sábado, março 14, 2026

Safra

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Açúcar: preços sobem em Londres pela sexta sessão seguida com mercado atento…


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Os futuros do açúcar branco fecharam esta segunda-feira (17) contabilizando altas pela sexta sessão seguida na Bolsa de Londres, diante de preocupações com a produção indiana. O preços avançaram mais de 1% entre os contratos mais negociados. Não houve negociações na Bolsa de Nova Iorque por conta do feriado do Dia do Presidente.

O contrato maio/25 subiu US$ 9,70, cotado a US$ 547,20 por tonelada (+1,80%). O agosto/25 avançou US$ 6,60, para US$ 528,00 por tonelada (+1,27%). O outubro/25 teve alta de US$ 5,20, sendo negociado a US$ 517,40 por tonelada (+1,02%), enquanto o março/26 subiu US$ 4,70, fechando em US$ 512,70 por tonelada (+0,93%).

A Bloomberg destaca que a produção de açúcar na Índia pode cair para 26 milhões de toneladas depois que uma doença prejudicou a safra de cana em sua principal região produtora de Uttar Pradesh, de acordo com informações de Ravi Gupta, diretor executivo da grande produtora Shree Renuka Sugars Ltd. A declaração foi feita na última semana, durante a Dubai Sugar Conference. Esse número é cerca de 1 milhão de toneladas menor do que a maioria das estimativas da indústria.

O açúcar branco de Londres tem suporte nessas notícias. Como aponta a Bloomberg, Gupta disse também que há uma forte demanda por açúcar branco ao mesmo tempo que há suprimentos menores da União Europeia e da Tailândia. “A oferta restrita de açúcar refinado aumentará o prêmio do açúcar branco em relação ao açúcar bruto após um período de preços baixos”, acrescentou.

Segundo ele, os preços mundiais do açúcar precisam ficar acima de US$ 530/tonelada para incentivar as exportações. “Para que exportações de 1 milhão de toneladas aconteçam, o mercado mundial precisa subir para precificar o açúcar indiano”, conclui o diretor executivo da Shree Renuka Sugars.

Segundo análise de Arnaldo Luiz Correa, diretor da Archer Consulting, “o consenso entre os participantes do evento [em Dubai] é que o clima será o principal fator de influência nos preços, seguido pelos fundamentos do mercado. A pesquisa realizada durante o evento revelou que 60% dos participantes estimam a produção brasileira entre 40 e 42 milhões de toneladas, enquanto 21% esperam algo entre 38 e 40 milhões, e o restante aposta em um volume entre 42 e 44 milhões de toneladas”.

Porém como ressalta Correa, “o entusiasmo gerado por eventos internacionais como o de Dubai é natural, muitas vezes impulsionado pelo clima positivo das interações e reuniões festivas. No entanto, o mercado precisará de dados concretos a partir de abril, especialmente sobre o tamanho da safra brasileira e as condições climáticas em Índia, China e Tailândia, que podem influenciar significativamente a oferta global”.

Mercado interno

No mercado físico brasileiro, o indicador Cepea Esalq mostra, em São Paulo, o açúcar cristal branco com valor de R$ 142,55/saca, queda de 0,26%. O açúcar cristal em Santos (FOB) tem valor de R$ 146,66, alta de 0,14%. O cristal empacotado em São Paulo vale R$ 16,2645/5kg, baixa de 2,28%. O refinado amorfo está cotado em R$ 3,6306/kg. O VHP tem preço de R$ 119,71/saca.

Em Alagoas, também com base no que mostra o indicador Cepea Esalq, o preço do açúcar está em R$ 154,31/saca, valorização de 3,10%. Na Paraíba, a cotação é de R$ 144,11/saca. Em Pernambuco, o adoçante vale R$ 147,55/saca.





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Frango: volume e faturamento das exportações até a 2ª semana de fevereiro…


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De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, divulgadas nesta segunda-feira (17), as exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas até a segunda semana de fevereiro (10 dias úteis), atingiram mais de 70% referentes ao volume e faturamento de fevereiro do ano passado.

A receita obtida com as exportações de carne de frango até o momento no mês de fevereiro, US$ 460.596,979, representa 72,06% do total arrecadado em todo o mês de fevereiro de 2024, que foi de US$ 639.124,931. No caso do volume embarcado, as 259.770,24 toneladas representam 70,48% do volume registrado em fevereiro de 2024, quantidade de 368.530,306 toneladas.

O faturamento por média diária até este momento do mês foi de US$ 46.059,6979 quantia 36,9% a mais do que o registrado em fevereiro de 2024. No comparativo com a semana anterior, houve queda de 10,46% quando comparado aos US$ 51.442,724 vistos na semana passada.

No caso das toneladas por média diária, foram 25.977,024, houve aumento de 33,9% no comparativo com o mesmo mês de 2024. Quando comparado ao resultado no quesito da semana anterior, observa-se retração de 9,44% em relação às 28.686,752 toneladas da semana anterior.

Já o preço pago por tonelada, US$ 1.773,093, é 2,2% superior ao praticado em fevereiro do ano passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa redução de 1,12% no comparativo ao valor de US$ 1.793,257 visto na semana passada.

 





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VLI inicia embarques para exportação da safra 2024/2025 de soja


Perspectiva de produção recorde no país movimenta corredores logísticos Norte, Leste e Sudeste

A VLI, companhia de soluções logísticas que integra ferrovias, portos e terminais, iniciou os embarques para a exportação da safra 2024/2025 de soja que, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), deve atingir recorde histórico, chegando a 166 milhões de toneladas, 12,4% em relação à temporada anterior. A partir da segunda quinzena de fevereiro até o segundo semestre, volumes captados nos estados de Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso, Bahia e Pará serão escoados por meio dos corredores logísticos Leste e Sudeste (Ferrovia Centro Atlântica – FCA) e Norte (Ferrovia Norte Sul – FNS).

Os embarques são realizados por meio do sistema multimodal da VLI, que integra, no Corredor Norte, os terminais logísticos de Porto Nacional e Palmeirante (TO) e de Porto Franco (MA) ao Terminal Portuário de São Luís (TPSL); e os terminais de Araguari, Pirapora e Uberaba (MG), nos Corredores Leste e Sudeste, ao porto de Tubarão (Espírito Santo) e ao Terminal Integrador Portuário Luís Antônio Mesquita – Tiplam (Baixada Santista) respectivamente.

“A safra da soja é fundamental para o desenvolvimento econômico do país à medida que compõe uma cadeia produtiva complexa, que vai desde a produção primária até a transformação industrial e a produção de carnes. Neste sentido, a integração entre portos, ferrovias e terminais traz eficiência e confiabilidade aos nossos clientes, permitindo que o grão seja exportado com sucesso para diferentes destinos do mundo, como Ásia, Europa e Estados Unidos”, afirma Gabriel Fonseca, gerente geral Comercial da VLI para a área de grãos.

Além do crescimento expressivo esperado nos volumes específicos de soja, em 2024/2025, o Brasil espera um recorde histórico também na safra de grãos como um todo. De acordo com levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em fevereiro, o país deve colher 325,7 milhões de toneladas destas commodities, o que representa crescimento de 9,4% em relação à temporada anterior. O resultado é reflexo de um aumento de 2,1% na área cultivada, estimada em 81,6 milhões de hectares, além da recuperação de 7,1% na produtividade média das lavouras, prevista para 3.990 quilos por hectare.





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Preços no mercado de suínos sobem de forma generalizada nesta segunda-feira (17)


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Altas generalizadas foram observadas no encerramento desta segunda-feira (17) para as cotações no mercado de suínos. De acordo com análise divulgada pelo Cepea, as cotações do suíno vivo e da carne estão em tendência de alta em fevereiro em todas as praças acompanhadas pelo Cepea. Segundo pesquisadores do Cepea, o impulso vem das aquecidas demandas interna e internacional. 

Segundo dados da Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo teve aumento de 2,96%, com preço médio de R$ 174,00, enquanto a carcaça especial subiu 0,71%, fechando em R$ 14,10/kg, em média.

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à sexta-feira (14), houve alta de 1,45% em Minas Gerais, chegando a R$ 9,10/kg, elevação de 0,35% no Paraná, com valor de R$ 8,49/kg, incremento de 2,32% no Rio Grande do Sul, chegando a R$ 8,38/kg, avanço de 2,42% em Santa Catarina, custando R$ 8,47/kg, e de 1,53% em São Paulo, fechando em R$ 8,63/kg.

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Cotações mistas, mas com pequenas mudanças, encerram esta segunda-feira (17)…


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Esta segunda-feira (17) terminou com cotações mistas para o mercado do frango, mas mudanças sutis nos preços. De acordo com dados do Cepea, o mercado de carne de frango está mais aquecido nesta primeira quinzena de fevereiro em São Paulo. Segundo pesquisadores do órgão, além da maior procura típica neste período – por conta do recebimento dos salários por parte da população –, a oferta está controlada, cenário que eleva os valores da proteína avícola negociada no atacado da Grande São Paulo.

De acordo com a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo subiu 1,85%, custando, em média, R$ 5,50/kg, enquanto a ave no atacado cedeu 0,37%, custando, em média, R$ 8,00/kg.

No caso do animal vivo, o preço ficou estável no Paraná, com valor de R$ 4,65/kg, assim como em Santa Catarina, com preço de R$ 4,61/kg.

Conforme informações do Cepea/Esalq,Vivo, referentes à sexta-feira (14), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado ficaram com preços estáveis, custando, respectivamente, R$ 8,41/kg e R$8,40/kg.

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Sistema FAEP critica ausência do texto do Marco Temporal na proposta de…


Ministro Gilmar Mendes pretende apresentar anteprojeto de lei com as mudanças na lei ao plenário do Supremo

Nesta segunda-feira (17), o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o debate do texto proposto pelo ministro Gilmar Mendes para eventuais alterações na Lei do Marco Temporal, que trata da demarcação de terras indígenas. Para o Sistema FAEP, o texto-base da Lei do Marco Temporal precisa ser utilizado como referência para a formulação da futura proposta de Mendes, que pretende apresentar um anteprojeto de lei ao plenário do Supremo.

“Nossos produtores rurais estão vivendo na total insegurança jurídica pelo fato de que a lei que já existe, foi votada no Congresso, aprovada por ampla maioria, não está sendo cumprida. Qualquer texto que seja formulado para futura votação precisa ter o Marco Temporal como base, pois é a certeza de que o direito dos agricultores e pecuaristas, que estão na terra produzindo alimentos há décadas, sejam cumpridos”, destaca o presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

A ideia do ministro Gilmar Mendes é apresentar ao plenário do STF um anteprojeto de lei com as mudanças aprovadas na comissão. Se homologado pelo plenário, o texto vai à votação pelo Congresso.

Há décadas, o Sistema FAEP pede o cumprimento do Marco Temporal, que ratifica que as demarcações de terras indígenas devem ser limitadas à data da promulgação da Constituição Federal (5 de outubro de 1988), para que os produtores rurais tenham segurança jurídica. No final de 2023, foi publicada a Lei 14.701, que ratifica o Marco Temporal.

“Essa discussão já ocorre há muito tempo. Precisamos chegar a uma solução, mas que essa considere os diretos dos produtores rurais, que apenas querem continuar trabalhando e produzindo alimentos”, destaca Meneguette.

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Preços e custos elevados do café podem afetar a demanda


Com preços elevados e custos operacionais maiores, torrefadoras podem repassar esses aumentos ao consumidor

Os preços futuros do café arábica continuaram em alta na última semana, com o contrato de março/25 ultrapassando 430 c/lb e acumulando valorização de mais de 20% no ano. “A alta é impulsionada pela expectativa de uma safra menor no Brasil em 25/26, alta comercialização da safra 24/25 e baixos estoques globais, mas também refletem o aumento dos custos de operação na Bolsa de NY”, diz Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.

Produtores já capitalizados com os preços mais altos nos últimos anos, não têm pressa para vender. O robusta também recebe suporte, elevando a arbitragem entre as variedades. Além disso, o aumento das margens iniciais na Bolsa de NY elevou os custos operacionais, especialmente para o contrato Maio/25 (em torno de 10%), agora o mais negociado.

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A alta dos preços do café e o aumento dos custos operacionais podem forçar traders com menor acesso a crédito a liquidar posições, intensificando a recompra de contratos futuros e aumentando a volatilidade.

Segundo Laleska, além disso, o atual spread entre contratos tem elevado a necessidade de capital, encarecendo as operações na Bolsa de NY. O avanço dos contratos de vencimento mais próximo ampliou esses spreads, tornando a rolagem de posições ainda mais custosa.

Apesar da alta dos preços, há preocupações com o impacto na demanda. “No Brasil, o basis do café arábica tipo 6 bebida dura e do 600 def caiu em fevereiro, indicando que o mercado interno pode não estar absorvendo totalmente as valorizações dos futuros. A desvalorização do dólar frente ao real também contribui para esse movimento”, aponta a analista.

Os diferenciais do café arábica em várias origens perderam força desde fevereiro, refletindo possíveis sinais de enfraquecimento da demanda. No Brasil, o diferencial do fine cup 17/18 está estagnado, enquanto em Honduras já está negativo, também refletindo a colheita no país.

“Com preços elevados e custos operacionais maiores, torrefadoras podem repassar esses aumentos ao consumidor. No Brasil, três grandes torrefadoras já sinalizaram reajustes até março, e a Nestlé anunciou aumentos globais acima do esperado, reforçando preocupações sobre um possível impacto negativo no consumo”, ressalta.

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Fonte:

Hedgepoint Global Markets





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Taxas de juros futuros têm baixas firmes após IBC-Br reforçar cenário de…


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Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – As taxas dos DIs fecharam a segunda-feira em baixa firme após dados do Banco Central mostrarem queda da atividade em dezembro, em mais um indício de desaceleração da economia brasileira.

O feriado do Dia dos Presidentes nos Estados Unidos manteve o mercado de Treasuries fechado, o que também reduziu a liquidez na renda fixa brasileira.

No fim da tarde a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2026 — um dos mais líquidos no curto prazo — estava em 14,67%, ante o ajuste de 14,794% da sessão anterior, enquanto a taxa para janeiro de 2027 marcava 14,575%, ante o ajuste de 14,791%.

Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 14,29%, em queda de 26 pontos-base ante 14,553% do ajuste anterior, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 14,25%, ante 14,514%.

Sem a referência dos Treasuries, o mercado brasileiro se voltou para a agenda doméstica, que tinha o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) como destaque.

Considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), o indicador caiu 0,7% em dezembro ante novembro, em dado dessazonalizado. O resultado foi bem pior do que a expectativa em pesquisa da Reuters, de recuo de 0,4%.

Foi o resultado mensal mais fraco desde maio de 2023 (-1,72%), levando o índice a fechar o quarto trimestre com estagnação na comparação com os três meses anteriores, em dado dessazonalizado. Na comparação com dezembro do ano anterior, o IBC-Br teve alta de 2,4%, segundo números observados.

O IBC-Br pior que o esperado se juntou a outros dados recentes que sugerem desaceleração da economia no Brasil. Na semana passada o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já havia revelado dados de serviços, varejo e núcleos de inflação mais favoráveis ao controle da inflação.

“A economia brasileira está desacelerando, não tem maiores dúvidas em relação a isso. Resta ver que tamanho de desaceleração é esta”, disse o economista-chefe do Banco Master, Paulo Gala, ao analisar o resultado do IBC-Br.

“O BC está obviamente olhando todos estes dados e tentando ver como é esta tendência de desaceleração, se é mesmo tendência, se não é só ruído, mas o fato é que a curva de juros tem reagido com uma queda forte”, destacou Gala. “O juro longo está caindo bastante, com esta visão de que, crescendo menos, o Brasil desacelera e a pressão inflacionária cai.”

Às 14h59, a taxa do DI para janeiro de 2033 — um dos mais líquidos na ponta longa — atingiu a mínima de 14,22%, em baixa de 29 pontos-base ante o ajuste da sexta-feira.

Embora a curva comece a precificar juros menores nos próximos anos, o relatório Focus do Banco Central, divulgado pela manhã, mostrou que as projeções de economistas do mercado para a inflação seguem piorando. A mediana para o IPCA — o índice oficial de inflação — em 2025 passou de 5,58% para 5,60% e em 2026 foi de 4,30% para 4,35%, conforme o Focus. Em ambos os casos os percentuais estão bem acima do centro da meta contínua perseguida pelo BC, de 3%.

A Selic projetada no Focus para o fim de 2025 está em 15,00% e para o final de 2026, em 12,50%. Já a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 está em 2,01% e em 2026 é de 1,70%.

Durante evento pela manhã, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, disse que o governo tem percebido uma desaceleração da economia e acrescentou que é “natural” que 2025 tenha crescimento um pouco inferior do que os dois anos anteriores.

Mesmo como o fechamento mais recente da curva de juros brasileira, autoridades do Banco Central seguem cautelosas ao avaliar a possível desaceleração econômica e seus efeitos sobre a inflação.

Na sexta-feira, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, pediu “tempo” para que a instituição possa “consumir dados e ter clareza para ver se não estamos assistindo apenas uma volatilidade ou se estamos observando uma tendência”.

Nesta segunda-feira, o diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, disse que o nível de segurança do aperto monetário precisa ser um pouco além do normal em meio ao nível elevado de incertezas na economia.

“A gente subiu 100 ‘bases points’ (da Selic em janeiro) e o cenário base é seguir por aí, porque temos o ‘forward guidance’ e também a nossa preocupação em ter um nível de segurança que tem que ser um pouquinho além do normal por conta dessa incerteza”, disse. Atualmente a Selic está em 13,25% ao ano.

Perto do fechamento desta segunda-feira a curva brasileira precificava 93% de probabilidade de alta de 100 pontos-base da Selic em março, como vem indicando o BC.

A principal dúvida, no entanto, é para o encontro seguinte, em maio. Na última sexta-feira o mercado de opções de Copom da B3 precificava 49,50% de probabilidade de alta de 50 pontos-base da Selic em maio, 17,00% de chances de elevação de 75 pontos-base e apenas 11,00% de probabilidade de alta de 100 pontos-base. Nas últimas semanas, têm crescido as apostas em uma elevação menor de juros a partir de maio.





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Cotações do milho na B3 recuam nesta segunda-feira


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A segunda-feira (17) chega ao final com os preços futuros do milho registrando movimentações negativas na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações flutuaram na faixa entre R$ 72,75 e R$ 80,40. 

Sem a referência de Chicago, os vencimentos do milho brasileiro registraram pequenos recuos nesta segunda-feira. 

Apesar dessas quedas, a análise da Agrinvest aponta suporte para as cotações devido às preocupações com o atraso no plantio do milho safrinha. 

“A demanda interna segue aquecida, impulsionada pelo aumento do processamento em usinas de etanol. Com mais volume absorvido no mercado interno, o volume destinado à exportação é reduzido”, acrescentam os analistas da Agrinvest. 

Ainda nesta segunda-feira, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) informou que o Brasil exportou 827 mil toneladas de milho até aqui em fevereiro, contra 1,713 milhão de todo fevereiro de 2024. Sendo assim, a média diária de embarques de milho está 8,3% menor do que a registrada no segundo mês do ano passado. 

De acordo com a análise da SAFRAS & Mercado, o mercado brasileiro de milho registra preços firmes em todas as regiões do País.  

“A alta é mais consistente e constante em São Paulo, por conta da pouca oferta. A colheita da safra de verão está lenta, a logística complicada por conta da soja e a falta de interesse de vende pelo produtor, além dos baixos estoques nas mãos dos consumidores, deixam os preços firmes”, assinalou o analista da Consultoria Safras & Mercado, Paulo Molinari. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira 

O vencimento março/25 foi cotado à R$ 80,40 com queda de 0,35%, o maio/25 valia R$ 76,91 com perda de 0,35%, o julho/25 foi negociado por R$ 72,80 com desvalorização e o setembro/25 teve valor de R$ 72,75 com baixa de 0,34%. 

No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho também teve avanços neste primeiro dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações nas praças de Sorriso/MT, Cândido Mota/SP e Palma Sola/SC. 





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