terça-feira, junho 2, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Dólar cai com alívio geopolítico e inflação menor



Os dados de inflação ao produtor também influenciaram o movimento


Os dados de inflação ao produtor também influenciaram o movimento
Os dados de inflação ao produtor também influenciaram o movimento – Foto: Pixabay

O mercado cambial registrou queda do dólar em meio a um ambiente de menor aversão ao risco e dados econômicos mais fracos nos Estados Unidos. A combinação de fatores geopolíticos e indicadores de inflação abaixo do esperado contribuiu para pressionar a moeda norte-americana.

Segundo Rich Asplund, da Barchart, o recuo está ligado ao otimismo em torno de uma possível extensão do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, além da perspectiva de retomada de negociações. Nesse cenário, o índice do dólar atingiu o menor nível em seis semanas, com baixa de 0,33%.

Os dados de inflação ao produtor também influenciaram o movimento. O índice PPI de março avançou 0,5% no mês e 4,0% em 12 meses, abaixo das expectativas. O núcleo do indicador também ficou aquém do projetado, indicando desaceleração, embora ainda sinalize pressão inflacionária.

A moeda americana segue pressionada ainda por expectativas de juros. O FOMC projeta cortes em 2026, enquanto Banco do Japão e Banco Central Europeu devem elevar taxas no mesmo período, reduzindo a atratividade relativa do dólar.

No câmbio, o euro atingiu máxima em seis semanas, favorecido também pela queda do petróleo, enquanto o iene avançou com apoio de dados industriais mais fortes no Japão. Já os metais preciosos subiram, impulsionados pela fraqueza do dólar e pela busca por proteção diante de incertezas geopolíticas e econômicas. “Além disso, a incerteza em relação às tarifas americanas, a turbulência política nos EUA, os grandes déficits americanos e a incerteza quanto às políticas governamentais estão impulsionando a demanda por metais preciosos como reserva de valor”, finaliza.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Preservar meio ambiente pode reduzir imposto



A medida foi aprovada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária


A medida foi aprovada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária
A medida foi aprovada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária – Foto: Divulgação

Produtores rurais que adotam práticas de preservação ambiental poderão ter acesso a benefícios fiscais no país. A proposta que equipara a preservação ao conceito de atividade rural avançou no Senado e abre caminho para a inclusão dessas ações no cálculo do imposto de renda.

A medida foi aprovada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária e segue agora para análise nas comissões de Meio Ambiente e de Assuntos Econômicos, onde terá decisão final. O Projeto de Lei 3.784/2024 altera a legislação vigente sobre tributação das atividades rurais ao incluir a provisão de serviços ambientais entre as atividades reconhecidas.

Com isso, práticas como preservação, recuperação de áreas e reflorestamento passam a ter o mesmo tratamento de atividades como agricultura e pecuária no que diz respeito às deduções fiscais. O relator da proposta destacou que a iniciativa atende a uma demanda antiga dos produtores, especialmente diante da ausência de mecanismos consolidados de pagamento por serviços ambientais.

O relatório mantém o texto original e aponta que produtores enquadrados no regime simplificado poderão deduzir despesas operacionais ligadas a ações ambientais da receita bruta, reduzindo a carga tributária. A expectativa é de que o incentivo estimule a ampliação dessas práticas dentro das propriedades.

Dados da Embrapa indicam que imóveis rurais preservam cerca de 29% da vegetação nativa do país, o equivalente a 246,6 milhões de hectares, reforçando o peso do setor na conservação ambiental.

“Com esta medida, os produtores rurais que optem pelo regime simplificado de tributação rural poderão deduzir, de imediato, as despesas operacionais da receita bruta com serviços ambientais para apuração do Imposto de Renda. Portanto, isso resultará em menor carga tributária para aqueles que desenvolvam ações que gerem ganhos ambientais”, analisou, senador Alan Rick (União-AC).





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

O alho brasileiro vive uma crise: Entenda



Outro ponto trata da medida aplicada ao alho chinês


Outro ponto trata da medida aplicada ao alho chinês
Outro ponto trata da medida aplicada ao alho chinês – Foto: Pixabay

O aumento dos custos de produção e a pressão das importações têm reduzido a competitividade do alho produzido no Brasil. O cenário preocupa produtores, que enfrentam dificuldades para manter preços diante da entrada de produtos estrangeiros mais baratos no mercado interno.

Dados da Associação Nacional dos Produtores de Alho indicam que o produto vindo da China chega ao país com preço cerca de 15% inferior ao custo nacional. Além disso, a presença da Argentina também cresceu, sob suspeita de práticas desleais de comércio. A situação foi levada à Frente Parlamentar da Agropecuária, onde o deputado Ismael dos Santos destacou o impacto em Santa Catarina, com risco de inviabilizar até 60% da safra e afetar cerca de 60 mil empregos.

Durante reunião com o Ministério da Agricultura, a entidade apresentou um documento com pedidos de intervenção. Entre as solicitações está a abertura de investigação antidumping sobre o alho argentino, com base na suspeita de entrada do produto fora dos padrões exigidos no país.

Outro ponto trata da medida aplicada ao alho chinês. O compromisso de preço para importação, fixado em US$ 16,90 por caixa de 10 quilos e posteriormente reduzido para US$ 15,80, pode cair ainda mais na próxima revisão. Segundo a associação, o custo de produção no Brasil já supera US$ 24 por caixa, o que amplia a desvantagem competitiva. A entidade defende a revisão do modelo atual para garantir condições mais equilibradas de concorrência no mercado interno. As informações foram divulgadas pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no dia de ontem.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Colheita da safra de verão avança com alerta sobre seguro e perdas no campo


Com o avanço da colheita das lavouras de verão, produtores rurais enfrentam um cenário de produtividade variável e preços pressionados. No caso do arroz, a produtividade apresenta desempenho considerado satisfatório, embora os preços permaneçam abaixo do custo de produção. Já a soja mantém bom potencial produtivo na maior parte das regiões, apesar de impactos pontuais causados pela escassez de chuvas.

Diante desse cenário, o advogado da HBS Advogados, Frederico Buss, orienta produtores sobre medidas a serem adotadas nesta fase final da safra. Caso ocorram fatores adversos que comprometam a produção, é fundamental adotar ações imediatas para resguardar direitos.

Segundo Buss, a atividade rural, definida como uma “empresa a céu aberto”, está sujeita a oscilações de mercado, variações cambiais e riscos climáticos. “No Rio Grande do Sul, por exemplo, estiagens e excesso de chuvas têm causado perdas expressivas nas últimas safras, especialmente em culturas como soja e milho”, afirma.

Um dos principais entraves nessas situações é a dificuldade para renegociar ou prorrogar contratos de crédito, muitas vezes por falta de documentação que comprove as perdas. “Em caso de redução de produtividade por fatores climáticos, o produtor deve providenciar um laudo técnico elaborado por profissional habilitado, com anotação de responsabilidade técnica, capaz de justificar e quantificar os prejuízos”, orienta.

Vistorias realizadas por instituições financeiras também podem ser utilizadas como prova e, convém destacar, decretos municipais de emergência ou calamidade não substituem a comprovação individual. Outro ponto é o seguro agrícola. “Em caso de sinistro, o produtor deve comunicar imediatamente a seguradora, preferencialmente antes do início da colheita, e aguardar autorização para prosseguir”, explica.

Durante a vistoria, a recomendação é contar com acompanhamento técnico. A leitura do laudo antes da assinatura também é indicada; em caso de discordância, o produtor deve registrar formalmente sua posição. Mesmo com seguro, a elaboração de laudo agronômico próprio e a organização de documentos que comprovem os investimentos na lavoura seguem como medidas necessárias.

Buss ressalta que esses registros podem ser decisivos em eventuais disputas administrativas ou judiciais. Com base nessa documentação, o produtor pode avaliar a viabilidade de prorrogar ou renegociar compromissos financeiros, já que o Manual de Crédito Rural prevê a prorrogação de dívidas em casos de perdas comprovadas, sem acréscimo de juros ou multas, desde que o pedido seja formalizado antes do vencimento.

Para contratos fora do sistema de crédito rural, a recomendação é semelhante. “Diante da impossibilidade de pagamento, o produtor deve buscar orientação jurídica e negociar previamente, antes que a situação avance para disputa judicial”, conclui.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Avanço de plantas daninhas em sistema com soja preocupa e reforça necessidade de manejo integrado


O avanço das plantas daninhas nas lavouras brasileiras tem acendido um alerta entre técnicos, cooperativas e pesquisadores. Nas últimas safras, o problema tem se intensificado, impulsionado tanto por falhas no manejo quanto por fatores climáticos e biológicos que favorecem a rápida disseminação dessas espécies. A temática foi debatida ontem, 13 de abril, durante a ExpoLondrina, no painel Plantas Daninhas de difícil controle – desafios no manejo, promovido pela Embrapa soja, com as cooperativas Cocamar, Coamo e Integrada.

O pesquisador Rafael Romero Mendes, da Embrapa Soja, contextualizou o aumento da infestação de caruru-roxo, nas últimas quatro safras, destacando que essa espécie apresenta crescimento rápido, alta agressividade e grande capacidade de dispersão. Como prevenção, o pesquisador recomenda algumas práticas integradas como a limpeza de equipamentos e a manutenção de palhada no solo, assim como o uso de cultivares com novas biotecnologias e ainda o uso de herbicidas pré-emergentes, especialmente em áreas com resistência ao glifosato. “No entanto, o uso desses produtos exige observação quanto ao solo, o clima e a cultivar utilizada. Esse cuidado pode evitar o risco de fitotoxicidade, que causa danos como falhas na população de plantas e também emergência irregular”, ressalta.

A percepção de Rafael Furlanetto, da Cocamar, é de que muitos produtores ainda deixam a decisão de controle de plantas daninhas para o último momento, o que compromete a eficiência das estratégias adotadas. A recomendação é antecipar o manejo e diversificar as práticas, incluindo maior cobertura do solo, uso de herbicidas pré-emergentes e aplicação de pós-emergentes no momento adequado. “Além disso, o controle deve ser contínuo, abrangendo tanto as culturas de verão quanto as de inverno”, lembra Furlanetto.

Para Lucas Pastre Dill, da cooperativa Integrada, parte dos desafios relaciona-se ao abandono de práticas tradicionais após a adoção de tecnologias como as cultivares tolerantes ao glifosato. A facilidade proporcionada por esse sistema levou muitos produtores a reduzirem o uso de estratégias como rotação de culturas, alternância de mecanismos de ação de herbicidas e controle cultural e mecânico. O cenário se agrava com a presença de plantas daninhas de crescimento acelerado e alta capacidade reprodutiva, especialmente em condições tropicais. “Nesse contexto, práticas como formação de palhada, por exemplo, ganham importância para reduzir a germinação dessas invasoras”, ressalta Dill.

As cooperativas têm intensificado também ações de orientação técnica para enfrentar o problema. Segundo Bruno Lopes Paes, da cooperativa Coamo, treinamentos e capacitações vêm sendo realizados com equipes e produtores, com foco no uso correto de herbicidas, manejo integrado e atenção especial às plantas daninhas quarentenárias, que têm se tornado uma ameaça crescente. “O objetivo é promover um processo educativo que aumente a conscientização e melhore a tomada de decisão no campo!, diz Paes.

O pesquisador Dionísio Gazziero aponta que o Brasil já dispõe de conhecimento e tecnologias suficientes para controlar grande parte das infestações, mas a adoção dessas práticas ainda é insuficiente. Além disso, fatores climáticos podem interferir diretamente na dinâmica das plantas daninhas, favorecendo, por exemplo, períodos mais longos de emergência em determinadas condições. “A principal recomendação é encarar o controle de plantas daninhas como parte de um sistema de produção contínuo, com ações ao longo de todo o ano!, diz. “A rotação de culturas, especialmente no inverno, é essencial, assim como o manejo do banco de sementes no solo. Sem esse cuidado, a tendência é de que as infestações se tornem cada vez mais severas, elevando os custos e reduzindo a produtividade”, conclui Gazziero.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Energia cara no campo pode ter os dias contados



A inteligência artificial está envolvida


A inteligência artificial está envolvida
A inteligência artificial está envolvida – Foto: Pixabay

Uma nova solução tecnológica busca aumentar a eficiência no uso de energia elétrica na irrigação agrícola, integrando diferentes recursos em um único sistema. A proposta envolve o desenvolvimento de um hardware capaz de monitorar e gerenciar, em tempo real, o consumo energético e hídrico em sistemas de pivô central, um dos principais métodos utilizados no campo.

Os Centros de Competência da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, Future Grid e Cedra, conduzem o projeto dentro da Rede Agrointeligente. A iniciativa combina monitoramento contínuo, inteligência artificial na borda, geração distribuída e armazenamento de energia, com foco na redução de custos operacionais e no uso mais racional de água e eletricidade.

Segundo Luciano Carstens, do Future Grid, a previsão é que os trabalhos sejam concluídos até 2027, com resultados voltados tanto ao setor produtivo quanto à formulação de políticas públicas. A expectativa é entregar um modelo de hardware e software pronto para comercialização e replicável em diferentes regiões e culturas.

O sistema contará com eletrônica embarcada para coletar dados de sensores em campo e processar algoritmos de gestão hídrica e energética. A solução permitirá identificar padrões de consumo, cruzar informações e programar o funcionamento de motobombas conforme a necessidade de irrigação e os momentos de menor custo ou maior disponibilidade de energia.

Entre os principais desafios estão a medição confiável em tempo real, a integração de dados para decisões imediatas e o dimensionamento adequado dos sistemas de geração e armazenamento de energia, considerando as variações climáticas e de uso ao longo do ano.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Dólar recua e impacta mercado de grãos



Milho segue atento ao clima e à economia



Foto: Pixabay

O mercado de milho deve concentrar atenções no comportamento das chuvas no Centro-Sul do Brasil ao longo desta semana, segundo análise “Direto do Campo”, da Grão Direto, produzida pela Grainsights e divulgada na segunda-feira (13). A consolidação da produtividade da safrinha depende da regularidade das precipitações até maio. “Caso a estiagem persistir nas áreas sob alerta (PR e sul de MS), poderemos observar a introdução de um prêmio de risco nas cotações da B3 para os vencimentos de julho e setembro.”

No cenário internacional, o mercado acompanha o início do plantio da safra 2026/27 nos Estados Unidos, com dados do USDA indicando possível ajuste de área em favor da soja. A análise aponta que eventuais atrasos nos trabalhos de campo, causados por excesso de umidade no Corn Belt, podem dar suporte às cotações do milho em Chicago. No mercado interno, a divulgação do novo levantamento de safra da Conab é destacada como fator relevante, sobretudo se houver revisão negativa da safrinha em função do estresse hídrico.

No campo macroeconômico, a análise indica alívio nas tensões entre Estados Unidos e Irã, com impacto no câmbio. “O cenário macroeconômico global apresentou um alívio significativo com a trégua nas tensões entre Estados Unidos e Irã, levando o dólar a recuar 2,88% na semana e fechar a R$ 5,01, o menor valor desde o primeiro semestre de 2024.”

No Brasil, o IPCA de março avançou 0,88%, acima das expectativas, reforçando a perspectiva de manutenção de juros elevados. “Essa combinação de dólar baixo e juros altos atrai capital estrangeiro, mas desafia a competitividade das exportações de grãos, que perdem valor nominal em reais.” A análise ressalta a importância de acompanhamento do mercado e dos custos de produção por parte dos produtores.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Seminário regional coloca trabalhadores no centro do debate sobre o futuro do tabaco


 A cadeia produtiva do tabaco, uma das mais relevantes para a economia do Sul do Brasil, estará no centro de um amplo debate institucional no próximo dia 23 de abril, com a realização do primeiro encontro do Ciclo de Seminários Regionais promovido pela Federação Interestadual dos Trabalhadores nas Indústrias do Tabaco (Fentitabaco) em parceria com a Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco). A iniciativa propõe um espaço estruturado de diálogo para tratar dos impactos sociais, econômicos e de saúde que envolvem trabalhadores, produtores e municípios diretamente ligados ao setor.

O encontro em Santa Cruz do Sul marca o início de uma agenda regional que também passará por Santa Catarina e Paraná, consolidando uma mobilização inédita em torno de temas estratégicos como saúde do trabalhador, geração de renda, desenvolvimento regional e perspectivas futuras da atividade. A proposta é reunir trabalhadores da indústria, lideranças sindicais, gestores públicos e especialistas em um ambiente técnico e institucional, capaz de produzir reflexão qualificada e encaminhamentos concretos, representantes dos 525 municípios envolvidos na cadeia produtiva do tabaco na região Sul.

Com participação de especialistas reconhecidas nacionalmente, como a psicóloga Mônica Gorgulho e a toxicologista Silvia Cazenave, o seminário terá abordagem técnica sobre saúde do trabalhador e seus desdobramentos no contexto produtivo. As discussões também irão considerar o papel das políticas públicas, os desafios da proteção social e os caminhos possíveis para a sustentabilidade econômica dos municípios que têm na cadeia do tabaco uma de suas principais bases. Para o presidente da Fentitabaco, Rangel Marcon, a proposta é qualificar o debate a partir de evidências e da realidade vivida no setor. “Estamos promovendo um espaço de escuta e construção, onde a saúde do trabalhador e o contexto produtivo são tratados com seriedade e responsabilidade, conectando conhecimento técnico com a realidade de quem sustenta essa cadeia todos os dias”, afirma.

As contribuições dos encontros serão sistematizadas em um documento-base regional, que servirá como subsídio para uma audiência pública no Congresso Nacional, ainda no primeiro semestre de 2026. Marcon ressalta que a proposta é ampliar o protagonismo dos trabalhadores no debate institucional. “Estamos estruturando um espaço sério, técnico e representativo, onde a realidade de quem está na base produtiva será considerada com responsabilidade. Esse processo é fundamental para qualificar o diálogo nacional sobre o setor.”

A articulação com os municípios reforça o alcance da iniciativa e a necessidade de integração entre diferentes níveis institucionais. Para o presidente da Amprotabaco, Gilson Becker, o envolvimento das administrações municipais é estratégico para compreender os impactos diretos da atividade. “Os municípios vivem diariamente os efeitos econômicos e sociais da cadeia do tabaco. Participar desse processo é contribuir para construir caminhos que garantam equilíbrio, desenvolvimento e segurança para as comunidades”, destaca.

Programação

Santa Cruz do Sul (23 de abril de 2026)

8h30min – Credenciamento e café de boas-vindas;

8h45min – Abertura institucional;

9 horas – Apresentação técnica sobre saúde do trabalhador;

10h30min – Intervalo;

10h40min – Painel de debate sobre emprego e desenvolvimento regional;

11h40min – Construção do documento-base regional;

12h15min – Encerramento.

Horário: 8h30min às 12h30min

Local: Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Sul

Especialistas convidadas

Mônica Gorgulho é psicóloga formada pela Universidade de São Paulo (USP), com atuação consolidada na área de políticas públicas relacionadas ao uso de substâncias e redução de danos. Possui trajetória vinculada ao Programa de Orientação e Assistência a Dependentes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com participação em projetos do Ministério da Saúde e atuação em organismos nacionais e internacionais voltados à saúde pública.

Silvia Cazenave é doutora em Toxicologia e ex-superintendente de Toxicologia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Atuou como perita criminal toxicologista por mais de três décadas e como professora titular da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, sendo referência nacional na área de toxicologia aplicada e políticas relacionadas a substâncias.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Diesel sobe e deve impactar em R$ 612,2 milhões nos custos operacionais do RS


A escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio já impacta o agronegócio do Rio Grande do Sul, segundo estudo técnico da Assessoria Econômica da Farsul. Em menos de dois meses, o barril de petróleo Brent subiu de US$ 70,99 para próximo de US$ 100, refletindo no aumento do diesel S10, que avançou 21,1% entre o fim de fevereiro e o início de abril de 2026, atingindo R$ 7,23 por litro. O movimento ocorre durante a colheita da safra de verão e o planejamento do plantio de inverno, com impacto estimado em R$ 612,2 milhões nos custos operacionais das principais culturas do estado.

De acordo com a entidade, o cenário representa uma mudança estrutural no mercado energético. O estudo aponta que a instabilidade envolvendo o Irã e as rotas no Estreito de Ormuz elevou custos logísticos e prêmios de risco. “O movimento reflete uma “reprecificação estrutural do risco energético global””, informa a análise.

O impacto varia entre as culturas, com o arroz sendo o mais afetado. O aumento do diesel representa um acréscimo de R$ 185,72 por hectare, equivalente à perda de 2,95 sacos por hectare. “O valor atual do arroz ainda mal remunera o custo operacional. Uma perda de três sacos por hectare pode frustrar expectativas e comprometer o resultado da safra”, aponta o relatório.

Na soja, o impacto individual é menor, estimado em R$ 48,74 por hectare ou 0,41 saco por hectare, mas o efeito agregado é maior devido à extensão da área cultivada, com prejuízo de R$ 331,2 milhões. Segundo a análise, em um cenário de margens reduzidas e endividamento elevado, pequenas variações podem comprometer o resultado financeiro dos produtores.

O levantamento também mostra diferenças regionais nos preços do combustível dentro do estado. Em Porto Alegre, o diesel é cotado a R$ 7,05 por litro, enquanto em Bagé chega a R$ 7,95, o que amplia a pressão de custos conforme a localização das propriedades.

As projeções indicam que o impacto pode se intensificar. Caso o diesel atinja R$ 8,00 por litro, o custo adicional ao agronegócio gaúcho pode chegar a R$ 986,3 milhões. Em um cenário de R$ 9,00 por litro, o prejuízo estimado sobe para R$ 1,47 bilhão.

O estudo também avalia medidas de política econômica e aponta limitações na adoção de desonerações fiscais amplas. Segundo a entidade, esse tipo de medida tende a ter baixa efetividade para o setor produtivo e pode comprometer as contas públicas, além de dificultar o controle da inflação e retardar a redução da taxa de juros.

A análise conclui que o diesel passou a ocupar papel central na estrutura de custos do agronegócio em 2026. Enquanto persistirem as tensões geopolíticas, a margem dos produtores deve seguir pressionada.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Guerra no Oriente Médio pode encarecer seguro rural


A intensificação das tensões no Oriente Médio tem provocado reflexos diretos nos mercados globais de energia e fertilizantes, insumos essenciais para a produção agrícola. No Brasil, o impacto já é sentido no custo de implantação das lavouras. Levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta que a ureia nitrogenada acumula alta de cerca de 33%. Já o diesel subiu aproximadamente 25%, ultrapassando R$ 7 por litro.

Na prática, esse movimento pode elevar entre R$ 200 e R$ 300 por hectare o custo da safra 2026/27, principalmente em culturas como soja, milho e trigo.

Seguro rural entra no radar com aumento do valor segurado

Embora o seguro rural seja tradicionalmente associado a riscos climáticos, o atual cenário adiciona uma nova camada de pressão: o aumento do valor econômico das lavouras.

Com custos mais elevados, o capital investido por hectare cresce — e isso amplia o valor segurado. Como consequência, os prêmios pagos pelos produtores tendem a subir.

Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostram que o setor já enfrenta retração, com queda de 8,8% na arrecadação em 2025, somando R$ 12,9 bilhões. Para 2026, a projeção é de nova redução, próxima de 4%.

Seguro se torna ainda mais estratégico, avalia especialista

Para o presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Glaucio Toyama, o momento reforça a importância da ferramenta na gestão do risco agrícola.

“O seguro rural deve ser visto como uma ferramenta essencial de proteção do sistema de produção agropecuária. Em momentos de turbulência, essa proteção traz tranquilidade ao produtor diante de eventuais perdas climáticas que podem comprometer ainda mais margens já pressionadas”, afirmou.

Ao mesmo tempo, ele reconhece que a volatilidade internacional exige ajustes na precificação das apólices por parte das seguradoras.

Logística e oferta de insumos aumentam percepção de risco

Outro ponto de atenção está nas rotas logísticas globais. Eventuais restrições no transporte marítimo, especialmente em regiões estratégicas, podem elevar fretes e dificultar o abastecimento de insumos.

Esse cenário pode provocar:

– Atrasos no plantio

– Redução de área cultivada0

– Menor uso de tecnologia

Fatores que elevam o risco de produtividade e impactam diretamente a avaliação das seguradoras.

Subvenção limitada agrava desafio de acesso ao seguro

Além das pressões externas, o Brasil enfrenta limitações no orçamento destinado à subvenção do seguro rural — política pública que reduz o custo das apólices para os produtores.

A previsão para 2026 gira em torno de R$ 1 bilhão, com possibilidade de veto, o que preocupa o setor.

“A consistência do orçamento é fundamental para que o produtor e as seguradoras consigam se planejar”, destacou Toyama.

 





Source link