terça-feira, julho 28, 2026

Política & Agro

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Citros registram impactos do calor e seca



Pomares sofrem com clima no Rio Grande do Sul



Foto: Seane Lennon

A produção de citros apresenta impactos das condições climáticas no Rio Grande do Sul, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (9). O relatório aponta queda de frutos, variações na maturação e efeitos da exposição solar em diferentes regiões do estado.

Na região administrativa de Bagé, em São Borja, a estiagem tem provocado perda de frutos nos pomares de laranja. “Os pomares de laranja apresentam queda de frutos devido à estiagem, que continua assolando o município”, informa o boletim. Em São Gabriel, a colheita da bergamota da variedade Okitsu avança de forma lenta, com oferta restrita ao mercado local, em função da maturação ainda irregular das frutas.

Na região de Caxias do Sul, em Cotiporã, a produção da cultivar Ponkan apresenta variação conforme a localização dos pomares. O levantamento também registra danos associados às condições climáticas. “Há sintomas de queimaduras em alguns frutos, causadas pela exposição direta ao sol, indicando impacto das condições climáticas do período”, aponta o informativo. O manejo com raleio segue em andamento para melhorar o calibre e a qualidade dos frutos. No mercado, os preços giram em torno de R$ 10,00 por caixa de 20 quilos.

Já na região de Frederico Westphalen, continuam os tratos fitossanitários e a colheita da bergamota Satsuma Okitsu, comercializada entre R$ 45,00 e R$ 50,00 por caixa de 25 quilos.





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Demanda por café solúvel estimulam cultivo de conilon


O cultivo de café conilon tem avançado em Minas Gerais, impulsionado pela adaptação da cultura a regiões mais quentes e pela demanda da indústria de café solúvel, segundo informações do Sistema Faemg Senar. Embora ainda represente uma parcela menor da produção estadual em relação ao arábica, a variedade tem ampliado sua participação e contribuído para a diversificação da cafeicultura.

De acordo com a analista de agronegócios do sistema, Ana Carolina Gomes, a expansão ocorre principalmente em áreas fora dos polos tradicionais. “Com temperaturas mais elevadas e menor altitude, essas áreas apresentam maior aptidão para o cultivo, especialmente com o uso de irrigação”, explica. O avanço é observado em regiões como o Norte de Minas, Vale do Jequitinhonha, Vale do Rio Doce e áreas do Noroeste do estado.

A demanda por café solúvel tem sido um dos principais fatores de estímulo. O conilon apresenta maior rendimento de sólidos solúveis, característica valorizada pela indústria de cafés instantâneos e bebidas prontas. O crescimento do consumo global, especialmente na Ásia e na Europa, tem ampliado o interesse pela cultura.

Segundo a analista, a adoção do conilon também está associada à rentabilidade e à estabilidade produtiva. “É importante destacar que o conilon não substitui o arábica, mas complementa a produção. Em muitas propriedades mineiras, produtores têm adotado sistemas híbridos, combinando as duas espécies para reduzir riscos climáticos e diversificar a renda. A estratégia também permite utilizar o conilon em áreas menos aptas ao arábica, fortalecendo a sustentabilidade econômica das fazendas”, ressalta.

Dados do setor indicam que, em 2025, o Brasil exportou 84,4 mil toneladas de café solúvel, com receita de US$ 1,1 bilhão. Em Minas Gerais, as exportações somaram 5,8 mil toneladas, gerando US$ 68 milhões. Entre os principais destinos estão Estados Unidos, Japão, Argentina e países do Leste Europeu e do Sudeste Asiático.

Apesar de ainda representar cerca de 2% da produção cafeeira mineira, o conilon registra expansão contínua. Em 2026, o estado conta com 11,1 mil hectares cultivados. Nos últimos cinco anos, a área cresceu 12%, com destaque para a região Leste, que teve aumento de 67%. Em 2025, a produção alcançou cerca de 584 mil sacas, alta de 50% em relação ao ano anterior.

A produtividade também tem se destacado. Enquanto o café arábica apresenta médias entre 20 e 40 sacas por hectare, o conilon pode variar de 40 a 80 sacas, podendo superar 100 sacas em sistemas irrigados. Em Minas Gerais, a média foi de 53 sacas por hectare em 2025, com previsão de crescimento.

O potencial de expansão é reforçado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), que indica mais de 660 municípios aptos ao cultivo no estado. Ainda assim, a implantação da cultura exige maior nível de tecnificação, com necessidade de irrigação, manejo intensivo e uso de mudas clonais.





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Maior oferta reduz impulso altista dos preços



Movimento de valorização da mandioca perdeu força


Foto: Canva

 Com o aumento da oferta em algumas regiões, o movimento de valorização da mandioca perdeu força ao longo da semana passada. Segundo pesquisadores do Cepea, produtores, em busca de capitalização ou da liberação de áreas para o planejamento da safra 2026/28, intensificaram a comercialização e a colheita, elevando a disponibilidade para as indústrias e reduzindo o impulso altista dos preços.

Nas próximas semanas, de acordo com o Centro de Pesquisas, a necessidade de caixa deve continuar a influenciar a oferta, enquanto a demanda industrial permanece aquecida, impulsionada pela recomposição de estoques. No médio prazo, o clima volta ao radar: a NOAA indica alta probabilidade de ocorrência de El Niño a partir de junho, com possível intensificação em agosto, o que tende a reduzir as chuvas no Centro-Sul.





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China corta exportação e ameaça fertilizantes



O ácido sulfúrico é considerado essencial para diferentes segmentos industriais


O ácido sulfúrico é considerado essencial para diferentes segmentos industriais
O ácido sulfúrico é considerado essencial para diferentes segmentos industriais – Foto: Foto: Portos RS

A decisão de interromper o comércio de um insumo estratégico deve provocar efeitos relevantes em cadeias produtivas globais já pressionadas. A avaliação é baseada em informações divulgadas por José Carlos de Lima Júnior, sócio da Markestrat Group e cofundador da Harven Agribusiness School.

A China anunciou que suspenderá, a partir de maio, as exportações de ácido sulfúrico, mantendo exceção apenas para o produto de grau eletrônico. Com isso, tanto o ácido de fundição quanto o derivado de enxofre deixam de ser comercializados ao exterior, retirando do mercado cerca de 30% da oferta mundial desse insumo.

O ácido sulfúrico é considerado essencial para diferentes segmentos industriais. Ele é utilizado na produção de fertilizantes, no refino de metais e petróleo e na fabricação de baterias de chumbo-ácido. A retirada de uma parcela significativa da oferta global tende a gerar impactos diretos nos custos e na disponibilidade desses produtos.

Na prática, a medida tem potencial para afetar cadeias inteiras, incluindo alimentos, combustíveis e insumos químicos. O cenário ocorre em um momento de restrições já existentes no fornecimento de matérias-primas, o que amplia a pressão sobre preços e logística.

Para o agro brasileiro, o movimento indica possível encarecimento de fertilizantes e maior volatilidade no abastecimento. Como o setor depende fortemente de insumos importados, qualquer alteração relevante na oferta global pode refletir diretamente nos custos de produção e, consequentemente, nos preços ao consumidor. As informações foram publicadas no perfil oficial na rede social LinkedIn.

 





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Insetos ameaçam lavouras e nova solução promete reação



O produto também passa a integrar o portfólio contra lagarta-do-cartucho


O  produto também passa a integrar o portfólio de soluções voltadas ao controle da lagarta-do-cartucho
O produto também passa a integrar o portfólio de soluções voltadas ao controle da lagarta-do-cartucho – Foto: Divulgação

As culturas de milho e algodão cultivadas após a safra de soja enfrentam desafios relevantes ao longo do ciclo produtivo, especialmente em relação ao controle de insetos-praga que comprometem o rendimento das lavouras. Em cenários de manejo inadequado, essas ameaças podem provocar perdas significativas, afetando diretamente a produtividade.

Nesse contexto, a Syngenta lança o inseticida INVENCIS®, desenvolvido com a tecnologia PLINAZOLIN®, com foco no controle ampliado de pragas e no aumento da eficiência produtiva. Ensaios realizados com o produto indicaram ganhos de até 36 sacas por hectare no milho em comparação a outros manejos. A formulação reúne dois ativos complementares, permitindo o controle simultâneo de diferentes pragas, como lagartas, percevejos, ácaros, cigarrinha, tripes e bicudo, com ação rápida e efeito residual prolongado.

O produto também passa a integrar o portfólio de soluções voltadas ao controle da lagarta-do-cartucho, ampliando o espectro de atuação e apresentando desempenho superior em condições de alta pressão quando comparado a inseticidas disponíveis no mercado. No algodão, o inseticida atua no manejo do bicudo-do-algodoeiro e de ácaros, reduzindo danos em estruturas reprodutivas e contribuindo para maior retenção de botões e maçãs.

Resultados obtidos em duas safras apontaram menor incidência de danos e redução do abortamento floral, além de maior estabilidade produtiva em relação a tratamentos convencionais. A tecnologia também oferece flexibilidade de aplicação e contribui para interromper o ciclo das pragas com rapidez.

Segundo a empresa, o lançamento é resultado de investimentos globais em pesquisa e desenvolvimento e busca ampliar a previsibilidade e a proteção do potencial produtivo. O produto estará disponível na próxima temporada comercial e faz parte da estratégia de inovação voltada à agricultura tropical.

 





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Rótulos de alimentos influenciam decisão de compra



O tema foi analisado em estudo conduzido por pesquisadores da USP


O tema foi analisado em estudo conduzido por pesquisadores da USP
O tema foi analisado em estudo conduzido por pesquisadores da USP – Foto: Divulgação

Informações presentes nos rótulos de alimentos e bebidas que destacam benefícios à saúde influenciam o comportamento do consumidor, elevando a percepção de valor e a disposição de pagar mais. Esse efeito, porém, varia conforme fatores individuais e o contexto da compra, como idade, estado de saúde, conhecimento nutricional, preço e sabor.

O tema foi analisado em estudo conduzido por pesquisadores da USP sobre o impacto das alegações funcionais e de saúde nas escolhas alimentares. Entre as mais comuns estão benefícios ligados à saúde cardiovascular, óssea, muscular, metabólica e digestiva, além de promessas relacionadas ao bem-estar, ação antioxidante, suporte imunológico e desempenho cognitivo.

Segundo a professora da Faculdade de Saúde Pública da USP Elizabeth Aparecida Ferraz da Silva Torres, os consumidores estão mais atentos à composição dos produtos e tendem a considerar essas alegações como um diferencial. A compreensão desse comportamento é vista como relevante para orientar políticas públicas, regulamentações e estratégias de comunicação.

A pesquisa revisou 71 artigos publicados entre 2019 e 2024 em bases científicas de mais de dez países. O trabalho, que tem Helena F. Martins Tavares como primeira autora, indica que a decisão de compra é multifatorial e envolve fatores psicológicos, sociais e perceptivos, como escolaridade, tempo disponível, finalidade do consumo e estado emocional.

No Brasil, a regulamentação é feita pela Anvisa, que exige comprovação científica de eficácia e segurança para autorizar o uso dessas alegações. As pesquisadoras apontam que, quando bem fundamentadas, essas informações podem contribuir para escolhas alimentares mais saudáveis.

 





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Reta final da soja pode derrubar até 20% da safra



Entre as principais ocorrências estão a mancha-alvo


Entre as principais ocorrências estão a mancha-alvo
Entre as principais ocorrências estão a mancha-alvo – Foto: Pixabay

A fase final do ciclo da soja concentra riscos decisivos para o desempenho da lavoura e exige atenção redobrada do produtor. Nos 30 a 40 dias que antecedem a colheita, a cultura direciona energia para o enchimento dos grãos, tornando-se mais sensível a danos foliares que afetam diretamente a produtividade e a qualidade.

Nesse período, as chamadas Doenças de Final de Ciclo ganham relevância. Luiz Henrique Marcandalli, da Rainbow Agro, explica que o avanço dessas doenças pode provocar desfolha precoce e encurtar o enchimento dos grãos. Ao infectarem os tecidos, os patógenos causam lesões que reduzem a fotossíntese, com impacto direto no rendimento e na qualidade da produção.

Dados da Embrapa indicam que, sem controle adequado, as perdas podem superar 20%. Como costumam ocorrer simultaneamente e são difíceis de diferenciar em campo, essas enfermidades são tratadas como um complexo. A redução da área foliar sadia se intensifica nas últimas semanas e, em condições climáticas favoráveis, os sintomas evoluem rapidamente, diminuindo o tempo de resposta do produtor.

Entre as principais ocorrências estão a mancha-alvo, a mancha-parda e a cercosporiose, que comprometem as folhas e podem levar à necrose. O manejo envolve o uso de defensivos agrícolas, com escolha e aplicação ajustadas à pressão local, ao estágio da planta e às recomendações técnicas. O acompanhamento especializado também contribui para definir estratégias mais eficientes e equilibrar custo e proteção.

A Rainbow Agro destaca soluções como o fungicida Zerrust Mixx, que reúne diferentes ativos para o controle do complexo de doenças. A empresa afirma oferecer tecnologias voltadas à eficiência e qualidade no enfrentamento das DFCs.

 





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Em Chicago, preços da soja têm novas altas nesta 6ª feira, entre fundamentos…


Petróleo volta a subir, apoia o óleo e puxa também o grão

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Os preços da soja vão encerrando a semana em alta na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (27), sustentados por um movimento de recomposição técnica e pelo suporte vindo do complexo de derivados, especialmente o óleo de sojam que registrou bons ganhos durante os últimos dias. Perto de 7h05 (horário de Brasília), as cotações subiam de 2,75 a 4 pontos nos principais vencimentos, com o maio valendo US$ 11,76  eo julho com US$ 11,92 por bushel.  

Além das questões técnicas e dos ajustes pelos traders de suas posições antes da chegada do novo relatório de área para os EUA pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no dia 31, o mercado também segue atento ao cenário macroeconômico e às expectativas envolvendo a demanda internacional, em especial da China.

Durante os últimos dias, o mercado se beneficiou da confirmação do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, nos dias 14 e 15 de maio, em Pequim, na esperança de que a cúpula possa definir com mais clareza como serão as compras de soja norte-americana pela nação asiática e se os volumes podem ser maiores do que se observa agora. 

Dados reportados ontem pelo USDA mostraram vendas para exportação acima das expectativas e a China sendo o principal destino da oleaginosa dos EUA. 

O cenário externo também continua no radar dos investidores. As oscilações do petróleo e as tensões geopolíticas recentes mantém a incerteza ainda rondando os mercados de commodities e demais ativos, alimentando uma volatilidade ainda bastante agressiva. Os investidores monitoram possíveis avanços nas negociações entre EUA e Irã para um cessar-fogo, mas com notícias ainda muito desalinhadas e divergentes. 

Nesta manhã de sexta-feira, os preços do petróleo continuam subindo, têm mais de 1% de alta e ainda são combustível para o suporte a alguns mercados, como óleo de soja e milho também na CBOT. 

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Por:

Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes

Fonte:

Notícias Agrícolas





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Trigo recua em Chicago após trégua no conflito


A cotação do trigo recuou no mercado internacional ao longo da semana, influenciada pelo anúncio de uma trégua na guerra entre Estados Unidos/Israel e Irã. Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada nesta quinta-feira (09), o contrato para o primeiro mês em Chicago fechou o dia a US$ 5,74 por bushel, ante US$ 5,98 registrados na semana anterior.

De acordo com a Ceema, o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), publicado no mesmo dia, trouxe poucas alterações para o mercado. O órgão manteve praticamente inalteradas as estimativas de produção e estoques finais dos Estados Unidos, enquanto elevou a produção mundial para 844,2 milhões de toneladas. Os estoques globais foram ajustados para 283,1 milhões de toneladas, com aumento superior a 6 milhões de toneladas em relação ao mês anterior. A produção da Argentina foi estimada em 27,9 milhões de toneladas, enquanto a do Brasil foi reduzida para 7,87 milhões.

Os embarques de trigo dos Estados Unidos somaram 334.106 toneladas na semana encerrada em 2 de abril, levemente acima do piso esperado pelo mercado. Com isso, o total exportado no atual ano comercial alcança 20,7 milhões de toneladas, volume 17% superior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior.

A Ceema avalia que houve pressão vendedora após o anúncio da trégua, ainda que considerada instável, em um contexto de oferta global elevada. O relatório aponta que o comportamento dos fundos de investimento também segue influenciando o mercado, com liquidações de posições especulativas contribuindo para a queda das cotações em momentos de redução das tensões geopolíticas.

No mercado brasileiro, a Safras & Mercado indica que o cenário ainda não apresenta sustentação para um movimento consistente de alta. “o mercado nacional ‘ainda não apresenta fundamentos suficientes para sustentar um movimento consistente de alta’”, aponta a consultoria. Segundo a análise, “o ritmo de negócios segue lento, com moinhos relativamente abastecidos no curto prazo e produtores mais retraídos, acompanhando a queda externa e o comportamento do câmbio antes de tomar decisões. Esse ambiente mantém a liquidez limitada e reforça a necessidade de atenção redobrada por parte do produtor”.

Apesar disso, os preços internos apresentaram recuperação. No Rio Grande do Sul, as principais praças registraram valores entre R$ 60,00 e R$ 61,00 por saca, enquanto no Paraná as cotações ficaram em torno de R$ 66,00. No mercado de pronta entrega paranaense, o preço médio superou R$ 1.280 por tonelada no fim de março, retornando a níveis observados em setembro de 2025.

Parte desse movimento é atribuída ao desempenho das exportações brasileiras e à elevação dos preços do trigo argentino, que subiram 7% em março, encarecendo as importações. As programações de embarque do Brasil somam 2 milhões de toneladas entre agosto de 2025 e março de 2026, com 97% desse volume originado no Rio Grande do Sul. Entre os destinos, Bangladesh lidera, seguido pelo Vietnã e pelo mercado do Nordeste via cabotagem. Já as importações previstas para o período entre agosto de 2025 e abril de 2026 totalizam 3,72 milhões de toneladas, com destaque para Ceará, São Paulo, Bahia e Pernambuco.





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Safrinha menor pode elevar preços do milho


Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 3 a 9 de abril e divulgada nesta quinta-feira (9), os preços do milho apresentaram leve recuperação no Brasil. No Rio Grande do Sul, as principais praças registraram valores em torno de R$ 57,00 por saca, enquanto nas demais regiões do país as cotações oscilaram entre R$ 50,00 e R$ 68,00 por saca.

De acordo com a Ceema, o milho ainda apresenta preços considerados acessíveis ao consumidor interno, mas há preocupação com o comportamento do mercado nos próximos meses. A expectativa é de uma safra menor, especialmente na segunda safra, em função da redução de área plantada e de condições climáticas adversas, o que pode pressionar os preços no segundo semestre. A consultoria Brandalize Consulting também aponta que a demanda externa deve contribuir para esse movimento de alta.

No avanço da comercialização, cerca de 18% da safrinha 2025/26 já havia sido negociada, considerando uma produção estimada em 100,6 milhões de toneladas. O ritmo varia entre os estados, com destaque para Mato Grosso, que alcançou 24,4% da produção esperada comercializada, enquanto outras regiões apresentam percentuais menores. No Matopiba, a comercialização atingia 15,8% da produção prevista. O plantio da segunda safra está praticamente concluído no país.

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a colheita da safra de verão atingia 51,3% da área total, em linha com a média histórica para o período. Já em relação à segunda safra, o Paraná segue como ponto de atenção devido a problemas climáticos que têm impactado o desenvolvimento das lavouras.

No Mato Grosso, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) projeta crescimento de 1,5% na demanda pelo cereal. A safrinha no estado teve 1,17 milhão de hectares semeados fora da janela ideal, mas a produção ainda é estimada em 51,7 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade média prevista de 116,6 sacas por hectare.

As exportações brasileiras de milho somaram 983.029 toneladas em março, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), volume 12,8% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. O preço médio por tonelada, no entanto, recuou 4,1%, passando de US$ 240,30 em março de 2025 para US$ 230,40 em março de 2026.

Um estudo publicado na revista Crop Protection aponta impactos da cigarrinha-do-milho sobre a produção nacional. A pesquisa, conduzida pela Embrapa Cerrados, Epagri e CNA, indica perda média de 22,7% da safra anual entre 2020 e 2024, com prejuízo estimado em US$ 6,5 bilhões por ano. “Atualmente, os dois tipos de enfezamentos – o pálido e o vermelho – são a maior ameaça fitossanitária à produção brasileira do grão. As duas doenças são causadas pela cigarrinha-do-milho, que também transmite os vírus do mosaico-estriado e da risca do milho.”

O estudo também destaca os efeitos indiretos das perdas na cadeia produtiva. “O impacto negativo da cigarrinha ultrapassa a porteira da fazenda, já que o milho é base para a produção de proteína animal (aves, suínos e leite) e biocombustíveis, e as quebras de safra elevam os preços para o consumidor e afetam a balança comercial brasileira”.





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