sábado, maio 30, 2026

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Programa de Irrigação Sustentável entra em nova fase com aquisição de torres de fluxo


O programa IrrigaSIM, coordenado pelo Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) deu um novo passo nesta quinta-feira (21), com a aquisição de cinco torres de fluxo que serão instaladas em áreas do Noroeste do Paraná.

Uma torre de fluxo mede continuamente a troca de gases (como vapor d’água e dióxido de carbono) e calor entre a vegetação e a atmosfera, permitindo calcular com precisão a evapotranspiração real da lavoura (transferência de água da superfície da Terra para a atmosfera em forma de vapor). O investimento para aquisição das torres vem de um recurso de mais de R$ 10 milhões da Fundação Araucária, também viabilizado pelo IDR- Paraná .

Richard Golba, diretor de Gestão de Negócios do IDR-PR, destacou o trabalho que foi realizado na criação da Lei de Segurança Hídrica, feito em parceria entre várias instituições, e que também embasa as ações do IrrigaSIM. “Nossa expertise é fazer alianças e buscar parcerias. Tudo foi fruto de muito debate, muito estudo, e vale destacar que esta é uma legítima iniciativa do nosso governador Ratinho Junior, que tem cobrado insistentemente para que isso vá a campo”, ressalta.

Início

O projeto iniciou em 2024 envolvendo ainda a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Governo do Paraná. A Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial também passou a fazer parte do projeto. Estudos e visitas técnicas já foram realizados na região Noroeste do Paraná que, de acordo com o Simepar, é a região paranaense que mais sofre com a seca. A estiagem da safra 2021/2022 resultou em uma redução drástica da produção de soja. Entre 2000 e 2021, de acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o principal evento climático causador de perda na agricultura foi a seca.

“No Paraná, mais de 40% do PIB é do agronegócio. Mais de 14% de grãos produzidos no Brasil saem do Estado do Paraná. Então é muito importante a irrigação sustentável, porque a água é nosso bem maior e que precisa ser bem utilizado, bem aplicado, para trazer resultados satisfatórios e propícios não só à produção, mas para a sustentabilidade do nosso estado”, afirma Coronel Puchetti, chefe do Centro Estadual de Desburocratização da Casa Civil, que atuou na governança da integração entre os órgãos públicos para viabilizar o projeto.

“Esse trabalho é resultado de dois anos de pesquisa, de aprimoramento e estreitamento institucional para que o Paraná seja inovador em matéria de irrigação. Não só o estudo que vem sendo feito, o resultado desse projeto também será a formação de pessoas capacitadas para conduzirem esse processo de irrigação no estado do Paraná”, ressalta Paulo de Tarso, diretor presidente do Simepar.

Etapas

Os estudos realizarão a classificação agroclimática do Paraná identificando mais áreas aptas à irrigação de grãos como soja, milho e feijão. O trabalho é realizado por quatorze pesquisadores do Simepar. Assim que as cinco torres de fluxo forem instaladas e calibradas, começarão a coletar dados micrometeorológicos reais no campo. Com isso, será possível modelar variáveis hidrológicas em programas de computador, como a espacialização da evapotranspiração, ajuste do coeficiente de cultura e medição da infiltração do solo.

Os modelos determinarão as melhores taxas de irrigação por diferentes métodos, e também será possível obter, via imagens de drones, o fluxo de carbono, mensurar o carbono no solo e medir o fluxo de gases de efeito estufa, comparando e validando com os dados das torres de fluxo. A integração entre os dados ambientais, hidrológicos, e de balanço de carbono será feita em uma plataforma de Inteligência Artificial, que dará suporte à tomada de decisão no manejo irrigado. Todo esse trabalho otimiza o uso da água e do solo, mitiga emissões de Gases de Efeito Estufa e promove a sustentabilidade agrícola no estado.

Cinco áreas serão acompanhadas durante o plantio em outubro/novembro – colheita março/ abril; cultura março/abril – colheita julho/agosto; e cultura julho/agosto – colheita outubro/novembro. Os indicadores apontam que o resultado dos estudos são de redução estimada de até 30% no consumo de água na agricultura.

“Já tivemos várias reuniões técnicas para a discussão dos passos, e agora que o projeto oficialmente está lançado e o orçamento disponível, podemos seguir o cronograma, com a compra das torres e modelagem do uso de água e evapotranspiração”, explica Christofer Neale, diretor do Water For Food, instituto do Nebrasca que orienta o projeto, e de onde veio a inspiração para todo o trabalho.

Implantação

A parceria com a Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial será indispensável para a elaboração do sistema que irá administrar os dados coletados durante o projeto. “Esse projeto foi concebido dentro da vontade do governador Ratinho Júnior para trazer ao Paraná uma segurança em campo com relação à água para que a produção agrícola e a potencialidade estado forte na agricultura ela continuem sendo fortes. E naturalmente, dentro desses cenários, a gente sabe que existe todo um campo de apoio por trás das coisas, e a inteligência artificial é um fator hoje preponderante”, ressalta Marcos Stamm, secretário de Inovação e Inteligência Artificial. Também participaram da reunião desta quinta-feira (21) o professor João Carlos Bespalhok Filho da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que capacita alunos para atuarem no projeto, assim como Raul Alberto Marcon, coordenador de Gestão de Recursos Hídricos na Sanepar, que acompanha a implantação de cada etapa do estudo.





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Flávia Garcia Cid transforma fazenda em referência nacional em óleos essenciais


No agronegócio onde a produção de commodities como soja e milho é proeminente, a história de Flávia Garcia Cid foge do tradicional. De advogada a empresária do campo, Flávia tornou a Fazenda Jaracatiá, em Querência do Norte (PR), em um polo de produção de plantas aromáticas, óleos essenciais e bioinsumos. Sua dedicação ao segmento a consagrou como uma das maiores produtoras de óleos essenciais orgânicos certificados do Brasil, com mais de 200 hectares de cultivo. O país é um dos três maiores exportadores mundiais de óleos essenciais, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Além disso, Flávia foi uma das vencedoras da categoria Grande Propriedade do Prêmio Mulheres do Agro em 2025, promovido pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e que está com as inscrições abertas. Ela destaca a importância de as produtoras rurais participarem da iniciativa para dar visibilidade a seus trabalhos e impacto no setor. “O meu conselho para as mulheres que querem se inscrever no prêmio é: não hesitem, pois todas podem e serão valorizadas. Fazemos parte de uma rede que só funciona com todas atuando, e cada papel é importante.”

A transição de Flávia para o agro começou em 1999, ao lado do marido. Sem experiência prévia no setor, ela abraçou o desafio de implantar o cultivo de plantas aromáticas após uma viagem despretensiosa, que despertou no casal o interesse nas propriedades terapêuticas das plantas para o cuidado e bem-estar humano. A paixão pelo campo e o desejo de inovar guiaram sua jornada. Para a produtora, a trajetória comprova que “tudo é possível quando se coloca o coração e a dedicação ao trabalho”.

Tecnologia e ESG no DNA

A Fazenda Jaracatiá opera com um modelo de negócios inovador e verticalizado. Flávia implementou uma indústria de destilação própria, desenvolvendo maquinários específicos para culturas não convencionais e controlando todo o processo, do cultivo à comercialização direta para grandes empresas farmacêuticas, cosméticas e de aromaterapia. Um diferencial é a produção de bioinsumos a partir de resíduos de sua própria atividade, posicionando-se no mercado de insumos – neste caso totalmente naturais e de base vegetal – para grãos e pastagens.

A propriedade também é referência em práticas ESG, utilizando energia solar e biogás, promovendo a conservação da mata nativa via Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), reutilizando resíduos e otimizando a gestão hídrica com tecnologia, além de operar com desperdício zero. No âmbito social, foi criado o Instituto Fazenda Jaracatiá, para atuar junto a comunidades vizinhas com foco em suas necessidades e capacitação.

Essas práticas de ponta renderam à produtora prêmios como o Fazenda Sustentável (Globo Rural, 2024) e Produtor 4.0 (AgroBIT, 2024), além da vitória na categoria “Grande Propriedade” do Prêmio Mulheres do Agro em 2025, promovido pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG).

Prêmio Mulheres do Agro 2026

Em sua 9ª edição, o Prêmio Mulheres do Agro reforça o compromisso da Bayer com o reconhecimento de produtoras rurais que contribuem para um agronegócio mais inovador, sustentável e inclusivo. Desde sua criação, a iniciativa já recebeu mais de 1.500 inscrições e reconheceu mulheres de diferentes regiões do país por suas boas práticas no campo.

“Olho para a Flávia que subiu ao palco para receber o prêmio e vejo que é possível uma pessoa que almejava se aposentar, sem experiência no agro, hoje ser reconhecida e impactar tantas outras mulheres. É a prova de que, com paixão e esforço, podemos ir muito além do que imaginamos”, incentiva Flávia.

Em um ano simbólico, em que a Bayer celebra 130 anos de atuação no Brasil, a cerimônia de premiação ocorrerá durante um evento proprietário realizado pela Bayer e a ABAG, no segundo semestre, em São Paulo. 

Daniela Barros, Diretora de Comunicação da Divisão Agrícola da Bayer no Brasil, destaca que “ao longo dos últimos anos, o Prêmio Mulheres do Agro se consolidou como uma importante plataforma de reconhecimento das mulheres no campo. Nesta nova edição, queremos ampliar ainda mais a visibilidade dessas histórias e fortalecer as conexões entre as produtoras, o setor e toda a cadeia do agronegócio.”

As produtoras rurais interessadas em participar podem se inscrever até o dia 7 de junho pelo site oficial do prêmio. Para concorrer, as candidatas devem comprovar atuação alinhada aos pilares de sustentabilidade, governança e impacto social.





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Paraná terá fim de semana com chuva e frio


A chuva volta ao Paraná nesta sexta-feira (22), após uma breve trégua ao longo da semana, segundo análise do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná – Simepar. De acordo com o órgão, um cavado meteorológico em níveis médios da troposfera, aliado ao avanço de áreas de instabilidade entre o Paraguai e o Mato Grosso do Sul, favorece a formação de nuvens carregadas sobre o Estado. As precipitações começam ainda pela manhã, acompanhadas de trovoadas nas regiões Oeste, Noroeste e Sudoeste.

O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná – Simepar informa que o risco de tempestades permanece baixo na maior parte do Paraná e moderado apenas nas regiões Oeste, Sudoeste e Centro-Sul nesta sexta-feira. No Norte do Estado, o sol ainda aparece entre nuvens. As temperaturas terão pouca variação ao longo do dia, e as máximas não devem ultrapassar os 22°C em nenhuma região. Em cidades como Curitiba, Guarapuava e União da Vitória, os termômetros devem ficar abaixo dos 14°C.

As mínimas, que ficaram abaixo de 5°C na quinta-feira (21) em municípios como Capanema, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, General Carneiro, Guarapuava, Lapa, Laranjeiras do Sul, Palmas, Palotina, Pato Branco, Pinhão, Toledo e União da Vitória, começam a subir gradualmente. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná – Simepar, nesta sexta-feira todas as estações meteorológicas do órgão já registraram temperaturas acima dos 5°C.

A massa de ar frio que predominou sobre o Paraná ao longo da semana começa a perder força. Com isso, as temperaturas mínimas devem se aproximar dos 10°C nas cidades mais frias do Sul paranaense já no sábado (23), enquanto no domingo (24) os termômetros devem superar os 10°C em todas as regiões do Estado.

Para o sábado (23), a previsão indica chuva em todas as regiões paranaenses. Entre o Centro, Leste e Norte do Estado, a chuva deve ser mais persistente entre a madrugada e a manhã. Nos Campos Gerais, Leste e Norte Pioneiro, há previsão de chuva moderada, acompanhada de raios e maiores acumulados, que podem superar os 50 milímetros até domingo. Mesmo com a instabilidade, as temperaturas máximas seguem abaixo dos 22°C em todo o Paraná.

No domingo (24), as áreas de instabilidade começam a se afastar do Estado. No Leste, incluindo a Região Metropolitana de Curitiba e o Litoral, o dia será marcado por chuva leve em vários períodos. No interior, o sol volta a aparecer entre muitas nuvens, enquanto garoa ou chuva fraca e ocasional deve atingir a metade Norte e o Centro-Sul.

As temperaturas máximas sobem de forma gradual no domingo. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná – Simepar, os termômetros podem alcançar 24°C em Paranavaí, 21°C em Guaíra e Paranaguá, 19°C em Pato Branco, 17°C em Curitiba e 15°C em União da Vitória.

Na segunda-feira (25), a previsão indica chuvas mais isoladas e predomínio de tempo estável na maior parte das cidades paranaenses. As temperaturas também devem subir um pouco mais, com máximas entre 22°C e 26°C nas regiões Oeste, Noroeste e Norte. Já no Centro-Sul e Leste, a amplitude térmica continua baixa, com temperaturas variando entre 13°C e 20°C.

O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná – Simepar também alerta para a condição do mar entre a noite de sábado e a madrugada de domingo. A costa paranaense pode registrar mar ligeiramente agitado, exigindo atenção para atividades na faixa de areia e navegação. As ondas podem chegar a um metro de altura, com picos maiores em alto-mar.

A população deve acompanhar os alertas emitidos pela Defesa Civil Estadual do Paraná, que realiza o monitoramento das condições meteorológicas em conjunto com os meteorologistas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná – Simepar. As informações são enviadas gratuitamente por SMS ou WhatsApp. Para receber os alertas, basta enviar o CEP por mensagem de texto para o número 40199.





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Cemaden vê sinais de El Niño, mas reforça incerteza nas projeções de longo prazo


O El Niño 2026/2027 está em desenvolvimento abaixo da superfície do Oceano Pacífico tropical e pode trazer impactos relevantes ao Brasil, segundo Nota Técnicadivulgada pelo Cemaden. O órgão aponta risco de chuvas acima da média no Sul, seca no Norte e Nordeste e maior pressão sobre recursos hídricos e sistemas produtivos, mas ressalta que as previsões de longo prazo ainda têm baixa confiabilidade.

De acordo com o Cemaden, simulações dos centros climáticos da Europa, Estados Unidos e Austrália convergem para uma trajetória de alto impacto, com possibilidade de um El Niño muito forte. O documento informa que algumas previsões indicam chance de o evento superar marcas históricas, mas pondera que “estas previsões ainda têm baixa confiabilidade no longo prazo”.

A nota explica que modelos climáticos conseguem estimar a evolução do fenômeno com maior confiança em horizontes curtos, especialmente de um a dois meses. Para prazos mais longos, as incertezas aumentam, reduzindo a previsibilidade.

O Cemaden também destaca que o limiar oficial para caracterizar El Niño é de anomalia de +0,5°C na região Niño 3.4, sustentada por um período sazonal. Já um Super El Niño é reconhecido quando as anomalias passam de +2,0°C acima da média de longo prazo. A previsão de longo prazo do ECMWF aponta possibilidade de valores extremos, próximos de +3,0°C, caso o cenário se confirme.

NOAA vê alta probabilidade de El Niño até dezembro

A Nota Técnica cita relatório da NOAA de 14 de maio, segundo o qual havia 82% de chance de um El Niño chegar entre maio e julho e 96% de chance de desenvolvimento até dezembro. Apesar disso, a agência norte-americana indicava apenas 37% de probabilidade de o fenômeno alcançar a categoria “muito forte”, quando as temperaturas no Pacífico Tropical Central e Oriental ficam mais de 2,0°C acima da média.

O Cemaden reforça que notícias sobre secas severas na Amazônia e no Nordeste ou chuvas catastróficas no Sul, quando tratadas como certeza, “não são sustentadas por dados científicos confiáveis” e podem gerar ruído na comunicação com tomadores de decisão.

Sul concentra maior atenção para chuvas intensas

Para o Brasil, o sinal de maior atenção em um possível cenário de grande impacto está no Centro-Sul, especialmente na Região Sul. O Cemaden aponta maior propensão a eventos de chuva mais intensos, volumosos e frequentes, com risco de desastres hidrológicos e geológicos. O Rio Grande do Sul aparece com o sinal mais robusto, principalmente nas áreas oeste/noroeste, centro, sul, Serra Gaúcha, Planalto Meridional e região de Porto Alegre. Em Santa Catarina, a preocupação envolve impactos combinados, como inundações, enxurradas, alagamentos e deslizamentos. No Paraná, o sinal é mais heterogêneo, mas há áreas críticas no sudoeste, centro-sul, Região Metropolitana de Curitiba, Serra do Mar e litoral.

Norte e Nordeste podem enfrentar seca e calor

Nas regiões Norte e Nordeste, a tendência associada ao El Niño é de redução das chuvas e aumento das temperaturas, o que favorece estiagens mais severas, queda nos níveis dos rios e maior pressão sobre recursos hídricos. No Sudeste e no Centro-Oeste, o fenômeno pode comprometer parte da estação chuvosa, dificultar a recuperação de reservatórios hidrelétricos e elevar o risco hidrológico.

Como referência, o Cemaden lembra que, durante o El Niño forte de 2023/2024, o Brasil enfrentou em 2024 a maior seca dos últimos 70 anos em extensão e intensidade. Em setembro daquele ano, 4.748 municípios, mais de 80% das cidades brasileiras, registravam algum grau de seca; 1.349 estavam em níveis severos e extremos.

Agricultura familiar entra no radar de risco

A Nota Técnica também avalia impactos sobre a agricultura familiar. Segundo o Cemaden, durante o El Niño 2023/2024 houve aumento progressivo das áreas sob risco de seca de “moderado” a “muito alto”, sobretudo no Norte, Nordeste e parte do Brasil Central. Esse quadro indica maior possibilidade de déficit hídrico em sistemas agrícolas dependentes da chuva.

Na condição observada em JFMA/2026, o órgão já identifica sinais iniciais de aumento do risco potencial em áreas historicamente sensíveis ao El Niño, principalmente no noroeste da Região Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste. O documento também aponta que Norte e Nordeste chegaram a registrar, em SON/2023, valores superiores a 50% das ocorrências trimestrais em condição Moderado+, sinalizando recorrência de condições desfavoráveis à umidade do solo e ao desenvolvimento das culturas.

Monitoramento será decisivo para o agro

Apesar dos sinais de alerta, o Cemaden ressalta que a análise de eventos semelhantes não deve ser tratada como previsão determinística. O objetivo é orientar vigilância, preparação e priorização de ações em um cenário ainda marcado por incertezas.

Entre as recomendações, o órgão defende reforço do monitoramento hidrometeorológico e geodinâmico, atenção a acumulados de chuva, previsões de seca, níveis de rios, vazões, umidade do solo e condições de encostas. Também recomenda ampliar o uso de previsões probabilísticas e multimodelos para apoiar cenários de evolução de risco.

Para a agricultura, a principal mensagem é de preparação sem alarmismo. O possível El Niño 2026/2027 pode influenciar o planejamento de safra, o manejo hídrico, a logística e a avaliação de riscos climáticos. No entanto, a tomada de decisão deve seguir baseada em monitoramento contínuo, atualização dos modelos e informações técnicas oficiais.





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Regularidade das chuvas favorece desenvolvimento das lavouras em parte do país



Condições climáticas beneficiam as principais safras em diversas regiões do país



Foto: Divulgação

Chuvas mais regulares em parte das regiões Norte, Nordeste e Sul do país favoreceram o desenvolvimento das lavouras brasileiras entre os dias 1º e 21 de maio. As informações constam no Boletim de Monitoramento Agrícola divulgado na quinta-feira (21) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com análises referentes aos cultivos de verão e inverno da safra 2025/26. Em contraposição, a predominância de tempo seco no centro do país, incluindo áreas do Matopiba, manteve a restrição hídrica principalmente para o milho segunda safra semeado mais tarde.

Segundo o levantamento, os maiores volumes de precipitação ocorreram no norte da Região Norte, no leste do Nordeste e em parte da Região Sul. A elevação da umidade no solo favoreceu o desenvolvimento do milho segunda safra no Pará e no Paraná, além de possibilitar o início da semeadura do feijão e do milho terceira safra em áreas do Sealba. Em Mato Grosso do Sul, parte de Mato Grosso e São Paulo, as chuvas associadas às temperaturas menos elevadas também contribuíram para a manutenção da umidade no solo e para o desenvolvimento da maioria das lavouras.

Os dados espectrais analisados pela Companhia indicam condições satisfatórias na maior parte das regiões produtoras. O índice de vegetação evoluiu de forma próxima à safra passada em boa parte das áreas monitoradas, aproximando-se ou até superando os maiores valores registrados no ciclo anterior em algumas localidades. Mato Grosso do Sul e Paraná apresentaram recuperação do índice em razão da maior regularidade das chuvas ao longo de maio.

Para o trigo, o boletim aponta boas condições das lavouras no Paraná, favorecidas pela redução das temperaturas. Em Mato Grosso do Sul e São Paulo, as condições meteorológicas seguem positivas para o desenvolvimento da cultura. Já em Goiás e Minas Gerais, o cenário permanece em atenção devido à deficiência hídrica e às temperaturas elevadas.

O boletim completo, com mapas, gráficos e análises detalhadas sobre o comportamento climático e o desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras do país, está disponível no Portal da Conab.





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Governo de SP destaca apoio a produtoras rurais durante Caravana 3D em Bauru


Propriedade de dois hectares na região rural de Bauru comercializa para oito empresas da região

Secretaria de Agricultura visitou beneficiária de linha de crédito exclusiva para produtoras rurais paulistas

A visita à propriedade da produtora rural Lucinda Golin Flores marcou a agenda da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo durante a Caravana 3D na região de Bauru. Ao lado do secretário Geraldo Melo Filho, a produtora apresentou os resultados obtidos após acessar a linha FEAP Mulher, programa estadual de crédito rural voltado exclusivamente às mulheres do agro paulista.

Com financiamento de R$22 mil, Lucinda implantou um sistema de energia fotovoltaica que permite o funcionamento da estrutura de irrigação em produção de hortaliças da propriedade. O investimento permitiu reduzir em 80% a conta de luz e aumentar a rentabilidade da atividade desenvolvida pela família.

“Esse crédito do FEAP Mulher ajudou muito a gente aqui na propriedade. Com a instalação das placas solares, conseguimos reduzir bastante a conta de luz. Hoje sobra um dinheiro que antes ia para os custos e que agora a gente já consegue pensar em investir de novo na produção, aumentar a horta e melhorar ainda mais o nosso trabalho.”

Atualmente, a produtora Lucinda Flores se dedica à produção de alface crespa para abastecer empresas da cidade de Bauru.

Para o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, a visita à propriedade reforça a qualidade dos produtores paulistas. “Quando a gente chega numa propriedade como essa, entende de verdade a força do agro paulista. Aqui tem trabalho de família, tem dedicação e tem gente que acorda cedo todos os dias para produzir alimento e fazer a região crescer. E quando o Estado consegue levar crédito de forma simples e acessível, o produtor consegue investir, melhorar a produção e ter mais tranquilidade para continuar no campo”, destacou.

FEAP Mulher

Criada para ampliar o acesso das mulheres ao crédito rural, a linha FEAP Mulher já soma R$52 milhões em investimentos desde 2024. A modalidade oferece financiamento de até R$ 30 mil, com juros de 3% ao ano.

Desde o início da atual gestão, cerca de 43% do volume total de recursos operacionalizados pelo FEAP foram destinados a propriedades lideradas por mulheres, reforçando o protagonismo feminino no agro paulista.

Investimentos para o setor agro na região

Desde 2023, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento vem realizando investimentos na Região Administrativa de Bauru, por meio de programas voltados ao fortalecimento da produção rural, infraestrutura no campo, crédito rural, segurança alimentar e regularização ambiental.

Somente por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), que oferece crédito a juros acessíveis aos produtores paulistas, foram operacionalizados R$ 23,33 milhões em financiamentos na região, distribuídos em 1.232 contratos em 39 municípios.

Pelo programa Patrulha Rural, o Governo de São Paulo destinou R$14 milhões para aquisição de 37 maquinários em 18 municípios da região. Em Bauru, também foi entregue um caminhão-pipa com investimento de R$492 mil.

Na área de segurança alimentar, o programa Cozinhalimento contemplou 25 municípios da região, com repasses de R$1,65 milhão. Bauru recebeu uma unidade inaugurada em 2024, com investimento de R$60 mil.

A região também avança na agenda ambiental. Atualmente, a Região Administrativa contabiliza mais de 22,1 mil cadastros ativos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), sendo mais de 10 mil já validados.

Caravana 3D

O Governo de São Paulo anunciou, durante a Caravana 3D em Bauru, um pacote de R$753 milhões em investimentos para a região, contemplando saúde, infraestrutura, educação, segurança pública, saneamento e mobilidade. Na saúde, os aportes somam R$ 67,9 milhões, com destaque para a pedra fundamental do AME de Jaú, ampliação do Hospital das Clínicas de Botucatu, investimentos no Hospital Nossa Senhora da Piedade, em Lençois Paulista, e novos recursos da Tabela SUS Paulista para hospitais regionais. Também foram anunciados R$30 milhões para modernização do HC de Bauru. Na educação, os investimentos chegam a R$29,3 milhões em reformas, ampliações, obras e aquisição de equipamentos para escolas da região. Já na segurança pública, houve a entrega de 25 viaturas, além da inauguração da nova Central de Polícia Judiciária de Bauru e do núcleo integrado de perícias criminalísticas e médico-legais.

Na infraestrutura, o Governo firmou 40 convênios para obras em 38 municípios, totalizando R$75,1 milhões, além de autorizar a implantação do atracadouro da eclusa de Bariri, com investimento de R$65,5 milhões. A Sabesp também anunciou R$318 milhões em obras de saneamento entre 2026 e 2029 para 16 municípios da região. A agenda inclui ainda a entrega da duplicação de 22,3 quilômetros da Rodovia SP-333, em Guarantã, com investimento de R$145 milhões, e a visita ao futuro Centro TEA Paulista de Bauru, com aporte de R$12 milhões. A Caravana 3D, iniciativa do Governo de SP voltada aos pilares de desenvolvimento, dignidade e diálogo, já percorreu diversas regiões do estado promovendo investimentos e fortalecendo a articulação com os municípios.





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Capacitação em Lages prepara equipes do Saúde no Campo para atuação na Serra


Os técnicos do Programa Saúde no Campo da serra catarinense participaram nesta semana de uma capacitação promovida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Santa Catarina (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc). O objetivo foi alinhar procedimentos, aprofundar conhecimentos técnicos e fortalecer a atuação das equipes responsáveis pela execução da iniciativa.

O encontro, já realizado nas demais regiões do Estado, marca mais uma etapa da expansão do Programa, que passou a atender neste ano todo o território catarinense após os resultados positivos obtidos no projeto-piloto desenvolvido no Meio Oeste. A capacitação promoveu a integração entre os supervisores, detalhou as etapas operacionais e reforçou as atribuições de cada integrante da equipe. 

O Saúde no Campo é uma iniciativa do Senar Nacional, executada em Santa Catarina pelo Sistema Faesc/Senar, em parceria com os Sindicatos Rurais. Na serra catarinense, a capacitação reuniu 14 técnicos em saúde, entre enfermeiros e técnicos de enfermagem, que atuarão no atendimento a 420 famílias de produtores rurais da região. 

Serão contemplados os municípios de Anita Garibaldi, Celso Ramos, Campo Belo do Sul, Capão Alto, Lages, Painel, Urupema, Rio Rufino, Urubici, Bocaina do Sul, Bom Retiro, Alfredo Wagner, Correia Pinto, Ponte Alta, São Cristóvão do Sul, Curitibanos, Frei Rogério, Santa Cecília, Timbó Grande, Otacílio Costa, São José do Cerrito, Palmeira, Bom Jardim da Serra e São Joaquim. 

A coordenadora do Saúde no Campo em SC, Gisele Kraieski Knabben, destacou que o alinhamento técnico contribui para a padronização dos atendimentos e para o fortalecimento da atuação nos territórios rurais. “A iniciativa tem grande importância para a qualidade de vida das famílias rurais, pois leva informação, orientação e práticas de prevenção em saúde para quem vive e trabalha no meio rural. Já temos importantes relatos que demonstram o quanto o Programa foi essencial para o diagnóstico precoce e a qualidade de vida de famílias que participaram do projeto piloto no Meio Oeste”. 

O presidente do Sindicato Rural de Lages, Marcio Pamplona, ressaltou a importância da iniciativa e destacou as boas expectativas para os resultados na região. “O Saúde no Campo representa um avanço significativo para as famílias do meio rural, especialmente porque aproxima o cuidado e a orientação em saúde das comunidades que muitas vezes têm dificuldade de acesso a esse tipo de atendimento”.

De acordo com a supervisora regional do Senar/SC, Stephanye Fanton, a próxima etapa contempla as visitas de cada equipe ao Sindicato Rural base de atendimento, momento no qual serão feitas as apresentações da equipe de trabalho aos representantes dos produtores rurais, bem como a assinatura do termo de parceria com as Secretarias de Saúde dos municípios abrangidos. As visitas iniciam no mês de junho de 2026.

Segundo Stephanie, as expectativas para a execução das ações são positivas. “Toda a equipe está muito bem alinhada e organizada para executar as ações.  A região espera com muita expectativa o início das atividades do Programa. Estamos contentes por poder chegar aos nossos produtores com ações educativas e preventivas que atendam o produtor e o trabalhador rural, zelando pelo que é mais valoroso dentro da propriedade: a vida de quem produz. ”

IMPORTÂNCIA DO PROGRAMA 

O superintendente do Senar/SC, Gilmar Antonio Zanluchi, ressaltou que, assim como a ATeG contribuiu para a evolução das propriedades rurais, o Saúde no Campo leva informação qualificada, prevenção e cuidado às famílias, com impacto direto no bem-estar e na qualidade de vida em todas as regiões catarinenses.

Para o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, a expansão do Programa para todo o Estado reflete a confiança nos resultados alcançados na fase inicial. Segundo ele, o Saúde no Campo tem potencial para promover transformações semelhantes às já alcançadas pela Assistência Técnica e Gerencial (ATeG).





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Dívida rural pode dobrar no RS, alerta Farsul


A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul defendeu nesta quinta-feira (21) um conjunto de 12 medidas consideradas estruturais para a securitização da dívida rural em debate no Congresso Nacional. Em carta pública, a entidade, que propõe medidas relacionadas ao PL 5.122, afirmou que o estoque de dívidas em situação crítica no campo gaúcho já soma R$ 171 bilhões e pode dobrar nos próximos 12 meses.

Entre os principais pontos apresentados pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul estão a definição de um teto de juros equivalente à taxa neutra do Banco Central, atualmente estimada em 8,5% ao ano, além de prazo mínimo de 15 anos para pagamento e período de carência antes da primeira parcela. Para a entidade, juros em patamares de dois dígitos tornam inviável uma securitização sustentável, enquanto prazos menores acabam comprometendo o fluxo de caixa do produtor rural.

A Federação também defende que a proposta contemple dívidas fora do sistema financeiro tradicional, incluindo operações realizadas junto a cooperativas de grãos, revendas de insumos e cerealistas. Outro ponto defendido é a inclusão das chamadas operações “mata-mata”, quando produtores contrataram novos financiamentos para quitar dívidas anteriores. Segundo a entidade, a data de corte para enquadramento deve ser fixada, no mínimo, em 30 de abril de 2026, abrangendo ainda renegociações realizadas por meio da MP 1.314, que somam mais de R$ 39 bilhões em recursos livres.

Sobre as fontes de financiamento para a medida, a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul afirmou que não possui preferência por um mecanismo específico, mas defende que a solução tenha caráter estrutural. O Fundo Social do Pré-Sal é citado pela entidade como uma alternativa adequada. “Anúncios superlativos com recursos que não se materializam não são política pública – são gestão de expectativas”, registra o documento.

Prestes a completar 100 anos — a Federação foi fundada em 1927 —, a entidade afirma que os 12 pilares apresentados são resultado de “décadas de acompanhamento técnico” e sustenta que cada um deles “foi testado em crises anteriores”. Segundo a carta, o atual cenário de endividamento é consequência de “crises climáticas sem precedentes” que atingiram o Rio Grande do Sul nos últimos anos, com sucessivos episódios de estiagem e enchentes.

A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul declarou ainda que permanece “aberta ao diálogo e à negociação” e direcionou apelos a parlamentares e à sociedade. “Estamos às vésperas de uma solução definitiva; contamos e precisamos de vocês”, afirma o documento. Em outro trecho, a entidade conclui: “O campo não pede privilégio; pede condição”.





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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de arroz confirma alta produtividade


A colheita do arroz está tecnicamente concluída no Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (22) pela Emater/RS-Ascar. O avanço dos trabalhos foi favorecido pela sequência de dias secos e pelas boas condições de trafegabilidade nas áreas produtoras. Restam apenas lavouras pontuais de ciclo tardio em fase final de colheita.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, a safra confirmou altos níveis de produtividade na maior parte do Estado, embora algumas áreas semeadas fora da janela preferencial ou afetadas por eventos climáticos ao longo do ciclo tenham registrado redução de rendimento.

Nas áreas já colhidas, produtores iniciaram operações de manejo pós-colheita, incluindo a incorporação de resteva para acelerar a decomposição da palhada. Em algumas localidades, ainda há dificuldades de acesso interno às lavouras em razão das chuvas intensas registradas no início de maio.

Segundo dados do Instituto Rio Grandense do Arroz, a área cultivada com arroz no Estado alcançou 891.908 hectares. A produtividade média projetada pela Emater/RS-Ascar é de 8.744 quilos por hectare.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, o predomínio de tempo firme permitiu o avanço e a conclusão da colheita em diversos municípios. Em Quaraí, as lavouras mais tardias reduziram a produtividade média final para 8.840 quilos por hectare, abaixo da expectativa inicial de 9.179 quilos por hectare. Em Maçambará, a colheita foi encerrada com produtividade média de 9.000 quilos por hectare, alta de 4,08% em relação à projeção inicial. Em São Borja, os rendimentos também ficaram próximos de 9.000 quilos por hectare. Já em São Gabriel, menos de 1% dos 25.800 hectares cultivados ainda aguardam colheita, e há registros pontuais de dificuldades de acesso às áreas devido às chuvas torrenciais registradas em 1º de maio.

Na região de Pelotas, a colheita está praticamente finalizada, restando apenas áreas pontuais no município de Tavares. A produtividade média regional está estimada em 9.647 quilos por hectare, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar.

Na regional de Santa Maria, a colheita foi concluída, confirmando uma safra de elevado rendimento, com produtividade média próxima de 8.000 quilos por hectare. Em São João do Polêsine, a produtividade média final atingiu 8.500 quilos por hectare. Nas áreas já colhidas, produtores realizam a incorporação da resteva para acelerar a decomposição da palhada.

Na região de Soledade, o predomínio de tempo firme ao longo da semana também possibilitou a finalização da colheita do arroz, segundo a Emater/RS-Ascar.





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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de laranja perde força em 2026/27


A safra de laranja 2026/27 no cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro deve alcançar 255,2 milhões de caixas, o que representa retração de 12,9% em relação ao ciclo anterior, quando foram produzidas 292,9 milhões de caixas. Os dados constam no relatório de acompanhamento da safra divulgado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, com informações do Fundo de Defesa da Citricultura.

Segundo o levantamento, mesmo com crescimento de 1,1% na área produtiva, que chegou a 366 mil hectares, a produtividade média caiu 13,8%, ficando em 697 caixas por hectare. A redução é atribuída às condições climáticas irregulares registradas em 2025, marcadas por estiagem entre maio e setembro e temperaturas elevadas, fatores que prejudicaram a primeira florada. O avanço do greening também contribuiu para o recuo da produção.

De acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, as chuvas registradas entre outubro de 2025 e março de 2026 favoreceram a segunda florada. Ainda assim, essa etapa passou a representar 56% da produção total, ante 70% no ciclo anterior, tornando a safra mais tardia e mais suscetível a perdas até o período de colheita.

O relatório aponta diferenças expressivas entre as regiões produtoras. O Norte lidera a produção, com estimativa de 71,2 milhões de caixas e produtividade média de 812 caixas por hectare, impulsionado principalmente pelo uso de irrigação. No Sudoeste, a produção deve cair 29,4%, enquanto o Sul registra o menor rendimento médio, com 545 caixas por hectare. Já o Noroeste apresenta perspectiva de crescimento de 35,2% na produção e avanço de 28,6% na produtividade, resultado associado à melhor adaptação hídrica e à ampliação da irrigação.

Entre as variedades cultivadas, as maiores quedas são esperadas nos grupos tardios. A variedade Natal deve registrar retração de 33,5%, enquanto Valência/Folha Murcha deve cair 22,8%. Segundo o relatório, o desempenho é impactado pelo avanço do greening e pelos efeitos da colheita tardia. Em contrapartida, variedades precoces apresentam maior resistência, com previsão de crescimento de 2,4% para Hamlin, Westin e Rubi, além de alta de 9,1% para o grupo de outras precoces.

O levantamento também indica aumento da taxa de queda projetada para 23,7% e perda total de frutos estimada em 31,3%, cenário que amplia a preocupação com o agravamento fitossanitário dos pomares e os desafios para manter a produtividade nas próximas safras. Além disso, a possibilidade de formação do fenômeno El Niño pode provocar chuvas irregulares, elevando o nível de incerteza para a consolidação da safra.





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