sábado, março 14, 2026

Safra

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Taxas dos DIs caem em dia negativo para Treasuries e commodities após…


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Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – As taxas dos DIs fecharam a sexta-feira em baixa pela segunda sessão consecutiva, em especial entre os contratos mais curtos, com a curva a termo brasileira refletindo a queda firme dos rendimentos dos Treasuries e a derrocada de commodities como o petróleo, em meio a receios de desaceleração mais acentuada da economia global.

Após os Estados Unidos imporem na quarta-feira uma série de tarifas de importação aos seus parceiros comerciais, nesta sexta a China reagiu anunciando retaliação aos produtos norte-americanos.

No fim da tarde a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2026 — um dos mais líquidos no curto prazo — estava em 14,675%, ante o ajuste de 14,783% da sessão anterior, enquanto a taxa para janeiro de 2027 marcava 14,24%, em queda de 16 pontos-base ante o ajuste de 14,402%.

Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 14,38%, em baixa de 4 pontos-base ante 14,419% do ajuste anterior, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 14,49%, ante 14,494%.

No início do dia a China anunciou cobrança adicional sobre os produtos norte-americanos de tarifa de 34% — mesmo percentual anunciado na quarta-feira pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para os produtos chineses. Além disso, Pequim estabeleceu controles sobre a exportação de algumas terras raras — elementos fundamentais para a indústria de tecnologia — e apresentou uma reclamação na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Assim como na quinta-feira, os receios de que a guerra tarifária possa jogar os EUA na recessão e reduzir o crescimento global fizeram os rendimentos dos Treasuries despencarem, em meio a apostas de que o Federal Reserve pode cortar juros mais vezes em 2025.

A queda dos yields foi abrandada por dados fortes de emprego divulgados pela manhã nos EUA e por comentários cautelosos do chair do Fed, Jerome Powell, sobre os efeitos da guerra comercial sobre a política monetária. Ainda assim, os rendimentos dos Treasuries seguiram em baixa.

No Brasil, as taxas dos DIs acompanharam a queda dos yields em um cenário negativo de forma geral, com recuo de mais 7% do petróleo em alguns momentos e bolsas em baixa firme ao redor do mundo. Após o forte recuo da véspera, o dólar subia mais de 3% ante o real na tarde desta sexta-feira.

“Pode ser que com o boost (impulso) do dólar, o (juro) curto tenha devolvido parte da queda”, comentou o economista-chefe do Bmg, Flavio Serrano. “(Mas) o efeito de commodities é mais forte”, acrescentou.

Neste cenário, a taxa do DI para 2027 marcou a mínima de 14,12% às 9h20, ainda na primeira meia hora de negócios, em baixa de 28 pontos-base ante o ajuste da véspera.

No mercado, as apostas de que a taxa básica Selic, atualmente em 14,25% ao ano, poderá encerrar o atual ciclo em até no máximo 15% aumentaram, tendo em vista os receios de desaceleração da economia global.

Na quinta-feira — atualização mais recente, mas já após o pacote de tarifas de Trump — o mercado de opções de Copom da B3 precificava 57,50% de probabilidade de alta de 50 pontos-base da Selic em maio (ante 68,50% na véspera) e 22,00% de chances de elevação de 25 pontos-base (6,00% na véspera), contra apenas 6,50% de probabilidade de alta de 75 pontos-base (19,00% na véspera).

Na prática, após as tarifas de Trump, o mercado passou a ver chances maiores de uma alta menor (de 25 ou 50 pontos-base) da Selic em maio, em detrimento das apostas em 75 pontos-base.

Para o encontro seguinte do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, em junho, as opções de Copom já precificavam na quinta-feira 36,90% de probabilidade de manutenção da Selic (23,00% na véspera).

“A reunião de junho do Copom está muito aberta”, comentou Laís Costa, analista da Empiricus Research. “Se tivermos uma percepção de desaceleração forte da economia, de fato pode não ter nada (de aumento da Selic)”, acrescentou.

Nos EUA, o Departamento do Trabalho informou pela manhã que foram abertas 228.000 vagas de emprego fora do setor agrícola no mês passado, após criação revisada para baixo de 117.000 em fevereiro. Economistas consultados pela Reuters previam 135.000 postos de trabalho.

Já o chair do Fed, Jerome Powell, disse à tarde que a instituição não tem previsão de recessão em suas perspectivas, mas reconheceu que os analistas do setor privado estão observando essa possibilidade.

Ainda assim, os yields seguiam em baixa no fim da tarde. Às 16h44 o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento — caía 5 pontos-base, a 4,009%. O retorno do título de dois anos — que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo — tinha queda de 4 pontos-base, a 3,687%.





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Dólar tem maior alta diária no governo Lula após China reagir aos EUA


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Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – Após o forte recuo da véspera, o dólar registrou nesta sexta-feira a maior alta percentual diária do governo Lula até o momento, acompanhando o avanço da moeda norte-americana no exterior após a China anunciar retaliação ao tarifaço dos EUA, aumentando a guerra comercial e a perspectiva de desaceleração da economia global.

O dólar à vista fechou em alta de 3,72%, aos R$5,8382, na maior elevação percentual em um único dia desde 10 de novembro de 2022, quando subiu 4,10% ainda no governo de Jair Bolsonaro. Apenas nesta sexta, a moeda avançou 21 centavos de real.

Na semana, a divisa dos EUA acumulou alta de 1,31%. No ano, porém, a queda acumulada é de 5,52%.

Às 17h52, na B3 o dólar para abril — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 3,63%, aos R$5,8670.

No início do dia a China anunciou cobrança adicional sobre os produtos norte-americanos de tarifa de 34% — mesmo percentual anunciado na quarta-feira pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para os produtos chineses. Além disso, Pequim estabeleceu controles sobre a exportação de algumas terras raras — elementos químicos fundamentais para a indústria de tecnologia – e apresentou uma reclamação na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Os temores de recessão nos EUA e desaceleração da economia global impactaram diretamente as moedas de países exportadores de commodities e emergentes, como o real, o peso chileno, o peso mexicano e o rand sul-africano. Após o recuo forte da véspera, o dólar também recuperou valor ante o iene, o euro, a libra e o dólar australiano.

No Brasil, as cotações acompanharam o movimento.

“Vemos uma correção do frenesi de ontem (quinta), quando o mercado vendeu dólar e buscou onde colocar o dinheiro. O DXY (índice do dólar) estava mais fraco ontem, e hoje está o oposto”, comentou Laís Costa, analista da Empiricus Research.

A forte queda do petróleo era outro fator para o fortalecimento do dólar ante o real, já que o Brasil é exportador da commodity.

Neste cenário, o dólar oscilou em alta ante o real durante todo o dia, renovando máximas até o pico de R$5,8459 (+3,85) às 16h16.

“Existe também um reflexo prático e imediato no fluxo. As bolsas lá fora desabaram, com o (índice) Nasdaq caindo mais de 4%, por exemplo. Então o investidor precisa recompor essas perdas, e aí precisa ‘vender emergente’”, afirmou o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo, ao justificar o avanço forte do dólar ante o real nesta sexta-feira. “Essa dinâmica também pesou.”

Às 17h43, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes — subia 1,02%, a 103,050.

Pela manhã, o Banco Central vendeu toda a oferta de 20.000 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 2 de maio de 2025.





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Wall Street despenca conforme guerra comercial piora


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Por David French

(Reuters) – Wall Street despencou pelo segundo dia consecutivo nesta sexta-feira, enquanto o índice de tecnologia Nasdaq confirmou estar em um mercado em baixa e o índice Dow Jones entrou em correção, conforme a escalada da guerra comercial global provocou as maiores perdas desde a pandemia.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 desabou 5,95%, para 5.073,80 pontos. O Nasdaq tombou 5,80%, para 15.587,79 pontos. O Dow Jones mergulhou 5,52%, para 38.314,49 pontos.  

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Chuvas se intensificam na Região Sudeste neste final de semana


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuvas significativas em várias partes do país neste final de semana, com destaque para a Região Sudeste. O volume expressivo é fruto da passagem de uma frente fria e deverá atingir áreas do leste de São Paulo e do Rio de Janeiro, estendendo-se até o sul do Espírito Santo, como indica o aviso vermelho (grande perigo), vigente até as 10h de amanhã (5).

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Alertas do Inmet para este final de semana. Fonte: Inmet

No domingo (6), as chuvas diminuem em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas a condição de severidade persiste sobre áreas do Espírito Santo e do extremo sul da Bahia, com chuvas intensas que podem ultrapassar 100 mm em 24 horas.

É necessária atenção especial para as seguintes áreas: Baixada Santista, Litoral Norte, Serra da Mantiqueira, Vale do Paraíba Paulista e Fluminense, Costa Verde, Região Metropolitana do Rio, Baixada Litorânea, Norte Fluminense e sul do Espírito Santo.

A costa norte do país entra em alerta para instabilidades que devem persistir até às 10h de amanhã (5), conforme indica o aviso laranja (perigo) do Inmet, que prevê chuvas intensas, com volumes de até 100 mm, e ventos de até 100 km/h em áreas que vão do Amapá até o Rio Grande do Norte.

O Inmet chama a atenção para volumes significativos nas capitais da faixa norte da região Nordeste, que têm registrado muita chuva nos últimos dias. A persistência das chuvas tem sido ocasionada, principalmente, pela atuação da Zona de Convergência Intertropical.

A Região Norte também segue em alerta para muitas chuvas neste período, que se estende do noroeste do Pará, passando pelo norte de Roraima até o sudoeste do Amazonas, áreas que estão sob aviso laranja (perigo) emitido pelo Inmet, vigente até as 10h de amanhã (5).





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UE diz que acordo comercial com o Mercosul é uma “grande oportunidade”…


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BRUXELAS (Reuters) – Fechar um acordo comercial com o bloco Mercosul seria uma “grande oportunidade” para a União Europeia, dadas as incertezas provocadas pela decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adotar uma nova rodada de tarifas, disse um porta-voz da UE nesta sexta-feira.

“Vamos investir muito tempo e energia com os Estados membros para finalizar o acordo”, acrescentou.

Apesar das reservas anteriores, a França realizou na quinta-feira uma reunião com 10 países da UE para discutir um possível acordo comercial com o Mercosul, sinalizando disposição de diversificar as parcerias comerciais.

(Reportagem de Benoit Van Overstraeten)

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Após máximas em um mês, soja realiza lucros em Chicago na 4ª feira do…


Mercados se ajustam frente aos desdobramentos das tarifas e dos impactos sobre exportações dos EUA

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O mercado da soja realiza lucros na manhã desta quarta-feira (2), depois das altas de quase 2% que registrou na sessão anterior. Perto de 5h30 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa recuavam de 4,25 a 4,75 pontos nos principais contratos, levando o maio a US$ 10,29 e o agosto a US$ 10,43 por bushel. O óleo operava na estabilidade, com leves ganhos, enquanto o farelo recuava.

Os traders vêm trabalhando com notícias que já conhecem, mas que vão apenas se confirmando com o passar dos dias, como a área menor nos EUA e a demanda menos presente no país em função da guerra comercial. E assim, vão se ajustando diante destas informações. 

Hoje é o chamado “Dia da Libertação”, como vem sendo proclamado por Donald Trump, com a chegada das tarifas sobre uma série de países e produtos, entrando em vigor no momento em que forem anunciadas. Com isso, os futuros da soja vão recuando após testarem suas máximas em um mês frente as incertezas impostas pelo tarifaço do presidente americano.

As preocupações sobre as taxações em “navios made in China” também agravam estas preocupações. 

No paralelo, o mercado acompanha o comportamento ainda dos derivados, como foi o caso ontem do óleo de soja, que disparou mais de 5% no pregão anterior, com rumores de mudanças nos mandatórios dos biocombustíveis nos Estados Unidos. Agora, o mercado vai continuar monitorando as notícias em torno de todas estas possibilidades. 

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

 

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Por:

Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes

Fonte:

Notícias Agrícolas





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Secretaria da Agricultura e Pecuária e Epagri avaliam estragos causados por…


As equipes da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR) e da Epagri estão em campo para identificar os danos causados pelo forte temporal que atingiu  cidades do Norte do estado na quinta-feira, 13. No levantamento prévio estão Corupá, Schroeder, Guaramirim, Luiz Alves, São Bento do Sul, Massaranduba e Rodeio. O vento intenso provocou destruição em plantações de banana, especialmente em Corupá, conhecida como a capital catarinense da fruta, além de danificar lavouras e estruturas produtivas nas regiões vizinhas.

“Estamos mobilizados para apoiar os agricultores atingidos por esse temporal. Nossa prioridade é garantir que possam retomar suas atividades rapidamente e minimizar os prejuízos. O compromisso do governo é estar ao lado dos produtores nesses momentos difíceis. Vamos garantir todo o suporte necessário para que possam se recuperar e seguir contribuindo com a produção agrícola de Santa Catarina”, destaca o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto.

Os agricultores atingidos podem acessar o Programa Reconstrói SC, que oferece suporte financeiro para a recuperação de estruturas, máquinas ou equipamentos danificados por eventos climáticos extremos. Atende às propriedades que se enquadram no Pronaf, o limite é de até R$ 12 mil por família, com prazo de pagamento de até 5 anos, com 50% de desconto para pagamento das parcelas em dia, sem juros.

O Pronampe Agro SC Emergencial apoia a recuperação de sistemas produtivos, incluindo benfeitorias, embarcações, máquinas e equipamentos danificados. O programa oferece a subvenção dos juros de 3% ao ano, de operação de crédito contratada pelos agricultores, com prazo de até oito anos. Atende os produtores que se enquadram no Pronaf e Pronamp com enquadramento de até R$ 100 mil por família.

Próximos passos

A equipe técnica segue em campo realizando o levantamento detalhado dos prejuízos. O relatório será fundamental para definir a extensão das ações de apoio. Os agricultores que precisarem de auxílio poderão procurar os escritórios locais da Epagri, que fará o encaminhamento das solicitações.

Temporais e alagamentos no norte do Estado

Os meteorologistas da Epagri/Ciram, Gilsânia Cruz e Marcelo Martins informam que na tarde de quinta-feira, 13, o calor intenso e a chegada de uma frente fria à Santa Catarina favoreceram a formação de nuvens de tempestade, com grande desenvolvimento vertical e topo frio sobre o norte de SC, em tons de vermelho, associadas a chuva forte com totais elevados em curto intervalo de tempo, intensa atividade elétrica (raios) e ventania.

Foram registrados alagamentos em Blumenau e Joinville, e um rastro de destruição na região de Corupá e Guaramirim. Os pontuais de chuva variam de 20 a 60 mm no norte do estado, mas a chuva intensa ocorreu num intervalo de tempo pequeno. Em Joinville, em apenas 1h,o total de chuva foi 41,4 mm. As rajadas de vento registradas nas estações da Epagri/Ciram variaram de 40 a 50 km/h, mas pelos estragos em algumas áreas devem ter superado este valor.





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PR: Produtor de orgânico certificado pelo Tecpar tem desconto em linhas de…


O Tecpar Certificação foi reconhecido como uma das unidades participantes da Plataforma AgroBrasil+Sustentável, ferramenta que irá fazer a conexão entre propriedades orgânicas certificadas e instituições de crédito

Propriedades orgânicas certificadas pelo Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná) com certificados válidos durante o primeiro semestre de 2025 poderão ter acesso a desconto em taxas de juros nas linhas de financiamento do Plano Safra 24/25.

Isso porque o Tecpar Certificação foi reconhecido, em uma portaria interministerial dos ministérios da Agricultura e Pecuária e da Fazenda, como uma das unidades participantes da Plataforma AgroBrasil+Sustentável, ferramenta que irá fazer a conexão entre propriedades orgânicas certificadas e instituições de crédito.

Pela portaria, que tem validade até 30 de junho de 2025, informações de propriedades de orgânicos certificadas pelo Tecpar serão enviadas pela equipe do instituto à Plataforma AgroBrasil+Sustentável para, com esse registro, os proprietários que adotam práticas produtivas sustentáveis obtenham redução de 0,5 ponto percentual na taxa de juros em linhas de custeio.

De acordo com Fábio Corrales, gerente do Centro de Certificação do Tecpar, ao ser reconhecido, o Tecpar pode oferecer esse benefício extra aos seus clientes, que já contam com a experiência da unidade certificadora que foi a primeira do Brasil a realizar certificação de produtos orgânicos.

“O Tecpar Certificação, ao ser reconhecido pelo Mapa, passa a disponibilizar as informações de seus produtores de orgânicos certificados na Plataforma AgroBrasil+Sustentável e, com esse registro na plataforma, os produtores podem então pleitear esse desconto na taxa de juros de financiamento”, diz.

PLANEJAMENTO – Corrales lembra, porém, que como a portaria tem validade só até 30 de janeiro de 2025, caso haja interesse entre proprietários já certificados nesta redução, é preciso planejamento para aproveitar a janela de oportunidades oferecida pela política pública.

“O desconto na taxa de juros é uma oportunidade para atuais proprietários certificados pelo Tecpar com documentos válidos. Porém, é preciso que haja organização para buscar linhas de financiamento ainda no primeiro semestre, quando encerra o prazo previsto na portaria”, observa o gerente do Centro de Certificação do Tecpar.

A redução de taxa de juros será concedida para operação de custeio destinada à propriedade cujo produto ou atividade tenha certificação válida e ativa no primeiro semestre de 2025.

A portaria elenca três grupos de programas com certificadoras reconhecidas para realizar a certificação das práticas sustentáveis. Na de orgânicos, o Tecpar Certificação é uma das 11 unidades certificadoras reconhecidas pela portaria.

A portaria dos ministérios da agricultura e pecuária e da fazenda, com a lista de instituições reconhecidas, pode ser acessada AQUI

Mais informações sobre o Tecpar Certificação podem ser obtidas no site do Tecpar.





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Polícia Civil apreende tratores avariados por enchentes no RS que estavam à…


A ação foi realizada após denúncia de que os tratores haviam sido vendidos por uma seguradora para empresas, com a finalidade de retirar peças e não para revenda em condições normais de uso

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) apreendeu quatro tratores que estavam sendo comercializados de maneira irregular, no bairro São Cristóvão, em Cascavel, na tarde desta sexta-feira (14). Os veículos haviam sido avariados nas enchentes ocorridas no Rio Grande do Sul.

A ação foi realizada após denúncia de que os tratores haviam sido vendidos por uma seguradora para empresas, com a finalidade de retirar peças e não para revenda em condições normais de uso. 

De acordo com a delegada Thais Regina Zanatta, a investigação revelou que um quinto trator já havia sido vendido anteriormente. O preço de mercado de tratores desse tipo varia de R$ 500 mil a R$ 600 mil, entretanto, haviam sido adquiridos por R$ 14 mil cada. 

“Apesar da restrição judicial, os tratores estavam sendo revendidos por cerca de R$ 430 mil, representando lucro de aproximadamente 3.000%. Durante a operação, os policiais encontraram tratores com placas indicando que seriam ‘zero km’, embora tivessem histórico de danos”, explica. 

NEGOCIADO – Ao menos um trator já havia sido negociado em janeiro deste ano. Os tratores apreendidos foram encaminhados à delegacia e permanecerão à disposição da Justiça.

“A PCPR alerta que a comercialização irregular de bens sinistrados pode configurar crimes contra o consumidor, estelionato e descumprimento de decisão judicial”, completa a delegada. 

As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e verificar o destino de outros tratores que possam ter sido vendidos de forma indevida. 

DENÚNCIAS – A população ainda pode contribuir com investigações que estejam em andamento. Denúncias podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, da PCPR ou 181, do Disque-Denúncia. Se o crime estiver em curso, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.

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Dia 1: Apesar de solos úmidos, perda de potencial produtivo nas províncias…


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A segunda-feira (17) foi bastante produtiva em terras argentinas para a equipe do Crop Tour Argentina Notícias Agrícolas e Grupo Labhoro deste ano. Na província de Buenos Aires, uma das mais importantes da Argentina, o grupo visitou regiões como Barradero, Diego Gaynor, chegando a Vila Ramallo, passando por Santa Coloma, entrando na província de Santa Fé, por Pavón. 

Nas últimas regiões visitadas em Buenos Aires, o grupo registrou uma condição um pouco mais agressiva de deterioração das lavouras. “Em Santa Coloma, a situação é mais preocupante: as lavouras, severamente impactadas pela estiagem inicial, apresentam porte reduzido e entraram em floração precocemente. O solo está úmido, mas a densidade populacional é menor, com 13,2 plantas por metro e espaçamento de 35 cm”, informou o diretor geral do Grupo Labhoro, Ginaldo Sousa. 

Ao longo de toda esta semana, acompanhe as fotos das paradas deste primeiro dia, além da cobertura completa ao longo de toda esta semana aqui no Notícias Agrícolas. Serão percorridos cerca de quatro mil quilômetros. As imagens são de Daniel Olivi. 

AROCENA, SANTA FÉ

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Lavouras de soja na região de Arocena, Santa Fé – Fotos: Daniel Olivi

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MACIEL, SANTA FÉ

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Lavouras de soja na região de Maciel, Santa Fé – Fotos: Daniel Olivi

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PAVÓN, SANTA FÉ

Já na região de Pavón, em Santa Fé, os solos também estavam úmidos, com cerca de 25 plantas por metro, em um espaçamento de 50 cm e, aproximadamente, 19 vagens por pé. Na região, foram visitadas também lavouras de sorgo. 

CT Argentina 2025 - Pavón (3)
Lavouras na região de Pavón – Fotos: Daniel Olivi

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VILA RAMALLO, BUENOS AIRES

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Lavouras na região Vila Ramallo – Fotos: Daniel Olivi

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BARRADERO, BUENOS AIRES

Na região de Barradero, por exemplo, é possível observar o solo úmido, com as lavouras ainda no estágio de floração e retomando seu fôlego. “As lavouras, naturalmente, se revigoram, têm uma capacidade de recuperação impressionante, mas as lavouras sentiram o peso das altas temperaturas e da falta de chuvas no início de janeiro”, relata Ginaldo Sousa, diretor geral do Grupo Labhoro. 

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Lavouras na região de Barradero – Fotos: Daniel Olivi

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DIEGO GAYNOR, BUENOS AIRES 

Direto da região de de Diego Gaynor, Sousa ainda afirma que “as lavouras perderam seu grande potencial produtivo. Aqui tem que continuar chovendo, mas não há previsão de chuvas para os próximos sete dias, e isso é preocupante”. 

“A seca que aconteceu no mês de janeiro causou impacto nesta soja, ela começou a florescer, há plantas com algumas vagens em formação e, ao mesmo tempo, com estas chuvas, voltou a dar um novo estímulo. Afeta o potencial produtivo, com certeza, mas ainda tem boas produtividades desde que continue chovendo daqui pra frente”, diz Charles Wolmann, que também aocompanha o grupo. 

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Lavouras na região de Diego Gaynor – Fotos: Daniel Olivi

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