis, com o aval da Diretoria da Embrapa e dos gestores das Unidades para que as ações em curso se fortaleçam e novas abordagens alinhadas aos interesses em comum entre Itaipu e Embrapa gerem ainda mais impactos positivos para a sociedade”, destaca Hoffmann.





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Paraná será responsável pelo banco brasileiro de antígenos e vacinas contra…


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou nesta quinta-feira (18) que o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) será o responsável pela criação do primeiro banco brasileiro de antígenos e vacinas contra febre aftosa, um estoque estratégico de insumos para a formulação rápida de vacinas em eventuais casos de surto da doença. Pelo projeto inédito, o Tecpar passa a deter os insumos necessários para disponibilizar, em todo o território nacional, em 72 horas, vacinas para o ministério utilizar emergencialmente contra a doença.

O contrato assinado em Brasília entre Mapa e Tecpar prevê a criação do banco com 10 milhões de doses de antígenos de dois sorotipos do vírus de febre aftosa que mais circularam no Brasil. O contrato de 10 anos prevê ainda o fornecimento imediato de até 10 milhões de doses da vacina para o ministério, em casos de eventuais surtos.  

Desde 2021, o Paraná é reconhecido internacionalmente como zona livre de febre aftosa sem vacinação, status concedido ao Brasil pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em maio de 2025. Uma das formalidades exigidas pela OMSA a um país que recebe o título de zona livre de febre aftosa sem vacinação é, justamente, deter um estoque de antígenos e vacinas para resposta rápida em casos de surto, de forma a ser feito o controle imediato da doença. 

Segundo o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, a proposta da criação do banco, idealizada pelo instituto, representa uma importante contribuição do Paraná para garantir a segurança sanitária no Brasil e a manutenção do atual status sanitário brasileiro.

“Mais uma vez o Governo do Paraná e suas instituições se colocam à disposição do país, para apoiar um setor estratégico brasileiro que é o agronegócio. Há 85 anos o Tecpar atua como laboratório público com oferta de soluções na área de saúde animal e humana e agora abre uma nova frente, com o banco brasileiro de antígenos e vacinas contra febre aftosa”, disse.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, salientou que a criação do banco é um passo histórico do fortalecimento da pecuária brasileira e que faz parte do crescimento do setor manter a sanidade do rebanho, de forma a oferecer produtos seguros para toda a população brasileira e também para exportação.

“É muito difícil manter esse status sem a vacina e estamos fazendo a nossa parte hoje, com investimentos na criação do banco, com essa parceria com o Tecpar, que é uma referência nesta área e com outras vacinas, além da parceria internacional com a empresa Biogenesis Bagó. Esse é um investimento na preparação de um futuro tranquilo e que vai permitir que a carne brasileira acesse os mercados mais remuneradores e mais exigentes”, afirmou.

BANCO – A partir da assinatura do contrato, o Tecpar passa a ser o único laboratório público do país a manter um banco brasileiro de antígenos e vacinas contra a febre aftosa. Para isso, o Tecpar conta com a parceria com a empresa argentina Biogenesis Bagó, com a qual, em março de 2025, firmou um acordo de cooperação tecnológica para a transferência e internalização de tecnologia.

Reconhecida internacionalmente na área de febre aftosa, sendo responsável pelo banco de antígenos da Argentina desde 2000, dos EUA e Canadá desde 2006, além de países como Taiwan e Coreia do Sul, a Biogenesis Bagó passa a ser o braço tecnológico do Tecpar para a produção das vacinas, bem como para o controle de qualidade e armazenamento dos antígenos.

A criação do banco de antígenos evita o desperdício de doses de vacinas, já que elas têm validade menor do que a dos antígenos produzidos (diferença de oito anos). Além disso, permite flexibilidade de escolha das cepas, evitando o desperdício de vacinas que poderiam ter sido produzidas antes do eventual surto da doença.

“A infraestrutura do nosso parceiro tecnológico vai garantir, por meio do Tecpar, acesso ao Brasil aos antígenos para formulação rápida das vacinas, além de transferência de conhecimento para os técnicos do instituto, que passarão a se integrar ao processo produtivo da vacina. Com isso, o Tecpar se tornará referência como laboratório público no controle da febre aftosa”, salienta Marafon.

SAÚDE ÚNICA – Com esta nova frente de trabalho o Tecpar reforça o compromisso em fortalecer a Saúde Única no Brasil, abordagem que reconhece a interconexão entre a saúde humana, animal e ambiental. Para isso, o instituto tem investido na ampliação da sua estrutura e em novos projetos e parcerias, visando a autossuficiência do país na produção de imunizantes e insumos veterinários.

Além de seguir como o único fornecedor da vacina antirrábica veterinária ao Ministério da Saúde, com 25 milhões de doses fornecidas em 2025, o Tecpar está finalizando a construção do Centro de Pesquisa e Produção de Insumos para Diagnósticos Veterinários (CIV), que irá produzir insumos para o diagnóstico da brucelose, tuberculose e leucose bovina.





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