quinta-feira, julho 23, 2026

Política & Agro

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Microrganismos reduzem uso de nitrogênio no arroz



Os resultados apontam os bioinsumos como alternativa para produzir mais


Os resultados apontam os bioinsumos como alternativa para sistemas que buscam produzir mais
Os resultados apontam os bioinsumos como alternativa para sistemas que buscam produzir mais – Foto: Pixabay

A busca por maior produtividade com menor uso de fertilizantes avança na cultura do arroz irrigado. As informações são do engenheiro agrônomo Giovani Wrasse, que destacou resultados de estudos realizados no Rio Grande do Sul sobre a combinação de microrganismos com a adubação nitrogenada.

Os testes avaliaram o uso de Azospirillum brasilense, Pseudomonas fluorescens, Bacillus pumilus, Bacillus megaterium e Trichoderma harzianum. A co-inoculação desses microrganismos aumentou de forma significativa a produtividade de grãos, inclusive em condições de menor fornecimento de nitrogênio.

Entre os resultados apresentados, o rendimento chegou a 12.535 quilos por hectare com adubação nitrogenada. O desempenho também foi considerado positivo quando a dose de nitrogênio foi reduzida em até 50%, mostrando que a associação entre os microrganismos pode ampliar a eficiência no uso de nutrientes sem comprometer o potencial produtivo da lavoura.

A pesquisa integra o artigo Agricultural Microorganisms in Irrigated Rice with Reduced Nitrogen Fertilizer Rate, publicado em 2026 na Universal Journal of Agricultural Research. O trabalho analisou o uso de microrganismos agrícolas no arroz irrigado com redução da taxa de fertilizante nitrogenado.

Os resultados apontam os bioinsumos como alternativa para sistemas que buscam produzir mais com menor aplicação de fertilizantes. A estratégia reúne maior eficiência no aproveitamento de nutrientes, possibilidade de redução de custos e menor impacto ambiental. Os dados reforçam o papel da co-inoculação no desenvolvimento de manejos mais eficientes para a cultura do arroz.

 





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Mercado de grãos tem sinais mistos em junho



As exportações de soja somaram 14,8 milhões de toneladas em maio


As exportações de soja somaram 14,8 milhões de toneladas em maio
As exportações de soja somaram 14,8 milhões de toneladas em maio – Foto: Agrolink

O mercado brasileiro de grãos apresentou movimentos distintos em junho, com valorização da soja, recuo do milho e sinais de avanço na colheita da segunda safra. Segundo o Rabobank, os preços da soja ao produtor subiram 2% na comparação mensal, sustentados pela forte demanda das exportações e da indústria de processamento, fatores que favoreceram as cotações no mercado interno.

No milho, o cenário foi oposto. Os preços ao produtor caíram 4% em relação ao mês anterior, pressionados pela concorrência dos Estados Unidos e da Argentina e pela oferta elevada da safra doméstica. A combinação reduziu o espaço para recuperação das cotações no período. 

As exportações de soja somaram 14,8 milhões de toneladas em maio, volume 5% superior ao registrado em maio de 2025. No acumulado do ano, os embarques alcançaram 55 milhões de toneladas, alta de 7% sobre igual intervalo do ano passado. O desempenho foi apoiado por uma colheita recorde e pela competitividade do produto brasileiro no mercado internacional. 

Já as vendas externas de milho totalizaram 250 mil toneladas em maio, queda de 47% frente ao mês anterior. A projeção do Rabobank indica que os embarques em 2026 devem ficar abaixo dos volumes observados em 2025. 

A colheita da safrinha chegou a 7% da área nesta semana, três pontos percentuais acima do ritmo do mesmo período do ano passado. As condições são consideradas favoráveis em Mato Grosso, enquanto perdas são esperadas em Goiás, Tocantins e Minas Gerais. Para a temporada 2025/26, a instituição estima produção total de milho em 138 milhões de toneladas. O avanço dos trabalhos, porém, ocorre em meio a um quadro regional desigual.

   





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Safra de algodão pode ser a segunda maior da história


A produção brasileira de algodão deve crescer na safra 2025/2026, impulsionada por condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras. A nova estimativa aponta também para exportações recordes em 2026, com forte desempenho no primeiro semestre e redução dos estoques de passagem.

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão revisou a projeção da safra de 3,955 milhões para 4,006 milhões de toneladas. Se confirmada, será a segunda maior produção da história do país, atrás apenas das 4,260 milhões de toneladas registradas em 2024/2025. O avanço de cerca de 51 mil toneladas é atribuído principalmente ao clima favorável em Mato Grosso e na Bahia.

As exportações do primeiro semestre de 2026 foram elevadas de 1,600 milhão para 1,827 milhão de toneladas, o maior volume já registrado para o período. Para a segunda metade do ano, a previsão recuou de 1,610 milhão para cerca de 1,557 milhão de toneladas. No acumulado de 2026, os embarques devem somar 3,359 milhões de toneladas, acima das 3,210 milhões projetadas em abril e em nível recorde.

O ritmo mais intenso das vendas externas reduziu a estimativa de estoque ao fim de junho, de 934 mil para 708 mil toneladas. Para dezembro, a projeção caiu de 2,910 milhões para 2,794 milhões de toneladas. A Anea relaciona a redução à competitividade do produto brasileiro, à demanda do mercado e ao desempenho da comercialização.

A projeção para a safra 2026/2027 também subiu, de 3,870 milhões para 3,960 milhões de toneladas. A estimativa considera preços mais atrativos e aparente estabilidade nos custos dos fertilizantes. Para 2027, as exportações são previstas em 1,667 milhão de toneladas no primeiro semestre e 1,563 milhão no segundo, embora a entidade avalie que ainda seja cedo para definir um volume anual.

 





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O erro sobre o Trichoderma que frustra produtores



A ação ocorre por diferentes mecanismos


A ação ocorre por diferentes mecanismos
A ação ocorre por diferentes mecanismos – Foto: Canva

O uso de microrganismos no manejo agrícola exige posicionamento técnico preciso para que a expectativa no campo esteja alinhada ao real potencial de cada tecnologia. Segundo Jeferson Peres de Oliveira, estrategista de bioinsumos, parte do mercado passou a apresentar o Trichoderma como um “nematicida biológico”, embora essa não seja sua principal função.

O foco mais conhecido do Trichoderma está no combate a patógenos de solo, sobretudo fungos que comprometem o estande, o vigor das raízes e a produtividade das lavouras. Entre os alvos citados estão Rhizoctonia spp., Fusarium spp., Sclerotinia sclerotiorum, Macrophomina phaseolina, Pythium spp., Phytophthora spp. e Colletotrichum spp.

A ação ocorre por diferentes mecanismos, como competição por espaço e nutrientes, micoparasitismo, produção de metabólitos antifúngicos, indução de resistência na planta e estímulo ao crescimento radicular. Esses processos ajudam a explicar a importância do microrganismo no manejo biológico de doenças radiculares.

Oliveira avalia que o problema surge quando o produto é recomendado como solução principal para áreas com altas populações de nematoides. Embora existam estudos que apontem efeitos indiretos e redução de danos em determinadas condições, isso não significa que o controle ocorra da mesma forma observada sobre fungos de solo.

Quando a promessa não se confirma, o produtor pode se frustrar, perder confiança na tecnologia e deixar de reconhecer seu valor agronômico. Na análise do especialista, a falha está menos no Trichoderma e mais no posicionamento inadequado. A recomendação correta, voltada ao manejo de doenças radiculares e baseada no resultado esperado, preserva a credibilidade de uma das ferramentas biológicas mais relevantes da agricultura moderna.

 





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Praga que ameaça os citros perde força: Entenda



A solução adotada foi complementar as ações com a liberação da vespa parasitoide


A solução adotada foi complementar as ações com a liberação da vespa parasitoide
A solução adotada foi complementar as ações com a liberação da vespa parasitoide – Foto: Fundecitrus

Estratégias de controle biológico vêm apresentando resultados positivos no combate a uma das principais ameaças à citricultura mundial. O avanço mais recente foi registrado em Chipre, onde o monitoramento indica redução significativa das populações do psilídeo asiático dos citros, inseto responsável pela disseminação da bactéria associada ao greening, ou HLB.

Os resultados foram apresentados pelo Instituto Valenciano de Pesquisas Agrárias (IVIA) durante reuniões com autoridades cipriotas. As discussões envolveram a evolução do programa, as ações de monitoramento e a cooperação para evitar a entrada da doença na região do Mediterrâneo.

O psilídeo Diaphorina citri foi identificado em Chipre em 2023, marcando a primeira confirmação da praga na União Europeia. A partir disso, o país iniciou um programa de erradicação e monitoramento em parceria com o IVIA. Como as plantas cítricas estão espalhadas por pomares comerciais, jardins, áreas urbanas e espaços recreativos, avaliou-se que o controle químico isolado não seria suficiente.

A solução adotada foi complementar as ações com a liberação da vespa parasitoide Tamarixia radiata. O programa começou em 2024 com apoio do governo de Chipre, do Instituto de Pesquisa Agrícola do país, da Universidade da Califórnia em Riverside, do Departamento de Agricultura e Alimentação da Califórnia e de outras organizações científicas.

As primeiras liberações ocorreram em quatro regiões produtoras. O pesquisador Alberto Urbaneja coordenou missões de acompanhamento entre 2023 e 2026. Em julho de 2024, alguns pomares apresentavam 100% dos brotos infestados, evidenciando a ampla disseminação da praga.

Em outubro de 2025, o monitoramento mostrou forte redução das populações e elevados índices de parasitismo. Em uma das áreas mais afetadas, o nível superou 90%. A avaliação mais recente, concluída em maio de 2026, apontou nova queda da praga, com a maioria dos pomares sem colônias ativas. O IVIA destaca que a continuidade do monitoramento será fundamental para preservar os resultados e impedir a chegada do HLB ao Mediterrâneo.

 





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Repiques abrem espaço para vendas de soja



A orientação aos produtores é avançar nas vendas da safra disponível


A orientação aos produtores é avançar nas vendas da safra disponível
A orientação aos produtores é avançar nas vendas da safra disponível – Foto: Divulgação

O mercado da soja atravessa uma fase de estabilidade, com oferta global elevada, demanda ativa e pouco espaço para altas mais firmes. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário recomenda cautela na comercialização e o aproveitamento de recuperações para reduzir riscos no segundo semestre.

A orientação aos produtores é avançar nas vendas da safra disponível durante os repiques, sem concentrar negócios nos próximos meses. Altas provocadas por problemas climáticos nos Estados Unidos podem ser usadas para fixar preços. Com custo estimado perto de R$ 113 por saca, as margens são positivas, embora menores que as registradas no fim do ano passado.

Cooperativas devem intensificar programas de comercialização escalonada, oferecer proteção de preços aos associados e acompanhar oportunidades de hedge em Chicago nos movimentos ligados ao clima. Cerealistas e tradings são orientadas a manter cobertura de compras curta, recompor estoques quando houver pressão vendedora e observar os prêmios de exportação no segundo semestre.

Indústrias e processadores encontram um mercado físico abastecido, sem urgência para alongar posições. Compras graduais tendem a ser mais adequadas enquanto não surgir ameaça relevante à safra norte-americana.

A recuperação das exportações dos Estados Unidos, as compras chinesas, o desempenho dos derivados e a demanda por biodiesel ajudam a sustentar as cotações. Em sentido contrário, a produção elevada na América do Sul, o clima favorável nos Estados Unidos e o dólar fortalecido limitam a reação. Em Chicago, o suporte próximo de US$ 11,10 por bushel conteve as vendas, mas a resistência em torno de US$ 11,70 mantém o viés de cautela. No Paraná, os preços seguem entre R$ 124 e R$ 125 por saca, reforçando a expectativa de lateralidade nas próximas semanas.

 





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Exportações ajudam a segurar preços do óleo de soja


Os prêmios de exportação do óleo de soja registraram recuperação na semana passada, mas continuam em patamares historicamente baixos na série do Cepea, iniciada em junho de 2004. O cenário, segundo dados divulgados pelo Centro de Pesquisas, reflete a maior oferta na América do Sul e uma demanda por biodiesel no Brasil abaixo do esperado pelo mercado.

Oferta elevada pressiona prêmios de exportação

De acordo com levantamento do Cepea, a ampla disponibilidade de óleo de soja na América do Sul tem mantido os prêmios de exportação sob pressão. Mesmo com a recuperação observada na semana passada, os valores permanecem entre os menores níveis já registrados na série histórica do Centro de Pesquisas.

O movimento também é influenciado pelo mercado interno. Segundo o Cepea, a demanda por biodiesel no Brasil ficou abaixo das expectativas, o que contribuiu para limitar a sustentação dos prêmios.

Competitividade externa limita queda interna

Apesar da pressão externa, pesquisadores do Cepea destacam que a retração dos prêmios tornou o óleo de soja brasileiro mais competitivo no mercado internacional. Com isso, os embarques tendem a ser favorecidos, ajudando a reduzir os efeitos baixistas sobre os preços domésticos.

Na prática, a queda dos prêmios pode funcionar como um fator de estímulo às vendas externas, ao tornar o produto nacional mais atrativo para compradores internacionais. Esse movimento ganha relevância em um contexto de oferta elevada na região e de demanda interna por biodiesel aquém do esperado.

Mercado acompanha embarques e biodiesel

Para o setor, os próximos movimentos devem depender do ritmo dos embarques e da evolução da demanda por biodiesel no Brasil. Caso as exportações avancem, a maior competitividade externa pode ajudar a equilibrar parte da pressão gerada pela oferta ampla.

Ainda assim, o quadro segue de atenção. Mesmo com a recuperação recente, os prêmios continuam em níveis historicamente baixos, segundo o Cepea, mantendo o mercado do óleo de soja sensível à combinação entre oferta regional, consumo interno e demanda internacional.

 





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El Niño aumenta incerteza para o milho



Clima pode afetar janela de plantio



Foto: Dirceu Gassen

A confirmação da atuação do El Niño no Brasil colocou o clima no centro das atenções do mercado de milho. Segundo dados divulgados pelo Cepea, o fenômeno pode aumentar as chuvas na região Sul e provocar irregularidade das precipitações e maior calor no Centro-Oeste, em um período decisivo para a safra verão.

De acordo com o Cepea, os efeitos do El Niño exigem atenção especial no milho. No Sul do País, a semeadura pode ser prejudicada pelo aumento das chuvas. Já no Centro-Oeste, um eventual atraso na safra verão pode empurrar o plantio da segunda temporada para fora do período considerado ideal.

O risco climático se soma a um mercado já pressionado pelo avanço da colheita da segunda safra. Na parcial deste mês, até o dia 18, parte das praças acompanhadas pelo Cepea, principalmente nas regiões produtoras, registra as menores médias nominais do ano.

Segundo o Centro de Pesquisas, consumidores internos seguem atentos ao avanço da colheita da segunda safra e indicam ter estoques suficientes para atender ao consumo de curto prazo. Com isso, esses agentes têm postergado negociações.

A decisão também é influenciada pelas quedas recentes dos preços internacionais, que reduzem a paridade de exportação e diminuem a sustentação dos valores domésticos. Do lado vendedor, a oferta não avança de forma uniforme. Pesquisadores do Cepea apontam que agentes que não precisam “fazer caixa” ou liberar espaço nos armazéns continuam restringindo as negociações.

Essa postura ajuda a evitar quedas mais intensas em algumas regiões, mas não elimina a pressão exercida pela colheita, pela cautela dos compradores e pelo enfraquecimento da paridade de exportação.

A combinação entre riscos climáticos, avanço da segunda safra e compradores retraídos deve manter o mercado do milho em atenção. De acordo com o Cepea, o comportamento do El Niño, o ritmo da colheita e a paridade de exportação seguem como fatores decisivos para os preços nas próximas semanas.

 

 

 





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Oferta recorde mantém pressão sobre a soja


O mercado de soja encerrou a semana com preços firmes em diferentes regiões, avanço pontual nos portos e pressão crescente sobre a armazenagem. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário internacional segue condicionado pela projeção de oferta mundial recorde em 2026/27, enquanto os contratos em Chicago recuaram para US$ 11,22 por bushel em meados de junho.

No Rio Grande do Sul, a saca chegou a R$ 132 no Porto de Rio Grande, e a média semanal estadual subiu de R$ 115 para R$ 115,36. A colheita está praticamente concluída, com produção consolidada em 18,13 milhões de toneladas e produtividade média de 2.707 quilos por hectare, resultado 14,8% abaixo da expectativa inicial. No interior, as cotações variaram de R$ 125,50 a R$ 128,74.

Em Santa Catarina, os preços avançaram moderadamente, com R$ 130 no Porto de São Francisco. A demanda por soja e farelo permanece aquecida pelo desempenho da avicultura, cujas exportações somaram US$ 1,15 bilhão entre janeiro e maio de 2026. O setor também acompanha o risco de geadas sobre pastagens, trigo e aveia.

No Paraná, Paranaguá registrou alta de 1,90%, para R$ 134 por saca. As exportações do complexo soja alcançaram 6,72 milhões de toneladas nos cinco primeiros meses, com receita de US$ 2,94 bilhões. A chegada do milho safrinha aumenta a necessidade de liberar espaço nos armazéns.

Em Mato Grosso do Sul, Alcinópolis liderou a produtividade estadual, com 81,85 sacas por hectare, seguida por Costa Rica, com 76,91 sacas. Já em Mato Grosso, o esmagamento atingiu o recorde de 1,28 milhão de toneladas em maio, sustentado pela demanda por farelo e biodiesel. A colheita encerrada e o avanço do milho mantêm elevada a procura por transporte e reforçam a preocupação com custos e margens.

 





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Milho em queda exige nova estratégia de venda



Para os produtores, a orientação é combinar vendas escalonadas


Para os produtores, a orientação é combinar vendas escalonadas
Para os produtores, a orientação é combinar vendas escalonadas – Foto: Divulgação

O mercado de milho segue sob pressão, e o cenário exige decisões cuidadosas para reduzir riscos e preservar margens. Segundo a TF Agroeconômica, a principal recomendação é evitar a concentração de vendas no pico da colheita e aproveitar eventuais repiques técnicos para avançar na comercialização.

Para os produtores, a orientação é combinar vendas escalonadas, proteção de preços e uso da armazenagem. O suporte próximo de US$ 4,05 por bushel em Chicago e a estabilização ao redor de R$ 63 por saca no mercado interno podem gerar recuperações temporárias, mas não alteram o viés de baixa. Por isso, mecanismos de hedge devem ser avaliados para proteger margens diante de novas quedas.

As cooperativas podem ampliar programas de comercialização gradual, apoiar o uso de contratos futuros e opções e buscar oportunidades de exportação quando houver fortalecimento dos prêmios. Para cerealistas e tradings, a recomendação é manter cautela na formação de estoques, aproveitando momentos de maior pressão vendedora para originar volumes e acompanhando a competitividade do milho brasileiro no exterior.

Consumidores e indústrias encontram ambiente favorável para compras graduais. Com o avanço da safrinha e a maior oferta nas próximas semanas, não há necessidade de alongar excessivamente a cobertura. O quadro segue pressionado pelo clima favorável nos Estados Unidos, menor demanda para etanol, estoques confortáveis e safras recordes na América do Sul. Uma recuperação consistente dependeria de problemas climáticos relevantes no cinturão produtor norte-americano.

 





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