sábado, julho 25, 2026

Política & Agro

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Safra de trigo deve encolher no RS


A semeadura do trigo começou no Rio Grande do Sul acompanhando a abertura do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para os principais materiais cultivados no Estado. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (28) pela Emater/RS-Ascar, o cenário da safra 2026 aponta para uma redução significativa da área plantada em comparação ao ciclo anterior.

As condições de tempo seco favoreceram os trabalhos de manejo de resteva, dessecação e preparo das áreas, permitindo o avanço inicial da implantação das lavouras. Em parte das regiões produtoras, porém, a baixa umidade do solo dificultou o estabelecimento das primeiras áreas semeadas, levando produtores a aguardarem chuvas mais regulares para garantir melhores condições de germinação e emergência.

Segundo a Emater/RS-Ascar, a perspectiva de redução da área cultivada está associada aos elevados custos de produção, à baixa atratividade econômica do cereal e ao aumento da percepção de risco produtivo diante da atuação do fenômeno El Niño durante o inverno e a primavera.

Mesmo diante desse cenário, parte dos produtores tem antecipado a semeadura em áreas sem vínculo com financiamentos ou seguro rural. A estratégia busca posicionar as fases de florescimento e enchimento de grãos antes do período de maior intensidade das chuvas de primavera.

Na safra anterior, o Rio Grande do Sul cultivou 1,16 milhão de hectares de trigo, com produtividade média de 2.968 quilos por hectare e produção total de 3,45 milhões de toneladas, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar, na Fronteira Oeste, a semeadura avança lentamente, mesmo com a colheita da soja praticamente encerrada. Em Manoel Viana, produtores já possuem insumos adquiridos e áreas preparadas, mas aguardam precipitações devido à baixa umidade do solo.

Em São Borja, aumentaram os relatos de desistência do cultivo do trigo. Conforme o boletim, a combinação entre previsão de El Niño intenso, custos elevados e maior rigor na classificação qualitativa dos grãos vem ampliando a migração para culturas alternativas, como canola, carinata, linhaça e painço.

Na Campanha, os produtores seguem aproveitando o tempo seco para preparar o solo, já que a implantação das lavouras costuma ocorrer a partir do fim de junho.

Na região de Caxias do Sul, a semeadura ainda não começou. Na Serra, o plantio normalmente ocorre entre a segunda quinzena de junho e o início de julho, enquanto nos Campos de Cima da Serra a concentração dos trabalhos acontece ao longo de julho. A expectativa é de retração de aproximadamente 30% da área cultivada.

Na regional de Frederico Westphalen, a estimativa inicial aponta redução próxima de 20% em relação à safra passada.

Em Ijuí, a semeadura já alcança cerca de 7% da área projetada. As sementes estão em fase de embebição, ainda sem emergência observada. O avanço foi favorecido pelo início do período recomendado pelo zoneamento e pelas condições operacionais do solo. Também continuam os trabalhos de dessecação para manejo de plantas espontâneas.

O boletim destaca ainda que empresas do setor de energia vêm estimulando o cultivo voltado à produção de etanol, em substituição ao trigo destinado à indústria alimentícia. A baixa procura por sementes fiscalizadas e crédito de custeio também tem ampliado o uso de sementes salvas e recursos próprios, reforçando a tendência de redução da área cultivada.

Na regional de Santa Rosa, a semeadura atinge 6% da área prevista e está concentrada em lavouras sem financiamento ou cobertura de seguro rural. A expectativa de um inverno com menor intensidade de geadas também favorece a antecipação do plantio. A estimativa preliminar indica retração próxima de 30% da área cultivada em relação a 2025.

Já na região de Soledade, a previsão é de redução superior a 30% da área cultivada. Até o momento, cerca de 7% da área projetada já foi semeada.





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Safra de citros avança com preços variados


A colheita de citros avança no Rio Grande do Sul, mas produtores enfrentam desafios relacionados ao baixo volume de chuvas, aumento da oferta e dificuldades de comercialização de algumas variedades. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (28) pela Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar, novas cultivares como Pareci e Ponkan começaram a chegar ao mercado. Segundo o boletim, em grande parte das propriedades os frutos apresentaram desenvolvimento limitado devido à baixa ocorrência de chuvas durante a fase de crescimento. O preço da laranja varia entre R$ 40 e R$ 50 por caixa de 22 quilos.

Na regional de Lajeado, os citricultores de São José do Hortêncio relataram retração nas vendas e redução dos preços médios na Ceasa/RS, cenário atribuído à elevada oferta de frutas no mercado. Os produtores também seguem enfrentando infestação de mosca-branca nos pomares, embora o controle da praga esteja em andamento. A colheita das variedades Bahia e Seleta já alcança cerca de 50% da safra.

Em Montenegro, os agricultores realizam a colheita da bergamota Caí, com 20% das áreas já colhidas, e da Ponkan, que atingiu 10%. A expectativa é de produtividade dentro da normalidade, com produção estimada em cerca de 60 mil toneladas distribuídas em 3 mil hectares.

No município de Harmonia, a colheita da bergamota Caí chegou a 35%. Alguns produtores relataram dificuldades para comercializar a laranja do Céu precoce, cuja colheita alcança 50% das áreas. Conforme o levantamento, o aumento no número de pomares dessa variedade nos últimos anos vem pressionando a comercialização da fruta. Os citricultores também seguem com serviços de manutenção, como roçadas e preparação para a colheita das próximas variedades.

Em Pareci Novo, após o encerramento do raleio das bergamoteiras, os produtores concentram os trabalhos em roçadas, colheita e manejo fitossanitário preventivo. O principal foco tem sido o controle da pinta-preta e da mosca-das-frutas. A colheita da bergamota Caí atinge 10%, enquanto a da Ponkan chega a 5%. Já a laranja do Céu alcança 5% da área colhida.

Na região de São Sebastião do Caí, a colheita atingiu 15% dos pomares de bergamota Caí, 10% da Ponkan e 25% da laranja do Céu.





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Drones ampliam eficiência nas lavouras



Entre os principais benefícios está a possibilidade de operar em terrenos alagados


Entre os principais benefícios está a possibilidade de operar em terrenos alagados
Entre os principais benefícios está a possibilidade de operar em terrenos alagados – Foto: Arquivo Agrolink

O uso de Drones agrícolas avança no campo brasileiro e consolida uma nova etapa de eficiência nas aplicações. A tecnologia vem ganhando espaço em diferentes culturas, com ganhos operacionais, redução de perdas e maior precisão em áreas onde máquinas terrestres encontram limitações.

Com maior capacidade de carga, velocidade e sistemas de atomização mais modernos, os equipamentos já são utilizados em lavouras anuais, sistemas perenes e áreas de difícil acesso. Segundo Alexandre Gazoni, engenheiro agrônomo e diretor comercial da Sell Agro, os drones evoluíram e hoje atendem desde soja, milho e algodão até café, oliveira e noz-pecã.

Entre os principais benefícios está a possibilidade de operar em terrenos alagados, encostas e locais onde o tráfego de máquinas pode atrasar o manejo. Nessas situações, a rapidez da aplicação ajuda a reduzir riscos de perdas causadas por pragas e doenças. Na soja, a substituição de máquinas terrestres por drones ou aeronaves também pode evitar o amassamento de plantas, especialmente em fases críticas da lavoura.

A expansão do uso, porém, aumenta a necessidade de atenção técnica. Os adjuvantes ganham importância por ajudarem a preservar as gotas, reduzir evaporação e deriva e melhorar a absorção dos ativos pelas plantas. Em condições de calor, vento e radiação, esses produtos contribuem para manter a calda viável por mais tempo e elevar a eficiência da pulverização.

Apesar do avanço, ainda há desafios. A regulagem do tamanho de gotas, a velocidade de operação, a escolha correta de adjuvantes e o manejo climático são fatores decisivos para aproximar a qualidade das aplicações com drones dos sistemas motorizados tradicionais. A expectativa é de crescimento acelerado da tecnologia, com novas soluções voltadas à ultrabaixa vazão e à estabilização das misturas.

 





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Mercado do boi tem pressão no físico e exportação firme



A reposição continuou como um ponto de atenção para a pecuária


A reposição continuou como um ponto de atenção para a pecuária
A reposição continuou como um ponto de atenção para a pecuária – Foto: Alexandre Teixeira

O mercado pecuário brasileiro atravessou a semana com sinais mistos entre o desempenho firme das exportações e a pressão moderada sobre os preços no físico. A avaliação é da StoneX, que apontou escalas de abate ainda confortáveis na maior parte das principais praças como um dos fatores que limitaram a sustentação das cotações do boi gordo, especialmente em Minas Gerais.

No mercado físico, o movimento foi marcado por ajustes pontuais e por uma postura mais cautelosa dos compradores, em um ambiente no qual a oferta disponível seguiu suficiente para atender à demanda dos frigoríficos. Esse cenário manteve pressão sobre os preços, embora sem indicar uma mudança brusca de direção no curto prazo.

A reposição continuou como um ponto de atenção para a pecuária. Os preços ainda elevados do boi magro e do bezerro pressionaram as relações de troca, reduzindo o poder de compra do pecuarista que precisa recompor o rebanho. A piora foi mais evidente em São Paulo, onde a relação entre o boi gordo e os animais de reposição ficou menos favorável ao produtor.

No mercado externo, o quadro seguiu mais positivo. As exportações brasileiras de carne bovina permaneceram em ritmo forte, com volumes elevados e avanço expressivo da receita em relação ao ano passado. Esse desempenho reforçou a presença da proteína nacional no cenário internacional e ajudou a dar suporte ao setor, mesmo diante da pressão observada no mercado doméstico.

Na B3, os contratos futuros do boi gordo oscilaram ao longo da semana, mas encerraram próximos dos níveis registrados no início do período. O comportamento indicou um mercado ainda em consolidação, sem uma definição clara de tendência, e em busca de um novo patamar de equilíbrio entre oferta, demanda interna, reposição e exportações.

 





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Café segue pressionado por safra recorde


Os contratos futuros de café seguiram pressionados na última semana, em meio à combinação de fatores macroeconômicos desfavoráveis e expectativa de avanço da colheita brasileira. Segundo análise da StoneX, o fortalecimento global do dólar, refletido no avanço do Dollar Index, voltou a pesar sobre as commodities agrícolas e pressionou moedas emergentes, incluindo o real brasileiro, que encerrou a semana cotado a R$ 5,08 por dólar, com alta de 3,5%, no pior nível das últimas semanas.

Esse movimento cambial contribuiu para ampliar a pressão sobre as cotações, especialmente do café arábica. No campo dos fundamentos, a proximidade de uma safra recorde no Brasil permaneceu como o principal vetor de baixa para os preços, diante da perspectiva de aceleração da colheita nos próximos períodos.

O mercado também acompanhou as atualizações sobre as exportações brasileiras em abril e as novas estimativas do USDA. Esses dados reforçaram, ainda que parcialmente, a expectativa de uma produção global mais elevada no ano, o que manteve os agentes atentos ao equilíbrio entre oferta e demanda.

Na bolsa de Nova Iorque, o vencimento de julho do café arábica encerrou a semana a 266,9 centavos de dólar por libra-peso, queda de 2,9% no período. O patamar representou um novo fundo em cerca de um ano e meio, refletindo o peso das expectativas de maior oferta brasileira e do cenário externo menos favorável.

No caso do robusta, o contrato equivalente terminou a semana cotado a US$ 3.365 por tonelada na bolsa de Londres, recuo de 1,4%. Apesar da pressão predominante, o mercado ainda observa fatores capazes de limitar perdas mais intensas, como os estoques certificados em níveis reduzidos e as atualizações das projeções para o El Niño, que seguem inspirando cautela entre os agentes.

 





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Diesel acompanha queda do petróleo


Os preços internacionais de energia encerraram a semana sob pressão, em um movimento 

influenciado pela expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Segundo informações da StoneX, o petróleo, o diesel e a gasolina registraram perdas relevantes no período, apesar de movimentos pontuais de recuperação em alguns contratos.

No petróleo, o contrato mais ativo do Brent fechou a sexta-feira (22) em alta de 0,94%, cotado a US$ 103,54 por barril. O WTI também avançou no pregão, com alta de 0,26%, para US$ 96,60 por barril. Mesmo com essa recuperação diária, os dois contratos acumularam quedas expressivas na semana, entre 5,5% e 8,4%, refletindo o maior otimismo do mercado em relação a um possível acordo entre EUA e Irã.

No diesel, o contrato mais ativo do NY Harbor ULSD recuou 4,1% na última semana, encerrando a sexta-feira (24) a US$ 3,8878 por galão. No mesmo intervalo, o diferencial entre NY Harbor ULSD e Brent caiu 2%, para US$ 59,7 por barril. A queda mais acelerada do petróleo contribuiu para a piora dos crack-spreads, enquanto as cotações do diesel acompanharam o movimento baixista, em meio ao leve crescimento dos estoques do produto no mercado norte-americano.

Apesar da retração, os diferenciais entre diesel e petróleo permaneceram sustentados, próximos de US$ 60 por barril desde o início do conflito no Golfo Pérsico.

Na gasolina, os preços também cederam. O produto encerrou a semana em queda de 6,7%, negociado perto de US$ 3,45 por galão. O diferencial entre RBOB e Brent recuou 10,2%, para US$ 41,5 por barril, pressionado por uma redução menor que a esperada nos estoques comerciais dos Estados Unidos.

 





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Debate reforça desafios da agricultura tropical



Durante o evento, foi lançada a campanha “O que é que só o Brasil tem?”


Durante o evento, foi lançada a campanha “O que é que só o Brasil tem?”
Durante o evento, foi lançada a campanha “O que é que só o Brasil tem?” – Foto: Divulgação

A agricultura tropical voltou ao centro do debate sobre políticas públicas, inovação e competitividade do agronegócio brasileiro durante evento realizado nesta quarta-feira, em Brasília. O encontro reuniu autoridades, especialistas, produtores e representantes do setor para discutir a necessidade de regras e estratégias alinhadas às características produtivas do país, marcadas por clima quente, maior pressão de pragas e diversidade de solos.

Durante o evento, foi lançada a campanha “O que é que só o Brasil tem?”, criada para ampliar o conhecimento sobre o modelo agrícola tropical brasileiro e destacar a importância da ciência, da tecnologia e da regulação para a produção nacional. A iniciativa surgiu após pesquisa da CropLife Brasil, realizada pela Nexus, apontar desconhecimento sobre o conceito de agricultura tropical entre integrantes do Congresso Nacional, Executivo federal, jornalistas e empresários do agronegócio. Segundo o levantamento, 24% dos entrevistados não souberam definir o termo, enquanto apenas 1% o associou diretamente à tecnologia.

Nos debates, representantes do setor defenderam que o Brasil possui um sistema produtivo próprio, diferente do observado em países de clima temperado, e que isso exige políticas públicas específicas. A presidente da CropLife Brasil, Ana Repezza, destacou a necessidade de aproximar a sociedade do tema e ampliar a compreensão sobre as soluções desenvolvidas para as condições tropicais do país.

Entre os pontos discutidos estiveram a modernização da legislação, a agilidade nos processos regulatórios e a importância da proteção à inovação. Representantes do Ministério da Agricultura e do Ministério do Desenvolvimento defenderam a criação de um ambiente regulatório mais favorável para acelerar registros de produtos e estimular novas tecnologias voltadas à biodiversidade brasileira.

Produtores rurais também alertaram para os impactos de mudanças regulatórias sem previsibilidade e para a necessidade de tornar os insumos mais acessíveis, especialmente para pequenos e médios agricultores. Já representantes ligados ao comércio exterior ressaltaram que ainda existe desinformação internacional sobre o modelo produtivo brasileiro e sobre o uso de tecnologias adaptadas às condições tropicais.





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Soja dispara em Chicago e mexe com preços no Brasil


A soja encerrou a quinta-feira em alta na Bolsa de Chicago, em um movimento sustentado pela valorização dos derivados, pela demanda interna nos Estados Unidos e por sinais positivos no comércio internacional. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos futuros acompanharam o avanço do óleo de soja, que ganhou força com o aumento do consumo para a mistura obrigatória de biodiesel nos EUA e com incentivos estaduais ao Combustível de Aviação Sustentável.

O contrato de soja para julho fechou em alta de 0,78%, a US$ 11,9450 por bushel, enquanto agosto avançou 0,95%, a US$ 11,9600. O farelo de soja para julho subiu 1,06%, a US$ 334,10 por tonelada curta, e o óleo de soja teve valorização de 1,91%, cotado a US$ 76,70 por libra-peso. O mercado também monitorou o clima nos Estados Unidos, onde 27% da área agrícola segue sob estresse hídrico, com preocupação sobre a falta de chuvas nos próximos sete dias.

No Brasil, o mercado físico apresentou comportamentos distintos entre os estados. No Rio Grande do Sul, o Porto de Rio Grande subiu para R$ 131,00 por saca, enquanto Passo Fundo e Santa Rosa acompanharam a alta, com cotações de R$ 126,00 e R$ 127,00. Em Ijuí e Cruz Alta, os preços ficaram em R$ 124,00.

No Paraná, o Porto de Paranaguá avançou para R$ 130,00, em meio à safra 2025/26 totalmente concluída. A produção foi consolidada em 21,78 milhões de toneladas, alta de 3% sobre o ciclo anterior, com produtividade média de 3.796 kg por hectare. Em Cascavel, a saca ficou em R$ 120,00, enquanto Ponta Grossa marcou R$ 124,00.

Em Mato Grosso do Sul, o mercado teve ajustes pontuais após altas recentes, com Dourados a R$ 115,00 e estabilidade em Campo Grande, Maracaju, Chapadão do Sul e Sidrolândia. Já em Mato Grosso, as praças registraram recuperação parcial, com destaque para Rondonópolis a R$ 113,00 e Primavera do Leste a R$ 111,70. O estado também acompanha o início do vazio sanitário e as expectativas em torno da Ferrogrão, apontada como alternativa para reduzir custos logísticos.

 





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Inflação surpreende e exige atenção de investidores e consumidores


O IPCA-15 de maio, divulgado nesta quarta-feira (27.05)  pelo IBGE, avançou 0,62%, acima da expectativa do mercado, de 0,53%. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 4,64%, pressionado principalmente por alimentação e bebidas, o que mantém a inflação no radar de investidores, consumidores e do mercado financeiro.

Alimentação volta a pressionar o índice

A prévia da inflação oficial voltou a mostrar resistência nos preços. Segundo dados divulgados pelo IBGE, o IPCA-15 de maio registrou alta de 0,62%, superando a projeção do mercado, que esperava avanço de 0,53%. No acumulado em 12 meses, o índice chegou a 4,64%.

De acordo com Gabriel Foglieni, parceiro e gestor de investimentos da Eleva Invest, o resultado também ficou acima da expectativa anual, que era de 4,55%.

“O IPCA-15 de maio veio em 0,62%, acima do que o mercado esperava, que era 0,53%. Na leitura anual, chegamos a 4,64%, também acima da expectativa de 4,55%”, afirma Foglieni.

Comida em casa pesa no bolso

A principal pressão sobre o indicador veio do grupo alimentação e bebidas, que subiu quase 1,40%, segundo avaliação de Foglieni com base no dado divulgado pelo IBGE. O movimento foi puxado sobretudo pela comida em casa, item sensível para o orçamento das famílias.

“A principal pressão continuou vindo de alimentação e bebidas, que subiu quase 1,40%, puxada sobretudo pela comida em casa”, diz o gestor.

Para os consumidores, o dado reforça a percepção de custo de vida elevado. Para investidores, a leitura acima do esperado amplia a atenção sobre os próximos passos da política monetária.

Transportes aliviam, mas inflação segue resistente

Apesar da pressão dos alimentos, o grupo transportes ajudou a conter uma alta ainda maior do índice. Segundo Foglieni, o segmento reverteu a alta forte registrada em abril e caiu 0,33% em maio, com recuo nos preços da gasolina e do etanol.

“A boa notícia ficou por conta de transportes, que reverteu a alta forte de abril e caiu 0,33%, com gasolina e etanol recuando no período”, afirma.

Banco Central deve manter cautela

No balanço geral, o IPCA-15 acima das expectativas reforça a leitura de que a inflação ainda não cedeu de forma consistente. Para Foglieni, esse cenário tende a manter o Banco Central cauteloso antes de qualquer movimento de afrouxamento monetário no curto prazo.

“No balanço geral, o dado veio pior do que o esperado e mostra que a inflação ainda resiste, o que mantém o Banco Central com cautela para qualquer afrouxamento monetário no curto prazo”, conclui.

 





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Pecuária impulsiona agro de mineiro em 2025


O agronegócio mineiro encerrou 2025 com crescimento impulsionado principalmente pela cadeia de carnes e pela cafeicultura. Dados do Relatório Executivo do Agronegócio de Minas Gerais 2025, elaborado pelo Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, mostram que a bovinocultura de corte alcançou Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 18,1 bilhões, resultado 14% superior ao registrado no ano anterior.

O levantamento do Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento reúne informações sobre as principais cadeias produtivas do estado, incluindo café, cana-de-açúcar, etanol, açúcar, grãos, frutas, hortaliças, pecuária e silvicultura, considerando a participação de Minas Gerais na produção nacional e o volume total produzido.

Além da bovinocultura de corte, outras cadeias ligadas à produção de proteínas também apresentaram crescimento ao longo de 2025. “A suinocultura e a avicultura de corte também tiveram bom desempenho, acompanhando a demanda por proteínas e evidenciando a diversificação e a eficiência do setor. Esse conjunto de atividades reforça o papel estratégico da pecuária na geração de renda e na sustentação da dinâmica econômica do meio rural”, avalia a assessora técnica da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Maíra Ferman.

O avanço da cadeia pecuária também teve reflexos nas exportações. Em 2025, as vendas externas de carne bovina somaram US$ 1,39 bilhão, alta de 22,4% em relação ao ano anterior. O crescimento ocorreu em um cenário marcado pela consolidação do Brasil como maior produtor mundial de carne bovina e pela abertura de 19 novos mercados internacionais para o produto e seus derivados.

A cafeicultura também apresentou forte desempenho econômico no período. O Valor Bruto da Produção do café alcançou R$ 58,7 bilhões em 2025, crescimento próximo de 47% na comparação anual. Segundo o relatório, o resultado foi impulsionado pela valorização do café no mercado internacional e pelo aumento da demanda global, fatores que elevaram os preços médios do produto em 60,8%.

O desempenho das cadeias produtivas contribuiu para que o Valor Bruto da Produção agropecuária mineira fechasse 2025 em R$ 167,8 bilhões, estabelecendo um recorde para o estado. O resultado representa crescimento de 13,5% frente a 2024.

O indicador, calculado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, da Companhia Nacional de Abastecimento e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, estima o faturamento bruto obtido pelos produtores rurais com a comercialização de produtos agrícolas e pecuários.

De acordo com Maíra Ferman, o crescimento do agronegócio mineiro foi resultado de fatores estruturais e de mercado. “O resultado está associado à combinação entre ganhos de produtividade, diversificação das cadeias produtivas e a capacidade de adaptação às condições de mercado. Esses fatores têm permitido ao agronegócio mineiro manter trajetória de crescimento sustentável e ampliar sua relevância econômica no estado”, afirma.

Na área de crédito rural, Minas Gerais recebeu R$ 50,84 bilhões em desembolsos durante a safra 2024/2025. Apesar da retração de 4% em relação ao ciclo anterior, o estado manteve posição de destaque no cenário nacional, concentrando 14% do volume total liberado no país.





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