terça-feira, julho 21, 2026

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El Niño reforça chuvas no Sul


Os primeiros efeitos do fenômeno El Niño já começam a influenciar o regime de chuvas no Sul do Brasil, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia. De acordo com o instituto, o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial altera a circulação atmosférica e modifica o comportamento do clima em diferentes regiões do planeta. No Brasil, a tendência é de redução das chuvas nas regiões Norte e Nordeste e de aumento da frequência e do volume das precipitações na Região Sul.

O Instituto Nacional de Meteorologia informou que acompanha de forma contínua a evolução do El Niño desde o início do ano para identificar seus impactos sobre o território brasileiro. Segundo o órgão, “na última semana, observou-se a consolidação de padrões atmosféricos típicos do fenômeno, que favorece a ocorrência de chuvas na Região Sul”.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, durante episódios de El Niño ocorre o fortalecimento dos jatos de baixos níveis, correntes de vento responsáveis por transportar umidade da região tropical para o Sul do país. O instituto explica que, nos próximos dias, a atuação de centros de baixa pressão deve reforçar esse fluxo de umidade, favorecendo a formação de nuvens e de chuva. Ao mesmo tempo, um sistema de alta pressão sobre o Oceano Atlântico, com atuação nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, estabelece um bloqueio atmosférico que dificulta o avanço de sistemas transientes para outras áreas do país. Como resultado, a umidade permanece concentrada sobre a Região Sul, elevando a persistência e os acumulados de precipitação.

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Na previsão para os próximos dias, o Instituto Nacional de Meteorologia aponta que, a partir de quinta-feira (16), o aumento da umidade nas camadas mais baixas da atmosfera e a formação de instabilidades devem provocar tempestades no Rio Grande do Sul. A expectativa é de pancadas de chuva e trovoadas isoladas no sudeste gaúcho e na região da Campanha ao longo do dia. O instituto informou ainda que emitiu, nesta terça-feira (14), um aviso amarelo de perigo potencial para tempestades, válido para quinta-feira (16), contemplando essas áreas.

Para sexta-feira (17), o Instituto Nacional de Meteorologia prevê intensificação das condições favoráveis às tempestades. Conforme a análise, a manutenção do transporte de umidade em baixos níveis e o aumento da instabilidade em altitude devem favorecer pancadas de chuva com trovoadas desde o extremo sul até o noroeste do Rio Grande do Sul, incluindo a Região Metropolitana de Porto Alegre.

No sábado (18), o Instituto Nacional de Meteorologia projeta o avanço de um centro de baixa pressão associado à formação de uma frente fria, o que deve reforçar as instabilidades sobre a Região Sul. Além da continuidade das tempestades no Rio Grande do Sul, o sistema também deve provocar pancadas de chuva no centro-sul de Santa Catarina a partir da tarde.





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Café perde força em Nova York, mas robusta amplia ganhos com mercado ainda…


Arábica passa a operar em leve baixa durante a sessão, enquanto robusta mantém valorização em Londres diante da oferta restrita e da volatilidade nas bolsas

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O mercado internacional do café opera de forma mista nesta quarta-feira (15). Após iniciar o dia em alta, o arábica passou a registrar leve queda na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), refletindo movimentos de realização de lucros. Já o robusta mantém valorização na ICE Europe, sustentado pela oferta ainda apertada e pela volatilidade que segue marcando o mercado.

Na Bolsa de Nova York, o contrato setembro/26 era negociado a 324,60 cents de dólar por libra-peso, com baixa de 150 pontos. O vencimento dezembro/26 recuava 55 pontos, cotado a 307,45 cents/lbp.

Em Londres, o movimento permanecia positivo para o robusta. O contrato setembro/26 era negociado a US$ 3.911 por tonelada, com alta de 62 pontos, enquanto o novembro/26 avançava 64 pontos, para US$ 3.864 por tonelada.

A movimentação desta quarta-feira confirma a elevada volatilidade do mercado. Depois de fortes oscilações nos últimos pregões, os investidores seguem ajustando posições enquanto acompanham o avanço da colheita brasileira, o comportamento da oferta física e as previsões climáticas para as principais regiões produtoras.

No Brasil, a comercialização continua lenta. Segundo análise do Escritório Carvalhaes, o mercado físico permanece com forte interesse comprador, mas os produtores seguem vendendo apenas volumes necessários para cumprir compromissos de curto prazo. A entrada da nova safra ocorre de forma gradual, influenciada pelos atrasos provocados pelas chuvas, perdas de frutos, custos elevados e dificuldades para contratação de mão de obra.

Outro fator de sustentação continua sendo a disponibilidade limitada de café. Os estoques certificados de arábica da ICE permanecem nos menores níveis dos últimos anos, cenário que reduz a oferta imediata e mantém o mercado sensível a qualquer mudança nas condições climáticas.

Para os próximos dias, o foco permanece no clima das regiões cafeeiras brasileiras. Com o retorno do tempo seco, a expectativa é de avanço da colheita e da secagem dos grãos. Ao mesmo tempo, as baixas temperaturas previstas para o Sul de Minas e parte de São Paulo seguem sendo monitoradas, embora as previsões indiquem baixo risco de geadas nas principais áreas produtoras.

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Por:

Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv

Fonte:

Notícias Agrícolas





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como reduzir perdas na trilha e na limpeza


O manejo da pós-colheita do feijão é apontado como uma etapa decisiva para reduzir perdas e preservar a qualidade do produto. As orientações destacam que os maiores prejuízos costumam ocorrer durante a trilha, quando acontece o desgrane, e na limpeza, responsável pela separação dos grãos e das impurezas. O ajuste adequado dos equipamentos é considerado fundamental para minimizar quebras, reduzir a presença de materiais indesejados e evitar perdas logo após a colheita.

Segundo as recomendações técnicas, a maior parte das perdas na pós-colheita concentra-se justamente nessas duas operações. Para diminuir os prejuízos, é necessário colher o feijão no ponto correto de umidade, regular cuidadosamente a rotação e a abertura do sistema de trilha, ajustar a ventilação e o conjunto de peneiras, além de inspecionar continuamente a saída dos grãos para identificar quebras, falhas de trilha e perdas junto ao material descartado. As orientações ressaltam que as regulagens variam conforme o modelo da colhedora, a cultivar, a umidade dos grãos e as condições das plantas, exigindo acompanhamento de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) ou técnico experiente.

O material explica que o grão de feijão apresenta sensibilidade a danos mecânicos devido à casca fina, ao tegumento mais frágil em algumas cultivares e à variação de umidade entre plantas de uma mesma área. Conforme publicações da Embrapa, “não é raro ocorrerem perdas superiores a 10% no momento da trilha e da limpeza, somando grãos perdidos no campo, grãos quebrados e desclassificação por impurezas e danos mecânicos”.

Ainda de acordo com o conteúdo, muitos produtores concentram a atenção apenas no rendimento da lavoura, medido em sacas por hectare, e acabam subestimando os impactos provocados por regulagens inadequadas nos equipamentos de colheita e pós-colheita. O texto destaca que pequenos erros na regulagem da trilha, seja em barra, cilindro ou rotor, e no sistema de limpeza, envolvendo ventiladores e peneiras, podem comprometer o padrão comercial do produto, tornando os grãos mais suscetíveis ao ataque de fungos, insetos e à desvalorização durante a classificação.

O conteúdo também apresenta a etapa de trilha como um dos principais processos da pós-colheita do feijão, responsável pelo desprendimento dos grãos das vagens. Segundo o material, compreender o funcionamento dessa operação e realizar ajustes adequados é essencial para preservar a integridade dos grãos e garantir melhor qualidade ao produto destinado ao mercado. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.





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Rotação de culturas fortalece manejo do trigo


O planejamento da rotação de culturas desponta como uma das principais estratégias para aumentar a produtividade, reduzir problemas fitossanitários e melhorar a rentabilidade do trigo na safra 2025/26. A recomendação é integrar culturas como soja, milho e plantas de cobertura em um sistema capaz de preservar a saúde do solo, diminuir a pressão de doenças e pragas e garantir maior estabilidade ao sistema produtivo. As orientações são gerais e ressaltam que a definição da estratégia deve considerar as condições de cada propriedade, sempre com acompanhamento de um engenheiro agrônomo.

Segundo as orientações apresentadas, a rotação deve conciliar três objetivos centrais: melhorar a qualidade do solo, reduzir a incidência de doenças e manter o equilíbrio econômico da atividade. Em sistemas predominantes de soja no verão e trigo no inverno, a inclusão de milho, aveia, nabo forrageiro, azevém e, quando possível, pastagens de inverno é apontada como alternativa para interromper ciclos de patógenos, reduzir plantas daninhas resistentes e favorecer a fertilidade física, química e biológica do solo. O planejamento também deve considerar a janela de semeadura, o histórico da área, o clima e o mercado.

A adoção da rotação é apresentada como uma ferramenta prática para enfrentar desafios recorrentes da triticultura. A repetição de sucessões como soja-trigo ou milho-trigo favorece doenças como giberela, manchas foliares e brusone, além de aumentar a ocorrência de plantas daninhas resistentes e de compactação do solo. Conforme destacado no material, “a rotação de culturas deixa de ser apenas uma recomendação teórica e passa a ser uma ferramenta prática de manejo integrado para o sistema de produção”.

O conceito de rotação consiste na alternância planejada de espécies em uma mesma área ao longo do tempo, com objetivos agronômicos, ambientais e econômicos. No sistema envolvendo trigo, normalmente são combinadas culturas de verão, como soja e milho, com culturas de inverno, incluindo trigo, plantas de cobertura e, em alguns casos, pastagens destinadas à integração lavoura-pecuária. A proposta vai além da simples alternância de espécies, buscando diversificar tipos de plantas, sistemas radiculares e produção de palhada.

O material explica que a rotação beneficia o trigo por diferentes mecanismos. A alternância com espécies não hospedeiras reduz o inóculo de doenças presentes nos restos culturais, enquanto a diversidade de culturas auxilia no controle de insetos, ácaros e plantas daninhas resistentes. Além disso, plantas com raízes profundas contribuem para aliviar a compactação do solo, melhorar a infiltração de água e favorecer o desenvolvimento radicular da cultura.

Outro benefício apontado está relacionado ao aproveitamento dos nutrientes. Leguminosas utilizadas como cobertura podem contribuir para a fixação biológica de nitrogênio, reduzindo a dependência de adubação nitrogenada dentro dos limites técnicos recomendados. O manejo adequado dos resíduos vegetais e da fertilização também melhora o balanço nutricional para a cultura implantada na sequência.

Os estudos mencionados indicam que sistemas de rotação bem estruturados aumentam a estabilidade da produtividade do trigo ao longo dos anos, reduzem a incidência de doenças e tornam o controle químico mais eficiente. Também há melhor resposta da cultura à adubação nitrogenada, além de maior aproveitamento da infraestrutura da propriedade, com melhor distribuição do uso de máquinas e mão de obra ao longo do calendário agrícola.

Antes de definir a sequência de culturas, o produtor deve levantar o histórico da área, identificar os principais problemas fitossanitários, avaliar as características do solo, conhecer os riscos climáticos e estabelecer seus objetivos produtivos. O planejamento também deve considerar as janelas de semeadura e colheita para evitar atrasos que possam aumentar riscos de geadas, excesso de chuvas ou estresse hídrico.

Entre as alternativas de sucessão apresentadas estão sistemas tradicionais de soja seguida por trigo, combinações com plantas de cobertura entre as safras, rotações envolvendo milho e coberturas de inverno e modelos integrados com pecuária. Cada opção deve ser adaptada à realidade da propriedade, levando em conta o potencial produtivo, as condições do solo e o mercado.

As plantas de cobertura ocupam papel importante nesse planejamento. Gramíneas como aveias, centeio e azevém são indicadas para produção de palha e proteção do solo, enquanto leguminosas, como ervilhaca e tremoço, auxiliam no fornecimento de nitrogênio. Já crucíferas, como nabo forrageiro e mostarda, favorecem a descompactação e a reciclagem de nutrientes por meio de raízes profundas.

O manejo da rotação deve ser integrado a outras práticas agrícolas, como semeadura direta, correção da fertilidade baseada em análises de solo, escolha de cultivares adaptadas e monitoramento constante de pragas, doenças e plantas daninhas. O documento destaca ainda a importância da boa gestão da palhada para evitar dificuldades na emergência da cultura seguinte.

As orientações também reforçam que todas as operações envolvendo defensivos agrícolas devem seguir rigorosamente as recomendações de rótulo e bula, respeitar o receituário agronômico, utilizar equipamentos de proteção individual e atender à legislação ambiental e trabalhista vigente. Segundo o texto, decisões tomadas sem diagnóstico técnico e sem planejamento adequado podem comprometer tanto a produtividade do trigo quanto o desempenho de todo o sistema produtivo.

Antes de definir a rotação, o produtor deve avaliar o histórico da área, os resultados das análises de solo, a presença de doenças e plantas daninhas, as janelas de plantio, a possibilidade de incluir espécies de cobertura, a capacidade operacional da propriedade e, quando houver, a integração com pecuária. O planejamento da adubação deve considerar todo o sistema de produção e contar com o suporte de um engenheiro agrônomo.

O material ressalta que as informações têm caráter informativo e não substituem a avaliação técnica realizada em condições reais de campo.





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Identificação precoce ajuda a conter ferrugem marrom na cana-de-açúcar


A ferrugem marrom, causada pelo fungo Puccinia melanocephala, está entre as principais doenças foliares da cana-de-açúcar e pode reduzir a produtividade e o Açúcar Total Recuperável (ATR) quando não é identificada nas fases iniciais. Em regiões produtoras como Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo, onde há períodos de alta umidade e temperaturas amenas, o monitoramento visual das folhas é apontado como decisivo para detectar as primeiras pústulas antes que a doença provoque desfolha intensa.

Entre dezembro de 2025 e dezembro de 2026, os canaviais estarão em diferentes estágios de desenvolvimento, incluindo cana-planta e socas de cortes distintos, sob condições climáticas variadas. Segundo o material, compreender como a ferrugem marrom surge, onde aparecem os primeiros sintomas e como diferenciá-la de outras manchas foliares é o primeiro passo para um manejo fitossanitário eficiente, aliado à escolha de variedades e ao uso criterioso de fungicidas.

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Nos primeiros estágios, a doença se manifesta por pequenas pústulas alongadas, inicialmente amareladas ou alaranjadas, que posteriormente adquirem coloração marrom-ferrugem. As estruturas aparecem, em geral, na face superior das folhas e liberam um pó fino de esporos que pode ser percebido ao toque. As primeiras infecções costumam ocorrer em folhas do terço médio das plantas, especialmente em variedades suscetíveis após períodos de orvalho intenso ou chuvas intermitentes. O texto destaca que o monitoramento deve ser feito por caminhamento em “Z” ou “W” nos talhões, avaliando sistematicamente folhas sintomáticas e diferenciando a doença de outras enfermidades, como ferrugem alaranjada, escaldadura, mancha parda e ramulária.

A identificação precoce é considerada fundamental porque a ferrugem marrom reduz a área fotossintética, acelera a senescência das folhas e compromete diretamente o acúmulo de sacarose nos colmos. Em variedades suscetíveis, a desfolha pode ser intensa, afetando tanto a produtividade quanto o ATR. Conforme o conteúdo, “a ênfase em sintomas iniciais e em rotinas de inspeção é fundamental para o manejo integrado”.

O documento explica que a ferrugem marrom é provocada pelo fungo biotrófico Puccinia melanocephala, especializado em infectar tecidos vivos da cana. O ciclo começa com a deposição de esporos nas folhas, seguida pela germinação em condições de elevada umidade e temperaturas favoráveis. Após penetrar pelos estômatos, o fungo passa por um período de colonização silenciosa até o surgimento das primeiras pústulas, que liberam novos esporos e reiniciam o processo de disseminação.

Os sintomas iniciais exigem observação cuidadosa. As primeiras pústulas surgem normalmente na face superior das folhas, entre as nervuras, em estruturas pequenas, alongadas e levemente salientes ao tato. Inicialmente claras, tornam-se marrom-ferrugem com o avanço da infecção e costumam apresentar um halo amarelado ao redor. Uma característica importante é a liberação do pó ferrugem ao esfregar levemente a lesão com os dedos. Em plantas jovens, os sintomas tendem a aparecer primeiro nas folhas mais velhas, expostas ao inóculo transportado pelo vento.

A diferenciação em relação a outras doenças é outro ponto destacado. Enquanto a ferrugem marrom apresenta pústulas salientes que liberam pó escuro, a ferrugem alaranjada produz pústulas de coloração mais viva e pó alaranjado. Já doenças como mancha parda provocam lesões planas e secas, sem liberação de esporos ao toque. Danos provocados por fitotoxicidade ou estresse térmico também costumam apresentar distribuição mais uniforme e ausência de pústulas.

O monitoramento deve ser intensificado durante o período chuvoso, principalmente em variedades suscetíveis e áreas com histórico da doença. Talhões com maior densidade de plantas e maior retenção de umidade também merecem atenção especial. Mesmo durante os meses mais secos, o texto recomenda manter inspeções periódicas, ainda que em menor frequência, para acompanhar possíveis focos remanescentes.

O procedimento sugerido começa pela definição dos pontos de amostragem em diferentes partes do talhão, incluindo bordaduras e áreas mais úmidas. Em seguida, deve-se selecionar plantas representativas e observar principalmente as folhas do terço médio, procurando pequenas pústulas em relevo, utilizando lupa quando necessário. As informações sobre incidência devem ser registradas para subsidiar futuras decisões técnicas, sempre considerando o comportamento das variedades cultivadas.

Caso a doença não seja identificada no início, os impactos podem incluir redução da área foliar funcional, diminuição da produtividade dos colmos, queda do ATR e maior necessidade de intervenções corretivas. O documento alerta que controles químicos realizados apenas em fases avançadas tendem a apresentar menor eficiência e custos mais elevados.

Segundo o material, a identificação precoce permite que o produtor, em conjunto com o engenheiro agrônomo, avalie diferentes estratégias de manejo integrado. Entre elas estão a escolha de variedades mais resistentes, ajustes no manejo cultural para reduzir períodos de molhamento foliar e a análise da necessidade de controle químico. O texto ressalta que “a decisão de aplicar ou não fungicida é técnica e depende de múltiplos fatores”, devendo ser tomada por profissional habilitado.

Como orientação prática, o documento recomenda observar regularmente folhas do terço médio, identificar pústulas pequenas em relevo, confirmar a presença do pó ferrugem ao toque, diferenciar a doença de outras manchas, registrar os primeiros focos e intensificar as inspeções durante períodos úmidos e com temperaturas amenas.

As orientações reforçam ainda que o monitoramento faz parte de um programa de manejo fitossanitário mais amplo, que pode incluir fungicidas. Nesses casos, devem ser seguidas rigorosamente as recomendações de rótulo e bula, o receituário agronômico, o uso de equipamentos de proteção individual e os períodos de reentrada e segurança previstos para cada produto.

Antes das inspeções, o produtor deve definir os talhões prioritários, planejar o percurso de avaliação, concentrar a observação nas folhas do terço médio, utilizar o teste do “pó ferrugem no dedo”, registrar local, variedade e intensidade dos sintomas e compartilhar essas informações com o engenheiro agrônomo responsável para orientar o manejo integrado. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.





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El Niño reforça necessidade de manejo estratégico e regionalizado para a safra 2026/2027


Com 82% de chance de se formar até julho deste ano e 96% de probabilidade de permanecer ativo entre dezembro e fevereiro de 2027, o retorno de um El Niño de forte intensidade, também chamado de “Super El Niño”, coloca produtores em alerta. Os dados mais recentes da Administração Nacional para Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA, em inglês) projetam um cenário de grande instabilidade climática, com impactos distintos entre as regiões brasileiras e potencial para elevar a pressão de doenças nas principais culturas agrícolas.

No Cerrado, a expectativa é de chuvas irregulares e possíveis atrasos na semeadura, o que pode afetar a viabilidade do milho safrinha. Já a região Sul deve registrar precipitações mais intensas e frequentes. Esse contraste influencia diretamente o desenvolvimento das plantas e a dinâmica de ocorrência de patógenos, tornando o manejo fitossanitário ainda mais complexo.

Segundo Mário Drehmer, gerente sênior de Portfólio e Culturas da Sumitomo Chemical, um dos principais efeitos da irregularidade climática é o descompasso no desenvolvimento das culturas. “A irregularidade no período de semeadura resulta em lavouras com fases de desenvolvimento distintas, há um aumento no período de exposição às pragas e doenças. As áreas mais tardias geralmente são as que sofrem maior pressão”, destaca.

Na soja, a combinação de alta umidade e temperaturas elevadas favorece o surgimento da septoriose, cercosporiose e ferrugem asiática. Mário alerta que doenças tradicionalmente associadas ao fim do ciclo, agora, exigem atenção precoce. “A septoriose e a cercóspora precisam ser tratadas como problemas de início de ciclo. Hoje, elas podem se estabelecer ainda no período vegetativo, provocando desfolha nas partes inferiores da planta e reduzindo a produtividade antes mesmo que o produtor perceba”, explica.

No milho, o desafio exige ampliar o monitoramento sobre o complexo de doenças foliares. Patógenos como cercóspora, diplodia, mancha de phaeosphaeria, helmintosporiose e ferrugem ameaçam o desempenho produtivo. “Os híbridos atuais apresentam alto potencial produtivo, mas, muitas vezes, possuem menor tolerância às doenças. Por isso, é fundamental trabalhar com fungicidas de amplo espectro de forma preventiva, ainda nos estádios vegetativos”, conta Drehmer.

Para o trigo, a principal preocupação é a giberela, favorecida por ambientes úmidos. Além de reduzir o rendimento, a doença compromete a qualidade dos grãos pela produção da micotoxina DON. Mancha-amarela, septoriose e ferrugem também ganham força com o excesso de umidade.

Veja também: Soja: El Niño entra no radar da safra 2026/27

Impacto operacional

Além da pressão biológica, eventos climáticos extremos afetam a eficiência operacional das propriedades rurais. “O molhamento foliar favorece a germinação dos esporos e as chuvas ajudam na dispersão dos patógenos, mas o excesso de água também pode impedir a entrada de máquinas na lavoura. Isso reduz as janelas de aplicação de Fungicidas e aumenta o risco de perder o momento ideal de controle”, ressalta Mário.

“A ocorrência das doenças é resultado da interação entre três fatores: hospedeiro, ambiente e patógeno. Hoje, contamos com cultivares altamente produtivas e precoces, mas que, muitas vezes, apresentam maior sensibilidade a determinadas doenças. Ao mesmo tempo, as variações climáticas afetam cada região de forma distinta e podem criar condições favoráveis ao desenvolvimento de patógenos presentes no solo, na palhada e em áreas vizinhas. Com tantas variáveis em jogo, não existe mais espaço para receitas prontas. Cada região, cada safra e cada condição de cultivo exigem estratégias de manejo adaptadas à sua realidade”, reforça Mário Drehmer.

Ferramentas de controle

Dentro desse contexto de manejo, soluções como Excalia® Max e Pladius®, da Sumitomo Chemical, integram programas voltados ao controle das principais doenças que afetam culturas de grande importância econômica no Brasil. “Diante de um cenário marcado por maior variabilidade climática e pressão de doenças, o sucesso do manejo passa pela combinação entre planejamento preventivo, monitoramento e escolha adequada das ferramentas disponíveis ao produtor. Soluções eficientes e versáteis tornam-se aliadas importantes para sustentar o potencial produtivo das lavouras ao longo das safras”, conclui o gerente da Sumitomo Chemical.





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Dessecação pré-plantio da soja: como escolher herbicidas


A escolha dos herbicidas para a dessecação pré-plantio da soja está entre as decisões mais importantes do manejo de plantas daninhas no sistema de plantio direto. Entre maio e agosto, período em que muitos produtores começam a planejar a implantação da próxima safra em estados como Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul, definir quais produtos utilizar, além do momento e da forma de aplicação, pode influenciar diretamente o estabelecimento inicial da cultura e reduzir os custos com o controle em pós-emergência.

No contexto agrícola, o pré-plantio corresponde ao intervalo entre o encerramento da cultura anterior ou do pousio e a semeadura da soja, abrangendo a dessecação total da área e, quando necessário, aplicações complementares próximas ao plantio. Conforme explica a Embrapa, nessa fase o objetivo é eliminar a vegetação existente, formada por plantas daninhas e coberturas vegetais, além de reduzir significativamente o banco de sementes presente na superfície do solo, preservando os princípios do sistema de plantio direto.

Veja também: Soja: El Niño entra no radar da safra 2026/27

Ao longo deste conteúdo, a Embrapa detalha como funciona a dessecação pré-plantio da soja, apresenta os principais grupos de herbicidas disponíveis, explica como definir combinações, o momento adequado de aplicação e os cuidados necessários em diferentes regiões produtoras e épocas do ano, reforçando que todas as recomendações devem seguir rigorosamente rótulo, bula e receituário agronômico.

Segundo as orientações técnicas reunidas pela Embrapa, a escolha dos herbicidas para a dessecação deve considerar o histórico de infestação da área, as espécies predominantes, como folhas largas, gramíneas e plantas perenes, os casos de resistência já registrados, as condições de umidade do solo, a presença de palhada e o intervalo entre a aplicação e a semeadura. A instituição destaca que a combinação de herbicidas sistêmicos e de contato, muitas vezes associada a produtos com efeito residual, é uma estratégia amplamente utilizada, desde que sejam respeitados os períodos de carência, a seletividade para a soja e a tecnologia correta de aplicação.

Para a Embrapa, a dessecação pré-plantio ganhou importância com a consolidação do plantio direto nas principais regiões produtoras de soja do país. Como o solo não é revolvido nesse sistema, o controle das plantas daninhas depende majoritariamente dos herbicidas, tornando essa operação essencial para garantir solo limpo no momento da emergência da cultura, reduzir a competição por água, luz e nutrientes, preservar a palhada e diminuir a necessidade de intervenções posteriores.

Ainda de acordo com a instituição, entre os erros mais frequentes estão a escolha de herbicidas sem considerar as espécies predominantes, como buva resistente ou capim-amargoso, a realização da dessecação muito próxima da semeadura, o uso repetitivo do mesmo mecanismo de ação e aplicações realizadas em condições climáticas desfavoráveis, como períodos de frio intenso, seca ou excesso de orvalho, que comprometem a eficiência dos produtos.

Conforme explica a Embrapa, a dessecação pré-plantio consiste no manejo químico, muitas vezes integrado a outras práticas, da vegetação existente antes da implantação da soja. O processo começa com o diagnóstico das plantas daninhas presentes, segue com a definição da estratégia de controle, a aplicação dos herbicidas e, por fim, com o respeito ao intervalo necessário entre a pulverização e a semeadura, garantindo a dessecação da vegetação e reduzindo o risco de fitotoxicidade.

A instituição destaca que a base desse manejo é utilizar herbicidas capazes de controlar a comunidade de plantas daninhas existente e reduzir a emergência de novos fluxos logo no início do ciclo da soja, preservando tanto o desempenho da cultura quanto os princípios do sistema de plantio direto.

Segundo a Embrapa, os herbicidas empregados na dessecação podem ser classificados conforme o modo de ação, a seletividade e o tempo de permanência no solo. Os sistêmicos são absorvidos e translocados para outras partes da planta, sendo indicados principalmente para espécies perenes ou em estágios mais avançados. Já os produtos de contato atuam apenas nas partes atingidas pela pulverização, oferecendo ação mais rápida, mas exigindo boa cobertura das plantas.

Também há diferença quanto ao comportamento no solo. Alguns herbicidas atuam apenas sobre a vegetação presente, enquanto outros apresentam efeito residual, formando uma camada de proteção que dificulta a germinação e a emergência de novas plantas daninhas por determinado período, desde que a cultura seja seletiva ao produto utilizado.

De acordo com a Embrapa, uma dessecação bem planejada favorece o potencial produtivo da soja ao reduzir a competição logo nas primeiras semanas após a emergência, melhora o aproveitamento das aplicações em pós-emergência, contribui para retardar a seleção de plantas daninhas resistentes e ainda preserva a qualidade operacional do sistema de plantio direto.

Por outro lado, falhas na escolha ou no uso dos herbicidas podem resultar em controle insuficiente de espécies como buva, capim-amargoso e capim-pé-de-galinha, necessidade de reaplicações, fitotoxicidade sobre a soja quando não são respeitados os intervalos entre aplicação e plantio e aumento da pressão de seleção de biótipos resistentes.

A Embrapa ressalta que a decisão sobre quais herbicidas utilizar deve considerar simultaneamente as espécies predominantes na área, o estádio de desenvolvimento das plantas daninhas, o histórico de resistência, as características do solo e do clima, além do intervalo previsto entre a dessecação e a semeadura.

Segundo a instituição, plantas de maior porte ou espécies perenes costumam exigir herbicidas sistêmicos e, em algumas situações, aplicações sequenciais. Já plantas jovens tendem a responder melhor às misturas de produtos sistêmicos e de contato quando aplicadas em condições adequadas.

Outro aspecto destacado pela Embrapa é o histórico de uso de herbicidas na propriedade. Diversificar mecanismos de ação é apontado como uma das principais estratégias para reduzir a seleção de plantas daninhas resistentes.

As condições de solo e clima também precisam ser avaliadas. A instituição explica que textura, matéria orgânica, presença de palhada e disponibilidade de umidade influenciam diretamente o comportamento dos herbicidas residuais, enquanto temperaturas baixas e déficit hídrico reduzem a absorção e a translocação dos produtos sistêmicos.

O intervalo entre a aplicação e a semeadura também interfere na escolha. Conforme orienta a Embrapa, quando há maior espaço entre a dessecação e o plantio, os herbicidas sistêmicos conseguem completar a translocação e promover a secagem adequada da vegetação. Já em intervalos mais curtos, é necessário avaliar cuidadosamente o uso de herbicidas residuais e seguir rigorosamente as recomendações presentes em bula.

Nas principais regiões produtoras, a janela de dessecação depende do calendário agrícola de culturas anteriores, como milho, algodão e trigo, além do regime de chuvas e da data prevista para a semeadura da soja. Entre maio e agosto, muitos produtores iniciam justamente o planejamento dessas operações.

A recomendação geral da Embrapa é realizar a dessecação principal entre 10 e 20 dias antes da semeadura, aproveitando condições climáticas que favoreçam a ação dos herbicidas, como temperaturas moderadas, boa umidade e plantas daninhas em crescimento ativo.

Em áreas com elevada infestação de plantas perenes ou resistentes, a instituição informa que programas de manejo antecipado, realizados ainda no outono ou inverno, podem ser necessários, sempre integrados ao uso de culturas de cobertura ou ao manejo adequado do pousio.

Também é recomendado evitar pulverizações em dias muito frios, sob forte estresse hídrico ou com grande amplitude térmica, já que essas condições reduzem a eficiência dos herbicidas sistêmicos.

Do ponto de vista operacional, a Embrapa destaca a importância de ajustar corretamente o volume de calda, o tipo de gotas, a qualidade da água e utilizar adjuvantes somente quando previstos em rótulo ou recomendados pela assistência técnica.

Entre as estratégias disponíveis, as misturas de herbicidas sistêmicos e de contato são apontadas pela instituição como uma alternativa capaz de ampliar o espectro de controle, reunir ação rápida e translocação eficiente e ainda reduzir o risco de resistência quando diferentes mecanismos de ação são utilizados em conjunto.

Entretanto, a própria Embrapa alerta que essas misturas exigem maior cuidado na tecnologia de aplicação, costumam apresentar custo mais elevado e demandam planejamento para evitar problemas de seletividade na cultura seguinte.

No caso dos herbicidas residuais, a instituição afirma que eles podem prolongar o controle das plantas daninhas após a semeadura, reduzindo novas emergências, mas alerta que seu uso requer atenção especial em solos arenosos, com baixa matéria orgânica ou sob períodos de estiagem, além do respeito aos intervalos de plantio previstos em bula.

Já em áreas com histórico de buva, capim-amargoso ou azevém resistentes, a Embrapa informa que programas antecipados de manejo, aliados ao uso de culturas de cobertura e diferentes mecanismos de ação, costumam oferecer melhores resultados no controle dessas espécies.

A instituição ressalta ainda que a escolha dos herbicidas deve estar integrada à rotação de culturas, ao uso de plantas de cobertura e ao manejo do banco de sementes de plantas daninhas, reduzindo a dependência exclusiva do controle químico.

Segundo a Embrapa, culturas como milheto, braquiárias, aveia e centeio ajudam a formar palhada, dificultam a emergência de plantas daninhas e permitem racionalizar o uso de herbicidas ao longo do sistema produtivo.

A instituição também destaca que impedir a produção de sementes pelas plantas daninhas é uma medida importante para reduzir gradualmente o banco de sementes presente no solo e facilitar o manejo das próximas safras.

Em relação às normas de segurança, a Embrapa reforça que todas as aplicações devem seguir a legislação vigente quanto ao uso de equipamentos de proteção individual, transporte e descarte de embalagens, proteção de áreas ambientais sensíveis e utilização de receituário agronômico emitido por profissional habilitado.

A instituição enfatiza que herbicidas nunca devem ser utilizados fora das recomendações previstas em rótulo e bula e que a escolha das moléculas, misturas, doses e intervalos até a semeadura deve ser baseada em recomendações técnicas oficiais e no acompanhamento de um engenheiro agrônomo.

Antes de definir a estratégia de dessecação, a Embrapa orienta que o produtor avalie cuidadosamente as espécies presentes, o histórico de resistência, as condições do solo, o clima, a tecnologia de aplicação, a integração com outras práticas de manejo e o cumprimento das recomendações técnicas e legais.

A instituição lembra ainda que este conteúdo possui caráter exclusivamente informativo e reforça que a definição do programa de dessecação deve ser feita conforme as condições específicas de cada propriedade, sempre com acompanhamento de um engenheiro agrônomo habilitado. 

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.

 

Referências

BRIGHENTI, A. M.; CASTRO, C.; GAZZIERO, D. L. P. et al. Manejo de plantas daninhas na cultura da soja. Londrina: Embrapa Soja, 2019.

EMBRAPA. Sistema Plantio Direto: bases para o manejo da fertilidade do solo e de plantas daninhas. Brasília, DF: Embrapa, 2018.

LORENZI, H. Plantas daninhas do Brasil: terrestres, aquáticas, parasitas e tóxicas. 4. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2014.

OLIVEIRA JR., R. S.; CONSTANTIN, J.; INOUE, M. H. (org.). Biologia e manejo de plantas daninhas. Curitiba: Omnipax, 2011.

SOCIEDADE BRASILEIRA DA CIÊNCIA DAS PLANTAS DANINHAS. Manual de manejo integrado de plantas daninhas. Londrina: SBCPD, 2016.





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4ª Edição do Circuito Inovapec debate inovação e eficiência na pecuária


Voltado a produtores rurais, técnicos e profissionais do setor pecuário, o evento técnico será realizado no dia 17 de julho, em Rio Verde, e contará com um ciclo de 5 palestras especializadas.

Segundo a COMIGO, responsável pela organização do evento, o InovaPEC foi estruturado com o objetivo de promover o compartilhamento de tecnologias, troca de experiências práticas e estratégias inovadoras que fortalecem diretamente a produtividade e a rentabilidade na atividade pecuária.

O encontro será realizado na Associação Atlética COMIGO, em Rio Verde, com uma programação dinâmica a partir das 13h. Para esta edição, o circuito contará com um ciclo de 5 palestras estratégicas com foco em mercado, nutrição e gestão aplicada à rotina da pecuária de corte e de leite. O painel de palestrantes confirmados reúne os seguintes especialistas:

Maurício Palma Nogueira – Sócio-diretor da Athenagro e coordenador do Rally da Pecuária

Tema da palestra: Tendências do Mercado Pecuário; 

Dr. Juliano Fernandes – Professor de Nutrição de Ruminantes da EVZ/UFG e Consultor Técnico de Nutrição COMIGO.

Tema da palestra: O DDG chegou para ficar? Desafios e oportunidades para a pecuária nacional

Amália Sechis –  Diretora Beef Passion, 1ª empresa produtora de carne brasileira certificada internacionalmente, Forbes Mulher Agro 100 mulheres + Influentes

Tema da palestra: Storytelling e comunicação no agro. O que a Beef Passion fez para sair da commodity e agregar valor

Antonio R. Sechis – Pecuarista, grupo Agro Passion, Nhandeara- SP

Tema da palestra: Bem-estar para a produção de carne de qualidade

Rostyner Pereira Costa – Médico Veterinário, gerente executivo de relacionamento com o pecuarista do Frigorífico Minerva.

Tema da palestra: Barter na Pecuária: Transformando nutrição em rentabilidade 

De acordo com o gerente de geração e difusão de tecnologias da COMIGO, Eduardo Hara, o circuito funciona como um acelerador de resultados para o pecuarista. “Difundir tecnologias aplicadas é o que dá suporte para o nosso cooperado enfrentar os desafios de mercado. Queremos que ele saia do evento munido de estratégias reais para tomar decisões seguras, maximizar a rentabilidade dentro da porteira e fortalecer a competitividade do seu negócio”, pontua. 

A participação no evento é gratuita, sendo necessário apenas realizar as inscrições de forma antecipada tendo em vista que as vagas são limitadas. 

Link para inscrições: https://painelid.identicket.com.br/inovapec/inscricao





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saiba como agir durante os alertas


Com previsão de uma sequência de temporais a partir de quinta-feira (16), a Defesa Civil do Rio Grande do Sul orienta a população a adotar medidas preventivas diante do risco de chuva intensa, ventos fortes, granizo e descargas elétricas. Segundo o órgão, o Estado deve enfrentar vários dias consecutivos de instabilidade, o que torna essencial o acompanhamento dos avisos oficiais e o conhecimento do Plano de Contingência do município, além dos principais riscos existentes nas regiões onde as pessoas moram ou circulam.

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul destaca que a possibilidade de granizo exige atenção às orientações emitidas conforme o nível de alerta. Em situações de alerta amarelo, classificado como moderado, o órgão recomenda verificar as condições de árvores, telhados e madeiramentos das residências, além de acompanhar continuamente as informações divulgadas pela Defesa Civil municipal.

Caso seja emitido alerta laranja, considerado de alto risco, a recomendação da Defesa Civil do Rio Grande do Sul é evitar sair de casa. Se o deslocamento for indispensável, o órgão orienta que a população consulte previamente as condições das rotas, avalie os locais onde pretende estacionar veículos e, em áreas com histórico de alagamentos, busque informações junto à Defesa Civil municipal sobre a necessidade de deixar o local. Também é recomendado preparar um kit de emergência com documentos, roupas, água e medicamentos para uma eventual saída imediata.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

Em caso de alerta vermelho, que indica risco muito alto, a Defesa Civil do Rio Grande do Sul orienta que a população procure abrigo, permaneça em locais seguros até o fim das ameaças e acompanhe a evolução das condições meteorológicas, inclusive durante a noite. O órgão reforça que moradores de áreas suscetíveis devem estar preparados para deixar esses locais caso haja necessidade.

Se houver emissão de alerta roxo, classificado como extremo, a Defesa Civil do Rio Grande do Sul recomenda abandonar imediatamente as áreas de risco. Quem já estiver em local seguro deve permanecer ali até que os fenômenos cessem. O órgão também orienta que pessoas com dificuldade de locomoção ou em situação de vulnerabilidade recebam apoio para a retirada.

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul reforça ainda que a população deve seguir rigorosamente as orientações oficiais, evitar retornar a áreas evacuadas antes da liberação dos órgãos competentes, não atravessar locais alagados ou inundados, seja a pé ou de veículo, garantir a segurança dos animais domésticos caso seja necessário deixar a residência rapidamente e, sempre que possível, compartilhar informações atualizadas com moradores da vizinhança.





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entrega começa em 10 de agosto


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil orientou os produtores rurais sobre o prazo para entrega da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) 2026. O período para envio do documento será de 10 de agosto a 30 de setembro, conforme calendário da Receita Federal. O envio da declaração poderá ser realizado entre 10 de agosto e 30 de setembro.

Devem apresentar a DITR as pessoas físicas e jurídicas proprietárias, titulares do domínio útil ou possuidoras de imóvel rural, exceto nos casos de imunidade ou isenção previstos na legislação.

Segundo o assessor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Erico Goulart, é fundamental que o produtor rural respeite os prazos estabelecidos pela Receita Federal para evitar penalidades. “Após a data de vencimento, o contribuinte estará sujeito à multa de 1% ao mês-calendário, ou fração de mês de atraso, calculada sobre o valor total do imposto devido”, explicou.

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Neste ano, a declaração poderá ser preenchida e transmitida pelo serviço digital Minhas Declarações do ITR, disponível na área de Imóveis do Portal de Serviços da Receita Federal. A plataforma permite o envio da declaração pela internet, sem necessidade de instalação de programa, e pode ser acessada tanto por computadores quanto por dispositivos móveis.

De acordo com a Receita Federal, o sistema oferece funcionalidades como recuperação automática de dados cadastrais, agrupamento das declarações de imóveis rurais pertencentes ao mesmo contribuinte e preenchimento de declarações de diferentes exercícios em um único ambiente.

O acesso ao serviço será realizado por meio da conta Gov.br, nos níveis Prata ou Ouro. Já as pessoas físicas proprietárias de imóvel rural com área de até 100 hectares também poderão elaborar a declaração por meio do Programa ITR 2026. Nesse caso, a transmissão poderá ser feita pelo próprio programa ou pelo Receitanet.

Caso o contribuinte identifique erro, omissão ou inexatidão após o envio, poderá apresentar uma declaração retificadora, desde que antes do início de procedimento de lançamento de ofício. A nova declaração substituirá integralmente a original.

O imposto apurado poderá ser pago em até quatro quotas iguais, mensais e sucessivas, desde que nenhuma parcela seja inferior a R$ 50. Valores inferiores a R$ 100 deverão ser quitados em quota única. A quota única ou a primeira parcela vencerá em 30 de setembro de 2026.





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