sexta-feira, julho 24, 2026

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Ferramenta revela se produtor pagou caro nos insumos


A Aegro lançou o Compare Preços Premium, um painel de inteligência de preços de insumos agrícolas construído sobre 1,7 milhão de notas fiscais eletrônicas em 28 estados. 

Com atualização diária, o produto permite ao produtor comparar cada compra de insumo contra a distribuição real de preços da sua região: uma referência que, até agora, só o fornecedor tinha quando ligava para fechar o pedido.

O lançamento responde a um problema concreto. Os insumos respondem por 50% a 70% do custo de produção na lavoura de grãos, segundo dados da base Aegro. 

Em uma operação de 5.000 hectares com custo de R$ 5.000 por hectare, são R$ 25 milhões em insumos por safra. Cada 5% de diferença no preço de compra representa R$ 1,25 milhão. 

A única maneira do produtor brasileiro descobrir se fez uma boa negociação seria na conversa com o vizinho na cooperativa, semanas depois de o pedido já estar fechado.

O Compare Preços Premium muda esse jogo: antes da compra o produtor agora pode consultar e fazer melhores negociações.

A ferramenta já está disponível para clientes dos planos Premium do Aegro, e como funcionalidade adicional para os planos Lucratividade e Avançado.

O que o painel entrega

A compra do produtor aparece sobreposta à distribuição real de preços das fazendas da mesma região no mesmo mês: P25, média e P75 de transações registradas em NF-e. Quem está no P75 sabe quanto pagou acima da média, em reais, com produto e data identificados. É o número que faltava para levar à próxima conversa com o fornecedor.

O segundo eixo é temporal. O painel reúne cinco anos de histórico de sazonalidade, mês a mês, por produto e por região. O produtor que sempre comprou quando o representante aparecia passa a saber em qual janela do ano o preço fica abaixo da média histórica. A compra deixa de ser reativa e passa a ter calendário.

O terceiro eixo converte parcelamentos. Um “30/60/90 sem juros” costuma embutir entre 25% e 30% ao ano. O painel torna esse custo explícito antes de o produtor assinar o pedido.

Por que o dado é diferente

A origem do dado é o que diferencia o Compare Preços Premium das alternativas disponíveis. Cada entrada na base é uma transação registrada em nota fiscal eletrônica: não estimativa, não pesquisa de intenção, não preço sugerido por fornecedor. O registro é fiscal, do mesmo tipo que o produtor emite quando vende a produção, agora usado para mostrar o que outras fazendas da região pagaram na compra de insumos.

As alternativas que o produtor usa hoje cobrem outro ângulo. Cotações com fornecedores mostram o preço de quem quer vender. Boletins do CEPEA e da CONAB são referência para o preço de venda da produção, não de compra de insumo. A conversa com o vizinho chega tarde e sem como verificar. O Compare Preços gratuito da Aegro exige garimpo manual nota por nota para qualquer conclusão. Nenhuma dessas fontes entrega, no momento da negociação, o que o mercado de fato pagou.

Para Maurício Schneider, CEO da Aegro, o lançamento marca uma expansão de modelo no negócio: de SaaS, a venda de software de gestão, para DaaS, a entrega de inteligência de dados.

“Terra e clima são variáveis, e dado também é. A diferença é que dado você analisa. O modelo SaaS entregou ferramentas. O DaaS entrega inteligência: o número certo, conectado à sua operação, antes do problema aparecer. Dado não é relatório. É o que transforma resultado no preço de venda, no custo por saca, na hora certa de comprar o insumo. Quem não analisa, pode perder oportunidades de crescimento.”

Mauricio Schneider, CEO da Aegro

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Ibovespa fecha em queda com incertezas envolvendo negociações EUA-Irã


Logotipo Reuters

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO, 1 Jun (Reuters) – O Ibovespa fechou em queda nesta segunda-feira, perdendo o patamar de 172 mil pontos no pior momento, em mais uma sessão de incertezas envolvendo as negociações entre Estados Unidos e Irã.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,91%, a 172.197,46 pontos, chegando a 171.792,82 pontos na mínima. Na máxima do dia, marcou 173.975,31 pontos. O volume financeiro somou R$28,76 bilhões.

A agência de notícias iraniana Tasnim informou que Teerã estava interrompendo as negociações indiretas com Washington após Israel ordenar que as tropas avançassem no Líbano em sua batalha contra o Hezbollah, que é apoiado por Teerã.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou ataques aos subúrbios do sul de Beirute nesta segunda-feira, provocando outra onda de desabrigados em um conflito que já deslocou mais de 1 milhão de pessoas no Líbano.

A TV estatal iraniana também afirmou ser muito provável que o cessar-fogo acordado no início de abril entre o Irã e os EUA termine se os ataques israelenses contra o Hezbollah no Líbano persistirem.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que não havia sido informado sobre a suspensão e reiterou que as negociações com o Irã continuam “em ritmo acelerado”.

Trump também disse que Israel não enviará tropas para Beirute após uma ligação que teve com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Ele também disse que teve uma “ligação muito boa” com o Hezbollah por meio de intermediários.

A embaixada do Líbano em Washington afirmou em comunicado nesta segunda-feira que o Hezbollah aceitou uma proposta dos EUA para uma cessação mútua das hostilidades, que seria estendida a todo o território libanês.

O barril sob o contrato Brent chegou a US$97,79 na máxima do dia, mas fechou em alta de 4,24%, a US$94,98. Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, subiu 0,26%, renovando recorde, enquanto segue apoiado pelo otimismo de investidores em torno de empresas de inteligência artificial.

No Brasil, o Ibovespa manteve no primeiro pregão de junho a dinâmica negativa registrada de meados de abril, quando renovou suas máximas históricas. A correção tem sido determinada principalmente pela saída de capital externo das ações brasileiras. 

“O cenário para as ações brasileiras deteriorou-se claramente nas últimas seis semanas”, afirmaram estrategistas do BTG Pactual, citando que a inflação está limitando a capacidade do Banco Central de reduzir a Selic de forma mais significativa.

Os estrategistas do BTG também citaram que o cenário político ficou mais confuso e chamaram a atenção para o avanço de um projeto de lei que reduz a jornada semanal de trabalho, com potencial para aumentar os custos para as empresas.

No cenário externo, destacaram que as ações do setor de tecnologia se valorizaram globalmente em maio, atraindo a atenção e os fluxos dos investidores.

Ainda assim, a equipe do maior banco de investimentos da América Latina disse que continua a ver as ações brasileiras como relativamente atraentes.

“O Brasil ainda é um dos poucos países com um caminho claro para cortes de juros no curto prazo e é um exportador líquido de petróleo, caso o conflito no Oriente Médio se prolongue”, afirmaram em relatório com as recomendação de ações de junho.

“A tendência de diversificação para fora dos EUA deve continuar e os múltiplos estão agora ainda mais atraentes.”

DESTAQUES

• PETROBRAS subiu 0,88% e PETROBRAS ON avançou 1,31%, endossadas pela alta dos preços do petróleo no exterior. A estatal também anunciou no domingo uma redução de 9,59% no litro do diesel A para as distribuidoras. Nesta segunda-feira, informou um corte de 14,2% no preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para distribuidoras.

• VALE ON recuou 1,35%, acompanhando a fraqueza dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Dalian caiu 0,19%. No setor, CSN ON fechou com declínio de 2,38% e CSN MINERAÇÃO ON encerrou com queda de 2,58%. USIMINAS PNA mostrou acréscimo de 0,09% e GERDAU PN fechou em alta de 1,62%.

• ITAÚ UNIBANCO PN caiu 1,66%, com o setor como um todo com sinal negativo. Investidores continuam analisando potenciais reflexos no setor após os EUA designarem as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais. BRADESCO PN cedeu 1,13%, BANCO DO BRASIL ON perdeu 1,08% e BTG PACTUAL UNIT caiu 1,86%. SANTANDER BRASIL UNIT subiu 0,18%.

• TOTVS ON valorizou-se 4,32%, engatando o terceiro pregão seguido de alta, com analistas do UBS BB avaliando que o movimento da semana passada acompanhou o desempenho robusto global do setor de software. Os analistas avaliaram que um dos principais motores para a performance do setor foi o resultado trimestral da Snowflake. Para o UBS BB, porém, investidores podem precisar de mais evidências relacionadas à IA nos próximos resultados para recuperar a confiança no setor.

• MINERVA ON caiu 5,15%, no segundo pregão seguido de baixa, marcando uma mínima desde janeiro de 2019. No setor de proteínas, MBRF ON recuou 1,12% e JBS, que tem as ações listadas nos EUA, perdeu 2,97%.

(Por Paula Arend Laier; edição Alberto Alerigi Jr.)





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Exportações para a China crescem 9,5% em maio


As exportações brasileiras para a Argentina somaram US$ 1,33 bilhão em maio de 2026, queda de 21,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. As importações avançaram 2,8%, alcançando US$ 1,19 bilhão. Com isso, a balança comercial com o país vizinho registrou superávit de US$ 130 milhões, enquanto a corrente de comércio recuou 11,8%, totalizando US$ 2,52 bilhões. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (3) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

No acumulado de janeiro a maio de 2026, as vendas brasileiras para a Argentina caíram 19,6%, para US$ 6,03 bilhões. As importações cresceram 0,9%, chegando a US$ 5,12 bilhões. O saldo comercial permaneceu positivo em US$ 910 milhões, mas a corrente de comércio diminuiu 11,3%, para US$ 11,14 bilhões.

Já a China manteve a posição de principal parceiro comercial do Brasil. Em maio, as exportações para o mercado chinês cresceram 9,5%, somando US$ 10,50 bilhões. As importações aumentaram 24,2%, para US$ 6,80 bilhões. O superávit comercial com a China ficou em US$ 3,70 bilhões, e a corrente de comércio avançou 14,8%, atingindo US$ 17,30 bilhões.

No acumulado de janeiro a maio, as exportações para a China cresceram 21,8%, alcançando US$ 46,26 bilhões. As importações avançaram 4,1%, para US$ 30,76 bilhões. O saldo positivo da balança comercial chegou a US$ 15,50 bilhões, enquanto a corrente de comércio somou US$ 77,02 bilhões, alta de 14,1% na comparação anual.

As vendas brasileiras para os Estados Unidos recuaram 14% em maio, totalizando US$ 3,09 bilhões. As importações caíram 11%, para US$ 3,21 bilhões. Com isso, a balança comercial com os norte-americanos apresentou déficit de US$ 120 milhões, e a corrente de comércio diminuiu 12,5%, para US$ 6,30 bilhões.

Entre janeiro e maio de 2026, as exportações para os Estados Unidos caíram 16%, somando US$ 14,01 bilhões. As importações recuaram 12,6%, para US$ 15,48 bilhões. O déficit acumulado atingiu US$ 1,47 bilhão, enquanto a corrente de comércio ficou em US$ 29,49 bilhões, queda de 14,3% frente ao mesmo período do ano anterior.

As exportações para a União Europeia cresceram 8,8% em maio, alcançando US$ 4,91 bilhões. As importações recuaram 6,9%, para US$ 4,01 bilhões. O resultado foi um superávit de US$ 900 milhões, e a corrente de comércio com o bloco aumentou 1,2%, totalizando US$ 8,92 bilhões.

No acumulado de janeiro a maio, as vendas para a União Europeia avançaram 6,7%, chegando a US$ 21,81 bilhões. As importações caíram 3,4%, para US$ 19,55 bilhões. O saldo positivo da balança comercial atingiu US$ 2,26 bilhões, e a corrente de comércio somou US$ 41,37 bilhões, alta de 1,7% na comparação anual.





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Colheita de citros avança, mas vendas seguem lentas


A colheita das variedades precoces de citros avança no Rio Grande do Sul, mas a comercialização segue abaixo do esperado e preocupa os produtores. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (3) pela Emater/RS-Ascar, que aponta um cenário de mercado com preços pressionados em diversas regiões produtoras do Estado.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar em Caxias do Sul, os pomares de Veranópolis e Cotiporã apresentam bom estado geral. Os produtores realizaram tratamentos fitossanitários para controle de pragas, como cochonilhas, além de adubações em cobertura. As plantas utilizadas para cobertura do solo, especialmente aveia e azevém, seguem em desenvolvimento. Apesar do avanço da colheita das variedades precoces, a comercialização é considerada baixa, fator que pode ampliar a pressão sobre os preços pagos aos citricultores. As bergamotas Caí e Ponkan estão sendo comercializadas a R$ 40,00 por caixa de 25 quilos. Entre as laranjas, as variedades precoces avançam para a fase de maturação. A laranja Bahia, a laranja do Céu e a variedade Rubi, destinada à produção de suco, já estão em colheita, mas enfrentam ritmo reduzido de vendas. Os preços pagos aos produtores são de R$ 1,25 por quilo para a laranja Bahia e a destinada ao suco, enquanto a laranja do Céu é comercializada a R$ 2,00 por quilo. Na Ceasa Serra, a laranja Bahia é vendida a R$ 3,39 por quilo, com tendência de queda nas últimas semanas. A bergamota Caí também registrou recuo, passando de R$ 2,55 para R$ 2,22 por quilo.

Na região de Erechim, a Emater/RS-Ascar informa que os preços seguem baixos para os produtores, girando em torno de R$ 0,60 por quilo.

Na região de Lajeado, o município de Arvorezinha, um dos principais polos produtores de laranja, registra valores diferenciados para a variedade Valência conforme o destino da produção. A laranja Bahia também está sendo comercializada no município. Em Montenegro, a colheita das bergamotas Caí e Ponkan está em andamento. Segundo a Emater/RS-Ascar, no início da safra parte dos frutos ainda apresentava coloração esverdeada, o que reduziu o volume comercializado e os preços pagos pelas caixas. As primeiras cargas foram negociadas por valores superiores aos atuais. A expectativa é de que a produtividade fique dentro da média considerada normal para a safra deste ano.

Em São José do Sul, a colheita da bergamota Caí atingiu 50% da área, mesmo percentual registrado para a Ponkan. Os produtores que dispõem de câmaras frias optam por armazenar parte da produção à espera de melhores preços. A colheita da laranja do Céu Gaúcha foi concluída. Em Maratá, a comercialização da bergamota Caí apresenta diferenças de preço de acordo com o destino da fruta, com valores menores para a indústria de suco e maiores para o mercado de consumo in natura. A laranja do Céu Gaúcha segue sendo destinada ao processamento industrial.

Em Tupandi, a suspensão temporária do recebimento de cargas pelas indústrias de suco preocupa os produtores locais. Conforme a Emater/RS-Ascar, quando as unidades retomarem as compras, a expectativa é de que o valor fique próximo de R$ 10,00 por caixa de 25 quilos, considerado baixo pelos agricultores. As variedades Seleta e Bahia são comercializadas a R$ 35,00 por caixa de 25 quilos, mas o fluxo de vendas permanece reduzido. Já a produção de limão está sendo direcionada para a indústria de suco.





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RS investe R$ 44 milhões na cadeia do vinho


Celebrado neste sábado (7), o Dia Estadual do Vinho reforça a relevância da cadeia vitivinícola para a economia do Rio Grande do Sul. Líder nacional na produção de uvas, vinhos e espumantes, o Estado concentra milhares de famílias envolvidas na atividade e segue ampliando investimentos voltados ao fortalecimento e à qualificação do setor.

Entre as iniciativas de incentivo à vitivinicultura está a aplicação de recursos do Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado (Fundovitis). A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação destinou R$ 44,3 milhões para ações de fortalecimento da cadeia produtiva desde 2023. Desse total, R$ 34,9 milhões já foram pagos.

Os recursos são administrados pelo Conselho de Desenvolvimento da Vitivinicultura, responsável pela execução de um plano de trabalho voltado à ampliação da competitividade, à modernização dos processos produtivos e à promoção dos vinhos gaúchos nos mercados nacional e internacional.

O Fundovitis financia projetos relacionados à capacitação técnica, pesquisa, inovação tecnológica, assistência técnica, extensão rural e promoção comercial. Entre as ações contempladas estão a participação em feiras e eventos nacionais e internacionais, a criação do Espaço da Uva e do Vinho na Expointer, o desenvolvimento de aplicativos para divulgação dos produtos vitivinícolas brasileiros, plataformas de seguros para a atividade e investimentos no Laboratório de Referência Enológica (Laren), em Caxias do Sul, vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação.

As perspectivas para a próxima safra são consideradas favoráveis. O inverno de 2025 registrou acúmulo de horas de frio acima da média em importantes regiões produtoras, condição que beneficiou o desenvolvimento das videiras. Além disso, a ausência de geadas tardias contribuiu para uma brotação vigorosa e para a formação de um número elevado de gemas frutíferas, criando expectativa positiva para a produção de 2026.

Além de seu papel cultural e gastronômico, o vinho mantém importância estratégica para a economia gaúcha. No Dia Estadual do Vinho, os indicadores do setor demonstram a continuidade dos investimentos e do crescimento da cadeia produtiva, que busca consolidar ainda mais a posição do Rio Grande do Sul como principal referência brasileira na produção de vinhos e espumantes.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que a safra gaúcha de uvas alcançou 957 mil toneladas em 2025, crescimento de 36% em relação às 703 mil toneladas registradas em 2024. O Valor Bruto da Produção atingiu R$ 2,29 bilhões, configurando um dos melhores resultados da última década na Região Sul. Para 2026, a expectativa é de manutenção dos elevados volumes produtivos, com estimativa próxima de 905 mil toneladas da fruta.

A maior parte da produção gaúcha é destinada ao processamento industrial. Cerca de 92% das uvas colhidas são utilizadas na fabricação de vinhos, espumantes, sucos e outros derivados, enquanto o restante é direcionado ao consumo in natura. Municípios como Flores da Cunha e Bento Gonçalves seguem entre os principais polos produtores voltados à industrialização da fruta.





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Produção de amendoim deve bater recorde no Brasil


A chegada de junho marca o início das tradicionais festas juninas em todo o país e reforça a presença de um dos ingredientes mais associados a esse período: o amendoim. O destaque para a cultura foi apresentado no Boletim Conjuntural divulgado na quarta-feira (3) pelo Departamento de Economia Rural, vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.

Além da importância gastronômica, o amendoim chama a atenção por uma característica incomum entre as principais culturas agrícolas. Embora as flores se desenvolvam acima do solo, os frutos são formados abaixo da superfície. Após a fecundação, uma estrutura da planta cresce em direção ao solo, onde ocorre o desenvolvimento das vagens.

O boletim destaca que, até a década de 1970, grande parte da produção brasileira era destinada à fabricação de óleo vegetal para consumo doméstico. Com o avanço da cultura da soja e sua maior competitividade econômica, o amendoim perdeu espaço nesse segmento industrial, enquanto o óleo de soja passou a predominar no mercado nacional.

A partir dessa transformação, a cultura encontrou novos mercados. Atualmente, a maior parte da produção é direcionada à indústria de doces e confeitos, além do consumo direto. Durante as festas juninas, o produto ganha ainda mais relevância por estar presente em alimentos tradicionais como paçoca, pé-de-moleque, amendoim caramelizado e diversas sobremesas típicas, além de ser consumido torrado ou in natura.

Segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento, a produção brasileira de amendoim na safra 2025/26 deverá alcançar 1,20 milhão de toneladas. Caso a projeção se confirme, o volume representará um novo recorde nacional, superando a marca registrada na safra anterior. O estado de São Paulo permanece como principal produtor do país, concentrando cerca de 80% da produção nacional. Na sequência aparece o Mato Grosso do Sul, com estimativa de 184,1 mil toneladas, o equivalente a aproximadamente 15% do total brasileiro.

No Paraná, a expectativa é de uma produção de 5,6 mil toneladas na safra atual, volume que representa cerca de 0,5% da produção nacional. Conforme o levantamento do Departamento de Economia Rural, a colheita já foi concluída na região de Paranavaí, principal polo produtor do estado, restando apenas áreas na região de Umuarama. Paranavaí responde por pouco mais de 50% da produção paranaense de amendoim, enquanto Umuarama participa com quase 23% do volume estadual.





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geadas afetam parte das lavouras de milho silagem



Colheita de milho para silagem supera 98% no RS



Foto: Pexels – Pixabay

A colheita de milho destinado à produção de silagem está praticamente concluída no Rio Grande do Sul, alcançando mais de 98% da área cultivada. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (3) pela Emater/RS-Ascar. Segundo o levantamento, as condições meteorológicas favoreceram o avanço das operações, embora precipitações ocasionais tenham interrompido temporariamente os trabalhos em algumas regiões e retardado a conclusão da atividade.

O boletim também aponta que as geadas registradas em maio provocaram danos localizados em parte das lavouras ainda não colhidas. Os efeitos foram observados principalmente por meio da queima das folhas e da redução pontual da qualidade da forragem destinada à ensilagem.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar, as áreas semeadas em fevereiro seguem sendo colhidas para a produção de silagem utilizada na alimentação de rebanhos de corte e de leite. Parte dos produtores também tem direcionado a produção para comercialização, impulsionada pela demanda por volumoso durante os períodos de vazio forrageiro do outono e da primavera. Dos 6.935 hectares cultivados na região, cerca de 2% ainda aguardam colheita.

Na região de Ijuí, os trabalhos de corte e ensilagem chegaram a ser interrompidos temporariamente devido às condições climáticas. Conforme o levantamento da Emater/RS-Ascar, parte das lavouras remanescentes registrou danos provocados pelas geadas observadas na semana anterior. Apesar disso, os impactos não comprometeram de forma significativa a qualidade bromatológica da forragem produzida.





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Preço do leite sobe 11% ao produtor no Paraná



Clima impulsiona valorização do leite no Paraná



Foto: Divulgação

O preço do leite pago ao produtor paranaense registrou alta em maio, segundo o Boletim Conjuntural divulgado na quarta-feira (3) pelo Departamento de Economia Rural, vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento. Na média do mês, os produtores receberam R$ 2,64 por litro entregue à indústria, valor 11,4% superior aos R$ 2,37 registrados em abril.

De acordo com o levantamento do Departamento de Economia Rural, a valorização também reduziu a diferença em relação ao mesmo período de 2025, quando o litro foi comercializado, em média, por R$ 2,86. O movimento representa um alívio para os pecuaristas, que enfrentaram um ano de margens reduzidas. Apesar da recuperação, o boletim alerta que a alta pode estar relacionada a fatores climáticos e não necessariamente indicar uma manutenção dos preços em níveis mais favoráveis no longo prazo.

O avanço das cotações no campo também começou a ser refletido no varejo. Segundo o levantamento da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, o leite longa vida é comercializado no Paraná por um preço médio de R$ 5,35 por litro, repassando parte do aumento registrado na remuneração dos produtores.

A análise do Departamento de Economia Rural aponta ainda que o mercado pode continuar registrando reajustes nos próximos meses. A expectativa é de que os preços permaneçam em trajetória de alta até que a captação de leite volte a apresentar maior estabilidade.





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Projeções indicam pressão sobre custos do agro


O avanço das tensões geopolíticas no Oriente Médio passou a influenciar de forma mais intensa as projeções para energia, custos agropecuários e inflação de alimentos no Brasil. Segundo análise do Rabobank, os cenários para o Índice de Commodities do Banco Central, o IC-Br Energia e Agropecuário, o IPA-M agropecuário e a inflação de Alimentação no domicílio foram condicionados às estimativas de energia, insumos e commodities elaboradas pelas áreas de pesquisa do banco, considerando o conflito e o fechamento do Estreito de Ormuz.

A principal mudança aparece no mercado de energia. O conflito elevou os prêmios de risco em petróleo e gás e impulsionou rapidamente o IC-Br Energia no início de 2026. Com o Brent em torno de US$ 107 por barril no segundo trimestre de 2026, a projeção é de nova alta do índice ao longo do ano, em um cenário no qual o Estreito de Ormuz deve permanecer fechado durante todo o verão do hemisfério norte. A reabertura considerada mais provável ocorreria em setembro, seguida de normalização gradual em 2027.

O movimento já aparece nos números do IC-Br Energia. O índice saiu de queda de 22,9% em janeiro, na comparação anual, para alta de 7,1% em março, refletindo a disparada de petróleo e gás após o fechamento da rota. Para o fim de 2026, a estimativa é de crescimento de 41,6% na comparação anual. Em 2027, com a normalização esperada após a reabertura do Estreito, a projeção indica queda de 7,4% no fim do ano.

A pressão também se espalha pelos custos de produção agropecuária. Energia, frete e fertilizantes tendem a ficar mais caros, em um ambiente de maior risco geopolítico e petróleo em alta. Com isso, a análise antecipa reversão do IPA-M Agrícola, com avanço de 1,7% em 2026 e de 1,6% em 2027.

Na alimentação no domicílio, os impactos devem variar conforme o tipo de produto. Itens in natura tendem a apresentar maior volatilidade e sensibilidade a choques de custo. Já semi-elaborados e industrializados devem ter repasse mais gradual, amortecido por estoques, contratos e maior diversificação de custos. Esse comportamento indica efeitos diferenciados sobre o índice cheio nos próximos trimestres.

 





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Parasita acende alerta na pecuária dos EUA



A detecção ocorre em fase sensível para frigoríficos e produtores


A detecção ocorre em fase sensível para frigoríficos e produtores
A detecção ocorre em fase sensível para frigoríficos e produtores – Foto: Bing

A confirmação de um caso de verme-da-bicheira-do-novo-mundo nos Estados Unidos colocou a pecuária em alerta em um momento de oferta restrita e preços elevados da carne bovina. A ocorrência, a primeira em quase uma década no país, surge quando o rebanho americano está no menor nível em 75 anos.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos informou que o parasita foi detectado em um bezerro de três semanas no condado de Zavala, no sul do Texas. As larvas estavam na região do umbigo. A doença é causada pela mosca Cochliomyia hominivorax e é considerada uma das mais prejudiciais à pecuária, por poder matar bovinos em poucos dias.

Segundo o USDA, este é o único caso monitorado até agora. A agência adotou quarentenas, controle de movimentação de animais e vigilância em um raio de 20 quilômetros do foco. Também acelerou a liberação de moscas estéreis para impedir a reprodução do parasita.

A detecção ocorre em fase sensível para frigoríficos e produtores. A escassez de animais já vinha elevando custos e pressionando margens, enquanto os preços ao consumidor atingiam recordes. A situação foi agravada pelo avanço da praga no México, que levou os Estados Unidos a suspenderem importações de gado vivo mexicano.

O mercado reagiu aos relatos sobre o caso. As ações da Tyson Foods recuaram 4,2%, e os papéis da JBS NV fecharam no menor valor desde o início de suas negociações nos Estados Unidos. Já empresas de tratamentos veterinários tiveram valorização.

A Federação de Exportação de Carne dos EUA informou que não espera interrupções nas vendas externas. O último registro da praga no país ocorreu em 2016, entre cervos nas ilhas Florida Keys, e foi erradicado no início de 2017.

 





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