sexta-feira, julho 24, 2026

Política & Agro

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Cotações da carne sobem, e produção é recorde



Preços da carne de frango têm registrado alta


Foto: Divulgação

Os preços da carne de frango têm registrado alta desde o início de junho, inclusive neste início de segunda quinzena, quando normalmente a demanda se enfraquece. Esse cenário foi verificado em todas as praças acompanhadas pelo Cepea e reflete a retomada gradual da demanda e a oferta interna ajustada.

Quanto à produção de carne de frango, dados do IBGE apontam que, no primeiro trimestre de 2026, atingiu recorde para esse período, considerando-se a série do Instituto, iniciada em 1997.

De janeiro a março deste ano, a avicultura de corte nacional produziu 3,734 milhões de toneladas de carne, volume 2,2% acima do registrado no último trimestre de 2025, e alta de 6,9% frente às 3,492 milhões de toneladas observadas no primeiro trimestre do ano passado.





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Produção de ovos recua no 1º trimestre



Produção brasileira de ovos para consumo iniciou 2026 em ritmo moderado


Foto: Divulgação

A produção brasileira de ovos para consumo iniciou 2026 em ritmo moderado. Segundo dados divulgados pelo IBGE neste mês, compilados e analisados pelo Cepea, o Brasil produziu 995,5 milhões de dúzias de ovos para consumo entre janeiro e março deste ano. O volume representa leve recuo de 0,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e queda mais expressiva, de 3,8%, frente ao último trimestre do ano passado.

Segundo o Cepea, com menor disponibilidade interna, os preços dos ovos avançaram entre o quarto trimestre de 2025 e o primeiro trimestre deste ano. Entre janeiro e março, a média dos ovos brancos tipo extra, a retirar (FOB) em Bastos (SP), foi de R$ 147,20/caixa com 30 dúzias, alta de 8,7% em termos reais (dados deflacionados pelo IGP-DI de mai/26), em relação ao trimestre anterior. Para os ovos vermelhos, a valorização real foi de 11,5% no mesmo comparativo, com média de R$ 167,04/cx na praça paulista.





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SindiTabaco completa 79 anos de atuação pelo setor


Entidade chega aos 79 anos com uma história de iniciativas voltadas ao desenvolvimento econômico, social e ambiental da cadeia produtiva.

Fundado em 24 de junho de 1947 e sediado em Santa Cruz do Sul (RS), o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) representa suas empresas associadas, promovendo práticas sustentáveis que mantêm o tabaco brasileiro entre os mais requisitados do mundo. São 79 anos de atuação em defesa do setor, sempre priorizando a sustentabilidade de toda a cadeia produtiva e desempenhando um papel estratégico na representação das indústrias do segmento.

A entidade entra na contagem regressiva para seus 80 anos cumprindo sua missão de defender um setor que envolve 533 mil pessoas na produção rural e está presente em 525 municípios da Região Sul do Brasil. Desde sua fundação, o SindiTabaco tem atuado como uma ponte entre indústrias, produtores, órgãos governamentais e lideranças ligadas à produção. Além disso, lidera iniciativas voltadas ao incentivo às boas práticas agrícolas, à preservação ambiental, à promoção da saúde e da segurança dos produtores e à proteção de crianças e adolescentes.

Para o presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, a competitividade do tabaco brasileiro está diretamente vinculada à sustentabilidade econômica, social e ambiental de toda a cadeia produtiva. “Por isso, é tão importante o nosso Sistema Integrado de Produção de Tabaco, que garante qualidade, inovação, previsibilidade e assistência técnica no campo”, afirma. “No SindiTabaco, temos um compromisso claro com o setor e pautamos nossa atuação em pilares fundamentais que orientam cada decisão e posicionamento adotados pela entidade”, completa.

Trajetória – A história do SindiTabaco começou em 1947, quando a entidade foi formalizada como Sindicato da Indústria do Fumo de Santa Cruz. Antes disso, porém, já atuava como Associação Profissional da Indústria do Fumo, fundada em 1942, em Santa Cruz do Sul (RS). Ao longo dos anos, sua presença foi ampliada: em 1980, passou a ter abrangência em todo o Rio Grande do Sul; em 2006, expandiu sua representação para toda a Região Sul do Brasil; e, em 2010, passou a atuar nacionalmente (exceto nos estados da Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo), adotando a atual denominação de Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco.

Empresas associadas e diretoria

O SindiTabaco reúne 13 empresas associadas: Alliance One Brasil, ATC – Associated Tobacco Company Brasil, BAT Brasil, Brasfumo, China Brasil Tabacos Exportadora, CTA – Continental Tobaccos Alliance, JTI Processadora de Tabaco do Brasil, Philip Morris Brasil, Premium Tabacos do Brasil, ProfiGen do Brasil, Tabacos Marasca, Universal Leaf Tabacos e UTC Brasil. A gestão da entidade é composta por um presidente e seis vice-presidentes, com atuação nas áreas de Secretaria e Finanças, Relações Humanas, Assuntos Fiscais, Produção e Qualidade do Tabaco, além de Gestão Ambiental e Responsabilidade Social.

 





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Fintech aposta em tecnologia para o agro



“Nossa missão é construir uma nova infraestrutura financeira para o agronegócio”


“Nossa missão é construir uma nova infraestrutura financeira para o agronegócio"
“Nossa missão é construir uma nova infraestrutura financeira para o agronegócio” – Foto: Pixabay

A digitalização das operações financeiras no campo tem impulsionado o desenvolvimento de soluções voltadas à ampliação do acesso de produtores rurais ao mercado global de commodities. Nesse cenário, uma fintech brasileira anunciou uma nova rodada de investimentos para expandir sua infraestrutura voltada ao agronegócio.

A AKIN S.A., desenvolvedora da conta digital AgroDeri, busca captar R$ 10 milhões para acelerar a digitalização no setor. A plataforma reúne serviços como Pix, câmbio, crédito para insumos, barter de commodities, proteção de preços e hedge sintético. Segundo a empresa, a meta é ampliar o alcance dessas ferramentas e construir um ecossistema que possa atingir valor de R$ 1 bilhão nos próximos 12 meses.

Fundada em 2019 por Leandro Dias, a companhia passou a direcionar sua atuação ao agronegócio após identificar dificuldades enfrentadas por pequenos e médios produtores, como acesso restrito ao crédito, dependência de intermediários e falta de mecanismos de proteção contra oscilações de preços. A proposta é utilizar blockchain, tokenização e finanças descentralizadas para transformar commodities agrícolas em ativos digitais negociáveis globalmente.

A empresa mantém parceria com a Cyklo Agritech e firmou recentemente um acordo de capital contingente de até US$ 20 milhões com o grupo de investimentos Global Emerging Markets (GEM), sediado em Nova York. O modelo prevê a liberação gradual dos recursos conforme o avanço do ecossistema AgroDeri.

“Nossa missão é construir uma nova infraestrutura financeira para o agronegócio: ampliar o acesso a capital, reduzir desigualdades e permitir que pequenos e médios produtores participem de oportunidades antes restritas aos grandes agentes do mercado. É uma visão que começou na periferia de São Paulo e que hoje busca transformar, em escala global, a relação entre o campo e as finanças”, finaliza Dias.

 





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Safra recorde? O que pode travar os lucros no campo


O agronegócio brasileiro mantém perspectiva de produção robusta, mas atravessa um período em que preços, clima e custos exigem decisões mais criteriosas. A avaliação é de Ricardo Leite, estrategista do agronegócio, que destaca a importância de uma leitura técnica do mercado.

A safra de grãos segue com cenário positivo, especialmente para soja, milho, algodão, arroz, sorgo e café. O desempenho, porém, varia entre as regiões. Enquanto algumas áreas registram boa produtividade, outras enfrentam irregularidade climática, restrição hídrica e dificuldades na colheita.

Na soja, as atenções permanecem voltadas à demanda chinesa, ao comportamento dos óleos vegetais e à evolução da safra dos Estados Unidos. A oferta global confortável limita altas mais fortes. No milho, a entrada da segunda safra amplia a percepção de disponibilidade e torna os compradores mais seletivos, embora consumo interno, logística, exportações e câmbio continuem influenciando os preços.

O algodão apresenta bom potencial produtivo, mas a qualidade da fibra, o clima durante a colheita e a demanda da indústria têxtil global seguem no radar. No café, o avanço da colheita é o principal ponto observado, já que chuvas em áreas produtoras podem reduzir o ritmo dos trabalhos e afetar a oferta física no curto prazo.

O trigo tem dinâmica distinta. No exterior, o mercado convive com oferta ampla, enquanto, no Brasil, a menor disponibilidade de lotes de melhor qualidade influencia as negociações. Nesse ambiente, produzir bem continua essencial, mas já não garante resultado. Com preços voláteis, margens pressionadas e custo financeiro elevado, planejamento, crédito estruturado, gestão de risco e execução ganham peso. “O agro segue forte. O diferencial está em transformar produção em margem, liquidez e competitividade”, conclui.


 





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Concorrência aperta e muda o futuro do milho


O mercado global de milho apresenta oferta confortável, mas a disputa entre origens, as políticas de biocombustíveis e os entraves logísticos estão mudando a dinâmica do comércio. A disponibilidade deixou de ser o único fator relevante, enquanto demanda, qualidade e escoamento ganham peso.

No workshop de milho do IGC London 2026, Daniele Siqueira, da AgRural Commodities Agrícolas, avaliou que o Brasil tem milho suficiente. O principal desafio está na demanda e na competição. Desde 2024, o país enfrenta a concorrência do milho barato dos Estados Unidos, enquanto a Argentina retorna ao mercado com boa safra.

No mercado interno, o avanço do etanol de milho também altera o equilíbrio. A expectativa é de que cerca de 26 milhões de toneladas sejam destinadas ao biocombustível nesta temporada. Em menos de uma década, o setor considera possível que esse volume chegue a aproximadamente 50 milhões de toneladas.

Gorbachov Nikolay, presidente da Ukrainian Grain Association, indicou potencial teórico de exportação de cerca de 27 milhões de toneladas de milho pela Ucrânia na próxima campanha. O volume embarcado, porém, dependerá da logística, da segurança dos portos e das interrupções provocadas pela guerra.

Na Europa, Nicolas Coudry-Mesny, presidente da FEFAC, destacou que a indústria de rações pode alternar entre milho, trigo, cevada e diferentes farelos conforme preço e valor nutricional. Ao mesmo tempo, riscos de qualidade, como micotoxinas, ganham importância.

Gaurav Jain, da AgPulse Analytica, observou que a política de etanol modificou o balanço de milho da Índia. Se a produção continuar crescendo, o país poderá ganhar espaço nas discussões sobre exportações. O cenário mostra que o mercado combina oferta, energia, logística, qualidade e competição entre origens.

 





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como proteger a produtividade em um cenário de margens apertadas


A safra de trigo 2026 começa sob pressão. Margens financeiras comprimidas, custos elevados, maior sensibilidade climática e redução de área cultivada formam um cenário que exige do triticultor mais do que experiência — exige racionalidade nas decisões e tecnologia que entregue previsibilidade. É nesse contexto que a BASF Soluções para Agricultura chega à safra com um movimento estratégico: o reposicionamento da plataforma BASF PRÓ Trigo, com portfólio renovado e uma nova lógica de recomendação técnica pensada para simplificar o manejo do produtor do início ao fim do ciclo.

O triticultor de 2026: mais seletivo, mais técnico

Quem acompanha o campo sabe que o perfil do triticultor mudou. Graziela de Morais, gerente de Marketing de Cultivos da BASF Soluções para Agricultura, observa essa transformação de perto e é direta ao descrevê-la: o produtor está mais orientado a dados, planeja sua lavoura com antecedência e toma decisões com base em gestão de risco. Ele não investe mais por hábito — investe onde o retorno é mais claro.

“O triticultor tem tomado decisões baseadas em onde ele vai investir, que é onde ele pode ter o maior retorno dentro da sua lavoura”, afirma Graziela. “Ele busca proteção do potencial produtivo e redução de perdas, porque assim consegue evitar a elevação de custos que vivenciamos cada dia mais no agro e entregar sua lavoura dentro do valor esperado desde o planejamento inicial”, explica. 

Essa seletividade, segundo ela, também está ligada a uma característica própria do trigo dentro do sistema produtivo. O cultivo não existe de forma isolada: o triticultor parte de uma lavoura anterior e, ao encerrar a safra, prepara o terreno para a próxima cultura. Um manejo técnico bem executado gera ganhos que se acumulam ao longo das estações — no solo, no controle de pragas e daninhas e na resposta às tecnologias aplicadas.

Manejo fitossanitário: sem margem para perder o momento

Em um cultivo com janelas tão estreitas como o trigo, o controle fitossanitário é determinante. Graziela é categórica: perder o timing do manejo compromete todo o resultado econômico da lavoura – e em um ano de margens já pressionadas, esse erro tem custo ainda maior.

“Se a gente perder o timing do manejo, compromete todo o resultado econômico da lavoura”, afirma a gerente. O controle de doenças protege diretamente a produtividade e a qualidade do grão. A pressão de daninhas também pesa no resultado final. E tudo começa antes mesmo da semeadura.

Para Graziela, um bom estabelecimento da lavoura — com germinação uniforme e vigor inicial — é o primeiro passo para construir previsibilidade ao longo de todo o ciclo. “Um bom estabelecimento favorece uniformidade, vigor e traz mais tolerância aos desafios ao longo do ciclo produtivo e reprodutivo da lavoura”, ressalta. Essa base sólida é o que sustenta a resposta eficiente às tecnologias aplicadas nas fases seguintes.

BASF PRÓ Trigo: menos complexidade, mais resultado

O reposicionamento da plataforma BASF PRÓ Trigo nasce de uma escuta ativa do mercado. Depois de anos liderando ou figurando entre os protagonistas do segmento, a BASF identificou uma dor real do triticultor: o excesso de informação e a complexidade das recomendações técnicas disponíveis.

“O agricultor não decora protocolo. Ele decora aquilo que vai trazer eficiência para a sua lavoura. Ele quer mais simplicidade, ele quer uma recomendação mais eficiente”, resume Graziela.

A empresa descontinuou três produtos do portfólio anterior e introduziu novas soluções, compondo uma plataforma mais enxuta, com cobertura do pré-plantio até a colheita. O objetivo é conectar proteção e recomendação técnica de forma integrada, reduzindo a complexidade operacional e aumentando a confiança do produtor em cada decisão de manejo. “É um reposicionamento de portfólio mais simples, com maior eficiência e com recomendação técnica muito bem fundamentada”, define a gerente.

A mensagem final de Graziela de Morais para o triticultor resume o espírito da safra 2026: em um cenário desafiador, eficiência e consistência técnica fazem ainda mais diferença. “O produtor precisa de manejo integrado, previsibilidade e soluções que ajudem a proteger a produtividade e rentabilizar até o final a sua lavoura”, afirma.

Para saber mais sobre a nova plataforma BASF PRÓ Trigo, clique aqui

 





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El Niño 2026 não significa excesso de chuva garantido, alerta meteorologista


Após a confirmação da atuação do fenômeno El Niño na última semana, a meteorologista Eliana Klering, professora da Faculdade de Meteorologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel ) e conselheira da Câmara Especializada de Agronomia do CREA-RS, comentou o que se pode esperar do fenômeno para o Rio Grande do Sul. De acordo com a especialista, a parte oceânica do fenômeno já está totalmente configurada, mas os efeitos sobre o clima gaúcho só devem se tornar perceptíveis a partir da primavera.

Em entrevista, Klering explicou que o El Niño resulta do acoplamento entre duas componentes: uma oceânica e uma atmosférica. Atualmente, segundo a meteorologista, apenas a parte oceânica já está plenamente configurada, enquanto a atmosfera ainda não respondeu à atuação do fenômeno. Essa defasagem é o motivo pelo qual, segundo ela, o inverno de 2026 não deve trazer alterações climáticas significativas associadas ao El Niño no Estado. As projeções indicam precipitações próximas da média histórica e temperaturas um pouco acima da média durante essa estação.

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O cenário começa a mudar a partir da primavera. Segundo dados do modelo geoestatístico do Laboratório de Climatologia Aplicada da Faculdade de Meteorologia da UFPel , citados por Klering, a estação deve registrar excesso de precipitação no Rio Grande do Sul. A meteorologista, no entanto, fez questão de ponderar a magnitude desse excedente: segundo ela, os níveis projetados não são alarmantes e devem ficar dentro do que a própria variabilidade climática natural da região já costuma produzir.

Questionada sobre as manchetes mais alarmistas que surgiram após a confirmação do fenômeno — incluindo comparações com o El Niño de 2015 —, Klering foi direta ao apontar o que considera um dos principais equívocos disseminados sobre o tema. “Um dos maiores mitos é achar que o El Niño provoca alteração climática em todas as estações aqui no Rio Grande do Sul”, afirmou a meteorologista. Segundo ela, o impacto mais relevante do fenômeno costuma se concentrar em dois períodos específicos: a primavera do ano de início do El Niño — ou seja, os meses de setembro, outubro e novembro — e o outono do segundo ano do fenômeno, entre maio e junho do ano seguinte.

NOAA confirma início do El Niño

A especialista também alertou para outro engano comum: associar automaticamente a atuação do El Niño a excessos de chuva muito acima da média em toda e qualquer safra. Como exemplo, Klering citou a safra 2004/2005, período em que o fenômeno também estava em atuação no Rio Grande do Sul, mas que, ainda assim, registrou uma das maiores perdas de safra já contabilizadas no Estado. Para a meteorologista, esse histórico reforça a necessidade de cautela na interpretação de cada novo episódio do fenômeno, já que sua atuação não segue um padrão automático ou linear de impacto.

Diante desse cenário, Klering recomendou que produtores rurais busquem informações em fontes confiáveis, sobretudo nos órgãos oficiais de meteorologia do Brasil e do Rio Grande do Sul, e evitem se basear em conteúdos sensacionalistas. Segundo a especialista, a comunidade de meteorologistas está em monitoramento constante da evolução do fenômeno, com o compromisso de divulgar informações fidedignas tanto para a sociedade em geral quanto para o setor produtivo.

Em termos práticos, a meteorologista apontou recomendações específicas para o momento atual da safra. Como o inverno tende a ser mais seco, ela sugere que os produtores aproveitem essa janela para antecipar o preparo do solo, adiantando operações enquanto as condições ainda são mais favoráveis. Segundo Klering, chegar à primavera — período em que se espera maior volume de chuvas — com as áreas já preparadas pode facilitar o planejamento das atividades subsequentes na propriedade.

Outra orientação destacada é a manutenção dos canais de drenagem das propriedades. Klering recomendou que produtores mantenham esses canais desobstruídos para evitar o acúmulo de água nas áreas mais baixas, especialmente diante da possibilidade de maior volume de chuvas na primavera. Segundo ela, essas duas medidas — preparo antecipado do solo e manutenção da drenagem — representam, no momento, as principais recomendações práticas para o setor produtivo gaúcho até a chegada da nova estação.





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Plano da China enfrenta obstáculos na soja



A estratégia também considera eventos transgênicos


A estratégia também considera eventos transgênicos
A estratégia também considera eventos transgênicos – Foto: Nadia Borges

A busca por maior autossuficiência na produção de soja pode alterar o equilíbrio do comércio global nos próximos anos. Segundo Marcos Rubin, fundador da Veeries, a China pretende produzir 60% da soja que consome, enquanto hoje a oferta doméstica equivale a cerca de 15% da demanda.

Para reduzir essa diferença, o plano oficial chinês reúne medidas em várias frentes. Entre elas estão a melhora do rendimento de carcaça na conversão de ração em proteína animal, a substituição de parte do farelo de soja por aminoácidos e outras fontes de alimentação, além da expansão da produção interna com aumento de área e produtividade.

A estratégia também considera eventos transgênicos que aguardam aprovação, a dessalinização de áreas e a adoção de outras tecnologias. Essas iniciativas podem reduzir a dependência externa, mas o histórico recente mostra que as metas chinesas para a soja nem sempre se confirmam.

Há dez anos, a projeção era de que o país importaria 83 milhões de toneladas em 2025. O volume efetivo chegou a 112 milhões. De modo geral, a China apresenta maior facilidade para cumprir objetivos ligados ao milho e a setores fora do agronegócio, mas encontra mais obstáculos quando o foco é a soja.

A Veeries projeta que, até o fim da próxima década, as importações chinesas alcancem 137 milhões de toneladas, bem acima das 82 milhões previstas nas estimativas oficiais. Para Rubin, o plano de autossuficiência precisa ser acompanhado todos os anos, e não apenas em intervalos de cinco anos.

No cenário central da consultoria, não há garantia de que a China conseguirá executar integralmente o plano. A disputa entre o avanço da produção doméstica e a necessidade de compras externas seguirá como um dos principais pontos de atenção para o mercado.

 





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Mato Grosso registra novo recorde na soja



Exportações de derivados avançam 41,8%



Foto: Pixabay

O esmagamento de soja em Mato Grosso atingiu um novo recorde mensal em maio de 2026, segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária na segunda-feira (15). O volume processado da oleaginosa somou 1,28 milhão de toneladas, resultado que representa alta de 6,98% em relação a abril e avanço de 3,22% na comparação com o mesmo período de 2025.

De acordo com o instituto, o desempenho foi impulsionado pela maior utilização da capacidade das plantas industriais, pela demanda externa aquecida por óleo de soja e pelo crescimento do setor de biodiesel. O cenário favoreceu o aumento da atividade das indústrias de processamento no estado.

Como reflexo desse movimento, as exportações de derivados de soja por Mato Grosso alcançaram 21,69 mil toneladas em maio, volume 41,80% superior ao registrado no mês anterior.

Apesar do avanço no processamento e das exportações de óleo de soja, a rentabilidade das indústrias foi pressionada ao longo do período. Segundo o Imea, a valorização de 1,18% da soja em grão, combinada à queda nos preços dos coprodutos, reduziu as margens do setor.

Com isso, a margem bruta de esmagamento apresentou retração de 7,82% no comparativo mensal, encerrando maio com média de R$ 639,84 por tonelada processada.





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