sábado, julho 25, 2026

Política & Agro

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Bacia do Paraná pode sentir efeitos do El Niño


O estudo elaborado pelo IRB(Re), por meio da área de pesquisa e desenvolvimento IRB(P&D), aponta que o avanço do fenômeno El Niño pode ampliar os riscos climáticos para a agricultura brasileira e impactar diretamente o mercado de seguro rural, especialmente em regiões estratégicas da Bacia Hidrográfica do Paraná. O levantamento analisa a relação entre as fases do fenômeno climático, os eventos de seca e os indicadores de sinistralidade do seguro rural em estados como São Paulo e Paraná, importantes produtores de soja no país.

Segundo o relatório, o prognóstico oficial da NOAA divulgado em maio indica 82% de probabilidade de desenvolvimento do El Niño entre maio e julho, com chance de 96% de consolidação até dezembro de 2026. O cenário mais provável, conforme o documento, é de neutralidade climática no curto prazo e transição gradual para El Niño ao longo do ano, com persistência até o fim de 2026.

O estudo explica que o fenômeno é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Quando as temperaturas ficam acima da média, ocorre o El Niño; quando ficam abaixo, configura-se a La Niña. Essas alterações influenciam a circulação atmosférica e modificam os padrões de chuva em diferentes regiões do planeta, incluindo o Brasil.

De acordo com o IRB(P&D), as variações climáticas têm impacto direto sobre a disponibilidade hídrica, a produção agrícola e os índices de perdas do seguro rural. O relatório propõe um conjunto de indicadores capazes de conectar condições climáticas globais, sinais regionais de seca e métricas de sinistralidade. “Essa integração permite avaliar o risco climático de forma mais ampla, conectando sinais de grande escala aos impactos observados no território e no mercado segurador”, afirmou Reinaldo Marques, superintendente atuarial do IRB(Re) e responsável pelo IRB(P&D).

A análise destaca a relevância econômica da Bacia Hidrográfica do Paraná, que concentra forte atividade agrícola, produção de energia e ampla participação no agronegócio nacional. Segundo o levantamento, somente São Paulo e Paraná responderam, em 2023, por mais de R$ 1,3 trilhão do Valor Bruto da Produção Agropecuária brasileira, grande parte gerada em municípios inseridos na bacia.

O relatório ressalta que a dinâmica agrícola predominante na região depende fortemente da disponibilidade de água, principalmente em períodos críticos do ciclo das culturas. “Compreender a relação entre o El Niño e a seca na região é decisivo para qualificar o diagnóstico climático e aprimorar a antecipação de impactos sobre a produção agrícola e a gestão de recursos hídricos”, afirmou Reinaldo Marques.

Os resultados apontam que o El Niño pode influenciar de forma significativa as condições hidrológicas regionais, com reflexos sobre a produção agrícola e sobre o comportamento das perdas no seguro rural. O estudo também conclui que esses impactos não ocorrem de forma uniforme, variando conforme a região analisada, o que reforça a necessidade de abordagens regionalizadas para avaliação de risco.

Apesar da elevação das probabilidades para o fenômeno, o IRB(P&D) alerta que as previsões ainda devem ser interpretadas com cautela devido às incertezas inerentes ao horizonte sazonal e às diferentes intensidades possíveis do evento climático. O relatório aponta que o sinal mais consistente aparece nas regiões Norte e parte do Nordeste, onde aumenta o risco de redução de chuvas, estiagem e estresse hídrico. Já no Sul do país, o padrão mais recorrente é de aumento das chuvas, ocorrência de eventos extremos e maior risco de cheias. “O sinal existe, é monitorável e deve entrar na avaliação de risco, especialmente para seca no Norte e Nordeste e cheias no Sul. Porém, é essencial evitar falsas dicotomias. O fato de o El Niño aumentar o risco de determinados impactos não significa que ele, sozinho, determine o que ocorrerá em cada estado, bacia hidrográfica, cidade ou carteira de ativos”, reforçou Reinaldo Marques.





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Brasil abre mercado de miúdos de frango para o Vietnã


O governo brasileiro concluiu negociações com o Vietnã que permitirão a exportação de miúdos bovinos (coração, fígado e rins) para aquele mercado.

A abertura fortalece o comércio com o quarto principal destino das exportações do agronegócio brasileiro e amplia as oportunidades para a cadeia bovina nacional, ao favorecer o aproveitamento integral do animal.

O Vietnã importou mais de US$ 3,5 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025, com destaque para milho, complexo soja, fibras e produtos têxteis.

Com esse anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 592 aberturas de mercado desde o início da atual gestão.

Esse resultado decorre da atuação coordenada do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

 

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Exportação de algodão pode bater recorde



Produção de algodão mantém perspectiva positiva



Foto: Canva

De acordo com levantamento divulgado pela StoneX, as estimativas para a produção brasileira de algodão na safra 2025/26 foram mantidas sem alterações. Segundo a consultoria, o desenvolvimento das lavouras segue favorável nas principais regiões produtoras do país, com destaque para Mato Grosso, onde as chuvas registradas até os estágios finais do desenvolvimento vegetativo continuam contribuindo para as expectativas de rendimento.

Apesar do cenário positivo, a empresa pondera que ainda é necessário cautela em relação à produtividade e à qualidade das fibras nas próximas semanas, já que, com a abertura dos capulhos, o algodão passa a ficar mais suscetível às condições climáticas. “Ainda assim, o caminho para um excelente nível produtivo desta safra caminha bem até o momento”, destacou a análise.

A StoneX também revisou para cima a projeção das exportações brasileiras de algodão. A estimativa de maio passou para 3,3 milhões de toneladas, acima das 3,1 milhões previstas em abril. Conforme a consultoria, a mudança reflete o desempenho dos embarques no primeiro semestre, que superaram as expectativas iniciais. Se o volume for confirmado, o Brasil deverá consolidar um novo recorde nas exportações da fibra e reforçar sua posição de liderança no comércio internacional de algodão.





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El Niño aumenta risco operacional nas lavouras


A possível formação do fenômeno El Niño ao longo de 2026 pode reduzir as margens para decisões operacionais no campo e aumentar os desafios para os produtores rurais brasileiros durante a próxima safra. A avaliação é da ADAMA, que alerta para o impacto da maior instabilidade climática sobre atividades como plantio, pulverização e manejo fitossanitário. Segundo a empresa, operações agrícolas tendem a depender de janelas mais curtas, elevando o risco de atrasos e perdas ao longo do ciclo produtivo.

De acordo com Rafael Mancini, gerente de Desenvolvimento de Mercado da ADAMA, o principal desafio poderá estar na capacidade operacional das fazendas diante de condições climáticas mais instáveis. “O desafio não será apenas entender a previsão climática. Será conseguir operar dentro das janelas corretas”, afirma. Segundo ele, atividades consideradas rotineiras passam a ganhar caráter estratégico em cenários de maior variabilidade do clima.

A empresa destaca que, em regiões com volumes mais elevados de chuva, a redução das janelas de trabalho pode dificultar a entrada de máquinas nas áreas cultivadas, atrasar pulverizações e comprometer a qualidade das aplicações. “Em muitos casos, o produtor até sabe o que precisa ser feito, mas encontra dificuldade para executar no momento correto. E, em um cenário mais instável, alguns dias e a escolha correta do produto podem fazer diferença importante no resultado final”, explica Mancini.

Ainda segundo o executivo, o El Niño tende a pressionar diferentes etapas do manejo agrícola de forma simultânea. Entre os pontos afetados estão a plantabilidade, a emergência das lavouras, o desempenho de herbicidas pré-emergentes, o desenvolvimento radicular, a compactação do solo, a qualidade das aplicações e até a janela de colheita.

O cenário climático também pode alterar o comportamento fitossanitário das lavouras. Em culturas como soja e milho, ambientes com maior umidade e períodos prolongados de molhamento foliar favorecem doenças como ferrugem asiática, antracnose, cercosporiose, doenças de final de ciclo e podridões. Já em regiões mais secas, o estresse hídrico tende a reduzir o fechamento das linhas de plantio, diminuir a competitividade das plantas e aumentar a vulnerabilidade a plantas daninhas e pragas favorecidas pelo calor.

O avanço de cenários climáticos mais imprevisíveis pode ampliar a diferença entre produtores mais preparados e aqueles que dependem de ações corretivas ao longo da safra. “Anos assim normalmente ampliam a diferença entre quem consegue antecipar decisões e quem depende de correções ao longo do ciclo”, reforça Mancini.

Segundo ele, o planejamento passa por decisões tomadas antes mesmo do plantio, incluindo a escolha de cultivares mais estáveis, o posicionamento de pré-emergentes, o manejo da palhada, a definição da população de plantas, a logística de aplicação e o monitoramento mais frequente das lavouras. “O clima continua sendo determinante, mas a forma como o produtor se prepara e reage ao longo do ciclo passa a ter impacto ainda maior sobre o resultado da safra”, conclui.





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Mercado do café reage após fortes quedas


A última semana foi marcada por recuperação nos preços do café nas bolsas internacionais, em meio à redução dos estoques certificados, atraso na colheita brasileira e divulgação das primeiras estimativas globais para a safra 2026/27. A avaliação foi feita por Leonardo Rossetti, da StoneX, ao comentar os principais movimentos do mercado global da commodity.

Segundo Rossetti, os contratos futuros encerraram a semana em alta nas principais bolsas internacionais. “Os futuros de café encerraram a última semana em alta, com avanço de cerca de 2% na Bolsa de Nova York e de 2,7% na Bolsa de Londres. O movimento foi influenciado principalmente por uma correção técnica, após as fortes quedas registradas na semana anterior, quando os preços em Nova York atingiram os menores níveis em aproximadamente um ano e meio”, afirmou.

O analista destacou ainda que a redução dos estoques certificados ajudou a sustentar as cotações no curto prazo. “Além disso, o mercado encontrou suporte na redução dos estoques certificados, que recuaram de cerca de 650 mil para 600 mil sacas — um patamar historicamente baixo e que contribui para sustentar os preços no curto prazo”, explicou.

Outro fator acompanhado pelo mercado é o ritmo da colheita brasileira. De acordo com a StoneX, os trabalhos no campo seguem abaixo da média histórica. “Outro fator relevante é o atraso da colheita brasileira. Segundo estimativas da StoneX, a colheita de café no Brasil alcançou cerca de 14% até o momento, abaixo da média histórica de 21% para este período. Esse cenário mantém o mercado, especialmente o de arábica, ainda relativamente apertado”, disse Rossetti.

As atenções do setor também se voltaram para as primeiras projeções da safra 2026/27 divulgadas pelo USDA. “O principal destaque da semana, porém, foi a divulgação das primeiras estimativas do USDA para a safra 2026/27 em importantes países produtores. Entre os destaques, o USDA projetou produção de 32,5 milhões de sacas no Vietnã, alta de 2,5%, enquanto a Colômbia deve atingir 13,4 milhões de sacas, crescimento de 7% frente à temporada anterior”, relatou.

Por outro lado, a Indonésia teve revisão negativa nas estimativas de produção devido ao excesso de chuvas. “Por outro lado, a Indonésia teve estimativa revisada para baixo, em 11,3 milhões de sacas, refletindo impactos climáticos associados ao excesso de chuvas”, observou o analista.

No balanço parcial divulgado até agora pelo USDA, a produção global de café deverá crescer 1,7% na comparação anual. “No consolidado parcial divulgado até agora pelo USDA, a produção global de café apresenta crescimento de 1,7% na comparação anual, em linha com as projeções da StoneX, que também apontam recuperação da produção global e um superávit de aproximadamente 10 milhões de sacas na temporada 2026/27”, afirmou Rossetti.

O mercado, porém, ainda aguarda os números oficiais para a produção brasileira, que devem ter impacto relevante sobre as próximas movimentações de preços. “O mercado agora volta as atenções para os números do Brasil, que ainda não foram divulgados pelo USDA e devem ter influência importante sobre os preços nas próximas semanas”, destacou.

Mesmo com perspectiva de aumento da produção mundial, a expectativa para os estoques finais segue apertada. “Um ponto que chamou atenção nas divulgações do USDA foi a perspectiva para os estoques finais. Mesmo com aumento da produção em diversos países, o acumulado parcial aponta queda de 11% nos estoques finais globais para a próxima temporada”, comentou.

Segundo Rossetti, a recomposição dos estoques deve ocorrer de forma desigual entre os países produtores. “Essa visão reforça uma percepção que já temos destacado na StoneX: embora o mercado caminhe para uma recomposição dos estoques globais, essa recuperação deve ocorrer de forma desigual, com o Brasil concentrando parcela maior desses estoques em relação aos anos anteriores”, explicou.

Na avaliação do analista, esse cenário pode manter a volatilidade elevada nos próximos meses. “Isso pode gerar distorções regionais e períodos pontuais de aperto na oferta, mantendo um ambiente de maior volatilidade para o mercado. Também chama atenção o fato de o USDA apontar estoques finais mais baixos em grandes produtores como Vietnã, Colômbia, Etiópia, Uganda e Índia, o que sugere uma demanda global ainda resiliente”, afirmou.

Apesar da expectativa de superávit global e de preços médios mais baixos em relação ao ano anterior, Rossetti avalia que os estoques reduzidos ainda oferecem sustentação ao mercado. “Apesar da expectativa de superávit global e de preços médios mais baixos em relação ao ano passado, esse cenário de estoques mais apertados pode continuar oferecendo suporte ao mercado, especialmente dependendo das próximas estimativas para o Brasil”, concluiu.





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Preço do leite cai 3,38% em maio no Rio Grande do Sul


O Conseleite/RS projetou o valor de referência do leite para maio em R$ 2,4478, queda de 3,38% em relação ao valor estimado no mês anterior, de R$ 2,5333. A retração interrompe uma sequência de altas registrada nos últimos meses e acompanha o movimento observado no mercado nacional, segundo informou o coordenador do colegiado, Kaliton Prestes.

“É um momento que pede atenção do setor leiteiro, que vinha conseguindo repor parte de suas perdas nos últimos meses. Estamos preocupados, mas não surpresos”, afirmou Prestes. Segundo ele, o resultado confirma sinais que já vinham sendo percebidos pelo mercado nas últimas semanas.

De acordo com o Conseleite/RS, a situação se agrava diante do aumento das importações de leite em pó e queijos vindos da Argentina e do Uruguai. Para Prestes, os produtos “entram no Brasil em um momento extremamente delicado”. Em meio à preocupação com o avanço das importações, o colegiado informou que encaminhou, em maio, ofícios ao Ministério da Agricultura e Pecuária, ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços alertando sobre os impactos no setor leiteiro brasileiro.

Paralelamente, as entidades que integram o Conseleite/RS preparam um dossiê sobre os impasses comerciais enfrentados pela cadeia produtiva. A intenção é encaminhar um novo documento aos ministérios e à Presidência da República, cobrando que a votação na Câmara de Comércio Exterior seja favorável à aplicação de medidas antidumping para proteger o mercado brasileiro.

Outro ponto de atenção do setor é o impacto das condições climáticas na produção leiteira do Rio Grande do Sul. Conforme o colegiado, a previsão de frio intenso e a redução das pastagens nas próximas semanas podem comprometer a captação de leite por animal nas propriedades rurais.

Durante reunião realizada na manhã desta terça-feira (26), o Conseleite/RS também divulgou o valor consolidado do leite referente a abril, fixado em R$ 2,5664. O resultado representa alta de 8,19% sobre o valor final de março, que havia sido de R$ 2,3721.

Os dados apresentados pelo Conseleite/RS são elaborados pela Universidade de Passo Fundo com base em informações fornecidas pelas indústrias de laticínios, considerando a movimentação registrada nos primeiros 20 dias de cada mês.





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Associação Brasileira de Angus celebra resultados da 24ª Expoutono de Uruguaiana



Número de animais inscritos chegou a 246, confirmando crescimento


Foto: Divulgação

Com o fim de mais uma Expoutono, realizada entre os dias 18 e 24 de maio, em Uruguaiana (RS), berço da raça Angus no Brasil, a Associação Brasileira de Angus comemora os resultados obtidos. A 24ª edição do evento registrou aumento expressivo de inscrição de animais e expositores, além de importantes premiações e negócios firmados. 

Em 2026, foram 246 animais das raças Angus e Ultrablack inscritos para os julgamentos de buçal, o que representa um crescimento de aproximadamente 7% em comparação com o ano passado. Em 2025, foram 230 exemplares, o que já representava um crescimento de mais de 24% em relação ao ano anterior.

Os animais foram avaliados em pista, gerando interação e comemorações entre os criadores que atuam ano após ano no melhoramento das raças. Durante a Expoutono, aliás, a Associação realizou a entrega dos prêmios do Ranking 2025, em um almoço com Carne Angus Certificada em parceria com o Frigorífico Silva. A confraternização, realizada na Casa Angus, premiou os maiores vencedores de julgamentos do ano anterior. O Ranking Angus reconhece e valoriza o trabalho dos criadores que se destacaram ao longo do ano e a qualidade dos animais vencedores.

“Estamos muito satisfeitos com a qualidade e a quantidade de animais inscritos, e também com a integração de todos os produtores neste evento que é extremamente importante. Depois da Expointer, esta tem sido a exposição que mais fortalece as raças Angus e Ultrablack. Quero parabenizar todos os criadores que viajaram uma longa distância até Uruguaiana. Temos gente do Rio Grande do Sul, mas também de Santa Catarina, que inclusive ganharam competições, o que é algo a ser celebrado”, destacou o presidente da Associação Brasileira de Angus, José Paulo Dornelles Cairoli.





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SP apresenta nova resolução contra greening na Expocitros


Durante o evento, Secretaria de Agricultura apresentou nova resolução de combate ao greening e reforçou ações integradas de pesquisa, inovação, sanidade e apoio à citricultura paulista

O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, participou nesta terça-feira (26), em Cordeirópolis, da cerimônia de abertura da 51ª Expocitros e da 47ª Semana da Citricultura, promovidas pelo Centro de Citricultura “Sylvio Moreira”, do Instituto Agronômico (IAC-APTA). O evento reuniu pesquisadores, produtores, lideranças do setor e empresas para discutir os principais desafios e inovações da citricultura paulista, com foco em automação, inteligência artificial, sensoriamento, rastreabilidade e sustentabilidade da produção.  

Durante a abertura, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento apresentou os principais pontos da nova Resolução SAA nº 32/2026, que será publicada nesta semana no Diário Oficial do Estado e atualiza as regras de prevenção e combate ao greening (HLB) em São Paulo. A norma estabelece um novo modelo de enfrentamento da doença, com classificação dos municípios conforme o nível de incidência do HLB e reforço do monitoramento obrigatório do psilídeo Diaphorina citri, principal vetor da doença, com fiscalização quinzenal nos pomares. A resolução também flexibiliza a erradicação de plantas adultas contaminadas em regiões de alta incidência, desde que haja manejo fitossanitário adequado, mantendo a erradicação obrigatória para plantas de até três anos e para municípios classificados com baixa incidência. Além disso, cria novas exigências para o trânsito interestadual de frutas, com medidas voltadas à redução do risco fitossanitário. A atualização busca equilibrar rigor sanitário, sustentabilidade econômica e proteção da competitividade da citricultura paulista.  

“O enfrentamento ao greening em São Paulo já começa a apresentar sinais importantes de desaceleração da doença, resultado de um trabalho técnico permanente de monitoramento, fiscalização e orientação aos produtores. A nova resolução atualiza a estratégia do Estado para garantir mais eficiência no controle do HLB, com equilíbrio entre proteção sanitária, sustentabilidade para o produtor e competitividade da citricultura paulista”, destacou o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho.

O secretário também ressaltou a relevância econômica da citricultura para São Paulo e para o Brasil. Segundo dados apresentados durante o evento, o grupo de sucos ocupa atualmente a posição de quinto maior exportador do agro paulista, com US$671,8 milhões em exportações e participação de 7,9% na balança comercial do setor. São Paulo responde por 77% da produção nacional de citros, concentra mais de 70% das exportações mundiais de suco de laranja e lidera a produção nacional de frutas para exportação.  

“A citricultura paulista é uma potência econômica e tecnológica. O trabalho técnico realizado pela Secretaria de Agricultura, integrando pesquisa, defesa agropecuária e assistência ao produtor, é fundamental para manter São Paulo como referência mundial no setor”, afirmou o secretário.

Outro ponto ressaltado foi a atuação integrada da Secretaria de Agricultura no fortalecimento da citricultura paulista, reunindo pesquisa, defesa agropecuária, assistência técnica e inovação tecnológica. O Instituto Agronômico (IAC), que completa 139 anos em 2026, foi destacado como uma das grandes instituições científicas do agro brasileiro, atuando diretamente na busca por soluções para os desafios enfrentados pelos produtores rurais. O Centro de Citricultura “Sylvio Moreira”, referência internacional no setor, mantém o maior banco de germoplasma de citros do mundo e desenvolve pesquisas em parceria com universidades, empresas e instituições nacionais e internacionais, alinhadas às demandas do setor produtivo.  

Para diretor do Centro de Citricultura do IAC, Dirceu Mattos Jr., destacou o papel da integração entre ciência, setor produtivo e inovação para ampliar a sustentabilidade e a competitividade da citricultura brasileira. 

Durante a semana, a programação técnica do evento contará com apresentarão apresentação das equipes da Pasta, com estudos ligados ao controle biológico, microbioma, manejo fitossanitário, proteção de plantas, novas variedades e estratégias biotecnológicas de enfrentamento ao HLB, reforçando o papel da pesquisa paulista na construção de soluções práticas para o produtor rural.  

Homenageados

A cerimônia contou ainda com homenagens a personalidades de destaque da citricultura brasileira. O ex-ministro da Agricultura e ex-secretário estadual Roberto Rodrigues recebeu a Medalha “Mérito Científico D. Pedro II” do Instituto Agronômico, reconhecimento concedido a personalidades que contribuíram de forma relevante para o desenvolvimento científico, institucional e do agro paulista.  

Também foram homenageados o pesquisador do IAC, Hamilton Humberto Ramos, agraciado com o Prêmio Engenheiro Agrônomo Destaque da Citricultura 2026, em reconhecimento à sua trajetória ligada à segurança do trabalhador rural, tecnologia de aplicação e inovação no campo, além do pesquisador Walter dos Santos Soares Filho, homenageado no Hall da Fama da Citricultura Brasileira, e o produtor José de Alencar Matta, reconhecido com o Prêmio Centro de Citricultura.  

A programação da 51ª Expocitros e da 47ª Semana da Citricultura segue até o dia 29 de maio, com palestras técnicas, debates e apresentações voltadas à transferência de conhecimento, inovação e tecnologias para produtores rurais, pesquisadores e empresas do setor citrícola.





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Produção de arroz cresce 41% em Alagoas


A produção de arroz em casca no Baixo São Francisco registrou crescimento de 41% entre 2023 e 2025, saltando de 17 mil para mais de 24 mil toneladas. O avanço é atribuído às ações do Programa Alagoas Mais Arroz, uma das frentes do Planta Alagoas, desenvolvido pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária.

Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que Alagoas alcançou produção de 19 mil toneladas na safra de arroz de 2024, aumento de 11% em relação ao ciclo anterior. A área colhida no Baixo São Francisco chegou a 2.691 hectares em 2025, com produtividade média de 8,47 toneladas por hectare.

Entre os municípios da região, Igreja Nova liderou a produção na safra 2025/2026, com 12,5 mil toneladas de arroz em casca e produtividade de 9,74 toneladas por hectare. Na sequência aparecem Porto Real do Colégio, com produção de 10,6 mil toneladas e produtividade de 8,34 toneladas por hectare, e Penedo, com produtividade de 8,19 toneladas por hectare.

Desde 2024, o Governo de Alagoas vem ampliando ações voltadas ao fortalecimento da rizicultura, com incentivos fiscais, entrega de maquinário agrícola e contratação de profissionais para assistência técnica e extensão rural. O objetivo é ampliar o atendimento aos produtores e estimular o crescimento da atividade no estado.

Em parceria com a Embrapa Arroz e Feijão, a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária também realizou capacitações voltadas à tecnificação da cultura do arroz. As ações incluem orientações sobre escolha de sementes e adoção de práticas de cultivo consideradas mais rentáveis.

Segundo a Embrapa, a região do Baixo São Francisco reúne condições favoráveis de solo e clima para o cultivo do arroz, permitindo alcançar produtividades que, em alguns casos, podem superar as registradas em regiões tradicionais de produção, como o Rio Grande do Sul.

O estado possui consumo interno médio de 87 mil toneladas de grãos, enquanto a produção segue em expansão. Além de contribuir para o abastecimento, a atividade é apontada como fonte de renda para agricultores familiares e fator de movimentação econômica para produtores, usinas beneficiadoras e consumidores.





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Margem do esmagamento sobe em Mato Grosso



Mato Grosso mantém ritmo forte na soja



Foto: Leonardo Gottems

De acordo com análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária nesta segunda-feira (25), a margem bruta de esmagamento da soja em Mato Grosso cresceu 5,79% em abril de 2026. O avanço foi impulsionado pela maior oferta de soja no estado, que pressionou os preços do grão, combinada à valorização do óleo e do farelo de soja. Com isso, a margem das indústrias fechou na média de R$ 694,12 por tonelada. Segundo o instituto, o cenário favoreceu a rentabilidade do setor e manteve o indicador entre os maiores níveis registrados para o período nos últimos cinco anos.

Apesar da margem positiva, o volume processado em abril de 2026 apresentou retração de 2,24% em comparação com março, totalizando 1,20 milhão de toneladas esmagadas. Conforme o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, a redução foi reflexo de paradas programadas para manutenção em algumas indústrias instaladas no estado.

Por outro lado, no acumulado entre janeiro e abril de 2026, o esmagamento de soja em Mato Grosso alcançou 4,50 milhões de toneladas, volume 3,79% superior ao registrado no mesmo período de 2025. O resultado demonstra continuidade do ritmo elevado de processamento da oleaginosa no principal estado produtor do país.

O levantamento também aponta que, nas três primeiras semanas de maio de 2026, a margem bruta da indústria recuou 7,22% em relação ao mesmo período de abril, ficando na média de R$ 650,33 por tonelada. De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, o movimento foi pressionado pela queda nas cotações dos coprodutos da soja em Mato Grosso.





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