sexta-feira, julho 24, 2026

Política & Agro

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Safra de noz-pecã está estimada entre 7 mil e 8 mil toneladas


A Divinut chega à FENARROZ 2026, em Cachoeira do Sul (RS), em um momento decisivo para a cadeia da noz-pecã brasileira. Com a maior safra da história projetada no Rio Grande do Sul — estimada entre 7 mil e 8 mil toneladas —, a empresa reforça seu papel como protagonista na estruturação produtiva e na expansão internacional do setor.

Realizada de 2 a 7 de junho, na Capital Nacional do Arroz, – que desde 2022, através de lei, também se tornou a Capital Estadual da Noz-Pecã – a feira se consolida como vitrine estratégica para negócios, tecnologia e inovação no agro. É neste ambiente que a Divinut evidencia sua atuação integrada — do viveiro à exportação — e apresenta ao mercado soluções que combinam genética avançada, tecnologia de produção e inteligência comercial.

No estande da empresa, o foco estará no portfólio de mudas com genética conhecida e rastreável, desenvolvidas para garantir maior produtividade, uniformidade dos pomares e padrão superior de qualidade — atributos cada vez mais exigidos pelo mercado global.

A participação na feira ocorre em paralelo a um avanço relevante na agenda internacional da companhia. Após missão recente à China, a Divinut se posiciona entre as primeiras empresas brasileiras aptas a operar no novo mercado asiático, aberto oficialmente após a assinatura do protocolo fitossanitário entre Brasil e o órgão regulador chinês (GACC), em 2024.

“Estamos diante de uma mudança de escala para a noz-pecã brasileira. A super safra exige organização, mercado e estratégia — e é exatamente nisso que a Divinut atua. A FENARROZ é o palco ideal para mostrar que o Brasil não apenas produz mais, mas produz melhor e está preparado para competir globalmente, inclusive com a abertura do mercado asiático”, afirma o CEO da Divinut, Edson Ortiz.

Com sede em Cachoeira do Sul, a Divinut é hoje a maior processadora de noz-pecã do Hemisfério Sul e principal exportadora brasileira, com presença consolidada na Europa, América do Norte, Oriente Médio e norte da África. A nova frente na Ásia marca mais um passo na estratégia de internacionalização da empresa e de valorização da pecã brasileira no mercado global.

Serviço:

O que: FENARROZ

Quando: de 2 a 7 de junho

Onde: Parque da FENARROZ, Cachoeira do Sul/RS

 





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USDA traz 66% das lavouras de soja dos EUA em boas/excelentes condições


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O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou seu mais recente relatório de acompanhamento de safra, ainda apontando um ritmo acelerado nos trabalhos de campo e condições de lavoura que se mantendo  favoráveis, mas alinhadas aos patamares do ano passado.

Soja – Os produtores norte-americanos de soja aceleraram o passo na última semana e . Os trabalhos de semeadura atingiram 87% da área prevista, mostrando um avanço expressivo frente aos 79% da semana anterior. O índice atual supera tanto o registrado no mesmo período do ano passado (83%) quanto a média dos últimos cinco anos (80%).

O USDA mostrou que a germinação alcançou 65% dos campos da oleaginosa, bem acima dos 49% da semana passada e superando os 61% do ano anterior e os 57% da média histórica. Atualmente, 66% das áreas estão entre boas e excelentes condições, contra 67% no ano passado.

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Milho – O plantio do milho nos EUA também avança bem e caminha para a conclusão, atingindo 93% da área total estimada. O número representa um avanço de 7 pontos percentuais em relação à semana passada (86%) e fica ligeiramente acima do registrado no ano passado e na média de cinco anos, ambos em 92%.

O processo de emergência das plantas segue o ritmo esperado. São 76% das lavouras já germinadas, saltando dos 60% da semana anterior. O índice empata rigorosamente com o ano passado (76%) e supera a média histórica de 74%.

 O USDA avalia que 67% das plantações estão em situação boa ou excelente — um recuo sutil de dois pontos percentuais na comparação anual, mas que ainda indica um potencial produtivo robusto.

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Fonte:

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Proposta de tarifa de 25% pode reduzir competitividade do etanol brasileiro


A tarifa dos EUA proposta em 25% sobre produtos brasileiros colocou o agronegócio em alerta, mesmo com parte dos alimentos primários fora da lista de maior impacto. A avaliação é de que a medida pode atingir principalmente setores exportadores com forte exposição ao mercado internacional, como biocombustíveis, celulose, madeira e couro, ao elevar custos, dificultar contratos e ampliar cobranças sobre origem e conformidade socioambiental.

O etanol brasileiro aparece como um dos pontos mais sensíveis da proposta norte-americana. Segundo André Aidar, doutor e mestre em Agronegócio, sócio e Head de Direito do Agronegócio no Lara Martins Advogados, a tarifa altera a competitividade do produto ao encarecer sua entrada nos Estados Unidos. Com isso, o biocombustível nacional perde parte da vantagem associada ao diferencial ambiental e passa a disputar espaço em condições menos favoráveis diante do etanol produzido no próprio mercado americano.

Para Aidar, o problema não está apenas no percentual da tarifa, mas no efeito que ela pode provocar sobre contratos e margens comerciais. “Na prática, a tarifa funciona como uma barreira artificial: não discute apenas eficiência ou sustentabilidade, mas altera o preço relativo e pode deslocar contratos, margens e previsibilidade comercial”, afirma. O especialista observa que o biocombustível está no centro da justificativa dos Estados Unidos, que alegam tratamento desigual no acesso ao mercado brasileiro.

Caso a tarifa avance, empresas brasileiras podem ser levadas a buscar novos destinos para produtos que naturalmente iriam ao mercado norte-americano. Esse movimento tende a reorganizar fluxos comerciais e pode gerar excesso de oferta em alguns mercados, queda de preços em determinados destinos, aumento de custos logísticos e necessidade de renegociar contratos já firmados. Do lado dos compradores americanos, a busca por fornecedores alternativos também pode pressionar preços internacionais.

Aidar pondera que esse efeito não deve ocorrer de forma automática nem igual para todas as cadeias. Ainda assim, ele considera o risco relevante para setores integrados, como energia, fibras, madeira, couro e insumos agroindustriais. A principal preocupação está na perda de previsibilidade em um ambiente no qual exportadores dependem de contratos estáveis, planejamento logístico e segurança regulatória para sustentar margens.

“A consequência principal desse cenário imposto pela taxação é mais volatilidade e menos previsibilidade para produtores, indústrias e exportadores brasileiros”, conclui Aidar. O desafio para o agro brasileiro será preservar mercados, evitar perda de competitividade e demonstrar regularidade nas cadeias produtivas em um cenário internacional mais sensível a critérios comerciais e socioambientais.





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Estudantes do Centro de Excelência em Fruticultura do Senar em Juazeiro/BA colhem 750 kg de melão premium


Os estudantes do Centro de Excelência em Fruticultura do Senar (CEF), em Juazeiro/BA, participaram de um projeto pedagógico e alcançaram um resultado que comprova a eficiência da formação técnica aplicada ao campo. No projeto Escola Viva, Pomar Frutifica, os alunos colheram aproximadamente 750 quilos de melão com padrão de qualidade compatível com os mercados mais exigentes, alcançando 14° Brix, índice que classifica a fruta na categoria premium.

A iniciativa envolveu estudantes dos cursos Técnicos em Fruticultura e Agronegócio, além de participantes do Programa de Aprendizagem, em uma experiência integrada que simulou todas as etapas de uma produção comercial. Desde o preparo da área até a seleção dos frutos após a colheita, os alunos assumiram responsabilidades dentro de um ciclo produtivo completo, vivenciando na prática os desafios e as exigências da atividade agrícola.

Projeto Escola Viva, Pomar Frutifica | CEF Juazeiro

A área experimental do Centro de Excelência tornou-se um verdadeiro laboratório de aprendizagem, onde cada etapa do processo produtivo foi conduzida pelos estudantes sob orientação técnica. O trabalho incluiu a preparação e correção do solo, implantação do sistema de irrigação, plantio, manejo da cultura, colheita e processos de pós-colheita.

A cultura escolhida para o projeto foi o melão, nas variedades Gladial e Canarinho. Esta última segue em fase de experimentação no Vale do São Francisco – uma das principais regiões produtoras de frutas do país. Após um ciclo de aproximadamente 70 dias, a colheita realizada no último sábado (30) superou as expectativas não apenas pelo volume produzido, mas principalmente pela qualidade dos frutos.

Certificação pós-colheita

Como forma de valorizar a experiência educacional, os frutos receberam o Selo Senar CEF Semeia, criado para identificar produtos oriundos das atividades pedagógicas desenvolvidas pela instituição. A certificação registra a origem da produção, o ciclo da cultura e a participação dos estudantes no processo produtivo.

Para o diretor do Centro de Excelência em Fruticultura do Senar Bahia, Murillo Alencar Bezerra, o resultado demonstra a importância de uma formação técnica conectada à realidade do setor produtivo.

“Os estudantes participaram de um processo integrado de produção, no qual cada etapa dependia do trabalho realizado anteriormente. Essa dinâmica fortalece o aprendizado, desenvolve o senso de responsabilidade e aproxima o aluno das condições que encontrará no mercado de trabalho. O resultado alcançado, com frutos de 14° Brix, comprova que uma formação técnica de qualidade gera produtos de qualidade. Esse é o padrão que o CEF e o Senar Bahia entregam ao campo e à sociedade”, destacou.





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NOVA Vinhos e Espumantes aproxima tradição italiana e cultura do vinho no Alto Uruguai


A NOVA Vinhos e Espumantes, unidade de negócios da Nova Aliança Vinícola Cooperativa, esteve em Frederico Westphalen no dia 28 de maio, em uma ação voltada à valorização da cultura italiana e da tradição vitivinícola que marca a história do Alto Uruguai. A programação reuniu integrantes da Associação dos Enófilos do Alto Uruguai, lideranças regionais, representantes da imprensa e apreciadores do vinho em um encontro que celebrou origens, identidade e legado.

Durante o evento, o CEO da Nova Aliança Vinícola Cooperativa, Heleno Facchin, apresentou o portfólio da NOVA Vinhos e Espumantes e destacou o papel da cultura do vinho como elemento de integração entre gerações e territórios. A iniciativa também fortaleceu a aproximação da cooperativa com uma região historicamente formada por descendentes de imigrantes italianos e reconhecida pelo apreço aos vinhos e espumantes.

Entre os momentos simbólicos da programação esteve a entrega do livro Troncos da Família Botton no Sul do Brasil com a presença do cônsul honorário da Itália em Santa Maria, José Zanella. A homenagem foi acompanhada de exemplares da linha especial NOVA 150 Anos – Edizione Speciale, criada para celebrar os 150 anos da imigração italiana no Rio Grande do Sul.

Com produção limitada e chancela oficial do Consulado Geral da Itália, a coleção presta homenagem às famílias que ajudaram a construir a história da vitivinicultura brasileira, reconhecendo o trabalho, a tradição e os valores trazidos pelos imigrantes italianos que transformaram a cultura da uva e do vinho em parte da identidade do Rio Grande do Sul.

A presença da NOVA Vinhos e Espumantes no Alto Uruguai também reconhece o trabalho realizado pela Associação dos Enófilos do Alto Uruguai, entidade que há anos contribui para a formação de consumidores, promovendo encontros, cursos, degustações e ações voltadas à difusão da cultura do vinho na região.

Para a vinícola cooperativa, iniciativas como esta fortalecem os vínculos entre diferentes regiões do Estado que compartilham as mesmas raízes culturais e ajudam a ampliar o conhecimento sobre o vinho brasileiro, aproximando consumidores das histórias, dos territórios e das mais de 600 famílias cooperadas que dão origem aos produtos da Nova Aliança.

 





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ICMBio e Embaixada do Japão promovem encontro com empresas japonesas com foco no fortalecimento da sociobioeconomia


O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em parceria com a Embaixada do Japão no Brasil, promoveu um encontro institucional com empresas japonesas para apresentar oportunidades de cooperação voltadas à conservação da biodiversidade e ao fortalecimento da sociobioeconomia em unidades de conservação (UCs) federais. A iniciativa contou com o apoio do Fundo Vale, no âmbito do Sustenta.Bio, e reuniu representantes do setor privado, lideranças comunitárias e instituições parceiras. 

O evento teve como foco a implementação do Programa ECOSociobio: Wa no Mori – Economia e Biodiversidade, iniciativa que busca aproximar diferentes atores em torno de estratégias que integrem conservação ambiental, valorização cultural e desenvolvimento econômico sustentável. 

A abertura institucional contou com a participação do presidente do ICMBio, Mauro Pires; do ministro Tomoaki Ishigaki, chefe da Missão Adjunto da Embaixada do Japão no Brasil; e de Carlos Roza, presidente da Japan House São Paulo. 

Durante a programação, a coordenadora-geral de Articulação de Políticas Públicas e Economias da Sociobiodiversidade do ICMBio, Tatiana Rehder, apresentou as diretrizes e objetivos do Programa. Em seguida, Márcia Soares, da Gerência de Amazônia e Parcerias do Fundo Vale, compartilhou experiências desenvolvidas por meio da parceria entre o Fundo e o Instituto na iniciativa Sustenta.Bio. 

Também foi apresentada uma proposta de expedição voltada a representantes de empresas e instituições interessadas em conhecer iniciativas de sociobioeconomia desenvolvidas em algumas unidades de conservação. A experiência prevê uma imersão em territórios onde a conservação da biodiversidade, os modos de vida tradicionais e as economias sustentáveis se articulam na prática. 

Manoel Cunha, líder comunitário e gestor da Reserva Extrativista do Médio Juruá, no Amazonas, compartilhou experiências de conservação e geração de renda desenvolvidas na Amazônia, destacando a importância de iniciativas que conciliem proteção ambiental, fortalecimento comunitário e desenvolvimento local. 

“Nós, povos e comunidades tradicionais, estamos na floresta cumprindo um papel muito importante para o Brasil e para o mundo: conservar a biodiversidade e os ecossistemas, ao mesmo tempo em que garantimos nosso sustento de forma sustentável, a partir dos conhecimentos transmitidos pelos nossos antepassados”, colocou a liderança. 

Como desdobramento do encontro, estão previstas novas agendas de diálogo, reuniões institucionais e aproximações com empresas interessadas em apoiar, investir ou estabelecer parcerias relacionadas ao Programa ECOSociobio e às iniciativas territoriais apresentadas durante o evento. 

Sabores que conectam biodiversidade e culturas 

A cultura alimentar japonesa também integrou a programação como elemento de aproximação entre diferentes territórios e tradições. Um menu especial elaborado pela chef Telma Shimizu apresentou releituras contemporâneas que combinaram técnicas da culinária japonesa com ingredientes oriundos da sociobiodiversidade brasileira. 

Entre os produtos utilizados estavam o pirarucu de manejo sustentável comercializado pela Associação de Produtores Rurais de Carauari (Asproc), por meio da marca coletiva Gosto da Amazônia, além de tucupi produzido por agroindústria familiar amazônica, mel de abelhas nativas e frutos como pequi, mangaba e açaí. 

A proposta buscou demonstrar o potencial da sociobiodiversidade brasileira como expressão cultural, econômica e ambiental, evidenciando oportunidades de geração de valor associadas à conservação da natureza. 

Programa ECOSociobio 

O Programa tem como objetivo fortalecer as economias da sociobiodiversidade desenvolvidas por povos e comunidades tradicionais em UCs. A iniciativa promove geração de renda, valorização cultural, conservação ambiental e justiça territorial, reconhecendo a sociobioeconomia como uma das estratégias mais eficientes para aliar proteção da biodiversidade e bem viver. 

O programa foi inspirado na iniciativa Sustenta.Bio, parceria entre o ICMBio e o Fundo Vale, que atualmente apoia ações voltadas à sociobioeconomia e à conservação em mais de 15 UCs federais. 

Comunicação ICMBio [email protected](61) 2028-9280  





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Tarifa dos EUA coloca piscicultura em alerta, diz PEIXE BR



Entidade avalia que proposta de cobrança adicional de 25% pode gerar insegurança



Foto: Pixabay

A possibilidade de os Estados Unidos aplicarem uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros acendeu um sinal de alerta na piscicultura nacional. De acordo com a PEIXE BR, a proposta apresentada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR, pode trazer reflexos para cadeias produtivas exportadoras do agronegócio brasileiro. A medida foi divulgada após a conclusão de uma investigação comercial aberta em julho de 2025. Antes de uma decisão final, o governo norte-americano ainda deve submeter a proposta a consulta pública.

Segundo a PEIXE BR, ainda não está definido quais setores e produtos brasileiros poderão ser atingidos pela eventual cobrança adicional. Mesmo assim, a entidade afirma que a discussão já provoca incerteza entre segmentos que dependem do mercado externo.

A principal preocupação está no possível aumento de custos para produtos brasileiros destinados aos Estados Unidos. De acordo com a associação, novas barreiras comerciais podem reduzir a competitividade do Brasil em um mercado considerado estratégico para o consumo global.

Para a PEIXE BR, medidas que elevem custos ou imponham restrições ao comércio internacional precisam ser analisadas com cautela. A entidade destaca que esse debate ocorre em um momento de expansão da presença brasileira no agronegócio e na produção de alimentos.

Na piscicultura, o efeito mais imediato seria a insegurança em torno das condições de acesso ao mercado norte-americano. Caso a tarifa seja confirmada, produtos brasileiros poderiam chegar aos compradores dos Estados Unidos com menor competitividade.

 





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Mercado pecuário inicia junho com alta seletiva



Boi China sobe em Mato Grosso, aponta Scot



Foto: Divulgação

A cotação da vaca e da novilha subiu R$ 2,00 por arroba no mercado paulista nesta terça-feira (2), segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria. Já os preços do boi gordo e do chamado “boi China” permaneceram estáveis em relação ao fechamento do dia anterior.

De acordo com a Scot Consultoria, a oferta de bovinos foi suficiente para atender à demanda dos frigoríficos, mas sem excesso de animais disponíveis e sem pressão sobre as cotações. A consultoria destacou que a procura por gado segue firme tanto para abastecimento do mercado interno quanto para exportação, cenário que tem limitado as tentativas de negociação abaixo dos preços de referência.

As escalas de abate em São Paulo atendiam, em média, a sete dias, indicando um mercado equilibrado entre oferta e demanda.

Em Mato Grosso, as cotações permaneceram estáveis para todas as categorias nas quatro principais praças pecuárias monitoradas. A única exceção foi o “boi China”, que registrou valorização de R$ 1,00 por arroba na comparação diária.

Segundo a Scot Consultoria, a oferta de animais segue ajustada no estado, favorecida pelas boas condições das pastagens, que permitem aos pecuaristas reduzir a necessidade de venda imediata. Apesar disso, a demanda não apresentou força suficiente para impulsionar novas altas nas referências de mercado.

No Acre, o mercado manteve estabilidade nas cotações em relação ao dia anterior. As escalas de abate no estado atendiam, em média, a 13 dias, conforme o levantamento da consultoria.





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Leilão amplia espaço da pecuária em feira agro



A expectativa de movimentação financeira é de aproximadamente R$ 3 milhões


A expectativa de movimentação financeira é de aproximadamente R$ 3 milhões
A expectativa de movimentação financeira é de aproximadamente R$ 3 milhões – Foto: Bing

A pecuária terá uma presença ampliada na Bahia Farm Show em 2026, com a inclusão de um leilão próprio na programação do evento. A iniciativa marca um novo momento para a atividade dentro da feira, que tradicionalmente já reúne empresas e soluções voltadas ao setor, como nutrição animal, medicamentos veterinários, máquinas e implementos.

O 1º Leilão Bahia Farm Show – Seleções será realizado no dia 11 de junho, no espaço da Associação Baiana dos Produtores de Algodão, ao lado da feira. A programação prevê um dia inteiro de remates, das 9h às 19h30, com a oferta de cerca de 1000 bovinos destinados à engorda e ao abate, além de genética de reprodutores avaliados pela empresa PMGZ. O leilão terá chancela do Grupo Agro Antônio Balbino e será promovido em parceria com a Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia.

A expectativa de movimentação financeira é de aproximadamente R$ 3 milhões. Segundo a Aiba, o espaço físico comporta 300 pessoas, mas o leilão terá formato virtual, com transmissão direta do Complexo Bahia Farm Show pelo site Lance Rural e retransmissão pelos canais do YouTube da Matopiba Leilões e Agroremate.

A programação também inclui uma palestra sobre o mercado da pecuária, que será apresentada pela Scot Consultoria, das 9h às 10h. Para a organização, a realização do leilão representa um passo inicial para ampliar a participação da pecuária dentro da feira. O presidente da Aiba e da Bahia Farm Show, Moisés Schmidt, avalia que a criação de uma estrutura fixa para animais pode ser considerada em futuras edições, com possibilidade de contemplar também equinos, caprinos e ovinos.

A pecuária está entre as atividades agroeconômicas mais antigas do Oeste da Bahia e, segundo Schmidt, passa por um processo de reposicionamento. Esse movimento envolve investimentos em genética, tecnologias para confinamento e semiconfinamento de gado de corte, sinergia com a produção regional de grãos e avanço da integração lavoura-pecuária na matriz produtiva local.

 





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Missão apoiada pelo Mapa amplia oportunidades para frutas brasileiras


OMinistério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apoiou a missão comercial da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) à Índia, com o objetivo de ampliar oportunidades para a fruticultura brasileira em um dos maiores mercados consumidores do mundo. A agenda aproximou exportadores nacionais de importadores, redes varejistas e operadores logísticos locais, com foco em produtos como abacate, limão tahiti e maçã.

A iniciativa contou com o apoio do adido agrícola do Brasil na Índia, Roberto Papa, em articulação com a Embaixada do Brasil em Nova Délhi. Durante a missão, a comitiva percorreu diferentes elos da cadeia de distribuição de frutas e participou de reuniões voltadas à prospecção de negócios e à ampliação da presença de produtos brasileiros no mercado indiano.

Em Nova Délhi, a programação incluiu visita ao Azadpur Subzi Mandi, principal centro atacadista de frutas e hortaliças da capital indiana, além de mercados tradicionais, frutarias, lojas de produtos orgânicos e estabelecimentos especializados na comercialização de produtos importados.

Durante os encontros, representantes do setor varejista demonstraram interesse na importação de frutas brasileiras, evidenciando o potencial de ampliação da presença desses produtos no mercado local.

A missão também visitou a empresa Suri Agrofresh, em Kundli, no estado de Haryana, onde a delegação conheceu estruturas de armazenagem refrigerada e discutiu com importadores aspectos relacionados à logística, aos requisitos sanitários e às condições comerciais para a entrada de frutas brasileiras no país.

A etapa em Nova Délhi foi encerrada com o evento Terroir of Brazil: a taste of Brazilian fruits and typical dishes, realizado na Residência Oficial da Embaixada do Brasil. O encontro reuniu autoridades, importadores e representantes do setor privado indiano para a apresentação de produtos brasileiros e das oportunidades de negócios vinculadas à fruticultura nacional.

Na ocasião, foi lançado o Centro de Distribuição Móvel (CDM), iniciativa da Adidância Agrícola em Nova Délhi voltada à promoção de produtos brasileiros na Índia. Por meio de um QR Code, os visitantes podem acessar informações sobre produtos, empresas e oportunidades comerciais, com atendimento em português, inglês e hindi.

Após a programação na capital indiana, a comitiva seguiu para Mumbai, onde participou da Fresh India Show 2026, realizada no CIDCO Exhibition Centre. A agenda incluiu ainda visita ao Porto de Mumbai para avaliação das condições logísticas para a importação de frutas frescas.

A Índia é o país mais populoso do mundo, com cerca de 1,4 bilhão de habitantes, e reúne um mercado consumidor amplo e diversificado. A missão ocorre em um contexto de expansão da fruticultura brasileira no comércio internacional. No primeiro trimestre de 2026, as exportações brasileiras de frutas frescas registraram crescimento superior a 20% em valor e de 13% em volume, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Desde 2023, foram abertas 34 novas oportunidades de exportação para frutas brasileiras, ampliando o acesso dos produtos nacionais aos mercados internacionais.





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