sexta-feira, julho 24, 2026

Política & Agro

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Mato Grosso registra novo recorde na soja



Exportações de derivados avançam 41,8%



Foto: Pixabay

O esmagamento de soja em Mato Grosso atingiu um novo recorde mensal em maio de 2026, segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária na segunda-feira (15). O volume processado da oleaginosa somou 1,28 milhão de toneladas, resultado que representa alta de 6,98% em relação a abril e avanço de 3,22% na comparação com o mesmo período de 2025.

De acordo com o instituto, o desempenho foi impulsionado pela maior utilização da capacidade das plantas industriais, pela demanda externa aquecida por óleo de soja e pelo crescimento do setor de biodiesel. O cenário favoreceu o aumento da atividade das indústrias de processamento no estado.

Como reflexo desse movimento, as exportações de derivados de soja por Mato Grosso alcançaram 21,69 mil toneladas em maio, volume 41,80% superior ao registrado no mês anterior.

Apesar do avanço no processamento e das exportações de óleo de soja, a rentabilidade das indústrias foi pressionada ao longo do período. Segundo o Imea, a valorização de 1,18% da soja em grão, combinada à queda nos preços dos coprodutos, reduziu as margens do setor.

Com isso, a margem bruta de esmagamento apresentou retração de 7,82% no comparativo mensal, encerrando maio com média de R$ 639,84 por tonelada processada.





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Geadas e chuva forte marcam chegada do inverno


Uma nova frente fria acompanhada por uma massa de ar polar deve provocar chuva forte, queda acentuada das temperaturas e risco de geadas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil nos próximos dias. O cenário marca a chegada do inverno com características típicas da estação, após a atuação de sistemas que já vêm influenciando o clima em diversas áreas do país.

Nos últimos dias, uma frente fria e uma massa de ar polar provocaram volumes expressivos de chuva, aumento da nebulosidade e temperaturas mais baixas em várias regiões. O ar frio continuará atuando sobre o Sul e o Sudeste nos próximos dias, mantendo o clima frio e favorecendo a ocorrência de geadas pontuais.

A partir de sexta-feira (19), uma nova frente fria avança pelo país e deve espalhar áreas de instabilidade ao longo do dia. As chuvas devem atingir o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e, no fim do dia, também áreas de São Paulo.

No sábado (20), o sistema poderá provocar chuva forte no extremo leste do Paraná e em São Paulo, com potencial para transtornos em regiões como Curitiba e a capital paulista. Já no domingo (21), a frente fria ainda poderá provocar pancadas isoladas entre Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, antes de perder força.

Os maiores volumes de chuva são esperados para a Região Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. Os acumulados podem chegar a 50 milímetros, acompanhados por rajadas de vento de até 60 quilômetros por hora. Há possibilidade de interrupções no fornecimento de energia elétrica, danos localizados em áreas agrícolas, queda de galhos de árvores e pontos de alagamento.

Além da chuva, a passagem do sistema deve reforçar o padrão de frio sobre o centro-sul do país, mantendo as temperaturas abaixo da média para o período.

À medida que a atual massa de ar polar se desloca em direção ao Oceano Atlântico, uma nova massa de ar frio começa a avançar sobre o território brasileiro a partir de sexta-feira (19), logo após a passagem da frente fria responsável pelas chuvas.

Entre sábado (20) e domingo (21), o avanço desse ar frio deve provocar queda perceptível das temperaturas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Durante a madrugada e a manhã de domingo (21), os termômetros podem registrar temperaturas inferiores a 10°C em grande parte dessas áreas, com marcas próximas de 0°C em diversos municípios da Região Sul. O cenário aumenta a possibilidade de geadas generalizadas.

O domingo (21) também marca o início oficial do inverno de 2026. A estação começa sob influência dessa massa de ar polar, trazendo condições típicas de inverno para boa parte do país. No entanto, com o fenômeno El Niño já estabelecido no Oceano Pacífico, há indicativos de que o inverno possa apresentar temperaturas mais elevadas em comparação com o outono em algumas regiões brasileiras.





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Demora em registros pressiona setor de defensivos



ma estratégia jurídica adequada é importante


ma estratégia jurídica adequada é importante
ma estratégia jurídica adequada é importante – Foto: inpEV

A demora na análise de pedidos de registro de pesticidas permanece entre os principais desafios do mercado brasileiro de defensivos agrícolas. Em um setor regulado, prazos longos podem afetar o planejamento comercial, os investimentos, o lançamento de produtos e a competitividade.

Nesse cenário, a busca pelo Judiciário para acelerar ou concluir processos administrativos tem se tornado mais frequente. A medida exige atenção à documentação, aos fundamentos técnicos e aos procedimentos legais. Uma estratégia jurídica adequada é importante para reduzir riscos e evitar decisões desfavoráveis.

O tema será discutido no 17º Brasil AgrochemShow, nos dias 3 e 4 de agosto de 2026, no Centro de Eventos São Luís, em São Paulo. Luciana Fabri Mazza, sócia do escritório Mazza e Manente de Almeida Advogados, apresentará palestra sobre a judicialização de registros de pesticidas. Formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários, a advogada atua em Direito Público e Empresarial.

Organizado pela AllierBrasil em parceria com a CCPIT Chem, da China, o encontro pretende aproximar empresas nacionais e estrangeiras, estimular parcerias e ampliar a troca de informações sobre agroquímicos, bioinsumos, mercado, registro, meio ambiente e inovação agrícola. A expectativa é reunir 1.500 expositores e visitantes. As inscrições serão feitas pelo portal allierbrasil.com.br/agrochemshow, mediante doação de cestas básicas à ONG Crê-Ser. Em 2025, foram arrecadados 14 mil quilos de alimentos. As informações foram divulgadas recentemente.

 





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Abertura da Febrasem 2026 destaca principais desafios na produção de sementes


Na manhã desta quarta-feira (17/06), ocorreu a abertura da 5ª edição da Feira Brasileira de Sementes (Febrasem), em Rondonópolis (MT), o evento promovido pela Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat), e considerada o maior encontro nacional da cadeia produtiva de sementes. Durante dois dias, o tema “A Semente é o Elo” será debatido em uma extensa programação de palestras, painéis e networking, envolvendo todos os níveis do segmento sementeiro brasileiro.

Durante a solenidade de abertura, o presidente da Aprosmat, Nelson Croda, destacou que a feira é concebida para gerar debates e buscar soluções para as demandas do produtor de grãos brasileiro. “ O que nos deixa muito feliz, é que por meio da Febrasem é que conseguimos reunir os líderes das companhias do Brasil inteiro. Com isso, nós precisamos como sementeiros e produtores, nos unirmos e  buscarmos o diálogo para termos uma convergência para transformarmos estes desafios presentes em oportunidades para o setor. E como o próprio tema da feira destaca, “A Semente é o Elo”, temos que unirmos todos os elos e fortalecer a cadeia produtiva de sementes”, pontuou.

Na sequência, a primeira palestra do dia o professor de Agronegócio Global do Insper, Marcos Jank, abordou o tema “Agronegócio e Segurança Alimentar Global”, onde segundo o especialista em geopolítica trouxe uma mensagem otimista sobre os impactos para a produção de grãos relacionado aos conflitos regionais como nas guerras Rússia/Ucrânia e no oriente médio. “Será um ano muito difícil, e nós já sabemos disso, mas o que eu procurei trazer aqui é uma perspectiva positiva em relação ao papel do Brasil nas commodities. O papel do Brasil nas commodities é muito interessante, porque o Brasil tem hoje um potencial já realizado nas commodities agropecuárias e agroindustriais onde nós hoje somos o maior exportador mundial. Isso vale também para o algodão, vale para a celulose, não só para alimentos. A gente tem um potencial incipiente ainda em bioenergia, porque a bioenergia é um produto brasileiro, mas não é um produto global, e nós poderíamos internacionalizar mais isso com um projeto estratégico envolvendo políticas governamentais e o setor privado”, explicou.

A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, reforçou que o Governo de Mato Grosso é parceiro do setor agropecuário e está à disposição para apoiar iniciativas que fortaleçam a produção e a defesa dos interesses do agro brasileiro. Segundo ela, a relevância do trabalho desenvolvido pelos produtores e pelas entidades do setor ultrapassa as fronteiras do país e tem impacto direto na segurança alimentar mundial. Mayran destacou ainda que momentos de desafios e mudanças no cenário internacional exigem união entre os setores público e privado para a construção de soluções e estratégias capazes de manter a competitividade do agronegócio. “É justamente nos períodos de maior adversidade que surgem as oportunidades de aperfeiçoamento. Por isso, essa aproximação entre governo e iniciativa privada é fundamental para identificar demandas, ajustar rotas e ampliar resultados.  Mato Grosso seguirá sendo um parceiro permanente desse debate e da busca por soluções para o setor”, afirmou.

O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, defendeu a valorização do setor sementeiro e ressaltou que o protagonismo do agro mato-grossense é resultado direto de investimentos em pesquisa, inovação, melhoramento genético e qualificação profissional. “Mato Grosso alcançou os índices de produtividade que apresenta hoje porque houve um trabalho consistente de desenvolvimento tecnológico. Os sementeiros buscaram os parceiros certos, investiram em conhecimento e entregaram aos produtores as ferramentas necessárias para produzir mais e melhor”, afirmou.

A agenda da manhã do evento se encerrou com o painel “ A dinâmica do reconhecimento propriedade intelectual e os para os negócios de sementes”.

A edição deste ano foi pensada para conectar a informação e conhecimento técnico à realidade prática do campo. Desta forma, os participantes terão na programação do evento, a conectividade de ecossistema, abordando uma análise profunda sobre o elo entre a biotecnologia e o aumento de produtividade de forma sustentável, mostrando como a inovação digital e biológica pode transformar a operação diária na fazenda.

Programação

14h – Palestra – Melhoramento Genético e Manejo de Pastagem – Janaína Martuscello

15h – Momento BASF

15h05 – Painel – Desafios e oportunidades atuais da produção de Sementes

Drª Fátima Zorato / Drº Jonas Pinto / Drº França Neto / Drº Geri Meneghello

17h – Visitação Estandes

18 de junho

8h – Painel – Perspectiva do Futuro da Comercialização de Sementes

Frederico Barreto – SYN / Francisco Soares – TMG / Julio Cesar Poletto – GDM / Ignácio Rosasco – STINE / Marcelo Batistela – BASF / Fábio Passos – BAYER / William Weber – Corteva

09h30 – Momento Corteva

09h40 – Palestra – Liderança, Gestão e Negócios – Maurício Schneider

10h40 – Visita Estandes

12h – Almoço

14h – Palestra – Impacto Nova Tributação no Setor – Eduardo Lourenço

15h – Momento Stine

15h05 – O Futuro do Negócio de Sementes de Soja – Anderson Galvão

16h – Visita Estandes

17h – Happy Hour.





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Mercado reage a estoques reduzidos de algodão



Demanda asiática fortalece mercado da fibra



Foto: Divulgação

A revisão dos números globais de oferta e demanda de algodão para a safra 2026/27 indica um cenário de estoques mais restritos e consumo aquecido, segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária na segunda-feira (15). O quadro contribuiu para dar sustentação às cotações da fibra na bolsa de Nova York no dia da divulgação dos dados.

De acordo com o instituto, a redução dos estoques finais da safra 2025/26, resultado do forte ritmo de exportações observado no Brasil e nos Estados Unidos, levou à diminuição dos estoques iniciais projetados para a temporada 2026/27 em junho, na comparação com maio.

Ao mesmo tempo, a estimativa de produção mundial para a nova safra permaneceu inalterada no comparativo mensal, totalizando 25,27 milhões de toneladas. A estabilidade da produção limitou a recomposição da oferta global em um momento de maior demanda.

Por outro lado, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou em 0,06% sua previsão para o consumo mundial de algodão, que passou a ser estimado em 26,51 milhões de toneladas. Segundo o Imea, o ajuste foi impulsionado pela expectativa de manutenção da demanda dos países asiáticos e pela decisão da Índia de manter zeradas as tarifas de importação até 31 de outubro, medida voltada ao aumento da oferta interna e ao abastecimento da indústria local.

Com uma oferta mais limitada e o consumo em patamares elevados, os estoques finais da safra 2026/27 foram reduzidos em 1% em relação à projeção anterior. Conforme destaca o instituto, o volume projetado é o menor registrado desde a safra 2018/19.

Na avaliação do Imea, esse balanço global mais apertado reforçou a percepção de escassez relativa da fibra no mercado internacional e contribuiu para a valorização dos contratos de algodão negociados na bolsa de Nova York.





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Produção de milho fica mais cara no Mato Grosso



Alta dos insumos pressiona cultivo de milho



Foto: Canva

O custo de produção do milho em Mato Grosso deverá ser maior na safra 2026/27. De acordo com análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, com base em dados do CPA-MT, o custeio da próxima temporada foi estimado em R$ 3.799,42 por hectare em maio de 2026, alta de 14,46% em comparação ao consolidado da safra 2025/26.

Segundo o levantamento do Imea, o avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento das despesas com fertilizantes, defensivos agrícolas e sementes. A entidade destaca que o resultado reflete tanto a valorização desses insumos quanto o avanço tecnológico incorporado ao material genético utilizado pelos produtores.

Como consequência, o Custo Operacional Efetivo (COE) apresentou crescimento de 15,03% em relação à safra anterior, alcançando R$ 5.528,49 por hectare em maio de 2026.

Já o Custo Total (CT) registrou elevação de 10,30% no comparativo anual e foi estimado em R$ 7.418,49 por hectare, indicando maior necessidade de capital para o cultivo da próxima safra.

De acordo com a análise do Imea, o aumento dos custos reforça a importância do planejamento comercial das propriedades. Considerando uma produtividade de referência de 120,28 sacas por hectare, o produtor precisará vender o milho por, no mínimo, R$ 45,96 por saca para cobrir o COE.

O instituto ressalta que, diante desse cenário, a adoção de estratégias de comercialização antecipada ganha relevância para a rentabilidade da atividade. Conforme a análise, é fundamental aproveitar oportunidades de mercado para fixação de preços e redução dos riscos associados às oscilações das cotações ao longo da temporada.





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Açúcar fecha em alta e recupera parte das perdas com mercado de olho no clima


Possíveis impactos do El Niño sobre Índia, Brasil e Tailândia elevam preocupações com a oferta mundial de açúcar

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As cotações do açúcar encerraram a sessão desta segunda-feira (1º) em alta nas principais bolsas internacionais. O mercado voltou a precificar os riscos climáticos para a safra global, especialmente diante das preocupações com o avanço do fenômeno El Niño e seus possíveis impactos sobre grandes produtores da commodity.

Na Bolsa de Nova Iorque, o contrato julho fechou cotado a 14,45 cents por libra-peso, valorização de 39 pontos. O vencimento outubro avançou 40 pontos e encerrou o pregão a 14,94 cents por libra-peso.

Em Londres, os ganhos foram mais expressivos. O contrato agosto do açúcar branco subiu 1.180 pontos e terminou o dia negociado a US$ 450,00 por tonelada. Já o contrato outubro avançou 1.020 pontos, fechando a US$ 444,50 por tonelada.

Clima segue no radar dos investidores

O principal fator de sustentação das cotações continua sendo a preocupação com o comportamento do clima nos próximos meses. O mercado acompanha os possíveis efeitos do El Niño sobre importantes regiões produtoras de açúcar, cenário que pode comprometer o desenvolvimento das lavouras e reduzir a oferta global da commodity.

As atenções se voltam especialmente para a Índia, segundo maior produtor mundial de açúcar. Recentemente, o serviço meteorológico do país revisou para baixo a previsão de chuvas para a temporada de monções, aumentando as incertezas sobre o potencial produtivo da safra 2026/27.

Além da Índia, os investidores monitoram possíveis impactos sobre Brasil e Tailândia, países que também desempenham papel fundamental no abastecimento global do mercado.

De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), existe 82% de probabilidade de formação do El Niño entre maio e julho, com possibilidade de permanência do fenômeno ao longo dos próximos meses.

Produção brasileira continua como fator de pressão

Apesar da recuperação observada nos últimos pregões, o mercado segue encontrando resistência no avanço da oferta brasileira.

Dados divulgados recentemente pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) mostraram que a produção de açúcar do Centro-Sul atingiu 2,475 milhões de toneladas em abril da safra 2026/27, volume 55,3% superior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior.

O aumento da produção reforça a percepção de maior disponibilidade da commodity no mercado internacional e continua atuando como contraponto aos riscos climáticos que sustentam as cotações.

Com isso, o mercado segue dividido entre a perspectiva de uma oferta mais robusta no Brasil e as incertezas relacionadas ao clima em importantes regiões produtoras ao redor do mundo.
 





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Estoque de Cédulas de Produto Rural atinge R$ 565 bilhões


O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR) atingiu R$ 565 bilhões em maio de 2026, valor 13% superior ao registrado nos últimos 12 meses. Apesar do avanço no estoque total, o volume de novos registros apresentou retração na atual temporada. Entre julho de 2025 e maio de 2026, os registros somaram R$ 343,9 bilhões, queda de 6% em comparação aos R$ 366,6 bilhões observados no mesmo período da safra anterior.

Os dados constam na mais recente edição do Boletim de Finanças Privadas do Agro, elaborado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, que reúne informações sobre o desempenho dos principais títulos e fundos privados de financiamento do agronegócio referentes a maio de 2026.

Segundo a Secretaria de Política Agrícola, responsável pelo estudo, a CPR tem fortalecido sua posição como uma das principais ferramentas de financiamento do agronegócio brasileiro ao longo das últimas safras.

As Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) alcançaram estoque de R$ 571,51 bilhões em maio. O montante permaneceu praticamente estável em relação ao mesmo período do ano anterior, registrando leve retração de 0,3%.

Mesmo com a estabilidade do estoque, os recursos destinados ao crédito rural por meio das LCAs cresceram. Pelo menos R$ 342,9 bilhões foram obrigatoriamente direcionados ao financiamento de atividades agropecuárias, conforme a exigência regulatória que determina a aplicação mínima de 60% dos recursos captados com esses títulos no setor. Na comparação anual, o volume destinado ao agronegócio aumentou 20%, refletindo a elevação da exigibilidade das LCAs, que passou de 50% para 60%.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) também apresentaram crescimento. O estoque desses papéis alcançou R$ 175,7 bilhões em maio, avanço de 12% em relação aos últimos 12 meses.

Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) registraram movimento contrário. O estoque recuou 6% na comparação anual. Conforme a análise da SPA, o resultado ainda está relacionado ao crescimento expressivo observado em agosto de 2024, que vem sendo gradualmente ajustado nos períodos seguintes.

Os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) mantiveram a trajetória de expansão. Embora ainda representem uma parcela menor dos recursos privados destinados ao setor, os fundos seguem ampliando sua participação no mercado. Em abril, o patrimônio líquido dos Fiagro atingiu R$ 62 bilhões, distribuídos entre 247 fundos em operação.

O boletim é elaborado mensalmente pelo Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário da SPA e acompanha a evolução dos instrumentos privados de financiamento utilizados pelo agronegócio brasileiro.





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Frio e chuvas favorecem lavouras de inverno na Região Sul


As lavouras de inverno da Região Sul seguem avançando sob condições meteorológicas, em geral, favoráveis, segundo previsão do Instituto Nacional de Meteorologia. As chuvas registradas recentemente contribuíram para a recomposição da umidade do solo, especialmente no Paraná, reduzindo a restrição hídrica e favorecendo a emergência, o enraizamento e o desenvolvimento vegetativo de culturas como trigo e aveia. No Paraná, a maior parte das áreas cultivadas está em fase vegetativa, embora ainda existam lavouras em emergência e outras iniciando a floração. Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, a semeadura continua avançando com condições favoráveis ao estabelecimento inicial das culturas.

No caso da aveia cultivada em Guarapuava, no Paraná, os elevados volumes de chuva registrados no fim de maio e ao longo de junho mantêm o armazenamento de água no solo em níveis adequados, sem indicação de restrição hídrica durante o ciclo da cultura. O cenário favorece o desenvolvimento inicial das plantas e cria condições para o avanço da fase vegetativa.

A chegada de uma massa de ar frio ao longo da semana provoca queda nas temperaturas na Região Sul, especialmente no Paraná e em Santa Catarina, mantendo as máximas em patamares mais baixos. Segundo o Inmet, os efeitos do frio variam de acordo com o estágio de desenvolvimento das lavouras. Em fases iniciais, como emergência, emissão de folhas e perfilhamento, as culturas de inverno costumam apresentar maior tolerância às baixas temperaturas, registrando, em geral, apenas uma redução temporária no ritmo de crescimento.

Nas lavouras em fase vegetativa, como a aveia em desenvolvimento inicial, o frio moderado tende a favorecer o perfilhamento, contribuindo para maior densidade de plantas e melhor uniformidade das áreas cultivadas. O risco, no entanto, aumenta em lavouras mais avançadas, principalmente durante as fases de alongamento, emborrachamento, floração e enchimento de grãos. Nesses estágios, episódios de frio intenso e geadas podem comprometer estruturas reprodutivas, afetar processos fisiológicos e reduzir o potencial produtivo.

Além dos impactos sobre as plantas, as baixas temperaturas também podem influenciar a dinâmica das pragas. O Inmet destaca que o frio tende a reduzir a atividade e a população de pulgões, responsáveis pela transmissão do vírus do nanismo-amarelo. Com menor pressão da praga no início do ciclo, pode haver redução da necessidade de aplicações precoces de inseticidas, desde que o monitoramento em campo confirme baixos níveis de infestação. O instituto ressalta ainda que a alternância entre períodos chuvosos e dias mais secos favorece a redução da pressão de doenças fúngicas nas culturas de inverno, especialmente quando comparada a cenários de elevada umidade e molhamento foliar prolongado.

A previsão meteorológica indica a intensificação e o deslocamento de um sistema de baixa pressão sobre a Região Sul nos próximos dias. A condição deverá favorecer a formação de áreas de instabilidade e o retorno das chuvas a partir de quinta-feira (18). Os maiores acumulados são esperados para o sudoeste, centro-sul e norte do Paraná, além do norte de Santa Catarina, onde os volumes podem superar os 50 milímetros.

As temperaturas devem permanecer baixas durante o fim de semana em grande parte do Rio Grande do Sul, na Serra de Santa Catarina e no sul do Paraná. Nessas áreas, as mínimas poderão ficar abaixo de 10°C, com registros pontuais inferiores a 8°C em regiões mais elevadas. As máximas devem permanecer abaixo de 12°C em grande parte da região.

Diante desse cenário, o Inmet reforça a importância do acompanhamento constante das atualizações meteorológicas para auxiliar o planejamento das atividades agrícolas, reduzir riscos operacionais e contribuir para a tomada de decisões relacionadas ao manejo das lavouras e à organização das operações de campo.





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Exportações de carne seguem aquecidas



China mantém liderança nas compras de carne



Foto: Pixabay

A atratividade das exportações de carne bovina de Mato Grosso aumentou em maio de 2026, segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária. O índice calculado pela entidade alcançou 78,96 arrobas por tonelada, indicador que mede quantas arrobas de boi gordo podem ser adquiridas com a receita obtida na exportação de uma tonelada de carne bovina.

De acordo com o levantamento, o resultado representa avanço de 19,72% em relação a abril de 2026, equivalente a um ganho de 13,01 arrobas por tonelada. Na comparação com maio de 2025, o crescimento foi de 1,69%.

O Imea atribui o desempenho à melhora da remuneração da proteína bovina no mercado internacional. A valorização da carne exportada ampliou o poder de compra da receita obtida com as vendas externas, elevando o indicador de atratividade.

Entre os mercados analisados, a União Europeia apresentou o maior índice, com 105,53 arrobas por tonelada. O resultado foi 38,67% superior ao registrado para a China, que ficou em 76,11 arrobas por tonelada.

Apesar disso, a China permaneceu como o principal destino da carne bovina mato-grossense, respondendo por 61,85% dos embarques realizados em maio. Segundo o instituto, a participação da União Europeia e de outros mercados com maior valor agregado continua contribuindo para elevar a rentabilidade das exportações do setor.

O Imea destaca ainda que as discussões recentes envolvendo exigências sanitárias da União Europeia seguem sendo acompanhadas pelo segmento. A entidade avalia que eventuais mudanças nas condições de acesso ao bloco europeu podem impactar um dos mercados mais atrativos para a carne bovina produzida em Mato Grosso.





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