domingo, julho 26, 2026

Política & Agro

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“Conciliação é melhor solução para conflitos por terra”, diz indicado ao STF


O indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) Jorge Messias defendeu nesta quarta-feira (29), em sabatina no Senado, que o Judiciário atue por meio da conciliação para pacificar conflitos por terra no campo brasileiro.

“A melhor forma que nós temos de compor os conflitos de interesse desse país, principalmente conflitos fundiários, é a conciliação, o diálogo, a pacificação”, disse Messias.

O atual advogado-geral da União (AGU) respondia ao senador Jayme Campos (União-MT), que criticou a “insegurança jurídica” do produtor agrícola brasileiro diante da controvérsia em torno da tese do marco temporal, considerada inconstitucional pelo STF.

A tese, aprovada em projeto de lei no Congresso Nacional, diz que os povos indígenas só teriam direito às terras que já ocupavam durante a promulgação da Constituição, em 1988. Messias argumentou que a conciliação pode resolver impasses envolvendo as terras indígenas. 

“Este que vos fala foi o primeiro AGU a ter a coragem de assinar um acordo no STF reconhecendo o direito ao pagamento da indenização justa a um proprietário de terra que tinha um justo título em Mato Grosso, numa terra indígena que estava há anos em conflito”, disse.

Messias foi indicado pelo governo federal para assumir a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso. Para assumir o cargo, precisa dos votos favoráveis de 41 dos 81 senadores.

Sobre os conflitos em torno do marco temporal, o indicado ao STF destacou que não é possível “transigir naquilo que a Constituição estabelece”.

“Mas nós também não podemos retirar do proprietário de terra legítimo um direito à justa indenização ou uma pacificação”, completou, acrescentando que o melhor caminho para a “paz social” é conciliar o direito à propriedade privada com o direito dos povos indígenas.

“É possível conciliar. Fizemos um acordo histórico na região do Paraná que, após 40 anos, nós conseguimos entregar, a partir do pagamento por compra de terra, os direitos dos indígenas Avá-Guarani, que foram ali deslocados com a usina de Itaipu”, completou. 

O senador Jayme Campos criticou ainda a demora em processos de licenciamento ambiental e decisões judiciais que paralisam as obras do Ferrogrão, ferrovia que liga o Centro-Oeste aos portos do Norte do Brasil.

Messias disse que esse projeto é vital para o país e lembrou que buscou a conciliação entre as partes, como AGU, para destravar as obras do Ferrogrão. Ele defendeu um desenvolvimento sustentável para o Brasil, que seja capaz de proteger o meio ambiente.

 “Não há que se ter antagonismo entre a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico. Nós podemos conciliar as duas coisas”.

“É preciso ter clareza nas condicionantes ambientais, é preciso ter clareza na oitiva aos povos indígenas, aos povos originários, mas tudo isso pode ser feito em benefício do desenvolvimento”, ponderou.

O indicado ao STF Jorge Messias destacou ainda, durante a sabatina, que é “totalmente contra o aborto”.

“Da minha parte não haverá qualquer tipo de ação, de ativismo em relação ao tema aborto, na minha jurisdição constitucional. Eu quero deixar absolutamente vossas excelências tranquilas quanto a isso”, disse.

Messias ponderou que essa é uma concepção “pessoal, filosófica e cristã” dele, não sendo esse um tema para o Judiciário, por ser de competência privativa do Congresso Nacional.

O AGU respondia a questionamento do senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator da indicação e Messias na CCJ, que questionou sobre o parecer da Advocacia-Geral contra medida do Conselho Federal de Medicina (CFM) que restringia o acesso ao aborto legal.

Segundo Messias, o CFM não tem competência para isso, sendo essa uma atribuição do Parlamento. “Quem tem a competência deve exercê-la. Nós não podemos estabelecer atalhos. Portanto, defendi o princípio da legalidade, defendi o princípio da separação de Poderes”, disse.

O indicado ao Supremo disse ainda que, “qualquer que seja a circunstância”, o aborto é uma “tragédia humana”.

“Agora, a gente precisa olhar também com humanidade: há uma mulher, há uma criança, há uma adolescente, há uma vida. É por isso que a lei estabeleceu hipóteses muito restritas de excludentes da ilicitude – e isso há décadas”, acrescentou.

A lei permite o aborto em casos de estupro, de risco de morte da mãe, ou de anencefalia fetal, malformação congênita grave e fatal.

Messias ainda foi provocado, pela oposição, sobre a decisão dele, enquanto advogado-geral da União, de pedir a prisão de envolvidos nos atentados do 8 de janeiro de 2023. O ataque depredou as sedes dos Poderes, em Brasília, pedindo um golpe militar contra a posse do presidente Lula.

O sabatinado disse que era um dever do cargo dele pedir a prisão em flagrante daqueles que atentavam contra a democracia.

“Foi a defesa do patrimônio da União. E por que eu fiz? Porque é meu dever constitucional. Se eu não tivesse feito o pedido que fiz, eu teria prevaricado – e prevaricador nunca fui e não serei”, afirmou.





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J.Assy acelera crescimento e avança em nova fase de expansão global


À medida que se aproxima de três décadas de atuação no agronegócio, a J.Assy entra em um novo momento de maturidade, combinando a consolidação de sua operação no Brasil com movimentos estratégicos de sucessão e expansão global. Fundada há 29 anos, pelo agrônomo José Roberto Assy, a empresa construiu sua trajetória de sucesso com foco no desenvolvimento de tecnologias para plantio de precisão, mantendo uma estrutura independente e orientada à eficiência no campo.

Hoje, a companhia opera com uma base sólida distribuída em três unidades: sua matriz em Caldas Novas (GO) e dois centros de pesquisa e desenvolvimento, que concentra um time de cerca de 60 engenheiros, localizados em São Paulo e Curitiba. Esse ecossistema sustenta o avanço contínuo de soluções proprietárias, com foco no aumento do rendimento operacional do plantio e na entrega de eficiência e robustez para o agricultor, reforçando um modelo que integra engenharia, testes e aplicação prática no campo.

Sucessão familiar eficiente marca nova etapa de evolução da companhia com foco no longo prazo

Esse momento também é acompanhado por um movimento estruturado de sucessão. O fundador, José Roberto Assy, inicia a passagem de liderança para seu filho, Matheus Assy, que assume como diretor de operações da empresa. A transição representa a continuidade de uma visão construída ao longo de quase três décadas, agora combinada a uma agenda de evolução organizacional e fortalecimento da gestão.

Desde sua origem, a J.Assy foi estruturada como uma empresa independente, sem vínculo com acionistas e investidores externos para tomada de decisão, o que permitiu uma atuação orientada ao longo prazo e centrada nas necessidades do cliente. Esse direcionamento permanece como pilar estratégico, enquanto a companhia avança em um processo contínuo de profissionalização, com o objetivo de sustentar seu crescimento e ampliar sua competitividade em mercados cada vez mais exigentes.

Crescimento consistente e avanço internacional reforçam posicionamento global

Apesar de um cenário de desafios econômicos e políticos, a J.Assy foca na estruturação do time de vendas e estudos de mercado para sustentar o crescimento no ano presente. Os resultados recentes refletem esse momento de evolução.

No primeiro trimestre de 2026, a J.Assy registrou crescimento de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionada pela demanda por tecnologias de precisão e pela ampliação de sua presença internacional.

Nos Estados Unidos, a empresa projeta faturamento de US$ 3 milhões ao longo de 2026, consolidando sua atuação em um dos mercados mais competitivos do mundo. Na Argentina, a tecnologia da companhia vem sendo incorporada por grandes fabricantes de implementos agrícolas, posicionando a J.Assy como fornecedora de soluções embarcadas, com equipamentos já saindo de fábrica com sua tecnologia como item de série.

O avanço global também inclui a abertura de novos mercados. Em 2025, a empresa iniciou a exportação de suas soluções para companhias alemãs, marcando sua entrada na Europa. Para 2026, estão previstos movimentos de expansão para África, China e Austrália, ampliando o alcance da tecnologia brasileira em diferentes contextos agrícolas.

Esse conjunto de iniciativas reforça o posicionamento da J.Assy como uma empresa que alia desenvolvimento tecnológico próprio, proximidade com o campo e capacidade de escala internacional, levando soluções de plantio de precisão a diferentes regiões do mundo.

 





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agricultura regenerativa ganha força no Brasil e avança como pilar de inovação no campo



A feira acontece entre os dias 27 de abril e 1º de maio em Ribeirão Preto (SP)



Foto: Divulgação

A agricultura brasileira amplia o uso de práticas regenerativas e consolida um modelo que combina produtividade e conservação ambiental. O sistema, voltado à recuperação do solo, aumento da biodiversidade e redução de impactos, avança no país como estratégia de longo prazo para segurança alimentar e eficiência produtiva.

Dados da Federação Brasileira do Sistema Plantio Direto indicam que a área com práticas associadas à agricultura regenerativa ultrapassa 33 milhões de hectares no Brasil. O tema ganha espaço na Agrishow, considerada a principal feira de tecnologia do agronegócio na América Latina, que reúne produtores, empresas e especialistas em torno de soluções voltadas à sustentabilidade.

Para o presidente da feira, João Marchesan, o movimento reflete mudanças estruturais no setor. “Mais do que apresentar tendências, a Agrishow evidencia que o futuro do agronegócio já está em curso, impulsionadas principalmente por sistemas como o plantio direto, a rotação de culturas e a integração lavoura-pecuária-floresta. O avanço reflete a capacidade do produtor brasileiro de inovar sem abrir mão da produtividade e preservação do meio ambiente”, afirma.

No ambiente da feira, empresas apresentam tecnologias voltadas ao modelo regenerativo. A Agroallianz expõe o fertilizante TELLUS BR, desenvolvido para estimular microrganismos benéficos e melhorar a microbiota do solo, com efeitos no enraizamento e na absorção de nutrientes. A Vittia destaca soluções biológicas como bionematicidas, biofungicidas e inoculantes, com foco na redução da dependência de insumos externos.

Outra tecnologia apresentada é da ByMyCell, que leva a plataforma Rizobiota Agro, baseada em sequenciamento genético para análise da microbiota do solo e apoio à tomada de decisão no campo. No segmento de biomassa, a Tritucap apresenta o equipamento TH.18, voltado à trituração de resíduos vegetais para formação de cobertura orgânica e melhoria das condições do solo.





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Mercado do boi registra novas quedas


A cotação do boi gordo registrou queda em São Paulo, segundo análise divulgada na quarta-feira (29) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. O mercado operou pressionado, com aumento da oferta de animais e alongamento das escalas de abate, o que ampliou o poder de negociação dos compradores e resultou na terceira redução consecutiva nas ofertas de compra.

Na comparação diária, os preços do boi gordo e da vaca recuaram R$ 1,00 por arroba, enquanto a cotação da novilha permaneceu estável. O chamado “boi China” teve queda de R$ 2,00 por arroba. As escalas de abate estavam, em média, para dez dias. Agentes de mercado relataram que ofertas de compra de R$ 360,00 por arroba ou acima não encontraram resistência nas negociações, permitindo compras com facilidade, enquanto tentativas abaixo dessa faixa enfrentaram maior dificuldade para fechamento de negócios, ainda que tenham ocorrido transações em patamares menores sem volume suficiente para definir referência.

Em Goiás, o movimento de pressão também foi observado, influenciado pelo aumento da oferta, escalas mais confortáveis, redução da capacidade de suporte das pastagens e maior disposição de venda por parte dos pecuaristas diante da expectativa de novas quedas. Na região de Goiânia, a cotação do boi gordo caiu R$ 2,00 por arroba e a da vaca recuou R$ 3,00 por arroba, enquanto a novilha não apresentou variação. As escalas de abate estavam, em média, para 12 dias.

Na região Sul do estado, as cotações recuaram R$ 3,00 por arroba para o boi gordo, R$ 5,00 por arroba para a vaca e R$ 3,00 por arroba para a novilha. As escalas de abate estavam, em média, para sete dias. O “boi China” também registrou queda de R$ 2,00 por arroba nas praças goianas.





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Bayer investe em educação ilimitada para impulsionar novo modelo focado em competências


A Bayer, multinacional com 130 anos de história no Brasil e atuação nas áreas de Saúde e Agricultura, firmou parceria com a Unico Skill para oferecer educação ilimitada a seus mais de 4.600 colaboradores no país. A iniciativa faz parte da estratégia de inovação da companhia e reforça o compromisso de desbloquear o potencial máximo de seus talentos, dando-lhes autonomia e protagonismo em seu desenvolvimento.

A parceria está diretamente conectada à transformação cultural e organizacional da Bayer. A empresa está implementando um novo modelo operacional que substitui as estruturas hierárquicas tradicionais por um sistema mais descentralizado e colaborativo, permitindo que os talentos fluam livremente entre projetos e desafios. “Estamos construindo uma organização baseada em competências (skills-based), onde apostamos no desenvolvimento contínuo para promover maior fluidez de carreira. Quando investimos na educação, estamos alavancando o potencial dos nossos colaboradores e, ao mesmo tempo, construindo as equipes que a Bayer precisa para inovar e crescer”, afirma Anna Carolina Chiavone Frias, Head de Remuneração Total na Bayer.

Com a Unico Skill, os colaboradores das divisões Farmacêutica, Agrícola e de Saúde do Consumidor passam a ter acesso a uma plataforma com milhares de opções de cursos, desde graduações e MBAs até idiomas e mentorias. Essa ampla gama de aprendizado é a base para a nova cultura de desenvolvimento da Bayer, que passa a conectar talentos a projetos e oportunidades com base em suas competências, e não mais em cargos. “A educação é o instrumento que dá a cada um o protagonismo para construir sua trajetória e explorar novas oportunidades dentro da própria Bayer. Nosso objetivo é quebrar silos e permitir que as habilidades de nossos talentos sejam alocadas onde podem gerar maior impacto e valor, acelerando um novo modelo de trabalho mais ágil e dinâmico”, conclui Anna Carolina.

De acordo com o CEO da Unico Skill, Joca Oliveira, a parceria com a Bayer demonstra a visão de futuro da empresa. “A Bayer é uma referência em inovação em seus setores. Faz todo sentido que uma empresa com esse DNA busque no mercado o que existe de mais inovador e tecnológico para democratizar o acesso à educação dentro do seu negócio! Eles entendem que colaboradores mais preparados e engajados são chave para continuar crescendo”, afirma.

A Unico Skill é uma empresa brasileira que, nas palavras de Joca Oliveira, “conecta organizações, colaboradores e instituições de ensino, com o objetivo de democratizar a educação de qualidade no Brasil”. A empresa que quiser oferecer educação ilimitada a seus colaboradores paga um valor mensal fixo por pessoa. A partir daí, os trabalhadores passam a ter acesso à plataforma com mais de 26 mil opções de graduações, pós, cursos livres, técnicos, de idiomas e mentorias, em mais de 100 instituições de ensino do Brasil, como PUC-PR, PUCRS, Mackenzie, Estácio, CNA, entre outros e algumas das melhores universidades internacionais.





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Falta de pasto amplia uso de silagem


A utilização da silagem se mantém como prática recorrente na pecuária do Sul do Brasil, especialmente nos períodos de outono e inverno, quando há escassez de pastagens. Nesse contexto, o recurso é adotado como forma de garantir a oferta contínua de alimento ao rebanho ao longo do ano.

Durante o inverno, a redução na produção de forragem ocorre de forma natural, sobretudo em áreas de campo nativo, impactando o desempenho dos animais. A silagem passa, então, a ser utilizada para manter a estabilidade produtiva. Na pecuária leiteira, o uso tende a ser mais intenso no outono e na primavera, em função da transição entre pastagens de verão e inverno.

Segundo a Emater/RS-Ascar, a substituição do pasto pela silagem pode ocorrer em diferentes épocas, desde que haja equilíbrio nutricional na dieta. Esse ajuste varia conforme a categoria animal. Terneiros em crescimento demandam maior teor de proteína, enquanto vacas em pico de lactação exigem maior densidade energética, o que pode exigir suplementação com concentrados.

Entre as culturas utilizadas para ensilagem estão sorgo, cana-de-açúcar, capim-elefante e milho, que se destaca no Rio Grande do Sul como principal matéria-prima. O ponto de colheita influencia diretamente a qualidade, sendo recomendado, no caso do milho, o estágio farináceo a duro, quando o valor nutritivo é mais elevado.

O processo de produção da silagem requer etapas como picagem, compactação e armazenamento em ambiente vedado, sem presença de oxigênio. A fermentação anaeróbica é responsável pela conservação dos nutrientes, e falhas como excesso de umidade, compactação inadequada ou entrada de ar podem comprometer a qualidade e gerar perdas, conforme a Emater/RS-Ascar.

Do ponto de vista econômico, a silagem pode reduzir custos quando há estrutura adequada, incluindo maquinário e mão de obra. Em propriedades com menor acesso a esses recursos, o custo por quilo produzido pode ser maior, o que exige avaliação da viabilidade do sistema.

O médico veterinário e extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Carlos Brum, destaca que o planejamento alimentar é central no uso da silagem. “Em média, um bovino consome cerca de 2,5% do seu peso vivo em matéria seca por dia, o que significa que uma vaca de 400 quilos precisa ingerir aproximados dez quilos diários. Considerando que a silagem contém, em média, 35% de matéria seca, esse consumo equivale a cerca de 28,5 quilos do alimento por dia”, calcula Brum.

Com base nesses parâmetros, produtores podem estimar a quantidade necessária de alimento, contribuindo para a organização da propriedade. A regularidade na alimentação favorece a manutenção do desempenho dos animais e amplia a previsibilidade econômica, especialmente em períodos de instabilidade climática.

Com informações da Emater/RS-Ascar*





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Agrishow Labs traz soluções de gestão de dados, automação e monitoramento para o produtor rural



Confira os destaques do Agrishow Labs nesta 31ª edição da Agrishow


Foto: Divulgação

O agronegócio brasileiro se destaca em todo o mundo pelo avanço tecnológico, que é responsável por tornar a agricultura mais rentável, produtiva e sustentável. Parte dessa evolução se dá pelo crescimento no número de startups, que apresentam cada vez mais soluções inovadoras. Segundo o Radar Agtech Brasil 2025, o país reúne mais de duas mil startups do agronegócio distribuídas em centenas de municípios, refletindo a expansão desse mercado.  

Na Agrishow, principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, o Agrishow Labs, espaço voltado à conexão com produtores e à geração de negócios, reúne startups e hubs de inovação. Na Arena de Tecnologia e Inovação são apresentadas soluções aplicadas ao campo, com foco em gestão de dados, automação e monitoramento. Entre os hubs participantes estão PwC AgTech Innovation, Supera Parque e Sebrae for Startups.

“A inovação no agronegócio deixou de ser um movimento pontual e passou a integrar a base da competitividade do setor. Hoje, o produtor rural tem acesso a soluções que conectam dados, automação e inteligência aplicada ao campo, o que muda a forma de produzir e de tomar decisões. A Agrishow cumpre o papel de aproximar essas tecnologias da realidade das propriedades, criando um espaço onde startups, empresas e produtores podem se encontrar, testar soluções e acelerar a adoção de ferramentas que aumentam eficiência e produtividade”, afirma João Marchesan, presidente da Agrishow.

Confira os destaques do Agrishow Labs nesta 31ª edição da Agrishow

  • A Move Agro trouxe para a Agrishow o Opere+, um aplicativo mobile para gestão de operações com máquinas agrícolas, voltado ao monitoramento e à análise da eficiência operacional no campo. Com o recurso, pequenos e médios produtores podem acompanhar as operações diretamente do celular. 
  • A Sell Agro traz para a feira suas tecnologias de aplicação agrícola e suporte técnico ao produtor para atendê-lo em todas as etapas do manejo. 
  • A Inarix apresenta ferramentas com inteligência artificial embarcada para ampliar a visão computacional para digitalização e qualificação de processos em tempo real na produção de grãos. 
  • Já a Hural desenvolveu o Hural Rover, um pulverizador autônomo e elétrico voltado à automação e eficiência operacional.





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Crédito rural do Sicredi soma R$ 13,7 bilhões em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná


Em todo Brasil, valor chega a R$ 48,3 bilhões nos primeiros oito meses da Safra 25/26, com alta de 15,7% em relação ao ciclo anterior

O Sicredi liberou R$ 48,3 bilhões em crédito para o público agro nos oito primeiros meses da Safra 25/26, crescimento de 15,7% em comparação ao mesmo período da safra anterior. A carteira de crédito rural do Sicredi fechou janeiro com o saldo de R$ 121,4 bilhões, elevação de 14% em um ano.

Por finalidade, as operações de custeio somaram 37,5% do volume total liberado, seguido por investimentos com 29,2%. Em termos de destinação por público, quase 70% do total de 226,5 mil operações de crédito foi para pequenos e médios produtores. Ainda 19,5% foram operações de Cédula de Produto Rural (CPR). “Mesmo considerando o cenário desafiador para o agro, seguimos firmes em nosso compromisso de fomentar a atividade rural por meio de consultoria especializada, crédito e demais soluções que venham a auxiliar os produtores”, destaca Vitor Moraes, superintendente de Agronegócio do Sicredi.

Para atender produtores que desejam antecipar a compra de insumos para a próxima safra de verão e aproveitar melhores condições de preço, o Sicredi disponibilizou R$ 9 bilhões em crédito para pré-custeio. Panorama regional Nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, o Sicredi reforça seu protagonismo no financiamento ao agronegócio ao registrar R$ 13,7 bilhões em crédito rural liberado na Safra 25/26, crescimento de 12,9% em relação ao ciclo anterior. O desempenho acompanha a expansão da carteira, que atingiu R$ 33,2 bilhões em janeiro, com alta de 17,9% em 12 meses nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.

Os recursos seguem alinhados às principais necessidades do campo. Nos três estados, as operações de custeio lideram, com 46,9% do volume liberado, garantindo suporte direto à produção, enquanto os investimentos representam 24,3%. O perfil das operações evidencia o compromisso com a base do agro: 70,9% das cerca de 58 mil operações foram destinadas a pequenos e médios produtores. Já as operações via Cédula de Produto Rural (CPR) responderam por 23,5% do total, ampliando alternativas de financiamento no setor.

Para fortalecer o planejamento da próxima safra, a Central também disponibiliza R$ 3,6 bilhões em crédito para pré-custeio, permitindo aos produtores antecipar a compra de insumos para a próxima safra. Os números refletem não apenas o crescimento do crédito, mas a confiança do produtor em um modelo próximo e cooperativo. “Nosso foco é garantir acesso a soluções financeiras que apoiem todas as etapas da produção, do planejamento à colheita, com atenção especial aos pequenos e médios produtores, que são fundamentais para o desenvolvimento do agro na nossa região”, afirma Gilson Farias, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ.

Desembolsos BNDES

Quando computado todo o ano de 2025, em nível nacional o Sicredi liderou entre as instituições financeiras conveniadas ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) no volume de desembolsos para o segmento agro. A instituição financeira cooperativa liberou mais de R$ 8,6 bilhões aos seus associados do meio rural com recursos do banco de fomento. “Nessa nossa parceria com o BNDES, mantivemos o protagonismo em linhas estratégicas, consolidando nosso compromisso com a agricultura familiar, produtores de médio porte e inovação no campo”, ressalta Moraes.

Na finalidade de investimentos, o Sicredi foi o principal agente financeiro na concessão de recursos do BNDES para Pronaf e Pronamp. No Inovagro (Programa de Incentivo à Modernização e à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária), assumiu a liderança nacional, com aumento de 27% nas liberações, enquanto o mercado recuou 21%. No Proirriga (Programa de Financiamento à Agricultura Irrigada e ao Cultivo Protegido), a instituição registrou alta de 24% no valor liberado. Neste mês de abril, o Sicredi participa da Agrishow, considerada uma das mais importantes feiras de agronegócio da América Latina.

O evento acontece entre os dias 27 de abril e 1º de maio, em Ribeirão Preto (SP), e representa mais uma oportunidade estratégica para impulsionar negócios no campo, fortalecer o relacionamento com produtores rurais e apresentar soluções financeiras alinhadas às demandas do setor, contribuindo diretamente para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.





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Solo saudável guia reforma de canaviais



A rotação de culturas, especialmente com a soja, também aparece como prática


A rotação de culturas, especialmente com a soja, também aparece como prática relevante
A rotação de culturas, especialmente com a soja, também aparece como prática relevante – Foto: Pixabay

A reforma de canaviais tem ganhado relevância no planejamento agrícola diante da necessidade de conciliar produtividade, custos e conservação do solo. A avaliação é de Sergio Luiz de Almeida, líder em P&D, assuntos regulatórios e crescimento de mercado em proteção de cultivos e biológicos na América Latina, ao tratar da inovação e da sustentabilidade nesse processo.

A decisão de renovar uma área de cana-de-açúcar está ligada principalmente ao declínio da produtividade e às condições da terra. Quando a produção de açúcar e etanol por hectare cai de forma consistente, a reforma passa a ser uma medida necessária para recuperar o desempenho da lavoura e preservar a viabilidade econômica da operação.

Outro fator considerado é a saúde do solo. Infestações persistentes de pragas, desequilíbrios biológicos e problemas químicos podem indicar perda de fertilidade e necessidade de intervenção. Nesse cenário, testes de solo e acompanhamento técnico ajudam a definir o momento mais adequado para a renovação, evitando decisões baseadas apenas na idade do canavial.

Com o avanço dos custos de produção, cresce a importância de tecnologias capazes de prolongar a longevidade das plantas e adiar investimentos mais elevados. O uso de insumos modernos pode permitir a postergação do ciclo de reforma em pelo menos um corte adicional, reduzindo despesas operacionais e melhorando o aproveitamento da área já implantada.

A rotação de culturas, especialmente com a soja, também aparece como prática relevante. A alternância favorece a recuperação do solo, auxilia no manejo de pragas e pode reduzir custos na reforma seguinte. A adoção de variedades mais resistentes complementa essa estratégia ao permitir a substituição de canaviais antigos com maior segurança produtiva.

O material aponta ainda a valorização do investimento, com o custo de formação por hectare passando de R$ 10,5 mil na safra 2021 para R$ 12,5 mil na safra 2022. Esse cenário reforça a necessidade de decisões mais criteriosas, com foco em eficiência, sustentabilidade e retorno econômico.

 





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Praga pode reduzir produtividade em lavouras de milho



Entre as ameaças está o pulgão-do-milho


Entre as ameaças está o pulgão-do-milho
Entre as ameaças está o pulgão-do-milho – Foto: Pixabay

O avanço de pragas em lavouras de milho exige atenção constante, especialmente em períodos de calor e chuvas irregulares. Nessas condições, insetos que se instalam de forma discreta podem se multiplicar rapidamente e comprometer o desenvolvimento das plantas ainda nas fases iniciais do cultivo.

Entre as ameaças está o pulgão-do-milho, que se concentra nas folhas e suga a seiva da planta, retirando nutrientes importantes para o crescimento. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a população da praga pode crescer em poucos dias e causar perdas de até 60% da produção, principalmente quando o ataque ocorre na fase vegetativa, período em que a planta está mais sensível.

De acordo com Bruno Vilarino, gerente de produto da ORÍGEO, joint venture entre Bunge e UPL, o início da infestação costuma passar despercebido. Com a evolução do ataque, o milho perde vigor, o desenvolvimento desacelera e os reflexos começam a aparecer na lavoura.

Os sintomas incluem clorose, com folhas amareladas, além de aspecto de murcha. Em muitos casos, surge uma camada pegajosa sobre a superfície, que favorece a formação da fumagina, um pó escuro que recobre as folhas e dificulta o aproveitamento da luz solar pela planta.

A recomendação é intensificar o monitoramento desde o início da lavoura, com caminhamento frequente e observação próxima das plantas. O controle químico no começo da infestação é apontado como uma medida importante para conter o avanço da praga. Sperto, produto da UPL Brasil comercializado pela ORÍGEO, é indicado para esse cenário, com ação por contato, ingestão e efeito sistêmico. “O produtor precisa agir no início da infestação, antes de o pulgão comprometer o desenvolvimento da planta. Sperto, com ação por contato, ingestão e efeito sistêmico, controla a praga com rapidez, principalmente em regiões de alta pressão”, afirma o especialista.





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