quarta-feira, julho 22, 2026

Política & Agro

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Temporais persistem e elevam alerta no Sul


A frente fria continua atuando sobre a Região Sul e deve manter o tempo instável até esta quinta-feira (2), com previsão de chuva intensa, temporais, rajadas de vento e acumulados que podem ultrapassar 100 milímetros em diversas áreas, segundo informações do Meteored. O cenário aumenta o risco de alagamentos, queda de árvores, interrupções no fornecimento de energia e outros transtornos.

Além das chuvas volumosas, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um alerta amarelo de perigo potencial para ventos costeiros, abrangendo desde o sul do Rio Grande do Sul até áreas próximas a Florianópolis, em Santa Catarina.

De acordo com a análise meteorológica, o Índice de Previsão Extrema (EFI – Extreme Forecast Index) indica que o evento previsto para esta quarta-feira (1º) está entre os 1% mais intensos para o período. Conforme o indicador, quando o EFI supera 0,8, “existe uma probabilidade altíssima de que condições meteorológicas muito incomuns ou extremas aconteçam na prática”.

A previsão do modelo europeu ECMWF aponta que as chuvas mais intensas desta quarta-feira devem atingir os três estados da Região Sul, com maior preocupação para o norte do Rio Grande do Sul e o oeste de Santa Catarina, onde permanece o risco de tempestades severas.

As instabilidades seguem durante a madrugada e a manhã de quinta-feira (2). O noroeste, o norte e a Serra Gaúcha concentram os maiores volumes previstos, acompanhados de trovoadas e descargas elétricas, aumentando a possibilidade de alagamentos e interrupções no fornecimento de energia.

Ao longo da tarde, a chuva perde intensidade no noroeste gaúcho, mas continua sobre outras áreas do Rio Grande do Sul, além do oeste, centro e sul catarinense e do sudoeste do Paraná. Durante a noite, a atenção se volta para o Vale do Itajaí, em Santa Catarina, onde o modelo utilizado pelo Meteored aponta elevado potencial para novas tempestades.

Até o fim de quinta-feira, os maiores acumulados devem ser registrados no norte do Rio Grande do Sul, com volumes superiores a 100 milímetros em municípios como Getúlio Vargas, Sarandi e Erechim. No interior catarinense, a faixa entre Caçador e Florianópolis poderá registrar mais de 80 milímetros de chuva.

No Paraná, os acumulados previstos são menores, mas o sudoeste do estado permanece em atenção, com previsão entre 25 e 70 milímetros e possibilidade de volumes isolados superiores a 100 milímetros.

Além da chuva, os ventos também devem ganhar força nos próximos dias. A previsão indica que até mesmo Porto Alegre e Florianópolis podem registrar queda de galhos e árvores em razão das rajadas.

Os ventos começam a se intensificar durante a madrugada de quinta-feira no sul do Rio Grande do Sul, com velocidades próximas de 40 km/h. Ao longo da manhã, a intensidade aumenta e alcança até 60 km/h em áreas do leste, sul e oeste gaúcho.

Durante a noite, embora a força dos ventos diminua no interior, o litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina deve permanecer em alerta para rajadas que podem atingir 80 km/h, com potencial para provocar queda de árvores e interrupções no fornecimento de energia elétrica.





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Brasil expande mercado de chocolates na Argentina


O Brasil apresentou chocolates, derivados de cacau e outros produtos de maior valor agregado ao mercado argentino durante a La Chocolaterie, principal feira do setor no país, realizada nos dias 27 e 28 de junho, em Buenos Aires. A iniciativa reuniu 15 empresas brasileiras em um estande organizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e pelo Ministério das Relações Exteriores, com o objetivo de ampliar contatos comerciais com importadores, distribuidores, varejistas e fabricantes argentinos.

O espaço brasileiro contou com empresas das cinco regiões do país e integrou a estratégia de promoção comercial voltada à ampliação da presença de produtos agropecuários brasileiros de maior valor agregado no mercado internacional.

Além da participação na feira, a missão foi encerrada na segunda-feira (29) com uma rodada de negócios organizada pela adida agrícola do Brasil na Argentina, Juçara Duarte, e pela diretora de Promoção do Agronegócio da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, Angela Peres, em parceria com o Setor Comercial da Embaixada do Brasil em Buenos Aires.

O encontro reuniu representantes de cafeterias, redes varejistas, distribuidores de quiosques, importadores de chocolates e produtos finos, além de fabricantes argentinos interessados na compra de matérias-primas brasileiras, como pó e manteiga de cacau.

Durante a La Chocolaterie, os expositores brasileiros apresentaram chocolates produzidos com ingredientes característicos do país, entre eles cupuaçu, cumaru e baru, além de combinações com capim-limão, laranja, baunilha, chás e queijo vegano com cacau. A variedade dos produtos destacou a diversidade da produção nacional e a capacidade da indústria brasileira de oferecer alimentos com identidade própria e maior valor agregado.

A rodada de negócios deu continuidade aos contatos iniciados durante a feira e permitiu que as empresas brasileiras avançassem nas negociações com potenciais compradores e parceiros locais. A ação também fortaleceu a aproximação entre empresas dos dois países e ampliou as oportunidades para a inserção de chocolates, derivados de cacau e insumos brasileiros no mercado argentino.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, a Argentina é o segundo maior importador de produtos agropecuários brasileiros na América Latina, atrás apenas do Chile. No último ano, o país adquiriu mais de US$ 2 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, com destaque para produtos florestais, cacau e proteínas animais.

Com a participação na feira e a realização da rodada de negócios em Buenos Aires, o Ministério da Agricultura e Pecuária reforçou sua estratégia de promoção internacional do agronegócio brasileiro, apoiando empresas na abertura de mercados, na agregação de valor às exportações e na divulgação dos produtos nacionais no exterior.





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Safrinha avança e mercado segue sob pressão


O avanço da colheita da segunda safra deve continuar determinando o comportamento do mercado de milho nas próximas semanas. Segundo a análise “Direto do Campo”, produzida pela Grainsights em parceria com a Grão Direto, as cotações na bolsa e no mercado físico devem permanecer pressionadas à medida que aumenta a oferta do cereal.

A expectativa é de que o pico da colheita ocorra entre a segunda quinzena de junho e meados de julho. Em Mato Grosso, a retirada dos grãos do campo já ultrapassou 35,5% da área cultivada, ritmo considerado acelerado. Com previsão de condições climáticas favoráveis para o trabalho das máquinas, a tendência é de aumento da oferta física, o que pode pressionar ainda mais os preços à vista. A demanda interna, no entanto, segue como principal fator de sustentação para limitar novas quedas.

No mercado internacional, as atenções estão voltadas para a divulgação dos relatórios de área plantada e de estoques do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. A expectativa do mercado é de redução na área cultivada com milho nos Estados Unidos. Caso os números fiquem abaixo do esperado, o cenário poderá provocar uma movimentação de cobertura de posições vendidas na bolsa de Chicago, impulsionando as cotações.

O desenvolvimento das lavouras norte-americanas também seguirá no radar dos investidores. O acompanhamento do relatório Crop Progress será decisivo, especialmente durante julho, período considerado crítico para a polinização do milho. A ocorrência de calor intenso nas Grandes Planícies norte-americanas é apontada como o principal fator capaz de gerar prêmios de risco no mercado internacional.

No Brasil, as preocupações climáticas estão concentradas nas frentes frias previstas para o Sul do país. Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia, há risco de geadas no sul do Paraná, em Santa Catarina e nas áreas serranas do Rio Grande do Sul. As lavouras de segunda safra implantadas mais tardiamente nessas regiões permanecem sob maior risco de perdas provocadas pelo frio.

A análise também destaca que o desempenho das exportações será importante para aliviar a oferta disponível no mercado interno. A redução das estimativas de embarques acende um sinal de alerta, embora a manutenção do cessar-fogo de 60 dias no Golfo Pérsico possa favorecer a redução dos custos com seguros marítimos e dos fretes para o Irã, um dos principais compradores do milho brasileiro. Esse cenário tende a favorecer a movimentação dos portos do Arco Norte.

Enquanto isso, a demanda doméstica continua sendo um dos principais pilares de sustentação do mercado. O crescimento da produção de etanol de milho em Mato Grosso, estimado em 16% na atual temporada, mantém as usinas em atividade constante na compra de grãos, reduzindo a pressão sobre os preços, principalmente na região Centro-Oeste.

No cenário macroeconômico, a análise ressalta que a manutenção da taxa Selic em 14,50% ao ano pelo Comitê de Política Monetária reforça um ambiente de crédito mais restritivo, diante da inflação acumulada de 4,72% em 12 meses até maio. No mercado cambial, embora o dólar tenha encerrado a semana em queda, a moeda segue em patamar elevado, fator que mantém a competitividade dos produtos agrícolas brasileiros e ajuda a reduzir parte dos impactos das oscilações nas bolsas internacionais.





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SP entrega máquinas a municípios para estradas rurais


O Governo do Estado de São Paulo iniciou, nesta terça-feira (30), a entrega de 115 máquinas destinadas a prefeituras paulistas durante cerimônia realizada na Fazenda Santa Elisa, em Campinas, unidade do Instituto Agronômico. Os equipamentos foram adquiridos por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e serão utilizados para reforçar a infraestrutura rural, ampliando o atendimento aos produtores, especialmente de pequenas e médias propriedades.

Os equipamentos serão distribuídos a municípios das regiões de Araçatuba, Bauru, Campinas, Central, Itapeva, Marília, Presidente Prudente, Região Metropolitana de São Paulo, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Sorocaba, Vale do Paraíba e Vale do Ribeira.

A iniciativa recebeu investimento de R$ 66 milhões em 2026 e integra o programa Patrulha Rural, voltado ao apoio das administrações municipais com máquinas destinadas à manutenção e recuperação de estradas rurais, conservação das vias de acesso às propriedades, melhoria da logística de escoamento da produção e fortalecimento das condições de trabalho no campo.

Com essa etapa, o Governo do Estado de São Paulo conclui a transferência dos 115 equipamentos previstos nesta fase do programa. Outros 25 maquinários também deverão ser entregues nos próximos dias.

Segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, desde o início da atual gestão foram investidos mais de R$ 240 milhões na aquisição de mais de 640 máquinas e equipamentos. Os investimentos têm como objetivo ampliar a capacidade de atendimento dos municípios e contribuir para o desenvolvimento da infraestrutura rural em todo o estado.

Coordenado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o programa Patrulha Rural busca fortalecer a capacidade operacional das prefeituras por meio da destinação de máquinas e equipamentos voltados à manutenção da infraestrutura no campo. A proposta é melhorar a trafegabilidade das estradas vicinais, facilitar o transporte da produção agropecuária, reduzir custos logísticos e garantir melhores condições de acesso para produtores, estudantes e moradores das áreas rurais.

A ação integra as iniciativas do Governo do Estado de São Paulo voltadas ao desenvolvimento regional, com foco na ampliação da infraestrutura, da competitividade e da qualidade de vida no meio rural, em parceria com os municípios.





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Dívidas ainda limitam investimentos no campo


A redução dos juros no crédito rural amplia as condições para investimentos no campo, mas o endividamento dos produtores ainda pode limitar o alcance dos recursos anunciados para a safra 2026/2027. A avaliação é de que a renegociação das dívidas precisa avançar para recuperar a capacidade de financiamento do setor.

O Plano Safra para a agricultura empresarial prevê R$ 525,1 bilhões, sendo R$ 140,2 bilhões destinados a investimentos em modernização, armazenagem, irrigação, inovação e renovação de máquinas. No Moderfrota, a taxa caiu de 13,5% para 12,5% ao ano. Outras linhas voltadas a médios produtores e à inovação também tiveram redução nos juros.

Na agricultura familiar, foram anunciados R$ 97,3 bilhões, dos quais R$ 85,2 bilhões serão destinados ao Pronaf. A taxa para aquisição de máquinas e equipamentos caiu de 2,5% para 1,5% ao ano, enquanto o limite de financiamento passou de R$ 100 mil para R$ 120 mil.

Para o SIMERS, as medidas fortalecem a modernização das propriedades, mas produtores endividados continuam com dificuldades para acessar novos financiamentos. A entidade defende a homologação da renegociação das dívidas rurais nos próximos 30 dias e avalia que os recursos do Moderfrota precisam acompanhar a demanda do mercado.

“A redução dos juros nas linhas de financiamento é uma sinalização positiva tanto para a agricultura empresarial quanto para a agricultura familiar, porque amplia o acesso à tecnologia e incentiva a modernização do campo. No entanto, será fundamental que os recursos destinados ao Moderfrota sejam compatíveis com a demanda do setor. Renovar máquinas significa aumentar a produtividade, reduzir custos, melhorar a eficiência e fortalecer toda a cadeia do agronegócio. Da mesma forma, ampliar o acesso da agricultura familiar à mecanização representa um passo importante para impulsionar o desenvolvimento regional e tornar as pequenas propriedades cada vez mais competitivas”, disse Carolina Rossato, vice-presidente do SIMERS.

 





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Soja sobe com foco em negociações e clima nos EUA



As atenções seguem voltadas para o desenvolvimento da safra dos Estados Unidos


As atenções seguem voltadas para o desenvolvimento da safra dos Estados Unidos
As atenções seguem voltadas para o desenvolvimento da safra dos Estados Unidos – Foto: Emerson Peres

O mercado da soja encerrou a última semana com leves avanços nas cotações em Chicago, refletindo a combinação de fatores ligados à oferta, demanda e ao cenário internacional. Segundo a StoneX, as negociações agrícolas entre Estados Unidos e Irã passaram a integrar o conjunto de fatores acompanhados pelos agentes do mercado, embora o clima nas regiões produtoras norte-americanas continue limitando ganhos mais expressivos.

As atenções seguem voltadas para o desenvolvimento da safra dos Estados Unidos, que apresenta boas condições até o momento. Sem ameaças climáticas relevantes, o potencial produtivo permanece elevado, reduzindo o espaço para movimentos mais intensos de valorização. Ainda assim, o mercado monitora a previsão de temperaturas acima da média e a ocorrência de novas chuvas no Meio Oeste norte-americano, fatores que podem alterar a percepção sobre a produtividade das lavouras nas próximas semanas.

No cenário da demanda, a possibilidade de o Irã retomar as compras de commodities agrícolas dos Estados Unidos acrescenta um novo elemento às expectativas do setor. Para a soja, entretanto, a avaliação é de que os efeitos tendem a ser mais limitados quando comparados a outros grãos, mesmo diante da relevância do tema para o comércio internacional.

Além das negociações envolvendo o Irã, os investidores continuam atentos ao comportamento da demanda chinesa, considerada um dos principais fatores para a formação dos preços globais da oleaginosa. Caso ocorram compras adicionais de produtos agrícolas norte-americanos nos próximos meses, o mercado poderá registrar maior volatilidade, em meio ao acompanhamento das condições climáticas e da evolução da safra nos Estados Unidos.





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Safra dos EUA avança e pressiona cotações do milho



As chuvas recentes no Meio Oeste contribuíram para recompor a umidade do solo


As chuvas recentes no Meio Oeste contribuíram para recompor a umidade do solo
As chuvas recentes no Meio Oeste contribuíram para recompor a umidade do solo – Foto: Pexels – Pixabay

O mercado do milho encerrou a sessão em leve queda em Chicago, refletindo principalmente o bom avanço da safra dos Estados Unidos e a falta de ameaças climáticas mais relevantes neste momento. Segundo a StoneX, o desenvolvimento das lavouras norte-americanas permanece favorável, enquanto a proximidade da fase de polinização aumenta a atenção dos agentes para as condições do tempo nas próximas semanas.

As chuvas recentes no Meio Oeste contribuíram para recompor a umidade do solo e reduzir preocupações imediatas com o potencial produtivo. Esse cenário ajudou a limitar reações de alta nas cotações, embora as temperaturas acima da média continuem no radar. Caso o calor se intensifique durante a polinização, período decisivo para a formação das espigas, o mercado pode registrar maior volatilidade e ampliar as oscilações ao longo dos próximos pregões.

Do lado da demanda, rumores sobre uma possível compra de grãos dos Estados Unidos pelo Irã ofereceram algum suporte aos preços. O país tem peso relevante entre os importadores de milho e mantém o Brasil como um de seus principais fornecedores. Uma eventual mudança de origem nas aquisições iranianas poderia provocar ajustes no fluxo global do cereal, com reflexos sobre a distribuição das vendas entre os grandes exportadores.

Se parte dessa demanda for direcionada ao mercado norte-americano, os preços em Chicago poderiam encontrar sustentação adicional. Esse efeito ganharia força caso também houvesse compras mais consistentes por parte da China. Por enquanto, porém, o desempenho favorável das lavouras e a ausência de riscos climáticos imediatos seguem predominando na formação das cotações.





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Óleos vegetais oscilam com recuo do petróleo



Na Bolsa de Chicago, o contrato de julho do óleo de soja terminou a sexta-feira


Na Bolsa de Chicago, o contrato de julho do óleo de soja terminou a sexta-feira
Na Bolsa de Chicago, o contrato de julho do óleo de soja terminou a sexta-feira – Foto: Abiove

O mercado de óleos vegetais atravessou a semana encerrada em 26 de junho sob influência direta das oscilações do petróleo e de fatores ligados à demanda por biocombustíveis. Segundo a StoneX, as perdas acumuladas pelo petróleo refletiram os avanços nas negociações de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã e a reabertura gradual do Estreito de Ormuz.

Na Bolsa de Chicago, o contrato de julho do óleo de soja terminou a sexta-feira, dia 26, cotado a 71,30 centavos de dólar por libra-peso. O valor representou recuperação de cerca de 2,31% em relação à perda observada na semana anterior, quando o mercado reagiu à assinatura de um acordo entre Estados Unidos e Irã.

O contrato com vencimento em dezembro também avançou e chegou a 67,09 centavos de dólar por libra-peso. Com esse movimento, a diferença entre as posições de julho e dezembro aumentou para mais de 4,20 centavos de dólar por libra-peso, indicando maior valorização do contrato mais próximo.

No mercado de óleo de palma, o desempenho semanal foi negativo. O contrato de setembro negociado na bolsa da Malásia acumulou queda de 0,5% e encerrou a sexta-feira a US$ 1.118,25 por tonelada. Já na sessão de segunda-feira, dia 29, o mesmo vencimento apresentava alta de 0,46%, cotado a US$ 1.128,91 por tonelada.

A recuperação foi sustentada pelos dados de exportação da Malásia em junho e pela proximidade da implementação do B50 na Indonésia, prevista para 1º de julho. Apesar da pressão provocada pelo recuo do petróleo, esses fatores mantiveram perspectivas favoráveis para a demanda por óleos vegetais, ao lado do suporte associado aos RINs.





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Trump diz que negociações com Irã continuam em “ritmo acelerado”


Logotipo Reuters

 

1 Jun (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que as negociações com o Irã estavam em andamento, apesar de uma notícia de que Teerã havia suspendido as negociações indiretas com os Estados Unidos para acabar com as hostilidades.

“As conversas continuam, em ritmo acelerado, com a República Islâmica do Irã”, disse Trump em um post no Truth Social.

A agência de notícias estatal iraniana Tasnim informou mais cedo que Teerã estava suspendendo as negociações indiretas com os EUA depois que Israel ordenou que as tropas se aprofundassem no Líbano.

Em entrevistas por telefone com agências de notícias após essa reportagem, Trump disse que não havia sido informado de que o Irã estava suspendendo as negociações com Washington.

“Eles não nos informaram sobre isso”, disse Trump em uma entrevista à NBC News.

Trump disse que o silêncio entre os dois lados seria bom e que ele estava disposto a esperar.

“Acho que estamos falando demais, se você quer saber a verdade. Acho que ficar em silêncio seria muito bom, e isso poderia ser por um longo tempo”, disse ele à NBC.

A suspensão das negociações não significaria que os EUA começariam a bombardear o Irã, disse Trump à rede, acrescentando que o bloqueio dos EUA aos portos iranianos permaneceria em vigor.

Em uma entrevista separada com a CNBC, Trump disse que não se importava se as negociações terminassem.

“Não me importo se elas terminarem, honestamente… Não poderia me importar menos”, disse ele, segundo a CNBC.

Pouco depois da divulgação dessas entrevistas na mídia, Trump publicou seu post nas redes sociais dizendo que as negociações com o Irã continuavam.

(Reportagem de Bhargav Acharya, Ryan Jones e Ismail Shakil)





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UFG reúne especialistas do Brasil e da Argentina para discutir o futuro da armazenagem agrícola no II SISB


Entre os dias 28 e 30 de julho, a Escola de Agronomia da Universidade Federal de Goiás sediará o II SISB – Simpósio Internacional de Silo Bolsa, reunindo pesquisadores, produtores rurais, cooperativas, empresas e especialistas nacionais e internacionais para discutir os desafios e as oportunidades da armazenagem agrícola no país.

Com o tema “O novo mapa da armazenagem no Brasil: estratégia, expansão e oportunidades do silo bolsa”, a programação abordará questões como logística, qualidade de grãos, conservação de silagens, monitoramento, mecanização e gestão da pós-colheita, aproximando a pesquisa científica da realidade do campo.

A realização do evento na UFG reforça o papel das universidades na construção de soluções para um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a capacidade de armazenagem. Ao reunir pesquisadores, empresas e produtores em um mesmo ambiente, o simpósio promove a transferência de conhecimento e o desenvolvimento de tecnologias aplicadas às diferentes realidades produtivas do país.

Entre os destaques da programação estão o painel *“O que fez o silo bolsa funcionar? Da experiência argentina aos desafios brasileiros”, o debate *“Operação e tomada de decisão em silo bolsa”*, o módulo *“Silagem em silo bolsa: conservação, estabilidade e eficiência alimentar”* e o painel de encerramento *“Para onde vai o silo bolsa no Brasil?”**.

O evento contará ainda com demonstrações práticas, estações técnicas interativas e uma arena de inovação dedicada a startups, sensores, plataformas digitais e novas tecnologias para o armazenamento agrícola.

Além da participação da comunidade científica, empresas líderes da cadeia de armazenagem e pós-colheita apresentarão soluções voltadas à eficiência operacional, monitoramento e conservação da produção, fortalecendo a integração entre universidade, indústria e setor produtivo.

Empresas patrocinadoras

* IpesaSilo.

* Bequisa.

* Pentasilo.

* Nogueira.

* Marcher.

* ExxonMobil.

* BASF.

* SilCheck.





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