segunda-feira, julho 27, 2026

Política & Agro

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Mercados agrícolas iniciam o dia com ajustes



A soja opera em queda, acompanhando o recuo de seus derivados


A soja opera em queda, acompanhando o recuo de seus derivados
A soja opera em queda, acompanhando o recuo de seus derivados – Foto: Nadia Borges

Os mercados agrícolas iniciam o dia com movimentos mistos, refletindo fatores climáticos, ajustes de oferta e demanda e o comportamento recente das exportações globais. As indicações de preços e tendências foram divulgadas pela TF Agroeconômica, apontando um cenário de cautela entre os agentes.

No trigo, os contratos em Chicago registram leve alta após uma sequência de quatro sessões positivas. A valorização está ligada às preocupações com as condições das lavouras de inverno nos Estados Unidos, especialmente nas Grandes Planícies do Sul, onde a previsão de chuvas segue limitada. Apesar disso, o mercado pode enfrentar realização de lucros diante dos ganhos recentes. No Brasil, os preços continuam avançando de forma gradual, sustentados pela escassez de produto de melhor qualidade.

A soja opera em queda, acompanhando o recuo de seus derivados. A previsão de chuvas no Meio-Oeste americano, seguida por dias secos favoráveis ao plantio, pressiona as cotações. Soma-se a isso a confirmação de exportações mais fracas dos Estados Unidos e compras chinesas abaixo do esperado. No cenário internacional, o ambiente geopolítico mais estável contribui para a queda do petróleo, influenciando o complexo soja. Regionalmente, os preços no Brasil mostram sustentação, enquanto há atrasos relevantes na colheita argentina, com riscos crescentes à qualidade dos grãos.

O milho apresenta leve alta em Chicago, impulsionado pelo ritmo forte das exportações norte-americanas, que já superam com folga a projeção anual. Ainda assim, o avanço é limitado pelas condições climáticas favoráveis ao plantio da próxima safra. No Brasil, os preços seguem em queda, refletindo a pressão da oferta no curto prazo, com expectativa de recuperação a partir do segundo semestre, conforme os estoques diminuam.

 





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“Nem todo produtor está no mesmo agro”



De forma geral, o produtor entra no ano com uma das menores margens


De forma geral, o produtor entra no ano com uma das menores margens
De forma geral, o produtor entra no ano com uma das menores margens – Foto: Pixabay

O cenário da soja em 2026 é marcado por pressão sobre as margens e por uma diferença cada vez maior entre regiões produtoras. As informações são de Marcos Rubin, fundador da Veeries, que analisa o comportamento econômico da safra no país.

De forma geral, o produtor entra no ano com uma das menores margens dos últimos quatro ciclos, mas o destaque está na desigualdade entre as regiões. Antes do custo de arrendamento, o Centro-Oeste apresenta resultados entre R$ 1.400 e R$ 3.000 por hectare, enquanto o MAPITOBA varia de R$ 1.900 a R$ 2.400. O Paraná aparece com desempenho mais positivo, acima de R$ 2.500, enquanto a Metade Sul do Rio Grande do Sul registra os piores resultados, abaixo de R$ 600 por hectare.

Ao considerar o custo médio de arrendamento, hoje entre R$ 1.500 e R$ 1.800 por hectare, o cenário muda de forma relevante. Em diversas áreas, especialmente entre produtores com maior dependência de terras arrendadas, a margem praticamente desaparece e pode se tornar negativa.

Na comparação com a safra anterior, o comportamento também varia. O Rio Grande do Sul mostra recuperação, apesar de ainda apresentar resultados frágeis. Regiões do Oeste e Norte do Paraná, além de Mato Grosso do Sul, também registram melhora impulsionada pela produtividade. No restante do país, predomina a compressão de margens.

O quadro reforça que o desafio não está apenas no nível de rentabilidade, mas na sua distribuição entre regiões e perfis de produtores. A produtividade passa a definir realidades econômicas distintas, enquanto o custo de produção, sobretudo o arrendamento, se consolida como fator decisivo. Produtores que expandiram área com maior alavancagem tendem a enfrentar maior pressão financeira.


 





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adiantar ou atrasar? Entenda os impactos na logística


A decisão de adiantar ou atrasar a colheita do arroz irrigado pode definir o resultado econômico da safra. Em um cenário de gargalos logísticos, filas em unidades de recebimento e limitação de secagem, o momento da colheita impacta diretamente custos, qualidade dos grãos e eficiência operacional no campo.

A colheita do arroz irrigado concentra grande volume de produção em um curto período, exigindo sincronia entre lavoura, máquinas, transporte e armazenagem. Quando essa engrenagem falha, o produtor é forçado a tomar decisões fora do ponto ideal — e é nesse momento que surgem os principais prejuízos.

O principal desafio está no descompasso entre a capacidade de colheita e a estrutura de recepção e secagem. Esse gargalo leva à formação de filas, aumento do tempo de espera e, muitas vezes, à necessidade de colher antes ou depois do momento ideal.

Adiantar a colheita: estratégia ou risco calculado?

Antecipar a colheita pode ser uma decisão estratégica para diluir picos de entrega e evitar filas nas unidades armazenadoras. No entanto, essa prática traz impactos diretos na logística e nos custos. Quando o arroz é colhido com alta umidade, o volume de água a ser retirado aumenta significativamente, exigindo mais tempo de secagem e reduzindo a capacidade operacional dos secadores. Na prática, isso pode gerar um novo gargalo dentro da própria estrutura de pós-colheita.

Além disso, há aumento no consumo de energia e no custo operacional, pressionando a margem do produtor. Por outro lado, essa antecipação pode evitar perdas maiores no campo, especialmente em cenários de previsão de chuvas ou risco de acamamento.

O equilíbrio está na decisão técnica: assumir maior custo de secagem pode ser vantajoso quando o risco climático ou logístico é elevado.

Atrasar a colheita: quando o problema vira prejuízo

Se adiantar a colheita exige planejamento, atrasar geralmente é consequência de falhas logísticas — e costuma ser mais arriscado.

Entre os principais impactos observados estão:

– Aumento de grãos quebrados e trincados devido à baixa umidade

– Maior incidência de grãos ardidos, mofados e brotados

– Perdas por debulha natural e queda de espigas

– Maior exposição a eventos climáticos adversos

Além disso, filas prolongadas com caminhões carregados podem agravar ainda mais a situação. Grãos úmidos parados por longos períodos favorecem aquecimento e deterioração, comprometendo a qualidade final do produto.

Logística é o fator decisivo

O que define se o produtor deve antecipar ou postergar a colheita não é apenas o ponto fisiológico da planta, mas a capacidade logística disponível.

Entre os principais fatores que precisam ser considerados estão:

– Capacidade diária de secagem (toneladas/dia)

— Volume total a ser colhido

– Número de caminhões disponíveis

– Distância até a unidade de recebimento

— Tempo de ciclo de transporte

Impacto no bolso do produtor

A escolha do momento da colheita influencia diretamente três pilares do resultado financeiro:

– Custo operacional – secagem, transporte e uso de máquinas

– Qualidade do grão – que define o preço recebido

– Perdas no campo – que reduzem o volume comercial

Ou seja, não se trata apenas de colher mais rápido, mas de colher no momento certo, dentro da capacidade logística disponível.

 





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Calendário da soja é divulgado no Paraná


O calendário do vazio sanitário da soja no Paraná para a safra 2026/2027 foi definido pela Ministério da Agricultura e Pecuária por meio da Portaria nº 1.579/2026. A medida determina a ausência total de plantas vivas de soja durante o período estabelecido, incluindo as chamadas plantas voluntárias, com o objetivo de interromper o ciclo do fungo causador da ferrugem asiática, doença que pode provocar perdas na produção.

De acordo com a normativa, o estado foi dividido em três macrorregiões, cada uma com datas específicas para o vazio sanitário e para a semeadura. A regionalização considera características produtivas e climáticas distintas dentro do Paraná.

Na Região 1, que abrange Sul, Leste, Campos Gerais e Litoral, o vazio sanitário ocorre entre 21 de junho e 19 de setembro de 2026, com semeadura autorizada de 20 de setembro de 2026 a 20 de janeiro de 2027. Já na Região 2, composta por áreas do Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste, o período de vazio vai de 2 de junho a 31 de agosto, enquanto o plantio pode ser realizado de 1º de setembro a 31 de dezembro. No caso da Região 3, que inclui o Sudoeste, o vazio sanitário ocorre entre 12 de junho e 10 de setembro, e a semeadura está permitida entre 11 de setembro de 2026 e 10 de janeiro de 2027.

Segundo o chefe do Departamento de Sanidade Vegetal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), o cumprimento dos prazos é determinante para o controle da doença nas lavouras. “A prática do vazio sanitário da soja beneficia o agricultor, que terá maior controle da doença, utilizando menos aplicações de fungicidas”, afirma. “Além disso, a prática contribui na manutenção da eficácia desses produtos para o controle da ferrugem”, afirma o engenheiro agrônomo.

A fiscalização do cumprimento das regras é realizada em todo o estado, e o descumprimento pode resultar em sanções aos produtores. Conforme a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), o respeito ao calendário também contribui para o planejamento da safra e para o manejo fitossanitário, sendo a adesão dos produtores considerada necessária para a execução das estratégias de defesa agropecuária.

Para orientações adicionais, os produtores podem buscar atendimento junto aos escritórios locais da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) ou por meio dos canais oficiais da instituição.





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Com demanda enfraquecida, preços caem



Mercado de ovos encerrou a primeira quinzena de abril com cotações em queda


Foto: Pixabay

O mercado de ovos encerrou a primeira quinzena de abril com cotações em queda, uma vez que a tradicional retomada da demanda de início de mês não foi suficiente para sustentar os valores. O menor ritmo de vendas fez com que a pressão por descontos se intensificasse, provocando o recuo nos preços da proteína em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea.

Segundo o Centro de Pesquisas, a procura por ovos esteve abaixo do esperado no período, enquanto, do lado da oferta, o cenário divergiu entre as regiões.  Em algumas praças não houve aumento dos estoques nas granjas, já em outras, diante do menor volume de negociações, a disponibilidade começou a aumentar.

Esse cenário de baixa acende um alerta para o setor, que deve se atentar ao equilíbrio entre a oferta interna e a demanda pela proteína nos próximos meses. Levantamentos do Cepea apontam que, nos últimos dois anos, após o final do período da Quaresma, os preços recuaram por vários meses consecutivos, pressionados pela maior disponibilidade interna. 





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Competitividade frente ao boi é a maior desde 2022



Os preços do frango resfriado estão em alta neste mês na Grande São Paulo


Foto: Canva

Os preços do frango resfriado estão em alta neste mês na Grande São Paulo. Enquanto as cotações da carne bovina também sobem, a carcaça suína registra forte baixa, gerando movimentos distintos entre as concorrentes. Nesse cenário, o frango resfriado atinge seu patamar mais competitivo frente à carne bovina em quatro anos. Em relação à proteína suinícola, por outro lado, a carne de frango está no pior momento também desde 2022.

Na primeira quinzena de abril, o preço do frango resfriado negociado na Grande São Paulo avançou fortes 6,6% frente a março, com média de R$ 7,18/kg. De acordo com pesquisadores do Cepea, esse movimento está relacionado aos reajustes dos fretes, visto que o conflito no Oriente Médio elevou as cotações dos combustíveis em boa parte do País. Além disso, a demanda pela proteína aumentou no período, devido ao recebimento de salários por parte da população. 





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Fenasul Expoleite e Fenovinos são lançadas com expectativa de mais de 3 mil animais


O lançamento da 19ª Fenasul e da 46ª Expoleite ocorreu na manhã desta quinta-feira (16), no pavilhão do gado leiteiro do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). Durante o ato, também foi anunciada a 38ª edição da Fenovinos, que ocorrerá nas mesmas datas e no mesmo local. O evento contou com a presença de autoridades, dirigentes de entidades e produtores. A feira, com entrada gratuita, ocorre de 13 a 17 de maio no parque. A cerimônia contou com a presença do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o vice-governador do Estado, Gabriel Souza.

O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Márcio Madalena, destacou a importância da feira no calendário do setor e a expectativa de grande público. “A data do evento já se consolidou como um patrimônio, reunindo tradição e relevância econômica. A projeção é de mais de duas mil pessoas ao longo da programação, que contará com atrações voltadas a todos os públicos”, apontou.

Madalena ainda ressaltou a força da exposição de animais, com número de ovinos praticamente equivalente ao da Expointer, além da expectativa de novos recordes nesta edição. Ele lembrou que a feira não pôde ser lançada há dois anos em razão de questões climáticas, o que reforçou ainda mais a importância do evento neste momento.

O presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) e da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Marcos Tang, destacou a força coletiva das entidades envolvidas na Fenasul Expoleite e os desafios enfrentados pelo setor leiteiro no Rio Grande do Sul. Em seu discurso, Tang ressaltou a consolidação do evento como resultado da união entre diversas instituições, como Farsul, Fetag, Secretaria da Agricultura e outras entidades representativas.

Segundo Tang, a feira cresceu e ganhou relevância ao integrar diferentes segmentos do agronegócio, reunindo mais de dois mil animais, número que pode chegar a três mil ao considerar as atividades paralelas, como o rodeio. O dirigente também enfatizou a diversidade de atrações, incluindo a participação da Fenovinos, provas com equinos e a presença de raças como o cavalo crioulo. Para Tang, a Fenasul Expoleite se firmou como um espaço representativo de toda a pecuária gaúcha.

O presidente da Gadolando, no entanto, chamou atenção para a situação delicada do setor leiteiro. Ele criticou o impacto das importações e a falta de medidas efetivas de proteção ao produtor nacional. “O produtor precisa trabalhar e pagar suas contas com o próprio produto, sem depender constantemente de crédito bancário”, destacou.

O engenheiro agrônomo da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Adrik Francis Richter, representando a entidade no lançamento da Fenasul Expoleite, destacou a importância do evento para o fortalecimento da cadeia leiteira e da agricultura familiar no Estado. Segundo ele, a feira é um espaço fundamental de visibilidade, integração e valorização dos produtores de leite, que são quem de fato viabilizam a realização do evento.

Ele ressaltou ainda que, além de evidenciar a força do setor, é essencial aproveitar o momento para cobrar das autoridades avanços em políticas públicas que garantam mais estabilidade no preço pago ao produtor. Adrik lembrou que 2025 foi um ano difícil para a atividade, marcado por oscilações e desafios na remuneração, reforçando a necessidade de dar mais segurança e previsibilidade à produção leiteira.

Outro ponto destacado foi a participação das agroindústrias familiares, com 40 empreendimentos na Multifeira da Agricultura Familiar. No espaço, o público poderá encontrar produtos como queijos, iogurtes, doce de leite, além de itens tradicionais como cucas e salames, que agregam valor à produção, geram renda no campo e contribuem para o fortalecimento da economia gaúcha.

Representando a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), o diretor administrativo da entidade, Francisco Schardong, afirmou que a expectativa de público será superada com o incremento da Fenovinos na programação do evento. O dirigente também saudou a “estreia” do secretário da Agricultura, Márcio Madalena. Schardong dirigiu-se ao governador Eduardo Leite, salientando a parceria do Governo do Estado com o setor produtivo, especialmente na rápida resposta às invasões de terra ocorridas durante seu mandato. Ao encerrar sua fala, ele lembrou das dificuldades enfrentadas pelos produtores: “Mas, mesmo com o endividamento que passamos, quem vier na Fenasul Expoleite vai conhecer o nosso tamanho, vai saber quem é o produtor do Rio Grande do Sul”, salientou.

O prefeito de Esteio, Felipe Costella, destacou a importância de ouvir os copromotores como parte essencial da construção coletiva do evento. Segundo ele, o reconhecimento dos avanços conquistados ao longo dos anos caminhou junto com a necessidade de atenção às demandas do setor. “A gente reconhece tudo o que já foi feito, mas também entende que ouvir quem está na ponta é fundamental para continuar avançando”, afirmou.

Costella ressaltou que a realização conjunta da Expoleite, Fenasul e Multifeira foi resultado de um trabalho integrado entre diversas mãos, com planejamento e diálogo constante. De acordo com o prefeito, a organização foi construída com foco em ampliar o alcance do evento, atrair mais público e fortalecer a geração de negócios. “A gente se reuniu, pensou estratégias para crescer, trazer mais gente e criar mais oportunidades para todos que participam”, explicou.

O chefe do Executivo também reforçou o papel de Esteio como cidade anfitriã e destacou a importância do evento para o desenvolvimento econômico regional. “Esteio recebeu a todos de braços abertos, porque a gente entende o tamanho e a relevância desse momento para o setor produtivo”, disse.

A 5ª Multifeira de Esteio, coordenada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (SMDEMA) trará uma programação que integra cultura, tradição, agronegócio e desenvolvimento econômico, com atrações artísticas, atividades tradicionalistas e espaços voltados à valorização da identidade gaúcha. Um dos destaques da programação é a 4ª edição do Rodeio Artístico de Esteio, promovido pelo CTG Independência Gaúcha, com apoio da Administração Municipal e da RBS TV. O evento ocorre nos dias 16 e 17 de maio, das 8h às 20h, com entrada gratuita.

A programação também inclui atrações gastronômicas no Pavilhão do Chef, com competições e experiências ligadas ao churrasco. Além disso, espaços institucionais e de desenvolvimento econômico irão apresentar iniciativas e potencialidades do município e da região. A expectativa é de mais de 100 estandes e o edital para inscrições deve ser aberto em breve.Confira imagens do evento.





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Limitantes de solo no milho exigem diagnóstico correto para evitar perdas na lavoura


A produtividade do milho começa no solo. Quando há restrições químicas ou físicas no perfil, a cultura perde capacidade de enraizamento, reduz a absorção de água e nutrientes e fica mais vulnerável a períodos de estiagem. Por isso, identificar os principais limitantes de solo é passo decisivo para o produtor planejar correções e evitar prejuízos recorrentes no campo.

O milho é uma cultura altamente responsiva às condições do ambiente. Em solos com boa fertilidade, estrutura adequada e ausência de toxidez, a planta consegue expressar melhor seu potencial produtivo. Já em áreas com acidez elevada, alumínio tóxico, compactação, baixa capacidade de troca de cátions (CTC), deficiência de nutrientes e, em situações específicas, salinidade, o desempenho da lavoura tende a cair.

Entre os principais entraves está a acidez do solo. Em ambientes muito ácidos, o alumínio se torna mais disponível em níveis tóxicos para as raízes. Na prática, isso limita o alongamento radicular e reduz a capacidade de a planta explorar água e nutrientes em profundidade. O reflexo aparece em lavouras desuniformes, plantas menores e menor resposta ao uso de fertilizantes.

Outro problema frequente é a compactação, causada principalmente pelo tráfego excessivo de máquinas, preparo inadequado do solo, baixa presença de matéria orgânica e ausência de plantas de cobertura com raízes mais agressivas. Quando há camadas adensadas, as raízes do milho ficam restritas à superfície, a infiltração de água é prejudicada e a cultura se torna mais suscetível à estiagem e ao acamamento.

A baixa CTC e o baixo teor de matéria orgânica também estão entre os fatores que comprometem o desempenho da cultura. Solos com essas características, comuns em áreas arenosas, têm menor capacidade de reter nutrientes e menor efeito tampão frente à adubação. Isso aumenta o risco de lixiviação, reduz a eficiência dos fertilizantes e exige manejo mais criterioso ao longo da safra. Para o milho, que demanda nutrição constante, essa limitação pesa diretamente no resultado final.

As deficiências e os desequilíbrios de nutrientes completam a lista dos principais limitantes. Fósforo, nitrogênio e potássio estão entre os elementos mais exigidos pela cultura. Quando o fósforo está baixo, por exemplo, o produtor pode observar crescimento lento e coloração arroxeada nas folhas nas fases iniciais. Já desequilíbrios entre cálcio, magnésio e potássio afetam o desenvolvimento radicular e a eficiência de absorção de nutrientes.

Em áreas irrigadas ou com material de origem salino-sódico, a salinidade e a sodicidade também merecem atenção. Nesses casos, o excesso de sais dificulta a absorção de água pelas raízes, enquanto o sódio pode comprometer a estrutura do solo. O resultado aparece em germinação prejudicada, plântulas fracas e queda de produtividade.

O diagnóstico desses problemas não deve se basear apenas na observação visual da lavoura. A análise de solo segue como principal ferramenta para identificar limitações químicas, enquanto a avaliação física, com abertura de trincheiras e uso de penetrômetro, ajuda a detectar camadas compactadas. Em campo, sinais como desuniformidade no talhão, plantas de menor porte em manchas específicas, raízes curtas e pouco ramificadas e redução de estande podem indicar que o problema está no solo.

A recomendação técnica é que a correção desses limitantes seja pensada além da safra imediata. O planejamento deve considerar análise de solo em diferentes profundidades, correção da acidez, manejo da fertilidade, uso de plantas de cobertura, rotação de culturas e melhoria gradual da matéria orgânica. A lógica é sair do improviso safra a safra e construir um ambiente mais equilibrado para o milho ao longo dos anos.

 





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Colheita de arroz avança e entra em fase decisiva



Neste momento, porém, o foco deixa de ser o volume já colhido


Neste momento, porém, o foco deixa de ser o volume já colhido
Neste momento, porém, o foco deixa de ser o volume já colhido – Foto: Divulgação

A colheita de arroz no Rio Grande do Sul avança em ritmo consistente e entra em uma fase decisiva para a consolidação dos resultados da safra. As informações foram apresentadas por Sergio Cardoso, diretor de operações na Itaobi Representações.

De acordo com os dados mais recentes, os trabalhos já alcançam 79,3% da área cultivada no estado. O percentual indica um progresso relevante, impulsionado principalmente pelas regiões que iniciaram a colheita mais cedo e conseguiram manter maior regularidade nas operações.

Neste momento, porém, o foco deixa de ser o volume já colhido e passa a ser a forma como a safra será concluída. As áreas restantes concentram maior complexidade operacional, com condições de campo mais desafiadoras e influência direta de fatores climáticos, especialmente a ocorrência de chuvas que tende a desacelerar o ritmo das máquinas.

Esse cenário é considerado esperado dentro do ciclo produtivo, mas exige atenção redobrada em pontos específicos. Entre eles, destacam-se as lavouras acamadas, que apresentam risco direto de perdas econômicas. Nesses casos, há impacto na produtividade, maior dificuldade na colheita e possibilidade de redução na qualidade dos grãos.

A etapa final da colheita ganha, assim, um peso estratégico. Com a safra praticamente definida em termos de potencial, o resultado financeiro ainda depende da condução dessa reta final. A gestão eficiente das áreas mais sensíveis pode ser determinante para garantir melhor desempenho, reforçando que, neste estágio, detalhes operacionais passam a influenciar diretamente o resultado no campo.

 





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Geopolítica ganha força no mercado de algodão



“A geopolítica deixou de ser um fator periférico”


“A geopolítica deixou de ser um fator periférico"
“A geopolítica deixou de ser um fator periférico” – Foto: Canva

O mercado global de algodão inicia o segundo trimestre de 2026 sob influência crescente de fatores externos que aumentam a volatilidade e reduzem a previsibilidade dos negócios. Questões geopolíticas, incertezas climáticas, movimentação de fundos e gargalos logísticos estão entre os principais elementos que vêm alterando a dinâmica tradicional de oferta e demanda.

De acordo com a Artigas do Brasil, os conflitos no Oriente Médio seguem pressionando rotas marítimas estratégicas, elevando custos de frete, seguros e prazos de entrega. Esse cenário tem impacto direto no fluxo do comércio internacional e reforça a instabilidade do mercado.

“A geopolítica deixou de ser um fator periférico. Tornou-se o principal motor do mercado. Interrupções em corredores marítimos críticos estão impactando custos, prazos e a confiabilidade das entregas”, afirma Danny Van Namen, sócio da Artigas do Brasil, com sede em São Paulo.

Além disso, problemas logísticos continuam limitando a disponibilidade efetiva da pluma, mesmo diante de uma oferta global considerada robusta. No Brasil, a dificuldade de escoamento amplia a diferença entre o volume produzido e o que realmente chega ao mercado externo.

No campo, a seca persistente nos Estados Unidos eleva o risco de perdas na produção, enquanto o aumento dos custos favorece a migração para culturas concorrentes, como milho e soja. Esse conjunto de fatores pode afetar a oferta global no próximo ciclo.

A avaliação da consultoria indica que a tendência é de maior concentração da oferta exportável em poucos países, com destaque para Brasil e Estados Unidos. Esse movimento aumenta a sensibilidade do mercado a eventos regionais.

 





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