segunda-feira, março 9, 2026

Safra

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Greve na Petrobras alcança plataformas próprias da petroleira no pré-sal de…


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Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO, 18 Dez (Reuters) – A greve dos petroleiros da Petrobras teve a adesão de trabalhadores em todas as suas unidades próprias na Bacia de Santos, incluindo as unidades do campo de Búzios, no pré-sal, disse o secretário-geral da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), Adaedson Costa, à Reuters, nesta quinta-feira.

Ele citou que as unidades P-66, P-67, P-68, P-69, P-70 e P-71 estão entre unidades de Santos com adesão dos grevistas da Petrobras, além das unidades próprias que operam em Búzios, o maior campo do Brasil.

Em nota, a Petrobras reiterou nesta quinta-feira que equipes de contingência seguem mobilizadas e que a paralisação não gera impacto na produção e no abastecimento do mercado.

Costa disse à Reuters que a FNP, que tem quatro sindicatos filiados, está avaliando se há eventuais impactos na produção. Ele também explicou que as plataformas afretadas que atuam no pré-sal operam com mão de obra terceirizada, por isso não participam da greve.

(Por Marta Nogueira)

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Agricultura conservacionista ganha escala com o Programa AISA e redesenha a…


A conclusão da primeira fase do Programa Ação Integrada de Solo e Água (AISA) destaca os resultados
obtidos pelos 17 projetos realizados no PR e MS desde 2021, uma iniciativa da Itaipu Binacional em
parceria com a Embrapa, IDR-Paraná (Iapar-Emater), FAPED e USP/Esalq.

O Programa Ação Integrada de Solo e Água (AISA), realizado entre 2021 e 2025 pela Itaipu Binacional, consolidou uma das mais abrangentes iniciativas brasileiras de integração entre ciência, agricultura e segurança hídrica. Atuando na Área de Contribuição Hídrica Incremental do Reservatório de Itaipu (Área Incremental) – que é de aproximadamente 147.000 km² e abrange 228 municípios no Paraná e no Mato Grosso do Sul – Itaipu articulou uma rede nacional de instituições científico-tecnológicas e de ensino com mais de 390 pessoas trabalhando em torno de uma agenda comum: produzir mais, com mais rentabilidade econômica, conservar melhor e garantir água de qualidade e segurança hídrica, essencial não apenas para a continuidade da agricultura e da produção de alimentos, fibras e bioenergia, mas também para a geração de energia hidrelétrica que abastecerá Brasil e Paraguai nas próximas décadas.

O diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, explica que o AISA representa um novo patamar de integração entre produção e conservação. “A matéria-prima da produção de energia em Itaipu é a água, que precisa se infiltrar pelo solo por dezenas de milhões de hectares entre o Paraná e Mato Grosso do Sul, até chegar ao reservatório de Itaipu. Um caminho que encontra diferentes desafios para os pesquisadores, mas uma feliz convergência: o que é bom para a produção de energia também beneficia a agropecuária, um motor de desenvolvimento tecnológico e social. Quando garantimos solo saudável, água limpa e manejo sustentável, fortalecemos o agricultor, protegemos o território e asseguramos a longevidade energética da Itaipu”, afirma. “Um programa robusto como o AISA é decisivo porque une ciência de ponta, inovação e apoio direto a quem produz no campo, e isso gera benefícios para toda a sociedade”, complementa. A primeira fase do AISA, concluída agora em dezembro, teve a duração de quase cinco anos e contou com a participação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (antigo Iapar–Emater, agora IDR-Paraná, Iapar-Emater), da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (USP/Esalq), e da Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento (FAPED).

Ao longo da execução, mais de 90 mil pessoas, entre produtores, técnicos, gestores públicos e cooperativas, foram impactadas pelos 17 projetos, sendo 16 de Pesquisa e Transferência de Tecnologias e um de Gestão da Informação e do Conhecimento, que realizaram ações de transferência, capacitação, dias de campo, materiais técnicos e monitoramentos realizados em propriedades reais. O resultado é um conjunto de tecnologias validadas que melhora a infiltração de água no solo, reduz a erosão, conserva as florestas fluviais ou matas ciliares, aumenta a estabilidade produtiva e a resiliência agrícola frente a eventos climáticos extremos, tanto estiagens, quanto excesso de chuvas. Benefícios que alcançam toda a cadeia agroindustrial e protegem o reservatório de Itaipu contra assoreamento e poluição.

Segundo Hudson C. Lissoni Leonardo, Engenheiro Sênior da Itaipu, idealizador e coordenador-geral do AISA, os resultados demonstram que ciência aplicada e governança territorial são determinantes para conciliar produtividade e sustentabilidade. “A Itaipu avança em uma agenda inédita para o setor elétrico brasileiro: integrar ciência, agricultura conservacionista e governança territorial para garantir a segurança hídrica do presente e do futuro”, afirma Leonardo.

Foram entregues mapeamentos inéditos de solos, ferramentas de diagnóstico de manejo conservacionista, dados e informações de monitoramento climático e hidrossedimentológico, tecnologias e recomendações para sistemas produtivos sustentáveis, ações de saneamento rural e alcançados resultados como novos parâmetros testados e validados, maior estabilidade produtiva ao longo dos anos, melhor rentabilidade econômica, aumento acumulado de produtividade em médio e longo prazo em cobertura permanente e manejo adequado, com efeitos sinérgicos na estabilidade de produção agropecuária, recarga de aquíferos freáticos livres e produção de água, reflexo da melhor qualidade física dos solos e melhores condições de infiltração de água. Além de ter tido influência direta na proposta de política pública nacional ZARC Níveis de Manejo, que passa a considerar níveis de manejo conservacionista na concessão do seguro rural em um projeto-piloto no Paraná na safra 2025/2026.

De acordo com Alexandre Hoffmann, gerente-adjunto de Portfólios e Programas de PD&I da Embrapa, a parceria com a Itaipu Binacional é estratégica, tanto pelos temas e resultados que se materializam ano a ano nos trabalhos executados nos estados do PR e MS quanto pelo fato de proporcionar a abordagem, por meio de duas empresas públicas, em questões cruciais para a sustentabilidade da agricultura, servindo de referência para todo o Brasil e para outros países no manejo do solo e da água. “O AISA I é um nítido exemplo de sucesso, pela sinergia entre nossas equipes e com os agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) e produtores rurais em um expressivo número de municípios e também por abrir espaços para que essa parceria se mantenha ativa ainda por longo tempo, já que são ações de PD&I que requerem estudos de longo tempo para avaliação do efetivo impacto. O Workshop realizado em abril de 2025 foi um momento em que essas constatações ficaram ainda mais visíveis, com o aval da Diretoria da Embrapa e dos gestores das Unidades para que as ações em curso se fortaleçam e novas abordagens alinhadas aos interesses em comum entre Itaipu e Embrapa gerem ainda mais impactos positivos para a sociedade”, destaca Hoffmann.





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Paraná será responsável pelo banco brasileiro de antígenos e vacinas contra…


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou nesta quinta-feira (18) que o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) será o responsável pela criação do primeiro banco brasileiro de antígenos e vacinas contra febre aftosa, um estoque estratégico de insumos para a formulação rápida de vacinas em eventuais casos de surto da doença. Pelo projeto inédito, o Tecpar passa a deter os insumos necessários para disponibilizar, em todo o território nacional, em 72 horas, vacinas para o ministério utilizar emergencialmente contra a doença.

O contrato assinado em Brasília entre Mapa e Tecpar prevê a criação do banco com 10 milhões de doses de antígenos de dois sorotipos do vírus de febre aftosa que mais circularam no Brasil. O contrato de 10 anos prevê ainda o fornecimento imediato de até 10 milhões de doses da vacina para o ministério, em casos de eventuais surtos.  

Desde 2021, o Paraná é reconhecido internacionalmente como zona livre de febre aftosa sem vacinação, status concedido ao Brasil pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em maio de 2025. Uma das formalidades exigidas pela OMSA a um país que recebe o título de zona livre de febre aftosa sem vacinação é, justamente, deter um estoque de antígenos e vacinas para resposta rápida em casos de surto, de forma a ser feito o controle imediato da doença. 

Segundo o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, a proposta da criação do banco, idealizada pelo instituto, representa uma importante contribuição do Paraná para garantir a segurança sanitária no Brasil e a manutenção do atual status sanitário brasileiro.

“Mais uma vez o Governo do Paraná e suas instituições se colocam à disposição do país, para apoiar um setor estratégico brasileiro que é o agronegócio. Há 85 anos o Tecpar atua como laboratório público com oferta de soluções na área de saúde animal e humana e agora abre uma nova frente, com o banco brasileiro de antígenos e vacinas contra febre aftosa”, disse.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, salientou que a criação do banco é um passo histórico do fortalecimento da pecuária brasileira e que faz parte do crescimento do setor manter a sanidade do rebanho, de forma a oferecer produtos seguros para toda a população brasileira e também para exportação.

“É muito difícil manter esse status sem a vacina e estamos fazendo a nossa parte hoje, com investimentos na criação do banco, com essa parceria com o Tecpar, que é uma referência nesta área e com outras vacinas, além da parceria internacional com a empresa Biogenesis Bagó. Esse é um investimento na preparação de um futuro tranquilo e que vai permitir que a carne brasileira acesse os mercados mais remuneradores e mais exigentes”, afirmou.

BANCO – A partir da assinatura do contrato, o Tecpar passa a ser o único laboratório público do país a manter um banco brasileiro de antígenos e vacinas contra a febre aftosa. Para isso, o Tecpar conta com a parceria com a empresa argentina Biogenesis Bagó, com a qual, em março de 2025, firmou um acordo de cooperação tecnológica para a transferência e internalização de tecnologia.

Reconhecida internacionalmente na área de febre aftosa, sendo responsável pelo banco de antígenos da Argentina desde 2000, dos EUA e Canadá desde 2006, além de países como Taiwan e Coreia do Sul, a Biogenesis Bagó passa a ser o braço tecnológico do Tecpar para a produção das vacinas, bem como para o controle de qualidade e armazenamento dos antígenos.

A criação do banco de antígenos evita o desperdício de doses de vacinas, já que elas têm validade menor do que a dos antígenos produzidos (diferença de oito anos). Além disso, permite flexibilidade de escolha das cepas, evitando o desperdício de vacinas que poderiam ter sido produzidas antes do eventual surto da doença.

“A infraestrutura do nosso parceiro tecnológico vai garantir, por meio do Tecpar, acesso ao Brasil aos antígenos para formulação rápida das vacinas, além de transferência de conhecimento para os técnicos do instituto, que passarão a se integrar ao processo produtivo da vacina. Com isso, o Tecpar se tornará referência como laboratório público no controle da febre aftosa”, salienta Marafon.

SAÚDE ÚNICA – Com esta nova frente de trabalho o Tecpar reforça o compromisso em fortalecer a Saúde Única no Brasil, abordagem que reconhece a interconexão entre a saúde humana, animal e ambiental. Para isso, o instituto tem investido na ampliação da sua estrutura e em novos projetos e parcerias, visando a autossuficiência do país na produção de imunizantes e insumos veterinários.

Além de seguir como o único fornecedor da vacina antirrábica veterinária ao Ministério da Saúde, com 25 milhões de doses fornecidas em 2025, o Tecpar está finalizando a construção do Centro de Pesquisa e Produção de Insumos para Diagnósticos Veterinários (CIV), que irá produzir insumos para o diagnóstico da brucelose, tuberculose e leucose bovina.





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Portos da Região Norte crescem mais de 31% e movimentam 12,6 milhões de…


Resultado é impulsionado pela navegação interior e pela expansão da cabotagem, com destaque para o transporte de contêineres

Os portos da Região Norte do Brasil movimentaram 12,6 milhões de toneladas de cargas em outubro de 2025, volume 31,46% superior ao registrado no mesmo período de 2024, quando a movimentação somou 10,2 milhões de toneladas. Os números, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), confirmam a trajetória de crescimento da atividade portuária na região.
 

Segundo o levantamento feito pelo Ministério de Portos e Aeroportos, o avanço foi impulsionado principalmente pela navegação interior, que respondeu por 7,4 milhões de toneladas, crescimento de 25,28% na comparação anual. A modalidade tem papel fundamental na integração logística regional, especialmente no escoamento da produção agrícola e mineral.

A navegação de cabotagem também apresentou desempenho positivo, com alta de 26,71% em relação a outubro do ano anterior, totalizando 872 mil toneladas movimentadas. O principal destaque foi o transporte de contêineres, que registrou crescimento de 128%, evidenciando o fortalecimento da cabotagem como alternativa logística eficiente, sustentável e competitiva.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os dados demonstram que investimentos estratégicos na região são importantes também para a logística nacional. “O desempenho da Região Norte reflete os investimentos em infraestrutura portuária e logística e reforça o papel dos portos como vetores de desenvolvimento econômico, integração regional e ampliação da competitividade das exportações brasileiras”, afirmou.

Movimentação

A navegação de longo curso alcançou 4,4 milhões de toneladas, crescimento de 19,22% na comparação com outubro de 2024, mantendo papel relevante no fluxo de exportações da Região Norte.

Entre as principais mercadorias movimentadas no período, o milho liderou com 3,8 milhões de toneladas, seguido pela bauxita, com 1,9 milhão de toneladas, e pelos contêineres, que somaram aproximadamente 1 milhão de toneladas.

No recorte por terminal, o Porto de Vila do Conde (PA) registrou o maior volume movimentado em outubro, com 1,8 milhão de toneladas. Na sequência, o Porto de Santarém (PA) alcançou 1 milhão de toneladas movimentadas no período.

Crescimento nacional

O resultado da Região Norte acompanha o bom momento do setor portuário brasileiro. Segundo a Antaq, os meses de setembro e outubro registraram movimentações de 120,4 milhões e 121,5 milhões de toneladas, respectivamente, os maiores volumes da série histórica.





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Lula diz que premiê da Itália pediu mais tempo para aprovar acordo UE-Mercosul


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Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA, 18 Dez (Reuters) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou com a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, nesta quinta-feira, e ouviu que o governo italiano não é contrário ao acordo entre União Europeia e Mercosul, mas precisa de um tempo para convencer os agricultores de seu país.

“Na conversa com a primeira-ministra Meloni, ela ponderou para mim que não é contra o acordo, ela apenas está vivendo um certo embaraço político por conta dos agricultores italianos, mas que ela tem certeza que é capaz de convencê-los a aceitar o acordo”, disse Lula em entrevista coletiva, em Brasília.

Na quarta-feira, o governo italiano se uniu à França e pediu um adiamento da votação do acordo no Conselho Europeu, marcada para esta quinta, e praticamente inviabilizou a assinatura do acordo no próximo sábado, em Foz do Iguaçu, como estava previsto.

“Ela então me pediu, se a gente tiver paciência de uma semana, de dez dias, de no máximo um mês, a Itália estará junto com o acordo. Eu disse para ela que vou colocar o que ela me falou na reunião do Mercosul e vou propor aos companheiros decidir o que querem fazer.”

De acordo com uma fonte presente ao telefonema, a primeira-ministra italiana deixou claro a Lula que a posição italiana é diferente da francesa, e a Itália apoia o acordo, e garantiu que deve conseguir apaziguar as questões locais.

Na quarta-feira, em discurso na reunião ministerial, o presidente mostrou irritação com mais um adiamento e ameaçou não assinar o acordo enquanto estiver no cargo.

“Está difícil, porque a Itália e a França não querem fazer por problemas políticos internos”, disse.

“Eu já avisei para eles: se a gente não fizer agora, o Brasil não fará mais acordo enquanto eu for presidente. É bom saber. Faz 26 anos que a gente espera esse acordo”, afirmou. “Eu vou a Foz do Iguaçu na expectativa de que eles digam sim e não digam não. Mas também, se disserem não, nós vamos ser duros daqui para frente com eles, porque nós cedemos a tudo que era possível a diplomacia ceder.”

Depois dessa fala, contou a fonte, assessores de Meloni passaram a fazer contatos com o Palácio do Planalto para amenizar a situação e decidiu-se pelo contato direto entre os dois presidentes. Há, agora, uma expectativa concreta do governo brasileiro de que o acordo possa de fato ser assinado em janeiro.

Depois da fala do presidente, Meloni afirmou, em uma nota oficial, que a Itália está pronta para apoiar o acordo assim que as questões relacionadas com a agricultura fossem resolvidas, o que poderia ser feito em pouco tempo.

Por causa das regras da UE, é necessária a aprovação do acordo por pelo menos 15 países e representação de pelo menos 65% da população do bloco. Sem a Itália, França, Polônia e Hungria, países contrários ao acordo, o mínimo necessário não é atingido, o que torna os italianos fiéis da balança.

Os europeus pretendiam colocar o acordo em votação esta semana, e estava prevista a vinda a Foz do Iguaçu da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do presidente do Conselho Europeu, António Costa. Ambos ainda não confirmaram que não virão, mas não são mais esperados pelo governo brasileiro, que preside o bloco até o sábado.





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Índices europeus sobem após dados de inflação dos EUA e decisão de juros do…


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Por Ragini Mathur e Purvi Agarwal e Twesha Dikshit e Utkarsh Hathi

18 Dez (Reuters) – Os índices de ações europeus avançaram nesta quinta-feira, conforme a inflação dos Estados Unidos abaixo do esperado fortaleceu esperanças de cortes nos juros do Federal Reserve em 2026 e com o Banco Central Europeu (BCE) tendo uma visão mais positiva da economia após manter os juros inalterados.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,96%, a 585,35 pontos, após duas sessões consecutivas de quedas. As principais bolsas regionais registraram alta generalizada.

O BCE manteve as taxas de juros inalteradas e adotou uma visão mais positiva sobre a economia da zona do euro, que tem demonstrado resistência aos choques do comércio global, provavelmente consolidando as expectativas de investidores de que não haverá mudanças nas taxas de juros.

O BCE manteve suas opções em aberto, reiterando que definirá os juros “reunião por reunião” com base nos dados econômicos, após a sugestão da formuladora de política monetária Isabel Schnabel na semana passada de que o próximo passo pode ser um aumento dos juros.

“A declaração de política monetária do BCE não mudou muito. Eles aumentaram as previsões de crescimento econômico e veem uma inflação relativamente baixa, o que é basicamente uma espécie de corte nos juros. Essa é a melhor notícia que se pode receber de um banco central”, disse Steve Sosnick, estrategista-chefe da Interactive Brokers.

Entre os setores europeus, o de bancos subiu 1,1%, revertendo perdas de mais cedo. O setor de serviços financeiros saltou 2,2%. Já o setor de industriais avançou 1,8%.

As varejistas subiram 2,1%, com a H&M em alta de 3,6%. A Nestlé também obteve ganhos.

As empresas de energia subiram 0,7%, com o aumento dos preços do petróleo.

Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,65%, a 9.837,77 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 1,00%, a 24.199,50 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,80%, a 8.150,64 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,82%, a 44.463,28 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 1,15%, a 17.132,60 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,71%, a 8.128,00 pontos.





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Sistema FAEP critica redução dos benefícios tributário, financeiro e de crédito


Entidade aponta impactos no aumento no custo de produção e redução nos investimentos no meio rural

O Sistema FAEP vê com preocupação a aprovação do PLP 128/2025, pelo Congresso Nacional, que promove a redução mínima de 10% dos benefícios federais de natureza tributária, financeira e creditícia. A diminuição prevista se refere aos incentivos e benefícios que já incidem sobre os seguintes tributos federais: PIS/Pasep; PIS/Pasep-Importação; Cofins; Cofins-Importação; IPI; IRPJ; CSLL; imposto de importação; e contribuição previdenciária do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada.

“Esses benefícios são importantes para a gestão no meio rural, com impacto significativo nas contas do produtor rural. Num momento complicado como o atual, onde as intempéries climáticas têm gerado perdas no campo e o endividamento do setor está alto, não podemos aceitar uma medida como essa”, destaca o presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Vamos continuar trabalhando para tentar reverter essa decisão ou, ao menos, procurar uma saída que possa compensar a redução”, complementa.

O projeto prevê redução em 10% dos benefícios tributários, impactando a produção, com aumento da alíquota do PIS/Cofins sobre insumos, e a venda de produtos agropecuários (corte do crédito presumido). Ainda, a medida reduz o crédito presumido da indústria de alimentos e rações e o lucro presumido.

“É preciso que os setores produtivos sejam ouvidos. A agropecuária, principal pilar da economia do país, será severamente atingida com essa medida, pois vai penalizar quem produz, desestimular o investimento, comprometer a competitividade e colocar ainda mais pressão de custos sobre a produção de alimentos”, afirma Meneguette.

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USDA informa mais uma venda de soja nesta 5ª (18), enquanto China segue…


Anúncio é o terceiro da semana e, nesta sexta-feira, nação asiática leiloa mais 550 mil t da oleaginosa importada; demanda segue alta nas operações

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O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou mais uma venda de 114 mil toneladas de soja para destinos não revelados nesta quinta-feira (18). O volume é todo da safra 2025/26 e o mercado segue especulando que a China seja o destino.

Durante a semana, o departamento trouxe diversos informes diários de venda de soja e de milho, mostrando que, de fato, a nação asiática está mais ativa no mercado norte-americano. No entanto, há ainda muitas incertezas sobre sua continuidade, sobretudo quando a nova safra do Brasil começar a chegar trazendo produto mais competitivo. 

E ao mesmo tempo em que a China vem fazendo compras de soja nos Estados Unidos, segue realizando leilões de soja importada e garantindo boa demanda. Na operação realizada nesta semana, foram arrematadas 63% do lote de 514 mil toneladas, com destaque para as compras das tradings em bons volumes.

“Isso não é bom para o Brasil, não agora, mas para frente, no ano que vem, porque a demanda do chinês pela nossa nova safra ainda está lenta. Se essa história se repetir – que é comprar soja americana que eles não precisam para gerar demanda nos leilões, esse rodízio de reserva, precisa gerar um certo sentimento de escassez, diminuindo a velocidade da liberação dos navios, as certificações”, explica Eduardo Vanin, Senior Agriculture Strategist da Marex  e diretor da Agrinvest Commodities. 

Atualmente, o tempo destas liberações passou de 10 para cerca de 20 dias, já gerando essa “escassez”, promovendo a demanda pela soja leiloada. O alerta de Vanin é para o impacto de movimentos como estes se repetindo em 2026, com os EUA podendo concorrer com o Brasil pelas janelas do programa de exportação, em especial do segundo semestre do próximo ano. 

Com as compras mais recentes da China nos EUA, a demanda pela soja do Brasil perdeu um pouco do seu fôlego neste mês de dezembro, com a média diária dos embarques brasileiros em cerca de 100 mil toneladas, a menor do ano. No acumulado deste mês, são 1,330 milhão de toneladas. Em todo 2025, todavia, os números das exportações de soja do Brasil seguem muito fortes. 

Nesta sexta-feira (19), a China realiza um novo leilão de 550 mil toneladas. 





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Suinocultura independente mantém estabilidade em MG e SC e segue atenta ao…


As bolsas estaduais entram em recesso, mantendo as referências atuais até o início de 2026

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Os preços dos suínos seguem majoritariamente estáveis nos principais polos produtores nesta terceira semana de dezembro.Com semanas encurtadas, negociações pontuais e foco já voltado para janeiro, as bolsas estaduais entram em recesso, mantendo as referências atuais até o início de 2026.

No mercado mineiro, os preços dos animais seguem com estabilidade nesta terceira semana de dezembro e o valor segue ao redor de  R$ 8,50/kg, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg).

“Estabilidade proforma: o número fecha igual, mas o mercado segue negociado no detalhe e de olho em janeiro. Semanas curtas e ofertas ansiosas abrem espaço para vários movimentos”, informou Alvimar Jalles, Consultor de Mercado em Minas Gerais.

Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), os preços dos suínos registraram uma leve baixa de 0,82%, na qual passaram de R$ 8,57/kg para os atuais R$ 8,50/kg. 

De acordo com o presidente da ACCS, Losivânio de Lorenzi, a cotação apresentou uma pequena queda, movimento que ele classifica como um “rearranjo natural” de mercado. O ajuste busca alinhar os preços à realidade atual da oferta e demanda.

“Entramos dentro de uma realidade daquilo que acredito que realmente vai ficar agora. Tivemos uma pequena queda, mas é um rearranjo de mercado. Acreditamos que os preços devem se manter nesse patamar até o dia 8 de janeiro”, afirmou Lorenzi.

A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) realizou a última reunião de negociação da Bolsa de Suínos de 2025. O encontro definiu os parâmetros que nortearão o mercado independente até o início do próximo ano, visto que as atividades da bolsa entram em recesso, retornando apenas no dia 8 de janeiro.

No estado de São Paulo, a última bolsa realizada ocorreu na quinta-feira passada, conforme dados da APCS (Associação Paulista de Criadores de Suínos), com o preço fixado em R$ 9,33 por arroba.

Considerando a média semanal (entre os dias 11/12/2025 a 17/12/2025), o Indicador do Preço do Kg vivo do Suíno LAPESUI/UFPR teve queda de 3,70%, fechando a semana em R$ 8,36.

No comparativo mensal das médias semanais, o preço do kg/vivo do suíno no Paraná apresentou queda de 0,43% em relação à semana do dia 19/11/2025.





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Soja: Preços cedem em Chicago, com falta de novidades e pressionada pelo…


Mercado carece de novas notícias para se reestabelecer

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Os preços da soja seguem recuando na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (18), ainda pressionados pela falta de novas informações que possam garantir um combustível a mais ao mercado neste momento. Por volta de 15h20 (horário de Brasília), na reta final do pregão, os futuros da oleaginosa perdiam de 3,25 a 4,25 pontos nos principais contratos, levando o janeiro a US$ 10,55 e o maio a US$ 10,75 por bushel. 

Com o “mais do mesmo” para os traders, as cotações seguem caminhando de lado no mercado futuro norte-americano, esperando por notícias novas que possa redirecioná-lo de forma mais consistente. Assim, para alguns analistas e consultores de mercado, os preços estão agora trabalhando em um intervalo de US$ 10,40 a US$ 11,00 por bushel. 

Continuam a ser monitorados pelo mercado o clima para a nova safra da América do Sul, a demanda da China nos EUA, o movimento dos derivados e os macrocenários, principalmente o geopolítico. 

Outro fator que limitou o fôlego da soja em Chicago nesta semana foram as consecutivas altas do dólar frente ao real. A moeda americana já subiu por quatro sessões, superou os R$ 5,50 e vai dando mais competitividade da oleaginosa brasileira. Já nesta quinta-feira, porém, a divisa americana voltou a recuar, porémm, insuficiente para permitir uma retomada da soja na CBOT. 

Paralelamente, a volatilidade dos derivados também segue acompanhada e hoje as perdas no óleo de soja – embora mais contidas do que as dos últimos dias – também pesam sobre o grão. O farelo de soja, por sua vez, volta a subir e ajuda no suporte e no equilíbrio. 

Nem mesmo um novo anúncio de venda de soja pelos EUA nesta quinta-feira foi suficiente para puxar as cotações. 

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Por:

Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes

Fonte:

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