sábado, março 14, 2026

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Preços futuros do milho fecham a semana pressionados por condições…


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Acompanhando as condições climáticas da safra americana, os vencimentos futuros finalizaram a sessão com desvalorizações na sessão desta sexta-feira (16) na Bolsa de Chicago (CBOT). Os principais contratos terminaram o dia com baixas de 5,00 pontos e 3,25 pontos.

O contrato julho/25 terminou cotado com recuo de 5,00 pontos e negociado em US$ 4,43 por bushel. Já o contrato setembro/25 finalizou com queda de 3,50 pontos e está próximo de US$ 4,21 por bushel, enquanto o dezembro/25 fechou negociado por US$ 4,35  com recuo de 3,25 pontos.  Já o  março/26  está precificado em US$ 4,50 com baixa de 3,00 pontos.

Os principais vencimentos futuros do milho registraram perdas no comparativo frente ao início desta semana. Em que o contrato julho/25 fechou a sessão da segunda-feira (12) cotado em US$ 4,48 por bushel e teve uma queda de 1,12%, quando comparado com o fechamento de hoje.

Já o contrato setembro/25 encerrou o pregão da última segunda-feira cotado em US$ 4,32 por bushel e teve uma queda de 2,55%, frente ao valor do fechamento desta sexta-feira. O contrato dezembro/25 teve uma baixa semanal de 2,25%

De acordo com as informações internacionais, os futuros do milho apresentaram desempenho volátil na sessão desta sexta-feira, pressionados pelas condições ideais de cultivo no Meio-Oeste dos Estados Unidos.

Ainda de acordo com as informações, as chuvas no Meio-Oeste devem aumentar de domingo a quarta-feira para repor os suprimentos de umidade e ajudar no crescimento das plantações, de acordo com o Commodity Weather Group.

De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou que cerca de 62% da safra de milho dos EUA estava no solo até domingo, contra 40% na semana anterior e a média de 56% para esta época do ano, informou o USDA. Vinte e oito por cento já haviam emergido, acima dos 11% da semana anterior e da média de 21%.

A Agrinvest reportou que os preços do milho recuaram diante do mercado projetando uma grande safra de grãos nos Estados Unidos. As negociações futuras ainda monitoram as condições climáticas e as lavouras de outros países, especialmente na Ásia.

B3

Na Bolsa Brasileira (B3), as negociações futuras também finalizaram em campo negativo na sessão desta sexta-feira (16). O vencimento julho/25 está cotado em R$ 62,05 por saca com desvalorização de 0,72% e contrato  setembro/25 está precificado em R$ 64,00 com queda de 0,61%.

A Agrinvest reportou que as negociações futuras na Bolsa Brasileira recuaram após a confirmação do primeiro caso de gripe aviária em granja comercial no Brasil, o que levou a China a suspender temporariamente as importações de carne de frango do Brasil. 

“Arabia Saudita e Emirados Árabes, importantes compradores, ainda não se pronunciaram. China e Hong Kong respondem por 10,8% das exportações brasileiras de frango em 2024. A expectativa é de que o embargo seja temporário, já que o Brasil segue como o fornecedor mais competitivo”, comentou a Agrinvest.

Mercado Interno

A semana foi marcada por pressão baixista para as cotações no mercado interno, com os produtores avançando na fixação de oferta e os consumidores atuando com pouca força nas aquisições, conforme a Safras & Mercado destacou em nota.  

A Safras Consultoria reportou que fatores como a evolução do clima no Brasil para o desenvolvimento das lavouras, o movimento do dólar e dos preços futuros do milho e a paridade de exportação seguem no radar dos investidores.

As cotações do milho no mercado interno registraram movimentação distintas  nas regiões produtoras acompanhadas pelo Notícias Agrícolas. No município de Tangará da Serra/MT, o preço da saca do milho está precificada em R$ 65,00 e teve queda de 4,41%.

Na região de Campo Novo do Parecis/MT, o valor comercializado do cereal está próximo de R$ 63,00 por saca e com queda de 4,55%. No município de Sorriso/MT, o valor do milho está em torno de 59,00 por saca e teve recuo de 1,99%.

Já em Rio Verde/GO, a cotação do milho está próxima de R$ 64,00 por saca e teve baixa de 1,54%. No município de Machado/MG, o valor do milho está sendo negociado em R$ 68,00 por saca e teve desvalorização de 1,45%.

Em Campo Grande/MS, os preços do milho tiveram avanço de 2,22% e estão precificados em R$ 46,00 por saca. No município de Dourados/MS, o valor da saca do cereal está próxima de 55,00 por saca e teve um incremento de 1,85%. Em Cândido Mota/SP, o preço do milho teve baixa de 0,94% e está sendo negociado em R$ 52,50 por saca.





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Açúcar recua novamente nesta 6ª feira (16) e acumula perdas acima de 1% na…


Os preços do açúcar fecharam esta sexta-feira (16) com perdas moderadas nas bolsas de Nova Iorque e Londres, influenciadas por uma perspectiva de recuperação da oferta global. Com isso, as cotações ampliaram as baixas das últimas sessões e encerraram esta semana com um acumulado negativo, registrando um recuo acima de 1% entre os principais contratos. 

Nesta sexta-feira, o contrato julho/25 de Nova Iorque teve baixa de 0,15 cents (0,85%) e ficou cotado em 17,52 cents/lbp. O outubro/25 recuou para 17,69 cents/lbp, com variação negativa de 0,14 cents (0,79%). O março/26 caiu 0,15 cents (0,82%) e passou a valer 18,07 cents/lbp. O maio/26 perdeu 0,14 cents (0,80%) e ficou cotado em 17,42 cents/lbp. 

Considerando a variação semana, o contrato julho/25 de Nova Iorque teve uma redução de 1,46%, o outubro/25 caiu 1,28%, o março/26 teve um recuo de 1,09% e o maio/25 apresentou uma diminuição de 0,85%.

Em Londres, o agosto/25 teve redução de 290 pontos (0,59%) e fechou negociado em US$ 490,10/tonelada. O outubro/25 ficou cotado em US$ 486,80/tonelada, recuo de 0,51%. O dezembro/25 caiu 200 pontos (0,41%) e foi a US$ 486,50/tonelada. O março/26 encerrou o dia precificado em US$ 489,50/tonelada, perda de 180 pontos (0,37%). 

Na variação semana do açúcar branco em Londres, o agosto/25 teve uma perda de 1,96%, o outubro/25 caiu 1,10%, o dezembro/25 teve redução de 0,81% e o março/25 contabilizou uma queda de 0,73%. 

“Os preços do açúcar caíram para as mínimas de uma semana, devido às expectativas de um superávit global de açúcar. Na quarta-feira, a consultoria Datagro projetou um superávit global de açúcar em 2025/26 de +1,53 milhões de toneladas, recuperando-se acentuadamente do déficit global de açúcar de -4,67 milhões de toneladas em 2024/25. Enquanto isso, a StoneX projeta um superávit global de açúcar de +3,74 milhões de toneladas em 2025/26”, destaca o Barchart em análise desta sexta.

“Sinais de aumento da produção global de açúcar são negativos para os preços. Na última terça-feira, o Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do USDA previu que a produção de açúcar da Índia em 2025/26 aumentaria +26% a/a, para 35 milhões de toneladas, citando chuvas de monções favoráveis e o aumento da área plantada de açúcar”, acrescenta o portal.





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Sinais de maior oferta de café pesam sobre os preços e NY fecha com baixas…


Entrada das novas safras da Indonésia e do Brasil contribuiu para o recuo dos futuros em Londres

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Os preços do café encerram a sessão desta sexta-feira (16) registrando baixas de mais de 2% nas bolsas internacionais. 

Segundo informações da Reuters, os negociantes disseram que o mercado foi prejudicado pela ampla oferta, já que as safras de robusta estão sendo colhidas na Indonésia e no Brasil. “Os estoques de robusta monitorados pela ICE testemunharam uma recuperação, pressionando os preços”, disse um trader do Vietnã. 

De acordo com o Barchart, os estoques de robusta monitorados pela ICE atingiram o maior nível em 7 meses e meio nesta sexta-feira, com 4.890 lotes, e os estoques de arábica atingiram o maior nível em 3 meses, com 851.169 sacas. 

Boletim do Escritório Carvalhaes aponta que mesmo com as projeções mais otimistas sobre a produção brasileira de café em 2025, seguimos com um cenário tão apertado como o atual no novo ano-safra, que começará em julho. “Nossos estoques de passagem serão historicamente baixos, e os maiores números de produção lançados no mercado apontam para uma safra 2025 com tamanho próximo ao da atual. O equilíbrio precário entre produção e consumo global vai continuar no ano-safra 2025/2026”, destaca ainda o documento.

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Em Londres, o robusta fecha o dia registrando baixa de US$ 106 nos contratos de maio/25 e julho/25 negociado por US$ 4,816/tonelada e US$ 4,865/tonelada, um recuo de US$ 100 no valor de US$ 4,860/tonelada no de setembro/25, e uma queda de US$ 88 no valor de US$ 4,830/tonelada no de novembro/25.

O arábica encerra com baixa de 870 pontos no valor de 376,25 centa/lbp no vencimento de maio/25, uma perda de 935 pontos cotado por 365,65 cents/lbp no de julho/25, um recuo de 885 pontos no valor de 362,50 cents/lbp no de setembro/25, e uma queda de 805 pontos negociado por 357,50 cents/lbp no de dezembro/25.

Mercado Interno

Dados divulgados pela Safras & Mercado apontam que as vendas da safra 2024/25 alcançaram 97% da produção, ante 94% há um ano, conforme o fluxo dos negócios no mercado físico migra cada vez mais em direção à safra nova. As vendas de café da safra 2025/26 do Brasil seguem lentas, após um atraso na colheita, alcançando apenas 16% da produção prevista. 

Ainda de acordo de acordo com o acompanhamento semanal da Safras, até o último dia 13 de maio, a colheita da safra/25 no Brasil estava em 7%, o que representa um avanço de 5 pontos percentuais em relação à semana anterior, quando os trabalhos mal haviam começado. O ritmo está atrasado em comparação ao mesmo período do ano passado e também abaixo da média das últimas cinco safras, ambas com 10% da produção colhida até esta data.

“As chuvas têm prejudicado os trabalhos, especialmente nas áreas de conilon/robusta do Espírito Santo, Bahia e a Rondônia, assim como em parte da região de arábica das Matas de Minas. A decisão de alguns produtores de adiar o início da colheita, aguardando uma melhor maturação dos frutos ou a diminuição da umidade, também contribui para o andamento mais moroso das atividades”, destacou o consultor de Safras, Gil Barabach.

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Nas áreas monitoradas pelo Notícias Agrícolas as variações acompanharam as baixas da bolsa de NY, e o Café Arábica Tipo 6 registra recuo de 2,31% em Franca/SP no valor de R$ 2.540,00/saca, uma perda de 2,36% em Varginha/MG negociado por R$ 2.480,00/saca, e uma queda de 2,67% em Araguai/MG no valor de R$ 2.550,00/saca. Já o Cereja Descascado encerra com a desvalorização de 3,07% em Varginha/MG no valor de R$ 2.530,00/saca, e um recuo de 1,16% em Guaxupé/MG cotado por R$ 2.563,00/saca.

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Dólar tem leve baixa em dia de agenda esvaziada e fecha semana em R$5,6690


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Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – O dólar passou nesta sexta-feira por uma sessão de acomodação após o avanço firme da véspera, oscilando em margens estreitas até encerrar em leve baixa ante o real, em um dia de agenda relativamente esvaziada e sem gatilhos fortes para as cotações.

O dólar à vista fechou em leve baixa de 0,20%, aos R$5,6690. Na semana, a divisa acumulou alta de 0,25%.

Às 17h18, na B3, o dólar para junho — atualmente o mais líquido – cedia 0,33%, aos R$5,6845.

Na quinta-feira o dólar havia subido 0,84%, com investidores se apegando a especulações de que o governo estaria preparando um pacote de gastos para alavancar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026, ano de eleição, com medidas que poderiam incluir um possível reajuste do Bolsa Família. A percepção era de que as medidas prejudicariam o ajuste fiscal brasileiro.

Ainda que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tenha desmentido haver estudos no governo para o reajuste do Bolsa Família — o que já tinha sido negado pelo ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias — e insistido que sua pasta trabalha apenas em medidas fiscais pontuais “para o cumprimento da meta fiscal”, o dólar se manteve em alta na véspera.

Nesta sexta-feira, a divisa chegou a acelerar os ganhos no período da manhã, superando os R$5,70, mas o impulso não se sustentou e o dólar retornou para perto da estabilidade.

A elevação do dólar na quinta-feira “foi Tesouraria de banco trabalhando para ganhar dinheiro, porque os fundamentos não justificariam uma alta assim”, comentou nesta sexta-feira João Oliveira, head da Mesa de Operações do Banco Moneycorp.

“Então, o dólar subiu ontem, e hoje manteve o nível, mesmo porque o fluxo diminui um pouco às sextas-feiras”, acrescentou, chamando atenção ainda para a agenda esvaziada no Brasil e no exterior.

Após marcar a cotação máxima de R$5,7147 (+0,61%) às 10h07, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,6615 (-0,33%) às 15h49, para depois encerrar próximo disso.

No exterior, a divisa norte-americana subia ante moedas fortes como o iene, o euro e a libra, mas tinha no fim da tarde sinais mistos ante as moedas de países emergentes – cedia ante o real e o peso mexicano, por exemplo, mas avançava ante o peso chileno e a lira turca.

Às 17h11 o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,31%, a 101,080.

Pela manhã o BC vendeu toda a oferta de 30.000 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 2 de junho de 2025.





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Ibovespa fecha com queda discreta em dia de tombo de BB e salto de Marfrig


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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa fechou com uma queda modesta nesta sexta-feira, marcada pelo tombo das ações do Banco do Brasil, refletindo frustração dos agentes com o resultado do banco nos primeiros meses do ano, e pela disparada da Marfrig, que renovou máximas históricas após anunciar que irá incorporar a BRF.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,24%, a 138.999,03 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 137.713,31 pontos na mínima e 139.334,72 pontos na máxima do dia. Na semana, contudo, acumulou um ganho de 1,82%.

O volume financeiro nesta sexta-feira somava R$25,58 bilhões antes dos ajustes finais, influenciado também pelo vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista.

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Wall Street sobe com esperanças comerciais e dados mostram pessimismo de…


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Por Sinéad Carew e Pranav Kashyap

(Reuters) – Os principais índices de Wall Street subiram nesta sexta-feira, atingindo sua quinta alta diária consecutiva, impulsionados pela trégua tarifária entre os Estados Unidos e China anunciada anteriormente na semana, mesmo com dados de pesquisas econômicas mostrando uma deterioração na confiança do consumidor norte-americano.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 0,70%, para 5.958,47 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 0,51%, para 19.208,89 pontos. O Dow Jones subiu 0,78%, para 42.650,78 pontos.

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Petróleo tem alta semanal, mas permanece sob pressão de aumento de oferta


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Por Arathy Somasekhar

HOUSTON (Reuters) – O petróleo subiu nesta sexta-feira, registrando também a segunda semana consecutiva de ganhos com a diminuição das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, embora os preços tenham sido contidos pelas expectativas de maior oferta do Irã e da Opep+.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam com alta de 1,4%, a US$65,41 por barril, enquanto os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate dos EUA subiram 1,4%, a US$62,49.

Os contratos de referência registraram um aumento semanal de 1% e 2,4%, respectivamente.

Os contratos caíram mais de 2% na sessão anterior, devido à perspectiva de um acordo nuclear com o Irã, que poderia resultar em uma flexibilização das sanções, o que poderia fazer com que o petróleo iraniano voltasse ao mercado global.

“Os aumentos esperados na produção de petróleo da Opep+, juntamente com um acordo nuclear iraniano mais provável, fizeram ressurgir (expectativas baixista)”, disse Dennis Kissler, vice-presidente sênior de negociação da BOK Financial.

“A curto prazo, com o arrefecimento das temperaturas geopolíticas, será necessária uma forte demanda sazonal de viagens nos próximos meses para contrabalançar os aumentos esperados na oferta”, acrescentou Kissler.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na quinta-feira que os EUA estavam se aproximando de um acordo nuclear com o Irã, com Teerã “mais ou menos” concordando com seus termos. No entanto, uma fonte familiarizada com as negociações disse que ainda havia questões a serem resolvidas.

Os analistas do ING escreveram em uma nota que um acordo nuclear que suspenda as sanções permitiria que o Irã aumentasse a produção de petróleo, resultando em oferta adicional de cerca de 400.000 barris por dia.

(Reportagem de Anna Hirtenstein e Robert Harvey em Londres. Reportagem adicional de Colleen Howe, em Pequim, e Siyi Liu, em Cingapura)





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Gripe Aviária: Especialista avalia que evento do mercado pode ser maior que…


“Pode haver um impacto de curto prazo nas empresas do setor, como a BRF, mas também existe uma grande chance de que vejamos uma sobre-reação do mercado a um evento que ainda está sendo controlado”

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou, nesta sexta-feira (16), o 1° caso de gripe aviária de alta patogenicidade (H5N1) em uma granja comercial no Brasil. O foco foi detectado no município de Montenegro (RS), uma das regiões com maior peso na produção avícola nacional, responsável por cerca de 15% das exportações de carne de frango do país. A propriedade obtida é um matrizeiro com aproximadamente 17 mil aves externas à produção de ovos férteis. Segundo a Secretaria de Defesa Agropecuária, medidas de contenção já foram inovadoras, incluindo a redução sanitária, rastreamento e eliminação de ovos da unidade, além da decretação de estado de emergência zoossanitária por 60 dias no município.

A confirmação do foco ocorre em um contexto delicado para o setor . Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 10 bilhões em carne de frango, representando 35% do comércio global . A China, o Japão, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos estão entre os principais destinos da produção brasileira, e qualquer sinal de instabilidade sanitária pode gerar restrições comerciais imediatas , como já ocorreu no passado com o Japão. Apesar do alerta, Felipe Vasconcellos, sócio da Equus Capital, avalia que é preciso cautela antes de tirar conclusões precipitadas sobre os impactos no mercado . “Notícias como essas geralmente causam medo e chamam bastante atenção, mas é importante parar e analisar com um pouco mais de calma. O Ministério da Agricultura e a Vigilância Sanitária estão sempre atentos aos riscos de doenças, com protocolos muito claros para contenção. É do interesse tanto do governo quanto dos produtores mitigar rapidamente esses efeitos”, explica.

Na visão do especialista, os impactos mais imediatos podem ser sentidos nas ações de empresas com forte exposição ao setor avícola. “Pode haver, sim, um impacto de curto prazo nas empresas do setor, como a BRF , mas também existe uma grande chance de que vejamos uma sobre-reação do mercado a um evento que ainda está sendo controlado”, avalia Vasconcellos. Além disso, o anúncio da fusão entre a Marfrig (MRFG3) e a BRF (BRFS3) movimentou o mercado nesta sexta-feira (16). A operação prevê a incorporação da totalidade das ações da BRF pela Marfrig, criando a MBRF Global Foods Company, com receita combinada de R$ 152 bilhões . A relação de troca estabelecida é de 0,8521 ação da Marfrig para cada ação da BRF, acompanhada da distribuição de R$ 6 bilhões em proventos . Como resultado, as ações da Marfrig dispararam mais de 17% , enquanto as da BRF recuaram cerca de 2% , refletindo as percepções do mercado sobre os termos da fusão.

Para Felipe Vasconcellos, é fundamental observar os desdobramentos nos próximos dias. “Existem países que podem impor embargos temporários, mas se o foco para contidos e o Brasil mantiver transparência com os parceiros internacionais, a tendência é que os efeitos sejam limitados . Em casos como esse, já vimos no passado que a sobreoferta de frango no mercado interno pode levar a uma redução pontual de preços , mas ainda é cedo para qualquer especificação concreta”. A Equus Capital segue monitorando os impactos econômicos e de mercado decorrentes do caso, com foco em orientar decisões de investidores e produtores diante de um cenário que exige informação de qualidade e análise técnica.

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“Como está nosso agronegócio é a palavra-chave”: Bolsonaro fala aos…


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No encerramento do 6º Seminário A Voz do Campo, realizado em Gramado/RS nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro deixou uma mensagem aos produtores rurais e líderes do setor reunidos durante o evento. “Este é um setor importantíssimo, responsável por, aproximadamente, um terço do nosso PIB e está sendo massacrado por este governo”, disse. 

Bolsonaro citou a questão das altas taxas de juros, do crédito escasso e afirmou ainda que, caso o cenário não se altere e a classe produtora seja encarada e tratada de outra forma, “vai faltar arroz e feijão não só na mesa dos mais pobres, mas de todos”. 

Durante sua fala, Bolsonaro ainda falou sobre a questão do crescente endividamento, dos fretes e demais despesas logísticas elevadas e ainda tratou de uma “silenciosa invasão da China” no Brasil, além da questão do Marco Temporal entre os pontos de atenção que elencou que exigem cuidado e estratégia pelo agronegócio. 

O ex-presidente e principal líder da direita no país esteve ao vivo na Voz do Campo por uma chamada de vídeo, realizada pelo deputado Federal Luciano Zucco (PL-RS), já que não pode estar pessoalmente no evento em função dos cuidados que está tendo com sua saúde depois da cirurgia abdominal feita nas últimas semanas.

Acompanhe sua fala:

 

O deputado foi recebido com muito entusiasmo pelos participantes do evento e citado como um possível candidato ao governo do Rio Grande do Sul nas próximas eleições. “Eu quero dizer pra vocês que ou nos unimos, neste momento, valorizando o agro, quem realmente está de sol a sol, colocando a verdade, se expondo, ou vamos continuar com florestas que são, basicamente, tomada por espinhos”, disse.

>> Clique AQUI e veja todo o contéudo produzido durante o 6º Seminário a Voz do Campo

Veja como foi sua participação no 6º Seminário A Voz do Campo:

 

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Por:

Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes

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Marco Temporal: “Constituição de 1988 traçou normas para a declaração de…


Ministra esteve no 6º Seminário A Voz do Campo e destacou importância de se proteger a lei do Marco Temporal

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Uma das presenças mais aguardadas durante o 6º Seminário A Voz do Campo foi da ministra aposenta do STF (Supremo Tribunal Federal), Ellen Gracie. O tema de seu painel durante o evento foi insegurança jurídica, em especial quando se trata das demarcações de terras indígenas e do Marco Temporal. 

A ministra citou como todo o processo vem se dando nos últimos anos, além de ter utilizado como exemplo, o caso Raposa Serra do Sol, em Roraima, que foi bastante emblemático nas últimas décadas. no entanto, Gracie também falou sua preocupação com a fragilidade do Marco Temporal durante este processo de revisão da lei, e em como a tese do Indigenato e o jusnaturalismo – utilizados pelo ministro André Mendonça – podem ameaçar a lei do marco. “Esta é uma premissa filosófica ultrapassada”, disse. 

>> Clique AQUI e veja todo o contéudo produzido durante o 6º Seminário a Voz do Campo

Questionada sobre se o Marco Temporal tornou-se um instrumento político, Gracie foi taxativa: “tudo é político”. Agora, a expectativa é de que o lei seja revisada, reanalisada e seja protegida, para, enfim, garantir segurança jurídica a todos os envolvidos, produtores rurais e povos indígenas. 

Em sua análise, a ministra também afirmou que, ao contrário do que muitas notícias trouxeram, não houve uma afronta do Congresso Nacional ao STF quando os vetos todos impostos pelo Governo Federal foram derrubados. “O Poder Legislativo pode sim discordar do que é decidido no STF”. E complementou dizendo: “Temos um momento de paralisia total nesta questão. Eu creio que este é o momento em que todos nós possamos encaminhar nossas ponderações ao Supremo Tribunal Federal (…) Essa é uma questão que precisa de solução. A constituição de 1988 traçou as normas para a declaração dessas terras e elas deverão ser realizadas. com o mínimo de estresse, o mínimo de atrito entre as populações, porque, afinal de contas, somos todos brasileiros, inclusive os indígenas”. 

Veja:

Durante sua participação no evento, Ellen Gracie também falou sobre sua atuação como produtora rural, criando gado, ovelhas, e produzindo nozes e azeitonas. “Esta é uma pequena jóia que eu tenho e que cuido com muito carinho”, disse.  

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