terça-feira, junho 2, 2026

Política & Agro

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Estiagem piora safra de milho no Paraná



Clima impacta produção de milho no estado



Foto: Pixabay

O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), informou em boletim divulgado na quinta-feira (9) que a irregularidade das chuvas tem afetado as lavouras de milho da segunda safra 2025/26 no Paraná. Segundo o órgão, houve nova piora nas condições das plantações ao longo da última semana.

De acordo com o levantamento, a proporção de áreas em boas condições caiu de 91% para 85% dos 2,8 milhões de hectares previstos para o ciclo. “A falta de chuvas regulares no estado vem impactando, semana a semana, as condições das lavouras da segunda safra de milho 2025/26”, aponta o boletim.

O cenário de estiagem levou 16 municípios paranaenses a decretarem situação de emergência. Nessas localidades, foram cultivados 208 mil hectares de milho na segunda safra de 2024, e a expectativa é de área semelhante neste ciclo.

Ainda conforme o Deral, outras regiões do estado também enfrentam irregularidade nas precipitações, o que pode comprometer o desempenho da safra. “Podemos conjecturar que esta safra possivelmente não será cheia e que haverá alguma redução na produção final”, informa o documento.

Apesar do quadro, o órgão destaca que ainda não é possível consolidar estimativas de produção. “Ainda é muito cedo para realizar estimativas concretas, pois um retorno das chuvas pode trazer uma recuperação relevante para as lavouras”, conclui o boletim.





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Grãos disparam com tensão global e petróleo em alta



A soja apresenta comportamento mais estável


A soja apresenta comportamento mais estável
A soja apresenta comportamento mais estável – Foto: Abiove

O mercado de grãos inicia a semana com sinais de maior volatilidade, influenciado por fatores geopolíticos e climáticos que alteram as expectativas de oferta e demanda no cenário internacional. Segundo a TF Agroeconômica, o fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã e o anúncio de bloqueio naval no Estreito de Ormuz elevaram os riscos para o fornecimento global de energia.

O impacto foi imediato no petróleo, que subiu entre 7% e 8%, com o WTI próximo de US$ 105 e o Brent acima de US$ 102 por barril, trazendo reflexos diretos para as commodities agrícolas. No trigo, os contratos em Chicago registraram alta, com o vencimento maio/26 a US$ 583,50 por bushel. O cenário combina o retorno do prêmio geopolítico com preocupações climáticas nas Grandes Planícies dos Estados Unidos, onde a previsão de chuvas pode não ser suficiente para reverter o déficit hídrico das lavouras de inverno.

A soja apresenta comportamento mais estável, com leve recuo nos preços. O contrato maio/26 opera a US$ 1.174,75 por bushel, pressionado pela expectativa de chuvas no Meio-Oeste, que podem favorecer a próxima safra. Ainda assim, a alta do petróleo sustentou o óleo de soja, limitando perdas mais expressivas no complexo, enquanto o farelo recuou após ganhos recentes.

No milho, os preços iniciam a semana em recuperação na Bolsa de Chicago, com o contrato maio/26 a US$ 444,75 por bushel. O movimento ocorre após quatro semanas consecutivas de queda e é impulsionado tanto pela valorização do petróleo quanto pela entrada de compradores no mercado. Apesar disso, os elevados estoques nos Estados Unidos seguem como fator de pressão, e a previsão de chuvas no Meio-Oeste pode restringir avanços adicionais.

 





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O que mudou no agro após sete semanas de tensão



Além dos fertilizantes, a cadeia de defensivos também registra elevação de custos


Além dos fertilizantes, a cadeia de defensivos também registra elevação de custos
Além dos fertilizantes, a cadeia de defensivos também registra elevação de custos – Foto: Pixabay

A escalada de tensões geopolíticas e as restrições comerciais internacionais vêm ampliando as incertezas no mercado global de insumos agrícolas. Segundo Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, o cenário segue indefinido após sete semanas de conflitos envolvendo Estados Unidos e Irã, com informações desencontradas entre as partes e impactos diretos na previsibilidade para o Brasil.

Paralelamente, a China tem reforçado sua postura protecionista ao praticamente interromper as exportações de fertilizantes e, mais recentemente, de ácido sulfúrico. A medida pressiona especialmente o segmento de fosfatados, considerado atualmente um dos principais pontos de atenção. A avaliação é de que o fósforo se tornou um problema relevante, com potencial de impacto superior ao observado em 2022.

Além dos fertilizantes, a cadeia de defensivos também registra elevação de custos. Os preços dos princípios ativos na China avançaram, refletindo o aumento das matérias-primas utilizadas na fabricação desses produtos, o que se traduz em encarecimento para o produtor rural.

O cenário é agravado por uma sequência de pressões sobre o custo de produção. Embora o câmbio próximo de 5 reais por dólar, em alguns momentos, contribua para amenizar decisões de compra, a relação de troca segue deteriorada. Isso ocorre porque commodities como soja e milho também enfrentam desvalorização, limitando o poder de compra do produtor. Na prática, o alívio cambial não compensa as perdas observadas nos preços agrícolas, mantendo o ambiente desafiador e sem sinal claro de melhora no curto prazo.

 





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Agrosolidário fortalece atendimento social da LBV em Cuiabá


A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), por meio do programa Agrosolidário, atende diversas instituições sociais com a doação de bebida de soja, contribuindo para a segurança alimentar de pessoas em situação de vulnerabilidade. Entre as entidades beneficiadas está o Centro Comunitário de Assistência Social da Legião da Boa Vontade (LBV), em Cuiabá, que há mais de 45 anos desenvolve ações voltadas ao atendimento e ao fortalecimento de famílias em vulnerabilidade social no estado.

 

Por meio dos serviços Criança: Futuro no Presente e Vida Plena, a instituição presta assistência a cerca de 100 idosos e 145 crianças e adolescentes, com idades entre 6 e 14 anos. O trabalho é desenvolvido com foco no fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, com abordagem socioeducativa, além da oferta de quatro refeições diárias aos atendidos, contribuindo para o bem-estar e o desenvolvimento dos participantes.

 

O gestor administrativo social da LBV, Junio Alcantara, destaca que o serviço prestado aos atendidos no centro comunitário é fundamental para o desenvolvimento e acolhimento de crianças e idosos, oferecendo suporte e preparação para que possam conviver de forma mais integrada na sociedade.

 

“As atividades vêm por meio de propostas socioeducativas em oficinas de arte, cultura, corpo e movimento, nas quais são trabalhados aspectos culturais, artísticos e esportivos. Todas essas ações estão alinhadas ao propósito da LBV de promover o fortalecimento de vínculos entre os usuários atendidos”, explica ele.

 

Junio Alcantara conta ainda que uma das maiores vulnerabilidades enfrentadas pelos atendidos é a alimentar. Por isso, o centro mantém o atendimento de forma ininterrupta, mesmo durante o período de férias. “Essa família necessita desse apoio, desse alimento. E muitas vezes o alimento que ele recebe aqui, é a única alimentação do dia dele. Por isso que a LBV tem esse zelo e esse cuidado com os nossos atendidos”, complementa o gestor administrativo social da LBV.

 

Sobre a parceria com a Aprosoja Mato Grosso, por meio do Agrosolidário, Junio Alcantara conta que, há aproximadamente oito anos, a instituição recebe a bebida de soja, o que é fundamental para o atendimento realizado, especialmente por se tratar de uma entidade filantrópica sem fins lucrativos.

 

“É tão importante essa ação da Aprosoja MT, acolhendo e oferecendo esse alimento que tanto ajuda as instituições que trabalham com esse público em situação de vulnerabilidade social. Então, é um reforço a mais, que vem para agregar à alimentação que é oferecida às nossas crianças e aos nossos idosos”, finaliza Junio.

 

A educadora social da LBV, Caroline da Silva Sales, conta que, por meio do esporte e das atividades socioeducativas, os atendidos conseguem trabalhar em conjunto e fortalecer vínculos. “Esses jovens e essas crianças não estão nas ruas, estão aqui sendo alimentadas, aprendendo com diversas atividades. Temos alguns casos de atendidos que já saíram e voltaram para a LBV e relataram a importância que o centro comunitário tem na vida delas”, ressalta a educadora social.

 

A parceria entre a Aprosoja Mato Grosso e a LBV, por meio do programa Agrosolidário, reforça o compromisso do setor produtivo com iniciativas que geram impacto social positivo. A doação da bebida de soja contribui diretamente para a alimentação e o cuidado oferecido aos atendidos do centro comunitário, fortalecendo ações que promovem dignidade, desenvolvimento e qualidade de vida para crianças, adolescentes e idosos em situação de vulnerabilidade.





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Falta de documentos já barra crédito no campo



Na prática, a falta de documentação adequada pode comprometer prazos


Na prática, a falta de documentação adequada pode comprometer prazos
Na prática, a falta de documentação adequada pode comprometer prazos – Foto: Pixabay

O processo de concessão de crédito rural passa por mudanças relevantes, com impacto direto na forma como produtores acessam financiamento. O foco, que antes se concentrava em indicadores produtivos e financeiros, agora avança sobre aspectos documentais e ambientais, alterando critérios de análise em toda a cadeia.

Segundo Sergio Cardoso, diretor de operações na Itaobi Representações, com base em conteúdo apresentado no canal Pampa Gaúcho, esse movimento já é perceptível no dia a dia do setor. A exigência por regularidade em documentos como CAR, matrícula e licenças ambientais deixou de ser um ajuste possível ao longo do processo e passou a funcionar como critério decisivo para aprovação de crédito.

O tema foi discutido em conversa com a engenheira agrônoma Mônia Schluter, da Agroplan, que destacou mudanças na liberação de crédito rural e o aumento do peso da situação ambiental das propriedades. A análise aponta que os principais gargalos estão justamente na organização prévia dessas informações, etapa que muitos produtores ainda tratam como secundária.

Na prática, a falta de documentação adequada pode comprometer prazos, reduzir poder de negociação e até inviabilizar operações. A recomendação é que as pendências sejam resolvidas antes da busca por financiamento, evitando entraves no momento da análise bancária.

Esse novo cenário já produz efeitos em toda a cadeia produtiva, alcançando não apenas o produtor, mas também empresas ligadas à indústria e à comercialização. A tendência é de que a exigência por conformidade documental se torne cada vez mais central nas decisões de crédito.

 





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Colheita de arroz deve seguir até o fim de abril


O Emater/RS-Ascar informou, em boletim divulgado na quinta-feira (9), que a colheita do arroz no Rio Grande do Sul alcança cerca de 70% da área cultivada. Segundo o levantamento, “as operações de colheita foram intensificadas e abrangem aproximadamente 70% da área cultivada”, favorecidas por condições climáticas com períodos de tempo firme intercalados com chuvas de baixa intensidade.

De acordo com o informativo, as lavouras avançam para a fase final do ciclo, com áreas remanescentes em maturação e uma pequena parcela ainda em enchimento de grãos. “A colheita se estenderá até próximo ao final do mês de abril”, aponta o relatório. A área cultivada no estado soma 891.908 hectares, conforme dados do IRGA, com produtividade projetada em 8.744 kg por hectare.

O boletim destaca que, de modo geral, os resultados refletem condições favoráveis ao longo do ciclo, como radiação solar e manejo hídrico adequados. Ainda assim, foram registradas variações relacionadas à logística de recebimento e à qualidade final do produto, especialmente quanto à presença de impurezas e ao rendimento industrial.

Na região de Bagé, a colheita avançou mesmo com chuvas isoladas. Em Alegrete, 75% da área já foi colhida, enquanto Uruguaiana registra 70%. Em São Borja, o índice chega a 45%, com produtividade em torno de 9.000 kg por hectare. Em São Gabriel, cerca de 70% da área foi colhida. Já em Dom Pedrito, o excesso de umidade em março provocou atraso relativo e colheita com maior teor de umidade, além de aumento de impurezas.

Na região de Pelotas, a colheita atinge 64% da área, com lavouras remanescentes majoritariamente maduras. Em Santa Maria, os trabalhos superam 60% da área, com produtividades acima de 8.000 kg por hectare e picos de 9.000 kg. Em Santa Rosa, a colheita foi concluída em Garruchos, com rendimento médio próximo de 9.000 kg por hectare. Na região de Soledade, os cultivos seguem com desempenho produtivo consistente, com parte das áreas ainda em diferentes estágios de desenvolvimento.





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Wine South America 2026 deve movimentar negócios do setor vitivinícola no Brasil


Em contagem regressiva: falta um mês para a Wine South America 2026, que acontece de 12 a 14 de maio, em Bento Gonçalves (RS), na Serra Gaúcha, maior polo produtor de vinhos do Brasil. Consolidada como uma plataforma de negócios do setor vitivinícola na América Latina, a feira reunirá mais de 400 marcas nacionais e internacionais, com rótulos de mais de 20 países.

Ao longo de três dias, o evento deve concentrar milhares de conexões comerciais e reforçar seu papel como hub de negócios do vinho, reunindo produtores, compradores e especialistas em um ambiente voltado à geração de oportunidades e à troca de conhecimento. Tudo isso em um destino enoturístico que permite que compradores visitem in loco vinícolas e produtores, ampliando conexões e facilitando a geração de negócios.

A presença internacional cresce nesta edição, com países como Itália, Portugal, França, Espanha, Chile e Argentina, além de estreias como Nova Zelândia e Alemanha, ampliando a diversidade de origens e reforçando o interesse global pelo mercado brasileiro. Ao mesmo tempo, a feira evidencia a evolução da vitivinicultura nacional, reunindo vinícolas de diferentes regiões do país: além da Serra Gaúcha, ganham espaço novos terroirs como Santa Catarina, Bahia, Goiás, Espírito Santo e Pernambuco, refletindo a expansão e a diversidade do vinho brasileiro.

O credenciamento para a WSA 2026 está disponível no site da feira, bem como a programação completa.

Wine South America 2026 em números

+ de 400 marcas nacionais e internacionais,

+ de 20 países participantes,

+ de 5.000 rótulos de vinhos e espumantes,

+ de 2.000 reuniões de negócios.





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Por que o preço do milho caiu?


O mercado brasileiro de milho atravessa um período de estabilidade relativa, com as cotações oscilando próximas de R$ 69,00 por saca de 60 kg ao longo de quase todo o mês de abril de 2026. Apesar da aparente constância, pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), vinculado à Esalq/USP, identificaram pequenas retrações nos preços internos nos últimos dias, resultado de uma combinação de fatores que afeta tanto o lado da oferta quanto o da demanda.

Do lado dos compradores, a postura dominante foi de prudência. Muitos agentes se mantiveram à margem das negociações, declarando dispor de estoques suficientes para o curto prazo e preferindo aguardar até que as cotações apresentem recuos mais relevantes antes de retomar as compras. Essa expectativa de queda adicional reduziu o volume de negócios e contribuiu para o enfraquecimento da demanda no período, segundo dados divulgados pelo Cepea.

Vendedores, atentos à demanda enfraquecida, chegaram a reduzir os valores ofertados em alguns momentos — sinal claro de que o poder de barganha se deslocou para o lado dos compradores.

Já os vendedores, pressionados pela menor liquidez do mercado, adotaram uma postura mais ativa nas negociações. Conforme dados do Cepea, houve momentos em que esses agentes reduziram os valores ofertados na tentativa de fechar negócios, refletindo a assimetria de forças vigente. A disposição para ceder nas cotações indica que, ao menos no curto prazo, os vendedores preferem garantir o escoamento do produto a esperar por uma eventual recuperação dos preços.

Entre os fatores estruturais que explicam esse movimento, o Cepea aponta em primeiro lugar a queda do câmbio, que diminuiu a paridade de exportação do cereal. Com um real mais valorizado frente ao dólar, o milho brasileiro perde competitividade no mercado externo, o que redireciona parte da oferta para o mercado doméstico e, consequentemente, aumenta a pressão baixista sobre os preços internos.

A isso se somam o avanço da colheita da safra verão e o retorno das chuvas nas principais regiões produtoras de segunda safra. A normalização hídrica favorece o desenvolvimento das lavouras e melhora as perspectivas de produção para os próximos meses. Para os agentes de mercado, esse cenário reforça a expectativa de oferta mais abundante à frente, o que justifica a cautela nas compras e a relutância em pagar prêmios sobre os preços atuais.

 





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Feijão 2ª safra avança com bom desenvolvimento


A colheita do feijão da primeira safra está praticamente concluída no Rio Grande do Sul, alcançando 97% da área cultivada, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (9). As áreas restantes concentram-se em regiões de maior altitude, onde o plantio ocorreu de forma mais tardia.

De acordo com o levantamento, nessas localidades o desempenho produtivo foi impactado por condições climáticas menos favoráveis registradas entre janeiro e fevereiro, período que coincidiu com a fase reprodutiva da cultura. Nas demais regiões, onde o plantio foi realizado mais cedo, as lavouras mantiveram o potencial produtivo inicialmente esperado. A projeção indica uma área de 23.029 hectares, com produtividade média estimada em 1.781 kg/ha.

Na região administrativa de Caxias do Sul, nos Campos de Cima da Serra, a colheita atinge 70% da área e deve ser finalizada na primeira quinzena de abril. Nessa área, a produtividade média está em torno de 1.200 kg/ha, abaixo da expectativa inicial de 2.400 kg/ha.

Em relação à segunda safra, o avanço da cultura ocorre dentro do esperado, com 13% da área colhida e 18% em fase de maturação. A maior parte das lavouras encontra-se em estádios reprodutivos, enquanto áreas mais tardias ainda estão em desenvolvimento vegetativo. As condições de umidade do solo, mesmo com chuvas irregulares, têm sustentado o desenvolvimento das plantas e favorecido a formação de vagens e o enchimento de grãos.

O informativo aponta que o estado fitossanitário das lavouras é considerado adequado, com aplicações em andamento para o controle de pragas e doenças. Na região de Ijuí, as lavouras apresentam bom desenvolvimento e baixa incidência de problemas fitossanitários, enquanto em Santa Maria cerca de 25% da área já foi colhida, com rendimentos próximos às estimativas iniciais.

Na região de Soledade, o desempenho das lavouras é sustentado pela combinação de temperaturas elevadas e disponibilidade hídrica no solo, com a maior parte das áreas concentrada nas fases de florescimento e enchimento de grãos.





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Agro paulista registrou superávit de US$ 4,49 bilhões no 1º trimestre


O agronegócio paulista registrou superávit de US$ 4,49 bilhões no primeiro trimestre de 2026, segundo dados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O resultado foi impulsionado por exportações de US$ 6,03 bilhões, frente a importações de US$ 1,54 bilhão. No período, o setor respondeu por 38,5% das exportações totais do estado, enquanto as importações representaram 7,4%. O desempenho ocorre em um contexto de déficit na balança comercial geral paulista, que apresentou saldo negativo de US$ 5,24 bilhões no mesmo intervalo.

De acordo com a análise, as exportações para o Oriente Médio recuaram em março, com queda de 17,5% na comparação anual, enquanto as vendas ao Irã diminuíram 8,5% no acumulado do trimestre. A retração está associada às tensões geopolíticas na região. Ainda assim, o relatório aponta que os impactos foram pontuais e não comprometeram o resultado geral do setor.

Entre os principais segmentos exportadores, o complexo sucroalcooleiro liderou com 25,6% das vendas externas, somando US$ 1,5 bilhão. Na sequência aparecem carnes, produtos florestais, sucos e o complexo soja, que juntos concentraram a maior parte da pauta exportadora. O café ocupou a sexta posição, com participação de 6,9% e receitas de US$ 418 milhões.

As variações em relação ao mesmo período do ano anterior indicaram aumento nas exportações de produtos florestais e carnes, enquanto setores como sucos, soja, sucroalcooleiro e café registraram queda. Segundo o levantamento, essas oscilações refletem mudanças nos preços e nos volumes embarcados.

A China manteve-se como principal destino das exportações do agronegócio paulista, com 23,6% de participação, seguida pela União Europeia, com 15,8%, e pelos Estados Unidos, com 9,4%.

O diretor da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), Carlos Nabil Ghobril, destacou mudanças no destino das exportações de açúcar. “No ano passado, a China liderava como principal importadora. Já neste primeiro trimestre, o país não aparece nem entre os cinco maiores destinos. Em contraste, a Índia, que também é uma grande produtora e, em alguns momentos, rivaliza com o Brasil, assumiu a liderança como principal importadora. Assim, o principal destino das nossas exportações de açúcar alcooleiro passou a ser a Índia. Esse movimento evidencia uma mudança relevante nos mercados compradores desse que é um dos nossos principais produtos”.

No cenário nacional, São Paulo ocupa a segunda posição no ranking de exportações do agronegócio, com 15,8% de participação, atrás de Mato Grosso, que lidera com 20,9%. A análise da balança comercial é elaborada por pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), vinculado à secretaria estadual.





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