sábado, maio 30, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Cachaça mineira movimentou R$ 624 milhões em 2025


No Dia da Cachaça Mineira, celebrado nesta quinta-feira (21), o setor comemora resultados positivos em Minas Gerais. Levantamento da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento aponta que o estado mantém a liderança nacional na produção da bebida. Em 2025, a cadeia movimentou R$ 624,7 milhões, reforçando a importância econômica e cultural da cachaça para Minas Gerais.

Segundo a assessora técnica da Seapa, Maíra Ferman, o estudo apresenta um panorama atualizado da cadeia produtiva da bebida. “Um dos destaques é o peso das vendas para fora do estado: 54% do faturamento da cachaça mineira já ocorre no mercado interestadual e internacional, indicando avanço na inserção do produto em novos mercados”, analisa.

Além do faturamento, o setor também ampliou a arrecadação pública. Em 2025, a cadeia da cachaça gerou R$ 56,5 milhões em ICMS, reforçando sua participação na economia estadual.

De acordo com o relatório, o estado concentra 40% dos estabelecimentos produtores registrados no país, com 501 empreendimentos formais ligados à atividade. O dado reforça a presença da produção em diferentes regiões do estado e a tradição mineira no setor.

O relatório também aponta avanço da cachaça mineira no mercado externo. “Em 2025, os principais destinos das exportações incluem Uruguai, Estados Unidos e Itália, que juntos concentram parcela significativa das vendas internacionais. Esse movimento reforça o potencial do produto como ativo estratégico para a internacionalização do agronegócio mineiro”, destaca Maíra Ferman.

Outro dado destacado no levantamento é a geração de empregos. Segundo a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o setor mantém trajetória de crescimento nos últimos anos, com aumento no número de vínculos formais ligados à fabricação de aguardente de cana-de-açúcar.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil sedia pela primeira vez um dos principais fóruns globais sobre agricultura regenerativa


Promovido pelo Global Landscapes Forum (GLF), pela Sustainable Agriculture Network (SAN), pelo Imaflora e pelo CABI BioProtection Portal, o evento consolida o país como centro estratégico para discussões sobre o futuro sustentável da agricultura

No dia 23 de junho, o Brasil vai receber a primeira edição brasileira do Fórum de Agricultura Regenerativa, um dos mais relevantes encontros internacionais dedicados à transformação dos sistemas alimentares e produtivos. Promovido pelo Global Landscapes Forum (GLF), pela Sustainable Agriculture Network (SAN), pelo Imaflora e pelo CABI BioProtection Portal, o evento consolida o país como centro estratégico para discussões sobre o futuro sustentável da agricultura.

Com o tema “Acelerando a Transição”, o fórum reunirá produtores rurais, cientistas, investidores, lideranças empresariais, organizações comunitárias e formuladores de políticas públicas em torno de soluções práticas para a regeneração dos solos, preservação da biodiversidade, segurança hídrica, produtividade sustentável e resiliência climática. A iniciativa coloca o país no centro de uma agenda internacional que busca transformar o agro em uma ferramenta de restauração ambiental e desenvolvimento econômico sustentável. 

Reconhecido como a maior plataforma global de conhecimento sobre uso integrado da terra, o GLF escolheu o Brasil — e especialmente Piracicaba, referência em ciência agrícola e inovação tecnológica — para sediar esta edição inédita, destacando a relevância do país na construção de novos modelos regenerativos para o campo. O evento contará com tradução simultânea em português, inglês, espanhol e francês, ampliando o alcance das discussões para diferentes regiões do mundo. 

O ano de 2026 é especialmente relevante, já que o ‘Super El Niño’ deve impactar culturas importantes como arroz, açúcar e cacau. O Brasil e outros países da América Latina, cujas economias dependem fortemente da produção e exportação agrícola, estarão no centro dessa discussão. 

Segundo Isabel Mesquita, Coordenadora regional para América Latina e Caribe do GLF, a agricultura regenerativa é um caminho fundamental para os sistemas alimentares do planeta, garantindo solos saudáveis e biodiversidade por meio da restauração da terra com práticas agrícolas. “Diferentemente da agricultura convencional, que pode degradar os solos e depende de fertilizantes químicos e pesticidas, a agricultura regenerativa oferece uma abordagem mais sustentável, promovendo rotação de culturas, biocontrole e biofertilizantes.” 

Programação

A programação inclui painéis estratégicos sobre financiamento de impacto, inovação tecnológica, bioinsumos, agroflorestas, liderança feminina no campo, inclusão social e cadeias de valor sustentáveis. Entre os destaques estão experiências imersivas em Living Labs, o AgroTalk Live e a construção de um Manifesto de Colaboração Radical, que pretende orientar ações globais para acelerar a transição regenerativa. 

Entre os painelistas confirmados estão nomes de referência internacional, como José Roberto Postali Parra (ESALQ/USP), Talia Smith (Circular Bioeconomy Alliance), Geoffrey Hawtin (World Food Prize 2024), Elizabeth Adu (ex-Banco Mundial), Ricardo Abramovay (USP), Phyllis Caldwell (ex-Tesouro dos EUA), Teresa Corção (Instituto Maniva) e líderes de sustentabilidade e impacto de organizações globais. 

Para Eduardo Trevisan, diretor de ESG e Certificações do Imaflora, sediar o fórum pela primeira vez no Brasil reforça o protagonismo nacional em uma agenda essencial para o futuro da produção agrícola global. “Trazer ao Brasil um fórum dessa magnitude representa um reconhecimento internacional da capacidade do país de liderar soluções regenerativas para a agricultura. É uma oportunidade única de conectar ciência, mercado, produtores e investidores em torno de estratégias concretas para acelerar a transição para sistemas mais resilientes, produtivos e ambientalmente responsáveis”, destaca.

José Campos Arce, da SAN, reforça que o Fórum de Agricultura Regenerativa no Brasil não é apenas mais uma conferência — é um ponto de virada. “Estamos unindo desde agricultores até lideranças corporativas para provar que a regeneração não é um limite para o crescimento, mas sim o caminho para alcançá-lo. A América Latina é hoje o local onde acontecem as inovações mais estratégicas em agricultura regenerativa, e este fórum vai acelerar soluções que o mundo precisa urgentemente.”

Além de posicionar o Brasil como referência global na discussão sobre agricultura regenerativa, o fórum reforça a urgência de integrar negócios, inovação e conservação em uma agenda comum, capaz de transformar o setor agropecuário em protagonista da recuperação ambiental e da segurança alimentar mundial.

Serviço

Fórum de Agricultura Regenerativa 2026 – Acelerando a Transição

Data: 23 de junho de 2026

Horário: 8h às 20h

Formato: Híbrido (presencial e online)

Local: Pecege, Piracicaba (SP)

Inscrições: clique aqui





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Goiás deve colher 20,1 milhões de toneladas de soja


De acordo com a edição de maio do informativo mensal Agro em Dados, publicado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, a safra de soja 2025/26 em Goiás deve alcançar 20,1 milhões de toneladas, o segundo maior volume da série histórica. A produtividade estimada para o estado é de 3,9 toneladas por hectare, acima da média nacional projetada em 3,7 toneladas por hectare. Segundo o levantamento, o desempenho é resultado dos avanços em manejo e do melhoramento genético, que ampliaram a adaptação da cultura às condições do Cerrado.

O estudo destaca que a região Centro-Oeste responde por quase metade da produção brasileira de soja e que Goiás ocupa posição de destaque nesse cenário. Entre as safras 2016/17 e 2025/26, a produtividade das lavouras goianas avançou 15,6%, contribuindo para um crescimento de 81,7% na produção do grão no período, enquanto a área plantada aumentou 57,2%.

Apesar do desempenho produtivo, a rentabilidade da soja enfrenta desafios diante da queda nos preços da commodity e da elevação dos custos com fertilizantes. Conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento, o custo de produção da safra 2025/26 em Rio Verde foi o segundo maior da história, estimado em R$ 5.602,89 por hectare, abaixo apenas do registrado no ciclo 2023/24.

Naquele período, porém, a cotação média da soja era de R$ 150,70 por saca, acima do valor observado na atual temporada. Segundo o informativo Agro em Dados, o cenário reforça a necessidade de gestão eficiente nas propriedades rurais e da adoção de estratégias diversificadas de comercialização para reduzir riscos e preservar a sustentabilidade econômica da atividade.

A colheita da soja em Goiás foi concluída na última semana de abril. No Brasil, até 1º de maio de 2026, 94,7% da área cultivada já havia sido colhida. O avanço da colheita ampliou a oferta do grão no mercado, mas as cotações permaneceram relativamente estáveis entre fevereiro e abril, sustentadas pela demanda aquecida dos derivados da oleaginosa.

Ainda segundo o levantamento, o valor pago pela tonelada do óleo de soja exportado no primeiro trimestre de 2026 apresentou alta em relação ao mesmo período do ano anterior. O avanço foi de 10,6% no Brasil e de 9,9% em Goiás.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Trigo brasileiro acompanha alta internacional


Os preços do trigo pagos aos produtores registraram alta nas principais praças acompanhadas no Brasil, segundo o Boletim Agropecuário de maio divulgado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). Em Santa Catarina, o valor médio do cereal avançou 1,94% na comparação mensal e encerrou abril em R$ 62,45 por saca de 60 quilos. Apesar da recuperação no curto prazo, o preço ainda acumula queda de 19,46% em relação ao mesmo período do ano anterior. No Rio Grande do Sul, a valorização mensal foi de 6,15%, enquanto no Paraná, no mercado balcão, a alta chegou a 6,40%.

De acordo com o levantamento da Epagri/Cepa, o mercado internacional do trigo vem sendo impactado por fatores climáticos e geopolíticos. A seca persistente nas Grandes Planícies dos Estados Unidos afetou a safra de trigo de inverno, com parte significativa das lavouras classificada entre ruim e muito ruim. Também pesam sobre o mercado as preocupações com os efeitos do fenômeno El Niño no verão de 2026, além das tensões no Oriente Médio, que elevaram os custos de produção e aumentaram as incertezas sobre a oferta global.

O boletim aponta ainda que o aumento nos custos dos fertilizantes e a perspectiva de redução da área plantada em importantes países produtores contribuíram para a valorização das cotações. No mercado futuro internacional, os contratos de trigo para julho de 2026 estavam cotados a US$ 6,35 por bushel, enquanto os vencimentos para dezembro de 2026 eram negociados a US$ 6,71 por bushel.

Nos Estados Unidos, o setor acompanha as condições climáticas no Hemisfério Norte. Até 26 de abril, 34% da safra nacional de trigo de inverno havia atingido a fase de espigamento, mas apenas 30% das lavouras apresentavam condições consideradas boas ou excelentes. Segundo o relatório, temperaturas acima da média e a persistência da seca em áreas do sudeste norte-americano reduziram a umidade superficial do solo e aumentaram as preocupações sobre a produção.

As projeções mais recentes do relatório WASDE, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, indicam oferta mundial de trigo estimada em 1,103 bilhão de toneladas para a safra 2025/26. O aumento é atribuído, principalmente, à maior produção na União Europeia e na Rússia. Já o consumo global foi reduzido para 820,1 milhões de toneladas, refletindo a menor demanda da Índia para alimentação, sementes e indústria.

O relatório também aponta que o comércio mundial de trigo deve atingir 221,9 milhões de toneladas, influenciado pela redução das exportações da Ucrânia, Austrália e Brasil. O avanço das vendas externas da Rússia e do Cazaquistão não compensou totalmente essas quedas. Os estoques finais globais para 2025/26 foram revisados para 283,1 milhões de toneladas, volume 9% superior ao registrado no ano passado, com destaque para os aumentos observados em Índia, Ucrânia, União Europeia, Austrália e Bangladesh.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Frio perde força, mas risco de geada ainda preocupa o Sul


Segundo análise divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a  previsão do tempo para esta sexta-feira (22) indica continuidade das chuvas na Região Norte e em áreas do litoral do Sudeste. No Nordeste, a expectativa é de chuva fraca em áreas costeiras, principalmente no Maranhão e na Bahia. Já na Região Sul, o destaque segue sendo o frio, com possibilidade de geada pontual na Serra Catarinense.

Para o sábado (23), o INMET prevê intensificação das pancadas de chuva no sul de São Paulo. No Sul do país, as temperaturas começam a subir gradualmente, mas ainda há risco de geada no norte do Rio Grande do Sul e na Serra de Santa Catarina. Na Região Norte, as chuvas continuam mais concentradas em Roraima, Amapá e no norte do Pará e do Amazonas.

Na Região Norte, a sexta-feira (22) será marcada por pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas em grande parte dos estados. Os maiores volumes são esperados no Amapá, Roraima, centro-norte do Amazonas e noroeste do Pará, onde os acumulados podem ultrapassar 70 milímetros. No Acre, Tocantins e Rondônia, a chance de chuva é menor. As temperaturas variam entre 18°C em Rio Branco e 35°C em Palmas.

No sábado (23), o cenário permanece semelhante na Região Norte, com chuva e trovoadas em áreas do Amazonas, Amapá, oeste e nordeste do Pará e Roraima. Em algumas localidades do Amazonas, os volumes podem novamente superar 70 milímetros. A mínima prevista segue em 18°C em Rio Branco, enquanto a máxima pode atingir 37°C em Palmas. A umidade relativa do ar deve cair para cerca de 30% durante a tarde em áreas do Tocantins.

Na Região Nordeste, a previsão para sexta-feira (22) e sábado (23) indica manhãs mais frias, especialmente no sul e sudeste da Bahia, com temperaturas próximas de 15°C. Já no sertão da Paraíba e de Pernambuco, os termômetros podem chegar a 36°C. Na sexta-feira, há possibilidade de chuva no litoral da Bahia, Sergipe e Alagoas. No sábado, a previsão aponta chuva isolada em toda a faixa litorânea da região.

No Centro-Oeste, a sexta-feira (22) terá nebulosidade variável e baixa chance de chuva no Distrito Federal, em Mato Grosso, Goiás e no norte do Mato Grosso do Sul. No sul sul-mato-grossense, podem ocorrer pancadas isoladas com trovoadas a partir da tarde. As máximas devem chegar a 36°C no norte de Goiás e de Mato Grosso, enquanto as mínimas ficam próximas de 12°C no sul de Mato Grosso do Sul.

Para o sábado (23), a previsão aponta aumento das condições para pancadas de chuva e trovoadas em todo o Mato Grosso do Sul e no sul de Mato Grosso, principalmente entre a tarde e a noite. Em Goiás e no Distrito Federal, o tempo segue com variação de nebulosidade. As temperaturas máximas permanecem elevadas no norte mato-grossense e noroeste goiano, podendo atingir 36°C.

Na Região Sudeste, a sexta-feira (22) terá possibilidade de chuva isolada no litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e no Espírito Santo. Também há previsão de pancadas de chuva no nordeste de Minas Gerais e norte capixaba durante a tarde. As máximas podem chegar a 32°C no norte mineiro, enquanto as mínimas ficam em torno de 12°C no sul de Minas e no Vale do Paraíba.

No sábado (23), as chuvas devem ganhar força no centro-sul e litoral de São Paulo, com acumulados que podem atingir 60 milímetros. No Rio de Janeiro, norte do Espírito Santo e extremo nordeste de Minas Gerais, a previsão é de chuva isolada. As temperaturas máximas podem alcançar 32°C no Triângulo Mineiro e no noroeste paulista.

Na Região Sul, o Rio Grande do Sul segue sem previsão de chuva nesta sexta-feira (22). O frio se intensifica durante a madrugada e o amanhecer, com possibilidade de geada no extremo sul gaúcho e nas áreas de divisa com Santa Catarina. As mínimas podem chegar a 0°C. A partir da tarde, áreas de instabilidade favorecem temporais entre Paraná e Santa Catarina. No norte paranaense, as máximas podem atingir 18°C.

No sábado (23), a chuva continua em parte da Região Sul, principalmente entre o litoral do Paraná e de Santa Catarina. As temperaturas mínimas seguem próximas de 0°C nas serras catarinense e gaúcha, enquanto as máximas podem chegar a 20°C no oeste do Rio Grande do Sul.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Futuros de café recuam com pressão da nova safra



Esse movimento contribuiu para aumentar a pressão sobre as cotações


Esse movimento contribuiu para aumentar a pressão sobre as cotações
Esse movimento contribuiu para aumentar a pressão sobre as cotações – Foto: Divulgação

Os futuros de café seguiram pressionados na última semana, em um cenário combinado de câmbio desfavorável, expectativa de avanço da colheita brasileira e sinais de maior oferta global. Segundo a StoneX, o ambiente macroeconômico foi negativo para as commodities agrícolas, com o dólar americano voltando a se fortalecer no mercado internacional e o avanço do Dollar Index pressionando moedas emergentes. No Brasil, o real encerrou a semana cotado a R$ 5,08 por dólar, com valorização de 3,5% da moeda americana, no pior nível das últimas semanas.

Esse movimento contribuiu para aumentar a pressão sobre as cotações, especialmente do café arábica. Entre os fundamentos, a perspectiva de aceleração de uma safra recorde no Brasil permaneceu como o principal fator de baixa para os preços. O mercado também acompanhou as atualizações das exportações brasileiras em abril e novas estimativas do USDA, que reforçaram parcialmente a expectativa de produção global mais elevada no ano.

Apesar da pressão predominante, alguns fatores ainda mantêm cautela entre os agentes. Os estoques certificados seguem em níveis reduzidos, enquanto as atualizações das projeções para o El Niño continuam no radar, com potencial para oferecer algum suporte às cotações caso tragam riscos adicionais ao equilíbrio entre oferta e demanda.

Na bolsa de Nova Iorque, o vencimento de julho do café arábica encerrou a semana a 266,9 centavos de dólar por libra-peso, queda de 2,9% no período e novo fundo em cerca de um ano e meio. Já o contrato equivalente do café robusta terminou a semana cotado a US$ 3.365 por tonelada na bolsa de Londres, recuo de 1,4%.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Goiás regista a maior safra de cana-de-açúcar dos últimos 10 anos


Goiás alcançou o segundo lugar no ranking nacional de produção de cana-de-açúcar, conforme dados do 4º levantamento da safra 2025/26 divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento. O estado registrou a maior safra dos últimos dez anos, com produção estimada em 80,1 milhões de toneladas, volume 2% superior ao ciclo anterior. As informações foram divulgadas na edição de maio do informativo Agro em Dados publicado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás.

Segundo o levantamento, o avanço foi impulsionado pelo crescimento de 6,3% da área plantada, que ultrapassou 1 milhão de hectares cultivados, além dos investimentos em tecnologia, manejo agrícola e eficiência produtiva. O desempenho consolidou Goiás entre os principais polos do setor sucroenergético nacional.

Os dados apresentados pela Companhia Nacional de Abastecimento mostram que, na última década, Goiás registrou crescimento acima da média nacional no setor. Enquanto a produção brasileira avançou 2,4% no período, o estado teve alta de 18,5%. A produtividade das lavouras goianas cresceu 10,7%, frente ao avanço de 3,5% observado no país. Já a área colhida no estado aumentou 7,1%, enquanto o cenário nacional registrou retração de 1%.

O relatório também aponta que Goiás ampliou sua participação na agroindustrialização da cana-de-açúcar e na produção de derivados. O Açúcar Total Recuperável (ATR), indicador que mede o potencial de produção de açúcar e etanol a partir da cana, alcançou 10,7 milhões de toneladas, colocando o estado na segunda posição nacional. Na produção de açúcar cristal, Goiás atingiu 3 milhões de toneladas e assumiu o terceiro lugar no ranking brasileiro.

Na produção de etanol de cana, o estado aparece em segundo lugar no país, com 4,5 bilhões de litros produzidos, volume equivalente a 16,7% da produção nacional. O resultado reforça a relevância do setor sucroenergético goiano para o abastecimento interno e para o mercado de biocombustíveis.

De acordo com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, o setor também mantém presença significativa no comércio exterior. Dados do painel de Comércio Exterior da Plataforma Aroeira mostram que o açúcar de cana representou 91,7% do valor exportado pelo segmento em 2025. O complexo sucroalcooleiro goiano alcançou 58 destinos internacionais, com embarques de açúcar para 55 países e de álcool etílico para 10 mercados.

A estimativa inicial para a safra 2026/27 aponta produção de 79,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar em Goiás. A área destinada à colheita deve permanecer acima de 1 milhão de hectares, enquanto a produtividade média é estimada em 77,7 toneladas por hectare.

Com expectativa de estabilidade na área plantada, produtividade e produção, Goiás deve seguir entre os principais produtores de cana-de-açúcar do Brasil, mantendo participação relevante no setor sucroenergético nacional.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Fila nos portos pressiona contratos do agronegócio


O risco jurídico no agro ganhou força em 2026 com o avanço das filas de navios nos portos brasileiros e a instabilidade em rotas internacionais. O problema, que começa na logística, pode atingir diretamente produtores, tradings e operadores envolvidos nas exportações de commodities agrícolas, principalmente quando há atraso na entrega, cobrança de demurrage e divergência sobre quem deve assumir os prejuízos.

Atraso logístico vira problema contratual

A demora para embarcar commodities agrícolas deixou de ser tratada apenas como gargalo operacional. Em um mercado guiado por prazos, câmbio, frete e compromissos internacionais, cada dia de espera pode gerar efeito jurídico e financeiro sobre a cadeia exportadora. Quando o navio não é liberado no período previsto, surgem custos adicionais e aumenta a possibilidade de questionamentos entre as partes do contrato.

Esse ambiente preocupa porque a exportação agrícola depende de previsibilidade. Produtores, tradings e operadores logísticos assumem compromissos com base em datas de entrega, disponibilidade portuária e capacidade de escoamento. Quando esses fatores falham, contratos que pareciam seguros passam a depender da interpretação de cláusulas sobre responsabilidade, atraso e eventos excepcionais.

Quem paga a conta do atraso?

Na avaliação do advogado Edemilson Wirthmann Vicente, a origem do atraso é decisiva para definir quem pode responder pelos prejuízos. Quando o problema ocorre dentro dos portos brasileiros, como em casos de congestionamento ou falhas operacionais, a responsabilidade tende a recair sobre os operadores portuários, conforme explicou o especialista durante a entrevista.

O cenário muda quando o atraso tem relação com fatores externos. Situações como o bloqueio do Estreito de Hormuz envolvem outros agentes da cadeia, entre eles armadores, seguradoras e importadores. Nesses casos, o exportador brasileiro fica em uma posição mais sensível, porque precisa observar não apenas o contrato firmado, mas também a legislação aplicável e a forma como os riscos foram distribuídos entre as partes.

Força maior pode ser contestada

A cláusula de força maior aparece como uma das principais dúvidas nesse tipo de conflito. Embora seja usada para situações imprevisíveis, Edemilson Wirthmann Vicente avalia que os atrasos portuários recorrentes no Brasil podem deixar de ser enquadrados nessa categoria. A razão é que, quando o gargalo se repete e já é conhecido pelo mercado, ele perde parte do caráter excepcional.

Em crises internacionais, a análise também não é automática. O advogado destaca que a caracterização de força maior depende da demonstração de que houve impossibilidade real de cumprir o contrato. Como as exportações seguem ocorrendo por rotas alternativas em muitos casos, a justificativa pode ser questionada por compradores, seguradoras ou demais partes envolvidas na operação.

Prejuízo vai além da multa portuária

A demurrage é uma das consequências mais visíveis dos atrasos, mas não é a única. O custo adicional pode vir acompanhado de variação cambial, despesas logísticas extras, renegociação de prazos e desgaste comercial. Para o exportador, isso significa que o impacto financeiro pode se ampliar rapidamente, sobretudo quando o contrato não define com precisão como lidar com congestionamento portuário ou interrupções externas.

Além do caixa, há um risco de imagem. Atrasos recorrentes podem afetar a reputação comercial do Brasil no exterior, especialmente em negócios que dependem de regularidade e confiança. Para o agronegócio, que atua em cadeias globais e altamente competitivas, a segurança jurídica passa a ser tão relevante quanto a capacidade de produzir e embarcar.

Revisão de contratos deve ser preventiva

Diante desse quadro, a orientação do advogado é que exportadores revisem contratos e seguros antes que o conflito se instale. Entre os pontos de atenção estão cláusulas específicas sobre congestionamento portuário, risco de guerra, prazos flexíveis, renegociação automática e mecanismos de resolução de disputas.

Edemilson Wirthmann Vicente também recomenda que atrasos sejam documentados de forma rigorosa. Registros de comunicação, notificações, comprovantes operacionais e histórico dos eventos podem ser decisivos em uma eventual defesa judicial ou arbitral. “Proteção contratual e cambial precisam caminhar juntas”, afirmou o advogado.

Competitividade depende de previsibilidade

A combinação entre gargalos internos e instabilidade externa reforça a necessidade de o setor exportador tratar logística e contratos como partes da mesma estratégia. Segundo Edemilson Wirthmann Vicente, o risco para a competitividade brasileira não está apenas na geopolítica, mas também na deficiência estrutural dos portos.

Para produtores, tradings, cooperativas e empresas do setor, a mensagem é direta: contratos pouco detalhados aumentam a exposição a perdas. Em um ano marcado por filas de navios e incertezas nas rotas internacionais, a prevenção jurídica pode ser o fator que separa uma renegociação administrável de uma disputa milionária.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

PL dos safristas avança e pode dar mais segurança à fruticultura


A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) celebra a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei 715/2023, que estabelece novas regras para a contratação de trabalhadores safristas e garante que esses profissionais possam atuar em contratos temporários durante os períodos de safra sem perder o acesso aos benefícios sociais.

A medida representa um avanço importante para a fruticultura brasileira, atividade reconhecida por sua alta intensidade de mão de obra e pela necessidade de contratações sazonais em diferentes etapas da produção, principalmente nos períodos de colheita e pós-colheita.

O setor enfrenta, há anos, desafios relacionados à disponibilidade de trabalhadores, informalidade e insegurança jurídica nas contratações temporárias, fatores que impactam diretamente o planejamento das operações e a competitividade da cadeia produtiva.

De autoria do deputado Zé Vitor (PL-MG), o texto permite que trabalhadores sejam contratados para atividades sazonais sem perda dos benefícios sociais, trazendo mais previsibilidade tanto para o produtor quanto para o trabalhador rural.

Para o diretor técnico da Abrafrutas, Edson Brok, a aprovação do projeto atende uma demanda histórica do setor e contribui para modernizar as relações de trabalho no campo.

“A fruticultura é uma atividade intensiva em mão de obra e possui características muito específicas, com forte necessidade de trabalhadores em determinados períodos do ciclo produtivo. Essa aprovação traz mais segurança jurídica, reduz a informalidade e cria condições para que o produtor consiga planejar melhor suas operações”, afirma.

Brok destaca ainda que a medida beneficia toda a cadeia produtiva. “É um avanço importante porque permite conciliar a necessidade do setor com a proteção social ao trabalhador. O produtor ganha previsibilidade e o trabalhador pode atuar nas safras sem perder benefícios, fortalecendo o emprego e a produção no campo”, ressalta.

Vale lembrar que a regulamentação das contratações safristas esteve entre as demandas apresentadas pelo setor produtivo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início do atual mandato, durante encontro com representantes da fruticultura. Na ocasião, lideranças do setor destacaram a necessidade de mecanismos que ampliassem a segurança jurídica e modernizassem as relações trabalhistas no campo.

A pauta ganha ainda mais relevância para a fruticultura, uma das atividades agrícolas que mais geram empregos no país e possuem maior demanda por mão de obra sazonal. De acordo com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a fruticultura emprega aproximadamente 5 milhões de trabalhadores ao longo de toda a cadeia produtiva, o que equivale a 16% de toda a força de trabalho do agronegócio.

Com a aprovação do PL 715/2023, o setor avalia que o país avança para um ambiente mais moderno, competitivo e alinhado às necessidades da produção agropecuária brasileira.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Algas marinhas ganham espaço na agricultura


O uso de tecnologias voltadas ao fortalecimento fisiológico das plantas tem ganhado espaço nas lavouras brasileiras diante da busca por maior produtividade, redução de custos e adoção de práticas sustentáveis. Em artigo intitulado “Tecnologia à base de algas melhora desempenho da soja, milho e algodão no Brasil”, Bruno Carloto afirma que produtores de culturas como soja, milho e algodão têm ampliado o interesse por soluções que contribuam para a estabilidade e eficiência das lavouras ao longo do ciclo produtivo.

Segundo o autor, o avanço dessas tecnologias ocorre em um momento de forte crescimento da produção agrícola brasileira. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e da Companhia Nacional de Abastecimento indicam que a produção nacional de grãos gira em torno de 355 milhões de toneladas por safra. A soja responde por cerca de 178 milhões de toneladas, enquanto o milho supera 138 milhões. Já o algodão se aproxima de 4 milhões de toneladas produzidas.

No artigo, Bruno Carloto destaca que fatores como disponibilidade de água, equilíbrio nutricional e condições ambientais influenciam diretamente o metabolismo das plantas. Segundo ele, situações de estresse podem comprometer processos importantes, como absorção de nutrientes e fotossíntese, afetando o rendimento final das lavouras. “Por isso, o manejo precisa ser cada vez mais técnico e integrado, com soluções que ajudam a manter o bom desempenho das lavouras”, afirma.

Nesse cenário, os bioestimulantes à base de algas marinhas têm ampliado presença no manejo agrícola. O autor ressalta que os extratos da alga Ascophyllum nodosum possuem compostos naturais capazes de atuar no equilíbrio fisiológico das plantas, favorecendo crescimento mais uniforme e fortalecimento do sistema radicular.

De acordo com o artigo, os efeitos variam conforme a cultura. Na soja e no milho, a tecnologia auxilia na formação inicial das plantas e aumenta a eficiência da absorção de nutrientes. Já no algodão, contribui para a uniformidade dos talhões e para a recuperação das plantas após períodos de estresse climático.

O texto também aponta que os bioestimulantes podem melhorar o aproveitamento dos insumos agrícolas. Com um sistema radicular mais ativo, as plantas conseguem utilizar melhor os nutrientes disponíveis no solo, reduzindo perdas e aumentando o retorno sobre o investimento realizado pelo produtor.

Para Bruno Carloto, o uso de bioestimulantes à base de Ascophyllum nodosum se consolida como uma ferramenta do manejo agrícola moderno. “Ao favorecer o equilíbrio fisiológico das plantas e impulsionar o desempenho de culturas importantes para o Brasil, as algas contribuem para uma produção mais eficiente, sustentável e preparada para os desafios atuais e futuros do setor”, conclui.





Source link