quarta-feira, julho 22, 2026

Política & Agro

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Morango amplia mercados, mas exporta pouco


As exportações brasileiras de morango continuam com participação reduzida no comércio exterior de frutas, embora a cultura mantenha importância econômica para a agricultura familiar. Os dados constam no mais recente Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), que também aborda a repercussão da suspensão temporária do Regulamento Técnico Mercosul de Identidade e Qualidade do Morango pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

De acordo com o levantamento, considerando o período entre 2017 e 2026, as exportações brasileiras da fruta apresentaram comportamento oscilante. Os embarques variaram de 30,8 toneladas, no início da série histórica, até 228,5 toneladas em 2023. As receitas também oscilaram, alcançando desde US$ 168,1 mil, em 2021, até US$ 499,4 mil, também em 2023.

O boletim destaca que o morango brasileiro é comercializado nas formas fresca, congelada e preparada ou conservada. Em 2025, o país exportou 65,3 toneladas da fruta, gerando receita de US$ 393 mil, com preço médio de US$ 6.018 por tonelada.

A Argentina foi o principal destino do morango brasileiro, importando 14,1 toneladas que renderam US$ 212,3 mil. Em seguida aparece o Uruguai, com 21,5 toneladas e receita de US$ 47,6 mil. Segundo o Deral, a diferença entre os valores se explica pelo perfil das compras de cada país. Enquanto o mercado uruguaio concentrou aquisições de morangos preparados, de menor valor agregado, os compradores argentinos adquiriram produtos nas três modalidades, com maior participação da fruta fresca, que alcança preços mais elevados.

Juntos, Argentina e Uruguai responderam por 54,9% do volume exportado e por 66,2% da receita obtida com as vendas externas. Além dos países vizinhos, o morango brasileiro foi embarcado para outros 34 mercados internacionais.

O levantamento aponta ainda que, do total de US$ 393 mil obtidos com as exportações em 2025, US$ 263,9 mil, equivalentes a 67,1%, vieram de produtos preparados ou conservados. A fruta fresca respondeu por US$ 120,3 mil, ou 30,6% da receita, enquanto os morangos congelados representaram US$ 8,9 mil, correspondendo a 2,3%.

Apesar da baixa representatividade frente ao conjunto das exportações brasileiras de frutas, que somaram 1,3 milhão de toneladas e movimentaram US$ 1,563 bilhão em 2025, o Deral ressalta que o morango possui relevância econômica por ser uma cultura predominante na agricultura familiar, caracterizada por elevado investimento, intensa demanda por mão de obra e alta produtividade por área cultivada.





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Mercado do boi segue atento a novas quedas


O mercado do boi gordo encerrou a sexta-feira (26) com estabilidade nas cotações em São Paulo, conforme análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria. Apesar da manutenção dos preços na comparação diária, o balanço da semana foi de queda para todas as categorias negociadas.

Segundo a consultoria, em relação ao fechamento da semana anterior, a arroba do boi gordo e do “boi China” recuou 1,7%. A vaca registrou queda de 1,2% e a novilha teve retração de 1,8%.

A Scot Consultoria explica que o movimento refletiu a postura cautelosa dos compradores, que operaram com escalas de abate confortáveis, superiores a uma semana, sem necessidade de ampliar a programação de compras.

O consumo interno mais fraco, característico do fim do mês, também limitou o escoamento da carne bovina e levou as indústrias a administrarem os estoques com maior rigor. Mesmo os frigoríficos voltados à exportação mantiveram atuação cautelosa, enquanto as empresas mais dependentes do mercado doméstico buscaram negociar em níveis menores.

Do lado da oferta, os pecuaristas continuaram escalonando a entrega dos lotes, porém de forma menos intensa. Houve maior flexibilidade para negociações com preços inferiores, especialmente nas regiões onde a oferta aumentou ou onde havia maior necessidade de comercialização, favorecendo compras em valores menores.

Para a sexta-feira, a consultoria destaca que os fundamentos permaneceram inalterados. A pressão baixista continuava presente e o mercado ainda trabalhava com expectativa de novas quedas nas cotações.

Com isso, a arroba do boi gordo permaneceu cotada em R$ 342,00. A vaca foi negociada a R$ 318,00/@ e a novilha a R$ 329,00/@.

O “boi China” manteve cotação de R$ 347,00/@, com ágio de R$ 5,00 por arroba em relação ao boi gordo comum.

As escalas de abate permaneceram, em média, para nove dias. Conforme a Scot Consultoria, já havia negócios fechados abaixo das referências vigentes, mas ainda sem volume suficiente para alterar oficialmente as cotações.

Na Bahia, o mercado apresentou equilíbrio entre oferta e demanda, mantendo as cotações inalteradas. As escalas de abate no estado atendiam, em média, dez dias.





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Produtores e frigoríficos discutem mercado da carne



Debate promovido pela ABHB ocorre dentro da programação da feira da ANC


Foto: Douglas Salgueiro/Divulgação

A discussão sobre o alinhamento entre os diferentes segmentos da cadeia da carne estará entre os destaques da 3ª Fenagen Promebo, que será realizada de 1º a 4 de julho, em Pelotas (RS). Dentro da programação técnica da feira promovida pela Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC), a Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) promoverá mais uma edição do Fórum Carne Hereford, na sexta-feira feira (3) a partir das 13h30min, no Auditório Central da Associação Rural de Pelotas (RS).

O gerente executivo da ABHB, Felipe Azambuja, explica que o fórum tem como objetivo promover o diálogo entre os diferentes segmentos envolvidos na produção e comercialização da carne. Segundo ele, a proposta é aproveitar o ambiente proporcionado pela Fenagen para discutir desafios e oportunidades do setor. “Vamos juntar produtores, indústria frigorífica, restaurantes, criadores de genética e os demais elos da cadeia para discutir em volta de uma mesa, buscando soluções e o melhor alinhamento entre todos esses segmentos”, afirma Azambuja.

A participação das raças Hereford e Braford na Fenagen tem crescido ao longo das edições, contabiliza a ABHB. Conforme Azambuja, tradicionalmente elas figuram entre os grupos com maior número de animais inscritos na feira, cenário que vem sendo impulsionado também pela adesão de novos criadores associados à entidade.

Na opinião de Azambuja, a Fenagen Promebo é considerada uma das principais vitrines para avaliação genética e fenotípica de bovinos de corte no Sul do Brasil. A edição de 2026 contará ainda com julgamentos raciais, palestras técnicas e atividades voltadas à qualificação dos sistemas de produção pecuária.





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Chuvas elevam risco de ferrugem no cafeeiro


A ferrugem do cafeeiro, causada pelo fungo Hemileia vastatrix, exige um manejo mais rigoroso em períodos de verão chuvoso. Temperaturas amenas a elevadas, combinadas com alta umidade, favorecem o desenvolvimento da doença entre novembro e março. Nesse cenário, especialistas alertam que o calendário de aplicação de fungicidas, os produtos utilizados e os intervalos entre as pulverizações precisam ser ajustados para reduzir a desfolha, preservar a área foliar e manter a produtividade da safra atual e da seguinte.

Considerada a principal doença foliar do cafeeiro arábica, a ferrugem também pode causar prejuízos expressivos em lavouras de conilon e robusta. Em anos de maior frequência de chuvas, dias nublados e elevada umidade noturna, o fungo encontra condições favoráveis para permanecer ativo por mais tempo. Nessas situações, programas baseados apenas em calendários fixos ou em poucas aplicações estratégicas tendem a perder eficiência, aumentando o risco de desfolha entre o fim do verão e o outono.

A expectativa de verões com chuvas mais concentradas e umidade elevada entre novembro de 2025 e junho de 2026 reforça a necessidade de um planejamento mais dinâmico do controle da doença. Entre os pontos que precisam ser revistos estão o momento de iniciar as aplicações, a escolha entre fungicidas protetores, sistêmicos e mesostêmicos, os intervalos entre as pulverizações e a integração do controle químico com práticas de nutrição, poda e manejo fitossanitário da lavoura.

O ciclo da ferrugem começa com a deposição de esporos sobre as folhas, favorecida por respingos de chuva e pelo vento. Na presença de água livre, como orvalho, chuva ou neblina, e temperaturas entre aproximadamente 18°C e 25°C, os esporos germinam e penetram pelos estômatos das folhas. Após um período de incubação, surgem as pústulas alaranjadas na face inferior das folhas, que liberam novos esporos e reiniciam o processo de infecção. Em verões chuvosos, o tempo de molhamento foliar aumenta e o intervalo entre os ciclos da doença diminui, acelerando sua disseminação.

A principal consequência econômica da ferrugem é a desfolha precoce. Com menos folhas, a planta reduz sua capacidade fotossintética durante o enchimento dos grãos e compromete a formação de ramos e gemas que sustentarão a safra seguinte. Além disso, cafeeiros debilitados tornam-se mais suscetíveis a outras doenças, como a cercosporiose, e a pragas, como o bicho-mineiro.

Em áreas onde o controle não é ajustado às condições climáticas, é comum observar o aumento da severidade da doença a partir de janeiro, seguido por intensa queda de folhas entre fevereiro e abril. O resultado são plantas que entram no período seco com pouca área foliar e menor capacidade de recuperação.

O planejamento do manejo deve considerar fatores como o histórico da área, o nível de suscetibilidade da cultivar, o porte das plantas, a arquitetura da lavoura e as condições climáticas observadas e previstas. Também é importante acompanhar a evolução da doença por meio do monitoramento das folhas do terço médio da planta, verificando não apenas a presença de pústulas, mas a velocidade de avanço da infecção.

Em lavouras com histórico de alta incidência da doença e sob condições de chuvas frequentes, a recomendação é antecipar o uso de fungicidas sistêmicos e reduzir os intervalos entre as aplicações, evitando que o fungo encontre períodos sem proteção para se estabelecer.

O programa de controle deve ser planejado ao longo de toda a estação chuvosa. No início das chuvas, fungicidas protetores podem ser utilizados em áreas de menor risco, enquanto propriedades mais suscetíveis costumam iniciar o manejo com produtos sistêmicos ou mesostêmicos para proteger as folhas novas. Durante o verão, quando a pressão da doença aumenta, a combinação entre fungicidas sistêmicos e protetores amplia o período de proteção e reduz o risco de perdas. No fim da estação chuvosa, o objetivo passa a ser preservar o maior número possível de folhas até a conclusão do enchimento dos grãos.

Outro ponto considerado importante é a alternância dos mecanismos de ação dos fungicidas para reduzir o risco de resistência do fungo. Formulações comerciais prontas oferecem maior segurança quanto à compatibilidade dos ingredientes, enquanto misturas em tanque devem ser realizadas apenas com respaldo técnico.

A frequência das chuvas também influencia diretamente os intervalos entre as pulverizações. Em períodos com muitos dias consecutivos de precipitação, mesmo produtos de maior persistência podem perder eficiência, exigindo novas aplicações em intervalos menores. Já em períodos de estiagem temporária, esses intervalos podem ser ampliados, desde que a ferrugem permaneça sob controle.

Especialistas destacam ainda que o manejo da ferrugem deve ser integrado a outras práticas agronômicas. A manutenção do equilíbrio nutricional das plantas, podas que favoreçam maior entrada de luz e circulação de ar, o controle de outras doenças e pragas e o uso de cultivares com maior resistência parcial contribuem para reduzir a pressão da doença e aumentar a eficiência do controle químico.

O uso correto de fungicidas também exige atenção às recomendações de rótulo e bula, ao receituário agronômico, ao uso de equipamentos de proteção individual e às normas de armazenamento, transporte e descarte de embalagens. A recomendação é evitar misturas improvisadas e sempre contar com orientação técnica para definir estratégias de aplicação.

Diante da maior frequência de verões chuvosos, o monitoramento constante da lavoura, o registro das condições climáticas e o acompanhamento da evolução da ferrugem tornam-se ferramentas importantes para ajustar o manejo ano após ano e reduzir os impactos da doença sobre a produtividade do cafeeiro.





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Chuvas acima de 100 mm colocam Nordeste em alerta


Os ventos de leste devem intensificar o transporte de umidade do Oceano Atlântico para a faixa litorânea do Nordeste nos próximos dias, aumentando a chuva entre o fim de semana e o início da próxima semana. Segundo informações do Meteored, os acumulados podem ultrapassar 100 milímetros em áreas do litoral do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e norte da Bahia, exigindo atenção da população e do setor agropecuário.

A previsão indica que a chuva deve ocorrer de forma persistente, alternando períodos de precipitação fraca com pancadas mais intensas e rajadas moderadas de vento. Embora não sejam esperados temporais prolongados, a repetição das chuvas ao longo de vários dias favorece o aumento dos volumes acumulados.

Nas cidades, o cenário eleva o risco de alagamentos, transtornos no trânsito e deslizamentos de terra em áreas de encosta. No campo, a umidade pode beneficiar algumas culturas, mas também dificultar operações como colheita, secagem de grãos e o transporte em estradas vicinais.

O fenômeno é provocado pelo fortalecimento dos ventos que sopram do oceano em direção ao continente. Esse fluxo transporta ar úmido do Atlântico que, ao encontrar a faixa costeira e áreas de relevo próximas ao litoral, favorece a formação de nuvens carregadas. Com isso, os maiores volumes de chuva tendem a se concentrar na costa, enquanto o interior da região deve registrar precipitações menos expressivas.

As condições mais favoráveis para chuva abrangem o litoral do Rio Grande do Norte, da Paraíba, de Pernambuco, de Alagoas e de Sergipe, além do leste e nordeste da Bahia, incluindo áreas próximas a Salvador e ao Recôncavo Baiano. A previsão indica vários dias consecutivos de instabilidade, o que contribui para o rápido aumento dos acumulados.

Na Zona da Mata e nas áreas litorâneas, onde a influência da umidade marítima é maior, a chuva deve ocorrer com mais frequência. Capitais como Natal, João Pessoa, Recife, Maceió, Aracaju e Salvador podem registrar dias de céu encoberto, precipitações recorrentes e curtos intervalos de melhora, com os volumes acumulados sendo resultado da sequência de episódios de chuva.

No interior do Nordeste, o cenário será diferente. Regiões como o Sertão, o oeste da Bahia, o sul do Piauí e áreas mais afastadas do litoral devem continuar com chuvas irregulares e isoladas. Apesar do avanço de nebulosidade em alguns momentos, os maiores volumes tendem a permanecer concentrados na faixa leste da região.

O principal fator de preocupação é a repetição das chuvas sobre as mesmas áreas. Com o solo já úmido, novos episódios reduzem a capacidade de absorção da água e aumentam o escoamento superficial, favorecendo alagamentos em áreas urbanas, margens de pequenos rios, canais e locais com histórico de enxurradas rápidas.

Diante desse cenário, a orientação é que a população acompanhe as atualizações da previsão do tempo e evite deslocamentos durante os períodos de chuva mais intensa. Para os produtores rurais, especialmente nas áreas litorâneas e na Zona da Mata, o excesso de umidade exige atenção ao manejo das lavouras, às pulverizações, à colheita e ao transporte da produção.





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Tarifa dos EUA ao Brasil: impacto real no agronegócio


A possível tarifa de 25% dos Estados Unidos contra produtos brasileiros gerou tensão no agronegócio, mas o impacto não deve ser tratado como generalizado. A proposta do USTR, órgão de comércio dos EUA, ainda está em fase de comentários e prevê exceções para itens relevantes, incluindo café e carne bovina.

A medida ainda não é definitiva. O documento oficial publicado no Federal Register trata de uma ação proposta no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio americana. Por isso, a análise precisa separar três pontos: o que está em proposta, o que aparece como exceção e quais cadeias podem ficar mais expostas caso a tarifa avance.

Segundo o USTR, a investigação envolve práticas brasileiras relacionadas a comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, combate à corrupção, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.

O órgão americano propõe aplicar tarifa de 25% sobre bens do Brasil, mas com exceções. O prazo para comentários escritos vai até 1º de julho de 2026, e a audiência pública está marcada para 6 de julho de 2026.

Isso significa que não é correto afirmar que os EUA já taxaram todo o agro brasileiro em 25%. A medida ainda depende do processo formal americano e pode sofrer ajustes antes de uma decisão final.

O anexo do Federal Register lista produtos que não são cobertos pela ação proposta, desde que estejam corretamente classificados nos códigos tarifários indicados. Entre os itens do agro que aparecem na lista estão:

café não torrado;

café torrado;

café descafeinado;

cascas e películas de café;

substitutos que contenham café;

carne bovina fresca ou refrigerada;

carne bovina congelada;

diferentes cortes bovinos com ou sem osso;

miúdos bovinos;

carne bovina salgada, seca ou defumada;

algumas preparações de produtos bovinos.

A proposta americana não permite dizer que café e carne bovina serão automaticamente atingidos pela tarifa de 25%. Pelo documento atual, esses produtos aparecem entre as exceções, respeitada a classificação tarifária correta.

Mesmo com exceções, os Estados Unidos são um mercado relevante para o agronegócio brasileiro. Em 2025, o agro exportou US$ 169,2 bilhões, recorde histórico para o setor, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária.

A China foi o principal destino, com US$ 55,3 bilhões, equivalente a 32,7% das exportações agropecuárias brasileiras. A União Europeia ficou em segundo lugar, com US$ 25,2 bilhões. Os Estados Unidos apareceram na terceira posição, com US$ 11,4 bilhões, participação de 6,7%.

Em maio de 2026, os EUA compraram US$ 837 milhões do agro brasileiro, o equivalente a 5,2% das exportações do setor no mês. O valor representou queda de 28% em relação a maio de 2025.

O etanol aparece entre os pontos centrais da investigação comercial americana. O USTR afirma que o Brasil não oferece tratamento tarifário recíproco às exportações americanas de etanol e cita o acesso ao mercado brasileiro como uma das práticas questionadas.

Nesse caso, é importante evitar uma interpretação simplista. O etanol entra na investigação principalmente pelo lado da reclamação dos Estados Unidos sobre acesso ao mercado brasileiro. Isso não significa, por si só, que a cadeia brasileira de etanol seja automaticamente a mais atingida pela tarifa proposta.

Para as cadeias que não aparecem na lista de exceções, o momento exige cautela. Exportadores precisam conferir a classificação tarifária de cada produto antes de estimar qualquer impacto.

Se a tarifa for confirmada para determinados itens, o custo de entrada no mercado americano pode subir. Isso pode reduzir competitividade, afetar contratos, pressionar margens e adiar decisões de investimento em logística, expansão industrial, máquinas e serviços ligados à exportação.

A leitura mais segura no momento é que a proposta dos EUA abriu um novo capítulo na relação comercial com o Brasil, mas não representa uma taxação automática de todo o agro. Para o setor, o principal desafio agora é acompanhar a tramitação, conferir os códigos tarifários e medir o risco real por cadeia produtiva.





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Safra de milho mantém projeção apesar do frio



Paraná inicia colheita e monitora risco de geadas



Foto: Pixabay

A colheita da segunda safra de milho 2025/26 começou a ganhar ritmo no Paraná, enquanto produtores acompanham os efeitos das geadas registradas nesta semana. Segundo o mais recente Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, a estimativa revisada aponta produção de 17,6 milhões de toneladas em uma área de 2,91 milhões de hectares.

No campo, os trabalhos de colheita já alcançaram pouco mais de 86 mil hectares, o equivalente a cerca de 3% da área cultivada. Entre as lavouras que ainda permanecem no campo, 40% estão em fase de maturação, com baixo risco de sofrer impactos provocados por geadas. Outros 58% encontram-se em fase de frutificação e 2% em floração, estágios considerados mais suscetíveis à ocorrência do fenômeno climático.

As geadas foram registradas na metade sul do Estado na quarta-feira (24), e há previsão de novas ocorrências nos próximos dias. De acordo com o boletim, os efeitos podem atingir de forma pontual algumas áreas produtoras, especialmente na região Oeste do Paraná.

Apesar da preocupação, a intensidade das geadas, classificada entre fraca e moderada pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), não deve provocar mudanças significativas nas projeções de produção neste momento. O relatório destaca que, mesmo havendo danos localizados, o cenário atual não indica impacto relevante nos números finais da safra.





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Semeadura da canola é concluída



Canola cresce no RS, enquanto trigo e cevada reduzem área cultivada



Foto: Pixabay

A semeadura da canola está em conclusão no Rio Grande do Sul e deve atingir uma área de 353.397 hectares, confirme estimativas iniciais da Emater/RS-Ascar. O incremento esperado de aumento de área de 102,64% em relação aos 174.394 hectares cultivados em 2025 (IBGE) faz com que a canola se consolide como a principal cultura em expansão entre os cultivos de inverno na Safra 2026 no RS.

De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (25/06), as primeiras lavouras implantadas já ingressam na fase de florescimento, enquanto a maior parte das áreas apresenta adequado estabelecimento e uniformidade na emergência e no desenvolvimento vegetativo. As condições climáticas têm favorecido a evolução da cultura da canola nas principais regiões produtoras, embora períodos de menor radiação solar e temperaturas mais baixas tenham reduzido o ritmo de crescimento em algumas áreas, sem reflexos expressivos sobre o potencial produtivo.

Os produtores realizam o manejo de plantas daninhas, a adubação nitrogenada em cobertura e o monitoramento fitossanitário. A produtividade média estadual está projetada em 1.619 kg/ha, resultando em produção estimada de 571.975 toneladas.

 





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Produção global de grãos tem projeção elevada


A perspectiva para a produção mundial de grãos em 2026/27 melhorou com a revisão das estimativas para milho, cevada e trigo. Ainda assim, o volume projetado segue abaixo do recorde da temporada anterior e pode marcar a primeira queda global em quatro anos.

O Conselho Internacional de Grãos (IGC) elevou em 12 milhões de toneladas sua previsão mensal para a safra total, agora estimada em 2,426 bilhões de toneladas. Caso se confirme, o resultado ficará 2% abaixo das 2,488 bilhões de toneladas previstas para 2025/26.

O relatório também chama atenção para o El Niño, que está em curso e deve ganhar força no segundo semestre. O fenômeno aumenta o risco de variações de produtividade, principalmente nas próximas safras do Hemisfério Sul, embora os efeitos ainda sejam incertos. A entidade também aponta preocupação com a compra de fertilizantes, mas observa que a queda recente nos preços dos insumos trouxe algum alívio.

Para o trigo, a produção global foi calculada em 821 milhões de toneladas, recuo de 3% na comparação anual. No milho, a projeção é de 1,310 bilhão de toneladas, queda de 2% frente a 2025/26. Apesar disso, o consumo e o comércio mundiais devem atingir recordes, impulsionados sobretudo pelos dois cereais.

Na soja, a expectativa é de crescimento anual de 3%, para o recorde de 442 milhões de toneladas. O comércio pode alcançar 190 milhões de toneladas, enquanto o consumo é estimado em 445 milhões. Mesmo com ampla oferta, os estoques tendem a ficar mais apertados.

Nas últimas semanas, os preços de trigo, milho, cevada e soja recuaram, levando o índice de grãos e oleaginosas a cair 4,7% no mês. O milho teve a maior baixa, de 7,6%, enquanto o arroz avançou 5,4%. Na comparação anual, porém, o índice subiu 3,6%, com destaque para soja, com alta de 5,3%, e cevada, com 7,1%.

 





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Duas explosões atingem navio de carga no Golfo Pérsico, dizem autoridades


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BAGDÁ, 1 Jun (Reuters) – Duas explosões atingiram um navio de carga no Golfo Pérsico, cerca de 40 milhas náuticas a sudeste de Umm Qasr, no Iraque, uma das quais foi causada por um ataque de drone, disseram autoridades iraquianas nesta segunda-feira.

Mais cedo, as Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) disseram que o navio havia sido atingido por algum tipo de projétil em seu lado estibordo, causando uma grande explosão.

Uma segunda explosão atingiu a mesma embarcação e foi o resultado de um ataque de drone, de acordo com uma avaliação inicial, disseram as autoridades iraquianas à Reuters.

O fogo a bordo da embarcação foi posteriormente controlado, acrescentaram.

“Enquanto avaliávamos os danos da primeira explosão, ouvimos um drone pairando sobre nossa cabeça, seguido por uma forte explosão que provocou um incêndio no navio-tanque”, disse um membro da patrulha marítima iraquiana à Reuters.

Ninguém reivindicou a responsabilidade pelo ataque e não havia informações disponíveis sobre a identidade do navio.

(Reportagem de Aref Mohammed, em Basra, e Ahmed Rasheed, em Bagdá; Eman Abouhassira e Hatem Maher)

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