domingo, julho 19, 2026

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Trump diz que falou com Hezbollah por meio de intermediários


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WASHINGTON, 1 Jun (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que conversou com o grupo de milícia libanês Hezbollah, alinhado ao Irã, por meio de intermediários, e garantiu uma promessa de que o grupo não atacaria Israel.

Trump disse que também conversou com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e Israel concordou em retirar todas as tropas que estavam se preparando para atacar o sul do Líbano.

Nenhum presidente dos EUA jamais conversou com o Hezbollah, com ou sem intermediários. O grupo é considerado uma organização terrorista pelos Estados Unidos.

“Tive uma ligação muito produtiva com o primeiro-ministro Bibi Netanyahu, de Israel, e não haverá tropas indo para Beirute, e quaisquer tropas que estejam a caminho já foram retornadas”, disse Trump em um post no Truth Social.

“Da mesma forma, por meio de representantes de alto nível, tive uma ligação muito boa com o Hezbollah, e eles concordaram que todos os disparos serão interrompidos.”

Uma autoridade libanesa disse à Reuters que o Hezbollah havia informado aos EUA, por meio do presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, que estava disposto a interromper os ataques ao norte de Israel em troca de Israel poupar Beirute e seus subúrbios de quaisquer ataques.

Os combates no Líbano têm sido a maior repercussão da guerra do Irã, deslocando mais de 1,2 milhão de libaneses por meio de ataques israelenses e ordens de retirada desde 2 de março, quando o Hezbollah começou a disparar foguetes e drones contra Israel para apoiar seu aliado Irã.

No último avanço, as tropas israelenses tomaram no sábado o Castelo de Beaufort, de 900 anos, e um cume estratégico no sul do Líbano, segundo os militares. Isso ocorreu um dia depois de um dos dias mais intensos de fogo do Hezbollah contra o norte de Israel desde o cessar-fogo de abril, provocando o fechamento de escolas e restrições.

(Reportagem de Humeyra Pamuk em Washington, Maya Gebeily em Beirute, David Ljunggren e Bhargav Acharya em Toronto)





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Moagem de cana cresce 1,4% na 1ª quinzena de maio e produção de etanol…


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SÃO PAULO, 1 Jun (Reuters) – A moagem de cana-de-açúcar do centro-sul do Brasil na safra 2026/27 alcançou 42,35 milhões de toneladas na primeira quinzena de maio, alta de 1,4% na comparação com igual período de 2025 (41,78 milhões de toneladas), enquanto a fabricação de etanol saltou mais de 20% e a de açúcar recuou, conforme cálculos da Reuters com base em dados do Ministério da Agricultura atualizados na última sexta-feira.

No acumulado da temporada iniciada em abril, a moagem somou cerca de 105 milhões de toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo período da safra 2025/26, com usinas da principal região produtora do país iniciando a temporada de forma mais precoce em relação ao ano passado, contando com um clima mais seco e produtividades da nova safra mais elevadas.

Os dados do Ministério da Agricultura dão uma ideia do ritmo dos trabalhos até o final da primeira quinzena de maio, enquanto a entidade representativa do setor, a Unica, ainda consolida as informações do período — conforme a associação de usinas, até o final de abril, a moagem de cana havia avançado 74,58% no comparativo anual.

Segundo números do ministério obtidos a partir das empresas do setor, na primeira quinzena de maio a produção de açúcar somou 2,12 milhões de toneladas, queda de 13,2% ante as 2,44 milhões de toneladas registradas um ano antes, com a indústria destinando mais cana para a produção de etanol, cujos preços têm sido mais remuneradores do que o adoçante.

Já a produção de etanol atingiu 2,14 bilhões de litros na primeira quinzena de maio, avanço de 21,7% sobre o mesmo período comparativo. No acumulado da safra, a produção totalizou 5,56 bilhões de litros, crescimento de 46,7%, com o setor ofertando também mais biocombustível produzido a partir do milho.

A fabricação de açúcar, por sua vez, atingiu 4,62 milhões de toneladas no acumulado da safra até o final da primeira quinzena de maio, alta de 12,3%, com um aumento da moagem de cana mais do que compensando uma menor destinação da matéria-prima para a produção do adoçante.

(Por Roberto Samora; edição de Letícia Fucuchima)





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Duas explosões atingem navio de carga no Golfo Pérsico, dizem autoridades


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BAGDÁ, 1 Jun (Reuters) – Duas explosões atingiram um navio de carga no Golfo Pérsico, cerca de 40 milhas náuticas a sudeste de Umm Qasr, no Iraque, uma das quais foi causada por um ataque de drone, disseram autoridades iraquianas nesta segunda-feira.

Mais cedo, as Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) disseram que o navio havia sido atingido por algum tipo de projétil em seu lado estibordo, causando uma grande explosão.

Uma segunda explosão atingiu a mesma embarcação e foi o resultado de um ataque de drone, de acordo com uma avaliação inicial, disseram as autoridades iraquianas à Reuters.

O fogo a bordo da embarcação foi posteriormente controlado, acrescentaram.

“Enquanto avaliávamos os danos da primeira explosão, ouvimos um drone pairando sobre nossa cabeça, seguido por uma forte explosão que provocou um incêndio no navio-tanque”, disse um membro da patrulha marítima iraquiana à Reuters.

Ninguém reivindicou a responsabilidade pelo ataque e não havia informações disponíveis sobre a identidade do navio.

(Reportagem de Aref Mohammed, em Basra, e Ahmed Rasheed, em Bagdá; Eman Abouhassira e Hatem Maher)

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Dia mundial do leite: cadeia leiteira ganha eficiência com genética e encara…


Produção nacional movimenta R$ 72 bilhões por ano, aposta em genética para elevar eficiência e busca equilíbrio diante das discussões sobre comércio internacional.

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Celebrado em 1º de junho, o Dia Mundial do Leite reforça a relevância de um alimento presente diariamente na mesa dos brasileiros e que sustenta uma das cadeias mais importantes do agronegócio nacional. Além de seu papel nutricional, a atividade gera empregos, movimenta economias regionais e contribui para a permanência de milhares de famílias no campo.

Os números demonstram a dimensão do setor. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o país ocupa a sexta posição entre os maiores produtores mundiais de leite. Atualmente, a atividade reúne cerca de 1,2 milhão de produtores, produz aproximadamente 35 bilhões de litros por ano e movimenta mais de R$ 72 bilhões anualmente.

A produção leiteira também possui forte presença em pequenas e médias propriedades rurais, sendo considerada uma das atividades com maior capacidade de distribuição de renda no meio rural. Por isso, o desempenho da cadeia impacta diretamente a economia de centenas de municípios brasileiros.

Um alimento essencial para a população

O leite permanece entre os alimentos mais importantes da dieta humana. Rico em proteínas, cálcio, vitaminas e minerais, o produto contribui para a nutrição em diferentes fases da vida, desde a infância até a terceira idade.

Ao mesmo tempo, a demanda por lácteos segue elevada. Em 2025, o Brasil registrou a maior captação de leite da história, com 27,5 bilhões de litros adquiridos por laticínios sob inspeção sanitária. O resultado evidencia a força da atividade e a importância do produto para a indústria de alimentos.

Nesse cenário, cresce a busca por sistemas produtivos capazes de aumentar a eficiência das propriedades, reduzir desperdícios e melhorar a rentabilidade. Como consequência, a tecnologia tem assumido papel cada vez mais estratégico dentro das fazendas leiteiras.

Genética ganha espaço na busca por eficiência

Estudos divulgados por uma multinacional de nutrição animal apontam que a genética vem se consolidando como uma importante ferramenta para apoiar a evolução da pecuária leiteira. De acordo com pesquisas conduzidas pela companhia, animais geneticamente superiores podem apresentar ganhos significativos tanto em produtividade quanto em sustentabilidade.

Os levantamentos indicaram aumento médio de 9,2% na produção de leite, redução de 18,1% na taxa de reposição do rebanho e diminuição de até 12,7% na intensidade das emissões de metano. Além disso, os resultados mostraram redução média de 9,5% na intensidade de nitrogênio relacionada à produção.

Segundo Henrique Hooper, coordenador de Serviços Técnicos de Ruminantes da Zoetis Brasil, o melhoramento genético permite identificar animais com maior potencial produtivo, melhor eficiência alimentar, maior fertilidade e maior capacidade de adaptação aos desafios climáticos. “Os produtores conseguem tomar decisões mais precisas e construir rebanhos mais eficientes ao longo do tempo”, disse.

Medidas antidumping ampliam debate sobre competitividade

Enquanto investe em tecnologia e produtividade, a cadeia leiteira também acompanha discussões relacionadas ao comércio internacional. Um dos temas mais debatidos atualmente envolve as investigações sobre importações de leite em pó da Argentina e do Uruguai.

Segundo a CNA, a investigação conduzida pelo Departamento de Defesa Comercial (Decom), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), identificou margens de dumping que chegaram a 60% em determinados casos. Apesar do reconhecimento da prática, o governo optou por suspender a aplicação imediata das tarifas enquanto realiza uma avaliação de interesse público.

“É possível fazer uma analogia com uma pessoa que procura atendimento médico. Após uma série de exames, o médico identifica a doença, mas, em vez de iniciar o tratamento, manda o paciente para casa. Foi exatamente isso que aconteceu neste caso. O governo reconheceu a existência da prática de dumping e possui instrumentos para corrigir essas distorções de mercado por meio da aplicação de tarifas. No entanto, por receio de eventuais impactos que, na nossa avaliação, não encontram sustentação técnica, optou por suspender a medida até que uma análise mais aprofundada seja realizada”, observou Guilherme Dias, assessor técnico CNA. 

Desafios exigem equilíbrio entre inovação e mercado

Além das discussões comerciais, o setor também acompanha mudanças estruturais na atividade. Estimativas apresentadas por representantes da cadeia leiteira indicam uma redução gradual do número de produtores nos últimos anos, reflexo de fatores como aumento dos custos de produção, margens mais apertadas e desafios relacionados à sucessão familiar.

Dados da Aliança Láctea Sul-Brasileira mostram que os três estados da região Sul somavam cerca de 88,7 mil produtores fornecedores de leite em 2024, número inferior ao registrado na década passada. Para lideranças do setor, o cenário reforça a necessidade de medidas que fortaleçam a atividade e garantam condições adequadas para a permanência dos produtores no campo.

Diante desse contexto, o Dia Mundial do Leite representa mais do que uma celebração. A data reforça a importância de uma cadeia produtiva estratégica para o agronegócio brasileiro e evidencia como ciência, genética, tecnologia e sustentabilidade serão fundamentais para construir uma produção cada vez mais eficiente. Ao mesmo tempo, os debates sobre competitividade e defesa comercial mostram que o futuro do setor dependerá não apenas dos avanços dentro da porteira, mas também de um ambiente de mercado capaz de garantir segurança e previsibilidade para quem produz.

Tags: Dia Mundial do Leite, cadeia leiteira, produção de leite, pecuária leiteira, genética bovina, sustentabilidade no agro, tecnologia no campo, antidumping, CNA, agronegócio brasileiro

 

Produção nacional movimenta R$ 72 bilhões por ano, aposta em genética para elevar eficiência e busca equilíbrio diante das discussões sobre comércio internacional

Celebrado em 1º de junho, o Dia Mundial do Leite reforça a relevância de um alimento presente diariamente na mesa dos brasileiros e que sustenta uma das cadeias mais importantes do agronegócio nacional. Além de seu papel nutricional, a atividade gera empregos, movimenta economias regionais e contribui para a permanência de milhares de famílias no campo.

Os números demonstram a dimensão do setor. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o país ocupa a sexta posição entre os maiores produtores mundiais de leite. Atualmente, a atividade reúne cerca de 1,2 milhão de produtores, produz aproximadamente 35 bilhões de litros por ano e movimenta mais de R$ 72 bilhões anualmente.

A produção leiteira também possui forte presença em pequenas e médias propriedades rurais, sendo considerada uma das atividades com maior capacidade de distribuição de renda no meio rural. Por isso, o desempenho da cadeia impacta diretamente a economia de centenas de municípios brasileiros.

Um alimento essencial para a população

O leite permanece entre os alimentos mais importantes da dieta humana. Rico em proteínas, cálcio, vitaminas e minerais, o produto contribui para a nutrição em diferentes fases da vida, desde a infância até a terceira idade.

Ao mesmo tempo, a demanda por lácteos segue elevada. Em 2025, o Brasil registrou a maior captação de leite da história, com 27,5 bilhões de litros adquiridos por laticínios sob inspeção sanitária. O resultado evidencia a força da atividade e a importância do produto para a indústria de alimentos.

Nesse cenário, cresce a busca por sistemas produtivos capazes de aumentar a eficiência das propriedades, reduzir desperdícios e melhorar a rentabilidade. Como consequência, a tecnologia tem assumido papel cada vez mais estratégico dentro das fazendas leiteiras.

Genética ganha espaço na busca por eficiência

Estudos divulgados pela Zoetis apontam que a genética vem se consolidando como uma importante ferramenta para apoiar a evolução da pecuária leiteira. De acordo com pesquisas conduzidas pela companhia, animais geneticamente superiores podem apresentar ganhos significativos tanto em produtividade quanto em sustentabilidade.

Os levantamentos indicaram aumento médio de 9,2% na produção de leite, redução de 18,1% na taxa de reposição do rebanho e diminuição de até 12,7% na intensidade das emissões de metano. Além disso, os resultados mostraram redução média de 9,5% na intensidade de nitrogênio relacionada à produção.

Segundo Henrique Hooper, coordenador de Serviços Técnicos de Ruminantes da Zoetis Brasil, o melhoramento genético permite identificar animais com maior potencial produtivo, melhor eficiência alimentar, maior fertilidade e maior capacidade de adaptação aos desafios climáticos. Dessa forma, os produtores conseguem tomar decisões mais precisas e construir rebanhos mais eficientes ao longo do tempo.

Sustentabilidade e adaptação climática entram no foco

As questões ambientais têm ganhado cada vez mais relevância dentro da cadeia leiteira. O aumento das temperaturas e a ocorrência de eventos climáticos extremos desafiam produtores em diferentes regiões do país, exigindo sistemas produtivos mais resilientes.

Os dados de sustentabilidade divulgados pela Zoetis têm como base estudos realizados por meio do modelo científico RuFaS (Ruminant Farm System), considerado referência internacional para avaliação ambiental na pecuária. A metodologia foi incorporada à nova configuração do Clarifide Dairy Plus, plataforma desenvolvida para auxiliar na avaliação genética e econômica dos animais.

A análise utiliza o DWP$® (Dairy Wellness Profit Index®), índice que considera características relacionadas à produção e qualidade do leite, fertilidade, eficiência alimentar, bem-estar animal e uso racional de recursos. Com atualizações recentes, o sistema também passou a incorporar informações ligadas à resiliência ao calor e à eficiência alimentar, fatores considerados estratégicos para a pecuária moderna.

Dados impulsionam a tomada de decisão no campo

Além da genética, o uso de dados vem transformando a forma como as propriedades são administradas. Ferramentas digitais permitem monitorar indicadores produtivos, reprodutivos e sanitários, oferecendo suporte para decisões mais rápidas e assertivas.

 

Nesse contexto, a eficiência alimentar se destaca como uma das principais metas dos produtores. Animais capazes de converter melhor os nutrientes consumidos em leite ajudam a reduzir desperdícios, otimizar custos e aumentar a rentabilidade das operações.

Ao mesmo tempo, soluções tecnológicas voltadas ao monitoramento de saúde, bem-estar e desempenho produtivo tornam a gestão mais precisa. O resultado é uma atividade cada vez mais conectada à inovação, à sustentabilidade e à busca por maior competitividade.

Medidas antidumping ampliam debate sobre competitividade

Enquanto investe em tecnologia e produtividade, a cadeia leiteira também acompanha discussões relacionadas ao comércio internacional. Um dos temas mais debatidos atualmente envolve as investigações sobre importações de leite em pó da Argentina e do Uruguai.

Segundo a CNA, a investigação conduzida pelo Departamento de Defesa Comercial (Decom), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), identificou margens de dumping que chegaram a 60% em determinados casos. Apesar do reconhecimento da prática, o governo optou por suspender a aplicação imediata das tarifas enquanto realiza uma avaliação de interesse público.

A entidade argumenta que os produtores brasileiros enfrentam concorrência de produtos importados comercializados a preços considerados artificialmente baixos, situação que pressiona o mercado interno e reduz a competitividade da produção nacional. Por outro lado, o governo avalia possíveis impactos econômicos e diplomáticos antes de definir os próximos passos relacionados ao tema.

Desafios exigem equilíbrio entre inovação e mercado

Além das discussões comerciais, o setor também acompanha mudanças estruturais na atividade. Estimativas apresentadas por representantes da cadeia leiteira indicam uma redução gradual do número de produtores nos últimos anos, reflexo de fatores como aumento dos custos de produção, margens mais apertadas e desafios relacionados à sucessão familiar.

Dados da Aliança Láctea Sul-Brasileira mostram que os três estados da região Sul somavam cerca de 88,7 mil produtores fornecedores de leite em 2024, número inferior ao registrado na década passada. Para lideranças do setor, o cenário reforça a necessidade de medidas que fortaleçam a atividade e garantam condições adequadas para a permanência dos produtores no campo.

Diante desse contexto, o Dia Mundial do Leite representa mais do que uma celebração. A data reforça a importância de uma cadeia produtiva estratégica para o agronegócio brasileiro e evidencia como ciência, genética, tecnologia e sustentabilidade serão fundamentais para construir uma produção cada vez mais eficiente. Ao mesmo tempo, os debates sobre competitividade e defesa comercial mostram que o futuro do setor dependerá não apenas dos avanços dentro da porteira, mas também de um ambiente de mercado capaz de garantir segurança e previsibilidade para quem produz.

 





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Milho fecha em baixa na Bolsa de Chicago; B3 também cede com pressão da safrinha


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Os preços do milho registraram um novo dia de baixas nas bolsas nesta segunda-feira. Os futuros do cereal caíram tanto na B3, quanto na Bolsa de Chicago, mesmo diante de novas e fortes altas do petróleo. 

“Apesar da recuperação do petróleo hoje, os mercados de grãos parecem estar superando o conflito no Oriente Médio. O prêmio de guerra praticamente desapareceu e os especuladores estão reduzindo rapidamente suas apostas de alta. Fundos de investimento venderam pesadamente contratos futuros de milho na semana passada, mas ainda mantêm uma grande posição comprada líquida”, afirmam analistas internacionais do portal Farm Progress. 

Na CBOT, os preços perderam de 2,25 a 2,75 pontos nos principais contratos, levando o julho a US$ 4,44 e o setembro a US$ 4,53 por bushel. 

O mercado recuou durante todo o dia, alongando as perdas registradas na últimas semanas e também refletindo o bom andamento da nova safra dos Estados Unidos. O plantio está na reta final, os campos se desenvolvem bem e as condições climáticas são bastante favoráveis para o caminhar da temporada 2026/27. 

“Com o plantio praticamente concluído, as temperaturas elevadas esperadas em todo o Meio-Oeste durante a primeira quinzena de junho devem acelerar o desenvolvimento das lavouras e, por outro lado, as chuvas são muito aguardadas esta semana na região oeste do Cinturão do Milho, onde o tempo está mais seco. Mas, as previsões estendidas indicam uma melhora nas chances de precipitações ao longo dos próximos 15 dias”, complementam os especialistas norte-americanos.

BAIXAS TAMBÉM NA B3

Os futuros do milho negociados na B3 também seguiram recuando nesta segunda-feira (1), refletindo o avanço da colheita da safrinha no Brasil. O mercado tem estado pressionado com a chegada não só da nova oferta, mas também de uma demanda mais retraída neste momento, o que deixa a liquidez bastante contida agora. 

“A colheita da safrinha 2026 de milho chegou na quinta-feira (28) a 2,4% da área cultivada no Centro-Sul do Brasil, contra 0,9% uma semana antes e 1,3% um ano atrás”, informa a AgRural neste início de semana. Mato Grosso lidera os trabalhos de campo, seguido pelo Paraná, mas ainda de forma pontual. 

Os trabalhos de campo deverão ganhar mais tração nas próximas semanas e, em algumas regiões as lavouras estao ainda concluindo seus ciclos de produção, contando com condições de clima adequadas e com ainda a possibilidade de reajustes no tamanho da produção. 

Nesta segunda-feira, a StoneX trouxe um leve ajuste em sua estimativa para a segunda safra, de 106,15 para 106 milhões de toneladas. Confirmado este número, a produção nacional poderia apresentar uma diminuição de 5,4% em relação a safra do ano passado. “Houve tanto ajustes positivos quanto negativos entre os Estados, mas que se contrabalançaram e deixaram o total nacional perto da estabilidade”, afirmou a consultoria em relatório. 





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Leite/Cepea: Leite ao produtor registra quarta alta consecutiva em abril


Pelo quarto mês consecutivo, o preço do leite pago ao produtor subiu em abril/26. De acordo com a pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, a alta foi de 10,4% frente a março, levando a “Média Brasil” a R$ 2,6584/litro. O preço, contudo, ainda está 7,1% abaixo do registrado em abril/25, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de abril/26).

O movimento de avanço seguiu sendo explicado pela redução da produção, devido à sazonalidade, e pelo aumento da competição dos laticínios na compra do leite cru. O ICAP-L (Índice de Captação de Leite) registrou queda de 3,4% de março para abril na Média Brasil, e, no acumulado do ano, a queda é de 14,6%. Além da sazonalidade, os menores investimentos dentro da porteira têm prejudicado a oferta do leite cru. Segundo a pesquisa do Cepea, em abril/26, o Custo Operacional Efetivo (COE) da atividade continuou subindo, com alta de 1,1% na “Média Brasil” – acumulando aumento de 3,24% neste ano. A elevação esteve atrelada ao aumento das despesas com nutrição, sanidade e operações mecanizadas.

Com a continuidade da menor oferta de leite no campo e os estoques mais ajustados, os derivados lácteos seguiram em valorização no atacado paulista em abril. Pesquisa realizada pelo Cepea, com apoio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), mostra que, em abril, o preço do leite UHT subiu 20,17%, o da muçarela, 12,65%, e o do leite em pó fracionado, 1,52%, frente a março. Na primeira quinzena de maio, porém, o movimento demonstrou perder força e as negociações passaram a refletir uma demanda mais enfraquecida e um mercado mais cauteloso e sujeito às oscilações pontuais nas cotações.

No mercado internacional, as importações brasileiras de lácteos recuaram em 10% em abril, chegando a 218,38 milhões de litros Equivalente-Leite (EqL). Ainda assim, as compras externas estão 34,1% maiores em relação às do mesmo período do ano passado.

A expectativa é de que o mercado siga em trajetória de valorização no curto prazo, mas existem indicativos de perda de intensidade do movimento altista a partir de maio. Ainda que, sazonalmente, maio seja caracterizado pela subida dos preços do leite cru em virtude de restrição de oferta, a pressão vinda da ponta final da cadeia deve afetar esse comportamento típico das cotações.





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Putin diz que Ucrânia abriu “nova página” com ataques a Luhansk e à região…


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1 Jun (Reuters) – O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta segunda-feira que a Ucrânia havia “aberto uma nova página em uma série de crimes com seus ataques a um dormitório na região nordeste de Luhansk e a um prédio de apartamentos em uma parte da região de Kherson, na Ucrânia, controlada pela Rússia”.

“Cometendo conscientemente os crimes mais graves contra crianças e adolescentes na faculdade de professores em Starobilsk, e agora em Henichesk, a liderança de Kiev decidiu abrir uma nova página na série de seus crimes”, disse Putin em uma reunião dedicada às consequências do ataque ao dormitório em Starobilsk, segundo as agências de notícias russas.

O ataque de drones na cidade de Starobilsk, controlada pela Rússia, matou 21 pessoas no final de maio, enquanto um ataque de drones em um prédio de apartamentos na cidade de Henichesk, controlada pela Rússia, no domingo, matou uma criança e feriu 11.

(Reportagem da Reuters)

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Açúcar fecha em alta e recupera parte das perdas com mercado de olho no clima


Possíveis impactos do El Niño sobre Índia, Brasil e Tailândia elevam preocupações com a oferta mundial de açúcar

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As cotações do açúcar encerraram a sessão desta segunda-feira (1º) em alta nas principais bolsas internacionais. O mercado voltou a precificar os riscos climáticos para a safra global, especialmente diante das preocupações com o avanço do fenômeno El Niño e seus possíveis impactos sobre grandes produtores da commodity.

Na Bolsa de Nova Iorque, o contrato julho fechou cotado a 14,45 cents por libra-peso, valorização de 39 pontos. O vencimento outubro avançou 40 pontos e encerrou o pregão a 14,94 cents por libra-peso.

Em Londres, os ganhos foram mais expressivos. O contrato agosto do açúcar branco subiu 1.180 pontos e terminou o dia negociado a US$ 450,00 por tonelada. Já o contrato outubro avançou 1.020 pontos, fechando a US$ 444,50 por tonelada.

Clima segue no radar dos investidores

O principal fator de sustentação das cotações continua sendo a preocupação com o comportamento do clima nos próximos meses. O mercado acompanha os possíveis efeitos do El Niño sobre importantes regiões produtoras de açúcar, cenário que pode comprometer o desenvolvimento das lavouras e reduzir a oferta global da commodity.

As atenções se voltam especialmente para a Índia, segundo maior produtor mundial de açúcar. Recentemente, o serviço meteorológico do país revisou para baixo a previsão de chuvas para a temporada de monções, aumentando as incertezas sobre o potencial produtivo da safra 2026/27.

Além da Índia, os investidores monitoram possíveis impactos sobre Brasil e Tailândia, países que também desempenham papel fundamental no abastecimento global do mercado.

De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), existe 82% de probabilidade de formação do El Niño entre maio e julho, com possibilidade de permanência do fenômeno ao longo dos próximos meses.

Produção brasileira continua como fator de pressão

Apesar da recuperação observada nos últimos pregões, o mercado segue encontrando resistência no avanço da oferta brasileira.

Dados divulgados recentemente pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) mostraram que a produção de açúcar do Centro-Sul atingiu 2,475 milhões de toneladas em abril da safra 2026/27, volume 55,3% superior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior.

O aumento da produção reforça a percepção de maior disponibilidade da commodity no mercado internacional e continua atuando como contraponto aos riscos climáticos que sustentam as cotações.

Com isso, o mercado segue dividido entre a perspectiva de uma oferta mais robusta no Brasil e as incertezas relacionadas ao clima em importantes regiões produtoras ao redor do mundo.
 





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Sindilat destaca desafios e oportunidades no Dia Mundial do Leite


Para marcar o Dia Mundial do Leite, celebrado nesta segunda-feira (1º/6), o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) se uniu às mais de 600 pessoas, entre produtores, estudantes, técnicos e autoridades, na cidade de Três de Maio (RS).

Em um dos principais polos da bacia leiteira do Noroeste gaúcho, o presidente do Sindilat/RS, Guilherme Portella, destacou a importância do leite no desenvolvimento do estado. “O leite é central na economia de centenas de municípios gaúchos. Precisamos construir um ambiente que permita ao setor ter competitividade para as indústrias, rentabilidade ao produtor, eficiência e perspectiva de futuro. O diálogo entre todos os elos da cadeia é fundamental para que o Rio Grande do Sul siga como referência nacional na produção leiteira”, destacou no painel “Visão do Sindilat/RS sobre o futuro do setor leiteiro do RS”.

Entre as atividades realizadas no Parque de Exposições Germano Dockhorn, o painel Perspectiva do Setor Leiteiro – Leite do Futuro foi mediado pelo secretário-executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini. “Precisamos de políticas públicas fortes para proteger o mercado nacional, principalmente na questão da elevação da entrada dos importados, eliminar gargalos produtivos e fortalecer programas como o Programa Mais Leite Saudável, que contribuem para a qualidade, a assistência técnica e a competitividade do setor”, defendeu no painel que contou com a participação do engenheiro agrônomo e diretor da Transpondo – Desafios da Cadeia do Leite, Wagner Beskow, falando sobre gestão, tecnologia e eficiência produtiva. A programação incluiu ainda recepção temática com produtos lácteos, lançamento do concurso Produtor de Leite Destaque Amufron, apresentação da Expo Terneira 2026 e almoço de confraternização.

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Após chuva de granizo em áreas cafeeiras, produtor precisa agir rápido para…


Com prejuízos ainda sendo contabilizados em lavouras de Minas Gerais, especialista alerta para medidas urgentes relacionadas ao seguro rural, crédito agrícola e contratos de comercialização

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A chuva de granizo registrada em áreas produtoras de café de Minas Gerais, em um momento de avanço da colheita da safra 2026, trouxe preocupação aos cafeicultores. Embora os impactos ainda estejam sendo levantados em diversas propriedades, produtores já relatam danos às lavouras e incertezas sobre o tamanho dos prejuízos que poderão ser confirmados nas próximas semanas.

Diante desse cenário, especialistas alertam que os próximos dias serão decisivos para que os produtores consigam preservar seus direitos junto às seguradoras, instituições financeiras e empresas compradoras de café.

Segundo Vinícius Souza Barquette, advogado especializado em agronegócio, uma das principais recomendações é registrar imediatamente os danos causados pelos granizos e reunir o máximo de documentação possível. Fotos, vídeos, laudos técnicos e demais evidências podem fazer diferença tanto na obtenção de indenizações quanto em negociações relacionadas a financiamentos e contratos comerciais.

Para os produtores que possuem seguro rural, a comunicação do sinistro deve ser feita sem demora. O especialista explica que o aviso à seguradora deve ocorrer por escrito e com comprovante de recebimento, acompanhado do registro detalhado dos prejuízos observados na propriedade.

Além de fotografar e filmar as áreas atingidas, o produtor deve buscar um laudo agronômico independente e manter organizados documentos que possam comprovar os investimentos realizados na lavoura, como notas fiscais de insumos e equipamentos.

Barquette destaca que a primeira providência também deve ser a consulta à própria apólice de seguro.

O produtor precisa imediatamente consultar sua apólice para verificar se o caso cobre os danos ocasionados. A chuva de granizo em geral está coberta no seguro rural. Primeira coisa a checar é se geada/granizo estão de fato descritos como risco coberto. Outra coisa é olhar se o plantio foi feito dentro da zona de cobertura. Plantar fora é o pretexto mais usado para negar. Explica o especialista. 

Outro ponto importante é a reunião de provas complementares que possam reforçar o pedido de indenização. Registros meteorológicos, fotos georreferenciadas, declarações de vizinhos, documentos emitidos por órgãos públicos e eventuais decretos municipais ou estaduais de emergência podem fortalecer a comprovação dos prejuízos.

Além da questão do seguro, produtores que possuem financiamentos rurais também devem ficar atentos aos seus direitos. Em situações de perdas provocadas por eventos climáticos, é possível solicitar a prorrogação das operações de crédito, desde que os prejuízos sejam devidamente comprovados.

O advogado ressalta que muitos produtores acabam aceitando renegociações propostas pelas instituições financeiras sem avaliar outras alternativas previstas na legislação. Por isso, recomenda que qualquer negociação seja formalizada e acompanhada de documentação técnica que demonstre os impactos da chuva de granizo na capacidade de pagamento da propriedade.

A atenção também deve se voltar aos contratos de venda antecipada de café. Dependendo das perdas registradas, o cumprimento dos compromissos assumidos para entrega futura da produção pode ficar comprometido. Nesses casos, a orientação é comunicar a situação aos compradores o mais rapidamente possível e analisar as cláusulas contratuais antes de qualquer decisão.

Embora cada contrato tenha características próprias, a existência de cláusulas relacionadas a força maior e eventos climáticos pode influenciar a estratégia jurídica adotada pelo produtor.

Para quem não possui seguro rural contratado, ainda existem caminhos para reduzir os impactos financeiros das perdas. O primeiro passo continua sendo a elaboração de um laudo técnico que ateste os danos causados pelos granizos e sirva de base para futuras negociações.

Para os produtores que não contrataram seguro, a indicação é fazer o laudo atestando as perdas e buscar negociação das suas obrigações que seriam pagas com aquela lavoura. No caso de crédito com financeira, ele deve buscar o alongamento. No caso de cooperativas e tradings, deve buscar a rolagem, demonstrando a boa-fé. Esclarece o advogado. 

De acordo com o especialista, agir rapidamente é fundamental. Quanto mais tempo o produtor demora para registrar os prejuízos e formalizar pedidos junto às seguradoras, bancos, cooperativas ou compradores, maiores podem ser as dificuldades para comprovar as perdas e buscar soluções para enfrentar os impactos causados pelo evento climático.
 





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