segunda-feira, junho 1, 2026

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Adubação pode exigir até 19 sacas por hectare



O ponto central da avaliação está na diferença entre exportação e extração total


O ponto central da avaliação está na diferença entre exportação e extração total
O ponto central da avaliação está na diferença entre exportação e extração total – Foto: Canva

O custo da adubação de base para a próxima safra de soja volta a ganhar peso nas decisões de manejo, especialmente em áreas de alta produtividade e em um cenário de margens mais ajustadas. A avaliação é de Daniel Dias Rosa, consultor sênior em agronegócios, que estima que esse custo pode variar de 12 a 19 sacas por hectare, conforme o cenário agronômico de cada área.

Segundo a análise, uma lavoura de soja com produtividade próxima de 90 sacas por hectare, equivalente a cerca de 5,4 toneladas, exige uma demanda nutricional elevada e não pode ser avaliada apenas pela fórmula NPK utilizada na adubação. Para esse nível produtivo, a cultura pode demandar aproximadamente 448 quilos por hectare de nitrogênio, 84 quilos por hectare de P₂O₅ e 204 quilos por hectare de K₂O, além de volumes relevantes de cálcio, magnésio e enxofre.

O ponto central da avaliação está na diferença entre exportação e extração total. A exportação corresponde aos nutrientes que saem da lavoura nos grãos. Já a extração total considera tudo o que a planta precisou absorver para formar raízes, hastes, folhas, vagens e grãos. Por isso, em lavouras de alto desempenho, apenas repor o que foi exportado pode não ser suficiente para sustentar a produtividade ao longo do tempo.

Com base nos preços informados de R$ 5.540 por tonelada para o MAP 11-42-00 e R$ 4.970 por tonelada para o cloreto de potássio 00-00-60, a adubação de base voltada apenas à reposição da exportação pode ultrapassar R$ 1.600 por hectare. Já uma estratégia voltada a atender a extração total pode se aproximar de R$ 2.800 por hectare.

Nesse contexto, a fertilidade do solo passa a ser tratada como ativo estratégico. A eficiência nutricional, o balanço de nutrientes, a construção do perfil de solo, o manejo biológico e a aplicação correta dos fertilizantes tendem a influenciar diretamente a margem do produtor. Em lavouras de alta performance, o investimento não se limita ao fertilizante, mas envolve estabilidade produtiva e sustentabilidade da produtividade.

 





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Custos e logística pressionam mercado da soja


O mercado brasileiro de soja encerrou o período com movimentos distintos entre os principais estados produtores, em meio à pressão de custos, limitações logísticas e avanço da colheita em diferentes ritmos. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, o cenário combina preços portuários firmes em algumas praças, retração no interior e preocupação crescente com diesel, frete, armazenagem e insumos.

No Rio Grande do Sul, a colheita chegou a 85% da área, favorecida pelo tempo seco, enquanto o porto de Rio Grande subiu 0,78%, para R$ 129,00 por saca. No interior, Ijuí, Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa permaneceram em R$ 122,00. Apesar do avanço dos trabalhos, a produtividade média estimada em 2.871 kg por hectare esconde perdas severas em regiões atingidas por estiagem e compactação do solo, especialmente na Fronteira Noroeste e nas Missões.

Em Santa Catarina, o comportamento foi divergente. Palma Sola avançou 0,89%, para R$ 113,00, enquanto Campos Novos recuou 0,40%, a R$ 123,00 no FOB. A demanda das cadeias de suinocultura e avicultura segue dando sustentação ao mercado, ao mesmo tempo em que o vazio sanitário, definido para começar em 13 de junho na maior parte do estado, aumenta a urgência no manejo pós-colheita.

No Paraná, as cotações de balcão ficaram estáveis após quedas anteriores, com a colheita praticamente finalizada e 90% das lavouras em boas condições. O frete segue como fator de pressão, com a rota Cascavel-Paranaguá consumindo R$ 11,40 por saca. A retenção de grãos por produtores ocorre em um ambiente de déficit de armazenagem, o que torna a espera mais cara e arriscada.

Em Mato Grosso do Sul, a colheita atingiu 98,1% da área, com produção estimada em 15 milhões de toneladas. A disputa por espaço nos silos com o milho safrinha pressiona a comercialização. Já em Mato Grosso, a colheita foi concluída, mas os preços recuaram de forma generalizada. Sorriso ficou em R$ 102,60, enquanto Rondonópolis marcou R$ 110,40. A projeção de alta de até 15% no custo da próxima safra reforça a preocupação com margens apertadas.

 





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CNA e FAESC orientam setor produtivo sobre Contratos Rurais durante evento on-line


“Contratos Rurais” foi o tema do evento on-line promovido, nesta quinta-feira (07), pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc). A iniciativa reuniu profissionais e representantes da federação catarinense e de outras federações do País, dos Sindicatos Patronais Rurais, empregadores rurais, contadores e advogados para atualização sobre aspectos essenciais das relações de trabalho no campo.

A programação foi coordenada pela Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social (CNRTPS) da CNA e contou com a participação do presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo. A palestra foi ministrada pela advogada Dra. Vitória Garcia Cavalcante Leite, e contou com mediação das advogadas Dra. Carolina Melo e Dra. Jéssica Nascimento.

Durante a abertura, o presidente Pedrozo destacou a importância da iniciativa para fortalecer a atuação sindical patronal no meio rural. Segundo ele, a iniciativa é essencial para disseminar informações precisas entre federações, Sindicatos e produtores rurais, além de ampliar a segurança jurídica nas relações de trabalho no campo. Pedrozo também agradeceu à palestrante, às moderadoras, ao departamento jurídico da CNA e a todos os profissionais envolvidos na organização da iniciativa.

As mediadoras ressaltaram a expressiva participação do público, com 148 pessoas presentes durante a transmissão. Elas enfatizaram o empenho da federação na divulgação de eventos como esse e reconheceram que Santa Catarina sempre prestigia de forma expressiva os eventos organizados pela Confederação. 

PALESTRA CONTRATOS RURAIS 

Na palestra, a Dra. Vitória alertou para os riscos de contratos elaborados sem orientação especializada. Segundo ela, muitos produtores recorrem a modelos genéricos encontrados na internet ou produzidos sem respaldo jurídico, o que pode comprometer a proteção legal das atividades rurais. A advogada também citou o uso indiscriminado de ferramentas de inteligência artificial na elaboração contratual como um desafio atual.

A especialista explicou que com “Contratos inteligência”, àqueles elaborados de maneira estratégica e personalizada, o produtor está protegido. Explicou que um contrato bem estruturado garante segurança jurídica, clareza nas informações e proteção patrimonial. Segundo ela, os problemas costumam surgir quando há divergências entre as partes e o documento não oferece respaldo suficiente para solucionar conflitos. Ela observou, ainda, que a cultura do “fio do bigode” (acordo baseado na confiança), comum no meio rural, leva muitos produtores a negligenciarem cláusulas importantes, o que pode resultar em prejuízos futuros.

Outro ponto enfatizado foi a necessidade entender que um contrato não é uma burocracia e sim uma estratégia. De acordo com a palestrante, o agronegócio exige cada vez mais precisão administrativa diante da redução das margens de lucro e das constantes imprevisibilidades climáticas e econômicas. Ela ressaltou que contratos bem elaborados ajudam a prevenir conflitos, proteger patrimônios, planejar decisões e fortalecer a sustentabilidade dos negócios rurais.

“Planejar um bom contrato ajuda a tomar decisões mais coerentes e, consequentemente, a alcançar o crescimento e a prosperidade. Para que uma fazenda se transforme em uma produção realmente eficiente e se consolide como uma potência no setor, é fundamental que esteja devidamente amparada e estruturada”, reforçou Dra.Vitória.

A palestra também abordou os diferentes tipos de contratos ligados ao uso da terra, como o arrendamento, a parceria e o comodato, além de mencionar a importância do Estatuto da Terra na proteção da produção rural. A advogada ressaltou, ainda, que a finalidade da terra é a produção e que toda a legislação agrária busca assegurar condições para a continuidade das atividades produtivas.

Ao longo do evento, foram destacados outros aspectos relacionados aos Contratos Rurais, além de orientações, especialmente, nas relações de natureza trabalhista, com foco nas frequentes atualizações na legislação e das transformações no setor agropecuário.

Evento reuniu profissionais e representantes de federações, dos Sindicatos Patronais Rurais, empregadores rurais, contadores e advogados. 

Evento abordou informações precisas sobre Contratos Rurais. 





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Brasil soma mais de 200 invasões de propriedades rurais nos últimos três anos


Em 2026, já foram registradas 33 ocorrências. Em 2025, o país teve o maior número de invasões da última década

De janeiro até meados de abril deste ano, o país já registrou 33 invasões a propriedades rurais, de acordo com dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Desse total, 14 ocorreram apenas em abril, o que reforça a escalada recente dos casos. Ao todo, 32 episódios foram promovidos ou vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Para o 2º vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no Senado, senador Jaime Bagattoli (PL-RO), as invasões afetam todo o setor, independentemente do porte da propriedade. Segundo ele, na Amazônia, até mesmo pequenas áreas já foram alvo de ocupações.

“Esse é um problema muito sério no Brasil, especialmente na produção primária, e nós precisamos garantir segurança jurídica aos proprietários de terra, independentemente de serem pequenos, médios ou grandes produtores”, destacou.

O levantamento da CNA também mostra que 2025 foi o ano com maior número de invasões da última década. Ao todo, foram 90 ocorrências no ano passado, das quais 81 foram promovidas ou vinculadas ao MST. Os dados ainda apontam concentração dos casos no mês de abril, quando foram registradas 43 invasões.

Ainda conforme a entidade, os últimos três anos indicam uma tendência de alta nas invasões. De 2023 até 15 de abril de 2026, foram contabilizados 241 casos em todo o país.

FPA - Invasões

Projetos miram prevenção
Com o número crescente de invasões, algumas medidas podem servir como prevenção contra esses atos. É o caso do Projeto de Lei 4.432/2023, de autoria do coordenador da Comissão de Seguro Rural da FPA, deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS). A proposta cria o Cadastro Nacional de Invasões de Propriedades (CNIP).

Esse cadastro seria integrado ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) e teria registro de ocorrências de invasões de propriedades, tanto públicas como privadas. Também seriam registradas as ações realizadas pelas forças de segurança, bem como apontamentos se houve participação de menores ou de pessoas com armas. 

O texto tem o intuito de facilitar a identificação e responsabilização dos invasores. O projeto tem apreciação conclusiva nas comissões, no entanto, há um recurso pedindo a revisão da tramitação para que a matéria seja analisada também no Plenário da Câmara. O recurso aguarda deliberação da Mesa Diretora.

“O governo Lula trouxe o MST para dentro do governo desde o início do mandato, contribuindo para as invasões no campo todos os anos aqui no Brasil. A FPA está hoje em uma ofensiva no Congresso Nacional e tem apresentado projetos para combater o esbulho possessório e, especialmente, penalizar criminosos. Quem invade propriedade privada é criminoso e tem que ser tratado assim”, afirmou Nogueira.

Há ainda o Projeto de Lei 1.198/2023, apresentado pelo deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO). A matéria altera o Código Penal brasileiro para dar mais peso ao crime de esbulho possessório —  que é quando o dono de imóvel fica impossibilitado de controlar e usar o seu bem por causa de uma invasão. 

Atualmente, a legislação prevê uma pena de um a seis meses de detenção e multa. A proposta amplia a punição para quatro a oito anos de prisão, além da multa. O texto está tramitando na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara e ainda deve passar pelo Plenário da Casa. 

Na mesma linha, o Projeto de Lei 6.612/2025 também modifica o Código Penal, porém para criar uma tipificação penal própria para invasão de propriedades rurais. Neste caso, a proposição do deputado Rodolfo Nogueira, diferencia os tipos de ocupação:

– aquela que ocorre para reivindicar políticas públicas;
– aquela que acontece em área já designada para desapropriação, porém o proprietário ainda não recebeu a indenização.

O projeto também pune quem patrocina e financia essas invasões. Em todos os casos, a pena proposta é de quatro a dez anos de reclusão e multa. Caso a ocupação seja em terra produtiva, a pena é dobrada, e se for cometido por mais de duas pessoas há o aumento de um terço.

A matéria aguarda análise na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados. Depois, a proposta ainda deve passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) e pelo Plenário.

O integrante da FPA, deputado Dilceu Sperafico (PP-PR), destacou a preocupação dos produtores diante do aumento das invasões e defendeu o avanço de matérias que garantam mais segurança no campo. “O direito de propriedade é constitucional, mas hoje não há segurança jurídica para o proprietário rural. Tivemos muitas invasões de terras nos últimos anos, e isso tem gerado intranquilidade e até o risco de queda na produção nacional. Muitos produtores acabam se afastando da atividade por medo”, disse. 





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Simulador de chuva chama atenção na Exporural


Um simulador de chuva instalado no espaço da Emater/RS-Ascar na Exporural tem chamado a atenção dos visitantes da Fenasoja 2026, em Santa Rosa. O equipamento, levado pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) – Campus São Luiz Gonzaga, demonstra como diferentes formas de manejo influenciam na infiltração da água no solo, nas perdas por erosão e na conservação da umidade necessária para as lavouras.

A atividade integra a parceria entre a Emater/RS-Ascar e a Universidade durante a feira, que segue até domingo (10), no Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson. Além do simulador de chuva, a Uergs também trouxe um infiltrômetro de Cornell, equipamento utilizado para medir as taxas de infiltração de água no solo.

Segundo a professora Rosicler Alonso Backes, do curso de Agronomia da Uergs de São Luiz Gonzaga, os equipamentos ajudam a aproximar os produtores de conceitos ligados às práticas conservacionistas. “Contribui para entender a necessidade dessas práticas de conservação do solo e de manejo em relação à infiltração de água no solo”, explica.

Durante as demonstrações, o simulador reproduz chuvas e compara diferentes sistemas de manejo. Em uma das situações apresentadas, o solo possui cobertura vegetal e práticas conservacionistas, como o plantio em nível. Na outra, as técnicas de conservação são insuficientes, favorecendo perdas de água e de solo.

“A gente consegue ver, com o simulador de chuva a perda de água, a perda de solo, e no outro momento que a gente tem um manejo mais bem feito, conseguimos observar então a infiltração dessa água no solo”, destaca a professora.

Rosicler ressalta que armazenar água no solo é fundamental em uma região fortemente voltada à produção de grãos e que enfrenta eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes. “Nós precisamos que essas águas, essas chuvas que ocorrem, elas penetrem, infiltrem, fiquem guardadas dentro do solo”, afirma.

Conforme a professora, períodos de excesso e concentração de chuvas, alternados com estiagens prolongadas, evidenciam ainda mais a necessidade de recuperar a estrutura do solo e combater processos de degradação, como a compactação. Ela explica que essas camadas compactadas dificultam o crescimento das raízes, reduzem a infiltração de água e limitam o deslocamento de nutrientes para camadas mais profundas.

Entre as orientações compartilhadas com o público durante a Fenasoja estão práticas como o uso de plantas de cobertura, a manutenção de raízes no solo e o aumento da matéria orgânica. “Nós precisamos estruturar solo, nós precisamos colocar raiz no solo, nós precisamos quebrar aquela camada de compactação”, enfatiza a professora.

Segundo ela, esse processo deve ocorrer também de forma biológica, por meio de sistemas de manejo adequados. “Nós precisamos fazer isso biologicamente, não só mecanicamente”, observa.

As demonstrações têm sido realizadas para grupos de visitantes, durante os dias de campo realizados entre segunda e sexta-feira (04 a 08/05) que passam pelo espaço da Emater/RS-Ascar na Exporural ao longo da programação da feira. Em poucos minutos, os participantes conseguem visualizar os impactos do manejo sobre o comportamento da água no solo e as alternativas para melhorar a conservação e a produtividade nas propriedades rurais.





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Visitação recorde em unidades de conservação injeta R$ 20 bilhões no PIB e gera mais de 332 mil empregos


O turismo em Unidades de Conservação (UCs) federais atingiu, em 2025, um novo patamar de impacto econômico no Brasil. É o que aponta o estudo “Contribuições do Turismo em Unidades de Conservação para a Economia Brasileira”, elaborado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que destaca o papel estratégico dessas áreas protegidas para o desenvolvimento econômico do país e confirma a visitação em UCs como política pública de Estado (Lei nº 15.180, de 25 de julho de 2025 e Portaria nº 3.689, de 11 de setembro de 2025).  

O estudo mostra que as UCs geraram R$ 40,7 bilhões em vendas, R$ 20,3 bilhões de contribuição ao Produto Interno Bruto (PIB) e R$ 9,8 bilhões em renda para as famílias.  O levantamento do ICMBio mostra ainda que 175 Unidades de Conservação federais somaram 28,5 milhões de visitas — recorde histórico desde que os dados começaram a ser monitorados, no ano 2000.   

Os parques nacionais concentram a maior parte do fluxo de visitantes e lideram o turismo nas UCs. Em 2025, essas unidades somaram 13,6 milhões de visitas — recorde histórico, acima dos 12,5 milhões registrados no ano anterior. O resultado reflete melhorias no monitoramento da visitação, nos investimentos em infraestrutura e serviços, na inclusão de novas áreas no sistema e na valorização dos ambientes naturais no período pós-pandemia.  

O ranking mantém no topo o Parque Nacional da Tijuca (RJ), com mais de 4,9 milhões de visitas, seguido pelo Parque Nacional do Iguaçu (PR), com 2,2 milhões, e pelo Parque Nacional de Jericoacoara (CE), com 1,3 milhão de visitantes.    

O crescimento da visitação tem efeitos diretos na economia, com geração de emprego e renda nas regiões do entorno, fortalecimento do turismo sustentável e aumento da arrecadação local.   

João Paulo Capobianco, ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), destaca que o Governo do Brasil tem se dedicado a esse tema, por meio de políticas públicas e investimentos em infraestrutura, serviços e pessoal, além de incentivos à visitação, a exemplo do programa Natureza com as Pessoas, lançado pelo ICMBio no ano passado. 

“Esse estudo comprova que as Unidades de Conservação não são fundamentais apenas para a regulação dos ciclos hidrológicos e do clima, proteção da biodiversidade e do controle do desmatamento, mas contribuem expressivamente para o desenvolvimento da nossa economia em bases sustentáveis. O cuidado com essas áreas protegidas, portanto, é essencial”, coloca Capobianco. 

“Desde 2023, o presidente Lula criou e ampliou 20 Unidades de Conservação, que totalizam mais de 1,7 milhão de hectares – cerca de três vezes a área do Distrito Federal. Também ampliamos significativamente o orçamento e o quadro de servidores do ICMBio”, também frisou. 

O levantamento também evidencia a eficiência do investimento público no setor. Para cada R$ 1 investido no Instituto Chico Mendes, são gerados R$ 16 em valor agregado ao Produto Interno Bruto (PIB) e R$ 2,30 em arrecadação tributária. Além disso, o turismo nas UCs federais sustenta mais de 332,5 mil postos de trabalho em todo o país.  

Outro destaque é o impacto fiscal: a atividade gerou quase R$ 3 bilhões em arrecadação tributária, valor que supera o dobro do orçamento total do órgão gestor, considerando apenas os impostos sobre consumo e remuneração.  

“Os resultados mostram que as unidades de conservação, como parques nacionais, por exemplo, são estratégicas para o desenvolvimento do Brasil. Tivemos recorde de visitação e dados robustos de geração de emprego, renda e arrecadação, o que só reforça que investir em conservação da natureza e na vivência das pessoas nas áreas naturais gera benefícios econômicos, saúde e qualidade de vida”, explica o presidente do ICMBio, Mauro Pires.   

“Cada real aplicado retorna de forma concreta para o desenvolvimento de nosso país, fortalecendo o turismo sustentável, valorizando os territórios e ampliando a conexão das pessoas com a natureza”, esclarece.   O estudo “Contribuições do Turismo em Unidades de Conservação para a Economia Brasileira” utiliza o Tourism Economic Model for Protected Areas (TEMPA), uma adaptação do modelo americano MGM2 para a realidade de países em desenvolvimento. O modelo é reconhecido internacionalmente pela Unesco e pelo Banco Mundial como referência científica.   Entre as categorias de manejo, os parques nacionais são os principais motores econômicos, gerando R$ 21,6 bilhões em vendas e 219,6 mil empregos. Já as reservas extrativistas se destacam pelo turismo de base comunitária, apresentando a maior arrecadação tributária por visita, de R$ 116,60, causando impacto direto nas arrecadações municipais.     

  Parques nacionais mais visitados do Brasil combinam natureza, turismo e experiências diversificadas   O Parque Nacional da Tijuca, o mais visitado, abriga um dos principais cartões-postais do país, o Cristo Redentor. Seja para o turista nacional ou o internacional, o parque se destaca por oferecer a experiência de selva incrustada em uma grande metrópole, uma característica raramente encontrada em outros parques no mundo. Além disso, é forte a presença do público local, que busca cachoeiras, trilhas e cartões postais como a Pedra da Gávea (maior monólito à beira-mar do mundo), a Pedra Bonita, a Vista Chinesa e o Pico da Tijuca. A unidade funciona como ponto de partida para trilhas de longo curso, como a Transcarioca, a primeira do Brasil e inspiração para a criação da Rede Brasileira de Trilhas, além da recém-inaugurada Volta ao Rio, com 3,5 mil quilômetros de extensão.   Já o Parque Nacional do Iguaçu é mundialmente conhecido por abrigar as Cataratas do Iguaçu, reconhecidas como uma das Sete Maravilhas Naturais do planeta. O destino mantém uma oferta turística em constante evolução, com atividades como cicloturismo, astroturismo e passeios de barco. Experiências diferenciadas, como a contemplação do pôr do sol e da lua cheia nas Cataratas, têm ampliado o interesse dos visitantes. Entre as novidades está o Circuito da Usina São João, que combina imersão na Mata Atlântica, banho de cachoeira no Rio Iguaçu e visita à histórica usina de 1939, além de espaço para contemplação e serviços.   No Nordeste, o Parque Nacional de Jericoacoara consolida-se como um dos destinos mais procurados do país, impulsionado por atrativos naturais como a Pedra Furada, a Árvore da Preguiça, o Serrote e os manguezais do Rio Guriú, onde é possível observar o cavalo-marinho (Hippocampus reidi). A região também é referência para esportes náuticos, como o kitesurf, e teve sua acessibilidade ampliada com a implantação do aeroporto regional.   “As unidades de conservação mais visitadas do país não são destinos isolados, mas verdadeiros polos de irradiação do turismo em suas regiões. Os parques nacionais exercem um papel estratégico ao impulsionar o desenvolvimento regional, ao mesmo tempo em que promovem a conservação da natureza, ampliam o acesso a diferentes públicos e valorizam as economias locais”, afirma a coordenadora-geral de Uso Público e Serviços Ambientais do ICMBio, Carla Guaitanele.  

Visitação em Unidades de Conservação   O monitoramento do ICMBio também contempla outras categorias de unidades de conservação abertas à visitação, como Áreas de Proteção Ambiental (APAs), Reservas Extrativistas (Resex), Reservas Biológicas (Rebio), Florestas Nacionais (Flona) e Monumentos Naturais (Mona).  

Nesse conjunto, a liderança do ranking permaneceu com a APA da Baleia Franca (SC), com 9.054 milhões de visitas. A edição mais recente passou a incluir, pela primeira vez após adesão à metodologia do Instituto, o Monumento Natural do Rio São Francisco (BA e SE), com 1.170 milhão de visitas, enquanto a lista se encerra com a Reserva Extrativista Marinha de Arraial do Cabo (RJ), com 605.151 mil visitas.   

Além da recreação e do turismo, diversas outras motivações levam a população a visitar as unidades de conservação. Entre elas, destacam-se as atividades de educação e interpretação ambiental, a realização de pesquisas científicas, a vivência em comunidades locais e/ou tradicionais, e a busca por mais qualidade de vida, saúde e bem-estar, por meio de atividades como caminhadas, trilhas de bicicleta, escaladas, observação de aves e de vida silvestre, entre outras.  

O crescimento da visitação também traz desafios para a gestão dessas áreas, como a necessidade de equilibrar o uso público com a conservação, ampliar investimentos em infraestrutura e ordenamento, fortalecer ações de educação ambiental e aprimorar o monitoramento de impactos ambientais.  

Para garantir uma experiência segura e responsável, o ICMBio orienta que os visitantes planejem suas viagens e sigam as normas de cada unidade. Maiores detalhes sobre as estatísticas de visitação podem ser acessados no painel de gestão da Coordenação de Estruturação e Qualificação da Visitação.  





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Quais produtos do PGPAF recebem bônus em maio


Agricultores familiares de diferentes regiões do país já podem consultar os produtos contemplados com bônus nas parcelas de financiamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) durante o mês de maio. A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (8) e terá validade entre 10 de maio e 9 de junho.

O benefício é concedido por meio do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar, com base em cálculos realizados pela Companhia Nacional de Abastecimento. O desconto é aplicado quando os preços de mercado ficam abaixo dos valores de garantia definidos para os produtos da agricultura familiar.

Os maiores bônus deste período serão destinados aos produtores de alho no Rio Grande do Sul, com desconto de 64,86%, de feijão-caupi no Amapá, com 56,85%, e de raiz de mandioca no Espírito Santo, com 54,94%. A laranja comercializada no Pará terá bônus de 52,07%, enquanto a manga na Bahia contará com abatimento de 49,57%. O feijão-caupi em Tocantins também aparece entre os maiores descontos, com 47,38%.

Além desses estados, produtores de diferentes culturas em diversas regiões do país terão acesso ao benefício. O bônus será concedido para produtos como alho, arroz, banana, batata, borracha natural, cacau, cana-de-açúcar, castanha de caju, feijão-caupi, feijão, erva-mate, juta, laranja, leite, maracujá, mel de abelha, milho, mandioca, sisal, sorgo, trigo e uva.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, a portaria com os valores é divulgada mensalmente para permitir que os produtores utilizem o desconto no pagamento ou amortização das parcelas contratadas no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar.

Os cálculos levam em consideração os custos de produção elaborados pela Companhia Nacional de Abastecimento, que servem de referência para definição dos preços de garantia. O objetivo do programa é apoiar agricultores familiares no financiamento da implantação, ampliação e modernização das estruturas produtivas e agroindustriais no meio rural.

O mecanismo busca reduzir os impactos da queda nos preços de mercado sobre a renda dos produtores, garantindo maior segurança financeira aos agricultores familiares em períodos de desvalorização dos produtos agrícolas. Confira a íntegra da lista com todos os produtos contemplados neste mês e os percentuais de bônus.





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safra pode chegar a 8 mil toneladas no Brasil


A 8ª Abertura Oficial da Colheita da Noz-Pecã foi realizada nesta sexta-feira (8) em Nova Pádua, reunindo produtores, pesquisadores e representantes do setor para discutir os desafios e perspectivas da pecanicultura no estado. A programação ocorreu no Salão Comunitário da Capela Sagrado Coração de Jesus, na comunidade de Travessão Bonito, e na propriedade do produtor Arlindo Marostica.

Durante o evento, foi lançado o livro “Nogueira-pecã”, produzido pela Embrapa, com participação de 82 autores. A obra está disponível gratuitamente na internet e terá versão impressa apresentada durante o Encontro Nacional de Pecanicultura, marcado para os dias 12 e 13 de novembro, em Bento Gonçalves.

O tema da irrigação em pomares de nogueira-pecã esteve entre os principais assuntos debatidos. O professor Ezequiel Saretta, da Universidade Federal de Santa Maria, destacou a importância da irrigação para a estabilidade produtiva da cultura. Segundo ele, o investimento em sistemas de irrigação impacta diretamente na produtividade dos pomares.

O produtor Arlindo Marostica apresentou os resultados obtidos em sua propriedade após a adoção da irrigação. Já o diretor técnico do Instituto Brasileiro de Pecanicultura, Jaceguay Bastos, ressaltou a importância do suporte técnico e científico para o desenvolvimento da atividade. Ele citou a atuação da Embrapa como referência no apoio aos produtores.

Durante a apresentação, Jaceguay Bastos também abordou os princípios da irrigação e a necessidade de projetos adaptados às características de cada propriedade. O especialista ainda tratou do ponto ideal de colheita da noz-pecã nos ciclos precoce, médio e tardio, além de aspectos ligados à qualidade da fruta.

O ex-presidente do Instituto Brasileiro de Pecanicultura, Eduardo Basso, apresentou dados sobre custos, produtividade e preços da noz-pecã, destacando a relação entre aumento de produtividade e rentabilidade da atividade.

O presidente do Instituto Brasileiro de Pecanicultura, Claiton Wallauer, afirmou que o crescimento do interesse pelo setor demonstra o fortalecimento da cultura no estado. “Ver muitas pessoas querendo conhecer mais o nosso IBPecan mostra o amadurecimento da cultura cada vez mais dentro do nosso estado”, ressaltou.

Wallauer também reforçou o papel do instituto no desenvolvimento da pecanicultura. “E faço um apelo a quem ainda não é sócio: que se associe, faça parte do IBPecan, que só é grande com vocês juntos fazendo parte, trazendo as suas demandas, os seus anseios, a sua cultura e um pouquinho do que vocês desejam junto com a produção da noz-pecã”, concluiu.

O secretário da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Márcio Madalena, destacou a relevância do Rio Grande do Sul na produção nacional da cultura. “É uma cultura que vem crescendo em produção e que não tenho dúvida de que vamos nos consolidar como um grande produtor no cenário mundial. E para isso é importante nos posicionarmos de forma efetiva perante o mercado. Precisamos colocar a pauta da noz-pecã nos acordos internacionais, porque o Estado tem potencial, e a Secretaria da Agricultura é parceira para essas discussões”, destacou o secretário.

Madalena também enfatizou a importância da irrigação e do programa Programa Irriga+RS no apoio aos produtores rurais. “A pecanicultura no Rio Grande do Sul está crescendo de forma organizada, com tecnologia e qualidade”, afirmou.

Após os debates e pronunciamentos, os participantes acompanharam o ato simbólico de abertura da colheita na propriedade de Arlindo Marostica. A expectativa do Instituto Brasileiro de Pecanicultura é colher até 8 mil toneladas de noz-pecã nesta safra.

A abertura oficial foi promovida pelo Instituto Brasileiro de Pecanicultura, pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação e pelo programa Pró-Pecã, com apoio da Emater/RS-Ascar e da Embrapa.





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cotação das fêmeas cai em São Paulo


A cotação das fêmeas bovinas apresentou queda em São Paulo nesta sexta-feira (8), segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria. O movimento ocorre em um cenário de avanço das escalas de abate e redução das compras por parte dos frigoríficos.

De acordo com o levantamento, o mercado abriu com queda de R$ 5,00 por arroba da vaca e de R$ 3,00 por arroba da novilha. Já as cotações do boi gordo e do “boi China” permaneceram estáveis em relação ao dia anterior. O relatório aponta que a maior oferta de animais contribuiu para alongar as escalas de abate. “Parte dos frigoríficos já havia completado suas escalas para a próxima semana e as compras reduziram”, destaca a análise. As escalas estavam, em média, posicionadas para dez dias.

Em Mato Grosso, o cenário foi de estabilidade nas cotações para todas as categorias bovinas nas quatro praças pecuárias monitoradas. Segundo a consultoria, a oferta de animais permaneceu mais ajustada devido às condições favoráveis das pastagens. “A oferta de bovinos estava mais ajustada e cadenciada, em razão do cenário positivo de chuvas e da manutenção da qualidade das pastagens no estado. Esse contexto contribuiu para limitar as quedas nas cotações”, informa o boletim.

A cotação da arroba do “boi China” também não apresentou alterações em Mato Grosso.

No mercado externo, as exportações brasileiras de carne bovina in natura mantiveram ritmo elevado em abril. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, o Brasil embarcou 251,9 mil toneladas no mês, com média diária de 12,6 mil toneladas, volume 4,3% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 6,2 mil, alta de 24,1% na comparação anual. A China segue como principal destino da carne bovina brasileira. Entre janeiro e abril de 2026, os embarques para o mercado chinês somaram 460 mil toneladas, o equivalente a 41,9% da cota considerada nos registros da Secex.

Somente em abril, o Brasil exportou 135,4 mil toneladas de carne bovina para a China. O relatório ressalta, no entanto, que parte dos embarques realizados no fim de 2025 ainda pode compor o preenchimento da cota chinesa, já que o cálculo considera a entrada efetiva do produto no país asiático.

 





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Livro apresenta resultados de 20 anos de pesquisa em ILPF


Os resultados de pesquisas, validação em campo, comunicação e transferência de tecnologias realizadas pela Embrapa Pecuária Sudeste e parceiros durante 20 anos de trabalho publicados no livro “Integração Lavoura-Pecuária-Floresta: Cultivando o Futuro”. 

A publicação lançada neste mês de abril engloba ciência, inovação e experiência para ajudar o produtor rural e técnico que deseja assumir o desafio de implantar modelos integrados de produção. Essas estratégias planejadas para aumentar a produtividade com sustentabilidade das propriedades brasileiras sejam pequenas, médias ou grandes. 

De acordo com os editores Alberto Bernardi, Alexandre Rossetto Garcia e José Ricardo Pezzopane, pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste, os sistemas integrados são estratégia de produção agropecuária para enfrentar os desafios da sociedade brasileira e global nas próximas décadas, como o crescimento populacional, as mudanças climáticas e a escassez de recursos. “Esse conjunto de tecnologias é a materialização do conceito de que produzir e preservar não são atividades antagônicas, mas sim, as duas faces da moeda da sustentabilidade futura”, destacam os editores no prefácio da obra. 

São 20 capítulos, com 77 autores de vários centros de pesquisa da Embrapa e instituições parceiras, garantindo uma visão ampla sobre a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), desde a implantação até o processo de avaliação e os benefícios ambientais, econômicos e sociais. 

Para o chefe-geral da Embrapa Pecuária Sudeste, Alexandre Berndt, o conteúdo do livro fornece soluções para apoiar o cumprimento das metas ambientais e climáticas impostas globalmente, alinhando-se os compromissos nacionais como o Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Plano ABC) e o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis??(PNCPD), além de compromissos internacionais, como o Acordo de Paris e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas. “O livro reforça a necessidade de integrar a segurança alimentar com a mitigação de emissões 

de gases de efeito estufa (GEE), estratégias de adaptação às mudanças climáticas, preservação do solo e da água, e conservação da biodiversidade”, observa Berndt. 

A obra pode ser usada como uma ferramenta científica e de informação para transformar a realidade, como uma produção de alimentos em harmonia com a conservação ambiental.

O livro pode ser acessado online neste link.

Solução para uma agropecuária tropical

Ocupando hoje aproximadamente 17 milhões de hectares, o sistema ILPF tem potencial para ser implantado em mais de 100 milhões dos 159 milhões de hectares de pastagens do país – muitos deles com algum nível crítico de manipulação – renovando essas áreas em polos altamente produtivos.

Para o presidente-executivo da Rede ILPF, Francisco Matturro, a Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) é a solução brasileira para a agropecuária tropical e apresenta uma conexão cada vez mais acentuada e virtuosa com as cadeias de valor de alimentos e energia renovável dos sistemas agroindustriais.

Vale lembrar que o sistema ILPF está ancorado no desenvolvimento da atividade agrícola, pecuária e de florestas plantadas em uma mesma área, em um processo de poupança efeito-terra e que ao produtor oferece diversidade de renda de curto, médio e longo prazo. O fato é que a ILPF deu certo no Brasil devido ao moderno modelo de produção que não domina os trópicos, seus desafios e oportunidades. 

De modo contrário ao senso comum, o sistema ILPF apresenta opções para pequenas propriedades rurais. Nesta jornada, o maior desafio é mostrar esse perfil de produtor que a ILPF também tem inserido em sua operação, com potencial para diversificar a renda do produtor de menor porte, com base nas atividades que ele já desenvolve. 

A ILPF ainda é protagonista e indutora de sustentabilidade ambiental, social e econômica. O balanço de carbono no sistema é positivo, porque promove de maneira eficiente o sequestro e a absorção de carbono. Além disso, A ILPF tem o diferencial de fazer com que a operação agropecuária seja vista e compreendida de maneira ampla, integrada, e não de forma isolada, o que contribui para melhor tomada de decisão.





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