sexta-feira, julho 24, 2026

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Norte terá temporais e ventos fortes nos próximos dias


O período entre quinta-feira (4) e segunda-feira (8) será marcado por calor e umidade em grande parte da Região Norte, favorecendo a formação de pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas e rajadas de vento. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, os maiores volumes são esperados para áreas de Roraima, Amapá e extremo norte do Amazonas, onde há risco de transtornos provocados pelas precipitações. No Nordeste, a chuva continua concentrada na faixa litorânea, especialmente entre Pernambuco e Rio Grande do Norte, no Recôncavo Baiano e no norte do Maranhão. A previsão indica redução das precipitações no litoral nordestino a partir de sexta-feira (5), mas com possibilidade de retorno das chuvas entre o litoral potiguar e pernambucano na segunda-feira.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, áreas do litoral do Sudeste também poderão registrar chuviscos e chuvas fracas devido ao transporte de umidade do oceano. Nas demais regiões do país, o tempo permanece estável, com exceção do Rio Grande do Sul, onde há previsão de chuva na segunda-feira (8). O instituto também alerta para a possibilidade de geadas nas áreas mais elevadas das serras gaúcha e catarinense, além da Serra da Mantiqueira. A umidade relativa do ar pode ficar próxima dos 30% na área central do Brasil, enquanto as temperaturas devem apresentar queda no centro-leste do país a partir de sexta-feira.

Na Região Norte, a instabilidade permanece concentrada na faixa norte em razão da atuação de uma massa de ar quente e úmida. O Instituto Nacional de Meteorologia prevê pancadas de chuva com trovoadas e rajadas de vento, principalmente durante a tarde, em Roraima, Amapá, norte do Amazonas e norte do Pará, incluindo as capitais Manaus e Belém. As temperaturas mínimas devem variar entre 16°C e 18°C, enquanto as máximas podem alcançar entre 35°C e 36°C. Em Rondônia, Tocantins e no sul do Pará, a umidade relativa do ar poderá ficar abaixo de 30%.

No Nordeste, a previsão indica chuva fraca a moderada na faixa leste entre quinta-feira e segunda-feira, com destaque para o Recôncavo Baiano e o trecho litorâneo entre Pernambuco e Rio Grande do Norte. No Maranhão, são esperadas pancadas de chuva moderada a forte, acompanhadas de raios e rajadas de vento. A partir de sexta-feira, a tendência é de redução das chuvas na faixa leste, enquanto o norte maranhense segue com previsão de instabilidade. No interior da região, o calor permanece predominante, com mínimas entre 11°C e 13°C em áreas da Bahia e máximas de até 38°C no Sertão, onde a umidade do ar pode ficar abaixo dos 30%.

Para a Região Centro-Oeste, o Instituto Nacional de Meteorologia prevê tempo firme e predomínio de sol ao longo dos próximos dias. As temperaturas mínimas devem oscilar entre 7°C e 9°C em áreas de Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, podendo cair ainda mais a partir de sexta-feira. As máximas podem atingir entre 34°C e 36°C em municípios de Mato Grosso. Durante a tarde, a umidade relativa do ar poderá ficar em torno de 30%.

Na Região Sudeste, a circulação marítima continuará favorecendo maior nebulosidade e possibilidade de chuva fraca e isolada no litoral entre Espírito Santo e Rio de Janeiro. Também há previsão de neblina e nevoeiro em áreas do leste da região. As noites e madrugadas seguem com temperaturas baixas, com mínimas próximas de 4°C em áreas do sul de Minas Gerais, Serra da Mantiqueira e Serra Fluminense, onde existe possibilidade de geada. As máximas devem variar entre 27°C e 29°C no norte mineiro. Em áreas do oeste e norte de São Paulo, além do Triângulo Mineiro, a umidade do ar pode ficar abaixo dos 30%.

No Sul do país, a previsão indica pouca chuva entre quinta-feira e domingo. As temperaturas mínimas devem variar entre 3°C e 6°C nas áreas mais elevadas das serras gaúcha e catarinense, favorecendo a ocorrência de geadas fracas e localizadas. O instituto também prevê formação de neblina e nevoeiro na faixa leste da região durante as primeiras horas da manhã. As máximas devem alcançar entre 24°C e 27°C no norte do Paraná.

Já na segunda-feira (8), a formação de uma frente fria deverá provocar pancadas de chuva isoladas no Rio Grande do Sul, marcando uma mudança nas condições do tempo no estado, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia.





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Goiás projeta segunda maior safra de milho da história


Goiás caminha para registrar uma das maiores safras de milho de sua história na temporada 2025/26. Após alcançar um recorde em 2024/25, o estado mantém expectativa de produção elevada e pode encerrar o novo ciclo com a segunda maior colheita já registrada. De acordo com o 8º Levantamento da Safra de Grãos da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção está estimada em 11,88 milhões de toneladas, mantendo Goiás entre os principais produtores do cereal no Brasil.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Goiás ocupa atualmente a terceira posição no ranking nacional de produção de milho e a quarta colocação em área plantada. Em nota, a companhia destaca que o desempenho reflete o trabalho dos produtores rurais na condução das lavouras, com atenção à janela de plantio, ao manejo e à adoção de tecnologias no campo.

A estimativa para a safra 2025/26 aponta uma área cultivada de 1,89 milhão de hectares, produtividade média de 6.255 quilos por hectare e produção de 11,88 milhões de toneladas. Embora o volume seja inferior ao recorde de 14,26 milhões de toneladas alcançado em 2024/25, a projeção supera a safra 2023/24, quando o estado colheu 11,33 milhões de toneladas.

O crescimento da produção de etanol de milho também tem contribuído para fortalecer a cadeia produtiva goiana. A ampliação da demanda interna pelo cereal favorece a agregação de valor dentro do estado e estimula novos investimentos na agroindústria. Além do biocombustível, o processamento do milho gera coprodutos utilizados na alimentação animal, como os Distillers Dried Grains (DDGS), destinados às cadeias da avicultura, da suinocultura e da pecuária de confinamento. Dados da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa) mostram que a produção de etanol de milho saltou de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19 para uma estimativa de 782,5 milhões de litros em 2025/26, crescimento superior a quatro vezes no período.

O fortalecimento da agroindústria também aparece no desempenho das exportações de derivados de milho. Conforme dados de Comércio Exterior disponibilizados na Plataforma Aroeira, gerenciada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), os embarques desses produtos apresentaram crescimento expressivo no primeiro quadrimestre de 2026.

Entre janeiro e abril deste ano, Goiás exportou US$ 15,1 milhões em derivados de milho, ante US$ 8,3 milhões registrados no mesmo período de 2025, avanço de 81,2% em valor comercializado. O volume embarcado cresceu 71,5%, passando de 8,7 mil para 14,9 mil toneladas, enquanto o preço médio por tonelada aumentou de US$ 958,5 para US$ 1.012,6.

Os produtos enviados ao mercado internacional incluem amido de milho, farinha de milho, óleo de milho, milho doce preparado e outros subprodutos destinados às indústrias alimentícia, química e de nutrição animal, ampliando a presença da produção goiana no comércio exterior.





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Ciclone extratropical trará chuva e frio a Santa Catarina


O feriado de Corpus Christi será marcado por tempo firme e temperaturas amenas em grande parte de Santa Catarina. De acordo com a Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina, a previsão indica predomínio de sol durante o período, com ocorrência de chuva fraca apenas em áreas do Litoral. A mudança mais significativa nas condições meteorológicas deve ocorrer a partir de segunda-feira (8), com a chegada de uma frente fria associada à formação de um ciclone extratropical entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul.

Nesta quinta-feira (4), a chuva fraca e passageira deve ocorrer principalmente durante a manhã entre o Litoral Norte, o Baixo Vale do Itajaí e a Grande Florianópolis. Ao longo do dia, a nebulosidade tende a diminuir, favorecendo o retorno do sol. As temperaturas máximas permanecem abaixo dos 20°C em grande parte do estado, enquanto nas regiões mais elevadas os termômetros não devem ultrapassar os 17°C.

Entre sexta-feira (5) e domingo (7), o tempo permanece estável na maior parte de Santa Catarina. O sol aparece em praticamente todas as regiões e as temperaturas entram em elevação gradual. As máximas podem alcançar os 25°C no Oeste e nas áreas litorâneas. Já nas regiões mais altas do Meio-Oeste e dos Planaltos, os termômetros devem registrar entre 20°C e 21°C. Apesar do aquecimento durante as tardes, as manhãs e noites continuam com temperaturas agradáveis, variando entre 8°C e 15°C.

A formação de um ciclone extratropical entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul começará a influenciar o tempo em Santa Catarina já no domingo (7). Conforme a Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina, áreas próximas à divisa com o estado gaúcho, especialmente no Oeste e no Litoral Sul, poderão registrar aumento de nebulosidade e ocorrência de chuva fraca. Nas demais regiões, as alterações nas condições do tempo devem ocorrer ao longo da segunda-feira (8), com o avanço da frente fria associada ao sistema.

Após a passagem da frente fria, os modelos meteorológicos apontam para o avanço de uma nova massa de ar polar sobre Santa Catarina. Segundo a Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina, há possibilidade de queda mais acentuada das temperaturas ao longo da próxima semana, reforçando a condição de frio em diversas regiões do estado.

A Defesa Civil orienta a população a manter atenção à formação de nevoeiros durante as primeiras horas da manhã, principalmente no Meio-Oeste, nos Planaltos e nas áreas serranas. O fenômeno pode reduzir temporariamente a visibilidade nas rodovias, exigindo cuidados dos motoristas. A recomendação é reduzir a velocidade, manter distância segura dos demais veículos e utilizar os faróis baixos. Os nevoeiros tendem a se dissipar rapidamente após o amanhecer, dando lugar ao predomínio do sol.

A Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina reforça ainda a importância de acompanhar diariamente os boletins e avisos meteorológicos divulgados pelos canais oficiais da instituição, uma vez que os modelos de previsão do tempo passam por atualizações constantes.





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Superávit comercial soma US$ 8 bilhões em maio


O Brasil encerrou o mês de maio de 2026 com superávit de US$ 8 bilhões na balança comercial. As exportações somaram US$ 32 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 24,1 bilhões, resultando em uma corrente de comércio de US$ 56 bilhões. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as vendas externas alcançaram US$ 149 bilhões e as compras internacionais totalizaram US$ 116 bilhões, gerando saldo positivo de US$ 33 bilhões e movimentação comercial de US$ 264 bilhões. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (3) pela Secretaria de Comércio Exterior, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior, as exportações cresceram 6,6% na comparação entre maio de 2026 e o mesmo mês de 2025, passando de US$ 29,92 bilhões para US$ 31,9 bilhões. As importações avançaram 5,3% no mesmo período, saindo de US$ 22,86 bilhões para US$ 24,08 bilhões. Com isso, a corrente de comércio registrou alta de 6,1% em relação a maio do ano passado.

No acumulado de janeiro a maio, as exportações cresceram 8,7%, passando de US$ 136,68 bilhões para US$ 148,57 bilhões. As importações avançaram 3,2%, chegando a US$ 115,91 bilhões. Como resultado, a corrente de comércio alcançou US$ 264,48 bilhões, alta de 6,2% na comparação com os cinco primeiros meses de 2025.

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior, entre os setores exportadores, a agropecuária registrou crescimento de US$ 730 milhões em maio, avanço de 9,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os produtos da indústria de transformação tiveram aumento de US$ 1,37 bilhão, equivalente a 9%, enquanto a indústria extrativa apresentou retração de US$ 130 milhões, queda de 1,9%.

Nas importações, os produtos da indústria de transformação lideraram o crescimento, com aumento de US$ 1,34 bilhão e avanço de 6,3% em maio. Já a agropecuária registrou retração de 7,8%, enquanto a indústria extrativa teve queda de 10,1% na comparação anual.

No acumulado de janeiro a maio de 2026, a agropecuária ampliou suas exportações em US$ 2,36 bilhões, crescimento de 7,3%. A indústria extrativa registrou expansão de US$ 5,37 bilhões, avanço de 17,3%, enquanto os produtos da indústria de transformação cresceram US$ 4,08 bilhões, alta de 5,6%.

Pelo lado das importações acumuladas no ano, os produtos da indústria de transformação avançaram US$ 4,34 bilhões, alta de 4,2%. Em contrapartida, a agropecuária registrou redução de US$ 530 milhões, enquanto a indústria extrativa apresentou retração de US$ 310 milhões.

Em maio, a agropecuária exportou US$ 8,15 bilhões, crescimento de 9,8%. A indústria extrativa somou US$ 6,96 bilhões, com queda de 1,9%, e a indústria de transformação alcançou US$ 16,63 bilhões, avanço de 9%. O resultado consolidou o crescimento das exportações brasileiras no mês.

O aumento das exportações foi impulsionado principalmente pelas vendas de milho não moído, que cresceram 267,2%, soja, com alta de 14,6%, e algodão em bruto, que avançou 45,3%. Na indústria extrativa, destacaram-se os embarques de minérios de cobre e seus concentrados, com crescimento de 149,4%, além de outros minerais em bruto. Já na indústria de transformação, os principais destaques foram carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, com aumento de 50,2%, óleos combustíveis e ouro não monetário.

Apesar do desempenho positivo, alguns produtos registraram retração nas exportações em maio. Entre eles estão café não torrado, com queda de 24,5%, tabaco em bruto, que recuou 83,4%, minério de ferro e seus concentrados, com redução de 15,2%, além de açúcar, celulose e produtos semiacabados de ferro ou aço.

No acumulado do ano, a agropecuária exportou US$ 34,53 bilhões, a indústria extrativa alcançou US$ 36,47 bilhões e a indústria de transformação somou US$ 76,76 bilhões. O crescimento das exportações foi impulsionado pelas vendas de animais vivos, milho, soja, minérios de Cobre, petróleo bruto, carne bovina, óleos combustíveis e ouro não monetário.

Por outro lado, alguns produtos registraram queda nas vendas externas entre janeiro e maio. É o caso do trigo e centeio não moídos, café não torrado, minérios de alumínio, carvão mineral, sucos de frutas, açúcar e alumina.

Nas importações de maio, a agropecuária movimentou US$ 460 milhões, enquanto a indústria extrativa somou US$ 860 milhões. Já a indústria de transformação respondeu por US$ 22,6 bilhões, sustentando o crescimento das compras externas brasileiras no período.

O avanço das importações foi influenciado pelo aumento das compras de pescado, produtos hortícolas e soja na agropecuária. Na indústria extrativa, destacaram-se fertilizantes brutos, carvão e linhita. Já na indústria de transformação, cresceram as importações de combustíveis, componentes eletrônicos e veículos automóveis de passageiros.

Mesmo com o crescimento das importações, alguns produtos registraram retração nas compras externas em maio, entre eles trigo, cevada, frutas frescas, petróleo bruto, produtos laminados de aço, motores e máquinas não elétricos e geradores elétricos.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a agropecuária importou US$ 2,26 bilhões, a indústria extrativa US$ 4,72 bilhões e a indústria de transformação US$ 108,15 bilhões. O crescimento das importações foi impulsionado principalmente pelas compras de soja, minério de ferro, carvão mineral, combustíveis, medicamentos e veículos automóveis.

Entre os produtos que registraram queda nas importações acumuladas até maio estão trigo, cacau, borracha natural, petróleo bruto, gás natural, defensivos agrícolas, produtos laminados de aço e motores e máquinas não elétricos, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.





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Plano Brasil Soberano reduz exigência para crédito


Os ministérios do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Ministério da Fazenda publicaram nesta quarta-feira (3) uma portaria interministerial que amplia o número de empresas aptas a acessar os financiamentos do Plano Brasil Soberano. A partir da próxima segunda-feira (8), empresas exportadoras e fornecedores que registraram impacto igual ou superior a 1% no faturamento bruto em decorrência das tarifas unilaterais impostas pelos Estados Unidos ou dos conflitos no Oriente Médio poderão solicitar acesso às linhas de crédito. Até então, o benefício era destinado apenas às empresas que comprovassem impacto mínimo de 5% no faturamento.

A medida alcança dois dos três grupos contemplados pelo Plano Brasil Soberano. O primeiro reúne empresas exportadoras de bens industriais e seus fornecedores afetados pelas medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos com base na Seção 232. Para se enquadrar, o faturamento bruto proveniente das exportações deve representar pelo menos 1% do valor apurado entre 1º de julho de 2024 e 30 de junho de 2025. Entre os setores contemplados estão aço, cobre, alumínio, automotivo e moveleiro.

O terceiro grupo é formado por empresas exportadoras de bens industriais e seus fornecedores que mantêm negócios com países do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Omã. Nesses casos, o faturamento bruto com exportações também deve representar pelo menos 1% do total apurado entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025.

O ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, afirmou que a medida busca proteger empresas e trabalhadores diante das oscilações do cenário internacional. “essa medida protege o setor produtivo e os empregos dos brasileiros de instabilidades externas, atendendo à determinação do Presidente Lula de colocar os interesses do povo brasileiro sempre em primeiro lugar. Esse é o compromisso do Governo do Brasil.”

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Aloizio Mercadante, destacou o alcance da iniciativa. “A decisão do governo do presidente Lula de ampliar o número de empresas afetadas vai atender uma demanda importante de quem produz e exporta, ainda que o impacto no faturamento seja abaixo de 5%. Até agora, o BNDES já recebeu R$ 6,7 bilhões em pedidos de crédito de empresas afetadas e aprovou R$ 1,6 bilhão”.

A nova portaria não altera as regras aplicadas ao segundo grupo de empresas contempladas pelo programa. Esse segmento reúne setores industriais de média, média-alta e alta intensidade tecnológica considerados relevantes para a balança comercial brasileira, para a modernização produtiva ou para a transição para uma economia de baixo carbono. Estão incluídas empresas dos setores têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, de máquinas e equipamentos, aparelhos elétricos, eletrônicos, informática, borracha, plástico, equipamentos de transporte e minerais críticos.

Para solicitar acesso ao crédito, as empresas enquadradas no primeiro e no terceiro grupo deverão verificar a elegibilidade por meio do sistema disponibilizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. A consulta poderá ser realizada a partir desta quinta-feira (4), mediante autenticação na plataforma GOV.BR com certificado digital da empresa. Após a validação, o sistema informará se a companhia atende aos critérios e quais linhas de financiamento estão disponíveis.

Já as empresas do segundo grupo poderão consultar a elegibilidade utilizando o cartão CNPJ. A verificação ocorre por meio do enquadramento do CNAE principal ou secundário nas atividades previstas pela Portaria MDIC/MF nº 171/2026.

Após a confirmação da elegibilidade, a orientação é que as empresas procurem a instituição financeira com a qual já possuem relacionamento. Também é possível consultar, junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, quais instituições aderiram ao programa. No caso de operações superiores a R$ 50 milhões, as grandes empresas podem buscar atendimento diretamente junto ao banco de desenvolvimento.

O Plano Brasil Soberano oferece linhas de crédito destinadas ao financiamento de capital de giro, produção voltada à exportação, aquisição de bens de capital e investimentos voltados à ampliação da capacidade produtiva. O programa também contempla projetos de adensamento das cadeias produtivas, adaptação industrial, inovação tecnológica e modernização de produtos, serviços e processos.





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Canaviais reduzem em 90% uso de herbicidas


A pulverização localizada de herbicidas tem ganhado espaço no manejo da cana-de-açúcar por permitir a aplicação apenas nos pontos onde há presença de plantas daninhas. A prática reduz o uso de insumos, evita desperdícios e melhora a eficiência das operações no campo.

Na cultura da cana, a tecnologia Weed-it, da Zait.ag, apresentou economia média de 90,5% no consumo de herbicidas em aplicações realizadas pela Usina Ester, em Cosmópolis, no interior de São Paulo. O levantamento considera operações feitas entre novembro de 2025 e janeiro de 2026.

O sistema utiliza sensores instalados nas barras de pulverização para identificar, em tempo real, a presença de plantas daninhas. Com essa leitura, válvulas de alta velocidade são acionadas somente nos locais necessários, direcionando o produto ao alvo.

Segundo relatório técnico da Usina Ester, foram manejados 589,1 hectares no período, mas apenas 55,95 hectares receberam aplicação efetiva de herbicidas. Em algumas operações, a economia superou 99% do volume aplicado, especialmente em áreas de reforma de canaviais, pós-colheita e manejo localizado.

“O Weed-it já demonstrou grande eficiência em culturas anuais e agora temos observado resultados extremamente positivos também na cana-de-açúcar. Em muitos casos, a redução no uso de herbicidas supera 90%, trazendo impacto direto no custo operacional das usinas e produtores”, afirma.

A tecnologia já é utilizada em cerca de 2 milhões de hectares no Brasil, principalmente em grãos e algodão, e passa a ampliar presença no setor sucroenergético. Para a Zait.ag, a redução no uso de herbicidas impacta diretamente os custos operacionais e contribui para práticas mais sustentáveis. “A tecnologia não depende de calibrações complexas e entrega resultados visíveis logo após a aplicação. Isso facilita a adoção pelas equipes operacionais e acelera o retorno sobre o investimento”, destaca Ferraz.

 





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O segredo no solo que pode elevar sua produtividade



A crescente complexidade dos sistemas produtivos exige respostas mais precisas


A crescente complexidade dos sistemas produtivos exige respostas cada vez mais precisas
A crescente complexidade dos sistemas produtivos exige respostas cada vez mais precisas – Foto: Canva

A utilização de dados biológicos para orientar decisões no campo vem ganhando espaço como estratégia para aumentar a eficiência produtiva, reduzir riscos e fortalecer a rentabilidade das propriedades rurais. Segundo Jacques Dieu, especialista em Agricultura Regenerativa, a análise do microbioma do solo tem se consolidado como uma ferramenta capaz de transformar informações biológicas em indicadores estratégicos para a gestão agrícola.

A crescente complexidade dos sistemas produtivos exige respostas cada vez mais precisas, reduzindo a dependência de decisões baseadas apenas em experiência ou percepção. Nesse cenário, o BeCrop surge como uma solução voltada à interpretação do microbioma do solo, permitindo que produtores e empresas tenham acesso a dados que auxiliam na tomada de decisões ao longo de todo o ciclo produtivo.

Entre os principais benefícios apontados está a previsibilidade de doenças. A tecnologia permite identificar riscos fitossanitários antes mesmo do plantio, avaliando o equilíbrio entre organismos potencialmente prejudiciais e agentes naturais de biocontrole. Com isso, torna-se possível adotar medidas preventivas de forma mais direcionada e eficiente.

Outro aspecto destacado é a otimização do uso de insumos. A análise da capacidade natural do solo de ciclar nutrientes oferece informações que ajudam a ajustar a aplicação de fertilizantes e bioestimulantes, alinhando os investimentos às reais condições do ambiente produtivo e à capacidade de absorção das plantas.

A resiliência climática também aparece como um fator relevante. Solos que apresentam microbiomas mais diversos e equilibrados tendem a responder melhor a situações de estresse hídrico e térmico, contribuindo para a manutenção do potencial produtivo mesmo diante de condições adversas.


 





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Clima acende sinal amarelo para preços da soja



Na semana passada, a oleaginosa encerrou com movimentos alternados


Na semana passada, a oleaginosa encerrou com movimentos alternados
Na semana passada, a oleaginosa encerrou com movimentos alternados – Foto: Pixabay

O mercado da soja apresentou comportamento misto na última semana, em um cenário marcado por ajustes nos grãos, menor volatilidade externa e atenção crescente ao clima nos Estados Unidos. Segundo análise da StoneX, a combinação entre fatores climáticos, demanda por óleo de soja e relações comerciais entre China e Estados Unidos segue no centro das decisões dos agentes do setor.

Na semana passada, a oleaginosa encerrou com movimentos alternados de altas e baixas, refletindo um ambiente de maior cautela. O alívio nas tensões no Oriente Médio contribuiu para reduzir os prêmios de risco no petróleo, o que ajudou a diminuir parte da volatilidade nos mercados agrícolas. A melhora na percepção sobre custos ligados a frete, combustíveis e insumos também favoreceu um ambiente menos pressionado para as commodities.

Nos Estados Unidos, o desenvolvimento da safra continua sendo avaliado como positivo, mas o clima começa a ganhar mais importância na formação dos preços. A expansão de áreas com seca anormal no Meio-Oeste norte-americano ainda não representa um fator dominante, mas pode se tornar mais relevante conforme as lavouras avancem para fases mais sensíveis do ciclo produtivo.

Pelo lado dos fundamentos, o óleo de soja encontrou sustentação na demanda doméstica dos Estados Unidos, especialmente pela força do setor de biocombustíveis. Esse movimento tem mantido as margens de esmagamento em níveis atrativos, o que estimula um ritmo maior de processamento e contribui para dar suporte ao complexo soja.

No comércio internacional, as atenções seguem voltadas para a relação entre China e Estados Unidos. O mercado monitora possíveis novos compromissos de compra, ainda cercados por incertezas. Nesse contexto, o Brasil permanece competitivo, mantendo espaço relevante nas negociações globais da oleaginosa.

 





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Alívio no petróleo derruba o milho na semana



Outro ponto relevante foi a perspectiva de avanços diplomáticos


Outro ponto relevante foi a perspectiva de avanços diplomáticos
Outro ponto relevante foi a perspectiva de avanços diplomáticos – Foto: Nadia Borges

Os preços do milho encerraram a semana em queda, em um ambiente marcado pela combinação entre avanço adequado da safra norte-americana, menor tensão geopolítica e atenção crescente às condições climáticas nas principais regiões produtoras. A avaliação é da StoneX, que aponta que o mercado oscilou ao longo dos últimos dias, mas terminou com viés negativo diante da leitura de oferta e demanda no cenário internacional.

Nos Estados Unidos, o ritmo de plantio segue dentro de um padrão considerado adequado, fator que reduziu a percepção de risco no curto prazo e pressionou as cotações. O bom progresso das lavouras contribuiu para limitar movimentos de alta, especialmente em um momento em que os agentes acompanham a evolução da safra e buscam sinais mais claros sobre o potencial produtivo do ciclo.

Outro ponto relevante foi a perspectiva de avanços diplomáticos no Oriente Médio. As tratativas de paz trouxeram algum alívio ao mercado de petróleo e diminuíram parte das preocupações com custos logísticos e de fertilizantes. Esse movimento também ajudou a reduzir a volatilidade nos grãos, já que energia e insumos seguem como componentes importantes na formação de custos da cadeia agrícola.

Apesar do recuo recente, o clima tende a ganhar mais peso nas próximas semanas. O aumento de áreas com seca anormal no Meio-Oeste norte-americano está no radar do mercado e pode oferecer sustentação aos preços caso o quadro persista. A fase de desenvolvimento das lavouras torna o acompanhamento climático decisivo para a formação de expectativas sobre produtividade.

Na demanda, as atenções continuam voltadas à relação entre China e Estados Unidos. O mercado aguarda maior clareza sobre novos acordos agrícolas, enquanto rumores recentes de compras chinesas de milho podem alterar projeções de exportação e influenciar o ajuste dos estoques. 

 





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Chance de El Niño dispara para os próximos meses



A tendência de domínio do El Niño permanece nas projeções seguintes


A tendência de domínio do El Niño permanece nas projeções seguintes
A tendência de domínio do El Niño permanece nas projeções seguintes – Foto: NOAA

O aquecimento em curso no Pacífico equatorial central e leste elevou a atenção sobre a possível formação de El Niño nos próximos meses, cenário que pode influenciar padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do mundo, incluindo áreas de interesse para o Brasil. Segundo a Organização Meteorológica Mundial, as anomalias de temperatura da superfície do mar avançavam em meados de maio de 2026, indicando um padrão de aquecimento compatível com o desenvolvimento do fenômeno.

As previsões sazonais mais recentes dos Centros Globais de Produção da WMO apontam uma mudança marcada em direção a condições de El Niño. Para o trimestre de junho, julho e agosto de 2026, a probabilidade estimada chega a 80%, enquanto a chance de manutenção de um quadro neutro do ENSO caiu para 20%. A possibilidade de La Niña no mesmo período é indicada como próxima de zero.

O levantamento divulgado pela entidade resume esse quadro ao mostrar ampla predominância da faixa associada ao El Niño, com uma parcela menor para condições neutras e ausência de sinal relevante para La Niña. O ENSO, sigla em inglês para El Niño-Oscilação Sul, é acompanhado de perto porque alterações na temperatura do Pacífico equatorial costumam ter reflexos sobre a circulação atmosférica e podem afetar regimes de precipitação.

A tendência de domínio do El Niño permanece nas projeções seguintes. Para os períodos de julho a setembro, agosto a outubro e setembro a novembro, as condições associadas ao fenômeno continuam previstas como predominantes, com probabilidades próximas ou acima de 90%. Já o cenário neutro se mantém em torno de 10%, de acordo com as estimativas apresentadas.

A retomada de La Niña é considerada improvável no horizonte estendido. Os Serviços Meteorológicos e Hidrológicos Nacionais devem acompanhar a evolução do ENSO nos próximos meses e divulgar novas atualizações conforme houver mudanças no quadro observado e nas projeções sazonais.

 





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