sábado, julho 25, 2026

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Vale dos Vinhedos se prepara para Temporada de Inverno 2026 como principal destino enoturístico do Brasil


Com a projeção de mais de 1,26 milhão de desembarques nos aeroportos gaúchos entre junho e agosto de 2026 — um crescimento estimado de 18,7% em relação ao mesmo período do ano anterior —, o Vale dos Vinhedos se prepara para viver mais uma intensa temporada de inverno, consolidando seu posicionamento como principal destino de enoturismo do Brasil. Inserido no movimento de recuperação e fortalecimento do turismo gaúcho apresentado pelo Governo do Estado durante o lançamento oficial da Temporada de Inverno 2026, o território reforça sua vocação para receber visitantes em experiências que unem vinho, gastronomia, paisagem, cultura e hospitalidade. A expectativa é de que mais de 120 mil pessoas passem pelo Vale dos Vinhedos entre os meses de junho, julho e agosto, impulsionando a ocupação hoteleira e o fluxo turístico na região.

Dados oficiais do Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria (SEGH) embasam a expectativa positiva para a temporada de inverno no Vale dos Vinhedos. Os meios de hospedagem localizados no território já registram taxa média de reservas próxima de 61% nos finais de semana do período, enquanto a expectativa do setor é superar os 80% de ocupação ao longo da temporada de 2026, refletindo o aquecimento da procura pelo destino durante a estação. “O Vale dos Vinhedos hoje é um destino completo, preparado para receber diferentes perfis de visitantes. Temos uma diversidade muito grande de experiências que integram vinho, gastronomia, cultura, paisagem, hospitalidade e bem-estar. O visitante consegue viver o território de muitas formas diferentes, e isso faz com que o Vale permaneça atrativo em todas as épocas do ano, especialmente no inverno”, destaca o presidente da Aprovale, André Larentis.

Reconhecido como o destino do vinho brasileiro, o Vale dos Vinhedos vive o inverno de forma particular. É a estação em que o território revela outra atmosfera: os vinhedos adormecidos, o frio característico da Serra Gaúcha, o vinho servido ao redor da mesa, as experiências mais intimistas e a gastronomia de conforto transformam o destino em um convite à permanência. Mais do que um roteiro de vinícolas, o Vale oferece ao visitante um território completo, onde diferentes formas de viver o vinho convivem em uma mesma paisagem.

Ao longo dos últimos anos, o Vale dos Vinhedos ampliou sua oferta turística e consolidou uma diversidade de experiências capaz de atender diferentes perfis de visitantes — dos apreciadores iniciantes aos consumidores mais especializados. Degustações técnicas, harmonizações simples e complexas, piqueniques entre vinhedos, wine bars, experiências ao ar livre, jantares autorais, cursos, passeios culturais, hospedagens de charme, trilhas, espaços contemplativos e experiências ligadas ao bem-estar convivem com a tradição das cantinas familiares e das grandes vinícolas do território. Entre as novidades que reforçam essa nova fase do destino está a recém-inaugurada Ciclovia Vale dos Vinhedos, um pleito histórico da comunidade e da Aprovale construído ao longo de mais de 20 anos de mobilização. A obra amplia a conexão do visitante com a paisagem, qualifica a mobilidade e fortalece a proposta de um turismo mais contemplativo, seguro e integrado ao território.

“O Vale dos Vinhedos é um território vivo, que evoluiu junto com o enoturismo brasileiro, sendo referência para outras regiões produtoras. Hoje oferecemos uma experiência muito mais ampla, madura e diversa, capaz de integrar vinho, cultura, paisagem, gastronomia e acolhimento em todas as épocas do ano. O inverno potencializa isso porque convida o visitante a viver o território com mais tempo, profundidade e conexão”, destaca o presidente da Aprovale, André Larentis.

Primeira Denominação de Origem de vinhos e espumantes do Brasil, o Vale dos Vinhedos reúne empreendimentos dos municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul, formando um dos territórios enoturísticos mais reconhecidos da América Latina. Mais do que origem geográfica, o Vale se consolidou como um território moldado pelo vinho — pela cultura construída ao redor dele, pelas relações que sustentam sua identidade e pelas experiências que nascem desse encontro entre tradição e contemporaneidade.

A expectativa positiva para a temporada acompanha também o movimento percebido pelo setor turístico regional. O fortalecimento da malha aérea, a retomada da imagem do Rio Grande do Sul como destino turístico e, principalmente, do enoturismo, e a ampliação do interesse internacional pelo Estado refletem diretamente no fluxo esperado para a Serra Gaúcha e para o Vale dos Vinhedos, que historicamente concentra parte importante da demanda turística durante o inverno.

Como os grandes vinhos, o Vale dos Vinhedos encontrou na maturidade a sua melhor expressão — e chega ao inverno de 2026 reafirmando sua posição como um dos destinos mais completos, autênticos e desejados do turismo brasileiro.

 





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Queda da ureia ainda não anima compradores


Os preços da ureia seguem em queda nos portos brasileiros, refletindo o enfraquecimento da demanda global e os impactos logísticos provocados pelo conflito no Oriente Médio. A avaliação é de Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, que aponta um movimento de retração nas cotações nas últimas quatro semanas.

Segundo o analista, a ureia acumula desvalorização de 14% no período, com indicações de preços abaixo de US$ 700 por tonelada. “Pela quarta semana consecutiva, os preços da ureia recuaram nos portos brasileiros. Esse movimento baixista recente está diretamente associado a uma demanda significativamente enfraquecida em diversos países, incluindo o Brasil”, afirma Tomás Pernías.

Apesar da retração recente, as cotações ainda permanecem em patamar elevado quando comparadas ao período anterior ao conflito no Oriente Médio. De acordo com a análise da StoneX, os preços seguem cerca de 43% acima dos níveis observados antes do agravamento das tensões na região.

Para Pernías, a queda recente ainda não foi suficiente para neutralizar os impactos provocados pela alta registrada após o início do conflito. “Esse cenário evidencia que a correção recente ainda está longe de compensar o forte impacto altista provocado pelo conflito”, destaca.

O mercado global de nitrogenados também continua pressionado por restrições na oferta e dificuldades logísticas. Segundo o analista, o fechamento praticamente total do Estreito de Ormuz segue afetando o fluxo internacional do produto. “Correções mais profundas, por sua vez, tendem a ser limitadas pelas atuais condições do mercado global de nitrogenados. A oferta segue restrita, uma vez que o Estreito de Ormuz permanece praticamente fechado, enquanto os entraves logísticos associados ao conflito continuam afetando o fluxo global do produto”, explica.

Mesmo com a redução nas cotações, o volume de negociações internacionais permanece limitado. De acordo com a análise, as relações de troca continuam entre as mais desfavoráveis dos últimos anos, reduzindo o interesse dos compradores em ampliar aquisições neste momento.

A postura mais cautelosa dos consumidores também reflete os preços ainda elevados no mercado internacional. “Além disso, os elevados níveis de preços ainda observados têm levado os compradores a adotar uma postura defensiva, marcada por cautela e pela preferência em adiar decisões de compra”, afirma Pernías.

No Brasil, o adiamento das compras ainda é considerado viável no curto prazo, já que o pico sazonal de demanda por nitrogenados ocorre tradicionalmente no segundo semestre. Ainda assim, o analista alerta que essa estratégia não poderá ser mantida indefinidamente.

Segundo a StoneX, a tendência é de retorno gradual dos compradores ao mercado nos próximos meses, seja para recomposição de estoques ou para garantir insumos destinados às próximas aplicações agrícolas. “Dessa forma, por enquanto, a recente queda das cotações ainda não configurou o cenário esperado pelos compradores que optaram por postergar suas negociações desde o início do conflito no Oriente Médio”, conclui Tomás Pernías.





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Programa saúde no campo amplia cuidado com produtores rurais



Iniciativa do Senar leva ações de saúde para famílias do campo e será tema de evento


Foto: Divulgação

Cuidar de quem alimenta o Brasil. Foi com esse objetivo que o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) desenvolveu o programa Saúde no Campo, iniciativa com uma série de ações voltadas à promoção da saúde e ao acompanhamento de produtores rurais, trabalhadores do campo e suas famílias.

Com visitas domiciliares, orientação em saúde, acompanhamento periódico, ações preventivas e apoio no acesso aos serviços públicos de saúde, o Saúde no Campo aproxima o cuidado das populações rurais e fortalecendo a atenção primária no campo.

O tema será debatido no evento “Saúde Rural em Evidência: desafios, avanços e perspectivas”, promovido pelo Sistema CNA/Senar no dia 28 de maio, em Brasília.

O encontro reunirá especialistas nacionais e internacionais, pesquisadores, representantes de instituições públicas e privadas e profissionais que atuam diretamente no meio rural para discutir os desafios, os avanços e as perspectivas da saúde voltada às populações do campo.

A programação também marcará um ano do Programa Saúde no Campo e discutirá caminhos para consolidar a saúde rural como uma agenda estratégica para o desenvolvimento sustentável do país.

Para participar do evento, é necessário fazer inscrição aqui





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Mercado do boi gordo inicia semana estável


O mercado do boi gordo iniciou a terça-feira com ritmo lento de negociações em São Paulo, segundo análise divulgada no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. Parte dos frigoríficos permaneceu fora das compras ao longo do dia, avaliando estratégias de atuação diante de escalas de abate consideradas mais confortáveis.

De acordo com a consultoria, os frigoríficos que estiveram ativos tentaram pressionar as cotações logo na abertura do mercado, mas poucos negócios foram efetivados. A movimentação ficou condicionada à aceitação dos pecuaristas em negociar a preços menores, o que acabou mantendo os valores estáveis ao longo do dia.

Ainda conforme a análise da Scot Consultoria, as escalas de abate em São Paulo estavam, em média, programadas para 10 dias, cenário que contribuiu para a postura mais cautelosa das indústrias frigoríficas.

No Rio de Janeiro, o mercado registrou recuo nas cotações. Na comparação diária, o preço caiu R$ 2,00 por arroba para todas as categorias acompanhadas pela consultoria.

O desempenho das exportações brasileiras de carne bovina in natura também segue no radar do setor. Apesar da perda de ritmo em relação à primeira semana do mês, os embarques continuam em níveis elevados. Até a segunda semana de maio, o Brasil exportou 141,3 mil toneladas, com média diária de 14,1 mil toneladas, volume 36,2% superior ao registrado por dia em maio de 2025.

Segundo a análise da Scot Consultoria, o preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 6,4 mil, alta de 24,2% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Caso o ritmo atual seja mantido, maio de 2026 poderá se consolidar como o melhor maio da série histórica em volume exportado de carne bovina, além de registrar o maior volume mensal embarcado no ano.

O faturamento das exportações também avança em ritmo acelerado. Impulsionado pelos preços mais altos pagos pela carne bovina brasileira, o acumulado de maio já corresponde a 80,5% de toda a receita registrada em maio de 2025, mesmo com apenas 10 dias úteis contabilizados.

A expectativa do mercado é de que, mantidos os embarques e os preços atuais, o faturamento das exportações brasileiras de carne bovina possa superar US$ 1,8 bilhão no mês, alcançando novo recorde histórico para o período.





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Agro argentino deve gerar mais dólares em 2026



A melhora nas projeções está ligada principalmente à soja e ao milho


A melhora nas projeções está ligada principalmente à soja e ao milho
A melhora nas projeções está ligada principalmente à soja e ao milho – Foto: Pixabay

O setor agropecuário da Argentina deve voltar a ter papel central na geração de dólares para a economia do país em 2026. A combinação entre uma safra maior e preços internacionais mais firmes elevou as projeções de entrada de divisas, reforçando a importância do campo argentino em um momento de forte necessidade de recursos externos.

Segundo estimativas da Bolsa de Comércio de Rosario, a liquidação de divisas do agro argentino deve alcançar US$ 36,111 bilhões em 2026. O número supera em US$ 800 milhões a previsão feita em abril e praticamente iguala o resultado registrado em 2025, mantendo o complexo agroexportador como a principal fonte genuína de dólares da Argentina.

A melhora nas projeções está ligada principalmente à soja e ao milho. Após atualização do GEA-BCR, a estimativa para a safra argentina de soja 2025/26 passou para 50 milhões de toneladas, avanço de 2 milhões em relação ao cálculo anterior. No milho, a projeção subiu para 68 milhões de toneladas, 1 milhão acima do previsto em abril.

Com maior disponibilidade de grãos, a indústria argentina também tende a ganhar fôlego. A moagem de soja deve crescer 1 milhão de toneladas, enquanto as exportações de farelo e óleo de soja devem aumentar. No milho, as vendas externas teriam acréscimo de 500 mil toneladas.

O cenário internacional também contribui para o resultado. A recuperação das cotações de boa parte dos produtos agrícolas elevou o valor esperado das exportações da Argentina. O cálculo considera as divisas liquidadas no Mercado Livre de Câmbio e aquelas canalizadas via Contado com Liquidação.

Nos quatro primeiros meses de 2026, o setor agroexportador argentino aportou cerca de US$ 8,516 bilhões, abaixo dos mais de US$ 9 bilhões do mesmo período de 2025. A diferença é atribuída ao efeito residual da redução temporária de retenções, à antecipação de vendas e ao avanço mais lento da colheita em abril.


 





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China e EUA ampliam acordo agrícola



O novo acordo difere do firmado em outubro


O novo acordo difere do firmado em outubro
O novo acordo difere do firmado em outubro – Foto: Pixabay

Os mercados agrícolas internacionais reagiram em alta ao anúncio de novos compromissos comerciais entre Estados Unidos e China, em um movimento que voltou a colocar a demanda chinesa no centro das atenções para grãos e proteínas. A sinalização de compras adicionais de produtos agropecuários dos EUA foi interpretada como favorável ao comércio agrícola e sustentou ganhos nas bolsas no início da semana.

Segundo comunicado divulgado pela Casa Branca no domingo, 17 de maio, a China comprará US$ 17 bilhões adicionais por ano em produtos agrícolas dos Estados Unidos em 2026, de forma proporcional, além de 2027 e 2028. O compromisso se soma às compras de soja assumidas em outubro de 2025, quando foi firmado um acordo para aquisição de 12 milhões de toneladas no ano comercial 2025-26 e 25 milhões de toneladas anuais nos três anos seguintes.

Embora o novo comunicado não tenha detalhado quais commodities de grãos serão incluídas, a reação foi ampla nos contratos futuros negociados na CME na segunda-feira, 18 de maio. O milho teve o desempenho mais forte, com o contrato do mês seguinte fechando em alta de 4,7% ante a sessão anterior. O movimento também impulsionou o trigo, com avanço de 2,3% em Kansas City, 2,6% em Minneapolis e 4,5% em Chicago nos contratos de julho. A soja para julho subiu 3,1%, enquanto o óleo de soja avançou 2,4% e o farelo registrou ganhos modestos.

O novo acordo difere do firmado em outubro por ser baseado em valor financeiro, e não em volume específico. Além dos grãos, a China renovou licenças vencidas para mais de 400 unidades de processamento de carne bovina dos EUA e adicionou novas autorizações. Também retomará importações de aves de estados americanos sem casos confirmados de influenza aviária altamente patogênica pelo USDA.

O comércio agrícola entre os dois países tem sido marcado por tensões tarifárias desde 2018. Em 2025, nova rodada de tarifas voltou a afetar o fluxo comercial, com queda de 75% nas exportações americanas de soja para a China em relação a 2024, segundo avaliação de Joseph Glauber.

 





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Setor do arroz avalia novos hábitos de consumo


As mudanças nos hábitos de consumo vêm ampliando o debate sobre o papel dos alimentos tradicionais na rotina dos brasileiros, especialmente em cadeias que historicamente tiveram presença constante no prato da população. A avaliação é de Sergio Cardoso, diretor de operações na Itaobi Representações, ao analisar os sinais de transformação no setor do arroz.

Segundo ele, temas como safra, produtividade, clima, exportações, custos, mercado e preços seguem fundamentais para quem atua nessa cadeia. No entanto, a discussão também precisa avançar sobre quem está no fim desse processo: o consumidor. A reflexão parte da percepção de que, durante décadas, arroz e feijão ocuparam espaço quase automático na mesa dos brasileiros, mas esse comportamento já não pode ser observado da mesma forma.

O consumidor atual vive uma rotina diferente. As famílias estão menores, o tempo disponível diminuiu e os aplicativos passaram a fazer parte do dia a dia. Ao mesmo tempo, a conveniência ganhou importância, dietas passaram a influenciar escolhas e a proteína assumiu maior protagonismo em muitas conversas sobre alimentação. Nesse contexto, a decisão de compra não envolve apenas o alimento em si, mas também praticidade, tempo, experiência e identificação.

A análise não aponta para o abandono do arroz pelo brasileiro, mas sugere uma mudança na forma de observar o consumo. Em vez de discutir apenas quanto arroz é consumido, o setor passa a enfrentar uma questão mais ampla: qual espaço o produto continuará ocupando na vida das próximas gerações.

Para Cardoso, mudanças de hábito não acontecem de maneira brusca. Elas começam pela rotina, depois alteram a frequência e, com o tempo, podem modificar aspectos culturais. Por isso, o desafio do setor nos próximos anos pode ir além de produzir mais ou acompanhar preços e mercados. A tarefa também envolve manter o arroz relevante no prato, no cotidiano e na percepção do consumidor.

 





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Pecuária avança com maior produtividade



O levantamento mostra a evolução da produção de carne bovina


O levantamento mostra a evolução da produção de carne bovina
O levantamento mostra a evolução da produção de carne bovina – Foto: Pixabay

O avanço da pecuária de corte no Brasil nas últimas décadas tem sido acompanhado por ganhos de produtividade que reduziram a necessidade teórica de ocupação de novas áreas para sustentar a produção atual de carne bovina. Segundo Maurício Palma Nogueira, sócio diretor da Athenagro, os dados da consultoria indicam que, de 1990 a 2025, o chamado efeito poupa terra na atividade soma 423 milhões de hectares.

O levantamento mostra a evolução da produção de carne bovina, da área total de pastagens e da área poupada de desmatamento a partir do aumento de tecnologia desde o início dos anos 1990. Ao final de 2025, em um período marcado pela atenção à COP de Belém, os dados gerados pela Athenagro sobre esse efeito passaram a ser mais demandados.

De acordo com Nogueira, as informações costumam receber críticas de ambientalistas quando são divulgadas. Ele destaca que o raciocínio em torno do efeito poupa terra é teórico e não representa uma medida direta de combate ao desmatamento. A proposta, segundo a análise, é demonstrar com dados que a pecuária brasileira cresceu apoiada em produtividade, e não em expansão de área.

O cálculo parte da identificação da área que seria necessária para alcançar a produção atual de carne bovina caso a produtividade permanecesse no mesmo nível observado no início dos anos 1990. Nessa comparação, sem os ganhos tecnológicos incorporados ao longo do período, a pecuária brasileira precisaria ocupar 583 milhões de hectares para produzir a mesma quantidade de carne registrada em 2025.

O gráfico elaborado pela Athenagro indica que a área poupada cresceu de forma consistente ao longo da série histórica, chegando a 397 milhões de hectares em 2024 e a 423 milhões de hectares em 2025. No mesmo período, a produção de carne bovina avançou, enquanto a área efetiva de pastagens se manteve em trajetória mais estável, reforçando a leitura de que o aumento produtivo ocorreu com maior eficiência no uso da terra.

 





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Fretes e armazenagem limitam ganhos da soja


O mercado da soja encerrou o dia com oscilações limitadas, em um ambiente ainda marcado pela cautela dos agentes diante da falta de sinais concretos de demanda chinesa. Segundo a TF Agroeconômica, a Bolsa de Chicago fechou praticamente estável, com o contrato de julho em queda de 0,29%, a US$ 12,0950 por bushel, enquanto agosto recuou 0,10%, a US$ 12,0975 por bushel.

O comportamento refletiu o ajuste das expectativas após a empolgação da véspera com um possível acordo de US$ 17 bilhões, ainda sem confirmação prática por parte do mercado asiático. A pressão adicional veio do relatório de Progresso de Safras do USDA, que indicou avanço do plantio norte-americano de 49% para 67% da área prevista, acima das expectativas e do ritmo registrado no ano passado. No Brasil, a Conab apontou a colheita em fase final, com 98,8% da área concluída.

No mercado interno, o Rio Grande do Sul teve valorizações nominais, com Santa Rosa e Passo Fundo a R$ 126,00 por saca e o Porto de Rio Grande a R$ 131,00. A revisão da produção estadual para pouco mais de 19 milhões de toneladas, abaixo da estimativa anterior de 21,44 milhões, reforçou a percepção de perdas causadas pela irregularidade das chuvas. A ameaça de paralisação rodoviária e as dúvidas sobre o piso mínimo de fretes também aumentaram os prêmios de risco.

Em Santa Catarina, a colheita superou 70% da área, com recuperação moderada no interior e cotação de R$ 131,00 no Porto de São Francisco do Sul. No Paraná, Ponta Grossa chegou a R$ 128,50, enquanto a colheita atingiu 96% e a disputa por armazenagem ganhou força com o avanço do etanol de milho e o plantio do trigo.

No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul encerrou a safra com recorde de 17,759 milhões de toneladas, enquanto Mato Grosso confirmou produção histórica de 51,56 milhões. Apesar dos volumes elevados, os gargalos de armazenagem, o custo dos fretes e a pressão logística seguem limitando a rentabilidade dos produtores.

 





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Milho fecha misto com atenção ao clima


O mercado brasileiro de milho encerrou a segunda-feira com comportamento misto, em um ambiente marcado por baixa liquidez, compradores cautelosos e atenção às condições das lavouras nos principais estados produtores. Segundo a TF Agroeconômica, a recuperação do dólar deu algum suporte às cotações na B3, enquanto o relatório da Conab acendeu alerta para a safrinha em áreas afetadas por clima adverso.

Na bolsa brasileira, os contratos futuros tiveram leves oscilações. O vencimento julho de 2026 fechou a R$ 67,20, com alta diária de R$ 0,14 e queda semanal de R$ 1,38. Setembro de 2026 encerrou a R$ 69,73, com baixa de R$ 0,09 no dia e de R$ 1,16 na semana. Novembro de 2026 terminou a R$ 72,64, também com recuo diário de R$ 0,09 e perda semanal de R$ 0,25.

No campo, o cenário segue desigual. Mato Grosso e Paraná mantêm condições favoráveis em parte das áreas, apesar de geadas isoladas e chuvas fortes em algumas regiões paranaenses. Em Goiás, porém, há perdas severas associadas ao estresse hídrico em lavouras plantadas fora da janela ideal.

No Rio Grande do Sul, a colheita chegou a 96% da área, com negócios pontuais e média estadual de R$ 58,08 por saca. Em Santa Catarina, as indicações seguem próximas de R$ 70,00, enquanto a demanda gira em torno de R$ 65,00, mantendo o mercado travado pela diferença entre pedidas e ofertas.

No Paraná, a pressão sobre os preços continua, com demanda ao redor de R$ 60,00 CIF e produtores mais flexíveis diante da necessidade de liberar espaço nos armazéns. Em Mato Grosso do Sul, a oferta elevada mantém o mercado pressionado, com preços entre R$ 51,00 e R$ 53,00 por saca, apesar da melhora pontual no clima.

 





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