segunda-feira, março 9, 2026
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Preço do petróleo dispara com aumento da tensão no Oriente Médio


Petróleo - opep
Foto: Pixabay

Os preços do petróleo operam em forte alta nesta segunda-feira (9), impulsionados pelo agravamento das tensões no Oriente Médio e pelas incertezas geradas pela sucessão política no Irã. Investidores avaliam os possíveis impactos da eleição de Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, como novo líder supremo iraniano, além da continuidade do bloqueio no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas para o transporte global da commodity.

A escalada do conflito na região aumenta o temor de interrupções prolongadas no fornecimento de petróleo, o que tem elevado a volatilidade nos mercados internacionais de energia.

Por volta das 9h31 (horário de Brasília), o contrato do petróleo WTI, negociado na Nymex para entrega em abril, subia 11,04%, cotado a US$ 100,96 por barril. Já o Brent, referência internacional negociada na ICE para maio, avançava 10,92%, sendo negociado a US$ 102,73 por barril.

Mercado teme impacto na inflação global

A disparada dos preços reacende a preocupação dos investidores sobre os possíveis efeitos da alta do petróleo na inflação global e no custo de produtos e serviços.

Segundo o analista da UBS, Giovanni Staunovo, as alternativas para conter a escalada de preços são limitadas.

“As alternativas são restritas, como o uso de reservas estratégicas de petróleo, mas diante do potencial impacto caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado por mais tempo, isso seria apenas uma gota no oceano”, avaliou.

O estreito é considerado um ponto crucial do comércio internacional de energia, por onde passa uma parcela significativa do petróleo exportado pelo Oriente Médio para o restante do mundo.

Redução de produção amplia preocupação

Além das restrições logísticas, o mercado também monitora possíveis cortes na produção por parte de países produtores da região.

A Saudi Aramco, maior empresa petrolífera do mundo, já iniciou a redução da produção em dois campos de petróleo. Analistas indicam que outros países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), como os Emirados Árabes Unidos, podem ser forçados a reduzir sua produção caso a crise se prolongue.

Para o analista sênior da XS.com, Antonio Di Giacomo, a interrupção no tráfego marítimo já provocou uma retirada significativa de petróleo do mercado.

“A interrupção do tráfego marítimo removeu efetivamente cerca de 140 milhões de barris do mercado, intensificando a busca por fontes alternativas de oferta”, afirmou.

Nesse contexto, os Estados Unidos passam a ganhar destaque como possível fornecedor alternativo, devido à sua capacidade de produção e infraestrutura de exportação.

Conflito prolongado pode gerar perdas duradouras

Especialistas alertam que uma paralisação prolongada na produção de petróleo no Oriente Médio pode gerar impactos ainda mais profundos na oferta global.

Segundo analistas do Société Générale, interrupções prolongadas podem resultar em perdas permanentes de produção devido a danos em reservatórios, poços e estruturas logísticas.

“O tempo é crucial: quanto mais tempo as interrupções persistirem, maior a probabilidade de que aquilo que inicialmente parece temporário se transforme em perdas mais duradouras de fornecimento”, destacaram os analistas.

Possível ação do G7 reduz parte da alta

Durante a sessão, os preços chegaram a se aproximar de US$ 120 por barril, mas recuaram parcialmente após a notícia de que ministros das Finanças do G7 podem discutir a liberação de reservas estratégicas de petróleo para tentar conter a escalada de preços.

Analistas do Deutsche Bank avaliam que essa medida pode aliviar momentaneamente as pressões no mercado.

“O petróleo está recuando para perto de US$ 110 por barril com a notícia. Ainda assim, a duração e a intensidade do conflito continuarão sendo o principal fator a determinar o comportamento dos preços”, afirmaram.

Mesmo com a possível intervenção das grandes economias, o mercado segue atento à evolução da crise no Oriente Médio, que pode continuar influenciando os preços da energia nas próximas semanas.

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