domingo, julho 19, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Clima pode abrir espaço para exportações de arroz



Nesse cenário, Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai aparecem em posição favorável


Nesse cenário, Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai aparecem em posição favorável
Nesse cenário, Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai aparecem em posição favorável – Foto: coniferconifer

O clima pode abrir uma nova oportunidade para as exportações de arroz do Mercosul nos próximos meses, especialmente diante dos riscos de perdas produtivas em regiões dependentes de importações. Segundo Sergio Cardoso, analista da cadeia de arroz, o alerta da FAO sobre os efeitos do El Niño na América Central e no Caribe merece atenção por seu possível impacto sobre a demanda internacional.

Caso a produção local seja prejudicada, países como Guatemala, Honduras, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, República Dominicana, Haiti e Cuba poderão ampliar as compras externas para garantir o abastecimento. Esse movimento teria potencial para alterar o fluxo comercial do cereal e criar novas oportunidades para fornecedores próximos e competitivos.

Nesse cenário, Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai aparecem em posição favorável. Além de reunirem produção com capacidade de competir no mercado externo, os países contam com uma vantagem logística relevante. A rota pelo Atlântico é o caminho natural para atender parte desses mercados, o que pode fortalecer a presença do Mercosul nas exportações.

Outro fator que pode ampliar esse espaço é uma eventual redução da oferta exportável de grandes produtores asiáticos, como Índia, Tailândia e Vietnã. Se o El Niño também afetar esses países, a disputa pelo arroz disponível tende a aumentar, contribuindo para preços internacionais mais firmes e melhores condições de comercialização na safra 2026/27.

O cenário ainda não representa uma previsão consolidada, mas indica um movimento que deve ser acompanhado de perto. No mercado de arroz, mudanças climáticas costumam antecipar ajustes na oferta, na procura e nos preços, com reflexos diretos sobre as estratégias comerciais dos países produtores.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Fundação MT promove discussões sobre a cultura do algodão


A cotonicultura no Brasil será destaque no 18º Encontro Técnico do algodão, promovido pela Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT). O evento reunirá pesquisadores, produtores rurais, consultores, técnicos, profissionais da indústria e de toda a cadeia produtiva do algodão e tem como objetivo transformar informações relevantes em soluções e decisões, com o formato de painéis será realizado entre os dias 5 e 6 de agosto, no Hotel Gran Odara, em Cuiabá (MT).

O gerente de Pesquisa, Serviços e Operações da Fundação MT, Luís Carlos de Oliveira, explica que a cultura do algodão é extremamente estratégica para o estado de Mato Grosso, uma cultura de alta relevância também para a Fundação Mato Grosso. “Nós temos pesquisas nas diversas áreas de conhecimento voltadas para a cultura do algodão. Neste 18º Encontro Técnico de Algodão, teremos a oportunidade de mostrar grande parte dessas pesquisas. Por exemplo, nós temos pesquisas na área de solos, ensaios que envolvem adubação, nitrogênio, potássio, ensaios de longa duração de mais de 12 anos”, disse.

Os temas da programação serão distribuídos em oito painéis voltados para a difusão de conhecimento e debate em torno dos desafios da cotonicultura de alta produtividade, como detalha Luís Carlos. “Apresentaremos projetos na área de plantas daninhas, que envolve o controle de plantas daninhas de difícil controle, como caruru, pé-de-galinha, vassourinha-de-botão. Toda a parte fitossanitária da cultura: entomologia, o controle das principais pragas, mosca-branca, ácaros e um cenário da situação do bicudo no estado de Mato Grosso. Toda a parte de nematologia, como um panorama de ocorrências de nematoides na cultura do algodão, além da área fitossanitária no que diz respeito ao controle de doenças, fungicidas, onde apresentaremos informações atualizadas sobre os resultados e performance dos produtos nesses segmentos”, finalizou.

Ao longo dos dois dias, haverá ainda o painel de retrospectiva da safra de Mato Grosso e Bahia, geopolítica e desafios na tomada de decisão na cotonicultura, além de espaços dedicados às empresas parceiras, apresentação de resultados de pesquisa da Fundação MT, debates técnicos, momentos de networking e coquetéis de encerramento ao fim de cada dia. As inscrições ainda estão abertas e podem ser feitas pelo site da Fundação MT.

 Programação Oficial

05 de agosto de 2026

08h — Abertura oficial

Painel 1: Retrospectiva da Safra 2025/2026

Moderador: Eduardo Kawakami (head de Pesquisa, Melhoramento Genético e Plantas – TMG).

Relato dos Produtores:

Cid Ricardo dos Reis (Grupo Bom Futuro – Região Sudeste e Vale do Araguaia).

André Lavezo (Amaggi – Região Oeste).

Fernando Piccinini (Grupo Bom Jesus – Região Médio Norte).

Vitor Paulo Vargas (SLC Agrícola – Região Bahia).

Análise da Safra 2025/2026 e Manejo Estratégico do Algodoeiro para Ajuste aos Cenários Climáticos e Econômicos: Fábio Echer (professor e pesquisador da Unoeste).

O Que Realmente Importa Sobre o Clima da Safra 2026/2027? Paulo Etchichury (meteorologista e consultor de Clima Aplicado à Agricultura).

Debate

Painel 2: Inovação

Inovação Transformadora nos Tempos Atuais: Júnior Borneli (fundador da StartSe).

Painel 3: Atualidade e Futuro no Manejo de Plantas Daninhas no Sistema Soja/Algodão

Banco de Sementes: Estratégias para Reduzir a Pressão de Seleção de Plantas Daninhas na Sucessão Soja-Algodão: Valter Vaz (pesquisador de Plantas Daninhas na Cooperativa Comigo – GO).

Vassourinha-de-botão, Pé-de-galinha e Caruru: Resultados da Fundação MT: Vicente Pontes (Fundação MT).

Debate

Painel 4: Entomologia — Tecnologia e Manejo de Pragas Críticas

Mosca-branca e Ácaro-rajado: Pontos de Atenção para um Manejo Consistente: Marco Tamai (professor e pesquisador da Universidade do Estado da Bahia).

Lagartas — Status das Biotecnologias e Enfrentamento ao Bicudo-do-algodoeiro: Eduardo Barros (consultor Agronômico e pesquisador da Supera Soluções Agronômicas).

Situação do Bicudo no Estado de Mato Grosso: Márcio Souza (coordenador de Projetos e Difusão de Tecnologias no Instituto Mato-Grossense do Algodão).

Biotecnologia no Controle do Bicudo: Perspectivas Futuras: Anderson Meda (head de Pesquisa – TMG).

Debate

06 de agosto de 2026

08h — Abertura

Painel 5: A Base da Alta Produtividade do Algodão: Manejo e Desafios

Fertilidade do Solo no Algodão: Histórico de Pesquisa da Fundação MT: Leandro Zancanaro (pesquisador e Consultor da Origens Parcerias Agrícolas).

Compactação do Solo na Cultura do Algodão: Manejo em Ano de El Niño: Guilherme Anghinoni (pesquisador e consultor da Solo Raiz).

Adubação Potássica: Estratégias para Máxima Eficiência: Patrícia Matias (Fundação MT).

Debate

Painel 6: Nematoides no Algodoeiro: Resultados e Estratégias que Transformam Dados em Produtividade

Dinâmica Populacional de Nematoides no Algodoeiro: Evidências de Campo e Resultados da Fundação MT com Drª. Rosângela Silva.

Resistência Genética de Nematoides no Algodoeiro: Tania Santos (Fundação MT).

Situação Atual de Meloidogyne enterolobii em Mato Grosso: Tania Santos (Fundação MT).

Debate

Painel 7: Cenário Fitossanitário da Cultura do Algodão: Desafios e Estratégias no Manejo de Doenças

Panorama Fitossanitário da Cultura do Algodão: Do Tombamento às Doenças Foliares: Mônica Müller (Fundação MT) e Amarildo Padilha (gerente técnico da ABC Agrícola).

Cenário de Doenças na Cotonicultura da Bahia: Desafios e Perspectivas de Manejo: Fabiano Perina (Embrapa Algodão).

Avanços e Resultados de Pesquisa no Manejo de Doenças do Algodão: Mônica Müller (Fundação MT) e Victor Porto (Fundação MT).

Debate

Painel 8 — Fechamento: Geopolítica e Desafios na Tomada de Decisão na Cotonicultura

Moderadora: Renata Maron (comunicadora e palestrante de agronegócios).

Debatedores: Marcos Jank (professor Sênior de Agronegócio Global do Insper) e Alexandre de Marco (vice-presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão – Ampa).





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Uva gera R$ 389,7 milhões no Paraná


A produção de uvas no Paraná passa por uma mudança de perfil, com maior participação da matéria-prima destinada à agroindústria, embora as variedades de mesa ainda concentrem a maior parte da renda gerada pela atividade. Os dados constam no Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (16) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), que também apresenta um panorama da viticultura no Brasil e no mundo.

Conforme o boletim, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) informa que a uva foi a quarta fruta mais produzida no mundo em 2024, respondendo por 7,3% do total de 1 bilhão de toneladas colhidas entre cerca de 50 espécies de frutas, nozes e castanhas. A produção mundial alcançou 75,9 milhões de toneladas em 6,4 milhões de hectares, com o Brasil ocupando a 12ª posição entre os produtores, responsável por 2,4% do volume colhido. Já a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) aponta que 49,2% dessa produção foi destinada ao consumo in natura, 42,3% à elaboração de vinhos e 7,6% à produção de uvas-passas.

Para 2026, o boletim destaca que o Brasil estima colher 2,2 milhões de toneladas de uvas em 83,2 mil hectares, conforme projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Rio Grande do Sul lidera a produção nacional, com 47,7% da colheita, voltada principalmente para a fabricação de vinhos, espumantes, sucos, vinagres, geleias e outros derivados.

Ainda segundo o levantamento, Rio Grande do Sul, Pernambuco, São Paulo e Bahia concentram 93,5% da produção brasileira. Enquanto o estado gaúcho tem foco na transformação industrial, Pernambuco e Bahia se destacam na produção de uvas finas de mesa voltadas à exportação e ao mercado interno. O Paraná aparece na quinta posição nacional, com participação de 2,7%, estimando colher 58 mil toneladas em aproximadamente 4 mil hectares em 2026.

Os dados do Deral mostram que, em 2025, a cultura ocupou 3,2 mil hectares distribuídos em 258 dos 399 municípios paranaenses. A produção alcançou 50,4 mil toneladas, gerando Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 389,7 milhões. Com esse resultado, a uva ocupa a terceira posição entre as frutas que mais geram renda no estado.

O boletim aponta que a viticultura paranaense passou por mudanças ao longo da última década. Entre 2016 e 2025, a área cultivada foi reduzida em 21%, enquanto a produção caiu 6,3%. Nos últimos 20 anos, a participação das uvas de mesa, finas e rústicas, diminuiu de 76,3% para 64,6% do volume produzido. Em contrapartida, as uvas destinadas à agroindustrialização ampliaram sua participação de 23,7% para 35,4%, indicando um novo direcionamento para a atividade.

Apesar desse avanço, as uvas de mesa continuam sendo as principais responsáveis pela receita da cadeia. Em 2025, elas responderam por R$ 312,3 milhões, o equivalente a 80,1% do VBP estadual, enquanto as variedades destinadas à agroindústria geraram R$ 77,4 milhões, correspondentes a 19,9% do total.

Marialva permanece como principal referência na produção de uvas finas de mesa no Paraná. O município cultivou 450 hectares, colheu 13,5 mil toneladas e registrou VBP de R$ 129,6 milhões, concentrando 28,5% da área destinada à atividade e 41,5% da produção e da renda do segmento. Já Rosário do Ivaí se destaca nas uvas rústicas de mesa, com 150 hectares cultivados, produção de 1,5 mil toneladas e VBP de R$ 14,4 milhões.

Na produção voltada à agroindústria, Bituruna lidera entre os municípios paranaenses. Em 2025, os 100 hectares destinados à elaboração de vinhos e sucos renderam 1,5 mil toneladas de uvas e movimentaram R$ 6,5 milhões, representando 6,9% da área cultivada e 8,4% da produção e do Valor Bruto da Produção do segmento.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Demanda firme reduz oferta de soja padrão



As indústrias de Mato Grosso estão pouco cobertas


As indústrias de Mato Grosso estão pouco cobertas
As indústrias de Mato Grosso estão pouco cobertas – Foto: Nadia Borges

A soja atravessa julho com forte valorização no Centro-Oeste, acumulando alta próxima de R$ 10 no mês em meio à demanda firme e à menor disponibilidade de produto padrão. Segundo Samuel Martens, analista de inteligência de mercado, as compras no mercado spot seguem aquecidas no Centro-Oeste e no Matopiba, com relatos de negociação de grandes volumes ao longo da semana.

Na BR-163 e no oeste de Mato Grosso, os negócios foram reportados a US$ 24,00, com referência de +180su6. No sul do estado, os valores chegaram a US$ 26,00, com +190su6, enquanto Itaqui registrou US$ 28,50, com +170su6, para embarques entre setembro e outubro. O movimento mostra que a procura permanece consistente em diferentes praças.

As indústrias de Mato Grosso estão pouco cobertas e precisam de soja padrão, o que aumenta a disputa pelo grão disponível. Na exportação, alguns participantes reduziram o programa de milho no Arco Norte e ampliaram o de soja. A mudança estendeu para a janela entre agosto e outubro uma operação que normalmente termina em julho, elevando a dificuldade de encontrar produto dentro das especificações e pressionando os prêmios para cima.

Nos Estados Unidos, o balanço apertado também sustenta os contratos futuros em Chicago. Uma eventual redução de produtividade, combinada a margens de esmagamento consideradas muito favoráveis, tende a manter as cotações acima de US$ 12,00. O mapa do GFS para o período de 15 a 29 de julho de 2026 mostra a previsão de chuva acumulada em 15 dias, informação acompanhada pelo mercado diante da possibilidade de impacto climático sobre a produção americana.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

RS entra em alerta para chuva extrema e temporais


Um cenário de alto risco meteorológico começa a se formar sobre a Região Sul do Brasil e deve provocar vários dias consecutivos de tempestades intensas, principalmente no Rio Grande do Sul, a partir desta quinta-feira (16). Segundo informações da Meteored, a combinação entre um Rio Atmosférico, um Jato de Baixos Níveis e uma intensa onda de calor favorecerá a ocorrência de chuva extrema e eventos severos.

De acordo com a previsão, um dos principais fatores responsáveis pela intensificação das instabilidades será o fortalecimento do Jato de Baixos Níveis, com ventos que podem superar 150 km/h nos próximos dias. Ao mesmo tempo, o calor intenso deve aumentar a instabilidade atmosférica. Entre sexta-feira (17) e segunda-feira (20), as temperaturas poderão ultrapassar os 32°C em diversos municípios da Região Sul. Na Região Metropolitana de Porto Alegre, a anomalia térmica poderá alcançar até 15°C acima da média.

A interação entre calor, grande disponibilidade de umidade e o fortalecimento do Jato de Baixos Níveis criará condições favoráveis para a formação de tempestades intensas no Rio Grande do Sul. Os temporais devem começar nesta quinta-feira (16), seguir até domingo (19) e podem continuar ao longo da próxima semana.

O sábado (18) é apontado como o período de maior preocupação. As projeções indicam elevado potencial para tempestades severas entre o sul do Rio Grande do Sul e o Uruguai, com possibilidade de granizo, rajadas destrutivas de vento, microexplosões e até mesmo tornados.

Nos próximos dez dias, os acumulados de chuva podem variar entre 200 e 300 milímetros em áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná, sendo o território gaúcho o mais afetado. A previsão também não descarta volumes ainda maiores em pontos isolados, o que amplia o risco de impactos.

Com esse cenário, aumentam as chances de interrupções no fornecimento de energia elétrica, queda de árvores e galhos, danos em telhados, estruturas e lavouras provocados pelo granizo, além de transbordamento de rios, alagamentos e ocorrência de descargas elétricas.

A Meteored destaca ainda que um dos principais indicadores para previsão de eventos extremos, o Índice de Previsão Extrema (EFI) do modelo numérico ECMWF, aponta valores elevados para precipitação entre os dias 17 e 22 de julho sobre o Rio Grande do Sul e áreas vizinhas, incluindo partes de Santa Catarina, Uruguai e Argentina. O índice sinaliza uma elevada probabilidade de volumes de chuva excepcionalmente altos.

Outro fator de atenção é o Índice de Energia Potencial Convectiva Disponível (CAPE), que deve atingir valores extremamente elevados no sábado (18). Na prática, isso indica uma atmosfera muito instável e favorável à formação de tempestades de grande intensidade.

Segundo a análise da Meteored, não está descartada a possibilidade de que os impactos previstos durante a segunda quinzena de julho se aproximem das proporções observadas nas enchentes históricas registradas em 2024. Diante desse cenário, a recomendação é de atenção redobrada por parte das autoridades e da população para reduzir os riscos relacionados a transbordamentos, inundações, deslizamentos de terra e outros eventos severos.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Carinata ganha espaço na rotação de culturas


A área cultivada com carinata segue em expansão no Rio Grande do Sul nesta safra de inverno, impulsionada pelo interesse dos produtores em diversificar os sistemas de produção e ampliar a rotação de culturas. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (16) pela Emater/RS-Ascar, que aponta bom desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras do Estado.

Na região administrativa de Santa Rosa, a estimativa é de aproximadamente 2.600 hectares cultivados. Giruá e São Luiz Gonzaga concentram as maiores áreas destinadas à cultura. Segundo a Emater/RS-Ascar, as lavouras estão, em sua maioria, na fase de desenvolvimento vegetativo, com estabelecimento e evolução do ciclo considerados satisfatórios. As condições são semelhantes às observadas na canola, principalmente em relação à presença de pragas, que exigem monitoramento constante. De forma geral, o desenvolvimento das plantas é favorecido pelas condições climáticas registradas até o momento.

Na região de Santa Maria, onde são previstos 1.526 hectares, o plantio foi concluído. Em Tupanciretã, município responsável por 1.105 hectares da área cultivada, as lavouras permanecem em desenvolvimento vegetativo, dentro do esperado e com boas condições sanitárias. Os produtores realizam a adubação em cobertura e o controle de plantas daninhas. Conforme o levantamento, a ocorrência de geadas pode ter provocado prejuízos, mas os possíveis impactos ainda estão sendo avaliados.

Na região de Pelotas, o plantio também está praticamente finalizado. A expectativa é de 1.298 hectares cultivados. As áreas já implantadas apresentam desenvolvimento considerado normal para a época, e todas as lavouras permanecem na fase vegetativa.

Na região de Erechim, alguns agricultores optaram pela carinata como alternativa para o cultivo de inverno, principalmente em substituição ao trigo, em razão dos preços praticados para o cereal. Toda a área prevista já foi implantada e também se encontra em estágio de desenvolvimento vegetativo.

Em relação à comercialização, o informativo indica que o valor pago ao produtor na região de Santa Rosa é de R$ 125,22 por saca de 60 quilos. Na região de Erechim, o preço estabelecido em contratos chega a R$ 147,00 por saca.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Soja cai em Chicago e preços avançam no Brasil


O mercado da soja encerrou a quinta-feira com queda em Chicago, enquanto as cotações físicas avançaram em várias praças brasileiras, em meio à pressão logística, custos elevados e necessidade de liberar espaço nos armazéns. Segundo análise da TF Agroeconômica, a baixa na CBOT refletiu realização de lucros e a desvalorização do real diante do dólar, fator que melhora a competitividade da soja brasileira.

O contrato de agosto recuou 0,60%, para US$ 11,95 por bushel, e o de setembro caiu 0,59%, a US$ 11,8525. O farelo para agosto subiu 1,25%, para US$ 322,90 por tonelada curta, enquanto o óleo perdeu 0,67%, a 72,43 centavos por libra-peso. As vendas externas dos Estados Unidos tiveram desempenho misto. A safra 2025/26 registrou 188,3 mil toneladas, abaixo da média recente, mas a temporada 2026/27 somou 1,769 milhão de toneladas, com a China respondendo por 1,056 milhão. O clima seco e quente previsto para o Meio-Oeste norte-americano limitou as perdas.

No Brasil, os preços mostraram firmeza em parte do Sul e do Centro-Oeste. No Rio Grande do Sul, a liquidez seguiu moderada, com valores entre R$ 134 e R$ 140 por saca. No Paraná, o mercado avançou no interior e em Paranaguá, onde a soja chegou a R$ 141. Em Santa Catarina, os negócios permaneceram lentos, embora o esmagamento regional ajudasse a reduzir a pressão sobre os silos.

Em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, as altas ocorreram em bloco, mas o déficit de armazenagem, os fretes elevados e o avanço do milho safrinha mantiveram a pressão sobre os produtores. Em Mato Grosso, a necessidade de escoar estoques se intensificou com a projeção de safra recorde de milho e com o aumento do crédito rural problemático.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Dólar muda o rumo do milho e sustenta preços



Nos estados, a liquidez permaneceu baixa


Nos estados, a liquidez permaneceu baixa
Nos estados, a liquidez permaneceu baixa – Foto: Pixabay

O mercado futuro de milho encerrou a quinta-feira em alta, apoiado pela melhora das perspectivas de exportação e pelo câmbio. Segundo a TF Agroeconômica, o avanço do dólar ajudou as cotações da B3 a não acompanhar a queda de Chicago, enquanto o maior movimento comercial levou operadores a buscar proteção na bolsa brasileira.

A quebra na Europa e a menor capacidade de exportação da Ucrânia ampliaram a presença dos milhos brasileiro e dos Estados Unidos no mercado global. A alta dos prêmios de exportação para outubro e novembro reforçou a expectativa de maior demanda pelo grão brasileiro. Na B3, setembro de 2026 fechou a R$ 68,40, alta diária de R$ 0,24. Novembro terminou a R$ 72,16, avanço de R$ 0,45, e janeiro de 2027 encerrou a R$ 74,47, ganho de R$ 0,32.

Nos estados, a liquidez permaneceu baixa. No Rio Grande do Sul, as indicações variaram de R$ 57 a R$ 65 por saca, com média de R$ 59,02. Em Santa Catarina, a diferença entre pedidos próximos de R$ 60 e ofertas ao redor de R$ 55 manteve o mercado travado. No Paraná, a colheita da segunda safra chegou a 16%, mas a umidade elevada, os custos de secagem e perdas pontuais de qualidade limitaram o ritmo dos trabalhos.

Em Mato Grosso do Sul, as cotações ficaram entre R$ 47,57 e R$ 50 por saca. A Conab manteve a estimativa de 12,47 milhões de toneladas para a segunda safra, volume 5,4% menor que o do ciclo anterior. Mesmo com área 2,7% maior, a queda da produtividade e o avanço lento da colheita seguem reduzindo o potencial produtivo estadual. As informações foram divulgadas no dia de hoje.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Baixa demanda limita preços do trigo



No Rio Grande do Sul, faltam cerca de dois meses e meio para o início da safra


No Rio Grande do Sul, faltam cerca de dois meses e meio para o início da próxima safra
No Rio Grande do Sul, faltam cerca de dois meses e meio para o início da próxima safra – Foto: Pixabay

O mercado de trigo no Sul do país segue com baixa liquidez, negócios pontuais e pouca disposição para mudanças expressivas de preço na reta final do ano comercial. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário combina demanda fraca por farinha, estoques ajustados às necessidades dos moinhos e oferta regular em alguns pontos.

No Rio Grande do Sul, faltam cerca de dois meses e meio para o início da próxima safra, enquanto as indústrias permanecem relativamente cobertas e reduzem o ritmo de moagem. A sobra de sementes também pressiona as referências, com negócios na faixa de R$ 1.250 por tonelada e lotes de trigo entre R$ 1.300 e R$ 1.320. Volumes relevantes já foram fechados entre R$ 1.350 e R$ 1.380, o que limita novas altas. O trigo argentino entregue em Canoas recuou para US$ 275 por tonelada, e os moinhos relatam problemas de qualidade no produto local, especialmente por níveis elevados de DON.

Em Santa Catarina, as negociações continuam lentas. As ofertas variam de R$ 1.300 a R$ 1.350 para trigo-pão e de R$ 1.360 a R$ 1.400 para trigo branqueador, sem confirmação de negócios. No balcão, os preços ficaram estáveis em Chapecó, Rio do Sul, Joaçaba e Xanxerê, com altas pontuais em Canoinhas e São Miguel do Oeste.

No Paraná, as referências da safra velha permanecem praticamente estáveis, embora o Cepea aponte alta mensal de 1,83%, enquanto as indicações para a nova safra avançam. Nos Campos Gerais, compradores oferecem R$ 1.450 por tonelada CIF, e no Norte os valores chegam a R$ 1.520 e R$ 1.530 posto moinho. A pouca oferta e a busca por qualidade mantêm o trigo paraguaio nas compras das indústrias. Para a safra nova, o mercado segue sem negócios, com indicações em torno de R$ 1.450 CIF para entrega entre o fim de agosto e setembro.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Nova tarifa ameaça segmentos do setor químico



“A imposição dessas tarifas não encontra fundamento na realidade econômica”


"A imposição dessas tarifas não encontra fundamento na realidade econômica"
“A imposição dessas tarifas não encontra fundamento na realidade econômica” – Foto: Divulgação Vigna

A aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos amplia a insegurança para cadeias produtivas e pode elevar custos nos dois mercados. No setor químico, a avaliação é de que a medida não se sustenta na relação comercial bilateral.

Segundo a Abiquim, os Estados Unidos exportaram cerca de US$ 11,5 bilhões em produtos químicos ao Brasil em 2025 e importaram aproximadamente US$ 2,1 bilhões, acumulando superávit superior a US$ 9 bilhões. A entidade também destaca que a indústria norte-americana já conta com vantagens de custo em matérias-primas como etano e gás natural.

Dos 1.177 códigos tarifários do setor, 493 ficaram isentos da sobretaxa, enquanto 684 permanecem sujeitos à nova tarifa. As exceções representam entre 64% e 71% do valor exportado, mas a maioria dos itens da pauta continua tarifada. A estimativa é de custo adicional de US$ 66 milhões até o fim de 2026, ou cerca de US$ 133 milhões em termos anualizados.

Tintas, fibras sintéticas, sabões, detergentes e perfumaria estão entre os segmentos mais afetados. A Abiquim defende medidas temporárias de mitigação, continuidade das negociações para ampliar as isenções e reforço das ações de defesa comercial contra práticas desleais.

“A imposição dessas tarifas não encontra fundamento na realidade econômica do comércio bilateral e tende a gerar custos e ineficiências para cadeias produtivas integradas nos dois países. A Abiquim continuará defendendo soluções negociadas que preservem a competitividade, os investimentos e a previsibilidade das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos”, conclui André Passos Cordeiro, presidente-executivo da Abiquim.





Source link