quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Brasil aposta nos bioinsumos para fortalecer liderança global no agro sustentável


As inscrições estão abertas para o 2º Fórum Bioinsumos no Agro, que acontece em 9 de outubro, em São Paulo. O evento reunirá autoridades, produtores e especialistas para debater o papel dos bioinsumos na consolidação do Brasil como potência agrícola sustentável.

Fórum amplia debate sobre sustentabilidade e competitividade

Promovido pela Embrapa, Sistema Ocesp e Sociedade Rural Brasileira (SRB), com organização da Araiby, o encontro terá paineis sobre prioridades do desenvolvimento sustentável, modelos de negócios e regulamentação da Lei dos Bioinsumos. O objetivo é impulsionar o setor, considerado estratégico para reduzir custos, ampliar mercados e alinhar a produção agropecuária às exigências internacionais de sustentabilidade.

“Acredito que o Brasil está na vanguarda e no caminho certo. Seguimos a rota da governança sustentável, mostrando ao mundo que temos potencial para sermos grandes abastecedores e geradores de segurança alimentar global”, afirmou Luiz Mário Machado Salvi, presidente da Araiby.

ESG e imagem internacional do produtor brasileiro

Salvi destacou ainda que os produtores rurais brasileiros já estão avançados em termos de práticas ESG, com preservação ambiental e uso racional de defensivos. Segundo ele, no comparativo de defensivos por quilo produzido, o Brasil está entre os países que menos utilizam esses produtos.

“Já fazemos muito em termos de preservação, mas ainda divulgamos pouco. Sofremos críticas por falta de esclarecimento, quando na verdade nossos produtores são referência em sustentabilidade”, reforçou.

Inscrições gratuitas e programação técnica

O evento, gratuito e presencial, será realizado no auditório da Ocesp, em São Paulo. As inscrições podem ser feitas no site oficial: forumbioinsumosnoagro.com.br

. A programação inclui a mesa-redonda “Regulamentação – Questões relevantes e perspectivas sobre a Lei dos Bioinsumos” e contará com lideranças como Roberto Rodrigues (FGV e Envoy do Agro Brasileiro na COP 30) e Carlos Goulart (MAPA), entre outros representantes do setor.

Com o uso de bioinsumos, o Brasil busca ampliar sua competitividade, reduzir dependência de insumos importados e fortalecer a imagem de potência agrícola sustentável. Para Salvi, o caminho é manter a estratégia já em curso: “Não se trata de competir, mas de compartilhar conhecimento e harmonizar a produção”, disse.





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Área plantada com milho cresce, mas valor dos defensivos encolhe na safrinha


O mercado de defensivos agrícolas voltados ao milho na segunda safra registrou queda de 7% em 2025, somando US$ 2,36 bilhões, segundo levantamento da Kynetec Brasil. A retração, segundo a empresa de inteligência de mercado, é reflexo da redução média de 13% nos preços dos produtos, além da desvalorização de 16% do real frente ao dólar no período.

Apesar da queda em valor, a área plantada com milho na segunda safra cresceu 6%, alcançando 16,9 milhões de hectares, conforme dados da pesquisa FarmTrak Milho 2025. O plantio de soja dentro da janela ideal, a demanda por etanol e o ritmo das exportações foram os principais fatores que estimularam essa expansão.

Adoção tecnológica cresce e impulsiona uso de defensivos

Com o avanço da área cultivada, cresceu também a adoção de tecnologias no campo, com alta de 11% em relação à safra anterior. Isso impactou diretamente o indicador de Área Potencialmente Tratada (PAT), que subiu 24% e chegou a 386 milhões de hectares, considerando o total de aplicações e misturas de tanque ao longo do ciclo.

O aumento da pressão de pragas e doenças, além de dificuldades no controle de plantas daninhas, reforçou a necessidade de estratégias mais robustas de manejo fitossanitário, segundo análise da consultoria.

Queda nos valores movimentados atinge principais categorias

Mesmo ocupando o topo do ranking, os inseticidas foliares movimentaram US$ 891 milhões, retração em relação aos US$ 1,008 bilhão registrados na safra anterior. Já os fungicidas foliares cresceram para US$ 500 milhões e ultrapassaram os herbicidas no ranking da Kynetec, que recuaram para US$ 466 milhões. Outras categorias, como os produtos para tratamento de sementes, se mantiveram estáveis (US$ 306 milhões), enquanto nematicidas e demais segmentos representaram 8% do total, com US$ 195 milhões.

A pesquisa também apontou avanços em nichos estratégicos. A área tratada com nematicidas cresceu de 33% para 44%, totalizando 7,43 milhões de hectares. Os Fungicidas premium responderam por 49% dos investimentos no controle de doenças, enquanto os Fungicidas do tipo “stroby mix” foram aplicados em 7,1 milhões de hectares, mantendo liderança em PAT.

No caso dos lagarticidas, observou-se aumento de 2,3 para 2,8 aplicações por ciclo e elevação na participação de mercado, de 20% para 31% em valor. Também houve crescimento expressivo nos herbicidas do tipo “premium grass” (de 23% para 28%) e de amplo espectro (de 19% para 38%).

Mato Grosso lidera

Entre os estados, Mato Grosso concentrou 43% da área da segunda safra de milho, com 7,25 milhões de hectares. O Paraná cresceu 14% e alcançou 2,7 milhões de hectares (16% da área), enquanto Goiás e Mato Grosso do Sul dividiram participação de 13% cada. Os 15% restantes ficaram com regiões consolidadas como Bahia, Mapitopa, Minas Gerais, São Paulo e Sergipe.

 





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Colheita de soja nos EUA atinge 19% da área



USDA estima 17,05 milhões de toneladas na safra de soja 25/26



Foto: Divulgação

Segundo a análise semanal divulgada nesta segunda-feira (29) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que a colheita da soja da safra 2025/26 avançou 10 pontos percentuais em relação à semana anterior.

Até o dia 28 de setembro, 19% da área prevista havia sido colhida, resultado 5 pontos percentuais abaixo do mesmo período da safra 2024/25. Entre os estados com maior avanço estão Louisiana, com 78%, Mississippi, com 66%, e Arkansas, com 44%. Em relação às condições, 62% das lavouras foram classificadas como boas ou excelentes. No desenvolvimento, 79% das áreas apresentaram desfolhamento.

O USDA destacou que a colheita ainda está em fase inicial, e a definição da produção ocorrerá apenas ao término do ciclo. Até o momento, a estimativa é de 17,05 milhões de toneladas, o que representa redução de 1,51% em relação ao ano passado. De acordo com o relatório, os próximos meses serão decisivos para uma definição mais precisa do tamanho da safra e para maior clareza sobre o relacionamento com a China, principal compradora da soja norte-americana.





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Aromas cítricos ganham força diante da crise



“Nosso objetivo é oferecer à indústria alternativas”


“Nosso objetivo é oferecer à indústria alternativas"
“Nosso objetivo é oferecer à indústria alternativas” – Foto: Canva

O mercado da laranja atravessa um período de forte volatilidade, influenciado por fatores climáticos, pela propagação do greening nas últimas safras e pelas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos. Esse cenário tem pressionado a indústria de alimentos e bebidas, que busca alternativas para manter a estabilidade de custos e preservar a consistência sensorial dos produtos.

“As tendências de consumo e, consequentemente, as necessidades específicas da indústria, estão sempre em mente quando desenvolvemos nossas soluções e existe um grande dinamismo que exige respostas eficazes e personalizadas. Por isso, nos últimos anos, agregamos novas tecnologias ao nosso portfólio de aromas, incluindo tecnologias de extração de óleos essenciais para a formulação de aromas cítricos. Hoje existe uma ampla gama de produtos que permite a aromatização seja em bebidas, panificação ou doces, e que contribui para que se utilize menos as matérias-primas in natura afetadas por flutuações de preço”, explica Tiago Coroa, Gerente de Desenvolvimento de Produtos e Criação da ADM na América Latina.

No Brasil, maior produtor mundial de laranja, atender à demanda por sabores autênticos é um desafio crescente. Para isso, a ADM conta com soluções como a Corefold®, que concentra óleos essenciais preservando o frescor, a CitrusFlex, que substitui o suco de laranja em formulações de bebidas, e a EZCore®, que recria diferentes perfis de sabor a partir de ingredientes naturais.

“Nosso objetivo é oferecer à indústria alternativas que garantam competitividade e agradem o consumidor em diferentes cenários de mercado. Contamos com novas tecnologias e capacidade técnica para desenvolver soluções que superem possíveis barreiras e adaptem os sabores às preferências específicas de cada região. A tendência é que cada vez mais tenhamos inovações nesse sentido”, finaliza Coroa.

 





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Boi gordo cai R$3/@ no mercado paulista



Exportações de carne crescem 23% na média diária



Foto: Pixabay

De acordo com uma análise divulgada nesta terça-feira (30) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo em São Paulo registrou queda nas cotações. “Com as escalas tranquilas e o fraco escoamento de carne, alguns frigoríficos colocados fora dos negócios”, indicou o levantamento. Entre os que mantiveram as compras, a boa oferta permitiu negociações abaixo das referências do dia anterior, com exceção da vaca, cuja cotação se manteve estável.

O preço do boi gordo caiu R$ 3,00/@, enquanto a novilha registrou recuo de R$ 5,00/@. Já a arroba do chamado “boi China” caiu R$ 1,00. As escalas de abate atendiam, em média, 11 dias.

Em Minas Gerais, mesmo com alguns produtores proprietários boiadas à espera de melhores negócios, as escalas confortáveis ??mantiveram as cotações lucrativas.

No comércio exterior, o Brasil alcançou recorde de exportações de carne bovina in natura. Até a quarta semana de setembro, o volume embarcado chegou a 294,7 mil toneladas, o maior já registrado. A média diária foi de 14,7 mil toneladas, crescimento de 23% em relação ao mesmo período de 2024. A cotação média da tonelada ficou em US$ 5,6 mil, alta de 24,4% na comparação anual.





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Cade mantém medidas da Moratória da Soja



A iniciativa visa evitar práticas que possam prejudicar a concorrência


A iniciativa visa evitar práticas que possam prejudicar a concorrência
A iniciativa visa evitar práticas que possam prejudicar a concorrência – Foto: United Soybean Board

O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu nesta terça-feira (30/9) manter a medida preventiva imposta pela Superintendência-Geral (SG) às entidades do Grupo de Trabalho da soja e às empresas exportadoras signatárias da Moratória da soja, com aplicação apenas a partir de 1º de janeiro de 2026. A decisão foi tomada durante a 255ª Sessão Ordinária de Julgamento do Tribunal.

A medida determina que as empresas se abstenham de coletar, armazenar, compartilhar ou divulgar informações comerciais sobre a venda, produção ou aquisição de soja, incluindo preço, volume e origem do produto. A iniciativa visa evitar práticas que possam prejudicar a concorrência no mercado nacional, diante da preocupação de que a troca sistemática de dados sensíveis entre concorrentes gere efeitos anticompetitivos.

O processo começou a partir de representação da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, que apontou que os signatários da Moratória da Soja se comprometeram a não comprar grãos de produtores com áreas desmatadas na Amazônia após 2008. A SG/Cade identificou que empresas formaram o Grupo de Trabalho da Soja para monitorar o mercado e viabilizar acordos de compra da commodity, prática considerada anticompetitiva.

Algumas entidades do setor comemoraram a decisão, como é o caso da Aprosoja-MT. “Há anos, um acordo privado, sem respaldo legal, vem impondo barreiras comerciais injustas aos produtores, sobretudo os pequenos e médios, impedindo a comercialização de safras cultivadas em áreas regulares e licenciadas. A Aprosoja MT seguirá vigilante e atuante para garantir que produtores que respeitam a lei também tenham o direito de produzir, prosperar e contribuir com o desenvolvimento do país”, disse.

 





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Federarroz e Farsul vão debater cenários e perspectivas para a safra de arroz



Setor orizícola enfrenta dificuldades com importação, tributos e custo de produção


Foto: Pixabay

A palestra online “Contexto da Safra de arroz 2025/2026” vai acontecer na próxima quinta-feira, 2 de outubro, a partir das 19h. Participam o presidente da Federação dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Denis Nunes, e o economista-chefe do Sistema Farsul e CEO da Agromoney, Antônio da Luz. O encontro vai apresentar análises sobre os principais fatores que influenciam a próxima safra, com transmissão pelo canal da Federarroz no YouTube.

O presidente da Federarroz, Denis Nunes, destaca que a ideia é aprofundar o quadro de dificuldades e incertezas que vive o setor. “Vamos falar sobre o contexto que enfrentaremos na safra 2025/2026, bem como as ações que devemos tomar ainda neste plantio de 2025. Já o economista Antônio da Luz deverá especificar mais como estão os estoques e como deverão ficar se tomarmos ou não as ações necessárias neste plantio”, observa.

Entre os pontos que deverão ser abordados estão o cenário econômico do arroz no Brasil e no Rio Grande do Sul, custos de produção e insumos, área plantada e estratégia de redução, mercado interno e competitividade, políticas públicas e demandas aos governos, riscos e incertezas climáticas, logística, perspectivas e orientações aos produtores.





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Milho tem ritmo acima da média das últimas 5 safras



Paraná, SC e RS lideram semeadura do milho



Foto: Canva

Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (29), com base em dados da Conab, a semeadura da primeira safra 2025/26 de milho no Brasil alcançou 20,80% da área estimada. O levantamento aponta que “a semeadura apresentou avanço semanal de 6,10 pontos percentuais”, enquanto, em relação ao mesmo período da safra 2024/25, os trabalhos estão 4,60 pontos percentuais à frente e 2,60 pontos acima da média das últimas cinco safras.

O maior ritmo foi resultado do progresso no Sul do país, com destaque para o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Até 20 de setembro, a semeadura havia atingido 44,00% no Paraná, 35,00% em Santa Catarina e 66,00% no Rio Grande do Sul. “O desempenho mais acelerado decorre das condições climáticas favoráveis nessas regiões, onde as chuvas recentes garantiram boa umidade no solo para o início das operações”, destacou o relatório.

Apesar do adiantamento, apenas esses três estados iniciaram os trabalhos, representando juntos 36,18% da área nacional projetada para a primeira safra. O Imea acrescenta que, nas próximas semanas, a previsão do NOAA indica precipitações entre 35 e 75 milímetros na região Sul, o que tende a favorecer o desenvolvimento das áreas já plantadas.





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Oferta pressiona boi gordo em MT durante setembro



Imea projeta recuperação do boi gordo até fim do ano



Foto: Pixabay

Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (29), o aumento da arroba paulista ampliou o diferencial de base entre Mato Grosso e São Paulo na parcial de setembro de 2025.

Até o dia 26 de setembro, o preço da arroba do boi gordo em Mato Grosso ficou na média de R$ 295,98, recuo de 0,31% em relação a agosto. Em São Paulo, a arroba foi cotada em média a R$ 312,00, alta de 0,37% no mesmo comparativo. O relatório destaca que “esses valores representam os maiores já registrados para o período em ambas as praças”, considerando preços livres do Funrural.

Com esse movimento, o diferencial de base MT-SP atingiu -5,13% na parcial de setembro, queda de 0,66 ponto percentual em comparação com agosto. De acordo com o Imea, o cenário reflete o aumento da oferta de bovinos vencidos, que pressionou os preços do boi gordo ao longo do mês.

O instituto acrescenta que “o alongamento ou encurtamento do diferencial de base dependerá da recuperação dos preços do boi gordo, movimento que tenderá a ocorrer no final do ano”.





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colheita da soja fica 5 pontos atrás de 2024



USDA atualiza avanço de milho e soja



Foto: Canva

O Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (30) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), apresentou o andamento da safra de milho e soja no país até 28 de setembro.

No caso do milho, 95% da safra atingiu o estágio de amadurecimento, resultado igual ao do ano passado e 1 ponto percentual abaixo da média dos últimos cinco anos. Segundo o boletim, “71% do milho estava maduro no final da semana, 2 pontos percentuais abaixo do ano passado e 3 pontos abaixo da média”. Até os mesmos dados, 18% da área plantada havia sido colhida, recuo de 2 pontos em relação a 2024 e 1 ponto abaixo da média histórica. A qualidade do cereal manteve-se estável, com 66% classificado como bom a excelente. Em Iowa, principal estado produtor, o índice chegou a 71%.

Em relação à soja, 79% da safra havia perdas até 28 de setembro, número igual ao do ano passado e 2 pontos percentuais acima da média de cinco anos. A colheita atingiu 19% da área plantada, 5 pontos abaixo de 2024 e 1 ponto abaixo da média. O USDA informou que “62% da safra de soja foi classificada como boa a excelente, 1 ponto percentual acima da semana anteriorou”.





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