terça-feira, julho 21, 2026

Política & Agro

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Cesta básica fica mais cara em 17 capitais brasileiras em junho


A cesta básica ficou mais cara em 17 capitais brasileiras em junho. Nas demais capitais e no Distrito Federal, o custo médio da cesta caiu.

Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a principal elevação ocorreu em Boa Vista, com aumento médio de 3,28%. Em seguida, aparecem Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%).

A maior redução, por sua vez, foi constatada em João Pessoa, onde o custo médio caiu 3,97%. Na sequência, aparecem Recife (-3,62%) e Maceió (-3,61%).

Nos primeiros seis meses do ano, todas as capitais registraram alta nos preços da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 4,02%, em São Luís, e 21,48%, em Fortaleza.

Um dos principais responsáveis pelo aumento no custo da cesta no mês passado foi o feijão, que subiu em todas as cidades analisadas. Segundo a pesquisa, as valorizações do produto têm sido provocadas pela redução da área cultivada e pelas adversidades climáticas que afetaram a primeira e a segunda safras.

Também houve aumentos nos preços do arroz agulhinha, na carne bovina de primeira e no leite integral.

Em junho, a capital que apresentou a cesta básica mais cara do país foi São Paulo, com custo médio de R$ 965,47, seguida por Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42).

Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 630,40), São Luís (R$ 654,73), Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$ 686,07).

Com base na cesta mais cara do país, que em março foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que valor do mínimo em junho deveria ser de R$ 8.110,92. O montante é cinco vezes superior ao salário mínimo atual, estabelecido em R$ 1.621.





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Análise de solo é como exame de sangue, diz especialista em trigo


Especialista explica que decisões tomadas antes da semeadura, como escolha de cultivar e análise física do solo, pesam mais na produtividade do que apenas seguir a média histórica da região

Decidir o manejo do trigo com base apenas na média histórica de produtividade da região pode não ser suficiente para garantir uma boa safra. É o que avalia o engenheiro agrônomo e doutor em Agronomia Ubirajara Fontoura, para quem fatores genéticos, ambientais e de manejo precisam ser analisados em conjunto para que a lavoura expresse seu potencial produtivo máximo na safra 2026/2027.

Segundo Fontoura, a produtividade do trigo pode ser observada por meio de três componentes principais: o número de espigas por unidade de área, o número de grãos por espiga e a massa média dos grãos, medida comumente pelo peso de mil grãos. Além da produtividade, o especialista destaca que a qualidade do grão também precisa ser considerada, já que existem variedades desenvolvidas para finalidades distintas, como produção de farinha para pão, massas, biscoitos, alimentação animal ou uso industrial.

Um dos pontos centrais levantados por Fontoura é o perfilhamento, processo de emissão de novos colmos que ocorre na fase vegetativa da planta. De acordo com o especialista, essa é uma característica genética da cultivar, mas que depende de condições ambientais adequadas para se expressar plenamente. “Essa capacidade de perfilhamento das variedades é basicamente uma característica genética, mas, para que ela se complete e mostre sua máxima capacidade, precisamos ter os fatores ambientais adequados”, afirma.

Entre esses fatores ambientais, o agrônomo cita o solo, a disponibilidade de água, a radiação solar, a temperatura, o fotoperíodo (comprimento do dia) e outros componentes climáticos, como ventos e variações bruscas de temperatura. Fontoura reforça que variedades desenvolvidas para regiões de clima temperado, como o Rio Grande do Sul, não têm o mesmo desempenho quando levadas para áreas de clima subtropical ou tropical, caso da transição entre Paraná e Mato Grosso do Sul até o Norte e o Nordeste do país. Segundo ele, a pesquisa vem trabalhando no desenvolvimento de variedades com maior capacidade de perfilhamento voltadas a essas regiões, principalmente quando associadas ao uso de irrigação.

Adubação e densidade de plantas exigem cautela

A prática de aumentar a adubação e a densidade de plantas para tentar elevar a produtividade, comum entre produtores, precisa ser avaliada com cuidado, segundo o especialista. Fontoura explica que a dosagem de nutrientes, especialmente nitrogênio, deve ser ajustada conforme a capacidade de perfilhamento da cultivar escolhida. “Em variedades com baixo potencial de perfilhamento, não adianta apertar na dose de nitrogênio para tentar resolver a situação, porque, se não tivermos planta, não vamos ter esse resultado positivo”, afirma.

O agrônomo alerta ainda que o excesso de adubação nitrogenada, sem o devido equilíbrio com outros nutrientes, como o potássio, pode gerar plantas mais fracas e suscetíveis ao acamamento. Segundo ele, o potássio participa da formação da estrutura da planta, e a relação entre os diferentes nutrientes aplicados precisa ser mantida em dosagens adequadas para evitar esse tipo de problema.

Para o planejamento da próxima safra, Fontoura destaca a importância da análise de solo como ferramenta de diagnóstico, indo além da avaliação química tradicionalmente feita pelos produtores. “A análise de solo é um diagnóstico primário. Eu sempre a comparo à ida ao médico: além do exame visual da nossa situação de saúde, uma das primeiras coisas que ele pede é o exame de sangue. Então, eu igualo a esse exame de sangue à análise de solo”, compara o especialista.

De acordo com Fontoura, a análise de solo deve contemplar tanto os aspectos químicos quanto os físicos. Camadas de compactação ou adensadas prejudicam o desenvolvimento do sistema radicular, fazendo com que as raízes cresçam lateralmente em vez de se aprofundarem verticalmente, o que compromete o aproveitamento de água e nutrientes. O especialista também chama atenção para a presença de alumínio tóxico, comum em solos com pH abaixo de 5 a 5,5, que prejudica o desenvolvimento das raízes e reduz a capacidade de absorção de nutrientes pela planta. Segundo ele, a presença adequada de cálcio e fósforo é importante para o bom desenvolvimento radicular, e ao todo cerca de 17 nutrientes são considerados relevantes para o desenvolvimento das plantas.

Irrigação exige variedades específicas e manejo equilibrado

A disponibilidade de água é outro fator determinante apontado por Fontoura, especialmente diante da expansão da triticultura para regiões subtropicais e tropicais por meio da irrigação. O agrônomo alerta que utilizar em áreas irrigadas do Norte e Nordeste variedades desenvolvidas para o Rio Grande do Sul não resolve o problema, já que é necessário utilizar cultivares específicas para essa condição. Segundo ele, a Embrapa vem desenvolvendo programas de melhoramento genético voltados à obtenção de variedades adaptadas à irrigação, com resultados que já alcançaram produtividade acima de 9 toneladas por hectare no Nordeste, quando associadas ao uso correto da tecnologia.

Mesmo nesses cenários de alta produtividade, o especialista pondera que outros fatores exigidos pela planta, como a fertilidade do solo, também precisam ser controlados. Na região Sul, ele cita o excesso de chuvas em períodos como a maturação e o final do ciclo da cultura como fator que favorece a ocorrência de doenças fúngicas, podendo causar germinação do grão ainda na espiga e dificultar a colheita.

Fontoura também aborda os riscos climáticos relacionados a geadas durante o espigamento e o florescimento do trigo, situação recorrente na região Sul do país. Segundo o especialista, as geadas provocam danos físicos à planta por meio do congelamento da seiva, o que causa estrangulamento dos tecidos e abortamento de flores, prejudicando a circulação de nutrientes. Como estratégia para reduzir esse risco, ele cita o exemplo de Mato Grosso do Sul, onde o plantio é concentrado em março e abril justamente para que o florescimento e o enchimento de grãos ocorram fora do período de maior incidência de geadas.

Planejamento antecipado é indicado para a safra 2026/2027

Ao tratar das decisões que devem ser tomadas neste momento, pensando na safra 2026/2027, Fontoura defende que o planejamento da atividade seja feito com antecedência, e não apenas na época da semeadura. Segundo o especialista, o produtor precisa avaliar previamente se está capacitado para atender às exigências da lavoura, considerando os custos com fertilizantes, sementes e defensivos, apontados por ele como os principais componentes do custo de produção da triticultura.

Fontoura recomenda que, na implantação da cultura, o produtor leve em conta o zoneamento de riscos climáticos definido para cada região, que envolve a combinação entre variedade, solo e época de semeadura. Segundo ele, essa combinação deve ser calibrada com o nível de manejo que será adotado, incluindo dosagens de fertilizantes, necessidade de adubação de cobertura com nitrogênio e eventual uso de micronutrientes, informações que podem ser obtidas por meio da análise de solo.

O especialista pontua que, embora tenha abordado de forma geral os fatores genéticos, ambientais e de manejo que influenciam o potencial produtivo do trigo, o tema comporta um detalhamento mais aprofundado, especialmente em relação às técnicas de manejo, que poderá ser explorado em uma próxima conversa.





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Produtor dos EUA paga até mais que o dobro por insumos



O ponto central está na estrutura de mercado


O ponto central está na estrutura de mercado
O ponto central está na estrutura de mercado – Foto: Nadia Borges

A diferença no custo de insumos agrícolas entre Brasil e Estados Unidos revela um contraste relevante na estrutura de concorrência dos dois mercados. Segundo Marcos Rubin, CEO e fundador da Veeries, dados do estudo da NCGA/Kynetec divulgado nesta semana mostram que o produtor americano pagou 68% mais pela semente de milho do que o brasileiro entre 2023 e 2025 e, no caso dos Fungicidas, desembolsou mais que o dobro.

A comparação exclui impostos e faz ajustes por paridade de poder de compra, o que afasta câmbio e tributação como explicações para a diferença. O mesmo padrão aparece em todas as faixas de tamanho de fazenda, indicando que a escala de produção também não responde pelo resultado.

O ponto central está na estrutura de mercado. No Brasil, as cinco grandes fabricantes globais respondem por menos da metade da oferta de fungicidas, enquanto nos Estados Unidos a participação chega a três quartos ou mais. A diferença também aparece na composição dos preços: mais de 40% dos tratamentos fungicidas no mercado brasileiro estão nas faixas de menor valor, ante menos de 10% no americano.

O cenário é associado à presença de genéricos e à concorrência de produtos chineses, fatores que reduziram barreiras de entrada no Brasil. Nos Estados Unidos, em sentido oposto, a Bayer pede sobretaxas sobre o glifosato genérico importado.

Na avaliação apresentada, essa configuração representa uma vantagem competitiva pouco discutida do agronegócio brasileiro. Além de condições de terra e clima, o país conta com um mercado de insumos mais aberto e concorrencial, capaz de ampliar alternativas ao produtor e pressionar os preços para baixo.

 





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Exportações aquecidas reforçam disputa pelo arroz brasileiro



Arroz ganha força no exterior e pressiona preços no mercado interno



Foto: Pixabay

O arroz brasileiro encerrou o primeiro semestre de 2026 com desempenho histórico nas exportações, segundo dados divulgados pela Secex. O avanço das vendas externas ampliou a atratividade do mercado internacional, reforçou a demanda pelo cereal e contribuiu para a reação dos preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul, de acordo com pesquisadores do Cepea.

O mercado brasileiro de arroz passou a operar sob maior influência das exportações no fechamento da primeira metade de 2026. Segundo dados divulgados pela Secex, os embarques do cereal atingiram o maior volume da série histórica para o período, resultado que aumentou a disputa pelo produto e fortaleceu a competitividade das vendas externas em comparação ao mercado doméstico.

De acordo com pesquisadores do Cepea, esse ambiente deu sustentação à recuperação dos preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul. A valorização ocorreu em meio a uma oferta mais limitada, já que parte dos agentes do setor reduziu a disponibilidade do cereal diante da expectativa de novas altas.

A melhora também foi observada no cenário internacional. Segundo o Cepea, indicadores externos sinalizaram recuperação nas cotações do arroz, movimento que reforça o papel da demanda global na sustentação dos preços e na maior atratividade das exportações brasileiras.

Ainda conforme o Cepea, os dados mais recentes da indústria nacional devem ser interpretados com cautela, pois retratam um período anterior ao fortalecimento registrado nas últimas semanas. Dessa forma, os números ainda não captam totalmente a reação mais recente do mercado brasileiro de arroz.





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Produtores de café correm contra atrasos após junho chuvoso



Tempo mais seco trouxe melhores condições para os trabalhos



Foto: Divulgação

A trégua nas chuvas permitiu que a colheita de café avançasse no Brasil no início de julho, mas o ritmo ainda está abaixo do normal para o período. Segundo o Cepea, o atraso é reflexo das chuvas atípicas registradas em junho em algumas regiões produtoras, que limitaram as operações no campo e mantêm o setor atento à qualidade dos grãos e ao clima nos próximos meses.

Depois de um mês marcado por dificuldades climáticas, o tempo mais seco trouxe melhores condições para os trabalhos nas lavouras cafeeiras. Mesmo assim, o avanço ainda não foi suficiente para aproximar a colheita do patamar observado em anos anteriores, de acordo com o Cepea.

O atraso acumulado em junho segue aparecendo nos números de campo. Segundo agentes consultados pelo Cepea, em diversas praças produtoras o volume colhido ainda não chegou a 50% do total esperado. No mesmo período do ano passado, muitas dessas regiões já haviam superado essa marca.

A lentidão dos trabalhos também mantém o mercado atento à qualidade do café que vem sendo retirado das lavouras. Segundo pesquisadores do Cepea, embora a colheita tenha ganhado força nos últimos dias, as incertezas não foram eliminadas.

A preocupação vai além da safra em andamento. De acordo com o Cepea, os possíveis efeitos do El Niño nos próximos meses seguem no radar do setor, já que o fenômeno pode provocar dias mais quentes nas áreas cafeeiras. Esse cenário elevaria o risco de problemas na florada e, posteriormente, no enchimento dos grãos da safra 2027/28.





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Analista vê maior sensibilidade no mercado da soja



Mesmo envolvendo produto norte-americano, os efeitos chegam ao Brasil


Mesmo envolvendo produto norte-americano, os efeitos chegam ao Brasil
Mesmo envolvendo produto norte-americano, os efeitos chegam ao Brasil – Foto: Agrolink

O mercado internacional da soja voltou a reagir aos sinais de demanda, em um cenário marcado por incertezas sobre a oferta e pela atenção ao desenvolvimento da safra norte-americana. Segundo Alexandre Matias, especialista em gestão do agronegócio, a confirmação de novas compras chinesas reforça a percepção de que o consumo global segue ativo e pode ampliar a sensibilidade das cotações nas próximas semanas.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o USDA, confirmou a venda de 472 mil toneladas de soja para a China, com volumes distribuídos entre as safras 2025/26 e 2026/27. Mais do que o tamanho da operação, o movimento chama atenção pelo sinal enviado ao mercado em um período no qual o clima permanece como principal fator de risco para a produção norte-americana.

A combinação entre demanda consistente e incertezas sobre a oferta tende a elevar a volatilidade. A compra também contraria a percepção de um afastamento completo da China em relação à soja dos Estados Unidos e indica uma estratégia de diversificação das origens para garantir abastecimento e reduzir riscos comerciais.

Mesmo envolvendo produto norte-americano, os efeitos chegam ao Brasil. Chicago permanece como principal referência para os preços internacionais e, diante de mudanças nos contratos futuros, produtores, exportadores e cooperativas brasileiras passam a reavaliar estratégias de comercialização, proteção de preços e negociação da safra.

A avaliação é que o mercado agrícola reage não apenas ao volume produzido, mas principalmente aos sinais que antecipam o comportamento da oferta e da demanda. Caso o clima nos Estados Unidos se deteriore, uma procura global firme poderá provocar uma reação mais intensa nos preços.

 





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Exportações da tilápia são as maiores de 2026



Preços da tilápia recuam


Foto: Pixabay

As cotações de tilápia recuaram em junho em todas as praças acompanhadas pelo Cepea, diante de um mercado lento e de demanda baixa. O Centro de Pesquisas destaca que, em algumas regiões, quedas não eram observadas desde agosto de 2025.

Colaboradores afirmam que, mesmo sem muito aumento na oferta de peixes, a demanda fragilizada impactou os preços, travando as negociações. Apesar do recuo nos preços, o poder de compra do produtor de tilápia foi favorecido em junho.

O volume e a receita das exportações de tilápia e produtos secundários em junho foram os maiores de 2026. Possivelmente porque os produtores tentaram antecipar os envios anteriores às taxações dos Estados Unidos, conciliando com um período de demanda interna muito baixa e dólar mais alto.





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Exportações de carne suína atingem recorde histórico no 1º semestre



Vendas de carne suína ao exterior totalizaram 785,4 mil toneladas de janeiro a junho


Foto: Divulgação

Os embarques brasileiros de carne suína no primeiro semestre de 2026 são os maiores da história para este período. Segundo pesquisadores do Cepea, diante do enfraquecimento do mercado doméstico, as exportações foram uma maneira encontrada pelos agentes para escoar a produção e reduzir a sobreoferta.

De acordo com dados da Secex, as vendas de carne suína brasileira ao exterior totalizaram 785,4 mil toneladas de janeiro a junho de 2026, o maior volume da série da Secretaria, que se iniciou em 1997, considerando-se o primeiro semestre.

Apesar de, historicamente, os envios no primeiro semestre terem ritmo mais fraco em relação aos da segunda metade do ano, essa é a primeira vez em que todos os meses apresentam volumes acima das 110 mil toneladas (dados da Secex), outro marco para o setor. Assim, de acordo com o Cepea, o setor nacional pode ampliar ainda mais os embarques no segundo semestre de 2026.





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Vitivinicultura gaúcha dá novo passo em sustentabilidade


A vitivinicultura gaúcha avança na adoção de práticas voltadas à sustentabilidade e à qualificação da produção, ampliando a presença de produtores em programas alinhados a padrões internacionais de boas práticas agrícolas. Os resultados desse movimento serão apresentados na quinta-feira (9), em Bento Gonçalves, durante o evento Vitivinicultura Gaúcha: desafios e oportunidades.

Na ocasião, o Consevitis-RS entregará os certificados do programa Primary Farm Assurance (PFA), da GLOBALG.A.P., a 209 produtores rurais distribuídos em mais de 20 municípios da Serra Gaúcha. Os participantes integram o sistema de certificação em grupo e representam 1.204,01 hectares de vinhedos.

Desenvolvido em parceria com o Sebrae e a UPL, o programa foi implantado no Rio Grande do Sul em 2023 e busca preparar os produtores para atender requisitos internacionais de Boas Práticas Agrícolas. Entre os aspectos contemplados estão a gestão das propriedades, a segurança alimentar, as relações de trabalho e a preservação ambiental.

Além dos produtores, seis empresas âncoras receberão a Carta de Conformidade emitida pela certificadora, que atesta a manutenção dos Sistemas de Gestão da Qualidade exigidos para a certificação em grupo. Nesta edição, o programa incorporou 35 novos produtores em relação ao ciclo anterior. As empresas reconhecidas são Tecnovin, Cooperativa Vinícola Garibaldi, Cooperativa Agroindustrial Paraíso, Golden Sucos, Nova Aliança Vinícola Cooperativa e Cooperativa Agroindustrial Pradense.

No ciclo 2025/2026, o investimento do Consevitis-RS e do Sebrae no programa soma R$ 355.152,00. Com o aporte da UPL, o valor total chega a R$ 427 mil.

A programação também inclui debates sobre os desafios e as oportunidades do mercado da uva e um painel dedicado ao papel das Boas Práticas Agrícolas na viticultura moderna. O Consevitis-RS ainda prepara um projeto piloto de Boas Práticas Agrícolas em nível básico, com apoio do Sebrae, previsto para começar em setembro e reconhecer os primeiros produtores na safra de 2027.


 





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Frente fria traz chuvas ao Sudeste nesta semana


Uma nova frente fria deve provocar mudanças nas condições do tempo no Sudeste do Brasil a partir desta terça-feira (7), com aumento da nebulosidade e da chuva, principalmente nas áreas litorâneas de São Paulo e do Rio de Janeiro. Segundo informações do Meteored, o sistema terá atuação mais costeira e deve passar rapidamente pela região.

A frente fria está associada a um ciclone que se formou no último sábado (5) sobre o Oceano Atlântico, a leste da costa do Uruguai. Após atuar sobre a Região Sul nesta segunda-feira (6), o sistema avança em direção ao Sudeste, alterando o tempo nos estados paulistas e fluminenses.

De acordo com a previsão, a atuação da frente fria será concentrada ao longo da terça-feira (7). Na quarta-feira (8), o sistema já estará afastado da região, permitindo uma melhora temporária das condições do tempo na maior parte do Sudeste.

Ainda na manhã de terça-feira, o céu deve permanecer com bastante nebulosidade e há previsão de chuva fraca e isolada em áreas do litoral sul e da faixa leste de São Paulo.

Durante a tarde, a expectativa é de muitas nuvens, algumas aberturas de sol e pancadas de chuva em toda a faixa leste paulista. No centro do estado, as precipitações devem ocorrer de forma mais isolada e com menor intensidade. No Rio de Janeiro, também há possibilidade de pancadas de chuva ao longo do período.

À noite, as instabilidades tendem a se concentrar no Litoral Norte paulista e na região centro-sul fluminense, onde podem ocorrer pancadas de intensidade moderada. Entre o fim da noite e a madrugada de quarta-feira (8), também há previsão de chuviscos no sul do Espírito Santo.

Na capital paulista, a previsão indica sol entre muitas nuvens, com possibilidade de pancadas de chuva durante a tarde e a noite. Já na cidade do Rio de Janeiro, o céu deve permanecer parcialmente nublado, com chuva fraca entre a tarde e a noite.

Na quarta-feira (8), a circulação marítima ainda poderá manter maior nebulosidade e provocar chuvas fracas, isoladas ou chuviscos entre a manhã e a tarde no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.

Na capital fluminense, a previsão é de céu nublado e possibilidade de chuva fraca pela manhã. Em Vitória, no Espírito Santo, o tempo deve permanecer com sol entre algumas nuvens, sem previsão de chuva.

Enquanto isso, São Paulo e Minas Gerais devem ter tempo firme, com predomínio de sol e céu aberto. Apenas algumas nuvens são esperadas em momentos do dia no norte paulista e no sul mineiro, além da possibilidade de formação de névoa nas primeiras horas da manhã na capital paulista.

Segundo o Meteored, após a melhora prevista para quarta-feira, o tempo volta a ficar estável no Sudeste por poucos dias. A previsão indica a formação de uma nova frente fria entre domingo (12) e terça-feira (14), com potencial para provocar chuva forte e temporais na região.





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