sábado, maio 30, 2026

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Exportações brasileiras para UE podem aumentar em US$1 bi já este ano com…


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BARCELONA, 17 Abr (Reuters) – O governo brasileiro estima que as exportações brasileiras para a União Europeia podem crescer US$1 bilhão já este ano com a entrada em vigor do acordo comercial entre a UE e o Mercosul, disse nesta sexta-feira o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir André Müller. 

O acordo entrará em vigor provisoriamente a partir de primeiro de maio, e 543 produtos terão as tarifas retiradas imediatamente, explicou Müller após encontro de empresários brasileiros e espanhóis com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Barcelona.

“Só com os 543 produtos que vão sair imediatamente a desgravação, com a tarifa imediatamente indo para zero, pode dar um ganho de US$1 bilhão já este ano, que se somariam aos já U$50 bilhões de exportação que o Brasil já tem (para a União Europeia)”, afirmou. 

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, afirmou também após o encontro que produtos como milho, etanol, arroz e proteínas suína e de aves começam a ter imediatamente cotas com tarifa zero, o que beneficia diretamente o Brasil, grande exportador desses produtos. 

“Precisamos estar com o setor privado devidamente informado para que esse comércio se expanda”, disse Rosa.

(Reportagem de Michael Susin, texto de Lisandra Paraguassu; edição de Pedro Fonseca)

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A Casa do Agro Brasileiro atrai mais de 4 mil visitantes durante exposição…


O estande interativo recebeu crianças e adultos ao longo dos quatro dias da feira agropecuária

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) apresentou a Casa do Agro Brasileiro no Parecis SuperAgro. Durante o evento, mais de 4 mil pessoas visitaram o espaço e conheceram diversos produtos que contêm soja ou milho na composição. Com a estrutura da casa, a entidade atingiu o objetivo de mostrar à população que os grãos vão além da exportação.

A Casa do Agro Brasileiro foi planejada e executada para ser apresentada na feira agropecuária. O vice-presidente Oeste da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo, destacou a oportunidade de os visitantes conhecerem mais sobre o uso da soja e do milho.

“A Casa do Agro Brasileiro foi feita para toda a população do Oeste de Mato Grosso. Por aqui passaram muitas pessoas que tiveram a oportunidade de conhecer tudo que leva soja e milho na composição, não só em alimentos, mas também em cosméticos que são usados no dia a dia e em muitos outros produtos. Quem passou por aqui teve a oportunidade de ver isso e compartilhar com amigos e familiares”, disse.

A delegada do núcleo de Campo Novo do Parecis, Karine Martelli, também visitou a casa e se impressionou com a nova proposta do estande da Aprosoja MT. Para ela, a visitação valoriza o produto dos produtores rurais, já que mostra que a soja e o milho estão em todos os cômodos da casa.

“A Casa do Agro trouxe para a população uma imersão dentro dos nossos próprios lares. Então, até para mim, que faço parte do sindicato, da Aprosoja Mato Grosso e sou produtora rural, foi uma visita repleta de surpresas. Neste ano, a entidade nos trouxe essa imersão e pudemos descobrir vários lugares em que a soja e o milho estão inseridos e que nós nem imaginávamos. Para a população como um todo, assim como para nós, produtores rurais, isso trouxe uma valorização do nosso produto, porque conseguimos perceber o quanto somos dependentes de tudo isso que é produzido aqui”, relatou.

Ao longo das visitas, muitos produtos chamam a atenção dos visitantes, principalmente os não convencionais, como itens de higiene e de beleza, que contêm glicerina de soja na composição. A delegada coordenadora do núcleo de Sapezal, Marlise Marafon, se impressionou com o uso do amido de milho na produção de remédios.

“Eu fiquei encantada conhecendo a Casa da Aprosoja Mato Grosso hoje, porque não fazia ideia da dimensão do esclarecimento que esse espaço traz para a população em geral. Eu, que sou produtora e conheço os produtos que contêm soja e milho, fiquei surpresa ao saber que a cápsula do comprimido também é composta por amido de milho. Então, estão de parabéns quem pensou essa casa e, principalmente, quem a idealizou”, destacou.

Durante os quatro dias de portas abertas no Parecis SuperAgro, a casa recebeu diversas autoridades e figuras públicas. Houve também a presença do biólogo e apresentador Richard Rasmussen, que provou e elogiou o cappuccino de soja servido durante a visitação.

O ex-ministro da Agricultura, Antônio Cabrera, visitou a casa no último dia da feira e afirmou que o espaço contribui para o entendimento da população sobre onde os grãos produzidos em Mato Grosso são consumidos.

“Cada um desses produtos aqui da casa tem um pouco de soja. A gente pensa que a soja é só para exportação, mas ela está na maionese, no refrigerante. Isso aqui é um trabalho da Aprosoja Mato Grosso. Bolacha, achocolatados, Nescau, Toddynho, todos contêm soja. Hoje, ela faz parte da rotina da alimentação do brasileiro. Parabéns à Aprosoja Mato Grosso pelo trabalho”, explicou.

O jornalista e escritor Leandro Narloch destacou a experiência que teve ao acompanhar pela segunda vez o estande da Aprosoja MT. Narloch palestrou na feira e afirmou que também aprende muito em contato com o produtor rural.

“É um prazer para mim não só dar palestra e expor meus pontos de vista em um evento como esse, mas também aprender. Quando a gente vem para cá, especialmente quem mora em São Paulo e tem pouco contato com o campo, aprende muito sobre a realidade do agro brasileiro”, disse.

Com o evento, a Aprosoja MT fecha a terceira participação em feiras agropecuárias de Mato Grosso e alcança o objetivo de levar informações sobre a agricultura à sociedade. Na próxima semana, com participação na Norte Show, de 21 a 24 de abril, a entidade leva a Casa do Agro Brasileiro e encerra o calendário de participação nas principais feiras do estado.





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Brasil soma mais de 200 invasões de propriedades rurais nos últimos três anos


Em 2026, já foram registradas 33 ocorrências. Em 2025, o país teve o maior número de invasões da última década

De janeiro até meados de abril deste ano, o país já registrou 33 invasões a propriedades rurais, de acordo com dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Desse total, 14 ocorreram apenas em abril, o que reforça a escalada recente dos casos. Ao todo, 32 episódios foram promovidos ou vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Para o 2º vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no Senado, senador Jaime Bagattoli (PL-RO), as invasões afetam todo o setor, independentemente do porte da propriedade. Segundo ele, na Amazônia, até mesmo pequenas áreas já foram alvo de ocupações.

“Esse é um problema muito sério no Brasil, especialmente na produção primária, e nós precisamos garantir segurança jurídica aos proprietários de terra, independentemente de serem pequenos, médios ou grandes produtores”, destacou.

O levantamento da CNA também mostra que 2025 foi o ano com maior número de invasões da última década. Ao todo, foram 90 ocorrências no ano passado, das quais 81 foram promovidas ou vinculadas ao MST. Os dados ainda apontam concentração dos casos no mês de abril, quando foram registradas 43 invasões.

Ainda conforme a entidade, os últimos três anos indicam uma tendência de alta nas invasões. De 2023 até 15 de abril de 2026, foram contabilizados 241 casos em todo o país.

FPA - Invasões

Projetos miram prevenção
Com o número crescente de invasões, algumas medidas podem servir como prevenção contra esses atos. É o caso do Projeto de Lei 4.432/2023, de autoria do coordenador da Comissão de Seguro Rural da FPA, deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS). A proposta cria o Cadastro Nacional de Invasões de Propriedades (CNIP).

Esse cadastro seria integrado ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) e teria registro de ocorrências de invasões de propriedades, tanto públicas como privadas. Também seriam registradas as ações realizadas pelas forças de segurança, bem como apontamentos se houve participação de menores ou de pessoas com armas. 

O texto tem o intuito de facilitar a identificação e responsabilização dos invasores. O projeto tem apreciação conclusiva nas comissões, no entanto, há um recurso pedindo a revisão da tramitação para que a matéria seja analisada também no Plenário da Câmara. O recurso aguarda deliberação da Mesa Diretora.

“O governo Lula trouxe o MST para dentro do governo desde o início do mandato, contribuindo para as invasões no campo todos os anos aqui no Brasil. A FPA está hoje em uma ofensiva no Congresso Nacional e tem apresentado projetos para combater o esbulho possessório e, especialmente, penalizar criminosos. Quem invade propriedade privada é criminoso e tem que ser tratado assim”, afirmou Nogueira.

Há ainda o Projeto de Lei 1.198/2023, apresentado pelo deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO). A matéria altera o Código Penal brasileiro para dar mais peso ao crime de esbulho possessório —  que é quando o dono de imóvel fica impossibilitado de controlar e usar o seu bem por causa de uma invasão. 

Atualmente, a legislação prevê uma pena de um a seis meses de detenção e multa. A proposta amplia a punição para quatro a oito anos de prisão, além da multa. O texto está tramitando na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara e ainda deve passar pelo Plenário da Casa. 

Na mesma linha, o Projeto de Lei 6.612/2025 também modifica o Código Penal, porém para criar uma tipificação penal própria para invasão de propriedades rurais. Neste caso, a proposição do deputado Rodolfo Nogueira, diferencia os tipos de ocupação:

– aquela que ocorre para reivindicar políticas públicas;
– aquela que acontece em área já designada para desapropriação, porém o proprietário ainda não recebeu a indenização.

O projeto também pune quem patrocina e financia essas invasões. Em todos os casos, a pena proposta é de quatro a dez anos de reclusão e multa. Caso a ocupação seja em terra produtiva, a pena é dobrada, e se for cometido por mais de duas pessoas há o aumento de um terço.

A matéria aguarda análise na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados. Depois, a proposta ainda deve passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) e pelo Plenário.

O integrante da FPA, deputado Dilceu Sperafico (PP-PR), destacou a preocupação dos produtores diante do aumento das invasões e defendeu o avanço de matérias que garantam mais segurança no campo. “O direito de propriedade é constitucional, mas hoje não há segurança jurídica para o proprietário rural. Tivemos muitas invasões de terras nos últimos anos, e isso tem gerado intranquilidade e até o risco de queda na produção nacional. Muitos produtores acabam se afastando da atividade por medo”, disse. 





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ABCS promove 1ª reunião do Departamento de Integração e reforça segurança…


Encontro reuniu lideranças do setor para debater contratos, desafios práticos e fortalecimento das CADECs no país.

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) realizou, nesta quarta-feira (16), a 1ª Reunião do Departamento de Integração, reunindo representantes de diferentes regiões do país em um encontro online voltado ao fortalecimento da relação entre produtores integrados e agroindústrias.

A abertura foi conduzida pelo presidente da ABCS, Marcelo Lopes, e pelo conselheiro de Integração e Cooperativismo da entidade, Alessandro Boigues. Ambos destacaram o papel estratégico do departamento para 2026 e reforçaram a importância da organização dos produtores por meio das Comissões para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (CADECs). Segundo Boigues, a ABCS está à disposição para apoiar demandas específicas das comissões, fortalecendo o diálogo e a troca de experiências entre os produtores.

“O distanciamento entre a alta gestão de algumas agroindústrias e a realidade enfrentada na base da produção é uma realidade. Por isso, aproximar esses dois níveis deve ser uma prioridade para avançarmos nas relações de integração no país”, destacou o conselheiro.

Contratos de integração exigem atenção técnica e jurídica

A primeira agenda teve como prioridade o debate sobre os contratos de integração, com base na Lei nº 13.288/2016. Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, a questão contratual é hoje um dos pontos mais sensíveis da suinocultura brasileira. “Precisamos garantir que os contratos reflitam, de fato, equilíbrio e transparência na relação entre produtores e agroindústrias. A Lei de Integração existe para dar segurança jurídica, mas ela só se efetiva quando é compreendida e aplicada na prática. O fortalecimento das CADECs é fundamental nesse processo, porque é na base que os desafios aparecem e precisam ser enfrentados com organização e diálogo”, destacou.

A reunião contou ainda com a participação da advogada da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Karoline Cord Sá, que reforçou a necessidade de maior clareza nos critérios técnicos que definem a remuneração dos produtores, além de alertar sobre cláusulas que podem gerar desequilíbrio contratual. O encontro foi encerrado com espaço para troca de experiências entre os participantes, reforçando a importância da atuação coletiva para garantir maior equilíbrio, transparência e segurança jurídica nas relações de integração.

A iniciativa marca o início de uma agenda estruturada do Departamento de Integração da ABCS para 2026, com foco em ampliar o protagonismo dos produtores e consolidar boas práticas nas relações contratuais do setor suinícola.

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Preços do algodão avançam nesta 6ª feira e encerram semana com ganhos em…


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Mesmo com baixas expressivas nas cotações do petróleo nesta sexta-feira (17), os preços do açúcar subiram até 2,24% na Bolsa de Nova York, encerrando a semana com ganhos em torno de 5% entre os principais contratos.

Na sessão desta sexta, o vencimento maio/26 avançou 1,70 cent (+2,24%), fechando a 77,40 cents/lbp. O julho/26 subiu 1,69 cent (+2,16%), para 79,82 cents/lbp. O outubro/26 registrou ganho de 1,61 cent (+2,02%), encerrando a 81,12 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 também apresentou valorização de 1,51 cent (+1,91%), terminando o dia cotado a 80,50 cents/lbp.

Na comparação semanal, o maio/26 passou de 73,22 para 77,40 cents/lbp, com alta de 4,18 cents (+5,71%). O julho/26 avançou de 75,33 para 79,82 cents/lbp, registrando ganho de 4,49 cents (+5,96%). O outubro/26 subiu de 76,99 para 81,12 cents/lbp, com valorização de 4,13 cents (+5,36%). Já o dezembro/26 saiu de 76,89 para 80,50 cents/lbp, acumulando aumento de 3,61 cents (+4,70%).

Conforme o que explicou o consultor Pery Passotti Pedro, as altas sucessivas se devem a dois fatores: Petróleo e, principalmente, a maior seca no Texas dos últimos dez, talvez vinte anos. “Ainda temos apenas 7% do algodão plantado, mas a condição vai precisar de muita água para ser revertida”, afirmou.

O consultor reforçou que a situação ainda não está resolvida no Oriente Médio, por isso não é possível afirmar que os preços do petróleo seguirão mais baixos, mas certamente, neste momento, a seca é um suporte mais forte do que o do combustível fóssil.

Os preços da energia caíram na sexta-feira depois que o Irã afirmou que o Estreito de Ormuz agora está “completamente aberto” à navegação comercial, abrindo caminho para um acordo de paz para encerrar a guerra e potencialmente liberar milhões de barris de petróleo bruto e combustível retidos no Golfo Pérsico. As perspectivas de um acordo de paz formal também se consolidaram quando Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo de 10 dias na quinta-feira (16). 





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Mercado reage a reabertura do Estreito de Ormuz e açúcar fecha em queda


Queda do petróleo e oferta global intensificam pressão sobre os preços.

As tensões no Oriente Médio, somadas ao cenário de ampla oferta global, pressionaram os preços do açúcar nas bolsas internacionais nesta sexta-feira (17). Desde o anúncio da reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã, o mercado passou a oscilar em queda.

Na bolsa de Nova Iorque, o contrato de maio fechou com recuo de 35 pontos, negociado a 13,39 cents por libra-peso. Em Londres, o açúcar também registrou baixa, com queda de 60 pontos, sendo cotado a US$ 410,10 por tonelada.

O movimento acompanha a forte desvalorização do petróleo, que reagiu rapidamente à reabertura da principal rota de escoamento energético do mundo. Por volta das 10h10 (horário de Brasília), o barril do tipo Brent caía 10,42%, a US$ 89,03, enquanto o WTI recuava 11,11%, a US$ 84,17.

A relação entre energia e açúcar é direta. Em cenários de petróleo mais caro, o etanol ganha competitividade frente aos combustíveis fósseis, incentivando as usinas a direcionarem mais cana para a produção do biocombustível e reduzindo a oferta de açúcar no mercado global.

Com a queda abrupta do petróleo após a reabertura do estreito, esse suporte perde força, o que contribui para pressionar ainda mais as cotações internacionais no curto prazo.

O mercado já vinha de perdas expressivas ao longo da semana. Na quarta-feira, o açúcar em Nova Iorque atingiu a mínima em cerca de cinco anos e meio, refletindo o cenário de excedente global.

Fundamentos seguem pressionados

No Brasil, o cenário também reforça o viés baixista. A expectativa de uma safra robusta no Centro-Sul em 2026/27, com produção estimada em cerca de 635 milhões de toneladas de cana e mais de 40 milhões de toneladas de açúcar, deve ampliar ainda mais a disponibilidade global.

Esse quadro se soma à recuperação parcial da produção em países do Hemisfério Norte, como Índia, Tailândia e México, consolidando um ambiente de excedente e limitando reações mais consistentes nos preços.

Mesmo as altas recentes, que levaram o açúcar à faixa de 16,1 cents por libra-peso, perderam força diante do recuo dos prêmios de risco geopolítico e da queda no complexo energético.

“Embora fatores macroeconômicos e geopolíticos tenham impulsionado a volatilidade recente, os fundamentos seguem baixistas, com o etanol recuperando competitividade como principal mecanismo de ajuste”, afirma Lívia Coda, da Hedgepoint Global Markets. 

Desde o final de 2025, o etanol voltou a ganhar espaço no mix das usinas. Atualmente, cerca de 48% da cana é destinada à produção de açúcar acima do nível considerado mais equilibrado, próximo de 44,5%,  o que indica espaço para ajustes, ainda que de forma gradual.

 





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Café despenca no fechamento e mercado reage à safra brasileira e alívio na…


Queda do petróleo e avanço da colheita no Brasil pressionam cotações e travam comercialização no campo

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O mercado futuro do café encerrou esta sexta-feira(17), com forte queda nas bolsas internacionais, refletindo mudanças importantes no cenário global e brasileiro.

Na Bolsa de Nova York, o café arábica fechou em baixa acentuada. O contrato julho/26 encerrou cotado a 284,80 cents/lb, com queda de 560 pontos. O setembro/26 terminou em 273,50 cents/lb, com recuo de 385 pontos. Já o dezembro/26 fechou em 266,20 cents/lb, com baixa de 275 pontos.

Na ICE Europa, o robusta também registrou perdas expressivas. O contrato maio/26 encerrou em US$ 3.412 por tonelada, com baixa de 62 pontos. O julho/26 fechou em US$ 3.282 por tonelada, com recuo de 65 pontos. O setembro/26 terminou cotado a US$ 3.220 por tonelada, com queda de 58 pontos. O novembro/26 encerrou em US$ 3.158 por tonelada, com baixa de 62 pontos.

O movimento do dia foi influenciado por uma combinação de fatores. No cenário externo, a reabertura do Estreito de Ormuz provocou queda de cerca de 10% nos preços do petróleo, reduzindo custos logísticos e retirando suporte das commodities agrícolas. Além disso, o mercado passou a enxergar menor risco de restrição na oferta global, o que contribuiu para a pressão sobre os preços.

Do lado brasileiro, o avanço da safra ganha cada vez mais peso na formação das cotações. Com a colheita em andamento, cresce a expectativa de aumento da oferta no curto prazo, o que já vem sendo precificado pelas bolsas internacionais.

No entanto, no mercado interno, a reação não é automática. O ritmo de comercialização segue moderado, com produtores adotando postura cautelosa diante da volatilidade recente e dos níveis atuais de preços. A queda nas bolsas nem sempre se traduz na mesma intensidade no físico, especialmente neste momento de transição de safra.

Outro fator que permanece no radar é o câmbio, que continua influenciando diretamente a competitividade das exportações brasileiras. A combinação entre dólar mais fraco em alguns momentos e pressão externa contribui para um ambiente mais desafiador na formação de preços.

O fechamento desta sexta-feira reforça um cenário de ajuste no mercado de café. A redução das preocupações com a oferta global, somada à entrada da safra brasileira e à queda do petróleo, amplia a pressão sobre as cotações.

O momento exige atenção redobrada. A volatilidade segue elevada e o avanço da colheita, combinado com fatores externos, pode continuar influenciando o mercado nas próximas semanas, exigindo estratégia na hora de comercializar.
 





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Petróleo cai 9% após o Irã declarar aberto o Estreito de Ormuz


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Por Georgina McCartney

HOUSTON, 17 Abr (Reuters) – Os preços do petróleo caíram cerca de 9% nesta sexta-feira, depois que o Irã disse que a passagem de todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz estava aberta durante o período restante do cessar-fogo e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o Irã concordou em nunca mais fechar o estreito.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em queda de US$9,01, ou 9,07%, a US$90,38 por barril, depois de atingir uma mínima da sessão de US$86,09. Os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate  dos Estados Unidos fecharam em queda de US$10,48, ou 11,45%, a US$83,85 por barril, depois de registrar uma mínima de US$80,56.

Ambos os contratos registraram suas maiores quedas diárias desde 8 de abril.

Todos os navios podem navegar pelo Estreito de Ormuz, mas isso precisa ser coordenado com o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, disse uma autoridade de alto escalão iraniano à Reuters, acrescentando que o descongelamento dos fundos iranianos fazia parte do acordo.

“Com o mercado agora desfazendo rapidamente o prêmio de risco extremo criado nas últimas duas semanas, o petróleo está voltando a precificar a normalização do fluxo real em vez do risco de interrupção”, disseram analistas da Gelber & Associates em uma nota.

Cerca de 20 navios foram vistos se deslocando do Golfo em direção à saída pelo Estreito de Ormuz, de acordo com dados de rastreamento de navios.

(Reportagem de Georgina McCartney em Houston, Robert Harvey, Ahmad Ghaddar, Shadia Nasralla e Seher Dareen em Londres, Helen Clark em Perth; edição de Louise Heavens, Kirsten Donovan, Nia Williams e Bill Berkrot)





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Trigo recua em Chicago, mas segue sustentado por oferta global restrita


Mesmo com queda nos contratos futuros, fundamentos ainda dão suporte ao mercado; cenário exige atenção do produtor brasileiro à comercialização e custos de importação

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O mercado internacional de trigo encerrou o pregão desta quinta-feira (17), em queda na Bolsa de Chicago, com ajustes técnicos após recentes valorizações. Apesar do recuo, o cenário global ainda é de sustentação nos preços, o que mantém o alerta ligado para o produtor rural brasileiro.

No fechamento, o contrato de maio de 2026 foi cotado a US$ 5,91 por bushel, com recuo de 72 pontos. O vencimento julho de 2026 fechou a US$ 5,99 por bushel, também com baixa de 72 pontos. Para setembro de 2026, o contrato encerrou a US$ 6,11 por bushel, registrando queda de 64 pontos. 

O movimento negativo do dia está ligado principalmente à realização de lucros por parte dos investidores, após sessões consecutivas de alta. Esse tipo de ajuste é comum em mercados futuros e não altera, neste momento, os fundamentos mais amplos da commodity.

Segundo o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento, o viés do mercado ainda é altista no médio prazo, sustentado por uma oferta global mais apertada e pela forte dependência de importação por países consumidores. Elcio destaca que problemas climáticos em regiões produtoras e limitações na expansão da área seguem no radar.

Para o Brasil, o cenário continua sensível. O país depende de importações, principalmente da Argentina, e qualquer oscilação em Chicago impacta diretamente a formação de preços internos. Mesmo com a queda desta sessão, o nível de preços ainda é considerado elevado.

Outro fator determinante é o câmbio. A valorização do dólar pode anular eventuais quedas externas, mantendo os custos altos para moinhos e pressionando toda a cadeia.

No campo, o produtor brasileiro precisa manter uma estratégia equilibrada. O momento pede atenção tanto às oportunidades de fixação de preços quanto aos riscos associados ao cenário internacional, que segue volátil.

O fechamento desta quinta-feira mostra que, embora o mercado tenha recuado no curto prazo, os fundamentos seguem firmes. Para o produtor rural, acompanhar Chicago continua sendo peça-chave para decisões mais assertivas na comercialização do trigo.





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Estado de São Paulo tem alerta amarelo para tempestade neste final de semana


Instabilidade pode provocar chuvas entre 20 e 30 mm por hora, com acumulados que podem chegar a até 50 mm no dia

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta amarelo, de perigo potencial, para tempestade em áreas do estado de São Paulo e regiões vizinhas neste final de semana. O aviso tem início ao meio-dia de sábado (18) e segue até as 23h59 do mesmo dia.

De acordo com o órgão, a instabilidade pode provocar chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora, com acumulados que podem chegar a até 50 milímetros ao longo do dia. Também são esperados ventos intensos, com velocidades entre 40 e 60 km/h, além da possibilidade de queda de granizo em pontos isolados.

O alerta é classificado com grau de severidade de perigo potencial (amarelo), indicando baixo risco para ocorrências mais graves, mas com possibilidade de impactos localizados. Entre os transtornos previstos estão corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos pontuais e eventuais danos em plantações.

As áreas sob aviso incluem diversas regiões do interior e da faixa leste paulista, como Campinas, Bauru, Piracicaba, Itapetininga, Ribeirão Preto, Araçatuba, Marília, Araraquara, Assis, Vale do Paraíba e a Região Metropolitana de São Paulo, além do litoral sul paulista. O alerta também abrange localidades de estados vizinhos, incluindo partes do Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.

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Fonte:

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