sábado, julho 25, 2026

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Mercado do trigo tem ajuste gradual no Sul



Em Santa Catarina, o frete aparece como principal fator de elevação


Em Santa Catarina, o frete aparece como principal fator de elevação
Em Santa Catarina, o frete aparece como principal fator de elevação – Foto: Seane Lennon

O mercado de trigo no Sul do país segue marcado por ajustes graduais de preços, baixa disponibilidade em algumas regiões e maior atenção dos moinhos à qualidade do cereal. Os dados são da TF Agroeconômica, que aponta movimentos distintos entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com influência da demanda, do frete e das referências externas.

No Rio Grande do Sul, moinhos em busca de trigo de boa qualidade vêm contribuindo para uma alta lenta nos preços. Na safra velha, foram reportados negócios com compradores interessados em julho, com ofertas entre R$ 1.400 e R$ 1.430 CIF, enquanto vendedores pedem R$ 1.350 FOB. Ao mesmo tempo, os moinhos relatam dificuldade com os preços da farinha, que não avançam, e também com os farelos. Para a safra nova, a referência voltou a R$ 1.250 FAS no porto, enquanto moinhos indicam R$ 1.100 FOB, nível considerado pouco atrativo para vendedores. Até o momento, foram ouvidas apenas 40 mil toneladas negociadas entre moinhos e exportadores. O trigo branqueador também segue restrito, com aceitação de produto de até 270 de W a R$ 1.400 FOB no armazém do vendedor. Junho está praticamente coberto, enquanto julho teria cerca de 40% de cobertura. No balcão, Panambi registrou alta para R$ 65,04 por saca.

Em Santa Catarina, o frete aparece como principal fator de elevação do preço final. O trigo local subiu para R$ 1.350 a R$ 1.400 por tonelada FOB, com retirada e pagamento em 30 dias, enquanto no Paraná as ofertas recuaram para R$ 1.320 a R$ 1.350 no Sudoeste. O trigo gaúcho aparece entre R$ 1.350 e R$ 1.450 FOB. No balcão, houve estabilidade em Canoinhas, Xanxerê, Chapecó e Joaçaba, com altas em Rio do Sul e São Miguel do Oeste.

No Paraná, há poucas ofertas e vendedores com expectativas maiores. Lotes rodaram a R$ 1.350 FOB na região central, R$ 1.400 FOB no Norte e entre R$ 1.400 e R$ 1.450 CIF em Curitiba. O trigo branqueador tem referência de R$ 1.450 FOB, enquanto a safra nova indica R$ 1.320 a R$ 1.350 FOB para setembro. O trigo argentino nacionalizado aparece entre US$ 290 e US$ 295, após alta de US$ 2 por tonelada no frete marítimo e de US$ 12 no FOB argentino em dois meses.

 





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Feriado limita referência externa para grãos


Os mercados agrícolas iniciaram o dia com ajustes pontuais nos preços físicos e menor referência externa, em razão do feriado nos Estados Unidos, que manteve a CBOT sem operações. Segundo a TF Agroeconômica, no trigo, o mercado físico registrou leve queda no Paraná, com preço de R$ 1.356,08, recuo de 0,12% no dia e alta de 1,00% no mês, equivalente a US$ 269,92. No Rio Grande do Sul, a cotação ficou em R$ 1.314,47, estável no dia e com avanço mensal de 4,24%, ou US$ 261,64.

Nas indicações externas, o trigo argentino 11,5% apareceu com vendedor a US$ 250 por tonelada para dezembro de 2026 e US$ 255 para janeiro de 2027. No Paraguai, com referência ao Oeste do Paraná, os valores indicaram vendedor a US$ 270 e comprador a US$ 260 no spot, enquanto para setembro as indicações ficaram em US$ 250 e US$ 235.

Na soja, a ausência da CBOT também limitou novas referências. No físico do interior do Paraná, o preço ficou em R$ 123,48, alta diária de 0,13% e avanço mensal de 0,82%, ou US$ 24,58. Em Paranaguá, a cotação foi de R$ 129,62, baixa de 0,02% no dia e alta de 0,57% no mês, equivalente a US$ 25,80. No Paraguai, com base em Cascavel, junho teve vendedor a US$ 415 e comprador a US$ 405.

No milho, os contratos da B3 abriram mistos, com julho de 2026 a R$ 67,27, queda de 0,06%, janeiro de 2027 a R$ 74,90, alta de 0,13%, e julho de 2027 a R$ 72,02, avanço de 0,19%. No físico, a referência ficou em R$ 65,47, alta diária de 0,09% e queda mensal de 2,15%, ou US$ 13,03. O dólar mini na BMF era cotado a R$ 5,0265, alta de 0,37%, com máxima de R$ 5,0520 e mínima de R$ 5,0015.

 





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Farsul define pilares para securitização da dívida rural de R$ 171 bi



Farsul propõe 12 medidas para securitização da dívida rural de R$ 171 bilhões



Foto: Pixabay

A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) defendeu nesta quinta-feira (21) um conjunto de 12 pontos considerados estruturais para a securitização da dívida rural em discussão no Congresso Nacional. Em carta pública, a entidade, proponente de medidas do PL 5.122, aponta que o estoque de dívidas estressadas no campo gaúcho atinge R$ 171 bilhões e pode dobrar em 12 meses.Entre as exigências centrais estão um teto de juros equivalente à taxa neutra do Banco Central (atualmente 8,5% ao ano), prazo mínimo de 15 anos para o pagamento e carência real antes da primeira parcela. Para a entidade, juros de dois dígitos inviabilizam qualquer securitização sustentável, e prazos menores geram parcelas que comprometem o fluxo de caixa do produtor.A Farsul defende ainda que a medida alcance dívidas fora do sistema financeiro, contraídas junto a cooperativas de grãos, revendas de insumos e cerealistas, e que inclua as chamadas operações “mata-mata”, em que produtores tomaram novo crédito para quitar dívidas anteriores. A data de corte para enquadramento, segundo a Federação, deve ser fixada em, no mínimo, 30 de abril de 2026, alcançando inclusive as renegociações da MP 1.314, que somam mais de R$ 39 bilhões em recursos livres.

Funding e crise climáticaSobre o financiamento da medida, a Farsul afirma não ter preferência por uma fonte específica, mas exige que ela tenha caráter estrutural. O Fundo Social do Pré-Sal é apontado como adequado para esse fim. “Anúncios superlativos com recursos que não se materializam não são política pública – são gestão de expectativas”, registra o documento.A Federação, prestes a completar 100 anos – foi fundada em 1927 -, justifica os 12 pilares como resultado de “décadas de acompanhamento técnico” e diz que cada um deles “foi testado em crises anteriores”. O endividamento atual, segundo o texto, decorre de “crises climáticas sem precedentes” que atingiram o Rio Grande do Sul nos últimos anos, com sucessivos episódios de estiagem e enchentes.A entidade afirma seguir “aberta ao diálogo e à negociação” e dirige apelos diretos a parlamentares – “estamos às vésperas de uma solução definitiva; contamos e precisamos de vocês” – e à sociedade. “O campo não pede privilégio; pede condição”, diz a carta.





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Nova massa de ar polar chega ao Brasil com impacto em 4 regiões


Uma nova massa de ar polar chega ao Brasil nesta semana reforçando o frio nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste nesta última semana de maio.

Uma nova massa de ar polar chega ao Brasil nesta última semana de maio, ajudando a manter as temperaturas baixas na Região Sul e em parte das regiões Sudeste e Centro-Oeste, além de levar o ar frio ao Nordeste do país.

Antes da chegada do ar polar, uma massa de ar frio remanescente do fim de semana continua influenciando as regiões Sul e Sudeste do oceano, o que suaviza um pouco a sensação de frio. O maior efeito desse afastamento para o oceano é o favorecimento da atuação de instabilidades sobre o centro-sul que vão provocar chuvas mais intensas no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná, em São Paulo e no Rio de Janeiro nesta segunda (25) e terça-feira (26).

A nova massa de ar polar começa atuar pelo Sul do Brasil a partir da tarde da terça-feira (26), chegando ao Sudeste na quarta-feira (27) e afetando o Centro-Oeste e o Nordeste na quinta-feira (28).

Como já comentado a nova massa de ar polar passa a atuar na terça-feira (26) a partir da tarde no estado do Rio Grande do Sul. O sistema contribui para segurar o aumento das temperaturas, com máximas que não passam dos 22°C no Oeste, dos 20 no centro e norte, dos 15°C na Serra e dos 17°C nas demais regiões. No fim do dia, as temperaturas retornam para os patamares observados entre o fim de madrugada e o início da manhã de 9°C a 15°C.

Em Santa Catarina e no Paraná, a terça-feira (26) será de frio durante boa parte do dia, com temperaturas máximas variando de 17 a 22°C, proporcionando uma sensação mais amena entre o fim da manhã e o meio da tarde.

No Centro-Oeste, Sudeste e no Nordeste, a sensação de frio atinge somente o leste do Sudeste, abrangendo o leste de São Paulo, o Rio de Janeiro, o centro-sul de Minas Gerais e o Espírito Santo. As temperaturas mínimas variam de 15 a 19°C, com máximas atingindo valores máximos de 23°C. Já no interior do Brasil, as mínimas ficam em 20°C e as máximas podem chegar aos 33°C no norte do Mato Grosso e no interior do Nordeste.

Na quarta-feira (27), a massa de ar polar avança um pouco mais, mantendo o seu núcleo entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai. Essa condição traz uma ligeira redução nas temperaturas na ordem de 1 a 2°C na Região Sul e com mínimas ocorrendo no fim da noite, valores de 11 a 14°C na maioria das localidades. Frio mais intenso ocorrem nas regiões de Serra e Planalto com temperaturas em torno de 4 a 9°C, com possibilidade de atingirem patamares mais baixos, em torno dos 0°C.

A partir do meio da tarde, os ventos de sul chegam ao Sudeste e porção Sul do Centro-Oeste. Assim, as temperaturas mínimas ocorrem no fim da noite no centro e leste de São Paulo, no Rio de Janeiro, no sul de Minas Gerais e no Mato Grosso do Sul. As temperaturas podem chegar aos 14°C no leste paulista, na região metropolitana da capital e nos 15 e 17°C no sul mineiro e do território fluminense. No Mato Grosso do Sul, o frio ainda é mais ameno, com temperaturas em torno dos 18°C.

Na quinta-feira (28), o ar polar avança mais e se desloca mais para o oceano, o que permite baixar mais a temperatura em parte do centro-sul do Brasil e que os ventos do sul cheguem ao leste do Nordeste. A tendência aponta para uma redução de 1 a 2°C no na região Sul, no Mato Grosso do Sul e no leste do Sudeste.

No entanto, o destaque fica para o impacto no leste e sul da Bahia. O sistema contribui para a que nas temperaturas para valores que, para os sulistas não é nada de se chamar a atenção, mas para os baianos traz uma condição de friagem e com temperaturas de 19 a 24°C, com Salvador chegando aos 26°C. Além disso, o sistema contribui para o aumento das chuvas no sul e leste da Bahia até a porção sul de Salvador. Não será nada alarmante, mas há previsão de chuvas de fraca a moderada intensidade ao longo do dia.

A tendência aponta que os sistemas de chuva e as massas de ar frio vão continuar com baixa amplitude atingindo a Região Sul, o sul do Centro-Oeste e a porção leste do Sudeste, ou seja, o frio mais intenso vai dar uma trégua e não haverá amplitude suficiente para atingir mais o Brasil Central e chegar ao Norte do país.





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Países discutem solução para combustível fóssil e desmatamento ilegal


As presidências da 30ª e da 31ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP) apresentaram, na Dinamarca, na última semana, a proposta preliminar para o Acelerador Global de Implementação Climática.

A iniciativa lançada em novembro de 2025, em Belém, durante a COP30 sob a presidência do Brasil, prioriza ações com maior potencial, com capacidade de ganhar escala global e com mais velocidade de entrega de soluções de combate às mudanças do clima.

Na prática, a intenção é transformar o debate de textos jurídicos em execução de soluções rápidas e reais na próxima conferência do clima, a ser promovida em conjunto com Turquia e Austrália (copresidentes da COP31), em Antália (Turquia), em novembro deste ano.

A apresentação a representantes de cerca de 40 países deste diferencial estratégico, com maior pragmatismo econômico, ocorreu durante a reunião Ministerial do Clima de Copenhague, tradicionalmente realizada na capital dinamarquesa.

O encontro de alto nível é o último antes das sessões de meio de ano da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Bonn, na Alemanha, preparatórias para as COPs.

Integrante da delegação brasileira, a CEO da COP30, Ana Toni, explicou, que o Acelerador é um mecanismo cooperativo e voluntário com o maior potencial de desencadear e produzir efeitos em cadeia. 

“A proposta é acelerar soluções, como tecnologias, procedimentos e metodologias, incluídas em Planos de Aceleração de Soluções nas diferentes iniciativas e objetivos da Agenda de Ação”, disse Ana Toni.

Os chefes de delegação também debateram temas como os Mapas do Caminho (Roadmaps) da Presidência da CPO30 sobre combustíveis fósseis e desmatamento até 2030, como acordado na COP28, em Dubai, em 2023.

Ao todo, a Presidência da COP30 recebeu 444 contribuições para os mapas do caminho internacionais sobre combustíveis fósseis e desmatamento, após consulta realizada entre fevereiro e abril. 

O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, garante que são conhecidas as soluções científicas e de invenção de novas tecnologias necessárias para limitar o aquecimento global à meta mais segura do Acordo de Paris (1,5°C acima dos níveis pré-industriais), mas que o desafio da crise climática envolve financiamento e transferência de tecnologia que permitam aos países implementar essas mudanças a tempo.

“A Presidência da COP30 está se esforçando para trazer as melhores informações para que os debates sobre desmatamento e combustíveis fósseis tenham o melhor embasamento possível. Assim, os caminhos que forem traçados serão viáveis e permitirão acelerar o combate à mudança do clima”, disse o diplomata André Corrêa do Lago.

Durante os dois dias de sessões, também foram abordados temas como a implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), o futuro do regime climático e adaptação aos impactos da mudança do clima.

Sobre o chamado “regime climático”, que é o conjunto de regras, tratados e conferências internacionais que gerenciam a crise climática global, a diretora de Clima da Secretaria de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil, a embaixadora Liliam Chagas, entende que há um movimento de amadurecimento dos países para que as negociações durante as COPs sejam mais focadas.

A autocrítica dessas nações tem feito, de forma mais organizada, que estes países se concentrem em avançar, efetivamente em temas relativos à redução das emissões de gases de efeito estufa.

“O regime está passando por uma fase de transição, da negociação, dos compromissos, para uma fase de implementação daquilo que já foi acordado”, destaca a embaixadora brasileira.

A diretora ressalta que dez anos após o Acordo de Paris, adotado em 2015, durante a COP21, os países ainda mantêm e reforçam os compromissos de desenvolver políticas de combate à mudança do clima, planos nacionais de adaptação e de trabalhar para ter recursos financeiros globais que custeiem a transição para uma economia de baixo carbono. 





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Cotações do feijão preto seguem em alta



Mercado de feijão registrou novas e expressivas valorizações na semana passada


Foto: Canva

O mercado de feijão registrou novas e expressivas valorizações na semana passada, reforçando o movimento de alta que vem sendo observado ao longo de maio, especialmente para o feijão preto.

De acordo com pesquisadores do Cepea, a demanda por lotes recém-colhidos sustentou o avanço das cotações do feijão preto, em um cenário marcado pelos impactos climáticos no Sul do País e pela menor área cultivada nesta temporada.

Quanto ao feijão carioca, segundo o Cepea, as negociações permaneceram mais limitadas devido à postura cautelosa dos compradores. Ainda assim, a restrição à oferta de grãos de melhor qualidade continua sustentando os preços, que a cada semana alcançam novos recordes da série histórica do Cepea/CNA, iniciada em setembro de 2024.





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Atenção se volta ao desenvolvimento da 2ª safra de milho



Segunda safra vem apresentando desenvolvimento satisfatório


Foto: Divulgação

Em meio à perspectiva de oferta elevada, a segunda safra vem apresentando desenvolvimento satisfatório na maior parte das regiões produtoras, com exceção de regiões pontuais em Goiás, no Paraná e em Mato Grosso do Sul, onde as condições climáticas (geadas e tempo seco) preocupam quanto à produtividade.

Segundo o Cepea, uma parte dos vendedores tem apresentado cautela em negociar diante dos possíveis impactos da adversidade climática na safra e, assim, se mantêm firmes nos valores. Por outro lado, alguns desses agentes estão flexíveis, com o intuito de liberar armazéns e de fazer caixa. Compradores, por sua vez, comercializam apenas pontualmente, nos momentos de valores mais baixos, visto que têm estoques para as próximas semanas.





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Futuros da soja nos EUA se recuperam



Preços futuros da soja nos Estados Unidos seguem em recuperação


Foto: Pixabay

Os preços futuros da soja nos Estados Unidos seguem em recuperação, impulsionados pelo avanço de acordos comerciais entre os governos norte-americano e da China, principal importadora global da oleaginosa. O país asiático comprometeu-se a adquirir dos Estados Unidos US$ 17 bilhões anuais em produtos agrícolas, além de 25 milhões de toneladas de soja.

Soma-se a isso o dólar abaixo de R$ 5,00, o que tende a favorecer as exportações norte-americanas. Apesar disso, pesquisadores do Cepea destacam que a expectativa é de manutenção da forte demanda chinesa por soja brasileira, favorecida pelo menor prêmio de exportação no Brasil.

De acordo com o Cepea, na semana passada, a valorização doméstica da soja em grão esteve atrelada à firme demanda, sobretudo externa, pela oleaginosa brasileira. Segundo dados da Secex, a média diária de exportações neste mês (10 dias úteis) supera em 18,5% a registrada no mês anterior. Vale lembrar que o Brasil já havia registrado recorde de embarques da oleaginosa em abril.





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Fim de semana será de chuva em várias regiões


O fim de semana será marcado por instabilidade em diversas regiões do país, com previsão de temporais no Sul e no Sudeste e possibilidade de formação de ciclone na segunda-feira (25), segundo análise do Instituto Nacional de Meteorologia. O órgão aponta que as pancadas de chuva e trovoadas devem ganhar intensidade entre sábado (23) e segunda-feira (25), principalmente em áreas de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

No sábado (23), os maiores acumulados de chuva devem se concentrar em áreas do Sudeste e do Sul do país. Em São Paulo e no litoral de Santa Catarina, há previsão de chuva persistente. Já no Nordeste, os volumes mais expressivos devem atingir o sul da Bahia, enquanto na Região Norte as instabilidades continuam espalhadas por diversos estados.

Para domingo (24), o Instituto Nacional de Meteorologia prevê pancadas de chuva em todo o litoral paulista e na região de Itapetininga, além de chuvas isoladas no sul de Minas Gerais. No Sul, a instabilidade segue no Paraná e em Santa Catarina, enquanto o Rio Grande do Sul deve ter tempo mais estável. No Norte, há previsão de pancadas com trovoadas em praticamente toda a região, com exceção de Acre, Rondônia e Tocantins.

A segunda-feira (25) deve ser o dia de maior atenção. Segundo o Inmet, a formação de um ciclone favorecerá temporais em toda a Região Sul, especialmente no noroeste do Rio Grande do Sul, onde há possibilidade de queda de granizo. No Sudeste, as chuvas devem atingir o sul e oeste de São Paulo, além de áreas do Rio de Janeiro, Espírito Santo e leste de Minas Gerais. No Centro-Oeste, a chuva avança sobre o centro-sul de Mato Grosso do Sul e o noroeste de Mato Grosso.

Na Região Norte, a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) continuará favorecendo pancadas de chuva com trovoadas no norte do Amazonas, Roraima e Amapá ao longo do sábado. O Amapá pode registrar acumulados de até 80 milímetros no domingo. Na segunda-feira, as chuvas devem ganhar força em áreas do Amazonas e da Ilha de Marajó, no Pará.

No Nordeste, o Inmet alerta para condições mais severas no sul da Bahia, litoral de Sergipe e Alagoas e no noroeste do Maranhão durante o sábado. O interior da região deve permanecer com tempo mais estável. As temperaturas máximas podem chegar a 36°C entre Ceará e Rio Grande do Norte, enquanto as mínimas devem atingir cerca de 14°C no centro-sul baiano na segunda-feira.

No Centro-Oeste, há previsão de tempestades isoladas no sul de Mato Grosso do Sul e em áreas do sul de Goiás e sudeste de Mato Grosso. As temperaturas seguem elevadas no norte mato-grossense, podendo alcançar 36°C, enquanto as mínimas ficam próximas de 14°C no sudoeste sul-mato-grossense.

Na Região Sudeste, o sábado terá previsão de chuva forte em grande parte de São Paulo, no Triângulo Mineiro e no sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, áreas que estão sob aviso do Instituto Nacional de Meteorologia para tempestades. As temperaturas máximas devem atingir 32°C no noroeste paulista, enquanto as mínimas ficam em torno de 10°C na Serra da Mantiqueira.

Já na Região Sul, as instabilidades devem provocar chuva intensa, descargas elétricas e rajadas de vento de até 100 km/h no oeste e centro-norte do Paraná no sábado. Em Santa Catarina, especialmente na Grande Florianópolis e no Vale do Itajaí, a previsão é de chuva persistente. A partir da madrugada de segunda-feira, os temporais avançam pela região com possibilidade de granizo, ventos fortes e chuva intensa.





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Melancia ganha espaço pelo sabor no país


A preferência do consumidor por frutas mais doces, firmes, visualmente atrativas e com boa conservação tem influenciado as escolhas no cultivo de melancia em diferentes regiões do Brasil. Nesse cenário, produtores buscam materiais que combinem desempenho no campo e atributos valorizados no ponto de venda, especialmente em feiras, supermercados e vendas diretas.

Entre as cultivares citadas no setor está a melancia Rochedo F1, da Topseed Premium. Segundo o especialista em Cucurbitáceas Rafael Zamboni, o material se destaca pela coloração vermelha intensa da polpa, característica que favorece a exposição nas gôndolas, principalmente na venda fatiada. Ele também aponta sementes menores, cavidade interna curta e rasa, bom aproveitamento da polpa, firmeza, crocância e pós-colheita como diferenciais.

Em Rio Pardo, no Rio Grande do Sul, a cultivar tem sido adotada por produtores que buscam diferenciação. Na localidade de Passo da Taquara, a família de Otomar Rodrigues atua com a cultura há mais de cinco décadas. Ele relata que passou a plantar a Rochedo há cerca de seis anos e associa a escolha ao bom desempenho, peso dos frutos e padrão de fechamento.

A nova geração também relaciona a cultivar à fidelização. Gabriel Rodrigues destaca que, como há venda direta, sabor e aparência influenciam a decisão do consumidor e estimulam a recompra. Com a maior procura, a área plantada vem sendo ampliada gradualmente.

No campo, Zamboni afirma que a melancia apresenta boa sanidade, uniformidade e pegamento, com colheita aos 75 dias após o transplante e frutos acima de 14 a 15 quilos já na primeira apanha.

“De forma geral, os pontos que mais chamam a atenção dos produtores do Tocantins em relação à Rochedo são: boa adaptabilidade de clima, altitude e manejo, produtividade na região, precocidade, bom teor de brix, coloração vermelha intensa e textura de polpa. Sem contar a facilidade de vendas ao consumidor final, graças a todas essas características”, conclui Lima. 


 





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