segunda-feira, junho 1, 2026

Política & Agro

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Consumo de farinha nos EUA atinge mínima em décadas


O consumo de farinha dos Estados Unidos voltou a perder força e atingiu em 2025 o menor nível em décadas, em um movimento que reforça a trajetória de enfraquecimento observada nos últimos anos. Depois de uma alta modesta em 2024, o indicador recuou novamente, sinalizando um ambiente de demanda mais contida no mercado de alimentos derivados de trigo.

De acordo com dados divulgados em 13 de abril pelo Serviço de Pesquisa Econômica do Departamento de Agricultura dos EUA, o consumo per capita de farinha ficou em 126,6 libras em 2025, queda de 1,8% na comparação com as 128,9 libras registradas em 2024. O volume foi o menor em 39 anos, desde as 125,6 libras anotadas em 1986.

A nova retração mantém uma sequência observada desde 2018, com altas em anos pares e quedas em anos ímpares. No período, o consumo per capita acumulou perda de 6,2 libras. Em relação ao pico mais recente, de 146,8 libras em 1997, o recuo chega a 20,2 libras, ou 14%. O dado projetado para 2025 também ficou mais próximo da mínima histórica de 1971, de 110,5 libras, do que do auge registrado no fim dos anos 1990.

Após relativa estabilidade durante boa parte da década de 2010, o consumo passou a mostrar tendência mais clara de queda a partir de 2018, quando alcançou 132,9 libras. Na média, os primeiros seis anos da década de 2020 ficaram em 129,4 libras, abaixo das 133,5 libras da década passada, das 137,5 libras dos anos 2000 e das 141,4 libras dos anos 1990.

Agentes do setor já vinham relatando pressão sobre as vendas de produtos à base de farinha. Esse cenário foi acompanhado por queda de 1,4% na produção de farinha no quarto trimestre e por recuo de 1,3% tanto na oferta total quanto no consumo interno em 2025. No comércio exterior, as importações ficaram praticamente estáveis, enquanto as exportações de farinha avançaram 3,4%. Ainda assim, a forte baixa nos embarques de sêmola, massa, bulgur e cuscuz mais do que compensou esse avanço.

 





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O novo plano da China e o alerta para exportadores


A política agrícola chinesa dá sinais mais claros de mudança ao combinar aumento de produtividade com redução gradual da dependência de importações, em um movimento que reforça a segurança alimentar e reposiciona o país no mercado global. Segundo informações de Maria Flávia Tavares, economista e doutora em Agronegócios, com base no relatório Perspectivas Agrícolas da China 2026–2035, divulgado em 20 de abril de 2026 pelo Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China e publicado pelo China Daily, o país vem consolidando um ajuste consistente em sua estratégia para o setor.

A diretriz está alinhada ao Plano Quinquenal e se traduz em metas de produção que sustentam a oferta interna. Para 2026, a estimativa é de que a produção de grãos alcance 716 milhões de toneladas, com alta de 0,2%, enquanto as oleaginosas devem avançar 2,6%. A produtividade média, próxima de 6 toneladas por hectare, aparece como um dos pilares desse processo, ainda que o ganho projetado seja moderado.

Esse avanço já se reflete no comércio exterior. As importações de soja devem recuar 6,1%, interrompendo pelo menos três anos consecutivos de crescimento. O mesmo movimento é observado em outros segmentos, como carne suína, com queda de 8,2%, e laticínios, com retração de 4,1%. A tendência não elimina a participação do mercado internacional, mas reforça seu papel complementar, inclusive com previsão de aumento em itens como aves.

Ao mesmo tempo, a China amplia sua presença exportadora em cadeias específicas. As vendas externas de frutas devem crescer 5%, enquanto as de hortaliças avançam 6,4%, sinalizando ganho de competitividade nesses produtos.

Em um cenário marcado por instabilidade geopolítica e pressão sobre custos de energia, fertilizantes e logística, a estratégia chinesa também busca reduzir a exposição externa. No horizonte mais longo, a produção segue em expansão, enquanto o consumo desacelera e as importações perdem peso relativo, com possíveis impactos sobre o mercado global e sobre países exportadores como o Brasil.

 





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Penhora de combustíveis envolve cifra milionária



Os produtos integram uma carga de aproximadamente 180 milhões de litros


Os produtos integram uma carga de aproximadamente 180 milhões de litros
Os produtos integram uma carga de aproximadamente 180 milhões de litros – Foto: Divulgação

Decisões judiciais abriram caminho para a penhora de uma grande carga de combustíveis em ações de cobrança tributária, em um caso que envolve dívidas de ICMS e mercadorias sob custódia enquanto se discute sua situação na esfera federal. As medidas reforçam a busca por maior efetividade na recuperação de créditos considerados relevantes pelo Estado.

A Procuradoria Geral do Estado de São Paulo obteve duas decisões favoráveis da Vara das Execuções Fiscais Estaduais da Capital em processos de execução fiscal contra a Refinaria de Petróleo de Manguinhos S/A, a Refit. Nos autos, o juízo determinou a penhora de combustíveis pertencentes à empresa até o limite do valor atualizado das dívidas cobradas.

Os produtos integram uma carga de aproximadamente 180 milhões de litros de combustíveis, avaliada em mais de meio bilhão de reais. O material foi apreendido pela Receita Federal e permanece sob custódia da Petrobrás.

Ao analisar os pedidos, a Vara entendeu que a retenção administrativa das mercadorias não afasta o direito de propriedade da empresa enquanto não houver eventual decretação de pena de perdimento pela União. Com esse fundamento, acolheu a solicitação apresentada pela PGE/SP e autorizou a constrição dos bens, com a devida averbação da medida nos processos administrativos fiscais em andamento na Receita Federal.

As decisões também estabeleceram providências para assegurar a efetividade da execução e resguardar a preferência do crédito tributário estadual. Foi determinada a intimação da Receita Federal e da depositária para que tenham ciência da penhora e comuniquem qualquer mudança na situação jurídica das cargas.

Segundo a PGE/SP, a atuação está alinhada à estratégia institucional voltada ao enfrentamento de grandes devedores e à recuperação qualificada de créditos tributários, com foco em medidas que ampliem a capacidade de cobrança e preservem os interesses fiscais do Estado.

 





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Intestino saudável reforça o desempenho dos suínos



Na suinocultura, esse cuidado se torna ainda mais importante


Na suinocultura, esse cuidado se torna ainda mais importante
Na suinocultura, esse cuidado se torna ainda mais importante – Foto: Embrapa – MORÉS, Nelson

A eficiência digestiva tem impacto direto sobre a saúde e o desempenho dos suínos, além de pesar no custo de produção dentro das granjas. Quando o aproveitamento dos nutrientes não ocorre de forma adequada, parte das proteínas permanece no intestino e cria um ambiente favorável à proliferação de bactérias prejudiciais, com reflexos sobre o desenvolvimento dos animais.

Na suinocultura, esse cuidado se torna ainda mais importante em fases de maior sensibilidade, como o pós-desmame. Nesse período, o sistema digestório dos leitões ainda está em adaptação, o que aumenta o risco de desequilíbrios intestinais, diarreias, inflamações e piora no desempenho. Entre os sinais de que a digestão pode não estar indo bem estão fezes mais líquidas, queda no ganho de peso, piora na conversão alimentar e desuniformidade entre os animais.

Segundo especialistas da MCassab Nutrição e Saúde Animal, estratégias voltadas à melhora da digestibilidade da dieta ajudam a reduzir a oferta de nutrientes não digeridos para bactérias patogênicas e favorecem o melhor aproveitamento das proteínas. Nesse contexto, o Enzypac PRO atua na quebra proteica ao longo do trato digestivo.

“Esse desequilíbrio pode levar a diarreias, inflamações intestinais e até a quadros mais graves, prejudicando o desenvolvimento dos suínos. É preciso redobrar a atenção, especialmente nos leitões em período de pós-desmame, já que o sistema digestório ainda está em adaptação e, portanto, mais sensível a componentes da dieta”, destaca Victor Sales.

“Quando a digestão é maximizada, o animal consegue absorver melhor os nutrientes e não precisa ativar o sistema imune, o que gera um ganho adicional ao produtor que busca aumento de desempenho e redução de custo”, finaliza Carolina Dias.  





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Nova solução promete virar o jogo nas granjas



O Salipac 12% pode ser utilizado em diferentes fases da criação


O Salipac 12% pode ser utilizado em diferentes fases da criação
O Salipac 12% pode ser utilizado em diferentes fases da criação – Foto: Canva

Uma nova solução para o controle da coccidiose em aves foi apresentada ao mercado durante um dos principais eventos do setor avícola no Sul do país. Voltado a frangos de corte, o produto chega com proposta de ampliar a flexibilidade de uso nas granjas e reforçar a proteção intestinal dos lotes.

A MCassab Nutrição e Saúde Animal lançou o Salipac 12% durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura e a 17ª Brasil Sul Poultry Fair, em Chapecó (SC). Desenvolvido à base de salinomicina, o anticoccidiano ionóforo é indicado para prevenção e tratamento da coccidiose causada por protozoários do gênero Eimeria, como Eimeria acervulina, Eimeria maxima e Eimeria tenella.

Segundo a empresa, o produto atua na preservação da integridade intestinal das aves, favorecendo o desempenho zootécnico, a uniformidade dos lotes e a absorção de nutrientes. Entre os diferenciais apontados está o fato de ser o primeiro anticoccidiano à base de salinomicina registrado em mg/kg de peso vivo no mercado, o que permite ajustar a dosagem entre 6,60 e 12,45 mg/kg de peso vivo conforme o desafio sanitário e o programa adotado na granja.

O Salipac 12% pode ser utilizado em diferentes fases da criação, inclusive nos dias próximos ao abate, sem necessidade de período de carência. A proposta é oferecer ao avicultor uma alternativa mais flexível, segura e eficaz para o controle da doença e a redução de perdas produtivas.

“Um dos diferenciais do produto é ser o primeiro anticoccidiano à base de salinomicina registrado em mg/kg de peso vivo no mercado. Na prática, isso dá mais flexibilidade ao avicultor, que pode ajustar a dosagem entre 6,60 e 12,45 mg/kg de peso vivo conforme o desafio sanitário e o programa anticoccidiano adotado na granja”, explica Maria Carolina Toth, gerente de produtos da MCassab Nutrição e Saúde Animal.

 





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Uso de biológicos exige atenção à seleção de cepas



Feitoza explica que há cepas com maior capacidade de adaptação


Feitoza explica que há cepas com maior capacidade de adaptação
Feitoza explica que há cepas com maior capacidade de adaptação – Foto: Divulgação

O uso de microrganismos na agricultura tem avançado, mas ainda enfrenta desafios relacionados à escolha adequada dos insumos biológicos. Segundo o professor e pesquisador Adailson Feitoza, uma das principais falhas está na forma como esses produtos são selecionados no campo.

De acordo com o especialista, a escolha baseada apenas na espécie do microrganismo pode levar a resultados inconsistentes. Ele destaca que nem todo Bacillus apresenta o mesmo desempenho, já que a espécie, isoladamente, não determina a eficiência agronômica. O fator decisivo, nesse contexto, é a cepa, que pode apresentar características completamente distintas mesmo dentro de um mesmo grupo.

Feitoza explica que há cepas com maior capacidade de adaptação, resistência e funcionalidade, enquanto outras possuem atuação mais limitada. Essa variação influencia diretamente o desempenho no campo, especialmente em condições adversas, como seca e baixa fertilidade do solo. Por isso, produtos classificados sob o mesmo tipo podem apresentar resultados bastante diferentes, o que não está relacionado ao acaso, mas sim à aplicação da microbiologia de forma mais precisa.

Esse cenário tem sido observado no projeto Trilha dos Microrganismos da Caatinga, onde as coletas em campo evidenciam a presença de organismos altamente adaptados ao ambiente. Segundo o pesquisador, a Caatinga atua como um filtro natural, selecionando microrganismos capazes de sobreviver a condições extremas e manter atividade metabólica mesmo em situações limitantes.

A análise dessas características permite compreender melhor quais microrganismos realmente funcionam, em quais condições e por quais motivos. Para Feitoza, mais do que identificar a presença de um organismo, o desafio está em entender sua performance no ambiente agrícola, reforçando que a seleção natural e o contexto ambiental são determinantes para o sucesso dos biológicos.

 





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Genética aponta resistência ao clima extremo



O trabalho foi feito a partir de uma planta coletada no litoral paulista


O trabalho foi feito a partir de uma planta coletada no litoral paulista
O trabalho foi feito a partir de uma planta coletada no litoral paulista – Foto: Pixabay

Plantas adaptadas a ambientes extremos podem ajudar a esclarecer como espécies nativas reagem às alterações do clima. Em áreas de restinga e dunas, onde o solo é arenoso, seco e pobre em nutrientes, uma pesquisa identificou características genéticas que ajudam a explicar a resistência de uma orquídea brasileira a essas condições e que podem servir de referência para avaliar a vulnerabilidade de outras plantas.

O sequenciamento completo do genoma da orquídea-da-praia revelou mais de mil grupos de genes exclusivos ligados a características fisiológicas associadas à resposta a diferentes estressores ambientais. Segundo os pesquisadores, o diferencial está no grande número de cópias desses genes, o que amplia a variabilidade genética e pode tornar a reação ao estresse mais eficiente.

“O que torna a planta mais resistente a condições extremas é o grande número de cópias de cada um desses genes”, observa o biólogo Fábio Pinheiro, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), coautor do artigo e orientador da bióloga Jacqueline Mattos, que elaborou o trabalho como parte de seu doutorado.

O trabalho foi feito a partir de uma planta coletada no litoral paulista. Após a leitura integral do genoma, a equipe conseguiu identificar esses grupos genéticos com apoio de técnicas avançadas de montagem, além da comparação com outras espécies vegetais usadas como referência para entender a estrutura do DNA.

Além de apontar mecanismos de tolerância climática, o genoma também trouxe pistas sobre a trajetória da espécie ao longo do tempo. A análise indica que ela surgiu há cerca de 10 milhões de anos, em um período mais seco da América do Sul, e que sua população foi encolhendo com o avanço de ambientes mais úmidos e da expansão das florestas. Hoje, a estimativa é de que reste apenas uma pequena fração da população original.

 





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Mapa se une à Embrapa na realização da Feira Brasil na Mesa para valorizar alimentos da sociobiodiversidade brasileira


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) se une à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na realização da Feira Brasil na Mesa, que ocorre de 23 a 25 de abril na Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF). A abertura oficial do evento será realizada na manhã de quinta-feira (23) e contará com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.

A feira reúne produtores, pesquisadores, gestores públicos e o público em geral para apresentar a diversidade de alimentos produzidos no país e ampliar o conhecimento sobre a riqueza da sociobiodiversidade brasileira. Interessados em participar do evento podem se credenciar clicando aqui. 

A iniciativa busca aproximar produção, ciência, políticas públicas e consumo, destacando alimentos que fazem parte da diversidade produtiva brasileira, mas que ainda são pouco conhecidos em nível nacional. O Brasil possui uma das maiores diversidades alimentares do mundo, com frutas nativas, castanhas, farinhas, cafés, fermentados e carnes diferenciadas, muitos deles produzidos por agricultores familiares, pequenos produtores e povos e comunidades tradicionais.  

Um dos espaços centrais do evento é o Estande Brasil, que reúne ministérios e instituições públicas, entre eles o Mapa, para apresentar programas de governo e iniciativas voltadas ao fortalecimento da produção de alimentos, inclusão socioprodutiva e desenvolvimento regional. Além disso, durante a programação técnica do evento, especialistas do ministério apresentarão iniciativas voltadas ao fortalecimento do setor agroalimentar e à ampliação das oportunidades para produtores e agroindústrias brasileiras. 

Na sexta-feira (24), às 17h, no Auditório Pequi, a coordenadora-geral de Articulação da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Fabiana Maldonado, apresenta a palestra “Promoção comercial e internacionalização do setor agroalimentar brasileiro”. A apresentação abordará estratégias voltadas à ampliação da presença dos alimentos brasileiros nos mercados internacionais.

No sábado (25), às 17h, na Sala Mangaba, Judi Maria da Nóbrega, diretora do Departamento de Planejamento e Estratégia do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária, apresenta a palestra “SISBI-POA e sua repercussão para as agroindústrias de produtos de origem animal no Brasil”. A exposição tratará do funcionamento do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal e do impacto da iniciativa na ampliação das oportunidades para agroindústrias em todo o país.

Ciência, alimentos e políticas públicas

A Feira Brasil na Mesa foi criada para dar visibilidade à riqueza alimentar do país e fortalecer economias locais associadas à agricultura familiar e à produção regional. A programação reúne degustações, feira de produtores, vitrines de tecnologias, seminários técnicos e atividades culturais, conectando ciência, mercado e políticas públicas voltadas ao setor agroalimentar. 

Entre as atrações também estão a Estação das Delícias Brasileiras, com degustação de alimentos nativos, a Feira dos Sabores, que reúne produtores de diferentes regiões do país, e a Cozinha Show, com chefs preparando receitas ao vivo utilizando ingredientes da biodiversidade brasileira. 

Informação à [email protected]





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Sema oferta nesta sexta capacitação sobre cobranças pelo uso das águas



Sema-MT promove capacitação sobre cobrança do uso das águas com especialistas de SP



Foto: Andressa Silva

Servidores e representantes da gestão dos recursos hídricos participaram hoje (17.04) do workshop sobre a implementação da cobrança pelo uso das águas, realizados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT). A programação conta com um especialista na temática administrativa de São Paulo, que aborda como é esse instrumento e sua aplicação em outros estados.

O evento ocorre no Auditório Arne, durante o período das 8h às 17h. O objetivo do workshop é capacitar a Câmara Técnica e demais membros do Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CEHIDRO), além de integrantes dos Comitês de Bacia Hidrográfica (CBH).

A Agência de Águas do estado de São Paulo é o braço executivo dos Comitês PCJ, responsável por gerenciar os recursos hídricos dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, especificamente as cobranças. Dessa forma, possuem articulação com o Governo do Estado e Federal, usuários de água e ONGs.

A vinda de integrantes da agência para a oficina visa melhor compreensão prática dos participantes em relação ao modelo de cobrança empregado no PCJ.

“Esse curso é organizado pela Câmara Técnica de Cobrança do Conselho Estadual de Recursos Hídricos, onde a Câmara Técnica está se capacitando para poder trabalhar as questões de cobrança no Estado de Mato Grosso. Não quer dizer que vamos plantar cobrança ou não, mas estamos buscando entender o que é esse instrumento, qual a forma que ele está acontecendo em outros lugares”, afirma o superintendente. 

O encontro ofereceu um café da manhã para a recepção dos participantes. Posterior a abertura feita pelo Superintendente de Recurso Hídricos da Sema e Secretário Executivo do CEHIDRO, Luiz Henrique Noquelli, o curso será ministrado pelo Diretor Administrativo e Financeiro da Fundação das Bacias PCJ, Ivens de Oliveira.

Também aconteceu um coffe break disponível aos presentes.

*Texto: Yasmin Yegros com supervisão de Clênia Goreth 





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CNA destaca impactos da Reforma Tributária para o produtor de cana



CNA ressalta efeitos da reforma tributária para produtores de cana



Foto: Divulgação

Brasília (17/04/2026) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou os impactos da Reforma Tributária para os produtores rurais durante programação do Cana Summit 2026, na quinta (16), em Ribeirão Preto (SP).

O evento foi realizado pela Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana) e reuniu autoridades, lideranças e especialistas para debater desafios e oportunidades do setor sucroenergético. 

O coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, participou de um painel com os especialistas Analelia Galhardo (Tax Partner na PwC Brasil), Henrique Domingues Montanare (Sócio e Diretor da SeniorBusiness Solutions), Marcos Ribeiro (Sócio da Simões Pires).

Em sua fala, Renato destacou a importância de o produtor se preparar para o período de transição da Reforma Tributária e de mudanças como o sistema de emissão de notas eletrônicas. 

Segundo ele, embora a implementação comece em 2026, os pagamentos dos tributos serão exigidos em 2027.

O coordenador também ressaltou as conquistas alcançadas pela CNA e pelas entidades parceiras, como a Orplana, ao longo da tramitação da reforma. “Houve avanços importantes para o agro, como a redução da carga tributária, o tratamento diferenciado para os biocombustíveis em relação aos combustíveis fósseis, e a possibilidade de transferência de crédito”. 

Durante o debate, Conchon explicou ainda que a reforma representa uma mudança de paradigma para o produtor rural e na forma como ele lida com a tributação. “O que ele faz hoje em nível de ICMS, que é o imposto estadual que está morrendo, ele não vai fazer mais, será algototalmente diferente”.





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