quarta-feira, março 11, 2026

Safra

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Exportação de óleo de palma da Indonésia sobe 53% em maio, com demanda…


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Por Fransiska Nangoy e Rajendra Jadhav

JACARTA (Reuters) – As exportações de óleo de palma bruto e refinado da Indonésia aumentaram 53% em maio em relação ao ano anterior, segundo dados do departamento de estatísticas, conforme o óleo tropical começou a ser negociado com desconto em relação a seus rivais, aumentando a demanda dos principais compradores.

A expectativa é de que o aumento das exportações da Indonésia, o maior produtor mundial de óleo de palma, reduza os estoques e apoie os preços do produto, que caíram para um desconto em relação ao óleo de soja depois de terem sido negociados com um prêmio no início deste ano.

De acordo com os dados, a Indonésia exportou 1,88 milhão de toneladas de óleo de palma bruto e refinado em maio, acima dos 1,23 milhão de toneladas um ano antes.

Em valores, as exportações aumentaram quase 71% em relação ao ano anterior, para US$1,85 bilhão, segundo os dados.

Entre janeiro e maio, a Indonésia exportou 8,3 milhões de toneladas de óleo de palma bruto e refinado, acima das 8,01 milhões de toneladas de um ano atrás.

No entanto, os dados da agência excluem o óleo de palmiste, produtos oleoquímicos e o biodiesel.

A GAPKI, associação de óleo de palma da Indonésia, geralmente divulga seus dados em uma data posterior, abrangendo mais produtos e com diferentes valores de exportação.

O óleo de palma compete principalmente com os suprimentos de óleo de soja e de girassol da Argentina, Brasil, Rússia e Ucrânia.

(Reportagem de Fransiska Nangoy e Rajendra Jadhav)





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MAPA: Governo Federal lança Plano Safra 2025/2026 com R$ 516,2 bilhões para…


Com o slogan Força para o Brasil crescer, a nova edição amplia o crédito, incentiva a sustentabilidade e garante apoio ao produtor rural

Para fomentar e fortalecer ainda mais o agro brasileiro, o Governo Federal lança nesta terça-feira (1º) o Plano Safra 2025/2026, com recursos na ordem de R$ 516,2 bilhões destinados à agricultura empresarial. O valor representa um acréscimo de R$ 8 bilhões em relação à safra anterior. A cerimônia de lançamento será realizada às 11h, no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Veja os detalhes dos juros, recursos e linhas de crédito:

Voltado a médios e grandes produtores, o Plano Safra da agricultura empresarial é coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e contempla operações de custeio, comercialização e investimento. As condições variam de acordo com o perfil do beneficiário e o programa acessado. As taxas de juros, prazos e limites de crédito estarão disponíveis nas tabelas oficiais a serem divulgadas pelo Mapa.

Medidas para ampliar a segurança e sustentabilidade no campo

A partir deste ano, o crédito rural de custeio agrícola passa a exigir a observância das recomendações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). Anteriormente restrita a operações de até R$ 200 mil contratadas por agricultores familiares do Pronaf com enquadramento obrigatório no Proagro, a exigência agora se estende a financiamentos acima desse valor e a contratos em que o Proagro não é exigido. O objetivo é evitar a liberação de crédito fora dos períodos indicados ou em áreas com restrições, contribuindo para maior segurança e sustentabilidade na produção. A exceção ocorre somente nos casos em que não houver zoneamento disponível para o município ou para a cultura financiada.

Outra novidade é a autorização para o financiamento de rações, suplementos e medicamentos adquiridos até 180 dias antes da formalização do crédito, o que flexibiliza o acesso aos insumos.

O crédito de custeio também poderá ser destinado à produção de sementes e mudas de essências florestais, nativas ou exóticas, valorizando iniciativas voltadas à preservação ambiental. Ainda nesse contexto, será permitido o financiamento de insumos e tratos culturais voltados ao cultivo de plantas utilizadas para cobertura e proteção do solo no período de entressafra, incentivando práticas agrícolas sustentáveis.

Além disso, o novo ciclo do Plano Safra traz medidas para facilitar a renegociação de dívidas, oferecendo aos produtores que enfrentaram dificuldades em safras anteriores mais flexibilidade para reorganizar seus passivos e retomar o fluxo produtivo.

Acesso ampliado ao Funcafé

Um dos destaques desta edição é a ampliação do acesso ao Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). A partir de agora, beneficiários do Pronaf e do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) poderão acessar o fundo mesmo que já tenham contratos ativos pelo Plano Safra, aumentando as opções de crédito e fortalecendo a capacidade de investimento e produção no setor cafeeiro.

Incentivo à produção sustentável e à modernização

Os produtores que adotarem práticas sustentáveis terão acesso a condições diferenciadas, como juros reduzidos. O Plano Safra 2025/2026 também oferece crédito para produção de mudas, reflorestamento e culturas de cobertura, que ajudam a preservar o solo entre uma safra e outra.

Além disso, o governo prorrogou para o período de 1º de julho de 2025 a 30 de junho de 2026 a aplicação do desconto de 0,5 ponto percentual na taxa de juros das operações de crédito rural de custeio. A medida vale para produtores enquadrados no Pronamp e também para os demais produtores que investirem em atividades sustentáveis, com recursos equalizados e respeitados os limites definidos por cada instituição financeira para o ano agrícola.

Programas voltados à modernização e inovação seguem fortalecidos. Moderagro e Inovagro foram unificados para simplificar o acesso ao crédito e, com isso, houve aumento do limite disponível para investimentos em granjas, possibilitando que essas estruturas se mantenham sempre atualizadas em relação à sanidade animal.

O subprograma RenovAgro Ambiental passa a contemplar também ações de prevenção e combate a incêndios, além de recuperação de áreas protegidas. Entre as novidades, está a possibilidade de financiamento de ações de prevenção e combate ao fogo no imóvel rural; uso dos recursos para a aquisição de caminhões-pipa ou carretas-pipa; e entre os itens financiáveis, mudas de espécies nativas para a reposição e recomposição de áreas de preservação permanente e reservas legais.

O programa de armazenagem (PCA) também foi ampliado. O limite de capacidade por projeto passou de 6 mil para 12 mil toneladas, o que contribui para melhorar a infraestrutura de estocagem e escoamento da produção rural.

Outra novidade é a ampliação do limite de renda para enquadramento no Pronamp, que passou de R$ 3 milhões para R$ 3,5 milhões por ano, permitindo que mais produtores tenham acesso às condições diferenciadas oferecidas pelo programa.

Compromisso com o desenvolvimento do agro

Com o slogan “Força para o Brasil crescer”, o Plano Safra 2025/2026 destaca a relevância da agropecuária para o crescimento do país. A ampliação do crédito, o incentivo à produção sustentável e o fortalecimento das políticas voltadas ao campo reforçam a estratégia do governo de promover um setor mais eficiente, competitivo e alinhado às demandas ambientais.





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Mercado do açúcar mantém viés de baixa neste primeiro dia de julho


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Nesta terça-feira (1), o mercado do açúcar segue pressionado, refletindo as incertezas sobre a demanda global e a expectativa de excedente na oferta. Os contratos com vencimento em outubro/25 são negociados a 15,80 cents de dólar por libra-peso na Bolsa de Nova Iorque, com queda de 2,47%, enquanto o março/26 recua 2,13%, cotado a 16,58 cents.

A forte retração começou ainda na segunda-feira, quando o açúcar em NY atingiu a mínima dos últimos 4 anos e meio, com destaque para a liquidação do contrato de julho diante da perspectiva de grandes entregas antes do vencimento. A consultoria Czarnikow agravou o cenário ao projetar um superávit global de 7,5 milhões de toneladas para 2025/26 — o maior em oito anos.

No Brasil, os números da UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) apontam retração nas atividades. Na primeira quinzena de junho, a moagem no Centro-Sul somou 38,78 milhões de toneladas, queda de 21,49% ante as 49,40 milhões do mesmo período da safra passada. No acumulado até 16 de junho, o total processado é de 163,58 milhões de toneladas, recuo de 14,33% na comparação anual.

Atualmente, 255 unidades estão em operação na região, número próximo ao registrado em 2024, embora as condições climáticas estejam dificultando a colheita. “Já operamos com 95% da capacidade ativa, mas o volume colhido está abaixo da média devido ao excesso de umidade”, explica Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da UNICA.

O indicador de qualidade da matéria-prima também recuou. O ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) atingiu 128,66 kg por tonelada de cana na primeira quinzena de junho, contra 134,55 kg/t no mesmo período de 2024, queda de 4,37%. No acumulado da safra, a retração é de 4,54%.

A produção de açúcar na quinzena somou 2,45 milhões de toneladas, 22,12% inferior aos 3,15 milhões de toneladas do ano anterior. No acumulado, a produção totaliza 9,40 milhões de toneladas, ante 11,02 milhões no ciclo anterior (-14,63%).

Já a produção de etanol caiu 17,97% para o hidratado e 26,97% para o anidro na primeira quinzena de junho. No acumulado da safra, os números mostram recuo de 14,21%, com produção total de 7,50 bilhões de litros, 4,94 bilhões de hidratado e 2,56 bilhões de anidro.

No mercado spot paulista, o açúcar cristal branco registrou seu menor preço nominal desde julho de 2021. Na sexta-feira (27), o Indicador CEPEA/ESALQ (Icumsa 130-180) fechou em R$ 117,00/saca de 50 kg, acumulando queda de 4,4% na semana. Mesmo com o cenário de baixa, o produto ainda é mais rentável no mercado interno que nas exportações.

Por outro lado, o etanol encerrou o mês em alta. Entre 23 e 27 de junho, o etanol hidratado subiu 1,57%, com o Indicador CEPEA/ESALQ em R$ 2,6099/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins). O etanol anidro teve alta de 2,84%, cotado a R$ 2,9962/litro. Segundo o CEPEA, fatores como chuvas, geadas, aumento da mistura obrigatória do anidro para 30% e maior volume de vendas nas usinas sustentaram os preços.

 





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Governador de MT firma acordo com a Aprosoja MT de congelamento do valor do…


Diante do cenário de elevação dos custos de produção, das dificuldades mercadológicas e das taxas de juros em patamares proibitivos, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) tem recebido constantes reclamações dos produtores em relação aos aumentos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), decorrentes de sua vinculação ao índice inflacionário. Em virtude disso, a entidade tem buscado, junto ao Governo do Estado de Mato Grosso e à Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) medidas que atenuem esse impacto sobre a rentabilidade do produtor rural.

Sensíveis a essa demanda, tanto a ALMT, por meio do presidente, deputado Max Russi, quanto o Governador Mauro Mendes, têm se empenhado em encontrar soluções para evitar um aumento descontrolado dessa contribuição.

Nesta terça-feira (01.07), recebemos a informação de que o Governador encaminhará à Assembleia um projeto de lei que autoriza o congelamento dos aumentos da Unidade de Padrão Fiscal (UPF), impactando diretamente o cálculo do Fethab. Com isso, o compromisso firmado entre o Governador e a Aprosoja MT é de manter o valor congelado até o final do ano, medida que a entidade agradece prontamente.

Agora, a Aprosoja MT espera que a ALMT aprove o projeto, evitando, assim, um efeito inflacionário sobre uma contribuição destinada à melhoria da infraestrutura, mas que não deve, em virtude do descontrole fiscal do país, comprometer a renda do produtor rural.

Confira a sonora do presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber sobre o assunto:

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Mato Grosso se consolida como potência global na venda de carne bovina, com…


Mato Grosso é responsável por aproximadamente 3% das exportações globais de carne bovina. Se fosse um país, ocuparia a 9ª posição no ranking mundial de exportadores, segundo dados do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Em 2024, o estado produziu 1,7 milhão de toneladas de carne bovina, liderando o ranking nacional com 17,1% da produção brasileira. Foram abatidos 6,6 milhões de animais no período, consolidando a liderança de Mato Grosso como maior produtor da proteína animal no Brasil.

“Mato Grosso é um importante polo de produção de carne bovina e tem ganhado destaque no mercado internacional não apenas pelo volume de carne in natura, mas também pela exportação de miúdos e subprodutos de origem animal. O crescimento contínuo das exportações nos últimos anos tem deixado o setor cada vez mais otimista”, avalia o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.

Em 2025, o ritmo de produção segue aquecido, com perspectivas de abertura de novos mercados. De janeiro a maio, o estado já abateu 7,3 milhões de bois, com destaque para o mês de maio, quando mais de 553,2 mil cabeças foram processadas.

Entre os fatores que sustentam o otimismo do setor está a recente autorização, concedida em junho, para a exportação de subprodutos de origem animal destinados à fabricação de extratos para uso farmacêutico aos países da União Econômica Euroasiática.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Rússia, Cazaquistão, Belarus, Armênia e Quirguistão passam agora a importar itens como retina, próstata, cartilagem escapular, ovários e glândulas do timo de bovinos brasileiros.

“A União Econômica Euroasiática representa um mercado de 185 milhões de habitantes e tem ampliado sua demanda por insumos farmacêuticos de origem animal. Essa nova autorização faz parte da estratégia de diversificação da pauta exportadora, com o objetivo de reduzir a dependência de poucos países compradores e ampliar o alcance global dos nossos produtos”, reforça o diretor do Imac.





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Dólar sobe na contramão do exterior com decisão do governo de defender alta…


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Por Fernando Cardoso

SÃO PAULO (Reuters) -O dólar à vista subia ante o real nesta terça-feira, na contramão do exterior e um dia depois de fechar o semestre no menor valor do ano, conforme os investidores avaliavam o embate político e jurídico do governo com o Congresso em torno da cobrança do IOF, com as negociações comerciais dos Estados Unidos também em foco.

Às 11h15, o dólar à vista subia 0,36%, a R$5,4545 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha alta de 0,23%, a R$5,486 na venda.

Na segunda-feira, o dólar à vista fechou em baixa de 0,88%, a R$5,4350, no menor valor de fechamento desde 19 de setembro do ano passado.

Os movimentos do real nesta sessão tinham como pano de fundo o anúncio da Advocacia-Geral da União (AGU) de que irá ingressar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para defender o decreto do governo que elevou alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e foi derrubado pelo Congresso na semana passada.

“A avaliação técnica dos nossos advogados, e que foi submetida ao senhor presidente da República, foi que a medida adotada pelo Congresso Nacional acabou por violar o princípio da separação de Poderes”, disse o advogado-geral da União, Jorge Messias.

Segundo analistas, a reação negativa do mercado nacional se dá tanto pelo conteúdo do decreto do IOF, que já vinha gerando insatisfação entre os investidores, quanto pela perspectiva de embate institucional entre Executivo e Legislativo, o que gera incerteza para o cenário político do país.

“O que atrapalha o desempenho do real é o próprio Brasil. O contexto político e fiscal de Brasília continua trazendo dor de cabeça”, disse Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.

“Isso traz volatilidade para os ativos brasileiros, traz volatilidade para o câmbio”, completou.

No exterior, o cenário era de fraqueza para o dólar, conforme os mercados navegam pelas incertezas geradas com a aproximação do prazo de 9 de julho para que parceiros dos EUA fechem acordos a fim de evitar tarifas mais altas.

Os receios quanto às disputas comerciais têm provocado nos últimos meses um movimento de fuga dos ativos dos EUA, incluindo o dólar, levando a divisa a recuar tanto frente a pares fortes, como o euro e o iene, e emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano.

A percepção de analistas é de que, apesar das ameaças tarifárias partirem do presidente dos EUA, Donald Trump, a maior economia do mundo é que será mais prejudicada pelas altas taxas de importação sobre produtos de diversos países.

Em outro fator de pressão para o dólar, os investidores também têm fomentado suas apostas em cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve neste ano, na esteira de dados de inflação moderados e números fracos para a atividade econômica, como a contração de 0,5% no PIB dos EUA para o primeiro trimestre.

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,14%, a 96,626.

Ao longo da semana, o foco dos mercados estará em torno de dados econômicos, com destaque para o relatório de emprego de junho dos EUA na quinta-feira, que pode fornecer novos sinais sobre a trajetória da taxa de juros do Fed.

(Edição de Isabel Versiani e Camila Moreira)





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Tarifa de 10% dos EUA e valorização do euro terá impacto sobre exportações…


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SINTRA, Portugal (Reuters) – Uma tarifa de 10% dos Estados Unidos sobre produtos europeus, combinada com uma valorização semelhante ou maior do euro em relação ao dólar, teria um impacto significativo sobre as exportações da zona do euro, disse o membro do Banco Central Europeu, Martins Kazaks.

Como as negociações comerciais entre os EUA e a UE permanecem incertas, economistas estão especulando sobre as condições que podem levar o BCE a intervir com novos cortes nas taxas de juros para apoiar a economia da zona do euro.

Kazaks disse que as importações da zona do euro já seriam afetadas por uma tarifa de 10% dos EUA – a linha de base com a qual as autoridades da UE se conformaram – e por um aumento de 10% ou mais na taxa de câmbio do euro em relação ao dólar, o que seria apenas 1% a mais do que o ganho desde o Dia da Libertação.

Tarifas mais altas no exterior e uma moeda mais forte tornam as exportações de uma região mais caras.

“Se houver uma tarifa de 10% mais uma valorização da taxa de câmbio do euro de mais 10%, isso é grande o suficiente para afetar a dinâmica das exportações”, disse ele à Reuters no fórum anual do BCE sobre bancos centrais em Sintra, Portugal.

O euro estava sendo negociado a US$1,178 nesta terça-feira, com alta de 13,8% desde o início do ano e de 8,9% desde o início de abril.

Kazaks descreveu a economia da zona do euro como “fraca”, embora ainda apresente “algum crescimento”, acrescentando que a inflação está “mais ou menos” na meta de 2% do banco central, o que implica pouca necessidade de grandes mudanças.

A última projeção do BCE apontou a inflação na meta de 2,0% este ano, antes de cair para 1,6% no ano seguinte e retornar a 2,0% em 2027.

“A maior parte do ajuste de juros já foi feita”, disse Kazaks, repetindo sua posição anterior. “Se houver mais cortes, eles serão pequenos e terão valor de sinalização, desde que permaneçamos no cenário base.”

Ele também alertou que a China “está começando a despejar produtos na Europa”, o que tanto reduzirá a inflação quanto prejudicará a competitividade europeia.

(Reportagem de Francesco Canepa)





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Setor Leiteiro considera positiva medida que prevê financiamento para…


Anúncio foi feito pelo governo Federal ao divulgar o Plano Safra 2025/2026 para a agricultura familiar

O novo Plano Safra voltado à agricultura familiar para o biênio 2025/2026, apresentado nesta segunda-feira, 30 de junho, pelo Governo Federal, trouxe como uma das novidades o Programa de Transferência de Embriões, uma iniciativa que visa financiar a melhoria genética e a produtividade na cadeia leiteira. O presidente da Associação de Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) e da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Marcos Tang, considera positivo o interesse em ajudar o produtor a ter uma melhor genética para seus animais, “desde que sejam recursos com juros acessíveis e sem muita burocracia”.

Conforme Tang, é muito interessante pensar em tecnologia para avançar geneticamente de uma forma mais rápida, ou seja, “a multiplicação dos animais diferenciados”. “Desta forma, o produtor realmente pode ter as filhas das melhores vacas que já se provaram. Mas aí entra a questão da assistência técnica, que é fundamental. Como irão ser escolhidas essas matrizes que serão as reprodutoras, as mães das futuras vacas?”, questiona o dirigente, dizendo que para ser uma doadora de embriões a vaca deve ter, em primeiro lugar, o seu registro oficializado, controle leiteiro e análise morfológica. “Portanto, o produtor precisa ter esse apoio técnico, científico, para realmente escolher bem as matrizes que serão as mães das futuras gerações”, observa.

O presidente da Gadolando e da Febrac enfatiza, ainda, que é um trabalho que precisa ser feito com muita parcimônia, com muito cuidado, para que haja um bom uso do dinheiro. “Temos que ver como vai ser o programa, quem tem direito, e aí entra a responsabilidade de todas as associações envolvidas com a cadeia leiteira em dar esse suporte e ajudar na escolha dessas matrizes que serão replicadas”, adianta.

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Minério de ferro cai com demanda fraca da China


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Por Lucas Liew

CINGAPURA (Reuters) – Os contratos futuros do minério de ferro caíram nesta terça-feira, já que os dados decepcionantes de atividade industrial na China e os persistentes problemas do setor imobiliário local pioraram o sentimento.

Alertas de preços mais baixos feitos por autoridades australianas e as expectativas de uma demanda sazonal mais branda também contribuíram para a perspectiva baixista.

O contrato de setembro do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China terminou as negociações do dia com queda de 1,32%, a 708,5 iuanes (US$98,92) a tonelada.

O minério de ferro de referência de agosto na Bolsa de Cingapura perdeu 0,98%, a US$93,1 a tonelada.

A atividade industrial da China encolheu pelo terceiro mês consecutivo em junho, embora em ritmo mais lento. No entanto, o sentimento dos negócios permanece moderado.

A fraqueza contínua no setor imobiliário da China e um relatório do governo australiano alertando sobre preços mais baixos devido às fracas perspectivas pesaram ainda mais sobre o sentimento, disse o ANZ.

Além disso, o sentimento dos investidores também foi afetado depois que Jiang Wei, secretário geral da Associação de Ferro e Aço da China, foi citado pelo China Metallurgical News na semana passada aconselhando as autoridades a restringir as exportações de tarugos.

O pedido foi feito após o aumento das remessas de produtos de aço semiacabados no acumulado do ano.

O volume total de minério de ferro despachado para destinos globais pelos principais produtores, Austrália e Brasil, caiu 7,4% de 23 a 29 de junho, revertendo o salto da semana anterior, informou a consultoria chinesa Mysteel.

(Reportagem de Lucas Liew)

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Trip Cafezal: conexão da Região do Cerrado Mineiro com mercado europeu de…


Carlos Eduardo Bitencourt e a equipe da Cafezal Milano, eleita a melhor cafeteria da Itália em 2025, compartilham conhecimentos em palestras e cursos

A cidade de Patrocínio, na Região do Cerrado Mineiro, será palco de um evento que promete reforçar a conexão entre a tradição cafeeira brasileira e o mercado europeu, nos dias 9 e 10 de julho. A Federação dos Cafeicultores do Cerrado, em parceria com o Sebrae Minas, receberá, durante a Trip Cafezal, Carlos Eduardo Bitencourt, fundador e CEO da Cafezal Milano e sua equipe para uma série de palestras e cursos abertos ao público e ao setor cafeeiro.

A Cafezal Milano Specialty Coffee, reconhecida como Melhor Cafeteria da Itália 2025 pelo prestigiado prêmio BarAwards, é a maior marca independente de café de especialidade do país em número de lojas, destacando-se como referência em sustentabilidade, modelo de negócios inovador, excelência em qualidade e hospitalidade. Em setembro, a Cafezal se tornará a primeira marca italiana de café especial a expandir para outro país, com a inauguração de uma nova loja em Lisboa.

Segundo Juliano Tarabal, diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, este evento simboliza mais do que uma troca técnica: é um passo estratégico para fortalecer o relacionamento da Federação com o mercado europeu, um dos principais compradores de cafés do Cerrado Mineiro.

“A relação com o café brasileiro sempre foi essencial para a Cafezal. Iniciei visitando lavouras em 2014, e então morava na Europa há 8 anos. Desde quando abrir a empresa em 2017, trouxe do Brasil a maior parte dos cafés que usamos em nossas lojas. Em 2024 importamos um container exclusivamente com cafés especiais, sendo a maioria originária do Cerrado Mineiro. Essa proximidade é real e sempre foi constante no passar dos anos”, afirma Carlos Eduardo Bitencourt.

História e propósito compartilhados

A parceria entre a Federação dos Cafeicultores do Cerrado Mineiro e a Cafezal Milano começou em 2024, quando a região realizou um roadshow pela Itália para apresentar seus pilares de qualidade e rastreabilidade. Em Milão, a Cafezal foi anfitriã de um dos eventos-chave, criando uma ponte entre a hospitalidade italiana e a excelência cafeeira do Cerrado.

Agora, em julho de 2025, ocorre o movimento inverso: Carlos – que fundou a marca em 2017, então a primeira torrefação-cafeteria artesanal independente de Milão —  desembarca no Cerrado Mineiro com sua equipe para conhecer de perto as práticas agrícolas, a cultura e a inovação da região.

Durante a Trip Cafezal, Carlos compartilhará sua trajetória empreendedora e o modelo de hospitalidade que consagrou a Cafezal como referência no mercado europeu, tornando-a um dos cases mais relevantes de crescimento sustentável e reposicionamento de produto no setor de hospitalidade independente; os aprendizados por trás da expansão de cinco para seis lojas em Milão e da próxima abertura internacional em Lisboa e a visão que levou a marca a ser eleita melhor cafeteria da Itália 2025 (BarAwards) e a figurar entre as três melhores cafeterias independentes da Europa (European Coffee Awards).

“Acredito que os cafés do Cerrado estão entre os melhores produtos disponíveis hoje para a cafeteria moderna. Além de sua força produtiva e altos volumes, os perfis sensoriais — com notas de chocolate, rapadura e melaço — são ideais para o que eu considero um ótimo espresso e bebidas com leite, amplamente apreciadas no mundo todo. Também encontram-se cafés com personalidade marcante, florais e frutados. Tenho certeza que este aspecto vai ser cada vez mais reconhecido internacionalmente, fazendo o Cerrado Mineiro ser reconhecido tanto quanto uma região de altos volumes, mas também como uma região de excelência em cafés de alta pontuação internacionalmente”, ressalta Bitencourt.

“A Europa tem sido um dos principais destinos dos cafés da Região do Cerrado Mineiro. A Itália, em particular, ocupa um papel central, não apenas como um dos maiores consumidores de café, mas também como um mercado que valoriza a qualidade e a origem dos produtos. Iniciativas como esta fortalecem o posicionamento da região no mercado internacional e promovem a troca de conhecimentos técnicos e comerciais. Essa troca de experiências fortalece a nossa missão de conectar, integrar e desenvolver”, destaca Juliano Tarabal.

Sobre a Cafezal Specialty Coffee

Com cinco lojas físicas em Milão e torrefação própria, a Cafezal Milano também se destaca pelo pioneirismo em produtos como cápsulas compostáveis, drip bags, cold brew autoral pronto para beber (RTD), além de contar com um laboratório de panificação artesanal, uma academia de formação de profissionais, workshops e eventos de imersão para coffee lovers, além de distribuição B2B com rastreabilidade.

Reconhecida como um dos cases mais relevantes de crescimento sustentável e reposicionamento de produto no setor de hospitalidade independente europeu, a Cafezal captou mais de R$ 5,4 milhões (equivalente a €900 mil) por meio de uma operação de equity crowdfunding realizada em 2024, com a adesão de mais de 150 investidores. Atualmente, a empresa está em processo de certificação B-Corp e de adequação de pegada de carbono.

Serviço:

9 de julho – Terça-feira
18h – palestra gratuita: “O mercado italiano de cafés de alta qualidade”, com Carlos Eduardo Bitencourt, fundador da Cafezal Milano
Local: Cooperativa Expocaccer – Patrocínio/MG

10 de julho – Quarta-feira
9h às 12h
Minicurso: Gestão de cafeterias e experiência do cliente
Instrutor: Carlos Eduardo Bitencourt

13h às 17h
Minicurso: Fundamentos e técnicas de barismo italiano
Instrutores: Equipe Barista da Cafezal Specialty Coffee

Local: Centro de Excelência do Café – Patrocínio, MG
Mais informações: https://linktr.ee/regiaocerradomineiro





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