domingo, maio 31, 2026

Política & Agro

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Tarifas dos EUA devem ter nova volatilidade



Podem ser apresentados pedidos referentes a declarações de importação


Podem ser apresentados pedidos referentes a declarações de importação
Podem ser apresentados pedidos referentes a declarações de importação – Foto: Pixabay

A política tarifária dos Estados Unidos deve seguir como fator de atenção para empresas que dependem de importações, especialmente em setores ligados a equipamentos, máquinas e processamento de alimentos. Embora as tarifas tenham se mantido relativamente estáveis nos últimos meses, a expectativa é de maior volatilidade daqui para frente, com mudanças regulatórias, prazos judiciais e novas investigações comerciais no radar.

Durante um BEMA-U Market Minute, série trimestral de webinars da Associação de Fabricantes de Equipamentos de Panificação, Shawn Jarosz, fundadora e estrategista-chefe de comércio da TradeMoves, afirmou que o setor não deve se acomodar diante da aparente estabilidade recente. Segundo ela, o cenário atual representa uma calmaria temporária, e as empresas precisam se preparar para oscilações nas tarifas.

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de considerar ilegal o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional como mecanismo tarifário abriu caminho para o início dos reembolsos. De acordo com Jarosz, US$ 35 bilhões já foram devolvidos a importadores registrados, de um total de US$ 175 bilhões arrecadados com as tarifas vinculadas à lei. Nesta fase, podem ser apresentados pedidos referentes a declarações de importação ainda não liquidadas ou com vencimento recente. Apenas importadores registrados ou despachantes aduaneiros podem solicitar os valores.

Ainda há incerteza sobre o alcance desses reembolsos. O governo Trump tem até 6 de junho para recorrer da abrangência do processo, o que pode definir se a devolução valerá para todos os pagadores das tarifas ou apenas para os autores nomeados na ação judicial. Por isso, Jarosz recomendou que importadores e corretores apresentem os pedidos rapidamente.

Mesmo com a revogação das tarifas ligadas à lei, elas foram substituídas pela Seção 122, que estabeleceu uma taxa de 10% sobre importações de todos os países, com exceção de produtos do Canadá e do México em conformidade com o USMCA. A medida vale por 150 dias, até 24 de julho, e funciona como transição para possíveis novas tarifas baseadas nas seções 301 e 232.


 





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Dólar, USDA e China ditam o rumo da soja


Valorização cambial limitou perdas no mercado interno, enquanto projeções recordes de safra e ausência de compras chinesas pesaram em Chicago.

O mercado da soja terminou a semana em movimento dividido. No Brasil, a alta do dólar ajudou a sustentar os preços em reais. Já no exterior, a Bolsa de Chicago sentiu a pressão de uma possível oferta global maior, após o USDA projetar safras robustas para Brasil e Estados Unidos em 2026/27, segundo dados divulgados pela Grão Direto.

A valorização do dólar foi o principal fator de sustentação para a soja no mercado brasileiro. A moeda norte-americana encerrou a sexta-feira próxima de R$ 5,07, no maior patamar desde o início de abril.

Esse avanço cambial ajudou a compensar parte da queda observada nas cotações internacionais, reduzindo o impacto negativo sobre os preços em reais.

De acordo com levantamento da Grão Direto, a soja teve uma semana de forte pressão na Bolsa de Chicago. O contrato spot, com vencimento em julho de 2026, fechou a US$ 11,77 por bushel, queda de 2,40%. O movimento também afetou o índice FOB Santos, indicador exclusivo da Grainsights, que recuou 2,40% na semana e encerrou cotado a R$ 134,67 por saca.

Na contramão, o contrato de março de 2027 teve leve valorização de 0,67%, fechando a US$ 12,04 por bushel.

O relatório de Oferta e Demanda do USDA trouxe as primeiras estimativas para a safra 2026/27 e reforçou a percepção de oferta elevada no mercado global. A produção brasileira foi projetada em volume recorde de 186 milhões de toneladas. Para os Estados Unidos, a estimativa ficou em 120,7 milhões de toneladas.

O cenário de maior disponibilidade de soja no mundo aumentou o sentimento baixista entre os investidores em Chicago.

Outro ponto de atenção foi a cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping. O encontro terminou sem anúncios relevantes de novas compras de soja norte-americana pela China. A ausência de avanços mais concretos reforçou a leitura de que os chineses devem seguir dependentes da oferta sul-americana nos próximos meses.

Para os próximos dias, o mercado deve acompanhar de perto o relatório de Crop Progress, do USDA. A semeadura da soja nos Estados Unidos avança em bom ritmo, com alguns estados-chave já superando 49% da área plantada.

Apesar disso, os mapas meteorológicos indicam risco de frio atípico em partes do Corn Belt. Caso as baixas temperaturas atrasem o plantio, os fundos podem voltar às compras e adicionar um prêmio de risco temporário às cotações em Chicago.

No Brasil, o clima segue como fator importante para a logística da safra atual. Conforme apontado no material, o Inmet indica a chegada de uma forte massa de ar frio, com queda acentuada nas temperaturas e chuvas no Sul do país.

O alerta é maior para produtores gaúchos que ainda têm soja no campo. O avanço das chuvas pode dificultar a finalização da colheita e provocar encharcamento das áreas.

Além do clima, os custos logísticos continuam no radar. De acordo com a Grão Direto, as tensões envolvendo Irã e Estados Unidos no Estreito de Ormuz e a paralisação do fluxo na região mantêm o frete transoceânico pressionado.

O encarecimento dos seguros marítimos também limita uma recuperação rápida dos prêmios portuários no Brasil.

A mesma instabilidade afeta os custos de produção. O bloqueio de petroleiros e os conflitos na região reduzem as chances de queda nos preços de fretes e fertilizantes importados, com tendência de maior pressão sobre a ureia no próximo trimestre.





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4º Fórum de Vitivinicultura da Campanha Gaúcha debate inovação, enologia de precisão e oportunidades para a cadeia da uva


Dom Pedrito recebe, nesta quarta e quinta-feira, dias 20 e 21 de maio, o 4º Fórum de Vitivinicultura da Campanha Gaúcha, evento que irá reunir produtores, pesquisadores, estudantes, empresários e representantes do setor para discutir inovação, desenvolvimento regional e novas perspectivas para a cadeia da uva e do vinho. Com o tema Enologia de precisão, a programação será realizada no auditório do prédio acadêmico da UNIPAMPA – Campus Dom Pedrito.

Gratuito, o fórum chega à quarta edição consolidando-se como espaço de integração entre diferentes agentes da vitivinicultura brasileira, promovendo debates técnicos, troca de experiências e discussões sobre tendências do setor. Entre os temas em destaque estão os diferentes terroirs brasileiros, monitoramento em tempo real na vinificação, vitivinicultura de precisão, denominações de origem, enoturismo e oportunidades ligadas à produção de vinhos e sucos de uva. O evento é organizado pelo Consevitis-RS, UNIPAMPA, Sebrae RS e Associação Vinhos da Campanha, com patrocínio da SETUR-RS e do BRDE, além do apoio da Prefeitura de Dom Pedrito.

Além das palestras e painéis técnicos, a programação inclui experiências enogastronômicas e degustações de vinhos experimentais elaborados pelo curso de Enologia da UNIPAMPA, que completa 15 anos desde o ingresso da primeira turma em 2026. Outro destaque do fórum será o painel Campo em Debate: Um mundo de oportunidades para a uva, que integra a programação oficial do evento e será transmitido ao vivo pelo YouTube de GZH diretamente de Dom Pedrito, a partir das 11h do dia 21.

Mediado pela jornalista Gisele Loeblein, o debate reunirá a enóloga e sommelière Juliana Rossato, o CEO da Ballardin Soluções, Roberto Ballardin, o cardiologista Protásio da Luz, o professor da UNIPAMPA Marcos Gabardo e o gerente regional da Campanha e Fronteira Oeste do Sebrae RS, Angelo Aguinaga.

A proposta do painel é ampliar discussões iniciadas durante a Expointer 2025, quando o foco esteve nos desafios da cadeia vitivinícola, direcionando agora o debate para as oportunidades ligadas ao setor. O encontro irá abordar temas como enoturismo, indicações geográficas, enologia de precisão, inovação no setor e a relação entre saúde, qualidade de vida e o consumo moderado de vinho e suco de uva.

A programação do fórum também reforça o protagonismo da Campanha Gaúcha no cenário vitivinícola brasileiro. Neste mês de maio, a Indicação Geográfica IP Campanha Gaúcha para vinhos finos e espumantes completa seis anos de reconhecimento pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Segundo a organização, a safra 2026 também desponta como uma das mais promissoras dos últimos anos em qualidade e produtividade, favorecida pelas condições climáticas registradas na região da Campanha Gaúcha.





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Pará bate recorde portuário e fortalece corredor logístico amazônico


Em 2025, o Pará alcançou um marco histórico na movimentação portuária, com 127,7 milhões de toneladas transportadas, o equivalente a cerca de 9% de toda a carga movimentada no Brasil. Impulsionado principalmente pelo Porto de Vila do Conde, em Barcarena, o estado concentra hoje 77% da movimentação de cargas da região Norte, fortalecendo o protagonismo do Arco Norte no escoamento de commodities.

A eficiência operacional dos terminais privados tem sido decisiva para acompanhar o crescimento da demanda no estado. Diferentemente dos portos públicos, essas estruturas possuem maior autonomia para realizar ampliações e adequações operacionais frente às crescentes demandas. Essa flexibilidade permite respostas mais rápidas às necessidades do mercado, garantindo maior capacidade de escoamento, redução de gargalos logísticos e mais competitividade para o corredor amazônico.

O avanço da movimentação portuária no Pará também está ligado à eficiência do modelo logístico adotado na região, baseado na integração entre os modais rodoviário e fluvial. “Quando mais da metade da operação acontece pelos rios, utilizando o modal mais eficiente, barato e sustentável, o corredor amazônico se torna mais competitivo do que outras rotas logísticas do país”, afirma Flávio Acatauassú, presidente da Amport.

A modernização e a inovação também fazem parte do dia a dia de quem opera nos portos. Tecnologias como o monitoramento fluvial possibilitam a checagem da velocidade da maré e da amplitude da lâmina d’água, viabilizando a passagem de embarcações sobre os pontos mais rasos do rio. “Hoje, a gente consegue prever com certa precisão o comportamento desse corpo hídrico”, destaca Flávio.

Além do monitoramento fluvial, os terminais também vêm investindo em novas tecnologias de transshipment, uma operação de transbordo realizada sem a necessidade de atracação em terra. Por meio de estruturas flutuantes instaladas nos rios, a carga pode ser transferida diretamente entre barcaças e navios, o que reduz custos operacionais e amplia a capacidade logística dos portos.

Com a crescente demanda internacional por commodities e a expansão contínua das operações portuárias na Região Norte, o Pará está caminhando para consolidar sua posição como um dos principais eixos logísticos do Brasil. A manutenção desse crescimento, no entanto, exige investimentos contínuos por parte do setor em infraestrutura hidroviária, tecnologia e políticas públicas. Essas ações são essenciais para garantir a navegabilidade dos rios amazônicos e acompanhar a evolução da cadeia logística nos próximos anos.





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Mais de 8 mil garrafas de cervejas e vinhos são apreendidas no Paraná


Uma operação conjunta realizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) resultou na apreensão de milhares de garrafas de bebidas com indícios de irregularidade e falsificação em Curitiba. A ação ocorreu na última terça-feira (13) e teve como alvo um barracão utilizado para armazenamento e distribuição de bebidas suspeitas de abastecer comércios e eventos na capital paranaense e na região metropolitana.

A operação foi coordenada pelo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Paraná (Sipov/PR) e pelo Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras), com apoio da Vigilância Sanitária Municipal de Curitiba, da Receita Estadual do Paraná e da Secretaria Municipal de Urbanismo.

Durante a fiscalização, auditores federais agropecuários interditaram todas as bebidas armazenadas no local com base na legislação federal que regulamenta a produção, comercialização e rotulagem de bebidas no país. Entre os produtos apreendidos estavam vinhos classificados como “vinho colonial” sem registro no Mapa e sem informações obrigatórias nos rótulos, como composição, lote, validade, marca e dados de rastreabilidade. Também não foram apresentadas notas fiscais de aquisição das bebidas.

Segundo o Mapa, toda bebida comercializada no Brasil deve ser produzida por estabelecimento registrado junto ao ministério e conter número de registro no rótulo. A exigência vale também para produtos coloniais e artesanais.

Ao todo, foram apreendidas cerca de 8,4 mil garrafas de vinho irregular dos sabores Bordô e Niágara, acondicionadas em caixas com seis unidades de dois litros cada. Conforme o ministério, a ausência de identificação e rastreabilidade impede a verificação da origem e da qualidade das bebidas, o que representa risco à saúde pública.

A fiscalização também encontrou diversas garrafas de cerveja com suspeita de falsificação. Entre as irregularidades identificadas estavam rótulos mal colados, presença de bolhas e rugosidades, ausência de informações sobre lote e validade, além de características incompatíveis com os padrões industriais das marcas envolvidas. A quantidade total de cervejas suspeitas ainda está sendo levantada pelas autoridades.

A operação contou ainda com apoio técnico de representante da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF). Amostras das bebidas foram recolhidas e encaminhadas ao Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Paraná para elaboração de laudo pericial.

Um homem foi preso em flagrante durante a ação e poderá responder por crimes relacionados à falsificação de produtos destinados ao consumo, receptação qualificada e infrações contra as relações de consumo.

Os produtos permanecerão apreendidos sob responsabilidade da autoridade policial, e eventual destruição dependerá de autorização judicial.

O Mapa destacou que a fiscalização é importante para garantir a qualidade dos produtos comercializados, proteger a saúde dos consumidores e combater a concorrência desleal. O ministério também ressaltou que a atuação integrada entre os órgãos públicos reforça o enfrentamento à comercialização de bebidas clandestinas e falsificadas no país.

 





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Biológicos exigem atenção à cepa no rótulo



O erro mais comum no campo é trocar uma cepa por outra


O erro mais comum no campo é trocar uma cepa por outra
O erro mais comum no campo é trocar uma cepa por outra – Foto: Canva

A presença frequente de Bacillus em produtos biológicos usados na agricultura está ligada menos a uma tendência de mercado e mais às características fisiológicas desse grupo de bactérias. Segundo João Guilherme Amaral, engenheiro agrônomo, a explicação está na capacidade do Bacillus de formar endósporos, uma estrutura de resistência que permite sua sobrevivência em condições adversas.

Quando o ambiente se torna desfavorável, seja por calor, seca ou presença de fungicida no tanque, o Bacillus reduz sua atividade, forma uma espécie de cápsula protetora e entra em pausa. Com a melhora das condições, o microrganismo retoma sua atividade. Essa característica ajuda a explicar por que o gênero aparece em diferentes formulações e consegue resistir a combinações com químicos, além de se adaptar a formas variadas de aplicação, como sulco, pulverização foliar e tratamento de sementes.

A resistência, porém, não significa que todos os produtos com Bacillus tenham a mesma função na lavoura. O ponto central, de acordo com o material, é que Bacillus funciona como um sobrenome de família. O que define a ação agronômica é a cepa presente no produto. Por isso, espécies semelhantes podem apresentar resultados distintos dependendo da cepa utilizada.

Um exemplo citado é o B. subtilis com a cepa QST 713, que possui patente global relacionada à ação sobre ovos e juvenis de nematoide. Isso não significa que outro B. subtilis terá a mesma capacidade. Da mesma forma, o B. amyloliquefaciens com a cepa CPQBA 040-11DRM tem registro para doenças foliares, enquanto outro microrganismo da mesma espécie pode ter foco completamente diferente.

O erro mais comum no campo é trocar uma cepa por outra acreditando que o resultado será equivalente. A lógica é semelhante à comparação entre profissionais de uma mesma área, mas com protocolos e finalidades diferentes. A escolha incorreta pode levar a resultado nulo, mesmo quando a dose aplicada está correta. No uso de biológicos, portanto, a identificação da cepa é tão importante quanto o gênero indicado no rótulo.

 





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Hipoteca pode proteger arrendamento rural



O principal risco ocorre quando o arrendador perde a propriedade durante a vigência d


O principal risco ocorre quando o arrendador perde a propriedade durante a vigência do contrato
O principal risco ocorre quando o arrendador perde a propriedade durante a vigência do contrato – Foto: Nadia Borges

Contratos de arrendamento rural que envolvem investimentos elevados podem exigir mecanismos adicionais de proteção ao arrendatário. A avaliação é de Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.

Segundo o especialista, é possível que o próprio imóvel arrendado seja dado em hipoteca como garantia ao arrendatário. Embora pouco usada, a cláusula pode ser recomendável em contratos de médio e longo prazo, especialmente quando o arrendatário realiza benfeitorias, implanta infraestrutura ou desenvolve lavouras permanentes que, ao fim do contrato, passam a valorizar o patrimônio do proprietário.

O principal risco ocorre quando o arrendador perde a propriedade durante a vigência do contrato, como em casos de venda por determinação judicial. Conforme entendimento citado do Superior Tribunal de Justiça, o comprador de imóvel em alienação judicial não é obrigado a respeitar o arrendamento anterior. Assim, o arrendatário pode ser levado a desocupar a área antes do prazo, com investimentos ainda não amortizados e dificuldade para cobrar indenização.

A hipoteca vinculada ao valor dos investimentos projetados transforma esse crédito em garantia real, reduzindo riscos de inadimplência. A medida, porém, não se aplica a todo contrato e exige análise criteriosa, escritura pública e registro na matrícula do imóvel, além de verificação de gravames anteriores, anuência do cônjuge quando necessária e compatibilidade entre o valor garantido e os investimentos previstos.

Também pode ser prevista a redução proporcional da garantia à medida que o contrato avança e os investimentos são amortizados. Em operações rurais de maior porte, a cláusula pode representar maior segurança jurídica e evitar prejuízos de difícil recuperação.

 





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Consultoria vê venda gradual como melhor saída



A ausência de novos negócios estimulou liquidação de contratos em Chicago


A ausência de novos negócios estimulou liquidação de contratos em Chicago
A ausência de novos negócios estimulou liquidação de contratos em Chicago – Foto: Canva

A soja voltou a operar em ambiente de acomodação, refletindo um mercado ainda dividido entre a pressão da oferta global e a permanência de riscos climáticos nos Estados Unidos. Segundo análise da TF Agroeconômica, a frustração diplomática entre Estados Unidos e China pesou sobre as cotações, após o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping terminar sem anúncios concretos de compras chinesas de soja americana.

A ausência de novos negócios estimulou liquidação de contratos em Chicago e reforçou o peso dos fundamentos baixistas. As exportações dos Estados Unidos seguem enfraquecidas, com vendas semanais de 102,1 mil toneladas da safra 2025/26, volume 28% menor que o da semana anterior e 60% abaixo da média das últimas quatro semanas. No acumulado do ano comercial, as vendas americanas estão 18,5% inferiores às registradas no mesmo período do ano passado.

Outro fator de pressão é a continuidade da preferência chinesa pela soja brasileira, o que limita o espaço para uma recuperação mais consistente dos preços nos Estados Unidos. A ampla oferta sul-americana também pesa sobre o mercado. A Bolsa de Rosário elevou a estimativa da produção argentina de 48 milhões para 50 milhões de toneladas, enquanto a Conab revisou a safra brasileira para 180,13 milhões de toneladas e projetou exportações de 116 milhões de toneladas.

Nos Estados Unidos, as chuvas previstas para o Meio-Oeste podem melhorar a umidade dos solos e reduzir parte do risco climático no início da safra, embora também possam atrasar parcialmente o plantio. Ao mesmo tempo, o USDA elevou de 27% para 28% a área de soja em condições de seca, acima dos 17% observados no mesmo período do ano passado, com piora mais evidente nas Grandes Planícies.

Entre os fatores de suporte, aparecem a venda diária de 252 mil toneladas de soja americana para destinos não revelados e os estoques menores de óleo de soja divulgados pela NOPA. Ainda assim, a recomendação é de cautela, com vendas graduais em momentos de repique de Chicago e do dólar, priorizando proteção de margem. Para a safra 2026/27, a orientação é manter estratégia escalonada e observar a volatilidade climática entre junho e agosto.

 





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Soja recua com cautela externa e custo logístico


A soja encerrou a semana sob pressão no mercado internacional, em meio à frustração dos operadores com os sinais vindos da cúpula entre Estados Unidos e China e à cautela no mercado físico brasileiro. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de julho na Bolsa de Chicago fechou em baixa de 1,30%, a US$ 11,77 por bushel, enquanto agosto recuou 1,11%, a US$ 11,765 por bushel.

A queda refletiu a percepção de que a retórica da Casa Branca sobre o compromisso chinês de comprar 25 milhões de toneladas na safra 2026/2027 não convenceu o mercado. A pressão foi ampliada pelo esmagamento de soja divulgado pela NOPA, de 5,77 milhões de toneladas em abril, abaixo do esperado devido a paradas sazonais para manutenção. Na semana, a soja acumulou perda de 2,57%, enquanto o farelo subiu 4,57% e o óleo recuou 0,59%.

No Rio Grande do Sul, a produção estimada chega a 21,44 milhões de toneladas, alta superior a 57% frente ao ciclo anterior, com 79% da área colhida. A umidade elevada limita o avanço dos trabalhos, exige secagem artificial e aumenta custos. A disputa por armazéns com o milho, já colhido em 92% da área, mantém fretes pressionados e acelera o escoamento para o Porto de Rio Grande.

Em Santa Catarina, a colheita alcança 74%, com Palma Sola avançando para R$ 113,00 e o porto de São Francisco cotado a R$ 132,00. O estado acompanha a necessidade de importação de grãos do Paraná e do Rio Grande do Sul para abastecer fábricas de ração.

No Paraná, a produção é estimada em 22 milhões de toneladas, com colheita praticamente encerrada no Oeste e Sudoeste. O frete interno ficou 17,1% mais caro em relação ao ano anterior, enquanto o diesel subiu 23% em pouco mais de um mês, pressionando margens e ampliando a apreensão entre produtores.

Em Mato Grosso do Sul, a colheita está em 91,6%, com produtividade média reduzida pelas intempéries. Já em Mato Grosso, a safra recorde de 51,56 milhões de toneladas contrasta com o custo projetado de R$ 8.037,13 por hectare para 2026/2027 e fretes mais altos nas rotas de exportação.

 





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IMEA em Campo aponta produção recorde de soja em MT e alerta para impacto do…


A análise da produção e as perspectivas para o campo em Mato Grosso foram apresentadas durante a palestra “IMEA em Campo”, ministrada pelo analista de campo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Henrique Eggers, nesta quarta-feira (16), durante a programação da 17ª Parecis SuperAgro, em Campo Novo do Parecis.

O levantamento integra o projeto IMEA em Campo, desenvolvido em parceria com a Aprosoja-MT e IAGRO, com o objetivo de realizar avaliações técnicas diretamente nas lavouras, garantindo dados representativos sobre o desempenho das culturas no Estado.

Segundo Henrique, a edição deste ano teve ampla cobertura e foi considerada uma das mais completas do projeto. Ao todo, foram 71 dias de avaliações, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 análises realizadas e 103 municípios visitados. O levantamento contemplou 97,92% da área total de soja cultivada em Mato Grosso na safra 2025/26.

Durante as visitas, a equipe avaliou indicadores quantitativos e qualitativos das lavouras, como número de plantas por hectare, vagens e grãos por planta, peso e umidade dos grãos, além da presença de pragas, doenças, plantas daninhas e grãos avariados.

Com base nas análises, o IMEA estimou que Mato Grosso deve registrar produção recorde de soja na safra 2025/26, alcançando 51,56 milhões de toneladas. A área plantada foi estimada em 13,013 milhões de hectares, com produtividade média de 66,03 sacas por hectare.

Henrique explicou que, embora a produtividade não tenha superado o recorde do ciclo anterior, o Estado alcançou o maior volume de produção já registrado, impulsionado pelo crescimento da área cultivada. Na safra passada, Mato Grosso colheu 50,89 milhões de toneladas, com produtividade recorde de 66,29 sacas por hectare.

O analista também destacou que a safra enfrentou desafios climáticos ao longo do ciclo, com déficit hídrico no início do plantio em algumas regiões e excesso de chuvas na fase final, o que impactou o peso dos grãos. Um dos pontos de atenção foi o aumento de lavouras com grãos avariados. O levantamento apontou crescimento de 3,4% em comparação à safra anterior, fator que reduz diretamente o rendimento da produção.

Em relação ao milho segunda safra, Henrique alertou para o atraso no plantio, provocado pelo excesso de chuvas em fevereiro, que dificultou a colheita da soja e atrasou o avanço das operações no campo. O IMEA estimou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal, número superior ao registrado no ano passado.

Para o milho, a projeção atual indica área plantada de 7,39 milhões de hectares, produtividade média estimada em 116,6 sacas por hectare e produção prevista de 51,72 milhões de toneladas. Segundo Henrique, o resultado final ainda depende diretamente do comportamento climático nas próximas semanas, especialmente das chuvas previstas para o fim de abril e início de maio.

O analista também abordou o cenário de mercado e custos de produção, apontando aumento nas despesas para a próxima temporada. Conforme dados divulgados pelo IMEA, o custo total estimado da soja para a safra 2026/27 é de R$ 8.037,13 por hectare, com alta de 4,70%. Para o milho, o custo total previsto é de R$ 7.303,96 por hectare, aumento de 8,59%.

Henrique ressaltou que, além da elevação dos custos, o produtor enfrenta cenário de rentabilidade mais apertada e incertezas climáticas com a possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño, que tende a trazer maior instabilidade nas chuvas e aumentar riscos para o desempenho produtivo.

17ª Parecis SuperAgro
A Parecis SuperAgro é uma realização do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis e conta com o patrocínio da Aprosoja – MT, Senar – MT, Aster (Concessionária JD), Sicoob Credisul e Sicredi, além do apoio da Prefeitura de Campo Novo do Parecis e da Câmara Municipal de Campo Novo do Parecis.





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