terça-feira, julho 21, 2026

Política & Agro

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Investimentos ampliam infraestrutura no Cerrado



Cada R$ 1 investido em infraestrutura gera R$ 4,26 de retorno


 Cada R$ 1 investido em infraestrutura gera R$ 4,26 de retorno
Cada R$ 1 investido em infraestrutura gera R$ 4,26 de retorno – Foto: Pixabay

Os investimentos em infraestrutura avançam no Cerrado baiano com foco na melhoria da logística, na segurança viária e no fortalecimento da economia regional. A ampliação da pavimentação de estradas vicinais busca reduzir custos, facilitar o escoamento da produção e melhorar a mobilidade das comunidades rurais.

Em 2025, as informações indicam que a Aiba entregou 135 quilômetros de pavimentação asfáltica. A previsão é concluir outros 138 quilômetros até o fim de 2026. Entre as obras em andamento está a estrada de acesso à Vila Panambi, em Formosa do Rio Preto, com 54 quilômetros. A pavimentação substitui uma rotina marcada por poeira na seca, atoleiros nas chuvas, atrasos e prejuízos no transporte.

Nesse contexto, o cronograma também inclui 55 quilômetros na Linha do Ouro, 14 quilômetros na Estrada Rio Grande e 15 quilômetros na Estrada da Produção. A entidade ainda prevê recuperar mais de 190 quilômetros de vias pavimentadas e reformar e duplicar a ponte sobre o Rio Arrojado.

Segundo os dados apresentados, cada R$ 1 investido em infraestrutura gera R$ 4,26 de retorno para a economia regional. Desde 2017, os investimentos do Prodeagro somam 565 quilômetros de pavimentação, com expectativa de alcançar cerca de 650 quilômetros até o fim de 2026.

“Com o auxílio das câmeras instaladas nas principais rodovias, é possível fazer o reconhecimento automático de placas, pois transmitem imagens ao vivo, direto para o Centro de Monitoramento da PM, cruzando informações em tempo real com as forças de segurança”, comenta o coordenador de TI da Aiba, Rosberg Flores.

 





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Governo espera mais tarifas: E agora?



A principal dúvida é se a nova alíquota será acumulada com a tarifa de 25%


A principal dúvida é se a nova alíquota será acumulada com a tarifa de 25%
A principal dúvida é se a nova alíquota será acumulada com a tarifa de 25% – Foto: Pixabay

O governo brasileiro espera para sexta-feira (24) uma nova decisão dos Estados Unidos que poderá ampliar a pressão tarifária sobre produtos nacionais. Durante coletiva de imprensa no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o ministro Márcio Elias Rosa afirmou que a medida em análise prevê uma cobrança adicional de 12,5%.

A principal dúvida é se a nova alíquota será acumulada com a tarifa de 25% já confirmada ou se haverá exclusão entre as duas medidas. Segundo Elias Rosa, somente com o encerramento da investigação será possível conhecer o formato da cobrança. Caso ambas incidam sobre as mesmas mercadorias, a sobretaxa poderá alcançar 37,5%.

O novo processo é diferente da investigação que resultou na tarifa de 25%. A apuração envolve 60 economias e avalia se esses mercados possuem regras para impedir a importação de bens produzidos com trabalho forçado. Segundo o governo norte-americano, o Brasil não dispõe de uma proibição efetiva para barrar essas mercadorias, apesar dos compromissos assumidos no combate ao trabalho análogo à escravidão.

Elias Rosa informou que a expectativa brasileira é de aplicação da medida a todos os países enquadrados no mesmo grupo. Na avaliação do ministro, os Estados Unidos pretendem substituir a tarifa global temporária de 10%, que termina na próxima semana, por cobranças de 10% ou 12,5%, conforme a situação de cada parceiro comercial.

A eventual soma não atingiria necessariamente toda a pauta exportadora. O alcance dependerá das listas de produtos submetidos a cada processo e das exceções estabelecidas. A tarifa de 25% entra em vigor no dia 22 e já exclui itens importantes para o agronegócio, como carne bovina, café e suco de laranja.

 





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Compras chinesas de soja dos EUA disparam


China elevou as aquisições de soja norte-americana da safra 2026/27, segundo dados divulgados pela Datagro, em relatório publicado nesta quinta-feira (16). O USDA registrou o maior volume semanal de compras chinesas desde janeiro, movimento que reacende expectativas para o comércio bilateral de grãos entre os dois países ao longo da nova temporada.

De acordo com a Datagro, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta quinta-feira (16) seu relatório semanal de vendas para exportação, apontando a comercialização de 188 mil toneladas de soja referentes à safra 2025/26 e 1,77 milhão de toneladas vinculadas à safra 2026/27.

Do total negociado para a nova safra, 1,06 milhão de toneladas teve a China como destino final. O volume representa a maior compra semanal do país asiático desde o início do ano, um sinal relevante para quem acompanha o ritmo das negociações entre as duas maiores economias do mundo.

Segundo dados divulgados pela Datagro, esse resultado confirma rumores que já circulavam no mercado sobre uma retomada mais consistente das aquisições chinesas de soja norte-americana. O movimento ocorre após meses em que as compras do país haviam ficado abaixo do esperado pelos agentes do setor.

A consultoria destaca que essa retomada acontece mesmo em um cenário de arrefecimento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, fator que marcou boa parte de 2025 e impôs incertezas ao fluxo de negócios entre os dois países ao longo do último ano.

Ainda de acordo com a Datagro, até o dia 9 de julho os Estados Unidos já haviam comprometido 41,32 milhões de toneladas de soja da safra 2025/26 para exportação. Desse total, 12,36 milhões de toneladas tinham a China como destino, o equivalente a 30% de todo o volume comercializado pelos americanos no período.

A participação chinesa, no entanto, segue abaixo do patamar registrado no mesmo intervalo do ciclo anterior, quando o país asiático respondia por 44% das vendas externas de soja dos Estados Unidos, segundo os números apresentados pela consultoria. A diferença evidencia que, apesar da recuperação recente, o comércio bilateral ainda não retomou o ritmo observado em safras passadas.

Para a safra 2026/27, os compromissos de venda de soja norte-americana já somam 4,60 milhões de toneladas, sendo 1,26 milhão de toneladas destinadas especificamente à China. Esse volume corresponde a 27% de todo o total negociado pelos Estados Unidos até o momento para a nova temporada, conforme apontam os dados divulgados pela Datagro em seu relatório diário para a imprensa.





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Boi gordo sobe em São Paulo e escalas de abate encurtam



Escalas de abate apresentaram encurtamento em relação ao fechamento anterior



Foto: Pixabay

A arroba do boi gordo fechou em alta na praça-base São Paulo nesta quinta-feira (16), enquanto as escalas de abate registraram encurtamento em relação ao fechamento anterior, segundo dados divulgados pela Datagro em seu relatório diário para a imprensa.

De acordo com a Datagro, no fechamento do mercado pecuário desta quinta-feira, a arroba do boi gordo na praça-base São Paulo registrou valorização de 0,5%, encerrando o pregão cotada a R$ 331,16.

O movimento de alta, ainda que moderado, chama atenção de produtores e frigoríficos que acompanham de perto o comportamento dos preços na principal praça de referência do mercado pecuário nacional.

Além da valorização da arroba, a consultoria também destacou o comportamento das escalas de abate, indicador que mede o tempo de espera para o abate do gado nos frigoríficos e costuma refletir diretamente o equilíbrio entre oferta e demanda por animais prontos para o abate.

Segundo dados divulgados pela Datagro, as escalas de abate apresentaram encurtamento em relação ao fechamento anterior, alcançando 6,66 dias corridos para a programação dos abates na média Brasil.

O encurtamento das escalas costuma ser interpretado pelo mercado como um sinal de menor oferta de animais disponíveis para abate imediato, fator que pode contribuir para sustentar os preços da arroba nas próximas rodadas de negociação.

A combinação entre valorização da arroba e redução no prazo médio das escalas de abate reforça a leitura de um mercado pecuário em movimento de ajuste, com produtores e indústria calibrando suas estratégias de comercialização diante do cenário apresentado nesta quinta-feira. 





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CNPE restringe importação de biodiesel e Abicom critica reserva de mercado


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O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou na terça-feira (14) a resolução que estabelece que o biodiesel comercializado para mistura obrigatória no diesel no Brasil deverá ser produzido exclusivamente por unidades autorizadas pela agência reguladora ANP, impondo uma barreira para utilização do biocombustível importado.

“A resolução aplica-se exclusivamente ao biodiesel destinado ao atendimento da mistura obrigatória ao diesel B. A comercialização de biodiesel importado permanece permitida para os demais segmentos previstos na regulamentação vigente”, afirmou o Ministério de Minas e Energia em nota.

O mercado de biodiesel para o cumprimento da mistura obrigatória de 15% é o mais relevante.

A medida do CNPE, um órgão de aconselhamento do presidente da República, gerou críticas da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). O setor também sofreu nesta terça com outra medida de desestímulo a importações recomendada pelo CNPE: o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina.

“Só decisões ruins para os consumidores brasileiros”, disse o presidente-executivo da Abicom, Sergio Araujo, à Reuters. Para ele, “a proibição da importação de biodiesel é uma vergonha”. 

Araujo disse ainda que o biodiesel tem uma “terrível reserva de mercado”, que desestimula a realização de investimentos para melhoria da qualidade do produto ou em eficiência logística. Ele citou um alto índice de não conformidade do produto relatado pela própria agência reguladora ANP.

Procurado, o Ministério de Minas e Energia não comentou o assunto imediatamente.

A decisão do CNPE foi tomada após estudo que avaliou a importação de biodiesel e impactos sobre o mercado atendido pelo biocombustível que conta com o selo social (SBS), segundo o ministério.

Anteriormente, o CNPE tinha dado luz verde para a importação, limitada a 20% da demanda nacional, algo que não ameaçava nem a indústria nem agricultores brasileiros, segundo a Abicom.

Mas, nesta terça-feira, o CNPE avaliou que há uma “normalidade” no mercado nacional de biodiesel, “com oferta compatível com a demanda prevista e capacidade instalada suficiente para atender ao mercado obrigatório”.

Por outro lado, o CNPE não discutiu uma reivindicação de produtores de biodiesel para elevar o percentual da mistura obrigatória, atualmente em 15%.

Na véspera, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em evento no Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), onde estão sendo realizados testes que avaliarão misturas mais elevadas de biodiesel no diesel.
 





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Como agir em caso de vendaval no Rio Grande do Sul



Defesa Civil orienta como agir diante de vendavais e alertas no RS



Foto: Canva

A partir de quinta-feira (16), o Rio Grande do Sul deve enfrentar uma sequência prolongada de condições adversas no tempo, com vários dias seguidos marcados por risco de temporais, chuva intensa, ventos fortes, granizo e descargas elétricas. Diante desse cenário, a população deve acompanhar as informações nos canais oficiais da Defesa Civil estadual e da sua cidade, além de conhecer o Plano de Contingência do município e os riscos existentes na região onde mora ou transita. 

O risco de vendavais exige atenção às orientações da Defesa Civil e a adoção de medidas preventivas conforme o nível de alerta emitido. Em caso de alerta amarelo (moderado), é importante verificar as condições de telhados e de árvores e checar, junto à Defesa Civil municipal, se há riscos em sua região.  

Se for emitido alerta laranja (alto), o cidadão deve manter-se abrigado, evitando exposição ao fenômeno. Caso precise sair de casa, deve informar-se sobre as condições do trajeto e avaliar o local onde irá estacionar seu veículo. Além disso, recomenda-se preparar um kit de emergência – com documentos, muda de roupas, garrafa de água, medicamentos, entre outros itens – para sair imediatamente, caso necessário.  

Na hipótese de alerta vermelho (muito alto), deve-se permanecer em local seguro até cessarem as fontes de risco, manter-se informado sobre a evolução do evento, inclusive à noite, e estar pronto para sair de locais de risco.  

Em caso de alerta roxo (extremo), as pessoas devem sair imediatamente de áreas de risco. Outras orientações importantes que são recomendadas durante um vendaval são:  

  • não retornar para áreas que foram evacuadas até que os órgãos oficiais informem que é seguro;  
  • não transitar em áreas alagadas ou inundadas (a pé ou de carro);  
  • garantir a segurança de animais domésticos, caso seja necessário deixar a casa rapidamente;  
  • se possível, compartilhar informações com os vizinhos;  
  • apoiar a saída de pessoas com problemas de mobilidade e vulneráveis sob seus cuidados.  





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Projeto de R$ 1,4 milhão aposta em biometano no Ceará



“Este projeto representa um marco para o Ceará”


“Este projeto representa um marco para o Ceará"
“Este projeto representa um marco para o Ceará” – Foto: Pixabay

A produção de combustível renovável a partir de resíduos orgânicos ganhou novo impulso no Ceará com um projeto que reúne tecnologias para transformar dejetos agroindustriais, urbanos e de esgoto em biometano com padrão comercial. A iniciativa prevê investimento de R$ 1,43 milhão e duração de 24 meses.

Coordenado pelo Núcleo de Tecnologia e Qualidade Industrial do Ceará (NUTEC), o projeto é financiado pela FUNCAP e conta com apoio da Fundepag. A meta é desenvolver e validar, em escala piloto, um sistema capaz de produzir biometano com pelo menos 90% de metano.

O trabalho combina materiais adsorventes, microalgas e inteligência artificial para remover contaminantes como dióxido de carbono e sulfeto de hidrogênio. O sistema também utilizará um biodigestor de 1.000 litros, fotobiorreatores e um gêmeo digital baseado em modelo matemático e aprendizado de máquina.

A execução ocorre na unidade piloto do NUTEC, em Fortaleza, com participação de pesquisadores da UFC, UNILAB, ITA e UECE. Ao fim do projeto, a expectativa é obter ao menos três adsorventes com eficiência comprovada, manter a produção contínua de biometano comercial por cerca de 30 dias, publicar artigos científicos, registrar software e realizar depósito de patente.

“Este projeto representa um marco para o Ceará: transformamos um problema ambiental, ou seja, os resíduos que poluem nosso solo e nossas águas em energia limpa e tecnologia de ponta desenvolvida aqui mesmo no nosso estado. É a ciência cearense trabalhando para o Ceará”, afirma a coordenadora do projeto no NUTEC, Antônia Fádia Valentim de Amorim.


 





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Mercado do boi tem alta para vaca em São Paulo



Boi gordo segue estável em MT e GO



Foto: Sheila Flores

A cotação da vaca gorda registrou alta de R$ 3,00 por arroba no mercado paulista nesta quarta-feira (15), enquanto os preços das demais categorias permaneceram estáveis, conforme análise diária da consultoria Scot Consultoria. O movimento ocorreu em um cenário de negociações pontuais, com parte dos frigoríficos fora das compras e outros mantendo as referências praticadas anteriormente. As escalas de abate seguiram confortáveis, atendendo, em média, seis dias de programação.

Segundo a análise, a oferta de animais continuou restrita, principalmente de fêmeas, já que os pecuaristas mantiveram a estratégia de segurar os lotes à espera de preços mais elevados. Esse comportamento sustentou a valorização da vaca gorda no estado de São Paulo.

Em Mato Grosso, as cotações permaneceram estáveis para todas as categorias nas quatro principais praças pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria. A oferta de bovinos permaneceu equilibrada e, apesar da tentativa de parte dos frigoríficos de negociar abaixo das referências, a resistência dos vendedores impediu recuos nos preços.

Em Goiás, o mercado também apresentou estabilidade. De acordo com a Scot Consultoria, as cotações de todas as categorias permaneceram inalteradas nas duas praças acompanhadas na comparação diária.





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Ameaça dos javalis preocupa agronegócio catarinense


A proliferação descontrolada dos javalis tornou-se uma das mais graves pragas do agronegócio catarinense e de vários Estados da federação. Desde os primeiros anos deste século os javalis destroem patrimônios, atingem ativos biológicos, ameaçam a fauna nativa e expõem trabalhadores a risco de morte. São frequentes os relatos de pessoas acuadas ou perseguidas e de cães mortos durante ações de controle. Machos adultos podem alcançar 200 quilos e investem com ferocidade quando ameaçados.

Estima-se que mais de 200 mil javalis estejam espalhados por 236 municípios, cerca de 80% do total catarinense. A incidência é maior na Serra, no Meio-Oeste e no Oeste, com forte presença em Lages, Campos Novos, Capão Alto, São Joaquim, Campo Belo do Sul, Água Doce, Bom Jardim da Serra e no entorno do Parque Nacional das Araucárias, entre Ponte Serrada e Passos Maia. Com a escassez de alimento nas matas, varas de até 50 animais avançam sobre propriedades, cidades e rodovias.

Os danos atingem lavouras de milho, feijão, soja, trigo, pastagens, hortaliças e criatórios de aves e suínos. Em uma noite, vários hectares podem ser arrasados. A reprodução acelerada piora o quadro: as fêmeas têm, em média, duas ninhadas anuais, com cerca de oito filhotes cada. Sem predadores naturais e com elevada capacidade de adaptação, essa espécie exótica invasora também cruza com porcos domésticos e forma os chamados javaporcos, o que dificulta ainda mais o controle.

A ameaça sanitária exige atenção máxima. Javalis podem disseminar peste suína africana, peste suína clássica e febre aftosa. Santa Catarina ocupa apenas 1,12% do território nacional, mas lidera a produção e a exportação brasileira de carne suína, é o segundo maior produtor de frangos e o terceiro de leite. Desde 2007, possui reconhecimento internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação e também é livre de peste suína clássica. Uma contaminação dos plantéis comerciais causaria perdas incalculáveis aos produtores, às agroindústrias e à economia estadual.

Entre 2019 e 2024, mais de 120 mil javalis foram abatidos em Santa Catarina, sem redução suficiente da população estimada. O manejo é legal e indispensável, mas depende de controladores registrados, equipes preparadas e regras exequíveis. A escassez de profissionais, a burocracia e o perigo das operações afastam muitos produtores, que recorrem à Polícia Militar Ambiental. O Instituto do Meio Ambiente mantém ações nos parques estaduais Fritz Plaumann e das Araucárias. Associações, produtores, Governo do Estado e Assembleia Legislativa também debatem o aperfeiçoamento dos procedimentos, enquanto o Ibama e o Ministério da Agricultura conduzem pesquisas e monitoramentos nacionais.

A Lei estadual nº 18.817/2023, sancionada pelo governador Jorginho Mello, autorizou o controle populacional e o manejo sustentável do Sus scrofa e de seus híbridos. Santa Catarina deu um passo necessário. Cabe agora à Câmara dos Deputados avançar em normas gerais que reconheçam a gravidade da praga e permitam aos estados adotar medidas compatíveis com suas realidades. A União deve fixar diretrizes, sem impedir respostas locais rápidas e eficazes.

A Faesc defende a desburocratização responsável do manejo, o fortalecimento das equipes autorizadas e a união entre os poderes públicos e o setor produtivo. Esta não é uma questão restrita ao agronegócio. Trata-se de proteger vidas, patrimônio, biodiversidade, saúde pública, segurança sanitária e estabilidade econômica. O problema se aproxima do limite do controle e exige decisão imediata.





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Indicador reflete liderança do Brasil no algodão


O Indicador do Algodão em Pluma CEPEA/ESALQ, elaborado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, completa 30 anos de divulgação diária ininterrupta neste mês de julho. Desde 1996, o levantamento acumula quase 7,5 mil publicações e se consolidou como uma das principais referências para a formação de preços da pluma no Brasil, oferecendo ao setor uma base confiável para a tomada de decisões.

O Indicador da pluma posta na mesorregião de São Paulo conta com o apoio direto da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão há 23 anos. Ao longo de sua trajetória, o trabalho também recebeu suporte institucional e financeiro da Bolsa de Mercadorias e Futuros, da B3, da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção e da Cooperativa Agrícola Nacional Sudeste Centro-Oeste. Apesar das diferentes parcerias ao longo dos anos, o Cepea informa que a metodologia de cálculo foi mantida, garantindo a credibilidade e a aceitação do indicador entre os agentes do mercado.

Atualmente, além da referência para a pluma comercializada em São Paulo, o Cepea acompanha os preços do algodão tipo 41-4 em 13 praças distribuídas por Mato Grosso, Bahia, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Paraná. O centro também monitora as cotações de caroço, torta, farelo, óleo e fios de algodão, a paridade de exportação pelos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR), além de indicadores relacionados aos custos de produção, receitas, emprego, renda e Produto Interno Bruto da cadeia.

As informações são obtidas diariamente junto a cotonicultores, algodoeiras, cooperativas, corretores, comerciantes e indústrias têxteis. Segundo o Cepea, a continuidade do levantamento ao longo de três décadas demonstra a confiança dos agentes do setor na construção de informações baseadas em critérios científicos.

Para o pesquisador responsável pelo levantamento da pluma no Cepea, Lucilio Alves, a história do Indicador acompanha a transformação da cotonicultura brasileira. “O setor atravessou uma crise entre o final da década de 1980 e o fim dos anos 1990, quando a área cultivada e a produção nacional registraram fortes retrações, mas a demanda da indústria têxtil permaneceu relativamente estável, o que resultou na intensificação das importações”. Segundo ele, esse cenário impulsionou uma reestruturação marcada pela expansão da produção para novas fronteiras agrícolas, principalmente no Centro-Oeste e no oeste da Bahia.

De acordo com Alves, esse movimento consolidou um novo perfil para a atividade. “Essa transformação alterou significativamente a geografia da produção nacional, reduzindo a participação dos estados tradicionalmente produtores e ampliando o protagonismo de Mato Grosso, Bahia e Goiás”, destaca.

A partir da safra 1998/99, a cotonicultura iniciou um processo de recuperação sustentado pelo aumento da produtividade, resultado da adoção de novas tecnologias, da profissionalização da gestão e da maior eficiência dos sistemas de produção. Com isso, o Brasil deixou de depender das importações para abastecer a indústria nacional e passou a ocupar posição de destaque no mercado internacional.

Nos últimos anos, a produção nacional alcançou sucessivos recordes. Em 2025, o País superou pela primeira vez a marca de 4 milhões de toneladas de pluma produzidas. Para a safra 2025/26, a Companhia Nacional de Abastecimento estima uma produção de 4,06 milhões de toneladas. No cenário global, o Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores e assumiu a liderança nas exportações, superando os Estados Unidos. Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que os embarques atingiram o recorde de 3 milhões de toneladas em 2025 e, entre agosto de 2025 e junho de 2026, já somavam 3,22 milhões de toneladas, antes mesmo do encerramento da temporada comercial.

A série histórica do Indicador também evidencia a volatilidade dos preços ao longo dessas três décadas. Em valores corrigidos pelo IGP-DI, o maior patamar foi registrado em março de 2011, impulsionado por restrições na oferta e pela forte demanda internacional. Já as menores cotações ocorreram entre o fim de 2008 e o início de 2009, durante a crise financeira global.

O mercado voltou a registrar preços reduzidos nos últimos meses. Segundo o Cepea, entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, as médias reais do Indicador ficaram entre as mais baixas de toda a série histórica, próximas aos níveis observados na crise de 2008/09. Embora tenha havido recuperação parcial no primeiro semestre de 2026, os preços permanecem em um patamar historicamente baixo, equivalente a cerca da metade dos registrados em meados da década de 1990, refletindo o aumento da oferta mundial e os ganhos de eficiência da produção brasileira ao longo dos últimos 30 anos.





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