segunda-feira, julho 27, 2026

Política & Agro

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RS registra estabilidade nas exportações avícolas


O desempenho das exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul neste primeiro trimestre foi marcado por movimentos distintos entre os períodos. Enquanto o mês de março apresentou crescimento de 12% no volume embarcado em comparação ao mesmo mês de 2025, passando de 63 mil toneladas no ano passado para 70 mil toneladas neste ano, o volume das exportações no acumulado do trimestre registrou leve retração de -0,3% frente ao ano anterior, resultado que reflete estabilidade e retomada de mercados.

Em termos de receita, o desempenho foi positivo tanto no mês quanto no acumulado do ano, evidenciando a importância do produto avícola gaúcho nos países importadores. Em março deste ano, as exportações de carne de frango apuraram receita de US$ 135.1 milhões, crescimento de 21,9% em relação aos US$ 110.8 milhões registrados no mesmo mês de 2025. No consolidado do primeiro trimestre, o faturamento atingiu US$ 362.2 milhões, alta de 6,3% frente aos US$ 340.8 milhões obtidos no mesmo período do ano anterior, refletindo a valorização do produto no mercado internacional.

Segundo o presidente executivo da Organização Avícola do RS (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos, o desempenho demonstra o valor da indústria avícola gaúcha nos países importadores. “A carne de frango produzida aqui no Estado segue valorizada no mercado internacional, impulsionada pela demanda global, por questões sanitárias em outros países e a fidelização de muitos importadores, que ao fim dos embargos, voltaram com muito “apetite” a comprar nosso produto”, afirma.

O setor está muito atento aos efeitos da crise no Oriente Médio, que tem elevado o custo de produção.

Mercado de Ovos do RS apresenta aumento expressivo nas exportações

No segmento de ovos, as exportações do Rio Grande do Sul totalizaram 1.730 toneladas no primeiro trimestre, volume 45,6% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, com 1.188 toneladas embarcadas. Com este expressivo aumento nos volumes exportados, a receita apresentou crescimento de 78,1%, alcançando US$ 6.8 milhões, contra os US$ 3.8 milhões do ano passado, refletindo a valorização do produto no mercado internacional e a recomposição gradual da demanda externa de mercados relevantes.

Santos avalia que a manutenção de mercados estratégicos reforça as perspectivas positivas no setor da indústria e produção de ovos gaúcha. “A retomada das exportações de ovos, especialmente para destinos tradicionais, reafirma o Rio Grande do Sul no comércio internacional e traz boas perspectivas de crescimento ao longo do ano, acompanhando a demanda externa e a crescente valorização do produto avícola gaúcho”, destaca.

Brasil: Mesmo com crise no Oriente Médio, exportações de carne de frango crescem 6% em março

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 504,3 mil toneladas em março, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 6% o total exportado no mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 476 mil toneladas.

A receita mensal das exportações também registrou recorde. Ao todo, foram US$ 944,7 milhões em março deste ano, número 6,2% maior em relação aos US$ 889,9 milhões no mesmo período de 2025.

No ano (janeiro a março), o volume embarcado pelo setor chegou a 1,456 milhão de toneladas, superando em 5% o total exportado no primeiro trimestre de 2025, com 1,387 milhão de toneladas. O crescimento é ainda mais expressivo em receita, com US$ 2,764 bilhões neste ano, resultado 6,9% maior em relação ao ano anterior, com US$ 2,586 bilhões no ano passado.

Exportações brasileiras de ovos

O mercado externo para a indústria brasileira de produção de ovos, no total acusou recuos em volumes e receitas no trimestre, conforme quadro abaixo. Isso, se deve ao reposicionamento e planejamento de produção e volumes comercializados de alguns estados que certamente irão retomar os níveis médios exportados no decorrer dos últimos meses.





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Comissão aprova projeto que prevê apreensão de veículo por transporte irregular de animais vivos


17/04/2026 – 16:52  

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que autoriza a apreensão de veículos de transporte de animais vivos em desacordo com normas de segurança e bem-estar.

Pela proposta, veículos que não atenderem aos requisitos técnicos – como ventilação adequada, proteção contra temperaturas extremas e resistência compatível com o peso dos animais – serão apreendidos. Os requisitos se referem ao transporte de animais classificados como “de produção, de interesse econômico, de esporte, de lazer ou de exposição”.

Em caso de apreensão do veículo, os animais devem ser encaminhados imediatamente a locais adequados, até que o reembarque seja realizado.

Manutenção e cuidado

O texto estabelece ainda que o transportador e o contratante responderão por todos os custos gerados, como despesas com manutenção e cuidado com os animais durante a apreensão do veículo.

A comissão aprovou o substitutivo do relator, deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), para o Projeto de Lei 173/23, dos deputados Delegado Matheus Laiola (União-PR) e Delegado Bruno Lima (Pode-SP).

O projeto original estabelecia uma lista detalhada de 14 requisitos técnicos que os veículos deveriam seguir, como a obrigatoriedade de sistemas de ventilação, fornecimento de água e espaço suficiente para os animais permanecerem em pé. No entanto, a versão do relator não traz essas regras, que já constam em resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e do Ministério da Agricultura.

“Todas as regras listadas já fazem parte do arcabouço jurídico relacionado ao tema”, disse Ayres, ao defender que a inovação real do projeto deve ser a inclusão da apreensão no rol de medidas administrativas do Código de Trânsito.

Próximas etapas

A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza

Edição – Pierre Triboli





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Itaipu compra mais uma área para assentar indígenas no Paraná


Com recursos da Itaipu Binacional, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) adquiriram mais uma área para assentamento da comunidade Avá Guarani, na região Oeste do Paraná.

O imóvel, com 107 hectares, está localizado entre os municípios de São José das Palmeiras e Santa Helena, a cerca de 120 quilômetros (km) de Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina.

A Fazenda América, que passará a se chamar Tekoha Pyahu, é dez vezes maior do que o espaço ocupado hoje pelas 27 famílias, cerca de 90 pessoas, que serão agora transferidas, segundo a Itaipu. Atualmente, elas vivem em situação precária em um terreno de apenas 9 hectares, localizado na faixa de proteção do reservatório da usina. A expectativa é que a mudança ocorra em até dois meses.

“A mudança será importante para nossa comunidade, especialmente para as crianças. Teremos um local adequado para viver, ter escola, posto de saúde, entre outros direitos que iremos conquistar lá”, afirmou o cacique Dioner, líder da aldeia Pyahu. 

Para ele, o processo de reparação de danos que a Itaipu está fazendo é o “mínimo que se pode fazer para os Avá Guarani”.

A compra de terras faz parte do acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em março de 2025, e firmado por Itaipu com comunidades indígenas, Ministério Público Federal (MPF), Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Incra, Funai e Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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O objetivo é assegurar reparação histórica pela violação a direitos humanos dos Avá-Guarani. Isso porque, na década de 1970, quando a usina começou a ser construída, em plena ditadura militar brasileira, a etnia Avá-Guarani sofreu o impacto do alagamento de suas terras tradicionais com a criação do reservatório do empreendimento, a partir do represamento do rio Paraná, na divisa com o Paraguai, que compartilha a gestão da usina com o Brasil.

O acordo estabelece medidas para assegurar a territorialização das comunidades locais e prevê a destinação aos indígenas de pelo menos 3 mil hectares de terra que serão adquiridos pelo consórcio Itaipu Binacional, ao custo inicial de R$ 240 milhões.

“Trata-se de respeito, de reparação histórica e de promoção de condições de vida digna para essa população”, destacou o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri. Ele lembrou ainda que a solução foi construída de forma articulada com as instituições parceiras e as próprias comunidades.

No acordo homologado pelo STF, a Itaipu Binacional se comprometeu a implementar ações de restauração ambiental nas áreas adquiridas e a financiar serviços essenciais, como fornecimento de água, energia elétrica, saneamento, saúde e educação. Caberá à Funai o procedimento de destinação final da posse permanente e usufruto exclusivo às comunidades indígenas. O processo de obtenção dos imóveis rurais passa por análise fundiária e técnica tanto da Funai quanto do Incra.  

Itaipu ainda informou que, por meio de convênios com associações de pais e mestres de escolas e do projeto Opaná – Chão Indígena, estão sendo promovidas iniciativas voltadas ao fortalecimento da cultura, do idioma e do modo de vida dos Avá Guarani, além de ações de assistência técnica em agroecologia e de educação antirracista.

Até o momento, o valor total investido pela Itaipu para a compra de terras para as comunidades indígenas afetadas na construção da usina está em 84,7 milhões. O valor já inclui o pagamento pela fazenda América, que custou R$ 17,6 milhões.

Também foram adquiridas a Fazenda Brilhante, de 215 hectares, em Terra Roxa, onde foram alocadas três comunidades que, juntas, têm 68 famílias; a Fazenda Amorim, de 209 hectares, em Missal, para onde serão transferidas 36 famílias que ocupam uma área na Faixa de Proteção do Reservatório da Itaipu; parte do Haras Mantovani, de 68 hectares, em Terra Roxa; e uma área de 9,8 hectares para a comunidade Arapy, de Foz do Iguaçu. A meta é chegar a 3 mil hectares, com investimento total de R$ 240 milhões.

A área total obtida até agora supera os 700 hectares, o equivalente a 700 de futebol padrão Fifa.





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Tour técnico marca fechamento da colheita da soja e da safra de milho verão no RS


A realização de um tour técnico promovido pela Elicit Plant Brasil marcou o encerramento da colheita da soja no Rio Grande do Sul (RS) e o fechamento da safra de milho verão no ciclo 2025/2026. O encontro reuniu pesquisadores, agricultores e representantes da distribuição para avaliação dos resultados e análise técnica das lavouras em diferentes regiões do Estado.

O tour teve como destaque visitas técnicas a áreas de pesquisa e propriedades rurais nos municípios de São Luiz Gonzaga, Cruz Alta, Ijuí, Passo Fundo, Pontão e Santa Bárbara do Sul, promovendo a integração entre ciência, prática de campo e mercado. Conforme o responsável pelas operações da empresa no país, Felipe Sulzbach, durante a visitação, os participantes acompanharam de perto o desempenho das lavouras, discutiram estratégias de manejo e analisaram os impactos das condições climáticas sobre a produtividade da soja.

Nas áreas conduzidas por pesquisadores, foram apresentados resultados de ensaios e avaliações técnicas com foco no comportamento de cultivares, sanidade das plantas, manejo nutricional e controle de pragas e doenças. Já nas propriedades de agricultores, o grupo conferiu na prática as decisões tomadas ao longo da safra, os desafios enfrentados e os resultados obtidos em ambientes reais de produção.

Nesse contexto, o Elizon, desenvolvido pela Elicit Plant, demonstrou alta performance técnico‑comercial na soja, contribuindo para a proteção do potencial produtivo e a estabilidade das lavouras frente aos estresses abióticos. De acordo com Sulzbach, em áreas de pesquisa e campos comerciais, o produto apresentou resultados consistentes, “com excelente seletividade, favorecendo a manutenção da área foliar sadia e o equilíbrio fisiológico ao longo do ciclo”. “Esses atributos resultaram em maior uniformidade de desenvolvimento e mais segurança no manejo  fitossanitário, reforçando o posicionamento de Elizon como uma solução estratégica de valor agregado para programas de manejo da soja, alinhando desempenho agronômico e resultado econômico ao produtor e à distribuição,” destaca.

O tour também marcou o fechamento oficial da safra de milho verão, com a apresentação de um panorama técnico direcionado à distribuição. Foram compartilhados dados de produtividade que registrou entre 15 e 17 sacos a mais, análise do comportamento das lavouras frente ao clima, desempenho de tecnologias utilizadas e os principais aprendizados do ciclo, contribuindo para o alinhamento estratégico e o planejamento da próxima safra.

Sulzbach afirma que a iniciativa reforça a importância da troca de experiências, da validação técnica em campo e da proximidade com a distribuição. “Os dados da safra são transformados  em informações estratégicas para apoiar a tomada de decisão e o posicionamento junto ao produtor rural”, reitera.

 





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Café recua, mas segue caro ao consumidor


O preço do café no varejo segue elevado durante o período de entressafra. Segundo o Boletim Conjuntural divulgado na quinta-feira (16) pelo Departamento de Economia Rural, vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, em março, o valor médio do pacote de 500 gramas foi de R$ 28,56, o que representa queda de 3% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o produto era comercializado a R$ 29,36.

De acordo com o Departamento de Economia Rural, a acomodação dos preços vem sendo observada desde abril de 2025, quando foi registrado o pico de R$ 31,61. “O preço do café no varejo tem se mantido em patamares altos neste período de entressafra”, informa o boletim. Apesar do recuo recente, a redução ainda não compensa a alta registrada anteriormente.

Entre julho de 2024 e julho de 2025, os preços passaram de R$ 16,10 para R$ 31,14, uma elevação de 95%. Segundo o levantamento, enquanto a alta acumulada foi próxima de R$ 15,00, o recuo atual gira em torno de R$ 3,00. Esse movimento impactou o consumo, que apresentou retração de 2,3% em 2025, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria de Café.

Para 2026, a expectativa é de mudança no cenário, com previsão de uma safra maior no Brasil, o que pode reduzir a pressão sobre a oferta. Esse movimento já se reflete nos preços recebidos pelos produtores no Paraná, que recuaram 27% nos últimos 12 meses, passando de R$ 2.362,81 em março de 2025 para R$ 1.734,11 no mês passado.

O Departamento de Economia Rural destaca que, para que a queda chegue ao consumidor final na mesma proporção, é necessário que os preços permaneçam baixos durante o avanço da colheita. Como o café atualmente disponível foi produzido sob custos mais elevados, a entrada da nova safra tende a pressionar os preços para baixo ao longo do segundo semestre.

O boletim também aponta que fatores externos podem influenciar esse movimento, como tarifas de importação, variações cambiais, custos logísticos e possíveis frustrações de safra. Ainda assim, a avaliação é de que, no curto prazo, esses fatores dificilmente levarão os preços a patamares superiores aos atuais.





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Sementes prometem mudar tudo no plantio de cana



“Vamos usar equipamentos de outras culturas”


"Vamos usar equipamentos de outras culturas"
“Vamos usar equipamentos de outras culturas” – Foto: Pixabay

A adoção de novas tecnologias no plantio agrícola avança com propostas que buscam maior eficiência, escala e padronização. Nesse contexto, iniciativas voltadas à substituição de métodos tradicionais indicam uma mudança relevante na forma de implantação das lavouras.

O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) inaugura nesta semana uma planta de sementes sintéticas de cana-de-açúcar, marcando uma nova fase de um projeto desenvolvido ao longo de 13 anos. Segundo o diretor comercial Luiz Antônio Dias Paes, a proposta é substituir práticas como o uso de colmos e mudas pré-brotadas, com a introdução de uma tecnologia voltada ao plantio comercial sem a necessidade de viveiros.

“Vamos usar equipamentos de outras culturas, de parceiros, de tecnologia do ponta, para que o produtor possa, principalmente, ter escala. Então, é uma etapa importantíssima para que possamos ir para a próxima etapa, que é uma planta comercial. Aí, sim, já a semente estará mais próximo do cliente”, complementa.

A unidade inaugurada tem caráter demonstrativo e permitirá ampliar testes relacionados ao plantio mecanizado, automação e padronização dos processos. A expectativa é avançar para uma etapa comercial, aproximando o produto do mercado. Na safra 2025/26, já houve plantios experimentais em usinas parceiras e áreas externas, além da implantação de 20 hectares com uso de sementes.

Entre os desafios apontados estão questões logísticas e o desenvolvimento de maquinários, conduzido em parceria com empresas do setor. A meta é elevar significativamente a capacidade operacional, com potencial de ampliar o rendimento diário de plantio. “O cuidado com relação ao plantio é chave para a formação de um canavial que vai ficar no campo por cerca de cinco anos. Além de escolher a genética certa e produzir corretamente, por enquanto, atentar à qualidade do viveiro e da muda é essencial”, afirma.

 





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Brasil amplia exportações de frutas e mira Itália e Canadá


Produtores brasileiros participarão da Macfrut 2026, uma das principais feiras internacionais do setor frutícola, que acontecerá de 21 a 23 de abril, no Rimini Expo Centre, na Itália. Na 43ª edição, o evento será ainda maior, mais internacional e inovador. 

A participação brasileira integra as ações de promoção do projeto Frutas do Brasil, iniciativa de internacionalização da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Na Macfrut, os exportadores brasileiros terão a oportunidade de melhorar o entendimento do mercado de frutas e aumentar a rede de contato com os países do leste europeu e dos Balcãns, alinhados assim com a estratégia de diversificação dos destinos de exportação das frutas brasileiras.

Abacate e manga serão os grandes destaques do evento, razão pela qual será fundamental a presença da fruticultura brasileira que tem grande competitividade com essas espécies de frutas. A programação inclui iniciativas como o Avocado Day e o Mango Day, com rodadas de negócios, degustações e encontros estratégicos, oferecendo uma oportunidade qualificada de conexão com compradores internacionais e alinhamento às tendências globais do setor. Está planejada também uma série de visitas a cooperativas de produtores de frutas na região de Rimini-Itália onde os produtores-exportadores terão contato com novas tecnologias de produção e gestão da atividade frutícola.

Dando continuidade à estratégia de internacionalização, será realizada, na sequência, a missão Frutas do Brasil – Canadá 2026, que levará produtores e representantes do setor para uma agenda de promoção comercial, prospecção de mercado e fortalecimento de parcerias naquele país. A ação, que ocorrerá de 26 de abril a 01 de maio, tem como objetivo estreitar relações diretamente com importadores, distribuidores e redes varejistas canadenses.

A agenda inclui visitas técnicas a centros de distribuição e supermercados em Toronto, participação na CPMA Convention and Trade Show e presença na SIAL Canada, uma das principais feiras internacionais do setor de alimentos.

O Canadá já se destaca como um mercado relevante para a fruticultura brasileira. Em 2025, o país importou 31,8 mil toneladas de frutas do Brasil, movimentando cerca de US$ 39,1 milhões. Entre os principais produtos exportados estão manga, melão, melancia e uva, que se destacam pela qualidade, regularidade de oferta e aceitação no mercado internacional. Os números evidenciam uma relação comercial já consolidada, mas com potencial de expansão considerando a demanda crescente por frutas tropicais brasileiras em um país que somente produz frutas de clima temperado.

A missão tem também o objetivo de validar as tendências de consumo, demandas específicas e oportunidades de ampliação das exportações brasileiras identificadas nos estudos de inteligência comercial. Para o gerente técnico da Abrafrutas, Jorge de Souza, o aumento das exportações diretas para o Canadá contribui significativamente para a estratégia do setor de aumentar as exportações brasileiras de frutas frescas na América do Norte.

“Essa missão nos permite entender com mais profundidade as demandas e particularidades do mercado canadense. Será uma oportunidade importante para aumentar e consolidar os relacionamentos comerciais com os importadores daquele país”.

Para o gerente comercial da empresa Dom Vicente, Welligton Pathric, a iniciativa representa uma oportunidade concreta de expansão de mercado.

“A proposta é estabelecer novas conexões com o mercado canadense, com foco na expansão e descentralização da operação de limão, aproveitando de forma estratégica essa janela de mercado, ainda que curta, na América do Norte”, afirma.

 





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Ibovespa destoa do exterior e recua pressionado por Petrobras


Logotipo Reuters

Por Paula Laier

SÃO PAULO, 17 Abr (Reuters) – O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira, sem conseguir acompanhar o viés otimista desencadeado por expectativas de um fim próximo para a guerra no Irã, uma vez que o tombo dos preços do petróleo derrubou as ações da Petrobras e de outras petrolíferas negociadas na B3.

As cotações da commodity desabaram após o Irã anunciar a reabertura do Estreito de Ormuz, rota para um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, que estava praticamente fechada desde o começo da guerra no final de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,55%, a 195.733,51 pontos, no terceiro pregão seguido no vermelho e encerrando a semana com declínio de 0,81%. No melhor momento do dia, pela manhã, avançou a 198.665,65 pontos. Na mínima, à tarde, registrou 195.367,90 pontos. O índice Small Caps, que não tem os papéis da Petrobras na sua composição, fechou em alta de 0,93%.

O volume financeiro no pregão somou R$44,73 bilhões, em dia também marcado pelo vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista.

O barril do petróleo sob o contrato Brent fechou em queda de 9,07%, a US$90,38, determinada principalmente pela declaração do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, de que a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz está completamente liberada após acordo de cessar-fogo firmado no Líbano.

Araqchi afirmou em uma publicação no X que o estreito está aberto para todas as embarcações comerciais durante o restante da trégua de 10 dias, mediada pelos EUA, entre as forças israelenses e o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, e acordada entre Israel e Líbano.

Em paralelo, referendando o tom otimista nos mercados, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que negociações poderiam ocorrer no fim de semana e que acreditava que um acordo para acabar com a guerra do Irã virá “em breve”.

Em Nova York, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, avançou 1,2%, renovando máximas.

De acordo com o responsável pela mesa de ações e sócio do BTG Pactual, Jerson Zanlorenzi, houve um “fortíssimo” movimento de descompressão de risco no mercado internacional, decorrente principalmente do movimento dos preços do petróleo. Zanlorenzi acrescentou que a forte queda da commodity naturalmente gera uma melhora do otimismo internacional, principalmente em relação a risco institucional e preço de combustíveis e matéria-prima energética e, consequentemente, inflação.

“Isso ajuda muito o Brasil”, afirmou, explicando que o Ibovespa acabou sendo penalizado pelo peso muito grande que as ações da Petrobras – que chegaram a desabar 7,6% no pior momento no caso das preferenciais – têm na sua composição. Na carteira válida para o pregão desta sexta-feira, publicada pela B3, as ações da Petrobras detinham uma participação combinada de 13% no índice.  

Zanlorenzi ponderou que essa melhora do mercado internacional, porém, pode devolver um otimismo maior para o mercado norte-americano e afetar o fluxo de capital global, que vem sendo um dos principais suportes para as ações brasileiras. A piora da perspectiva de risco para os EUA desencadeou desde o ano passado um movimento de rotação de ativos, com recursos saindo do mercado norte-americano principalmente para mercados emergentes, com o Brasil beneficiando-se de tal migração.

“Talvez a retomada de uma exuberância muito grande de preço ou de perspectiva nos Estados Unidos possa impactar um pouco a entrada de capital…(para as ações brasileiras)”, acrescentou Zanlorenzi, avaliando que isso pode explicar a bolsa brasileira não ter mostrado uma “euforia” nesta sessão. 

Entre as ações com maior queda nesta sessão, apontou, estão justamente aquelas que receberam grande parte desse fluxo externo e mais subiram, como Petrobras e Axia, o que pode ser o estrangeiro realizando lucros.

Dados da B3 sobre a movimentação de investidores estrangeiros mostram uma entrada líquida de R$14,6 bilhões em abril até o dia 15, com o saldo no ano positivo em R$68 bilhões.

No começo da semana, apoiado por esse fluxo, o Ibovespa renovou recordes e testou os 199 mil pontos pela primeira vez.

    DESTAQUES

• PETROBRAS PN caiu 4,86% e PETROBRAS ON recuou 5,31%, minadas pelo declínio dos preços do petróleo. A estatal também anunciou acordo para comprar uma participação da petrolífera Oranto e assumir como operadora do bloco 3, no offshore de São Tomé e Príncipe, na África. Nem o “upgrade” dos analistas do Bank of America, que elevaram a recomendação para as ações da estatal para compra, reverteu o efeito negativo do exterior. No setor, PRIO ON perdeu 4,03%, BRAVA ENERGIA ON cedeu 6,28% e PETRORECONCAVO ON encerrou em queda de 4,12%.

• AXIA ON perdeu 3,16%, tendo ainda no radar corte na previsão do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para o crescimento da carga de energia no Brasil em abril. O órgão agora prevê crescimento de 0,7% ante igual mês de 2025, a 82.239 megawatts médios, abaixo do incremento de 1,9% da projeção anterior.

• VALE ON subiu 2,64%, no primeiro pregão após divulgar que elevou em 3,9% suas vendas de minério de ferro entre janeiro e março ante o mesmo período de 2025, alcançando o maior volume para um primeiro trimestre desde 2018. A produção de minério de ferro da companhia cresceu 3% na mesma comparação. Na China, o contrato futuro de minério de ferro mais negociado em Dalian subiu 0,39%, a 778,5 iuans (US$114,06) a tonelada.

• BRADESCO PN avançou 1,97%, melhor desempenho entre os bancos do Ibovespa, apoiado ainda em expectativas positivas para o balanço do primeiro trimestre. Para analistas do Safra, o Bradesco será o único grande banco incumbente a apresentar leve expansão sequencial no retorno sobre o patrimônio (ROE). No setor, ITAÚ UNIBANCO PN caiu 0,38%, BANCO DO BRASIL ON valorizou-se 0,49% e SANTANDER BRASIL UNIT terminou com elevação de 0,45%.

• USIMINAS PNA fechou em alta de 3,15%, em pregão positivo no setor, com CSN ON avançando 2,57% e GERDAU PN subindo 0,05%. Analistas do BTG Pactual chamaram a atenção para dados do setor, como uma “dose muito necessária de otimismo”, após meses de indicadores negativos e rentabilidade no setor em mínimas de uma década.

• FLEURY ON caiu 2,57%. Analistas do BTG Pactual cortaram recomendação da ação para neutra e o preço-alvo de R$19 para R$18. Eles ressaltaram que o “downgrade” não tem a ver com performance operacional, mas reflete um ‘valuation’ relativo menos atrativo em comparação com os principais ‘benchmarks’ do setor de saúde e menor probabilidade de um desfecho de M&A.

• ONCOCLÍNICAS ON, que não faz parte do Ibovespa, disparou 15,33%, a R$1,58, após obter decisão liminar da Justiça de São Paulo concedendo proteção contra vencimento antecipado de dívidas.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)





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China amplia importações de soja, mas frustra expectativas


Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) referente ao período de 10 a 16 de abril, divulgada nesta quinta-feira (16), as cotações da soja na Bolsa de Chicago voltaram aos níveis da semana anterior após um movimento de recuo. O primeiro contrato fechou o dia a US$ 11,63 por bushel, ante US$ 11,65 na semana anterior.

De acordo com a Ceema, o cenário internacional segue influenciado por fatores geopolíticos e climáticos. “A continuidade da guerra no Oriente Médio, com um cessar-fogo capenga, não permite que o mercado mundial do petróleo e outras commodities básicas se acomode”. A entidade também aponta que o avanço do plantio nos Estados Unidos começa a pressionar as cotações, com maior atenção ao chamado mercado climático.

Ainda conforme a análise, o ritmo de plantio da safra norte-americana surpreende o mercado. Até 12 de abril, a área semeada alcançava 6% do esperado, acima da média histórica de 2% para o período. Para a Ceema, esse desempenho indica condições climáticas dentro da normalidade até o momento.

No comércio exterior, os embarques de soja dos Estados Unidos somaram 814.562 toneladas na semana encerrada em 9 de abril, elevando o total do ano comercial para 31,5 milhões de toneladas, volume 25% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Outro fator de impacto foi a greve de caminhoneiros autônomos na Argentina, que provocou bloqueios em rotas de acesso aos portos. Segundo a Ceema, a paralisação influenciou o mercado de derivados. “A logística da principal colheita e o abastecimento normal dos portos, em um momento crucial para a entrada de divisas no vizinho país”. Com isso, o farelo de soja em Chicago atingiu US$ 334,40 por tonelada curta em 15 de abril, maior valor desde 2 de outubro de 2024.

Na China, as importações de soja cresceram 14,9% em março na comparação anual, mas ficaram abaixo das expectativas do mercado. O volume totalizou 4,02 milhões de toneladas, impactado por atrasos nos embarques brasileiros em razão de inspeções mais rigorosas. No acumulado de janeiro a março, as compras chinesas somaram 16,6 milhões de toneladas, queda de 3,1% frente ao mesmo período de 2025.

Nos Estados Unidos, a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas (NOPA) informou que o esmagamento de soja em março atingiu 6,16 milhões de toneladas, resultado 16% superior ao observado no mesmo mês do ano passado e o segundo maior já registrado para o período.





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Curso de laticínios é oportunidade para aprender ou aperfeiçoar a produção


Diversos tipos de queijo, requeijão, ricota, doce de leite, bebida láctea, achocolatado e iogurtes. O preparo de todos esses produtos, seguindo as boas práticas de produção na agroindústria, as análises físico-químicas e microbiológicas do leite e até a escolha de embalagens e rótulos para os produtos são abordadas no Curso de Processamento Artesanal de Laticínios ofertado pelo Centro de Treinamento de Agricultores de Fazenda Souza (Cefas), em Caxias do Sul.

Nesta semana, nove alunos de sete municípios gaúchos participam do curso, com 40 horas de duração, que iniciou na segunda (13/04) e encerra nesta sexta-feira (17/04). Nesta edição, eles também elaboraram alguns produtos inovadores, como queijo colonial trufado com doce de leite de ovelha e queijo colonial com passas de cerejas.

Proprietária da agroindústria Ovelha Arteira, em Picada Café, que segue em fase de análise dos produtos, Katia Reichert Michaelsen aceitou o convite da extensionista da Emater/RS-Ascar para participar da qualificação. A produtora, que trabalha com ovelhas leiteiras da raça Lacaune, levou 20 litros do leite para uso no curso.

Katia conta que o marido, Ismael, já tinha feito o curso em 2022 e repassado os ensinamentos para ela, mas mesmo assim sentiu a necessidade de ver algumas técnicas importantes para produzir produtos diferenciados e de qualidade. “O queijo e todos os derivados do leite são muito especiais e a gente tem que realmente estar afinado para fazer bons produtos. O curso é muito bom, recomendo não só pra quem tem o interesse em abrir uma agroindústria, mas pra quem quer fazer para sua família. Já aprendi muito essa semana, vi o quanto que eu vou ter que mudar algumas coisas quando eu chegar na minha propriedade. A Emater faz um trabalho maravilhoso para ajudar o pequeno agricultor e eu só agradeço a oportunidade de poder fazer o curso e melhorar cada vez mais os nossos produtos”, ressaltou.

O próximo curso de laticínios do Cefas acontece de 10 a 14 de agosto. Para informações e inscrições, entre em contato com a extensionista Elenise Trevisan, pelo fone (54) 99627-4690.

Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar – Regional de Caxias do Sul

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