sexta-feira, julho 24, 2026

Política & Agro

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Produção de feijão deve cair mais de 37% no Rio Grande do Sul


A primeira safra de feijão no Rio Grande do Sul foi concluída com redução de área, produtividade e produção em comparação ao ciclo anterior. Os dados constam no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (11) pela Emater/RS-Ascar.

De acordo com a instituição, a produtividade média da primeira safra foi reestimada em 1.726 quilos por hectare, resultado 3% inferior aos 1.779 quilos por hectare projetados no início do plantio. A área cultivada foi revisada para 23.942 hectares, uma redução de 22,3% em relação aos 30.797 hectares registrados na safra 2024/2025. A produção está estimada em 41.320 toneladas, volume 26,3% menor que as 56.098 toneladas colhidas no ciclo anterior e 11% abaixo das 46.412 toneladas inicialmente previstas.

Enquanto isso, a colheita da segunda safra avançou para 85% da área cultivada no Estado. Os 15% restantes das lavouras encontram-se em fase de maturação.

Segundo a Emater/RS-Ascar, as condições climáticas mais recentes, marcadas por maior incidência de radiação solar e temperaturas amenas, favoreceram o desenvolvimento das áreas em final de ciclo e permitiram a retomada dos trabalhos de colheita. No entanto, os efeitos das geadas registradas anteriormente e os períodos prolongados de elevada umidade relativa do ar contribuíram para reduzir o potencial produtivo e comprometer a qualidade dos grãos em parte das lavouras.

A área cultivada na segunda safra foi reestimada em 9.818 hectares, número 45,7% inferior aos 18.070 hectares registrados no ano anterior. Já a produtividade foi revisada para 1.414 quilos por hectare, resultado 0,9% superior aos 1.401 quilos por hectare projetados inicialmente. A expectativa é de que a produção alcance 13.880 toneladas, volume 37,2% inferior às 22.111 toneladas colhidas na safra de 2025.

Na região administrativa de Ijuí, a colheita atingiu 75% da área cultivada. As lavouras remanescentes permanecem maduras, e os produtores aguardam melhores condições para concluir os trabalhos. Conforme a Emater/RS-Ascar, houve pequena redução do potencial produtivo inicialmente estimado em razão dos danos provocados pelas geadas durante as fases vegetativa e reprodutiva da cultura. O rendimento médio das áreas já colhidas é de 1.805 quilos por hectare, e a expectativa é de que a colheita seja concluída na primeira quinzena de junho.

Na região de Soledade, a colheita alcançou 90% da área cultivada. O predomínio de dias com boa incidência solar e temperaturas amenas favoreceu a evolução das lavouras em final de ciclo e o avanço das operações. Por outro lado, a elevada umidade relativa do ar observada na semana anterior contribuiu para a redução da qualidade dos grãos colhidos.





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Sementes ilegais já passam de 28% no Rio Grande do Sul, alerta CropLife


A construção de um ambiente regulatório sólido foi determinante para transformar o Brasil em uma potência agrícola mundial. A avaliação foi compartilhada por especialistas durante Workshop Biotecnologia no Brasil – Oportunidades, inovação e futuro no agro. 

Para Luiz Henrique do Amaral, sócio sênior do escritório Dannemann e membro da Associação Brasileira de Propriedade Intelectual (ABPI), a segurança jurídica foi um dos fatores centrais para viabilizar os investimentos que permitiram o desenvolvimento da biotecnologia e da genética vegetal no país. Segundo o especialista, a inovação agrícola exige investimentos elevados, longos períodos de pesquisa e um ambiente regulatório capaz de proteger o conhecimento desenvolvido pelas empresas e instituições de pesquisa.

Amaral explicou que os eventos biotecnológicos e o melhoramento genético são tecnologias distintas, conduzidas por profissionais e processos científicos diferentes, mas complementares dentro da agricultura moderna. Enquanto a biotecnologia atua na inserção de características específicas no DNA das plantas, o melhoramento genético busca selecionar e desenvolver cultivares mais produtivas por meio de cruzamentos e seleção de materiais.

“O desenvolvimento de uma nova biotecnologia pode levar mais de uma década de pesquisas, testes, descartes e aprovações regulatórias até chegar ao produtor rural”, destacou. Ele ainda reesaltou que a proteção da propriedade intelectual é fundamental para garantir o retorno dos investimentos realizados em pesquisa. De acordo com ele, as patentes asseguram direitos sobre tecnologias inéditas e permitem que empresas continuem investindo na criação de novas soluções para o campo.

Além disso, Amaral pontuou que os contratos de licenciamento adotados na cadeia da soja foram essenciais para garantir segurança jurídica aos produtores e viabilizar a comercialização da produção nos mercados internacionais. Segundo ele, o sistema permite que agricultores utilizem legalmente as tecnologias e tenham respaldo para comercializar e exportar os grãos produzidos.

A mesma visão foi compartilhada por Catharina Pires, diretora de Germoplasma e Biotecnologia da CropLife Brasil. Segundo ela, o sucesso da agricultura brasileira não pode ser explicado apenas pelas condições naturais favoráveis ou pelo perfil empreendedor dos produtores rurais.

Para ela, a combinação entre recursos naturais, agricultores abertos à adoção de tecnologia e um ambiente de segurança jurídica criou as condições necessárias para o avanço da inovação no país. Catharina destacou que marcos regulatórios como a Lei de Patentes, a Lei de Proteção de Cultivares, a Lei de Sementes e a Lei de Biossegurança foram decisivos para atrair investimentos privados em pesquisa e desenvolvimento.

“É esse ambiente de regras claras que permite que empresas invistam em soluções capazes de ajudar o produtor a enfrentar os desafios da agricultura tropical”, afirmou. Segundo a diretora, os agricultores brasileiros convivem com desafios climáticos e fitossanitários mais intensos do que em muitas outras regiões produtoras do mundo, tornando a inovação uma ferramenta indispensável para manter a produtividade das lavouras.

Durante o painel, Catharina também alertou para o avanço do mercado ilegal de sementes de soja no Brasil. Dados apresentados pela CropLife Brasil apontam que aproximadamente 11% das sementes utilizadas na cultura possuem origem ilegal. No Rio Grande do Sul, esse percentual já supera 28%.

Atualmente a pirataria de sementes provoca um impacto econômico estimado em R$ 10 bilhões por ano, afetando produtores rurais, empresas, exportadores e o próprio poder público. Ela destacou que o principal prejudicado é o agricultor, que passa a assumir riscos relacionados à qualidade, pureza genética, vigor, germinação e produtividade das sementes utilizadas.

“Quando o produtor adquire uma semente certificada, ele tem acesso à assistência técnica, rastreabilidade e garantias de qualidade. No mercado ilegal, ele assume sozinho todos os riscos”, explicou. A preocupação é ainda maior entre os pequenos produtores, que possuem menor capacidade financeira para absorver perdas decorrentes de problemas na lavoura.

Segundo Catharina, a utilização de sementes sem certificação também reduz a arrecadação tributária, compromete os investimentos da indústria em pesquisa e afeta a competitividade da cadeia produtiva como um todo. Diante desse cenário, a CropLife Brasil tem intensificado ações de conscientização junto aos produtores rurais para alertar sobre os riscos do uso de insumos ilegais e reforçar a importância da adoção de tecnologias certificadas.





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Paz no Golfo pode reduzir custos de fertilizantes


O acordo preliminar de paz entre os Estados Unidos e o Irã pode trazer reflexos para o mercado global de fertilizantes, especialmente ao reduzir pressões logísticas que vinham sustentando preços elevados nos últimos meses. A avaliação é de Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

Segundo o especialista, a sinalização de reabertura das rotas marítimas na região do Golfo ocorre em um momento considerado favorável para os importadores brasileiros, que tradicionalmente ampliam as compras de fertilizantes nitrogenados no segundo semestre.

“O acordo preliminar de paz entre Estados Unidos e Irã surge como um fator baixista relevante para o mercado global de fertilizantes. Do ponto de vista logístico e da oferta, trata-se de um evento importante, considerando que o estreito é uma rota estratégica para o escoamento de fertilizantes, petróleo, amônia e enxofre. Desde a interrupção da navegação, esses mercados vinham registrando impactos altistas expressivos”, afirmou Pernías.

De acordo com o analista, a retomada do tráfego marítimo tende a reduzir as restrições logísticas observadas na região, favorecendo o fluxo de mercadorias. No entanto, ele ressalta que ainda existem incertezas relacionadas à segurança da navegação.

“A sinalização de reabertura tende a aliviar as restrições logísticas observadas na região do Golfo, favorecendo o fluxo marítimo. No entanto, ainda persistem incertezas: há relatos de trechos potencialmente minados, o Irã não confirmou condições claras para uma navegação sem restrições adicionais, e navios retidos na região podem enfrentar atrasos até a plena normalização das rotas. Caso a liberação se concretize, espera-se que a normalização ocorra de forma gradual, contribuindo para ampliar o fluxo global de energia e fertilizantes, especialmente nitrogenados e enxofre”, destacou.

O especialista observa ainda que a normalização da oferta não deve ocorrer de forma imediata, mesmo com a retomada das operações marítimas. Além disso, a possibilidade de flexibilização ou retirada de sanções ao Irã pode ampliar a disponibilidade global de fertilizantes e matérias-primas ao longo do tempo.

“Além disso, mesmo com a retomada da navegação, a normalização da oferta e da logística não deve ser imediata. Ainda assim, a possibilidade de retirada de sanções ao Irã reforça o potencial de aumento da disponibilidade global desses produtos ao longo do tempo, embora o cenário ainda seja marcado por elevada incerteza”, explicou.

No mercado da ureia, um dos principais fertilizantes nitrogenados utilizados na agricultura, os reflexos já começaram a ser observados. Segundo Pernías, as cotações CFR Brasil recuaram para níveis anteriores ao início do conflito.

“No mercado de ureia, as cotações CFR Brasil recuaram, na sexta-feira, aos níveis observados antes do início do conflito. Foram oito semanas consecutivas de queda, acumulando uma desvalorização superior a 40%, até atingirem patamares inferiores aos registrados no período pré-crise”, afirmou.

Para o analista, o movimento ocorre em um momento estratégico para o mercado brasileiro. “Considerando que as importações brasileiras de nitrogenados tendem a ganhar força no segundo semestre, esse movimento baixista, somado ao avanço nas negociações geopolíticas, ocorre em um momento favorável para os importadores no Brasil”, concluiu.





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Semana terá geadas e temperaturas negativas


Uma massa de ar polar já atua sobre o Sul do Brasil e deve avançar pelos estados do Centro-Sul ao longo dos próximos dias, provocando queda acentuada das temperaturas e condições típicas de inverno em parte das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Segundo informações do Meteored, áreas de maior altitude entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina poderão registrar até quatro dias consecutivos com temperaturas negativas nesta semana.

De acordo com a previsão, o frio ganha intensidade nesta segunda-feira (15), impulsionado pela atuação de uma frente fria no oceano que se conecta a um sistema de instabilidades entre o Sudeste e o Centro-Oeste. Esse cenário favorece o avanço da massa de ar polar, levando o ar frio para estados como Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro.

No Rio Grande do Sul, as menores temperaturas previstas para o amanhecer desta segunda-feira variam entre 2°C e 5°C nas regiões da Campanha, Sul e Oeste. Na região Central, Norte e em parte da Serra, os termômetros devem marcar entre 6°C e 7°C. Em Porto Alegre, a mínima prevista é de aproximadamente 10°C.

Nas áreas mais elevadas da Serra Gaúcha e da Serra Catarinense, a previsão aponta temperaturas entre -1°C e 3°C. O Meteored destaca, porém, que os modelos meteorológicos costumam subestimar o frio nessas localidades. “Assim, há potencial de temperatura de -5 a -1°C”, informa a análise.

Em Santa Catarina, as mínimas devem ficar abaixo dos 10°C na maior parte do estado, chegando a 4°C em áreas do Sul, Planalto e Oeste. No Norte e na faixa leste catarinense, as temperaturas devem variar entre 11°C e 14°C. No Paraná, o frio será mais intenso na porção sul, onde os termômetros podem atingir 4°C, enquanto Curitiba deve registrar cerca de 11°C e o Norte e Noroeste do estado entre 15°C e 17°C.

No Sudeste e em Mato Grosso do Sul, a frente fria deve manter o tempo mais fechado e favorecer a ocorrência de chuva, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e no sul de Minas Gerais. Nessas regiões, as temperaturas mínimas previstas variam entre 15°C e 21°C.

A terça-feira (16) deve marcar o auge da atuação da massa de ar polar. Segundo o Meteored, o potencial para temperaturas negativas se amplia sobre áreas da Serra e do Norte do Rio Grande do Sul, Serra e Meio-Oeste de Santa Catarina e extremo sul do Paraná.

No território gaúcho, as mínimas devem oscilar entre -3°C e 7°C, com possibilidade de geadas em praticamente todas as regiões. Temperaturas abaixo de zero podem ocorrer em toda a Serra e também em pontos isolados do Norte e da região central do estado.

Em Santa Catarina, a previsão indica temperaturas de até -6°C em áreas da Serra e dos Planaltos. No Oeste catarinense, as mínimas devem variar entre 4°C e 5°C. No Paraná, temperaturas negativas devem ficar restritas ao extremo sul, onde os termômetros podem atingir -1°C. Em Curitiba, a mínima prevista é de 9°C.

No Sudeste, o frio também será mais intenso na terça-feira. O Meteored informa que o potencial para temperaturas negativas fica concentrado entre o sul de Minas Gerais e áreas serranas do Rio de Janeiro. Em São Paulo, as mínimas devem variar entre 9°C e 18°C, enquanto no centro-sul e oeste mineiro os termômetros podem marcar entre 7°C e 16°C. Na Região Serrana fluminense, a previsão é de 9°C, enquanto a região metropolitana do Rio de Janeiro deve registrar cerca de 18°C.

No Centro-Oeste, apesar de não haver previsão de temperaturas negativas, o frio deve ser significativo. No centro-sul de Mato Grosso do Sul, as mínimas podem chegar a 9°C.

A tendência para os dias seguintes é de enfraquecimento gradual da massa de ar polar à medida que o sistema se desloca para o oceano. Ainda assim, o frio deve persistir nas áreas litorâneas do Sul e do Sudeste. Na quinta-feira (18), cidades do leste catarinense e da região de Curitiba podem registrar mínimas próximas de 7°C, enquanto áreas serranas do Sul ainda terão temperaturas negativas entre -3°C e -1°C.

Já na sexta-feira (19), o frio perde intensidade e o potencial para temperaturas abaixo de zero diminui consideravelmente. O período também deve ser marcado pela chegada de uma nova frente fria ao Sul do país, com deslocamento mais continental e características diferentes da atual incursão de ar polar.





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Fim da escala 6×1 gerará aumento de custos e perda de poder de compra, afirma presidente da ACCS



Setor de suínos teme aumento de custos e perda de competitividade com novo regime


Foto: Divulgação

O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, manifestou-se negativamente sobre a aprovação do fim da jornada de trabalho 6×1 no Congresso Nacional, medida que implementa a escala 5×2 no Brasil. Para o representante, a alteração legislativa trará prejuízos econômicos significativos, especialmente para o agronegócio e a produção animal, setores que operam de forma ininterrupta os 365 dias do ano.

 

Segundo Losivanio, a mudança resultará em aumento de custos operacionais para as empresas, perda de poder de compra para os trabalhadores e acelerará a desindustrialização do país.

 

Impacto econômico e repasse de preços

 

A principal preocupação destacada pelo presidente da ACCS é o impacto financeiro da redução da jornada sem a correspondente flexibilização salarial. Ele argumenta que a necessidade de contratar mais profissionais para suprir a demanda de horas não trabalhadas onerará os empresários, que já enfrentam uma alta carga tributária nacional. Consequentemente, os custos adicionais atrelados aos encargos trabalhistas dessas novas contratações serão integralmente repassados ao preço final dos produtos.

 

Reflexos no mercado de trabalho

 

Sob a ótica dos empregados, Losivanio avalia que o cenário resultará em perda direta do poder de aquisição. Embora o trabalhador ganhe mais tempo livre na teoria, a elevação do custo de vida forçará muitos a buscar empregos informais ou “bicos” no tempo ocioso para conseguir complementar a renda. Além disso, ele projeta que os novos ingressantes no mercado de trabalho receberão salários proporcionalmente menores em relação aos profissionais já contratados, como uma forma de as empresas diluírem os altos custos gerados pelas horas trabalhadas.

 

Competitividade e fuga de capitais

 

O executivo alertou também para os riscos de evasão de empresas e trabalhadores para os países vizinhos. Losivanio citou que mais de 50 mil brasileiros já migraram para o Paraguai somente neste ano, atraídos por segurança jurídica, física, tributária e pela política de imposto único. A Argentina também estaria adotando cortes de impostos para atrair organizações do Brasil, o que, segundo ele, agrava o cenário de desindustrialização nacional e impulsiona o fechamento de comércios locais de variados portes.

 

Crítica legislativa

 

Na avaliação do presidente da ACCS, a decisão do Congresso é um retrocesso. Losivanio criticou a formulação das medidas e alertou que os legisladores ignoram os desafios diários do setor produtivo para atender às exigentes legislações trabalhistas brasileiras e aos protocolos internacionais. O ônus final das decisões políticas, conclui o executivo, recairá sobre a população consumidora, que pagará a conta das novas exigências impostas ao setor que produz riqueza no país.





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Agro é Social chega a Uruaçu com mais de R$ 3 milhões em investimentos para produtores rurais


Encerramento da Regional Serra da Mesa reúne 622 participantes capacitados de 16 municípios e marca a entrega dos cartões do Crédito Social e dos certificados dos cursos

O Governo de Goiás, por meio da Emater Goiás e Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e do Goiás Social, realizam na próxima sexta-feira, dia 19 de junho, o encerramento de mais uma edição do programa Agro é Social, desta vez na Regional Serra da Mesa. O evento ocorrerá na Feira Coberta de Uruaçu, que fica no bairro Vila Santana, e reunirá produtores rurais de 16 municípios atendidos pela iniciativa, que busca impulsionar a produção no campo por meio da qualificação profissional e do acesso ao Crédito Social.

Participaram desta edição produtores de Alto Horizonte, Amaralina, Campinaçu, Campinorte, Campos Verdes, Colinas do Sul, Estrela do Norte, Formoso, Mara Rosa, Montividiu do Norte, Mutunópolis, Niquelândia, Porangatu, São Luiz do Norte, Trombas e Uruaçu.

Durante o evento, serão entregues os certificados dos cursos de capacitação e os cartões do Crédito Social aos participantes que atenderam aos critérios do programa. O benefício, no valor de até R$ 5 mil por família, é destinado ao fomento de atividades produtivas no meio rural, promovendo inclusão produtiva, fortalecimento da agricultura familiar e ampliação da renda dos beneficiários.

As ações desenvolvidas pelo Agro é Social na Regional Serra da Mesa resultaram na oferta de 33 cursos de capacitação, que qualificaram 622 produtores rurais. Destes, 606 atenderam aos requisitos para acessar o Crédito Social. Ao todo, mais de R$ 3 milhões serão investidos em iniciativas produtivas no meio rural, fortalecendo os negócios das famílias beneficiadas e ampliando suas oportunidades de renda no campo.

O presidente da Emater Goiás, Rafael Gouveia, destaca que o Agro é Social tem se consolidado como uma importante ferramenta de incentivo ao empreendedorismo rural, ao combinar qualificação profissional e acesso ao crédito.

“Mais do que oferecer crédito, o Agro é Social desperta o espírito empreendedor das famílias rurais. Por meio da capacitação e do cartão do Crédito Social, o programa cria condições para que cada participante invista no próprio negócio, amplie sua produção e conquiste mais autonomia. Temos acompanhado histórias de transformação em todas as regiões do Estado, com famílias que agregam valor ao que produzem, aumentam a renda e encontram no campo um caminho sustentável para o desenvolvimento”, afirma Rafael Gouveia.

Além da entrega dos benefícios, o público poderá utilizar diversos serviços gratuitos disponibilizados durante a programação, como atendimentos na área da saúde, emissão de documentos com RG e CPF, distribuição de mudas e serviços oferecidos pelo Vapt Vupt, entre outras ações.





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Drones agrícolas entram no foco regulatório


O avanço dos Drones agrícolas em diferentes regiões tem ampliado a necessidade de diálogo sobre regras, segurança operacional e políticas públicas para o uso da tecnologia no campo. A discussão envolve a busca por marcos regulatórios claros, capazes de acompanhar a expansão da ferramenta sem comprometer a segurança das operações.

Entidades aeroagrícolas do Brasil, dos Estados Unidos e de outros cinco países das Américas formalizaram, no último dia 28, uma cooperação para troca de informações sobre regulamentação, certificação de operadores, requisitos de segurança, treinamento e fiscalização. A iniciativa reúne instituições das Américas do Norte, Central e Sul e tem como foco inicial o uso responsável dos drones agrícolas.

Para o diretor operacional do Sindag, Cláudio Júnior Oliveira, o crescimento da tecnologia tornou inevitável a aproximação entre as entidades representativas da aviação agrícola no continente. Segundo ele, não há resistência à adoção dos drones. A avaliação é de que a ferramenta pode aumentar a eficiência das operações, ampliar as alternativas disponíveis aos produtores rurais e facilitar o acesso de pequenos agricultores às tecnologias de precisão.

Além do Sindag, participam da cooperação a Associação Nacional de Aviação Agrícola dos Estados Unidos, a Associação Canadense de Aviação Agrícola, a Federação Argentina de Câmaras Agroaéreas, a Associação Nacional das Empresas Privadas Aeroagrícolas do Uruguai, a Federação de Associações de Pilotos e Proprietários de Aviões Agrícolas da República Mexicana e a Associação de Aviação Agrícola do Paraguai.

As conversas entre instituições das três Américas ocorrem desde o ano passado e acompanham um movimento observado também em outras regiões. A União Europeia tem demonstrado interesse crescente pelo tema, com países regulamentando a tecnologia para melhorar a produtividade e as condições em pequenas propriedades. A China incorporou os drones ao seu principal plano estratégico para a agricultura, enquanto Filipinas e outros países asiáticos discutem acessibilidade com responsabilidade.

No continente americano, o Canadá trabalha em uma regulamentação específica, enquanto a entidade norte-americana criou um comitê interno e uma campanha de boas práticas. A preocupação ganhou força após pesquisa indicar que mais de 20% dos pilotos agrícolas entrevistados já haviam identificado drones próximos de operações aéreas.

 





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El Niño em 2026 eleva incertezas para a produção pecuária no Brasil


A atuação do El Niño em 2026 foi confirmada pela Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês). Para o Brasil, o fenômeno deve causar choque climático desuniforme: tende a aumentar o risco de seca na faixa norte do Norte e Nordeste e favorecer maiores volumes de chuva no Sul. Já em partes do Centro-Oeste e do Sudeste, os efeitos tendem a aparecer mais como irregularidade das chuvas, maior frequência de períodos secos e temperaturas elevadas.

Segundo pesquisadores da Equipe de Pecuária do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, a leitura mais adequada é tratar o El Niño 2026 como um fator de aumento da volatilidade climática e produtiva, com impactos regionais bastante distintos.

Pesquisadores do Cepea apontam que os principais pontos de atenção para a pecuária nacional são:

Atenção redobrada para a disponibilidade de pastagens e água – Em sistemas baseados em pasto, qualquer atraso na recuperação das chuvas, veranicos prolongados ou temperaturas acima da média podem reduzir o crescimento das forrageiras, diminuir a capacidade de suporte das áreas e pressionar o ganho de peso dos animais ou a produção de leite.

Produção e a qualidade das forragens conservadas – O risco climático sobre grãos não pode ser analisado apenas como risco de quebra de safra. É preciso observar também os efeitos sobre preços relativos, fretes, estoques, qualidade dos grãos, mercado futuro e decisões de compra de ração. Esse ponto é particularmente importante para aves e suínos, mas também afeta confinamentos bovinos, sistemas leiteiros intensivos e suplementação estratégica de ovinos e caprinos.

Ambiência, sanidade e logística, impactando de forma mais severa propriedades que fazem o uso de raças taurinas – Temperaturas elevadas reduzem conforto térmico, pioram conversão alimentar, reduzem consumo voluntário e podem afetar fertilidade, crescimento e produção de leite. Chuvas excessivas, por outro lado, aumentam lama, problemas de casco, mastite, doenças respiratórias, dificuldade de transporte, interrupções logísticas e perda de qualidade de insumos.

Custo da alimentação animal – Milho, farelo de soja, silagem, sorgo, feno e outros volumosos conservados entram no centro da análise porque conectam o clima às margens de praticamente todas as cadeias pecuárias.

Quanto aos impactos por cadeia pecuária, segundo pesquisadores do Cepea, para bovinos de corte, os efeitos do El Niño tendem a se concentrar em quatro pontos: qualidade das pastagens, disponibilidade de água, estresse térmico e aumento dos custos de suplementação. Para a produção leiteira, o impacto tende a aparecer de forma combinada sobre produção de volumosos, custo do concentrado e conforto térmico dos animais. Em relação aos ovinos e caprinos, no Nordeste, o principal risco é a redução da disponibilidade de água e forragem, exigindo maior uso de reservas alimentares e suplementação. Já no Sul, o excesso de chuvas pode aumentar problemas sanitários, dificultar o manejo e comprometer a qualidade das forragens. Para as cadeias de suínos e aves, os maiores impactos tendem a ocorrer por meio do aumento dos custos da ração, do consumo de energia e do estresse térmico. Temperaturas elevadas podem reduzir o desempenho produtivo, afetar a fertilidade e pressionar ainda mais as margens dos produtores.





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Qualidade do sorgo começa antes do plantio


A qualidade das sementes de sorgo depende de decisões tomadas antes mesmo do plantio. A escolha criteriosa das áreas, o controle de contaminantes e o manejo integrado são etapas determinantes para assegurar pureza genética, alta qualidade fisiológica e padrão produtivo.

A produção de sorgo no Brasil tem avançado nos últimos anos e passou a ocupar espaço estratégico no agronegócio. A cultura se destaca pela versatilidade, rentabilidade e eficiência em usos como alimentação humana e animal, biomassa e biocombustíveis. Parte desse avanço está ligada à melhoria das sementes, impulsionada por pesquisa, melhoramento genético e tecnologias de produção.

Na etapa inicial, a seleção dos campos de produção busca garantir pureza genética e preservar características como vigor, germinação e sanidade. Esses fatores influenciam o estabelecimento uniforme da lavoura, a expressão do potencial produtivo e a segurança do produtor.

Segundo José Geraldo Mendes, engenheiro agrônomo e responsável pela área de supply chain da Advanta Seeds, a análise das áreas considera solos férteis, topografia adequada, disponibilidade hídrica, baixa pressão de pragas, doenças e plantas daninhas, além da parceria com produtores tecnificados. Regiões acima de 800 metros tendem a oferecer melhores condições para adaptação, desempenho das linhagens e qualidade final da semente.

A definição da janela de plantio também interfere na performance das linhagens. O manejo integrado orienta etapas que vão da seleção da área ao controle químico, com o objetivo de reduzir interferências capazes de comprometer germinação e vigor.

A manutenção da integridade genética exige isolamento rigoroso. A seleção das áreas avalia riscos internos, como plantas voluntárias de cultivos anteriores, e externos, vindos de áreas vizinhas. A Advanta adota padrões de isolamento superiores aos exigidos pelo Mapa e, em algumas situações, descarta áreas com possíveis contaminantes em raio inferior a 1.500 metros.

Durante o florescimento, equipes técnicas realizam inspeções visuais para eliminar plantas atípicas, com diferenças de cor, porte, ciclo ou características fenotípicas. A atenção é maior em relação ao Capim Massambará, planta daninha de difícil controle e alto potencial de contaminação.

Na colheita e no beneficiamento, o controle da umidade é decisivo para preservar germinação, vigor e integridade física. Após a secagem, avaliações de eficiência e performance ajudam a assegurar que o produto final mantenha suas características genéticas e fisiológicas.

 





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Após chuva de granizo em áreas cafeeiras, produtor precisa agir rápido para…


Com prejuízos ainda sendo contabilizados em lavouras de Minas Gerais, especialista alerta para medidas urgentes relacionadas ao seguro rural, crédito agrícola e contratos de comercialização

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A chuva de granizo registrada em áreas produtoras de café de Minas Gerais, em um momento de avanço da colheita da safra 2026, trouxe preocupação aos cafeicultores. Embora os impactos ainda estejam sendo levantados em diversas propriedades, produtores já relatam danos às lavouras e incertezas sobre o tamanho dos prejuízos que poderão ser confirmados nas próximas semanas.

Diante desse cenário, especialistas alertam que os próximos dias serão decisivos para que os produtores consigam preservar seus direitos junto às seguradoras, instituições financeiras e empresas compradoras de café.

Segundo Vinícius Souza Barquette, advogado especializado em agronegócio, uma das principais recomendações é registrar imediatamente os danos causados pelos granizos e reunir o máximo de documentação possível. Fotos, vídeos, laudos técnicos e demais evidências podem fazer diferença tanto na obtenção de indenizações quanto em negociações relacionadas a financiamentos e contratos comerciais.

Para os produtores que possuem seguro rural, a comunicação do sinistro deve ser feita sem demora. O especialista explica que o aviso à seguradora deve ocorrer por escrito e com comprovante de recebimento, acompanhado do registro detalhado dos prejuízos observados na propriedade.

Além de fotografar e filmar as áreas atingidas, o produtor deve buscar um laudo agronômico independente e manter organizados documentos que possam comprovar os investimentos realizados na lavoura, como notas fiscais de insumos e equipamentos.

Barquette destaca que a primeira providência também deve ser a consulta à própria apólice de seguro.

O produtor precisa imediatamente consultar sua apólice para verificar se o caso cobre os danos ocasionados. A chuva de granizo em geral está coberta no seguro rural. Primeira coisa a checar é se geada/granizo estão de fato descritos como risco coberto. Outra coisa é olhar se o plantio foi feito dentro da zona de cobertura. Plantar fora é o pretexto mais usado para negar. Explica o especialista. 

Outro ponto importante é a reunião de provas complementares que possam reforçar o pedido de indenização. Registros meteorológicos, fotos georreferenciadas, declarações de vizinhos, documentos emitidos por órgãos públicos e eventuais decretos municipais ou estaduais de emergência podem fortalecer a comprovação dos prejuízos.

Além da questão do seguro, produtores que possuem financiamentos rurais também devem ficar atentos aos seus direitos. Em situações de perdas provocadas por eventos climáticos, é possível solicitar a prorrogação das operações de crédito, desde que os prejuízos sejam devidamente comprovados.

O advogado ressalta que muitos produtores acabam aceitando renegociações propostas pelas instituições financeiras sem avaliar outras alternativas previstas na legislação. Por isso, recomenda que qualquer negociação seja formalizada e acompanhada de documentação técnica que demonstre os impactos da chuva de granizo na capacidade de pagamento da propriedade.

A atenção também deve se voltar aos contratos de venda antecipada de café. Dependendo das perdas registradas, o cumprimento dos compromissos assumidos para entrega futura da produção pode ficar comprometido. Nesses casos, a orientação é comunicar a situação aos compradores o mais rapidamente possível e analisar as cláusulas contratuais antes de qualquer decisão.

Embora cada contrato tenha características próprias, a existência de cláusulas relacionadas a força maior e eventos climáticos pode influenciar a estratégia jurídica adotada pelo produtor.

Para quem não possui seguro rural contratado, ainda existem caminhos para reduzir os impactos financeiros das perdas. O primeiro passo continua sendo a elaboração de um laudo técnico que ateste os danos causados pelos granizos e sirva de base para futuras negociações.

Para os produtores que não contrataram seguro, a indicação é fazer o laudo atestando as perdas e buscar negociação das suas obrigações que seriam pagas com aquela lavoura. No caso de crédito com financeira, ele deve buscar o alongamento. No caso de cooperativas e tradings, deve buscar a rolagem, demonstrando a boa-fé. Esclarece o advogado. 

De acordo com o especialista, agir rapidamente é fundamental. Quanto mais tempo o produtor demora para registrar os prejuízos e formalizar pedidos junto às seguradoras, bancos, cooperativas ou compradores, maiores podem ser as dificuldades para comprovar as perdas e buscar soluções para enfrentar os impactos causados pelo evento climático.
 





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