quinta-feira, julho 23, 2026

Política & Agro

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Milho em queda exige nova estratégia de venda



Para os produtores, a orientação é combinar vendas escalonadas


Para os produtores, a orientação é combinar vendas escalonadas
Para os produtores, a orientação é combinar vendas escalonadas – Foto: Divulgação

O mercado de milho segue sob pressão, e o cenário exige decisões cuidadosas para reduzir riscos e preservar margens. Segundo a TF Agroeconômica, a principal recomendação é evitar a concentração de vendas no pico da colheita e aproveitar eventuais repiques técnicos para avançar na comercialização.

Para os produtores, a orientação é combinar vendas escalonadas, proteção de preços e uso da armazenagem. O suporte próximo de US$ 4,05 por bushel em Chicago e a estabilização ao redor de R$ 63 por saca no mercado interno podem gerar recuperações temporárias, mas não alteram o viés de baixa. Por isso, mecanismos de hedge devem ser avaliados para proteger margens diante de novas quedas.

As cooperativas podem ampliar programas de comercialização gradual, apoiar o uso de contratos futuros e opções e buscar oportunidades de exportação quando houver fortalecimento dos prêmios. Para cerealistas e tradings, a recomendação é manter cautela na formação de estoques, aproveitando momentos de maior pressão vendedora para originar volumes e acompanhando a competitividade do milho brasileiro no exterior.

Consumidores e indústrias encontram ambiente favorável para compras graduais. Com o avanço da safrinha e a maior oferta nas próximas semanas, não há necessidade de alongar excessivamente a cobertura. O quadro segue pressionado pelo clima favorável nos Estados Unidos, menor demanda para etanol, estoques confortáveis e safras recordes na América do Sul. Uma recuperação consistente dependeria de problemas climáticos relevantes no cinturão produtor norte-americano.

 





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Feijão chega mais caro à mesa do consumidor


O feijão segue pressionando o orçamento das famílias em 2026. Segundo dados divulgados pelo Cepea, a valorização nas regiões produtoras, provocada pela menor área cultivada e por problemas climáticos na primeira e na segunda safras, continua sendo repassada gradualmente ao consumidor final.

De acordo com levantamento do Cepea, os preços pagos ao produtor subiram com força nos primeiros cinco meses do ano. No caso do feijão carioca, a valorização ficou entre 85% e 90%, considerando a média das regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.

Para o feijão preto, o avanço também foi expressivo, mas em menor intensidade. Segundo o Cepea, a alta ao produtor chegou a 51,7% no mesmo período. A sustentação dos preços está ligada à redução da área cultivada e às adversidades climáticas que afetaram a produção nas duas primeiras safras. Com menor disponibilidade, os valores praticados nas regiões produtoras ganharam força e passaram a influenciar os demais elos da cadeia.

Mesmo assim, pesquisadores do Cepea apontam que agentes dos segmentos atacadista e varejista seguem cautelosos nas compras junto às agroindústrias processadoras.

Consumidor já sente o repasse

No varejo, os impactos aparecem nos dados do IPCA/IBGE. Em maio, os preços ao consumidor subiram 6,44% para o feijão carioca e 2,07% para o feijão preto.

No acumulado do ano, as altas chegaram a 41,09% para o feijão carioca e 13,69% para o feijão preto, de acordo com os dados do IPCA/IBGE. Os números mostram que o repasse das valorizações no campo segue avançando até o consumidor final.

Apesar da cautela de atacadistas e varejistas, a procura por grãos de melhor padrão de qualidade continua sustentando as negociações, segundo pesquisadores do Cepea. Com oferta mais ajustada e repasses ainda em curso, o mercado do feijão permanece sensível à disponibilidade de produto e ao comportamento da demanda nos próximos meses.

 





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MANDIOCA: Preço médio reage



Após 10 semanas de quedas consecutivas, os preços da mandioca registraram reação


Foto: Canva

Após 10 semanas de quedas consecutivas, os preços da mandioca registraram reação em parte das regiões produtoras. Apesar da melhora das condições climáticas na maior parte das praças acompanhadas pelo Cepea, a colheita e a comercialização da mandioca avançaram menos do que o esperado. Assim, a menor disponibilidade de raízes de 2º ciclo em algumas áreas, ao mesmo tempo em que parte dos produtores passou a priorizar as atividades de plantio em detrimento da colheita, equilibrou a oferta e a demanda industriais, impulsionando as cotações.

Em relação ao plantio, de acordo com o Centro de Pesquisas, a maior parte dos produtores tem sinalizado redução da área cultivada neste ano. A menor disponibilidade de terras, os elevados valores dos arrendamentos – especialmente no Paraná – e os maiores custos de insumos somam-se à baixa rentabilidade observada nas últimas temporadas, fatores que podem influenciar a tomada de decisão dos agricultores.

O Cepea destaca que, no médio prazo, o fenômeno El Niño, previsto com forte intensidade, poderá afetar a oferta da raiz. Na região Centro-Sul, a alternância entre períodos chuvosos e veranicos pode comprometer o desenvolvimento das lavouras, enquanto, no Nordeste, a menor ocorrência de precipitações pode alterar o fluxo de comercialização, com possíveis reflexos nos preços.





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Oferta maior mantém mercado do milho pressionado


O mercado de milho no Sul e em parte do Centro-Oeste segue marcado por baixa liquidez, compras pontuais e expectativa de maior oferta nas próximas semanas. Segundo a TF Agroeconômica, compradores abastecidos e demanda retraída mantêm as negociações lentas, enquanto as projeções de produção elevada limitam reações nos preços.

No Rio Grande do Sul, as indicações variam de R$ 57,00 a R$ 63,00 por saca, com média de R$ 58,91, recuo de 0,12% na semana. A menor pressão vendedora e a reposição de estoques evitam quedas mais fortes. A colheita da safra 2025/26 chegou a 99% da área, restando cultivos tardios e de safrinha. Em parte das lavouras, a umidade exige secagem antes do armazenamento. A colheita para silagem foi encerrada, com áreas de grãos redirecionadas à ensilagem por efeitos climáticos e lavouras atingidas por geadas destinadas à alimentação animal.

Em Santa Catarina, as indicações ficam próximas de R$ 65,00 por saca, enquanto a demanda gira em torno de R$ 60,00. A diferença entre pedidas e ofertas reduz os negócios, inclusive no Planalto Norte, onde os valores variam entre R$ 60,00 e R$ 65,00. Mesmo com oferta mais ajustada em parte do estado, os compradores priorizam necessidades imediatas e aguardam a segunda safra.

No Paraná, as referências também estão perto de R$ 65,00, com demanda ao redor de R$ 60,00 CIF. A perspectiva de safra volumosa, a queda internacional e a menor paridade de exportação pressionam o mercado. Os preços ao produtor variam de R$ 54,19 em Cascavel a R$ 63,54 em Ponta Grossa, com movimentos mistos.

Em Mato Grosso do Sul, as cotações vão de R$ 49,00 a R$ 52,00 por saca. O avanço da safrinha mantém a pressão, apesar do suporte parcial da bioenergia. Compradores seguem cautelosos, e os negócios ficam concentrados em demandas pontuais.

 





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Licença de instalação autoriza início das obras da indústria de biodiesel Soli3


A intercooperação Soli3, formada por Cotrijal, Cotripal e Cotrisal, recebeu a licença para instalação da indústria de processamento de soja para a produção de biodiesel. O documento autoriza o início das obras do empreendimento, que será implantado em Cruz Alta/RS. A entrega foi realizada nesta quinta-feira, 18 de junho, pelo governo do estado do Rio Grande do Sul, no Palácio Piratini, em Porto Alegre/RS. 

A entrega da licença finaliza o processo de licenciamento ambiental, com o cumprimento de todos os requisitos da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). O investimento previsto é de cerca de R$ 1,25 bilhão, composto por valores aplicados pelas cooperativas, investimento próprio e linhas de crédito para inovação. A indústria irá produzir óleo degomado, biodiesel, farelo de soja e casca peletizada, com faturamento projetado em R$ 2,5 bilhões por ano. 

“A partir desse empreendimento, vamos participar ativamente da produção brasileira de biocombustíveis, que é um mercado muito importante por contribuir para a redução da poluição por combustível fósseis. Em vez de exportarmos grãos de soja in natura, vamos transformá-los em novos produtos e gerar riqueza dentro do estado, beneficiando nossos associados e fortalecendo a economia gaúcha. Essa é a principal finalidade da Soli3”, ressalta o presidente da Cotripal e da Soli3, Germano Döwich. 

Com a união de Cotrijal, de Não-Me-Toque/RS, Cotripal, de Panambi/RS, e Cotrisal, de Sarandi/RS, a intercooperação abrange mais de 100 municípios, atendendo mais de 35 mil associados. As cooperativas contam com capacidade de armazenamento de 2,8 milhões de toneladas de grãos (mais de 46 milhões de sacas).  

“Esta grande indústria irá gerar benefícios para todas as regiões que compõem as áreas de atuação das cooperativas. Com certeza, será um marco histórico, pois vamos transformar matéria-prima em produtos com valor agregado, gerando benefícios econômicos significativos para as cooperativas e para o Rio Grande do Sul”, enfatiza o presidente da Cotrijal, Nei César Manica. 

O início das obras está previsto para 1º de julho, quanto começará a execução da terraplanagem, preparando o terreno para a construção do complexo industrial, e a montagem do canteiro de obras. A estrutura da indústria terá 75 mil metros quadrados construídos em uma área total de 138 hectares. As obras devem gerar mil empregos diretos.   

“Além de agregar valor à produção dos nossos associados, o projeto será um importante vetor de desenvolvimento econômico, com a geração de empregos diretos e indiretos durante a construção e a operação da indústria. A Soli3 tem um papel fundamental para o fortalecimento da cadeia produtiva, reforçando nosso compromisso com crescimento sustentável das cooperativas e das regiões onde estamos inseridos”, completa Walter Vontobel, presidente da Cotrisal. 

Além dos postos de trabalho abertos para a execução das obras, as operações da indústria irão gerar 150 empregos diretos e aproximadamente 500 empregos indiretos. “Esses investimentos mostram que o Rio Grande do Sul está preparado para crescer com responsabilidade e sustentabilidade. Estamos criando as condições para atrair grandes empreendimentos, fortalecer nossas cadeias produtivas estratégicas e gerar mais emprego, renda e oportunidades para os gaúchos”, afirmou o governador Eduardo Leite. 

A cerimônia de entrega da licença contou com a presença do vice-governador, Gabriel Souza, do secretário-geral de Governo, Artur Lemos, da secretária de Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann, do secretário de Desenvolvimento Econômico, Leandro Evaldt, do presidente em exercício da Fepam, Gabriel Ritter, do gerente executivo de engenharia da Soli3, Diego Piotto, do conselheiro de Administração da Cotrijal Mauro João Giacobbo e o assessor Jurídico da Cotripal, Arno Malheiros dos Santos.

Tecnologia e segurança operacional

A Soli3 terá capacidade de armazenagem de 160 mil toneladas de grãos. Na primeira fase de operação, a capacidade de processamento será de três mil toneladas de soja por dia, totalizando um milhão de toneladas do grão por ano. Com isso, a produção de biocombustível deve alcançar 600 toneladas/dia, o que corresponde a 200 mil toneladas por ano.  

Na segunda fase, está previsto o aumento da capacidade de processamento de soja para 7,2 mil toneladas por dia, um total de 2,6 milhões de toneladas ao ano. Nessa fase, o complexo industrial deve produzir 1,5 mil toneladas por dia de bicombustível, totalizando 500 mil toneladas de combustível renovável por ano. 

A Soli3 irá contar com uma moderna estrutura operacional, se destacando com uma das esmagadoras de maior nível tecnológico e de segurança operacional do Brasil. O complexo será equipado com um Centro de Operações Integradas (COI) que irá centralizar toda as atividades da planta industrial em uma sala de operações, monitorando todos os processos realizados internamente. 

A indústria também está entre as primeiras do setor no Brasil a operar com a tecnologia “gêmeo digital”. O sistema consiste em uma simulação virtual que replica com exatidão a planta industrial de forma digital. O modelo monitora as operações e realiza simulações, oferecendo soluções e reduzindo custos, além de antecipar eventuais problemas operacionais, contribuindo para a prevenção.

 





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Leite/Cepea: Leite ao produtor registra quarta alta consecutiva em abril


Pelo quarto mês consecutivo, o preço do leite pago ao produtor subiu em abril/26. De acordo com a pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, a alta foi de 10,4% frente a março, levando a “Média Brasil” a R$ 2,6584/litro. O preço, contudo, ainda está 7,1% abaixo do registrado em abril/25, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de abril/26).

O movimento de avanço seguiu sendo explicado pela redução da produção, devido à sazonalidade, e pelo aumento da competição dos laticínios na compra do leite cru. O ICAP-L (Índice de Captação de Leite) registrou queda de 3,4% de março para abril na Média Brasil, e, no acumulado do ano, a queda é de 14,6%. Além da sazonalidade, os menores investimentos dentro da porteira têm prejudicado a oferta do leite cru. Segundo a pesquisa do Cepea, em abril/26, o Custo Operacional Efetivo (COE) da atividade continuou subindo, com alta de 1,1% na “Média Brasil” – acumulando aumento de 3,24% neste ano. A elevação esteve atrelada ao aumento das despesas com nutrição, sanidade e operações mecanizadas.

Com a continuidade da menor oferta de leite no campo e os estoques mais ajustados, os derivados lácteos seguiram em valorização no atacado paulista em abril. Pesquisa realizada pelo Cepea, com apoio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), mostra que, em abril, o preço do leite UHT subiu 20,17%, o da muçarela, 12,65%, e o do leite em pó fracionado, 1,52%, frente a março. Na primeira quinzena de maio, porém, o movimento demonstrou perder força e as negociações passaram a refletir uma demanda mais enfraquecida e um mercado mais cauteloso e sujeito às oscilações pontuais nas cotações.

No mercado internacional, as importações brasileiras de lácteos recuaram em 10% em abril, chegando a 218,38 milhões de litros Equivalente-Leite (EqL). Ainda assim, as compras externas estão 34,1% maiores em relação às do mesmo período do ano passado.

A expectativa é de que o mercado siga em trajetória de valorização no curto prazo, mas existem indicativos de perda de intensidade do movimento altista a partir de maio. Ainda que, sazonalmente, maio seja caracterizado pela subida dos preços do leite cru em virtude de restrição de oferta, a pressão vinda da ponta final da cadeia deve afetar esse comportamento típico das cotações.





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Ecosolução apresenta tecnologia botânica para defesa natural das plantas


Por Flavia Macedo

Há 20 anos participando da Hortitec, a EcoSolução aproveitou a edição deste ano da feira para apresentar tecnologias voltadas ao fortalecimento das plantas e ao manejo agrícola. Ao longo dessa trajetória, a empresa ampliou sua atuação em diferentes áreas, tendo a inovação como um dos pilares para o desenvolvimento de soluções para o campo.

Entre os destaques do estande estava o Action, tecnologia desenvolvida para estimular os mecanismos naturais de defesa das plantas. Segundo o gerente comercial da EcoSolução, Rubens Jeffery, o diferencial começa na própria composição do produto.

“O Action é um produto que tem na sua composição ácidos orgânicos e flavonoides. Isso induz as plantas, após a aplicação, a produzirem compostos que ajudam na sua própria defesa. A planta passa a produzir mais beta-glucanase, quitinase e peroxidases, auxiliando na redução do ataque de enfermidades, principalmente por fungos e bactérias”, explica.

De acordo com Jeffery, a tecnologia atua em diferentes frentes. Além do efeito inicial sobre fungos e bactérias, o produto estimula as respostas naturais da planta e favorece a produção de lignina, fortalecendo os tecidos vegetais e reduzindo a facilidade de penetração de patógenos.

Outro diferencial destacado pela empresa é a facilidade de integração ao manejo já adotado pelo produtor. O produto pode ser incorporado aos programas de manejo e utilizado juntamente com outras soluções presentes na lavoura.

“Essa é a grande sacada desse produto. Ele vem para ajudar os defensivos a funcionarem melhor e favorecer todo o sistema de controle de pragas e doenças. É totalmente seguro, tem facilidade de mistura e acaba beneficiando toda a aplicação. A planta fica mais forte, aumenta a lignificação e a cicatrização, trazendo vários benefícios para o campo”, afirma Jeffery.

A inovação também passa por um processo contínuo de pesquisa e validação antes de chegar ao mercado. Segundo a CEO da EcoSolução, Andrea Catanese, o desenvolvimento das tecnologias envolve parcerias e testes em condições de campo.

“Nós primamos muito por terceirizações e também contamos com um corpo técnico que funciona como um laboratório de campo. Eles testam os materiais, as inovações e as novas tecnologias para desenvolver linhas sempre com diferencial e foco em soluções para o agronegócio”, destaca.

Para os próximos anos, a empresa afirma que pretende ampliar o portfólio com foco em tecnologias voltadas aos segmentos de biológicos e bioquímicos.

“Nós temos um pipeline bem recheado, com muito desenvolvimento em bioquímicos, produtos à base de blends e óleos essenciais. Também seguimos investindo na linha de metabólitos, que tem mostrado excelentes resultados a campo. Nosso projeto é seguir com a expansão, focada principalmente em biológicos e bioquímicos”, conclui Andrea Catanese.

 





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Paraná exporta 6,7 milhões de toneladas de soja



Colheita do milho acelera venda de soja no Estado



Foto: Canva

O avanço da colheita da segunda safra de milho no Paraná tem acelerado a comercialização da soja pelos produtores, que buscam liberar espaço nos armazéns para receber a nova produção. De acordo com o Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (18) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Estado exportou 6,72 milhões de toneladas do complexo soja nos cinco primeiros meses de 2026.

O levantamento mostra que o complexo soja, formado por grão, farelo e óleo de soja, registrou crescimento de 8% no volume embarcado em comparação com o mesmo período de 2025. A movimentação ocorre em um momento em que a colheita do milho ganha ritmo no Estado e a produção da safra atual está estimada em mais de 17 milhões de toneladas.

Entre os produtos exportados, o grão de soja respondeu pela maior parte dos embarques, representando 71% do volume total. O farelo de soja participou com 24%, enquanto o óleo de soja representou 5% das exportações realizadas no período.

O destaque ficou para o óleo de soja, que apresentou o maior crescimento entre os produtos do complexo. As exportações alcançaram 338 mil toneladas entre janeiro e maio, volume 59% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano passado.

Em termos financeiros, o desempenho também foi positivo. Segundo o Deral, as exportações do complexo soja renderam aproximadamente US$ 2,94 bilhões à balança comercial paranaense nos cinco primeiros meses de 2026, resultado 18% superior ao obtido em igual período de 2025.

O cenário observado no Paraná acompanha a tendência nacional. No acumulado do ano até maio, os embarques brasileiros do complexo soja totalizaram 66,2 milhões de toneladas, crescimento de 7% em volume. Em valor, as exportações avançaram 15%, alcançando US$ 27,62 bilhões no período.





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Como o El Niño vai afetar a pecuária?


Especialista afirma que a atividade tem riscos comparáveis à agricultura, e sugere medidas para prevenir e evitar prejuízos 

A pecuária bovina no Rio Grande do Sul está, assim como a agricultura, sob vigilância em 2026. A previsão de um fenômeno El Niño de forte intensidade faz da prevenção uma medida urgente para minimizar prejuízos no caso de um cenário pessimista para as próximas estações. 

A pesquisadora e professora Soraya Tanure, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, alerta que chuva em maior intensidade e mudanças abruptas de temperatura já não são apenas riscos sazonais, mas uma variável que precisa estar no radar dos pecuaristas. E não se trata apenas de enchentes ou da degradação de pastagens pelo encharcamento. O solo saturado dificulta a locomoção dos animais, e o manejo inadequado torna-se um fator extra de perda.   “O pisoteio do gado em solo encharcado destrói a estrutura da terra, gerando compactação e erosão, o que compromete a produtividade das forrageiras a médio e longo prazo”, explica a pesquisadora. Essas questões elevam o custo operacional e reduzem a rentabilidade na pecuária.

A atenção vai além da questão nutricional. O estresse térmico também impacta o ganho de peso e reduz a eficiência produtiva. Na pecuária leiteira não é diferente pois as vacas em lactação são ainda mais sensíveis às mudanças de temperatura e o El Niño traz, além de chuvas acima da média, temperaturas mais elevadas. “Essa combinação, aliás, favorece a proliferação de parasitas, fungos e bactérias, elevando a incidência de doenças”, pontua. 

O que fazer?

Enquanto acompanha os prognósticos atualizados sobre o fenômeno, o pecuarista pode adotar medidas para reduzir eventuais prejuízos. Essas medidas, alerta Soraya, podem estar presentes no planejamento do produtor rural independentemente de fenômenos à vista. 

“Considerando a crescente frequência de eventos climáticos extremos, torna-se cada vez mais importante investir em práticas de manejo adaptadas e em sistemas produtivos mais resilientes, capazes de garantir a sustentabilidade e a competitividade da pecuária gaúcha no longo prazo.”

Um primeiro passo é atuar na gestão forrageira, com a diversificação das fontes de alimentação animal para reduzir a dependência exclusiva do pasto. Além disso, planejar com antecedência, utilizando ferramentas de gestão é um tema de casa para quem vive no campo. E essas ferramentas podem ser simples, começando por conhecer os números da propriedade e avaliando riscos e oportunidades. 

Segundo Soraya, com o prognóstico de intensidade maior do fenômeno para a primavera, ainda há atividades que podem ser planejadas no momento atual. Um exemplo é garantir a reserva de silagem e feno, com compra antecipada permitindo a suplementação a campo nos períodos de maior precipitação e consequente pisoteio. Ainda sobre o solo e o impacto da movimentação dos animais, a especialista aponta que o manejo rotacionado, “trata-se de uma prática simples que pode ser adotada por praticamente todos os produtores e evita o pisoteio excessivo e a degradação do solo”. 

Sanidade sempre em pauta

E o olhar permanente do produtor para o controle sanitário deve ficar ainda mais rigoroso com as previsões para a eventual vigência de um El Niño intenso. Afinal, ambiente úmido e quente é ideal para a proliferação de mosca-do-chifre e carrapato, que devem ser controlados para evitar anemia e transmissão de doenças como a Tristeza Parasitária Bovina. Soraya recomenda ainda cuidado extremo com animais desnutridos, devido ao alto risco de infecções secundárias, o que demanda manter em dia vacinas como rinotraqueíte infecciosa, leptospirose e diarreia viral bovina.





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Seagri leva demandas do agro baiano a órgãos federais


A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) foi a Brasília nesta quinta-feira (18) defender uma agenda de prioridades para o agro baiano junto a cinco órgãos federais. A comitiva, liderada pelo secretário Vivaldo Góis, levou pedidos concretos: mais genética em ovinos e caprinos, ampliação da infraestrutura de abate, um projeto de poços de água salobra para o semiárido e apoio à citricultura baiana.

“Cada uma dessas pautas representa um compromisso direto com o produtor baiano, da genética animal à citricultura”, afirmou Vivaldo Góis.

 Para Góis, a agenda em Brasília reforça o estado como interlocutor estratégico das políticas federais para o agro nordestino.

Acompanharam o secretário profissionais de diferentes áreas da Seagri: o diretor de Irrigação, Djalma Pereira; o diretor de Desenvolvimento da Agricultura, Assis Pinheiro; o superintendente de Produção Agropecuária, Adriano Bouzas; a coordenadora de Contratos e Convênios, Sandra Carvalho; e o agrônomo Paulo Perene. 

A presença do diretor administrativo-financeiro da Bahia Pesca, Antônio Laborda, reforça o peso da pauta pesqueira na agenda em Brasília.

A comitiva passou pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, pela Codevasf, pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) e pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Agenda em Brasília

O melhoramento genético de ovinos e caprinos foi o destaque do encontro com o ministro André de Paula, no Mapa. A pauta incluiu ainda apoio à produção irrigada e ampliação das exportações baianas.

O secretário-executivo do Ministério da Pesca e Aquicultura, Lázaro Medeiros, recebeu a comitiva baiana na sequência. O encontro tratou de ações e oportunidades para a pesca e a aquicultura no estado.

Um projeto de aproveitamento produtivo de poços com água salobra marcou o encontro da comitiva com o diretor-presidente da Codevasf, Lucas Felipe de Oliveira. A iniciativa pode abrir possibilidades de produção agrícola no semiárido baiano.

Apoio aos produtores e à citricultura baiana esteve na pauta da reunião no MDS. Já no MDA, o Programa Garantia-Safra e ações para a agricultura familiar foram os temas tratados.





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