quarta-feira, julho 22, 2026

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Vazio sanitário começa em 26 de junho na Bahia



“O Vazio Sanitário é uma ferramenta indispensável”


“O Vazio Sanitário é uma ferramenta indispensável"
“O Vazio Sanitário é uma ferramenta indispensável” – Foto: Pixabay

O Vazio Sanitário da soja começa em 26 de junho no Cerrado baiano e seguirá até 7 de outubro de 2026. A medida busca interromper o ciclo da ferrugem asiática, reduzir riscos fitossanitários e preparar as áreas para a safra 2026/2027.

Durante o período, fica proibido cultivar ou manter plantas vivas de soja nas propriedades rurais da Região I, formada por Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, São Desidério, Formosa do Rio Preto, Correntina, Riachão das Neves, Cocos e Santa Maria da Vitória. O calendário foi definido pela Portaria nº 40 da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia.

A Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia intensificará as ações de orientação, monitoramento e acompanhamento técnico nas propriedades. O trabalho inclui a eliminação de plantas voluntárias de soja, conhecidas como tigueras, que podem hospedar o fungo causador da doença.

“O Vazio Sanitário é uma ferramenta indispensável para a manutenção da sanidade das lavouras e para a sustentabilidade da produção de soja. O cumprimento das normas, aliado ao trabalho de orientação realizado pelas equipes técnicas, contribui para reduzir a pressão de doenças, proteger a produtividade e garantir maior eficiência no manejo fitossanitário da próxima safra”, destaca o primeiro vice-presidente da Aiba e presidente do Conselho Técnico da entidade, Luiz Carlos Bergamaschi.

A nova regulamentação determina que essas plantas sejam destruídas em até 30 dias após a emergência ou até o estágio fenológico V4. Segundo a Aiba, o cumprimento da medida contribui para reduzir a presença de pragas e patógenos, evitar autuações e aumentar a eficiência do manejo na próxima safra. Na Região I, a semeadura da soja estará autorizada entre 8 de outubro e 31 de dezembro de 2026.

 





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Paraná alcança VBP recorde de R$ 212,6 bilhões


O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Paraná alcançou R$ 212,6 bilhões em 2025, segundo análise preliminar divulgada pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). O resultado representa crescimento nominal de 13% em relação aos R$ 188,3 bilhões registrados em 2024. Considerando a inflação do período, a alta real foi de 9%.

Os dados são levantados ao longo do ano por técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Seab, por meio de pesquisas de preços e acompanhamento das condições das lavouras nos municípios paranaenses. O cálculo do VBP considera cerca de 350 itens da produção agropecuária, incluindo grãos, proteínas animais, frutas, flores, produtos florestais e diversas outras atividades do campo.

A análise preliminar indica que a safra 2024/25 foi marcada pela recuperação da produção das principais culturas de verão e inverno do estado. Soja, milho e trigo apresentaram aumento de produtividade, contribuindo para elevar o valor gerado pela agropecuária paranaense. Entre as principais culturas, apenas o feijão da segunda safra registrou redução na produção.

O setor florestal respondeu por aproximadamente 5% do VBP estadual, movimentando R$ 9,7 bilhões em 2025. Apesar da participação relevante, a atividade apresentou retração de 1% em termos nominais e de 5% quando considerado o resultado real.

Na pecuária, a avicultura manteve destaque, com três atividades figurando entre os dez principais produtos do VBP estadual. O frango de corte permaneceu como a segunda atividade de maior relevância econômica do Paraná, representando 17% do faturamento agropecuário. O valor bruto da atividade chegou a R$ 35,5 bilhões, com crescimento real de 8%.

O segmento de recria para engorda registrou uma das maiores expansões da avicultura em 2025. Foram comercializados aproximadamente 2,4 bilhões de pintinhos, enquanto os preços dos animais destinados à reprodução e ao corte apresentaram valorização. Com isso, o VBP da atividade atingiu R$ 7,1 bilhões, avanço real de 37%.

Na bovinocultura leiteira, a produção superou 4,7 bilhões de litros, crescimento de 3% em comparação ao ano anterior. O preço médio recebido pelos produtores também aumentou, passando de R$ 2,61 para R$ 2,67 por litro. Já na bovinocultura de corte, o desempenho foi impulsionado pela valorização dos animais comercializados, levando o VBP da atividade a R$ 8,7 bilhões, com expansão real de 21%.

Entre as atividades agrícolas, a soja manteve a liderança entre as culturas paranaenses em 2025, gerando R$ 42,3 bilhões do VBP estadual. A produção chegou a 21,4 milhões de toneladas, volume 14% superior ao registrado no ano anterior. O resultado garantiu crescimento real de 10% no valor bruto da cultura, impulsionado principalmente pelo aumento da produção.

O milho apresentou um dos melhores desempenhos entre as principais culturas do estado. Somadas as duas safras, a produção alcançou 21 milhões de toneladas, crescimento de 34% frente ao ciclo anterior. O preço médio do milho da segunda safra permaneceu próximo ao observado em 2024, passando de R$ 54,90 para R$ 53,89 por saca. Dessa forma, o avanço real de 30% no VBP, que totalizou R$ 19,1 bilhões, foi sustentado principalmente pelo aumento da oferta do cereal.

A cana-de-açúcar passou a integrar o grupo das dez principais atividades do VBP paranaense em 2025, ocupando a décima colocação no ranking estadual. A cultura movimentou R$ 4,8 bilhões, com crescimento real de 4% em relação ao ano anterior. A produção atingiu 36,7 milhões de toneladas, aumento de 5%, enquanto o preço médio recebido pelos produtores subiu de R$ 127,60 para R$ 131,79 por tonelada.

Após a publicação das informações preliminares no Diário Oficial, técnicos e gestores municipais poderão analisar os números e apresentar recursos fundamentados, caso considerem necessária a revisão dos dados relacionados ao desempenho agropecuário de seus municípios.





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Preços da banana e da alface recuam em maio


Os preços da banana e da alface apresentaram queda na média ponderada das Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país em maio. De acordo com dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por meio da sexta edição do Boletim Hortigranjeiro do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), a banana teve recuo de 4,89% no atacado em relação a abril, enquanto a alface registrou redução de 1,94% no mesmo período.

A maçã também manteve a tendência de queda observada nos dois meses anteriores e encerrou maio com desvalorização de 5,53% na média ponderada dos entrepostos monitorados. As maiores reduções ocorreram na região Centro-Sul, com destaque para o Rio de Janeiro, onde os preços caíram 12,65%. Já melancia e laranja apresentaram leve aumento na média ponderada nacional, embora tenham registrado queda nos preços médios individuais na maior parte das centrais analisadas.

No caso da banana, a redução dos preços foi influenciada pelas condições favoráveis de produção, especialmente da variedade nanica, o que ampliou a oferta e melhorou a qualidade da fruta. Na Ceasa de Campinas, em São Paulo, os preços médios recuaram 13,27% em comparação com abril. Com demanda estável e bom ritmo de comercialização ao longo do mês, apenas Fortaleza registrou aumento, de 6%, na média mensal de preços.

A melancia ficou mais barata em 70% das unidades de abastecimento acompanhadas, apesar de apresentar alta de 3,37% na média ponderada geral. O maior avanço foi observado no Rio de Janeiro, com aumento de 72%, reflexo da maior comercialização de minimelancias, que possuem valor agregado superior. Em Recife e Fortaleza, os preços recuaram até 17%. Segundo a análise, a redução do consumo, associada às temperaturas mais baixas no Sul e Sudeste, influenciou o comportamento do mercado.

Para a laranja, a combinação entre estoques considerados adequados e a diminuição da demanda externa ajudou a explicar o movimento dos preços. A fruta encerrou maio com alta de 1,42% na média ponderada em relação a abril. Com maior oferta proveniente de São Paulo, Bahia e Sergipe, a tendência é de ampliação da disponibilidade do produto. As maiores quedas nos preços de atacado foram registradas em São Paulo, com recuo de 10,93%, e em São José, em Santa Catarina, com redução de 10,03%.

Entre as frutas analisadas, o mamão apresentou a maior alta, com avanço de 7,49% na média ponderada. Enquanto o Rio de Janeiro registrou queda de 23,60%, as maiores elevações ocorreram em Fortaleza, com aumento de 67,42%, e em Vitória, com alta de 51,11%. A menor oferta da variedade formosa e a redução dos embarques vindos do sul da Bahia e do norte do Espírito Santo contribuíram para esse cenário.

No segmento das hortaliças, a diminuição do consumo de folhosas durante o inverno contribuiu para a redução dos preços da alface na maioria das Ceasas. As maiores quedas foram observadas em Belo Horizonte, com recuo de 27,98%, Vitória, com 25,71%, e Rio de Janeiro, com 25,20%. A oferta do produto também ficou 10,8% abaixo da registrada em abril.

Após dois meses de valorização, a cenoura apresentou estabilidade, encerrando maio com leve queda de 0,63% na média ponderada. Embora metade das Ceasas monitoradas tenha registrado alta inferior a 7%, os preços caíram 33,12% em Fortaleza e 15,54% em São José. A expectativa é de redução dos preços nos próximos meses, impulsionada pela intensificação da safra de inverno e pela recuperação da oferta, especialmente em Minas Gerais.

A cebola seguiu em trajetória de alta pelo terceiro mês consecutivo, ainda que em ritmo menor. A média ponderada registrou aumento de 12,53% em maio. As variações oscilaram entre queda de 5,09% em Recife e avanço de 21,62% em Campinas. O movimento foi atribuído à redução da oferta nacional, principalmente dos embarques vindos de Santa Catarina, que ficaram 35% abaixo do volume registrado em abril.

No caso do tomate, a alta média foi de 19,85%, com comportamento distinto entre as centrais. Vitória registrou queda de 11,38%, enquanto Recife apresentou aumento de 42,38%. A Conab aponta que temperaturas mais baixas nas regiões produtoras retardaram a maturação dos frutos, permitindo aos produtores controlar melhor a oferta e reduzir o ritmo da colheita.

Entre as hortaliças, a batata foi o produto com a maior valorização. Os preços subiram em todas as Ceasas analisadas, encerrando maio com aumento médio de 57,95%. O fim da safra das águas e o início ainda limitado da safra de inverno reduziram a oferta disponível. Minas Gerais, principal produtor nacional, registrou a maior elevação, de 84,44%. Santa Catarina foi o único estado a apresentar queda, com redução de 1,66% em relação a abril.

No comércio exterior, as exportações brasileiras de frutas e hortaliças alcançaram 555,77 mil toneladas entre janeiro e maio de 2026, volume 14,1% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. O faturamento chegou a US$ 663,4 milhões, com destaque para produtos como maçã, abacate, pêssego, melancia, manga e melão.

Nesta edição, o boletim também traz uma análise sobre mudanças climáticas e o fenômeno El Niño, abordando os impactos sobre as cadeias produtivas e o abastecimento de alimentos no país, além dos reflexos para a produção de frutas e hortaliças, seus efeitos regionais e orientações aos produtores.

As informações detalhadas sobre preços e comercialização nas principais Ceasas do país estão reunidas no 6º Boletim Prohort. O levantamento contempla os produtos de maior representatividade nos mercados atacadistas e com maior peso no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A base de dados da Conab reúne informações de 117 frutas e 123 hortaliças, abrangendo mais de mil produtos e variedades comercializados no país.





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Soja brasileira entra em nova era de inovação



“A principal transformação é que deixamos de olhar apenas a nutrição”


“A principal transformação é que deixamos de olhar apenas a nutrição"
“A principal transformação é que deixamos de olhar apenas a nutrição” – Foto: Pixabay

A soja brasileira amplia sua relevância na formação de cadeias produtivas mais eficientes e sustentáveis. O grão vem sendo aproveitado em soluções para alimentação, energia renovável e agricultura de alta performance, com foco em inovação e agregação de valor.

A CJ Selecta reúne essa estratégia no conceito “Regenerando para o futuro”. Com mais de 40 anos de atuação no país, a empresa considera o Brasil central em seus planos de crescimento pela vocação agrícola e pela qualidade da soja nacional, utilizada na produção de Concentrado Proteico de Soja e destinada a mercados como Noruega e Chile.

Entre as iniciativas está o desenvolvimento de etanol de soja, projeto que amplia as possibilidades de uso da cultura e reforça a busca por alternativas renováveis. A companhia também associa sua expansão a práticas ESG, conciliando desenvolvimento econômico, compromisso ambiental e geração de valor.

No campo, a área de Plant Nutrition passa a atuar sob o conceito de Plant Nutrition and Health. A mudança incorpora produtividade, fisiologia, biológicos e saúde vegetal, com soluções voltadas à resistência das plantas a estresses climáticos e outras pressões. A proposta é oferecer sistemas integrados para apoiar produtividade, sustentabilidade, adaptação e rentabilidade.

“A principal transformação é que deixamos de olhar apenas a nutrição e passamos a considerar a saúde da planta de forma mais ampla. Queremos gerar mais valor técnico e mais proximidade com o cliente, oferecendo soluções que contribuam para a produtividade, a sustentabilidade e a rentabilidade do produtor. O futuro do agro exige eficiência, sustentabilidade e capacidade de adaptação, e é isso que buscamos apoiar por meio dessa evolução”, reforça o Head de Plant Nutrition, Diego Cano.

 





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Jornalista do Agrolink conquista lugar entre os Top 50


A jornalista Aline Merladete, do Portal Agrolink, foi reconhecida como uma das 50 jornalistas mais admiradas do Brasil durante a cerimônia de entrega do prêmio “+Admirados da Imprensa do Agronegócio 2026”, realizada na noite de segunda-feira (22), em São Paulo. O evento homenageou profissionais e veículos de comunicação que se destacaram na cobertura do setor agropecuário.

“A cerimônia de premiação foi muito especial. Além de ser um momento para celebrar a conquista de estar entre os TOP 50 +Admirados Jornalistas do Ano, é também uma oportunidade de reencontrar colegas e amigos de profissão”, afirmou Aline Merladete.

Promovido pelo Portal dos Jornalistas, o prêmio reconhece o trabalho de jornalistas, veículos e programas voltados ao agronegócio. A cerimônia foi transmitida ao vivo pelo canal da organização no YouTube. Ao todo, 52 profissionais e 25 publicações foram homenageados durante o jantar de premiação. “Fazer parte desse grupo é uma verdadeira vitória. Estou ao lado de profissionais que acumulam anos de experiência e têm muito a ensinar. Se eu tiver um pouquinho da competência de cada um dos homenageados, já me considero imensamente feliz”, comentou a jornalista.

Além do reconhecimento aos profissionais incluídos no TOP 50 +Admirados Jornalistas do Ano e aos três primeiros colocados das categorias voltadas às publicações, a premiação também destacou os dez melhores colocados da classificação geral e os vencedores das categorias especiais, entre elas Agência de Notícias, Áudio, Canal de Vídeo, Periódico Especializado, Programa de TV Especializada, Programa de TV Geral, Site/Portal e Veículo Geral.

Ao receber a homenagem, Aline Merladete também agradeceu à equipe do Agrolink e aos participantes da votação. “Quero agradecer a todos que votaram em mim e que confiam no meu trabalho. Também deixo um agradecimento especial aos meus chefes, Nádia e Antonio Borges, pela confiança, pelo apoio e pelas oportunidades ao longo de todos esses anos. Ao Portal Agrolink, minha gratidão por acreditar no meu trabalho e por fazer parte da minha trajetória profissional. Tenho muito orgulho de construir essa história ao lado de uma equipe que valoriza a comunicação e o agronegócio brasileiro”, declarou.

A jornalista destacou ainda que acompanha a premiação desde sua criação e vê o reconhecimento como resultado de sua trajetória profissional. “Estou entre os + Admirados desde a primeira edição, e isso me enche de orgulho. É uma forma de perceber que estou no caminho certo, construindo uma trajetória pautada pela dedicação e pelo compromisso com o que faço”, afirmou.

A edição de 2026 da premiação contou com oferecimento da Syngenta, patrocínio de BHP, Cargill, Copersucar, Corteva e Faesp. O evento também recebeu apoio de Bosch, CNA Senar, Elanco, VitalForce e Yara, além da colaboração da MBRF e da PressID, apoio institucional da Rede Agrojor e assessoria de imprensa da Gisele Gomes Comunica.





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déficit de armazenagem impulsiona uso de silo bolsa para estocar milho


A perspectiva de mais uma safra recorde de grãos em Mato Grosso desperta um problema antigo no campo: a falta de estrutura para armazenar a produção. O avanço da produção segue em ritmo superior à expansão da capacidade de estocagem, ampliando um gargalo que impacta diretamente a logística, os custos e a rentabilidade do produtor rural.

Atualmente, a capacidade de armazenagem de grãos no Brasil, está estimada em cerca de 225 milhões de toneladas, mostrando-se insuficiente frente à produção nacional. Este número faz com que grande parte da produção precise ser escoada imediatamente após a colheita, pressionando a logística, aumentando filas em unidades recebedoras e reduzindo a capacidade de negociação do produtor rural.

Diante desse cenário, cresce o uso do silo bolsa como alternativa temporária ou complementar para armazenagem dentro das fazendas. Para o vice-presidente Oeste da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Gilson Antunes de Melo, o déficit de armazenagem continua sendo um dos principais desafios estruturais enfrentados pelo produtor mato-grossense, comprometendo o planejamento da propriedade e reduzindo a autonomia do produtor na hora de comercializar a produção.

“Quando chega o momento da colheita, o produtor muitas vezes não tem onde armazenar a produção. Em várias cidades de Mato Grosso há apenas um ou dois armazéns, e todos acabam colhendo praticamente no mesmo período. Com isso, surgem as filas para descarregar e o produtor fica dias com os caminhões aguardando. Esse atraso afeta diretamente a colheita, reduz a produtividade e compromete a rentabilidade. Na prática, ele acaba ficando refém das tradings e de quem tem estrutura para receber e armazenar esse produto. E, claro, sem o produto em mãos, ele não consegue negociar no momento que considera mais adequado, mas sim quando o mercado está comprando. Se ele tivesse o produto estocado dentro da própria propriedade, com estrutura de armazenagem, poderia escolher o melhor momento para vender, conseguindo melhores preços e maior rentabilidade”, pontuou.

Diante desse cenário, Gilson avalia que o silo bolsa tem se consolidado como uma alternativa eficiente e economicamente viável para ampliar a capacidade de armazenagem dentro das propriedades.

“O silo bolsa caiu como uma luva nesse cenário. Se considerarmos que a capacidade de armazenagem cobre cerca de 50% da safra, o restante acaba ficando na lavoura ou nos caminhões. Nesse contexto, a silo bolsa se tornou uma das primeiras alternativas dos produtores para armazenar a produção. Ela não exige um custo elevado para implantação, mantém a qualidade dos grãos e permite que o produtor comercialize em um momento mais estratégico, quando o mercado não está em plena colheita, o que geralmente resulta em melhores preços. Hoje, depois dos armazéns convencionais, a silo bolsa é uma das alternativas mais viáveis, especialmente para a segunda safra. É uma solução que garante a conservação do produto com um custo relativamente baixo, considerando os benefícios que oferece”, salientou Gilson Antunes de Melo.

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), embora Mato Grosso possua a maior capacidade instalada do país, com cerca de 57,9 milhões de toneladas, esse volume é suficiente para armazenar 52% da produção total de grãos do estado, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e 56% se considerada apenas as culturas de soja e milho, gerando um déficit estimado em 45,28 milhões de toneladas. Esse descompasso evidencia um gargalo estrutural, no qual a expansão da produção supera de forma consistente a evolução da infraestrutura.

O produtor rural de Campos de Júlio, Ivo Frohlich Júnior, relata que a falta de espaço para armazenar a produção dentro da propriedade muda completamente a dinâmica da colheita e da venda do milho.

“O principal motivo que nos levou a adotar o uso da silo bolsa foi a possibilidade de obter um preço melhor. Na entressafra, é possível alcançar valores mais atrativos, o que acaba compensando todos os custos do sistema e garantindo rentabilidade. Outro ponto importante é a questão do frete, já que a contratação de caminhões, especialmente no caso do milho, eleva significativamente os custos logísticos. Além disso, há também os descontos praticados pelas empresas e os custos de armazenagem. Com a silo bolsa, o produtor ganha mais autonomia, uma vez que ele fica livre para negociar no mercado, vender para quem quiser e quando puder, inclusive para o mercado interno, sem pagar custos de armazenagem. Para mim, ela continua sendo uma das melhores opções disponíveis”, afirmou.

Na prática, o uso do silo bolsa tem ganhado cada vez mais espaço entre os produtores como alternativa para ampliar a autonomia na armazenagem e melhorar a estratégia de comercialização. Para Ivo, a ferramenta já se tornou essencial dentro da propriedade, principalmente diante das limitações da estrutura tradicional de armazenagem no estado.

“Para mim, a silo bolsa se tornou uma ferramenta indispensável. Sem sombra de dúvida, o produtor que ainda não utiliza essa alternativa acaba deixando muito dinheiro para as tradings. Eu vejo a silo bolsa como uma das tecnologias de armazenamento que chegaram para ficar e que têm sido cada vez mais utilizadas. Quem adotou essa ferramenta até hoje, em geral, não se arrepende, justamente pelos benefícios que ela oferece. E a tendência é que cada vez mais produtores passem a utilizá-la”, disse Ivo.

Devido ao aumento constante da produção e da defasagem estrutural, o uso do silo bolsa surge como uma alternativa cada vez mais presente no campo, enquanto o setor busca soluções de longo prazo para equilibrar a oferta de grãos e a capacidade de armazenamento no estado. Para a entidade, ampliar a infraestrutura de armazenagem segue como uma das pautas estratégicas para o fortalecimento do setor.





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O brasileiro está deixando o arroz de lado?


A cadeia brasileira do arroz vive uma mudança de foco: o principal desafio já não está apenas em produzir mais, mas em recuperar espaço no consumo das famílias. A avaliação é de Sergio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, que aponta mudanças estruturais nos hábitos alimentares.

Durante décadas, o setor concentrou investimentos em genética, irrigação e produtividade, levando o Brasil a figurar entre os produtores mais eficientes do mundo. Ao mesmo tempo, o consumo por habitante recuou. Em 1985, cada brasileiro consumia cerca de 40 quilos de arroz beneficiado por ano. O volume chegou ao pico de 48,7 quilos em 1997, mas caiu para aproximadamente 28,5 quilos em 2024, retração de 41%.

No mesmo período, a população passou de 136 milhões para mais de 212 milhões de habitantes. Apesar do aumento de quase 80 milhões de pessoas, o mercado de arroz praticamente não avançou, indicando que o problema não está apenas nos preços ou no trigo.

A perda de espaço está ligada à busca por conveniência, com maior presença de refeições prontas, delivery, lanches, sanduíches e aplicativos de entrega. Famílias menores e rotinas aceleradas também reduzem a frequência de preparo do alimento em casa. Por isso, mesmo quando os preços caem, a reação do consumo ocorre menos do que o esperado.

Outros fatores podem reforçar essa tendência, como o envelhecimento da população, que reduz o consumo calórico médio, e a expansão dos medicamentos GLP-1, associados à diminuição do apetite e do tamanho das refeições. Nesse cenário, o setor precisará investir em produtos prontos, novas embalagens, comunicação, inovação e agregação de valor. Se o consumo continuar recuando enquanto a capacidade industrial cresce, o risco será de excesso de estrutura para um mercado em redução.

 





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Sema apreende pesca e carne de caça ilegal em MT


A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso, apreendeu, na terça-feira (16.6) 184 unidades de pescado irregular armazenados em dois freezers, no município de Luciara. Na mesma operação foram apreendidos também 28 quilos de peixes.

A fiscalização foi motivada por denúncia de pesca predatória em um lago com acesso ao Rio Tapirapé. Conforme informações recebidas, pescadores do Estado de Goiás estariam realizando a captura e armazenando o pescado em freezers, com a finalidade de posterior transporte para o Estado vizinho.

Em atendimento à denúncia, a equipe deslocou-se até o local indicado, onde constatou a existência de uma residência de alvenaria e um barracão edificados às margens do Rio Tapirapé. Verificou-se que grande parte dos exemplares armazenados eram de espécies cuja captura no Estado de Mato Grosso é proibida, entre elas Pirarara, Cachara e Tucunaré.

Foram apreendidos no total 177 unidades de tucunaré, 6 de cachara e 1 de pirarara, além de 18 quilos de piranha e 10 quilos de piau. O valor das multas é de R$31,2 mil. O pescado será doado para Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) e para assistência social do município.

Outra operação realizada pela equipe de fiscalização, feita pela regional da Sema de Confresa e a Polícia Militar Força Tática Xingu, resultou na apreensão de carnes de animais silvestres no município de Santa Terezinha nesta quinta-feira (18.06). Foram encontrados 2 unidades de tatus e 20 quilos de carne de porco queixada.

Na mesma ação, realizada na área rural do município, foram apreendidos em um freezer, junto com a carne de caça, pescado de captura proibida sendo 2 tucunarés, 1 pirarucu e 6,7 quilos de espécies diversas. A multa aplicada foi de R$21,9 mil.

Denúncia

A pesca ilegal e outros crimes ambientais devem ser denunciados à Ouvidoria Setorial da Secretaria de Estado de Meio Ambiente pelos números 3613-7398 e 98153-0255 (por telefone ou WhatsApp), pelo e-mail [email protected], ou em uma das regionais da Sema.

Quem se deparar com um crime ambiental também pode denunciar à Polícia Militar, pelo 190.

 





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Com oferta limitada, manga tommy atinge maior cotação do ano



Preços das variedades palmer e tommy continuam subindo


Foto: Agrolink

Os preços das variedades palmer e tommy continuam subindo nas regiões produtoras do Semiárido. O principal fator, de acordo com o Hortifrúti do Cepea, tem sido a disponibilidade controlada de manga no mercado interno.

Segundo pesquisadores do Centro de Pesquisas, na semana passada, a tommy registrou as cotações mais altas de 2026, o que reflete um período favorável aos produtores.

A tendência é de que o volume de tommy siga restrito no mercado doméstico até julho, devendo aumentar novamente a partir do segundo semestre, e de forma gradual, apontam pesquisadores do Cepea.

Apesar de a oferta mais controlada normalmente garantir preços mais elevados, as sucessivas valorizações para ambas as variedades poderão limitar a demanda pela fruta, principalmente ao longo desta e da próxima semana, período em que a procura tende a ser um pouco menos aquecida.





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Clima e menor oferta no spot mantêm preços do trigo em alta no BR



Preços do trigo em grão seguem em alta


Foto: Canva

Os preços do trigo em grão seguem em alta na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. As negociações estão pontuais, refletindo a menor disponibilidade do cereal no mercado spot.

Pesquisadores do Cepea destacam também que agentes permanecem atentos às condições climáticas para a safra 2026/27, especialmente no Sul do País, onde a perspectiva de maior volume de chuvas ao longo do ciclo pode comprometer a qualidade dos grãos. Esse cenário mantém compradores e vendedores cautelosos, o que contribui para a sustentação dos preços domésticos.

No campo, segundo a Conab, até 12 de junho, 59,5% da área destinada ao trigo na safra 2026 já havia sido semeada no Brasil. Os trabalhos já estavam concluídos em Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Em Goiás, a semeadura atingia 99% da área prevista; no Paraná, 78%; na Bahia, 60%; no Rio Grande do Sul, 36%; e em Santa Catarina, 7,3%.





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