segunda-feira, junho 1, 2026

Política & Agro

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Zait.ag investe R$ 8 milhões em novas tecnologias apresentadas na Agrishow


A Agrishow 2026 vai contar com a apresentação de um novo ciclo de investimentos e inovação da Zait.ag. Após a fusão entre as empresas Drop e Smart Sensing, a companhia passou a contar com uma equipe de mais de 30 desenvolvedores, com previsão de investir cerca de R$ 8 milhões em novos desenvolvimentos ao longo de 2026, reforçando sua estratégia de ampliar o acesso a tecnologias de precisão e digital no campo. Com a união das operações, a companhia tem previsão de faturamento superior a R$ 100 milhões neste ano.

Com apenas cinco meses desde a integração das operações, a empresa leva à feira um portfólio robusto de lançamentos que combinam aplicação localizada, monitoramento, telemetria e automação. A proposta é unir a precisão do sistema WEED-IT com controladores e softwares desenvolvidos no Brasil, permitindo uma nova geração de soluções mais acessíveis e integradas.

Entre os destaques está a evolução da aplicação localizada com mapas de alta precisão, que possibilita intervenções no nível da planta. Diferente dos modelos tradicionais baseados em zonas, a tecnologia utiliza válvulas com precisão centimétrica para abertura e fechamento de bicos, aumentando a eficiência e reduzindo o uso de insumos.

No segmento de drones, a Zait.ag lança um centro de operações capaz de trabalhar com dois equipamentos simultaneamente, além de integrar uma estação de drones com estação meteorológica embarcada, permitindo definir o melhor momento para a aplicação de insumos com base em condições climáticas em tempo real. Essa integração entre clima, operação e tecnologia traz mais segurança e assertividade às aplicações, reduzindo perdas e aumentando a eficiência agronômica.

Outro lançamento relevante é a plataforma de software para geração de recomendações agronômicas de forma rápida e intuitiva, conectando dados de campo à tomada de decisão. “Com isso, a passamos a atuar de forma completa, oferecendo desde o mapeamento até a aplicação, com foco em entregar economia e resultado ao produtor”, explica Marcos Ferraz, vice-presidente da Zait.ag.

A empresa também apresenta sua nova plataforma de telemetria, que inclui rastreamento de calda e controle de estoque, ampliando a gestão operacional no campo. 

Para demonstrar todas as soluções, a Zait contará com dois estandes na Agrishow 2026, onde os visitantes poderão acompanhar simulações com o sistema WEED-IT em  funcionamento, além de conhecer plataformas digitais e aplicações com mapas de alta precisão em operação. Com os novos investimentos e a ampliação do portfólio, a empresa reforça seu posicionamento como fornecedora nacional de soluções completas, conectando tecnologia, serviço e resultado no campo.





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Oferta sustenta liquidez; preço da soja se estabiliza



Elevada oferta de soja em grão brasileiro tem sustentado a liquidez no mercado spot


Foto: Pixabay

A elevada oferta de soja em grão no Brasil tem sustentado a liquidez no mercado spot. Por outro lado, esse cenário de maior disponibilidade tem evitado que os preços da oleaginosa subam de modo expressivo.

Segundo pesquisadores do Cepea, mesmo com a demanda firme, a perspectiva de safra recorde mantém o equilíbrio do mercado. Assim, os preços estão relativamente estáveis. No campo, a colheita brasileira alcançou 88,1% da área, com ritmos distintos entre as regiões, de acordo com a Conab.

No Hemisfério Norte, as condições climáticas seguem no radar, aponta o Centro de Pesquisas. Apesar da preocupação com a baixa umidade do solo, previsões de chuvas podem amenizar o cenário. Nos Estados Unidos, a semeadura atingiu 12% da área esperada até 19 de abril, superando tanto o ritmo do ano passado quanto a média dos últimos cinco anos, segundo o USDA.





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Com demanda industrial firme, preços da mandioca resistem à maior oferta



A oferta de mandioca foi impulsionada pelo interesse de produtores em se capitalizar


Foto: Canva

A oferta de mandioca foi impulsionada, na semana passada, pelo interesse de produtores em se capitalizar e liberar áreas para novos plantios. Ainda assim, a demanda industrial, sobretudo das fecularias, permaneceu aquecida e conteve uma desvalorização acentuada, observada apenas em parte das regiões acompanhadas pelo Cepea.

O mercado de fécula manteve-se ativo no período, com crescimento modesto no volume negociado. Segundo pesquisadores do Cepea, a limitação de estoques por parte dos vendedores e a postergação de compras por alguns adquirentes, diante da recente retomada da produção, restringiram a liquidez.

De acordo com o Centro de Pesquisas, o mercado de farinha também registrou aumento no volume comercializado na semana, com destaque para a demanda das regiões Norte e Nordeste. Apesar disso, os preços seguem pressionados, sobretudo nas negociações de maior escala.





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Pesquisa apresenta monitoramento de carbono do solo a França


Esta semana (27 a 30/04), pesquisadores da Embrapa representam o País no evento Brazil – France Soil Carbon Futures. O encontro está sendo realizado em Toulouse, na sede do Centro de Estudos Espaciais da Biosfera (Cesbio), organizador do encontro ao lado do Instituto Nacional de Pesquisa para Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente na França (Inrae), com apoio da Embrapa. Não haverá transmissão.

A iniciativa das instituições francesas visa fortalecer a colaboração em pesquisa entre especialistas de ponta do Brasil e da França que trabalham com a dinâmica do carbono e o balanço de carbono em sistemas agrícolas, apontam os organizadores – que também apresentam projetos. O diálogo deve viabilizar a identificação de conhecimentos complementares, a comparação de métodos, perspectivas e a abordagem conjunta de questões-chave para o tema. 

Na manhã do primeiro dia do encontro, o pesquisador Luis Gustavo Barioni, da Embrapa Agricultura Digital, apresentará a modelagem da dinâmica e monitoramento do carbono orgânico do solo no Brasil: progresso e perspectivas futuras. Barioni, trabalha no desenvolvimento de modelo preditivo calibrado para a realidade da agricultura tropical, usando parâmetros identificáveis e desenhado para a quantificação de carbono.

O modelo, denominado ProCarbon-Soil (PROCS), simula a dinâmica,aporte e a decomposição do carbono no solo, tendo demandado grandes volumes de dados de agricultura regenerativa – obtido a partir de parceria público-privada. Os resultados são promissores, exigindo ainda calibração, validação e assimilação de dados primários e de campo.

Marilia Folegatti, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, falará online sobre Avaliação do ciclo de vida em políticas públicas e ferramentas para pegada de carbono. O pesquisador da Embrapa Agricultura Digital, Santiago Cuadra, vai abordar Calibração e avaliação de um módulo de Produtividade Primária Líquida de Carbono (PPLC) baseado no modelo Simple.

O potencial do Brasil para o sequestro de carbono no solo e o papel das infraestruturas de dados do solo para aplicações de modelagem será o tema tratado pelo pesquisador Júnior Melo Damian, bolsista da Embrapa Agricultura Digital.  

José Paulo Savioli e Renan Novaes, também pesquisadores bolsistas da Embrapa, vão destacar: a integração de ferramenta para estimar emissões da mudança de uso da terra BRLUC (Brasilian Land Use Change) e do PROCS; e a mudança direta no uso da terra e pegada de carbono agrícola no Brasil, respectivamente.

Mudanças de uso da terra  – Pesquisa realizada com participação da Embrapa identificou déficit de 1,4 bilhão de toneladas de carbono com a conversão de vegetação nativa em áreas agropecuárias nos seis biomas brasileiros. 

O artigo com os dados do estudo foi publicado em fevereiro na revista Nature Communication e indicou também oportunidades de incremento de carbono no solo com a adoção de práticas agropecuárias mais sustentáveis. (Saiba mais aqui). 

O trabalho resultou de pesquisa desenvolvida por equipes da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), do Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical (CCarbon/USP), da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e da Embrapa.





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Safra de milho avança com ritmo limitado


A colheita do milho no Rio Grande do Sul atingiu 90% da área cultivada, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (23) pela Emater/RS-Ascar. A cultura se encontra em fase final de safra, com avanço limitado das operações devido às precipitações, especialmente na Metade Sul, onde a elevada umidade dos grãos e a restrição ao tráfego de máquinas dificultaram os trabalhos. As áreas remanescentes correspondem a lavouras implantadas em períodos intermediários e tardios, em estádios reprodutivos ou em enchimento de grãos, beneficiadas pelas chuvas desde meados de março.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, as condições meteorológicas ao longo do ciclo resultaram em desempenho produtivo heterogêneo. Episódios de déficit hídrico em fases críticas, como pendoamento e floração, impactaram parte das lavouras de plantio intermediário, reduzindo o potencial produtivo.

A qualidade dos grãos é considerada satisfatória nas áreas colhidas em condições adequadas, embora a elevada umidade em períodos chuvosos tenha exigido maior cuidado nas operações de colheita.

A Emater/RS-Ascar estima a área cultivada em 803.019 hectares e produtividade média estadual de 7.424 kg por hectare.

Na região administrativa de Bagé, a Emater/RS-Ascar informa que a colheita evoluiu de forma lenta em razão da elevada umidade dos grãos, decorrente de períodos sucessivos de chuva e nebulosidade. Em Candiota, a colheita iniciou em áreas compostas majoritariamente por pequenas propriedades. Em São Gabriel, 85% dos 3.000 hectares cultivados foram colhidos, com 10% em maturação e 5% em enchimento de grãos, apresentando bom potencial produtivo, apesar de perdas estimadas em cerca de 25% em relação ao potencial inicial devido ao déficit hídrico em fases críticas.

Na regional de Caxias do Sul, o predomínio de tempo seco favoreceu o avanço da colheita, que alcança cerca de 70%. As produtividades variam entre 7.200 e 9.000 kg por hectare, com grãos considerados adequados em termos de qualidade.

Na região de Ijuí, a colheita da safra está praticamente concluída, restando cerca de 2% de áreas de safrinha em fase final de enchimento de grãos, com produtividades que chegam a 9.240 kg por hectare.

Na regional de Pelotas, 45% da área foi colhida, com interrupções provocadas pelas chuvas, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a entrada de máquinas. As áreas remanescentes estão distribuídas entre enchimento de grãos, maturação e floração, indicando variação no desenvolvimento das lavouras.

Na região de Santa Rosa, 94% da área cultivada foi colhida, com lavouras remanescentes em enchimento de grãos, floração e maturação. Também há intensificação do planejamento para a próxima safra, com aquisição antecipada de insumos e adoção de estratégias como a semeadura precoce para mitigar riscos climáticos.

Na regional de Soledade, a colheita das áreas semeadas no período inicial está praticamente concluída, restando áreas pontuais em relevo acidentado, onde a operação ocorre de forma manual. Cerca de 65% da área total foi colhida, enquanto lavouras tardias seguem em fases reprodutivas sob condições favoráveis de temperatura, umidade do solo e radiação solar.





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agroindústria cresce e ganha destaque no setor


O agronegócio brasileiro tem ampliado a estratégia de agregação de valor por meio da agroindústria diante do aumento da produção de commodities, das exigências por sustentabilidade e da demanda global. O movimento ganha visibilidade durante a Agrishow, considerada a principal feira de tecnologia para o setor na América Latina, onde soluções voltadas à inovação e à geração de valor agregado são apresentadas.

Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária indicam que o agronegócio brasileiro registrou Produto Interno Bruto de R$ 775,3 bilhões em 2025. No entanto, levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada aponta que a agroindústria representa 24,3% desse total, evidenciando espaço para expansão dentro da cadeia produtiva.

Para João Carlos Marchesan, o cenário revela potencial de crescimento. “esse dado mostra que existem oportunidades para uma expansão dentro da cadeia produtiva, especialmente diante de um mercado internacional cada vez mais competitivo e exigente”.

A feira apresenta a incorporação de tecnologias nas cadeias produtivas, com soluções como piloto automático, telemetria e inteligência artificial aplicadas às operações agrícolas. Equipamentos mais conectados e eficientes permitem reduzir perdas, otimizar o uso de insumos e ampliar a produtividade, enquanto ferramentas como robôs autônomos, drones e sistemas de agricultura de precisão ampliam o uso de dados na tomada de decisão.

Marchesan afirma que o evento integra diferentes etapas do setor. “A feira é esse ponto de convergência entre as commodities e a agroindústria. Se, por um lado, o campo é exemplo na liderança da produção de alimentos com qualidade e de forma sustentável, capaz de contribuir com a segurança alimentar mundial, a agroindústria encontra no agronegócio brasileiro, produtos que podem ganhar alto valor de mercado, com grande potencial de expansão dos negócios”.

Além das soluções no campo, a Agrishow também reúne tecnologias voltadas ao controle e à qualidade ao longo da cadeia produtiva, incluindo sistemas integrados de gestão, análise de dados, processamento e rastreabilidade. Equipamentos com sensores para medição de carbono e evapotranspiração também são apresentados, alinhados às exigências de mercados internacionais.

“O diferencial competitivo do agronegócio brasileiro, preparado para competir em segmentos de alto valor agregado, está na Agrishow”, finaliza Marchesan.

A 31ª edição da Agrishow ocorre entre 27 de abril e 1º de maio de 2026, com ingressos disponíveis em diferentes faixas de preço e horários de visitação definidos ao longo do período do evento.





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Biocombustível brasileiro pode aliviar crise na Europa



Os biocombustíveis foram apontados como uma alternativa


Os biocombustíveis foram apontados como uma alternativa
Os biocombustíveis foram apontados como uma alternativa – Foto: Pixabay

A segurança energética voltou ao centro das discussões na Europa diante das incertezas no fornecimento de combustíveis e da volatilidade dos preços internacionais do petróleo. Nesse cenário, o Brasil aparece como um possível parceiro para ampliar o acesso a fontes renováveis, biocombustíveis e matérias-primas essenciais à transição para uma economia de baixo carbono.

Em entrevista à agência Lusa, em Bruxelas, Pedro Miguel da Costa e Silva defendeu que a cooperação com o Brasil pode avançar em diferentes frentes. O embaixador brasileiro destacou o crescimento da produção nacional de energia limpa, com participação de fontes como solar, eólica e biomassa, além do potencial do país para o desenvolvimento do hidrogênio verde.

Os biocombustíveis foram apontados como uma alternativa relevante para o momento europeu. O Brasil tem ampla experiência no uso do etanol, especialmente por causa da frota de veículos flex, capaz de operar com gasolina ou etanol. Na avaliação apresentada, esse modelo poderia contribuir para reduzir a dependência de combustíveis fósseis também na Europa.

O combustível sustentável de aviação, conhecido como SAF, é outro segmento citado como oportunidade de aproximação, em meio às preocupações com o abastecimento do setor aéreo. Apesar do potencial, o etanol brasileiro, sobretudo o produzido a partir da cana, ainda enfrenta barreiras no mercado europeu por critérios ambientais, exigências regulatórias, certificações e disputas com produtores locais.

A proposta brasileira não se limita ao aumento das exportações. O país também sinaliza disposição para desenvolver projetos conjuntos com empresas europeias, inclusive com produção de biocombustíveis no próprio continente.


 





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Agro mineiro exporta US$ 3,93 bilhões no trimestre


As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 3,93 bilhões no primeiro trimestre do ano, entre janeiro e março, respondendo por 38,5% da receita total do estado. O setor manteve a liderança na pauta exportadora, mesmo com retração de 13,6% no valor em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O volume embarcado também apresentou queda, de 11,2%, totalizando 2,84 milhões de toneladas no período. Segundo a assessora técnica da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Manoela Teixeira, o resultado reflete uma combinação de fatores ligados à oferta, aos preços internacionais e à composição da pauta exportadora. Ela afirma que a análise conjunta entre valor e volume ajuda a explicar o desempenho das cadeias produtivas. “No café, por exemplo, a retração do volume foi proporcionalmente maior que a da receita, refletindo a permanência de preços médios elevados. Já no setor sucroalcooleiro aconteceu o inverso. Houve expansão do volume exportado combinada ao recuo da receita, indicando redução de preços médios”, exemplifica a assessora Manoela Teixeira.

No período, os produtos do agronegócio mineiro foram destinados a 155 países. China liderou como principal destino, com US$ 713,1 milhões, seguida por Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão.

De acordo com a assessora da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, houve mudanças na composição geográfica das exportações. “A comparação deste trimestre com o do ano anterior mostra mudanças relevantes na composição geográfica das exportações. Mercados como Itália, Índia, Taiwan, Tailândia, Filipinas e Suíça ampliaram sua participação”, detalha.

No recorte do Oriente Médio, considerando países como Emirados Árabes Unidos, Turquia e Arábia Saudita, as exportações somaram US$ 219,1 milhões, o equivalente a 5,6% do total exportado pelo estado no trimestre.

O café manteve a liderança entre os produtos exportados, com US$ 2,4 bilhões e volume de 5,4 milhões de sacas, registrando recuo de 18,5% em valor e de 31,5% em volume na comparação anual.

O complexo soja, que inclui grão, farelo e óleo, ocupou a segunda posição, com US$ 510,4 milhões e 1,2 milhão de toneladas exportadas, com retrações de 11,2% e 16,7%, respectivamente. A redução nas vendas do grão ocorreu ao mesmo tempo em que houve avanço do farelo e do óleo, alterando a composição interna do grupo.

O segmento de carnes, que engloba bovina, suína e de frango, registrou crescimento no período, com recorde nas exportações de carne bovina para um primeiro trimestre. O grupo somou US$ 419 milhões e 117,6 mil toneladas, com aumento de 8,7% em valor e 2% em volume frente ao mesmo período de 2025.

Os produtos florestais alcançaram US$ 240,7 milhões, com leve recuo de 1% no valor e aumento de 3,4% no volume, totalizando 419,1 mil toneladas, com destaque para o crescimento nas vendas de papel.

Além desses segmentos, Minas Gerais também liderou, no trimestre, as exportações brasileiras de milho para semeadura, mel natural, batatas preparadas ou conservadas, leites concentrados adocicados e doce de leite.





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Estado de São Paulo tem alerta amarelo para tempestade neste final de semana


Instabilidade pode provocar chuvas entre 20 e 30 mm por hora, com acumulados que podem chegar a até 50 mm no dia

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta amarelo, de perigo potencial, para tempestade em áreas do estado de São Paulo e regiões vizinhas neste final de semana. O aviso tem início ao meio-dia de sábado (18) e segue até as 23h59 do mesmo dia.

De acordo com o órgão, a instabilidade pode provocar chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora, com acumulados que podem chegar a até 50 milímetros ao longo do dia. Também são esperados ventos intensos, com velocidades entre 40 e 60 km/h, além da possibilidade de queda de granizo em pontos isolados.

O alerta é classificado com grau de severidade de perigo potencial (amarelo), indicando baixo risco para ocorrências mais graves, mas com possibilidade de impactos localizados. Entre os transtornos previstos estão corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos pontuais e eventuais danos em plantações.

As áreas sob aviso incluem diversas regiões do interior e da faixa leste paulista, como Campinas, Bauru, Piracicaba, Itapetininga, Ribeirão Preto, Araçatuba, Marília, Araraquara, Assis, Vale do Paraíba e a Região Metropolitana de São Paulo, além do litoral sul paulista. O alerta também abrange localidades de estados vizinhos, incluindo partes do Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.

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Fonte:

Notícias Agrícolas





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Governo propõe renegociação de até R$ 81,6 bilhões em dívidas rurais


O governo federal apresentou na última quinta-feira (23) ao senador Renan Calheiros (MDB-AL) uma proposta de renegociação de dívidas do crédito rural, que deve ser incorporada ao relatório sobre securitização em tramitação na Comissão de Assuntos Econômicos. A medida busca reestruturar passivos do setor e ampliar as condições de pagamento para produtores

O tema já havia sido discutido na semana anterior e deve avançar nos próximos dias. Está prevista para essa terça-feira (28) uma reunião entre o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o senador Renan Calheiros, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e equipes técnicas envolvidas na elaboração do texto.

A proposta prevê a prorrogação de operações de crédito rural até 30 de abril de 2026, incluindo contratos firmados até 31 de dezembro de 2025. Também estão contempladas operações que se tornaram inadimplentes entre 1º de julho de 2024 e 30 de abril de 2026, dentro de um recorte temporal definido para o aumento da inadimplência.

O modelo em discussão não permite o acúmulo com renegociações recentes, especialmente aquelas realizadas com recursos do Fundo Social ou sob supervisão da área econômica do governo, estabelecendo limites para a adesão às novas condições.

O desenho inclui duas linhas de renegociação. A primeira, com recursos controlados, abrange produtores enquadrados no Pronaf e no Pronamp, além de médios e grandes produtores, com taxas de 6% ao ano para o Pronaf, 8% para o Pronamp e 12% para os demais, com prazo de até seis anos. A segunda linha, com recursos livres, é direcionada principalmente a grandes produtores, com juros definidos pelo mercado e prazos semelhantes.

Nos dois casos, a proposta estabelece entrada mínima de 10% para operações adimplentes prorrogadas e de 20% para contratos em inadimplência, como forma de viabilizar a reestruturação das dívidas.

A estimativa técnica indica que a medida pode alcançar mais de 100 mil operações, totalizando cerca de R$ 81,6 bilhões em dívidas passíveis de renegociação, abrangendo diferentes perfis de produtores rurais.

Pelo modelo analisado, a linha com recursos controlados deve preservar as fontes originais das operações, permitindo que contratos equalizados sejam renegociados com base em depósitos à vista, sem custo adicional para a União.

Parte das operações poderá ser mantida nas fontes originais, ainda que com custos associados, enquanto as datas de corte estabelecidas no modelo marcam o período de aumento da inadimplência no crédito rural.

No caso de operações com recursos de fundos constitucionais e do Funcafé, a proposta mantém as taxas vigentes em cada plano safra, como os ciclos 2024/25 e 2026/27.

A estimativa detalhada aponta que, do total de R$ 81,6 bilhões, cerca de R$ 7 bilhões correspondem a operações do Pronaf, aproximadamente R$ 11,2 bilhões ao Pronamp e cerca de R$ 63,3 bilhões aos demais produtores, considerando contratos adimplentes prorrogados e inadimplentes.

Com informações da CNN Brasil*





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