domingo, maio 31, 2026

Política & Agro

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Rotação de culturas ajuda a frear diplodia no milho


Manejo de palhada, rotação de culturas e regulagem de colheita ajudam a diminuir o inóculo do fungo no solo e nos restos culturais.

A podridão de diplodia no milho, causada principalmente por Stenocarpella maydis e Stenocarpella macrospora, exige atenção no período pós-colheita, especialmente entre março e agosto, nas principais regiões produtoras do país. O manejo correto da palhada, do solo e da rotação de culturas é decisivo para reduzir a pressão da doença nas safras seguintes.

De acordo com referências técnicas da Embrapa citadas no material original, a podridão de diplodia sobrevive em grande quantidade nos restos culturais de milho deixados na lavoura, como sabugos, palha, colmos e grãos sobre o solo. Nesses resíduos, o fungo forma estruturas de resistência chamadas picnídios, responsáveis pela produção e liberação de esporos em períodos de chuva, orvalho intenso ou molhamento prolongado.

Em sistemas com sucessão intensiva de milho, como milhomilho ou áreas com elevada frequência da cultura, os restos infectados mantêm a doença ativa na lavoura. O objetivo do manejo, portanto, não é eliminar totalmente o fungo, mas reduzir o inóculo a níveis que diminuam infecções em espigas e colmos. Sistemas de plantio direto mal conduzidos, com alta repetição de milho e excesso de restos infectados, podem transformar a área em um reservatório permanente de inóculo.

A recomendação não é retirar toda a palhada, já que ela protege o solo contra erosão, conserva umidade e contribui para o aumento da matéria orgânica. O foco deve estar na distribuição uniforme dos resíduos, evitando faixas com acúmulo de sabugos e colmos contaminados.

A trituração moderada pode favorecer a decomposição dos restos culturais, principalmente em regiões com boa umidade no outono e no inverno. Já a queima da palhada é desaconselhada, por provocar perda de nutrientes, reduzir matéria orgânica, expor o solo e gerar risco ambiental.

A regulagem da colhedora é uma das primeiras medidas para reduzir a pressão da diplodia. Perdas de espigas inteiras, grãos doentes e sabugos acumulados no campo aumentam a fonte de inóculo para a safra seguinte.

A colheita deve priorizar ajustes na altura de corte, velocidade de avanço e rotação dos mecanismos. A distribuição da palhada na largura da plataforma também precisa ser observada. A checagem de perdas em campo, com bandejas ou contagem visual, ajuda o produtor a corrigir falhas operacionais e reduzir a permanência de material infectado na superfície do solo.

A rotação de culturas é apontada como uma das principais estratégias para diminuir doenças associadas ao solo e aos restos culturais. No caso da diplodia, o uso de culturas não hospedeiras ajuda a interromper o ciclo do fungo. Entre as alternativas estão soja, feijão, algodão e plantas de cobertura, como milheto, crotalária e algumas braquiárias, conforme o sistema de produção.

A sucessão milho-milho deve ser evitada em áreas com histórico de alta severidade da doença. Também é importante controlar plantas voluntárias de milho, conhecidas como tigueras, que podem atuar como ponte verde para o patógeno entre safras.

As plantas de cobertura também cumprem papel estratégico no manejo da diplodia. Elas diversificam o sistema radicular, estimulam a microbiota do solo e favorecem a atividade de fungos e bactérias decompositoras.

Esse processo acelera a quebra de sabugos e colmos infectados, reduzindo o tempo de sobrevivência efetiva do patógeno nos restos culturais.

Além disso, coberturas bem manejadas melhoram a estrutura do solo, a drenagem e a aeração, condições que podem reduzir ambientes favoráveis ao avanço de podridões em colmo e raiz.

O controle da podridão de diplodia não depende de uma prática isolada. Segundo o material técnico, a redução do inóculo deve ser combinada com escolha de híbridos mais tolerantes, manejo nutricional equilibrado, controle de pragas de espiga e colmo e uso correto de fungicidas quando necessário.

Danos causados por insetos favorecem a entrada do fungo, enquanto desequilíbrios nutricionais podem aumentar acamamento e predispor plantas a infecções mais severas.

As aplicações de fungicidas, quando utilizadas, devem seguir rótulo, bula, legislação vigente e receituário agronômico. A eficácia dessas ferramentas, porém, é limitada quando há alta carga de inóculo no ambiente.





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Safra de inverno avança no Paraná


Segundo boletim de Condições de Tempo e Cultivo divulgado pelo Departamento de Economia Rural, vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, as informações referentes ao período entre 5 e 11 de maio foram compiladas a partir de relatórios enviados pelos Núcleos Regionais de todas as regiões do estado.

No arroz, a colheita irrigada segue dentro do previsto em diferentes regiões do Paraná, mas o cenário de comercialização preocupa produtores. De acordo com o boletim, os preços pagos pelo produto permanecem abaixo dos custos de produção, o que tem provocado dificuldades financeiras no setor.

A batata da segunda safra apresenta desenvolvimento vegetativo considerado positivo na maior parte das áreas cultivadas. Segundo o relatório, a recuperação da umidade do solo após as chuvas recentes contribuiu para o avanço das lavouras.

O café está predominantemente em fase de maturação, com o início gradual da colheita em várias regiões paranaenses. Em algumas áreas, produtores optaram por retardar os trabalhos de colheita à espera de melhores condições de mercado. Parte da produção já colhida permanece em processo de secagem.

A colheita da cana-de-açúcar começou em parte do estado, favorecida pelo período de tempo firme registrado nos últimos dias. Conforme o Deral, as lavouras apresentam boas condições gerais, impulsionadas pela recuperação da umidade do solo.

O feijão da segunda safra apresenta cenário variado entre as regiões produtoras. Em parte das áreas, a colheita avança lentamente devido às condições climáticas, com registros de produtividade abaixo do esperado em algumas lavouras.

O boletim também aponta perdas provocadas pela estiagem no início do ciclo, agravadas posteriormente pelo excesso de chuvas e pela ocorrência de geadas. Em outras regiões, no entanto, o desenvolvimento das lavouras é considerado satisfatório e a expectativa é de intensificação da colheita nos próximos dias. O mercado segue apresentando diferenças de remuneração entre os tipos comerciais, com melhor desempenho para o feijão carioca em relação ao feijão-preto.

Na horticultura, os produtores têm priorizado a colheita das culturas em final de ciclo, principalmente após os períodos de chuva que dificultaram o acesso às áreas de produção. O relatório destaca que os agricultores têm aproveitado as janelas de tempo firme para atender à demanda do mercado. Na cultura da cebola, avançam a formação de canteiros e a semeadura para produção de mudas.

A colheita da mandioca segue dentro do cronograma nas áreas de dois ciclos, mas os baixos preços pagos ao produtor têm desestimulado o setor. Segundo o Deral, esse cenário pode resultar em redução da área plantada nas próximas safras.

O milho da segunda safra apresenta, de forma geral, boas condições de desenvolvimento, beneficiado pelas chuvas recentes que ajudaram na recuperação da umidade do solo. As lavouras estão majoritariamente nas fases de floração e frutificação, enquanto algumas áreas já entraram em maturação. Apesar disso, o boletim aponta variabilidade no potencial produtivo em razão de períodos anteriores de estresse hídrico. A queda das temperaturas e a ocorrência de geadas em algumas regiões também aumentam o risco de perdas, especialmente em áreas de plantio tardio, além de poderem atrasar o ciclo da cultura.

As pastagens registraram recuperação significativa no vigor e no desenvolvimento após as chuvas recentes. Ainda assim, há relatos pontuais de impactos causados por geadas, situação que pode comprometer a disponibilidade de forragem em algumas propriedades.

O plantio das culturas de inverno, como trigo, aveia e cevada, segue avançando em várias regiões do Paraná, favorecido pelas condições de umidade do solo. Em algumas áreas, as chuvas interromperam temporariamente a semeadura, mas sem comprometer o desenvolvimento inicial das lavouras já implantadas, que apresentam bom estabelecimento vegetativo.

Nas lavouras de tabaco, o boletim aponta possibilidade de perdas em função das geadas recentes, principalmente nas áreas em estágio mais avançado de desenvolvimento.





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Custo da produção leiteira cresce em 2026



ILC-MT registra alta no primeiro trimestre



Foto: Divulgação

Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, o Índice de Insumos para Produção de Leite Cru em Mato Grosso (ILC-MT) registrou no primeiro trimestre de 2026 o segundo maior resultado da série histórica para o período.

De acordo com o levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, o indicador ficou, em média, em 177,09 pontos entre janeiro e março deste ano, alta de 2,12% em comparação com o mesmo período de 2025.

O estudo aponta que o grupo de mão de obra apresentou aumento de 6,79% no comparativo anual, movimento associado ao reajuste do salário mínimo em 2026.

No mesmo cenário, o grupo de volumosos registrou avanço de 9,46%, impulsionado pela alta nos preços das sementes de forrageiras, dos insumos utilizados para correção do solo e pela valorização do óleo diesel no início de 2026. Segundo o Imea, a elevação do combustível ocorreu em meio aos conflitos entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.

O instituto destaca que os grupos de mão de obra e volumosos representam juntos 44,33% da composição do ILC-MT, o que amplia o impacto dessas altas sobre o custo da produção leiteira no estado.

Por outro lado, o levantamento aponta que a queda no preço do milho, favorecida pela maior oferta do grão em Mato Grosso, contribuiu para a redução de 13,65% no grupo dos concentrados no comparativo anual.

Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, esse recuo ajudou a conter uma pressão ainda maior sobre os custos de produção e evitou que o indicador atingisse recordes históricos no primeiro trimestre de 2026.





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Pomares apostam em soluções naturais contra estresse


A produção de frutas tem enfrentado desafios crescentes diante das mudanças climáticas e das condições ambientais adversas. Culturas como citros, uva, maçã e manga estão entre as mais sensíveis à falta de água, ao calor excessivo e à salinidade do solo, fatores conhecidos como estresses abióticos. Esses fenômenos comprometem o desenvolvimento das plantas e afetam tanto a qualidade quanto o volume da produção, levando produtores a buscar alternativas para preservar o potencial produtivo dos pomares, entre elas os bioestimulantes.

O gerente de marketing estratégico da Acadian Sea Beyond no Brasil e Paraguai, Bruno Carloto, destaca o uso de extratos da alga Ascophyllum nodosum como uma das ferramentas utilizadas no manejo das culturas. Encontrada nas águas frias do Atlântico Norte, em regiões do Canadá, Irlanda e Noruega, a espécie se desenvolve em ambientes marcados por variações de maré, alta salinidade e mudanças intensas de temperatura, que variam de -22°C a 40°C. “Ao longo do tempo, essas condições extremas favoreceram o desenvolvimento de mecanismos naturais de resistência. São justamente essas características que, quando transferidas por meio de seus extratos, contribuem para aumentar a tolerância das plantas cultivadas a diferentes tipos de estresse”, afirma.

Segundo estudos e aplicações no campo, os compostos derivados da alga fortalecem processos internos das plantas e ampliam a capacidade de resposta às condições ambientais. Em períodos de seca ou temperaturas elevadas, as plantas tratadas tendem a manter desenvolvimento mais estável, reduzindo os impactos negativos sobre a produção.

Bruno Carloto afirma que compreender a reação das plantas às condições climáticas é um fator importante para manter a produtividade nas lavouras. “Quando conseguimos ajudar a planta a lidar melhor com o estresse, ela mantém o desenvolvimento e isso se reflete diretamente em produtividade e qualidade dos frutos”, explica.

No campo, os efeitos dessas estratégias podem ser percebidos em plantas que conseguem atravessar períodos adversos sem comprometer a formação e o enchimento dos frutos. Em culturas frutíferas, nas quais a qualidade final é determinante para o mercado interno e para exportação, manter esse equilíbrio pode representar maior competitividade para os produtores.





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Ciclone deve provocar temporais neste fim de semana


De acordo com informações do Meteored, uma nova frente fria deve se formar ao longo do domingo (17), provocando alerta para tempestades e chuvas intensas em sete estados brasileiros durante o fim de semana.

Enquanto o frio e o tempo firme predominam no Centro-Sul do país sob influência de uma massa de ar polar, a previsão indica mudança nas condições do tempo nos próximos dias. Um novo ciclone deve se formar na costa da Região Sul no domingo (17), favorecendo a organização de tempestades já a partir de sábado (16), com a redução da pressão atmosférica. Além das tempestades, os acumulados de chuva podem atingir volumes elevados, especialmente no Centro-Oeste e no Sudeste.

Segundo a previsão, à medida que a pressão atmosférica diminui durante a formação do ciclone, há possibilidade de tempestades desde sábado (16) entre Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. O maior potencial de intensidade está concentrado em Mato Grosso do Sul, onde não está descartada a ocorrência de granizo.

As tempestades devem ocorrer ao longo de todo o sábado e, entre a noite de sábado e a madrugada de domingo, avançam em direção ao norte do país. O alerta inclui rajadas intensas de vento entre Mato Grosso do Sul e o interior paulista, com velocidades que podem se aproximar ou superar os 60 km/h.

De acordo com o Meteored, embora os ventos possam ter impactos mais limitados em áreas agrícolas, a preocupação aumenta em regiões urbanizadas, como o centro-norte paulista, devido à maior concentração populacional e à presença de estruturas vulneráveis.

O ciclone deve se consolidar no domingo (17), enquanto a frente fria associada ao sistema organizará uma extensa linha de tempestades que poderá se estender da Região Sul até áreas do Norte do Brasil.

As tempestades mais intensas devem ocorrer entre a madrugada e a manhã de domingo na fronteira oeste de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no interior de São Paulo, novamente com possibilidade de granizo. O alerta também abrange áreas desde Rondônia até o Paraná, totalizando sete estados sob risco de temporais.

Ainda segundo a previsão, tempestades severas durante a noite aumentam o risco para a população, já que o período reduz o tempo de resposta diante de situações de emergência.

Com o avanço da frente fria sobre o Sudeste, as instabilidades devem ganhar força entre a tarde e a noite de domingo, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro, além do sul de Minas Gerais e da Zona da Mata mineira.

Os maiores volumes de chuva são esperados para Mato Grosso do Sul, onde os acumulados podem ultrapassar 100 milímetros apenas no sábado (16) e superar 150 milímetros até o fim do domingo (17), elevando o risco de transtornos.

No Sudeste, embora os volumes previstos sejam menores, a previsão também preocupa. Apenas no domingo (17), a Região Metropolitana de São Paulo pode registrar cerca de 60 milímetros de chuva. Conforme o Meteored, o alto grau de urbanização da região favorece alagamentos e inundações mesmo com acumulados inferiores.

A previsão indica ainda que as chuvas devem persistir pelo menos até quarta-feira (20) sobre áreas do Sudeste, com volumes considerados incomuns para esta época do ano. Na retaguarda da frente fria, uma nova massa de ar polar deve provocar queda nas temperaturas em parte do centro-sul do Brasil.





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Preço da laranja cai após recuperação da oferta



Greening e custos pressionam citricultura



Foto: Canva

A citricultura paulista encerra a safra 2025/26 sob forte pressão sobre as margens de rentabilidade, segundo o Especial Citros 2026 publicado pela revista Hortifruti Brasil, publicação do Cepea, ligado à Esalq/USP.

De acordo com pesquisadores da equipe de citros do Cepea, a recuperação da oferta de laranja após a menor colheita registrada em 37 anos na safra anterior provocou uma rápida mudança no cenário de preços. As cotações da fruta recuaram de forma significativa, enquanto os estoques de suco concentrado voltaram a crescer. Ao mesmo tempo, a receita obtida com exportações apresentou queda, mesmo com estabilidade no volume embarcado.

No campo, os produtores enfrentam pressão em duas frentes. Os custos de produção seguem elevados, influenciados pela instabilidade geopolítica e pelo avanço do HLB, também conhecido como greening, doença que afeta os pomares cítricos. Em contrapartida, os preços pagos pela fruta já não apresentam o mesmo nível de remuneração observado nas últimas safras.

Para a temporada 2026/27, pesquisadores do Cepea avaliam que o cenário ainda não indica recuperação imediata para o setor. Segundo o estudo, a indústria inicia o novo ciclo com estoques mais elevados e sem expectativa de valorização no curto prazo. “É hora de fazer as contas, enfrentar o HLB e avaliar se o seu projeto se sustenta no médio prazo”, apontam os pesquisadores no relatório.





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Prorrogado prazo de propostas para sementes via PAA


O prazo para organizações da agricultura familiar apresentarem propostas para comercialização de sementes e materiais propagativos por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) foi prorrogado. Agora, agricultores e agricultoras terão até o dia 20 para enviar projetos da modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS) à Companhia Nacional de Abastecimento.

Para participar, associações e cooperativas já podem acessar o sistema PAANet, disponibilizado pela Conab nesta terça-feira (13), para elaboração dos projetos. As entidades interessadas devem preencher as propostas diretamente na plataforma, mas o envio não deverá ser realizado pelo sistema. Os documentos precisam ser salvos e encaminhados para o e-mail oficial do programa.

As propostas deverão contar com participação mínima de 50% de mulheres do campo, das águas e das florestas. Além disso, o edital prevê exclusivamente a aquisição e doação de sementes e materiais propagativos locais, tradicionais, crioulos ou convencionais varietais. Não serão aceitas sementes híbridas ou geneticamente modificadas, nem propostas voltadas ao fornecimento de alimentos para consumo direto. Cada organização fornecedora poderá acessar até R$ 1,5 milhão por ano, enquanto o limite por unidade familiar será de R$ 15 mil.

As sementes adquiridas pelo PAA deverão atender às exigências previstas nas normas vigentes. Para garantir a qualidade dos materiais propagativos, serão exigidos testes de umidade, germinação, vigor e transgenia. A entrega dos produtos ficará condicionada à obtenção de resultados dentro dos padrões divulgados pela Conab ou à emissão de pareceres técnicos por instituições reconhecidas de pesquisa e assistência técnica.

Neste ano, o programa contará com até R$ 35 milhões para aquisição de sementes, mudas e materiais propagativos. Desse total, R$ 30 milhões serão destinados a projetos da agricultura familiar em todo o país, enquanto R$ 5 milhões serão reservados para os bancos de sementes. Os recursos serão repassados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome à Conab. A estatal estima que os investimentos previstos para 2026 devem alcançar cerca de 3 mil agricultores familiares fornecedores, beneficiando milhares de produtores em todo o Brasil.

As regras de participação e os critérios de classificação das propostas estão disponíveis no edital de sementes, mudas e materiais propagativos do PAA 2026.

Serviço:Prorrogação do envio de propostas para compra e distribuição de sementes – Chamada 2026

Data: até 20 de maio

Link do PAANet: https://www.gov.br/conab/pt-br/atuacao/paa/conab-paanet

Mais informações para a imprensa:Gerência de Imprensa(61) 3312-6338/ 6344/ 6393/ [email protected]





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Irã diz que Estreito de Ormuz está aberto e Trump vê acordo “em breve” para…


Logotipo Reuters

Por Parisa Hafezi e Steve Holland e Nayera Abdallah

DUBAI/WASHINGTON , 17 Abr (Reuters) – O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse nesta sexta-feira que o Estreito de Ormuz estava aberto após um acordo de cessar-fogo no Líbano, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que negociações poderiam ocorrer no fim de semana e que acreditava que um acordo para acabar com a guerra do Irã viria “em breve”.

Araqchi disse em um post no X que o estreito estava aberto para todas as embarcações comerciais durante o restante da trégua de 10 dias mediada pelos EUA, que foi acordada na quinta-feira entre Israel e o Líbano para interromper os combates entre as forças israelenses e o Hezbollah, apoiado pelo Irã.

Pouco depois da declaração de Araqchi, Trump postou no Truth Social: “O IRÃ ACABOU DE ANUNCIAR QUE O ESTREITO DO IRÃ ESTÁ COMPLETAMENTE ABERTO E PRONTO PARA A PASSAGEM”.

Mas as declarações de ambos os lados geraram incertezas sobre a rapidez com que o transporte poderia ser retomado. Trump disse que o bloqueio dos EUA a navios que navegam para portos iranianos — anunciado depois que as negociações com Teerã no último fim de semana terminaram sem acordo — permaneceria até que “nossa transação com o Irã esteja 100% concluída”.

O Irã respondeu de forma incisiva, com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, alertando que Teerã tomaria “medidas recíprocas necessárias” se o bloqueio marítimo continuasse.

Trump disse à Reuters nesta sexta-feira que os EUA trabalharão com o Irã para recuperar seu urânio enriquecido e trazê-lo aos Estados Unidos como parte de qualquer acordo para acabar com a guerra. O programa nuclear de Teerã tem sido um dos principais pontos de atrito nas negociações até o momento.

Uma autoridade sênior iraniana disse à Reuters que as diferenças entre os dois lados permanecem, que “nenhum acordo foi alcançado sobre os detalhes das questões nucleares” e que negociações sérias são necessárias para superar as diferenças.

Ele disse que Teerã esperava que um acordo preliminar pudesse ser alcançado nos próximos dias com os esforços do Paquistão, o mediador, com a possibilidade de estender o cessar-fogo para “criar espaço para mais conversas sobre o levantamento das sanções ao Irã e garantir a compensação por danos de guerra.”

Os ataques israelenses e norte-americanos contra o Irã começaram em 28 de fevereiro, provocando ataques iranianos aos vizinhos do Golfo Pérsico e reacendendo o conflito entre Israel e Hezbollah no Líbano. Um cessar-fogo de duas semanas entre os EUA e o Irã expira na próxima semana.

Milhares de pessoas foram mortas e o conflito fechou efetivamente o Estreito de Ormuz — por onde transita um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo — ameaçando o pior choque do petróleo da história.

PREÇOS DO PETRÓLEO CAEM, AÇÕES SOBEM

Os preços do petróleo caíram cerca de 10%, ampliando as perdas após a postagem de Araqchi. As ações globais, que já estavam sendo negociadas perto de recordes, subiram ainda mais com a notícia. 

As empresas de navegação receberam com cautela o anúncio do Irã de que o estreito estava aberto, mas disseram que precisariam de esclarecimentos, inclusive sobre o risco de minas, antes que as embarcações passassem pelo ponto de entrada do Golfo.

A Marinha dos EUA alertou, em um aviso aos marítimos, que a ameaça de minas em partes da hidrovia não era totalmente conhecida e que deveria ser considerada a possibilidade de evitar a área.

Uma autoridade sênior iraniana disse que os navios poderiam passar pelo estreito somente sob coordenação da Guarda Revolucionária do Irã.

Após uma videoconferência nesta sexta-feira, mais de uma dúzia de países disseram que estavam dispostos a participar de uma missão internacional para proteger a navegação no estreito quando as condições permitirem, informou o Reino Unido.

PROGRESSO DA DIPLOMACIA

Trump disse à Reuters nesta sexta-feira que provavelmente haveria mais negociações no fim de semana. Alguns diplomatas disseram que isso parecia improvável, dada a logística de reunir autoridades na capital paquistanesa, Islamabad, onde as negociações devem ocorrer.

Uma fonte paquistanesa envolvida na mediação entre os EUA e o Irã disse que houve progresso na diplomacia de bastidores e que uma próxima reunião poderia resultar na assinatura de um memorando de entendimento, seguido de um acordo abrangente dentro de 60 dias.

“Os dois lados estão concordando em princípio. E os detalhes técnicos virão depois”, disse a fonte sob condição de anonimato.

Uma autoridade sênior iraniana disse à Reuters que houve um acordo sobre o descongelamento de bilhões de dólares em ativos iranianos como parte do acordo para reabrir o estreito, sem fornecer um cronograma.

Nas negociações do último fim de semana, os EUA propuseram uma suspensão de 20 anos de todas as atividades nucleares iranianas, enquanto o Irã sugeriu uma suspensão de três a cinco anos, de acordo com pessoas familiarizadas com as propostas.

O Irã exigiu a suspensão das sanções internacionais, enquanto Washington pressionou para que todo urânio altamente enriquecido fosse retirado do Irã. Duas fontes iranianas disseram que havia sinais de um acordo sobre o estoque de urânio enriquecido, com Teerã considerando enviar parte dele para fora do país.

Trump disse à Reuters que os EUA recuperariam o urânio enriquecido do Irã. “Vamos entrar com o Irã, em um ritmo tranquilo, e descer e começar a escavar com grandes máquinas… Vamos trazê-lo para os Estados Unidos”, disse ele em uma entrevista por telefone.

Ele mencionou a “poeira nuclear”, uma referência ao que ele acredita que restou depois que os EUA e Israel bombardearam as instalações nucleares do Irã em junho do ano passado.

Apesar do otimismo de Trump, fontes iranianas disseram à Reuters que “ainda há lacunas a serem resolvidas” antes de se chegar a um acordo preliminar, enquanto clérigos seniores adotaram um tom desafiador durante as orações desta sexta-feira.

Em Teerã, o clérigo Ahmad Khatami disse: “Nosso povo não negocia enquanto está sendo humilhado”, enquanto em Isfahan, o imã disse: “Não aceitamos os termos propostos pela outra parte.”

Em Islamabad, tropas foram posicionadas ao longo das rotas para a capital nesta sexta-feira, embora as estradas tenham permanecido abertas e o governo não tenha ordenado o fechamento de empresas, como fez antes da reunião anterior.

CESSAR-FOGO NO LÍBANO ENTRA EM VIGOR

O cessar-fogo apoiado pelos EUA, acordado entre Israel e o Líbano, parecia estar se mantendo em grande parte nesta sexta-feira, apesar dos relatos do Exército libanês sobre algumas violações israelenses. Paramédicos disseram que um ataque de drone israelense matou uma pessoa no sul do Líbano.

O conflito foi reacendido em 2 de março, quando o Hezbollah abriu fogo contra Israel em apoio ao Irã, provocando uma ofensiva israelense que, segundo as autoridades, matou cerca de 2.300 pessoas.

Não houve nenhum comentário imediato dos militares israelenses sobre as violações do cessar-fogo relatadas nesta sexta-feira.





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Frio perde intensidade no Centro-Sul e chuva persiste no Norte e Nordeste


De acordo com análise do Instituto Nacional de Meteorologia, a quinta-feira (14) será marcada pelo predomínio de tempo estável em grande parte do Brasil. No Centro-Sul, a previsão indica tempo seco, continuidade do frio e possibilidade de geada em áreas serranas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Assim como nos últimos dias, as áreas de instabilidade devem permanecer concentradas sobre a Região Norte e o litoral norte do Nordeste. Os maiores volumes de chuva são esperados em Roraima, Amapá, norte do Pará e Maranhão, onde os acumulados podem chegar a 80 milímetros em 24 horas.

Na Região Norte, as temperaturas mínimas devem ficar em torno de 20 °C, enquanto as máximas podem alcançar 35 °C. As pancadas de chuva devem se concentrar no extremo norte da região. Já no Acre, Tocantins, sul de Rondônia e sudeste do Pará, a previsão é de chuvas mais fracas.

No Nordeste, a previsão aponta pancadas de chuva principalmente no centro-norte do Maranhão, Piauí e Ceará. Ao longo da faixa litorânea, o céu deve permanecer nublado, com possibilidade de chuva rápida e isolada. Nas demais áreas, sobretudo no sul e interior da região, o tempo segue firme. As temperaturas máximas podem atingir 35 °C.

Na Região Centro-Oeste, há possibilidade de pancadas isoladas de chuva no oeste de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Nas demais áreas, o cenário continua de tempo estável. Segundo o Inmet, as temperaturas devem variar entre 8 °C e 36 °C.

Para o Sudeste, a previsão indica possibilidade de chuva no Espírito Santo e no norte do Rio de Janeiro. Nos demais estados da região, o tempo permanece estável e sem previsão de chuva, com baixos índices de umidade relativa do ar, principalmente em São Paulo. As temperaturas devem oscilar entre 10 °C e 32 °C.

No Sul do Brasil, há previsão de pancadas de chuva no centro-oeste do Paraná a partir da tarde. Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, o tempo segue mais seco e estável, com possibilidade de geada em áreas de serra do sul paranaense, centro catarinense e serra gaúcha. As mínimas devem variar entre 0 °C e 5 °C, enquanto a máxima prevista é de 25 °C.





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Governo cria subsídio de até R$ 0,89 para segurar preço da gasolina


O governo federal anunciou nesta quarta-feira (13) uma nova medida para tentar conter a alta dos combustíveis no país. A principal ação será a criação de uma subvenção, espécie de subsídio pago pela União, para reduzir o impacto do aumento da gasolina e do diesel sobre consumidores e empresas.

A medida será implementada por meio de uma medida provisória (MP) a ser editada presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o governo, a ajuda poderá chegar a até R$ 0,8925 por litro de gasolina e R$ 0,3515 por litro de diesel. No entanto, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, anunciou que, no caso da gasolina, o governo pretende subsidiar R$ 0,40 por litro no momento.

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Na prática, o governo vai devolver às refinarias e aos importadores parte dos tributos federais cobrados sobre os combustíveis, como Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).

O pagamento será feito por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), diretamente às empresas produtoras e importadoras.

A ideia é impedir que toda a alta internacional do petróleo seja repassada aos postos e, consequentemente, aos consumidores.

O ministro Moretti, comparou a medida a um sistema de “cashback” tributário.

“Quando a empresa paga esse valor de tributo, a gente devolve esse tributo como uma subvenção. Essa devolução é uma espécie de cashback capaz de absorver eventuais choques de preço dos combustíveis”, afirmou.

O governo atribui a pressão sobre os preços à disparada da cotação internacional do petróleo, agravada pela guerra no Oriente Médio.

Antes do conflito, o barril do tipo Brent era negociado abaixo de US$ 70. Agora, a cotação já supera os US$ 100 no mercado internacional.

A preocupação aumentou após a Petrobras indicar que poderá reajustar o preço da gasolina nos próximos dias.

A presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que o aumento “vai acontecer já já”.

De acordo com o Ministério da Fazenda, cada R$ 0,10 de subsídio na gasolina terá custo mensal estimado em R$ 272 milhões para os cofres públicos.

No diesel, o gasto será de aproximadamente R$ 492 milhões por mês para cada R$ 0,10 de subvenção.

Mesmo assim, o governo afirma que a medida terá neutralidade fiscal, sem impacto sobre os cofres federais.

O secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, disse que o aumento das receitas obtidas com royalties, dividendos e participações do setor petrolífero compensará os gastos.

 “É impossível neutralizar 100%, mas é possível atuar de forma rápida e mitigar os efeitos da guerra para a população”, declarou Ceron.

Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a nova subvenção começará pela gasolina porque o combustível ainda não havia recebido nenhum tipo de compensação tributária desde o início da crise internacional.

No caso do diesel, o governo já havia adotado medidas anteriores, como a suspensão de tributos federais e outros programas de compensação.

O subsídio terá validade inicial de dois meses, com possibilidade de prorrogação caso a crise internacional continue pressionando os preços.

Segundo o governo, as empresas que receberem o benefício terão de cumprir regras para garantir que a redução seja repassada ao consumidor final.

O desconto também deverá aparecer nas notas fiscais.

Desde março, o governo vem anunciando uma série de ações para tentar reduzir os impactos da alta do petróleo.

Entre as medidas já adotadas estão:

A Agência Nacional do Petróleo (ANP), em conjunto com Procons e órgãos de segurança, intensificou a fiscalização em distribuidoras e postos de combustíveis em todo o país.

Paralelamente, o governo também enviou ao Congresso um projeto para permitir que receitas extras obtidas com petróleo sejam usadas para reduzir tributos sobre combustíveis.

A proposta prevê a possibilidade de diminuir impostos sobre gasolina, diesel, etanol e biodiesel em momentos de alta internacional do petróleo.

Enquanto o texto ainda aguarda votação, o governo decidiu recorrer à medida provisória para evitar um aumento imediato nos preços nas bombas





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