segunda-feira, junho 1, 2026

Política & Agro

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New Holland e CNH investem mais de R$ 100 milhões para nacionalizar produção de plataformas de colheita Draper


A New Holland, marca da CNH, vai nacionalizar a produção de sua linha de plataformas de corte Draper FD2 by MacDon em um movimento estratégico para reforçar o compromisso com o mercado brasileiro e latino-americano. O anúncio foi feito durante a Agrishow 2026.

Para viabilizar essa iniciativa, foram investidos mais de R$ 100 milhões na unidade da marca em Curitiba (PR), que passará a fabricar plataformas de 25, 50 e 61 pés para toda a América Latina. A iniciativa posiciona a operação local como um hub estratégico para a CNH, ampliando a capacidade industrial e fortalecendo a presença na região.

“As plataformas Draper FD2 New Holland by MacDon desempenham um papel fundamental na eficiência da colheita. Com a produção no Brasil, conseguiremos ampliar a capacidade de atendimento e oferecer um suporte ainda mais próximo e ágil aos nossos clientes. Com mais esta novidade, seguimos trazendo soluções inovadoras e sustentáveis que atendam na medida certa as necessidades dos agricultores, independentemente do perfil da operação”, afirma Eduardo Kerbauy, vice-presidente de Marketing da CNH para a América Latina.

Além do investimento na infraestrutura da fábrica, também foram realizados investimentos na capacitação do time responsável pela produção, garantindo a adoção de processos e padrões globais de qualidade.

De acordo com Kerbauy, a produção nacional traz ganhos diretos para o produtor. Entre os principais benefícios estão a maior disponibilidade dos equipamentos, redução de prazos de entrega e acesso facilitado a peças de reposição e assistência técnica, por meio da ampla rede de concessionários New Holland em todo o país. Esses fatores contribuem para maior eficiência operacional e disponibilidade das máquinas no campo, especialmente em períodos críticos da safra.

Alta tecnologia e eficiência

As plataformas Draper FD2 New Holland by MacDon se destacam pela alta tecnologia e facilidade operacional. Entre os diferenciais estão o chassi articulado com sistema de flexão em três seções, ângulo de ataque ajustável e velocidade de esteira regulável. O novo modelo também apresenta uma área de corte até 25% maior em relação à geração anterior, além de contar com caixa de transmissão de alta velocidade e até 43 centímetros de flutuação nas extremidades, favorecendo a adaptação ao terreno.

Indicadas para as principais culturas de grãos, entre elas soja, trigo, feijão e sorgo, as plataformas são compatíveis com colheitadeiras de classes 5 a 11 e foram desenvolvidas para maximizar a produtividade, reduzir perdas e garantir maior qualidade na colheita.

Outro destaque é a ampliação do portfólio da marca, que passa a oferecer uma das mais completas linhas de plataformas Draper do mercado, incluindo a versão de 61 pés, anteriormente importada e agora produzida localmente.

A produção das plataformas terá início no segundo semestre de 2026, com disponibilidade para os clientes a partir do mesmo período.

Durante a Agrishow, os visitantes poderão conhecer de perto as soluções da New Holland e entender como a nacionalização da linha de plataformas contribui para uma colheita mais eficiente, com maior suporte e disponibilidade no campo.

Novas plataformas para milho

Outra novidade que a New Holland lança na Agrishow 2026 é a linha de plataformas para milho BM+, de 4 a 15 linhas. Desenvolvida em parceria com a MethalC, elas oferecem maior competitividade, eficiência, durabilidade e facilidade de operação no campo. No estande da marca na feira será possível conhecer de perto o modelo 12L x 50cm.

Com visual moderno, as plataformas BM+ estão em sintonia com as linhas de colheitadeiras New Holland. O novo modelo possui regulagem centralizada, permitindo o ajuste simultâneo de todas as linhas, e o piso do deck do despigador é feito de chapa inox. A linha, mais competitiva em preço, atende principalmente pequenos e médios produtores.

Serviço:

31ª Agrishow – de 27 de abril a 1º de maio de 2026

Das 8h às 18h

Local: Rod. Prefeito Antônio Duarte Nogueira, Km 321 – Ribeirão Preto (SP)

Informações: www.agrishow.com.br





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sistemas de armazenagem avançam e reforçam eficiência do agro


A 31ª Agrishow, principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, não apresenta apenas grandes máquinas, mas também soluções para a armazenagem de grãos no Brasil, um segmento que vem evoluindo de forma consistente, acompanhando o protagonismo do país no cenário agrícola global. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país atingiu 231,1 milhões de toneladas de capacidade estática no primeiro semestre de 2025. Na prática, o Brasil consegue armazenar cerca de 60% a 62% de toda a produção nacional.

A expansão não se limita ao volume e, na Agrishow, encontra um dos principais motores de inovação e difusão tecnológica do setor, consolidando-se como uma aliada estratégica do agronegócio. Soluções de monitoramento em tempo real, controle automatizado de temperatura e umidade, além de sistemas de aeração mais eficientes, contribuem para preservar a qualidade dos grãos, além de reduzir perdas ao longo do processo. 

João Carlos Marchesan, presidente da Agrishow, afirma que, na prática, a feira funciona como um ponto de virada no sistema de armazenagem de grãos no Brasil, onde empresas aproveitam o evento para lançar novas tecnologias. “A Agrishow consolida uma visão de futuro para o agronegócio brasileiro ao evidenciar que investir em sistema de armazenagem deixou de ser apenas uma necessidade operacional e passou a ser uma estratégia decisiva para sustentar o crescimento do agronegócio e agregar valor à produção agrícola”, diz.

Armazenagem ganha protagonismo na Agrishow

Na Agrishow, a CASP destaca um portfólio de soluções voltadas à armazenagem de grãos e proteína animal, desenvolvidas sob medida para diferentes realidades no campo. A proposta da empresa é atender desde operações de menor escala até grandes estruturas produtivas, sempre considerando as particularidades de cada cliente. Quem for ao estande da empresa, verá um ambiente de troca de conhecimento, com especialistas das áreas técnicas para orientar produtores e aprofundar discussões sobre as melhores estratégias de armazenagem.

Já a AGI Brasil aposta em inovação acessível ao apresentar uma unidade compacta de silo voltada a pequenos e médios produtores. O sistema conta com transportador de correia para carga e descarga, o que garante mais agilidade, segurança operacional e preservação da qualidade dos grãos. O lançamento reforça o movimento do setor em democratizar tecnologias de armazenagem, ampliando a eficiência dentro das propriedades e contribuindo para a redução de perdas no pós-colheita.





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Preço do boi cai e mercado segue lento


A cotação do boi gordo registrou queda em São Paulo nesta terça-feira (28), segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. O mercado abriu com recuo de R$ 2,00 por arroba para o boi gordo e de R$ 1,00 por arroba para a vaca, enquanto os preços do “boi China” e da novilha permaneceram estáveis em relação ao dia anterior.

De acordo com a Scot Consultoria, o mercado apresentou ritmo lento, com pecuaristas resistentes às negociações diante de ofertas de compra mais baixas. Do lado da demanda, compradores operaram com escalas de abate mais confortáveis e reduziram o interesse por novas aquisições, o que pressionou as cotações. As escalas de abate no estado estavam, em média, para dez dias.

No Mato Grosso do Sul, o cenário foi marcado por oferta reduzida de bovinos e ritmo lento de negócios. Parte dos frigoríficos operava com escalas alongadas e menor necessidade de compra imediata, o que resultou em queda nos preços em diferentes regiões do estado.

Na região de Dourados, o boi gordo recuou R$ 2,00 por arroba, enquanto vaca e novilha mantiveram as cotações. As escalas de abate estavam, em média, para sete dias. Em Campo Grande, todas as categorias registraram queda de R$ 3,00 por arroba, com escalas em torno de nove dias.

Já em Três Lagoas, a cotação do boi gordo caiu R$ 4,00 por arroba, enquanto vaca e novilha não apresentaram variação. As escalas de abate também estavam, em média, para nove dias. No estado, o preço da arroba do “boi China” recuou R$ 2,00.

No mercado externo, as exportações de carne bovina in natura mantiveram desempenho positivo até a quarta semana de abril. O volume embarcado somou 216,3 mil toneladas, com média diária de 13,5 mil toneladas, alta de 11,9% na comparação com o mesmo período de 2025. A cotação média da tonelada ficou em US$ 6,2 mil, avanço de 23,2% na mesma base de comparação.





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irrigação por gotejamento ganha status de estratégia e Netafim lidera debate na Agrishow 2026


A agricultura brasileira já está em uma nova fase: menos dependente do clima e cada vez mais orientada pela gestão de risco. Em um cenário de instabilidade hídrica, pressão de custos e necessidade de maior controle sobre os resultados, a irrigação deixou de ser uma decisão tática para se consolidar como estratégia central dentro da porteira, assumindo um papel direto na segurança produtiva e financeira das operações agrícolas.

É nesse contexto que a Netafim, pioneira e líder global em irrigação por gotejamento, participa da Agrishow 2026, principal feira do agro brasileiro e maior vitrine de tecnologia do setor. Mais do que apresentar soluções, a empresa chega com o objetivo de reforçar seu papel como parceira estratégica do produtor em um momento de transformação estrutural do campo.

A mensagem central da empresa, “Netafim, a sua marca de irrigação”, dialoga diretamente com essa mudança. Em um ambiente de restrição de crédito e maior incerteza, a irrigação, aliada à fertirrigação e ao uso de dados, deixa de ser apenas um sistema operacional e passa a atuar como um sistema de gestão da produtividade, capaz de trazer mais controle, eficiência no uso de recursos e previsibilidade ao resultado da lavoura.

“O principal objetivo da Netafim na Agrishow é consolidar o valor da marca no campo, mostrando na prática por que a Netafim é, de fato, a sua marca de irrigação”, afirma Michele Silva, diretora de marketing da Netafim.

Essa virada também se reflete nos números do setor. Segundo o CEO da Netafim, Ricardo Almeida, o mercado de irrigação no Brasil apresenta crescimento consistente e grande potencial de expansão, um movimento que reforça o caráter estrutural dessa tecnologia dentro do agro.

“Dados publicados pela Câmara Setorial de Irrigação da Abimaq apontam crescimentos expressivos do mercado ano a ano para patamares próximos a 400 mil hectares por ano. A Agência Nacional de Águas aponta mais de 8 milhões de hectares irrigados e estima expansão adicional de 4,2 milhões de hectares até 2040, com potencial técnico de até 55 milhões de hectares”, afirma o executivo.

Na Agrishow, a Netafim apresenta avanços que refletem essa nova demanda do produtor, com foco na democratização do acesso à tecnologia e na integração entre irrigação, fertirrigação e digital farming, um conjunto que permite transformar dados em decisões mais precisas ao longo de todo o ciclo produtivo. Entre os destaques estão soluções de monitoramento, coleta de dados e automação aplicadas à fertirrigação, além do fortalecimento do portfólio em gotejamento para diferentes culturas.

Para Michele Silva, essa evolução está diretamente ligada a uma mudança de mentalidade no campo: “A irrigação passou a ser percebida como parte do arsenal de gestão de risco. Quando o produtor enfrenta variabilidade climática e de mercado recorrente, ele compra previsibilidade, e previsibilidade, no campo, envolve plano, engenharia e operação, não um equipamento isolado.”

O estande da empresa acompanha essa proposta, com uma experiência imersiva que conecta tecnologia, conhecimento técnico e aplicação prática no campo. Com especialistas disponíveis durante todo o evento e participação ativa de distribuidores e parceiros, o espaço foi concebido para demonstrar como o uso integrado de soluções pode impactar diretamente produtividade, eficiência e tomada de decisão.

Para Ricardo Almeida, o movimento é claro e irreversível: “A irrigação não é apenas um sistema produtivo, ela se torna uma ferramenta de segurança, um verdadeiro ‘seguro’ da produção, garantindo estabilidade, produtividade e maior controle sobre o resultado do negócio.”

Com investimentos industriais relevantes no Brasil, incluindo a ampliação da capacidade produtiva em Ribeirão Preto, e o reconhecimento do país como um dos principais mercados globais da companhia, a participação da Netafim na Agrishow 2026 reforça não apenas sua liderança, mas também seu papel como uma das empresas que impulsionam a consolidação da irrigação como infraestrutura estratégica do agronegócio brasileiro.





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Agricultura de precisão é destaque na Agrishow 2026


A 31ª edição da Agrishow destaca o avanço da agricultura de precisão como uma das principais tendências tecnológicas do setor. O modelo reúne ferramentas como GPS, sensores, inteligência artificial, drones e softwares para formar um sistema integrado de gerenciamento das lavouras, com foco na otimização da produção.

A proposta da agricultura de precisão é aplicar insumos na quantidade, no local e no momento adequados, com base em dados coletados e analisados em tempo real. O uso dessas tecnologias permite ao produtor reduzir custos, elevar a produtividade e diminuir impactos ambientais, a partir de decisões orientadas por informações sobre solo e condições das culturas.

Para o presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan, o avanço tecnológico tem alterado a dinâmica do setor. “as novas tecnologias estão promovendo uma revolução no agronegócio. Os produtores podem estruturar melhor suas operações, embasados em dados reais e seguros. Desta forma, o trabalho humano no campo se torna cada vez mais estratégico e qualificado e o agricultor consegue tomar decisões mais assertivas, além de fazer uma gestão mais eficiente, com maior controle das variáveis climáticas, de logística e financeiras”.

Entre as empresas expositoras, a AGTech apresenta soluções voltadas à automação, conectividade e uso de dados em tempo real. Segundo a companhia, o portfólio integra máquinas, sistemas e pessoas para ampliar a eficiência das operações, desde o plantio até a colheita, com apoio de tecnologias como agricultura de precisão e drones.

Outro destaque é a Sigma, que expõe equipamentos para monitoramento ambiental e produtivo. Entre eles, a estação Sensor Carbon Node LI-720, voltada à medição de carbono em sistemas agrícolas, além de sensores para evapotranspiração e análise da estrutura das culturas, utilizados no acompanhamento do desempenho das lavouras.





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Agrishow reúne os mais recentes lançamentos do mercado de drones


Cada vez mais a agricultura tem se beneficiado do uso de drones. Segundo o Ministério da Agricultura (MAPA), o número de equipamentos em operação nas propriedades rurais do país saltou de cerca de três mil em 2021 para 35 mil em 2025. E projeções do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) apontam que em três anos 100 mil equipamentos podem estar em uso no campo.

Entre os fatores que explicam essa expansão estão o aumento da eficiência, especialmente em operações de pulverização, além da redução no consumo de água e insumos. Alguns modelos, por exemplo, que têm capacidade para até 50 litros, podem gerar uma economia de até 30% no consumo de defensivos agrícolas e outros insumos. No plantio, há drones que conseguem semear até 50 hectares por dia.

Para o presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan, os drones se tornaram ferramentas essenciais para aumentar a produtividade no campo. “Hoje temos equipamentos com tecnologias embarcadas que mapeiam solos, analisam culturas e fazem pulverização com precisão. Isso auxilia o produtor na tomada de decisões a partir da coleta e análise de dados. São recursos que tornam a operação mais rápida, eficiente e sustentável”, diz.

Agrishow reúne os mais recentes lançamentos do mercado de drones

Em parceria com a Agrosure, a EAvision apresenta sua linha de drones voltados para pulverização inteligente. São modelos como o J70 que comporta carga de 35 litros de pulverização, 50 quilos de distribuição e vazão de 16 litros por minuto. Já o J150, trabalha com até 70 litros de pulverização, 80kg de distribuição e vazão de até 40 litros por minuto.

Outro destaque é uma solução da Xmobots capaz de reduzir em até R$ 136 mil o custo operacional por safra. Trata-se de uma combinação entre SPAD e DAASFY, chamada de SPAD 200B, desenvolvida para tornar a pulverização agrícola mais eficiente, com menor consumo de combustível, menos tempo de operação e maior previsibilidade de custos.

A DJI Agriculture apresenta sua nova geração de drones voltados para facilitar o trabalho no campo. Entre os lançamentos para esta Agrishow estão a linha Agras (T100, T70P, T25P) e o drone de carga FlyCart 100, focando em pulverização, semeadura e logística. Outros equipamentos como o DJI FlyCart 100 trabalham na logística da propriedade, com capacidade de carga pesada, entre 80kg e 85kg.





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CNA apresenta propostas para o Plano Safra 2026/2027


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou, na terça (28), o documento com as dez propostas da entidade para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2026/2027.

O documento foi entregue pelo presidente da CNA, João Martins, ao ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.

No documento, a CNA destaca os pontos prioritários para o próximo ciclo, com foco em iniciativas estruturantes como previsibilidade do orçamento, planejamento plurianual, e no fortalecimento da saúde financeira do produtor, nos instrumentos de renegociação de dívidas, ampliação do acesso ao crédito e recursos para o seguro rural.

As propostas foram construídas em parceria com as Federações estaduais de agricultura e pecuária, sindicatos e produtores rurais durante encontros realizados nas cinco regiões brasileiras.

As sugestões buscam assegurar a sustentabilidade econômica do setor e preservar o papel estratégico do Brasil como um dos principais produtores e fornecedores de alimentos do mundo.

Na introdução do documento, a CNA destaca que diante do atual cenário internacional e doméstico adverso, marcado por incerteza, volatilidade e riscos crescentes, o fortalecimento das políticas agrícolas deixa de ser apenas desejável e passa a ser condição necessária para a estabilidade da produção, o controle da inflação de alimentos e a garantia da segurança alimentar.

A entidade esclarece que o setor tem operado sob forte pressão de custos, juros elevados, restrições financeiras, clima altamente instável e adverso e, por essas razões, vem mantendo a produção à custa de maior endividamento e redução de margens.

Nesse contexto, o Plano Safra 2026/27 assume caráter decisivo, já que não se trata apenas de ampliar recursos, mas de reestruturar e fortalecer os instrumentos de política agrícola, garantindo acesso efetivo ao crédito, previsibilidade, gestão de riscos e condições efetivas para a continuidade da produção.

A CNA entende que a política de crédito rural deve buscar soluções que conciliem liquidez ao produtor, mitigação de riscos, instrumentos adequados de renegociação e segurança institucional, de modo a sustentar a atividade produtiva sem desorganizar os incentivos e a confiança no mercado de financiamento.

Previsibilidade – No documento, a Confederação demonstra preocupação com o descompasso entre o orçamento anual e o ciclo do Plano Safra, que dificulta o planejamento das operações dos produtores, cooperativas e agentes financeiros. “A assimetria entre o calendário orçamentário e o agrícola prejudica a previsibilidade e dificulta o planejamento adequado das políticas públicas voltadas ao agro”.

Além da questão do calendário, também é preocupante a insuficiência de recursos previstos no Orçamento Geral da União (OGU), que não são compatíveis com a demanda do setor. O cenário é agravado em um ambiente de juros mais elevados, que aumentam o custo fiscal para o governo manter o crédito subsidiado, exigindo complemento de recursos durante o ano para o agro.

“Por isso, a previsibilidade orçamentária, a compatibilização entre o OGU e o Plano Safra e a alocação de recursos em volume adequado são condições essenciais para dar segurança ao planejamento do agro e evitar descontinuidades em políticas estruturantes para o setor”, afirma o documento.

Plano Plurianual – Outra prioridade da CNA para a safra 2026/27 é um novo modelo orçamentário plurianual para as políticas agrícolas. A justificativa da entidade é de que, embora o PAP seja apresentado como um compromisso para todo o ciclo da safra, a implementação permanece a uma lógica anual, fragmentada e sujeita a interrupções, contingenciamentos e reprogramações ao longo do período produtivo.

Para a CNA, o novo modelo orçamentário do Plano Safra deve ser orientado pela previsibilidade, pela plurianualidade e pela continuidade de execução. “Mais do que ampliar valores anunciados, deve fortalecer a qualidade institucional do plano, com uma arquitetura orçamentária compatível com a dinâmica da produção”.

Segundo a entidade, a adoção de uma programação plurianual indicativa representa um passo essencial para trazer maior racionalidade, previsibilidade e capacidade de planejamento à política agrícola brasileira.

Essa programação pode contemplar, entre outros pontos, a equalização da taxa de juros com sinalização prévia de recursos; a subvenção ao seguro rural com horizonte de médio prazo; instrumentos emergenciais para eventos severos com reserva programada e priorização gradual de gargalos estruturais do setor com definição de etapas e metas para áreas, como armazenagem, irrigação e recuperação de solo.

Propostas – As propostas apresentadas pela CNA para o Plano Safra 2026/2027 buscam contribuir para a construção de uma política agrícola mais robusta, estável e eficiente. Ao priorizar a melhoria dos instrumentos existentes, a ampliação do acesso ao crédito, o fortalecimento do seguro rural e a integração com mecanismos de gestão de risco e comercialização, o objetivo é reduzir vulnerabilidades e criar condições para o desenvolvimento sustentável do setor.

Além das propostas prioritárias, o documento possui 6 capítulos: Introdução, Crédito Rural, Gestão de Riscos, Endividamento e saúde financeira do produtor rural, Mercado de Capitais e Proposta da “Lei do Agro 3”.

Veja as 10 propostas da CNA para o próximo Plano Safra:

1 – Possibilitar a construção de um novo modelo de Plano Agrícola e Pecuário Plurianual, com direcionamentos para programas prioritários;

2 – Garantir R$ 4 bilhões no orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e a aprovação do Projeto de Lei nº 2.951/2024, que prevê a modernização do seguro rural;

3 – Assegurar efetivos R$ 623 bilhões no Plano Agrícola e Pecuário 2026/2027, sendo R$ 104,9 bilhões destinados à agricultura familiar e R$ 518,2 bilhões à agricultura empresarial, com recursos exclusivos do crédito rural tradicional;

4 – Promover medidas de apoio à saúde financeira do produtor rural e apoiar a aprovação do Projeto de Lei nº 5.122/2023;

5 – Atualizar e ampliar os limites de Renda Bruta Agropecuária (RBA) para enquadramento no Pronaf, no Pronamp e nas demais categorias de produtores;

6 – Apoiar e assegurar a aprovação da proposta de nova Lei do Agro (“Lei do Agro 3”);

7 – Promover ajustes no ambiente de negócios do crédito rural, reduzindo burocracias, eliminando extrapolações infralegais e fortalecendo o combate à venda casada;

8 – Nos programas de investimento agropecuário, priorizar o RenovAgro, o PCA e o Proirriga;

9 – Ampliar os fundos garantidores para operações de custeio e investimento agropecuário;

10 – Ampliar os mecanismos de financiamento privado do agro no mercado de capitais.





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Brasil e Uruguai ampliam cooperação no agronegócio


O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu nesta terça-feira (28), em Brasília, o ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, Alfredo Fratti, para tratar de temas prioritários do agronegócio regional. O encontro ocorreu na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Durante a reunião, os ministros reafirmaram a importância da relação bilateral entre Brasil e Uruguai, marcada pela cooperação e pelo intercâmbio comercial. André de Paula destacou o papel do Uruguai como parceiro nas áreas comercial, técnica e institucional, enquanto Alfredo Fratti ressaltou a relevância do diálogo contínuo para a construção de soluções conjuntas no agronegócio.

Entre os temas discutidos estiveram o setor leiteiro, o acordo entre Mercosul e União Europeia e ações para ampliar oportunidades comerciais. Segundo André de Paula, o governo brasileiro acompanha as pautas com atenção, considerando aspectos técnicos e legais para fortalecer a parceria entre os países.

Outro ponto abordado foi a cooperação em ciência, tecnologia e inovação, com a implantação da primeira Unidade Mista de Pesquisa e Inovação internacional. A iniciativa envolve a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, o Instituto Nacional de Investigación Agropecuaria e os ministérios da Agricultura de ambos os países.

Também foi discutido o Memorando de Entendimento firmado em dezembro de 2025, voltado ao desenvolvimento de políticas, produtos e tecnologias de origem biológica para a produção agropecuária. Alfredo Fratti destacou o interesse na agenda de bioinsumos, enquanto o Brasil reiterou a disposição de ampliar o intercâmbio técnico nessa área.

Brasil e Uruguai mantêm parceria no âmbito do Mercosul, do Conselho Agropecuário do Sul e de outros fóruns regionais. Em 2025, o comércio bilateral entre os dois países somou cerca de US$ 2,22 bilhões, com exportações brasileiras de aproximadamente US$ 989,9 milhões e importações de US$ 1,23 bilhão provenientes do Uruguai.

 





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Pesquisa inédita revela que remineralizadores reduzem efeito estufa em pastagens no Cerrado


Estudo em pastagens do Cerrado mostrou que remineralizadores à base de rochas silicáticas podem reduzir as emissões de gases de efeito estufa do solo quando comparados ao fertilizante convencional à base de potássio. Entre as fontes testadas, a biotita xisto apresentou o menor potencial de aquecimento global no período monitorado.

A técnica que utiliza rochas moídas para combater o aquecimento global teve sua eficácia conformada no bioma Cerrado. Pesquisa pioneira conduzida pela Embrapa Cerrados e pela Universidade de Brasília (UnB) comprovou que os remineralizadores de solo – conhecidos popularmente como “pós de rocha” – podem reduzir a emissão de gases de efeito estufa (GEEs) de pastagens, validando resultados antes observados apenas em clima temperado.

Foram testados dois tipos de pós de rocha: o basalto e a biotita xisto. A biotita xisto apresentou a menor emissão de gases de efeito estufa – quatro vezes menos em comparação com o fertilizante comercial cloreto de potássio (KCl). Foram 82 contra 415 quilos de dióxido de carbono (CO2) equivalente por hectare. Os resultados foram publicados na revista internacional Agronomy.

A mitigação das emissões de GEE é um dos desafios da agropecuária no bioma Cerrado. Na pecuária, o metano resultante da digestão dos alimentos pelos animais e o óxido nitroso emitido pelo uso de fertilizantes nitrogenados e manejos da pastagem contribuem para o efeito estufa. O óxido nitroso, embora menos conhecido que o dióxido de carbono (CO2), apesar de ser emitido em menor concentração, é quase 300 vezes mais potente para o aquecimento do planeta.

No Brasil, as pastagens ocupam cerca de 155 milhões de hectares, o que confere ao setor um papel estratégico, tanto no problema quanto na solução. Práticas que aumentem a eficiência do uso de nutrientes, promovam o sequestro de carbono no solo e reduzam perdas na forma de gases são consideradas fundamentais para viabilizar uma agropecuária de baixo carbono.

Novas alternativas para a pecuária

Diferente dos fertilizantes convencionais, como o cloreto de potássio (KCl), apesar de terem efeito imediato, os remineralizadores têm menor pegada ambiental, já que são obtidos pela moagem de rochas silicáticas, sem processos químicos.

Sobre o estudo realizado, Marcus Vinícius dos Santos, engenheiro agrônomo, bolsista da Embrapa e primeiro autor do artigo, destaca os resultados como positivos: “Registramos uma das menores emissões de óxido nitroso [N2O] com o uso da biotita xisto na dose, de 151 toneladas por hectare”.

Já a pesquisadora da Embrapa Cerrados e orientadora do estudo, Alexsandra de Oliveira, ressaltou o potencial desses materiais para o alcance de uma agricultura ambientalmente mais sustentável. “Estamos buscando alternativas que possam reduzir a dependência dos fertilizantes sintéticos importados que usamos para a adubação das pastagens, cuja produção, transporte e aplicação deixam elevadas pegadas ambientais. Com esses resultados, vimos que os remineralizadores demonstram potencial de reduzir as emissões de gases efeito estufa”, sustenta.

Os testes foram realizados em um experimento de longa duração, instalado em 2015 na área experimental da Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF), com pasto de capim braquiária (Urochloa brizantha), cultivar BRS Paiaguás, forrageira desenvolvida pela Embrapa e uma das mais utilizadas na pecuária tropical brasileira. Naquele ano foram aplicados a biotita xisto e o basalto.

Durante seis meses, entre 2024 e 2025, a equipe utilizou câmaras instaladas no solo para capturar e medir cada micrograma (um milionésimo da grama) de gás emitido pela terra – óxido nitroso (N2O), metano (CH4) e dióxido de carbono (CO2). As medições contemplaram os períodos seco, a transição entre períodos e o chuvoso.

Os experimentos foram conduzidos com simulação de pastoreio, sem a utilização de animais. Após colheita do milho, os resíduos da lavoura foram removidos e feitos cortes para promover a rebrota do pasto.

Já o basalto, foi testado em duas doses: 8,3 toneladas por hectare e 40 toneladas por hectare. Os resultados mostraram que a primeira se mostrou mais eficiente, registrando um estoque de nitrogênio superior quando comparado aos demais tratamentos.

Outro ponto de atenção foi o aumento das emissões em período de chuva, quando foram registrados picos de emissão de óxido nitroso e gás carbônico, o que não ocorreu na época seca.

Além das emissões, foram avaliadas outras variáveis ambientais – temperatura e umidade do solo e teores de nitrato e amônio – fatores que atuam na modulação do comportamento dos GEEs. Além disso, foi acompanhada a atividade das enzimas relacionadas aos ciclos do carbono e do enxofre, como indicadores de saúde do solo, utilizados pela Bioanálise do Solo (BioAS).

O tratamento com a menor dose de basalto (8,3 toneladas por hectare) permitiu observar maiores estoques de carbono no solo, quando comparado aos demais tratamentos e ao controle. Essa também foi a opção com o melhor resultado para o estoque de nitrogênio. O nitrogênio impacta diretamente o sistema pecuário, podendo causar perdas de produtividade, além de danos ambientais.

O estudo mostrou ainda que a atividade das enzimas do solo avaliadas – arilsulfatase e ß-glicosidase – não apresentou diferenças significativas entre os tratamentos, seja com remineralizadores ou com o adubo convencional. Para os pesquisadores, esse resultado indica que os remineralizadores promovem mudanças graduais no solo, sem causar desequilíbrios biológicos. “A estabilidade da atividade enzimática sugere que o sistema mantém sua funcionalidade ao longo do tempo, o que é um indicativo importante de sustentabilidade ambiental”, destaca a pesquisadora da Embrapa Cerrados.

Caminho para menor emissão de gases efeito estufa em pastagens

Além do potencial ganho ambiental, o pó de rocha é um produto nacional. Atualmente, o país importa cerca de 95% do potássio que utiliza, principalmente da Rússia. Já o pó de rocha pode ser encontrado em território nacional, com fontes próximas às áreas rurais. “Cada lugar tem sua pedreira”, reforça, lembrando que o biotita xisto e o basalto são abundantes em diversos estados brasileiros, como Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso.

“Os resultados reforçam que a transição para sistemas de pecuária de baixo carbono passa não só por ‘trocar o insumo’, mas por escolher a fonte certa e ajustar a dose para maximizar benefícios e evitar efeitos colaterais”, conclui Oliveira.





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Zait.ag investe R$ 8 milhões em novas tecnologias apresentadas na Agrishow


A Agrishow 2026 vai contar com a apresentação de um novo ciclo de investimentos e inovação da Zait.ag. Após a fusão entre as empresas Drop e Smart Sensing, a companhia passou a contar com uma equipe de mais de 30 desenvolvedores, com previsão de investir cerca de R$ 8 milhões em novos desenvolvimentos ao longo de 2026, reforçando sua estratégia de ampliar o acesso a tecnologias de precisão e digital no campo. Com a união das operações, a companhia tem previsão de faturamento superior a R$ 100 milhões neste ano.

Com apenas cinco meses desde a integração das operações, a empresa leva à feira um portfólio robusto de lançamentos que combinam aplicação localizada, monitoramento, telemetria e automação. A proposta é unir a precisão do sistema WEED-IT com controladores e softwares desenvolvidos no Brasil, permitindo uma nova geração de soluções mais acessíveis e integradas.

Entre os destaques está a evolução da aplicação localizada com mapas de alta precisão, que possibilita intervenções no nível da planta. Diferente dos modelos tradicionais baseados em zonas, a tecnologia utiliza válvulas com precisão centimétrica para abertura e fechamento de bicos, aumentando a eficiência e reduzindo o uso de insumos.

No segmento de drones, a Zait.ag lança um centro de operações capaz de trabalhar com dois equipamentos simultaneamente, além de integrar uma estação de drones com estação meteorológica embarcada, permitindo definir o melhor momento para a aplicação de insumos com base em condições climáticas em tempo real. Essa integração entre clima, operação e tecnologia traz mais segurança e assertividade às aplicações, reduzindo perdas e aumentando a eficiência agronômica.

Outro lançamento relevante é a plataforma de software para geração de recomendações agronômicas de forma rápida e intuitiva, conectando dados de campo à tomada de decisão. “Com isso, a passamos a atuar de forma completa, oferecendo desde o mapeamento até a aplicação, com foco em entregar economia e resultado ao produtor”, explica Marcos Ferraz, vice-presidente da Zait.ag.

A empresa também apresenta sua nova plataforma de telemetria, que inclui rastreamento de calda e controle de estoque, ampliando a gestão operacional no campo. 

Para demonstrar todas as soluções, a Zait contará com dois estandes na Agrishow 2026, onde os visitantes poderão acompanhar simulações com o sistema WEED-IT em  funcionamento, além de conhecer plataformas digitais e aplicações com mapas de alta precisão em operação. Com os novos investimentos e a ampliação do portfólio, a empresa reforça seu posicionamento como fornecedora nacional de soluções completas, conectando tecnologia, serviço e resultado no campo.





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