quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Cor das plantas indica saúde e produtividade das lavouras


A coloração das plantas vai muito além do aspecto visual, funcionando como um indicativo direto da saúde e do desenvolvimento das culturas, refletindo nutrição, equilíbrio de minerais e eficiência da fotossíntese. Segundo Luis Schiavo, CEO da Naval Fertilizantes, fertilizantes bem formulados e aplicados corretamente podem intensificar o verde das folhas, o vermelho dos frutos e até tons específicos em flores, sem alterar a genética das plantas.

“Quando falamos em nutrição vegetal, não pensamos apenas no crescimento ou na produtividade, mas também na coloração das folhas, flores e frutos. Fertilizantes bem formulados e aplicados corretamente podem intensificar o verde das folhas, o vermelho de frutos e até mesmo tons específicos em flores, sem alterar a genética da planta”, explica.

O efeito ocorre porque nutrientes essenciais influenciam a síntese de pigmentos vegetais: o nitrogênio está ligado à produção de clorofila, responsável pelo verde intenso das folhas, enquanto fósforo e potássio podem realçar cores de flores e frutos. Schiavo ressalta que a escolha do fertilizante certo, aliada a acompanhamento técnico, impacta diretamente na aparência, produtividade e resistência das culturas a pragas.

A nutrição foliar, aplicada diretamente nas folhas, permite corrigir deficiências rapidamente e ajustar a coloração em momentos estratégicos do ciclo de cultivo. Além disso, tecnologias de aplicação de precisão e produtos biológicos complementares potencializam os efeitos da nutrição, intensificando cores naturais sem causar danos às plantas.

“Fertilizantes bem escolhidos e aplicados com tecnologia apropriada não apenas promovem crescimento e produtividade, mas também influenciam positivamente a estética das plantas, oferecendo aos produtores mais controle sobre a qualidade de suas lavouras”, finaliza o CEO da Naval Fertilizantes.





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O clima vai ser o protagonista da safra?



“As projeções indicam alta probabilidade de uma La Niña fraca”


“As projeções indicam alta probabilidade de uma La Niña fraca"
“As projeções indicam alta probabilidade de uma La Niña fraca” – Foto: NOAA

O clima surge como protagonista para a safra de verão 2025/2026, com o avanço da semeadura tornando as condições meteorológicas decisivas para a produtividade e a margem do produtor. Em um cenário de preços e taxa de câmbio pressionados, a eficiência no manejo das lavouras e a atenção ao regime de chuvas podem fazer diferença na colheita.

A Céleres destacou em seu informativo de outubro os possíveis impactos da La Niña sobre o clima e a produtividade da soja, segundo análise de Erickson Oliveira, analista de agronegócio da empresa. De acordo com as projeções, há alta probabilidade de uma La Niña fraca, cenário que tende a manter a produtividade próxima à média nacional, especialmente beneficiando produtores do Sul, historicamente mais vulneráveis à seca.

O Australian Bureau of Meteorology define os fenômenos El Niño e La Niña pelos desvios de ±0,8°C na temperatura do Pacífico, sendo que projeções de outubro indicam que a safra deve se manter próxima da neutralidade climática. A NOAA, por sua vez, reforça a probabilidade de uma La Niña de baixa intensidade, o que sugere precipitações próximas à média histórica dos estados brasileiros e produtividade estimada em 60,7 sacas de soja por hectare.

Em um contexto de elevados estoques globais, manter boas produtividades se torna estratégico para reduzir riscos de inadimplência, tema relevante diante dos altos custos de capital e margens apertadas no setor. O clima, aliado a um manejo eficiente, será determinante para garantir colheitas seguras e rentáveis na temporada 2025/2026.

“As projeções indicam alta probabilidade de uma La Niña fraca, cenário que tende a manter a produtividade próxima à média nacional. Um alívio importante para os produtores do Sul do Brasil, historicamente mais vulneráveis às perdas por seca”, escreveu.

 





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Taxas dos DIs têm leves altas em sintonia com o exterior


Logotipo Reuters

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – A agenda esvaziada de indicadores e eventos econômicos no Brasil e no exterior fez as taxas dos DIs oscilarem em margens estreitas nesta sexta-feira, até encerrarem o dia com altas leves, acompanhando o avanço dos rendimentos dos Treasuries.

No fim da tarde a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,255%, ante o ajuste de 13,23% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2029 marcava 13,14%, ante o ajuste de 13,1%.

Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2035 estava em 13,41%, ante 13,405% do ajuste anterior.

Após despencarem nas últimas semanas em meio à expectativa pelo corte de juros pelo Federal Reserve, os rendimentos dos Treasuries ganharam força a partir da última quarta-feira, após o Fed promover, de fato, um corte de 25 pontos-base em sua taxa de juros, sinalizando novas reduções nos próximos meses.

Investidores ajustaram posições sob a lógica do “compre no boato e venda no fato”, o que fez os yields subirem na quarta, na quinta e nesta sexta-feira, em movimento justificado ainda por novos dados de auxílio-desemprego nos EUA e pela avaliação de que os cortes à frente do Fed tendem a ser de 25 pontos-base, e não de 50 pontos-base.

O mercado brasileiro de renda fixa acompanhou, com as taxas dos DIs se ajustando em alta desde quinta-feira — já após a decisão do Banco Central de manter a taxa Selic em 15% ao ano, reiterando a mensagem de permanência neste patamar por período prolongado.

O ajuste de alta das taxas dos DIs continuou nesta sexta-feira, ainda que de forma contida, com investidores à espera da ata do encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, a ser divulgada na próxima terça-feira. Ao mesmo tempo, a ausência de notícias de impacto limitou a liquidez, em especial durante a tarde.

Perto do fechamento a curva brasileira precificava em 99% a probabilidade de manutenção da Selic em 15% na próxima reunião do Copom, no início de novembro.

Às 16h38, o rendimento do Treasury de dez anos — referência global para decisões de investimento — subia 3 pontos-base, a 4,129%.





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BAT Brasil comemora mais um ano da certificação do PI Tabaco para 100% de seus produtores



Mais de 17 mil produtores integrados são certificados com selo do MAPA


Foto: Divulgação

A BAT Brasil comemora mais um ano como a única empresa do setor de tabaco brasileiro com 100% de sua produção certificada pelo selo Produção Integrada (PI-Brasil). Em 2025, a companhia chegou ao 9º ano consecutivo de conquista da certificação, concedida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), reafirmando seu pioneirismo em qualidade, inovação e sustentabilidade.

Na primeira certificação, em 2016, 50 produtores integrados à BAT Brasil conquistaram o selo. Atualmente, mais de 17 mil produtores são certificados anualmente, comprometidos na busca de melhores produtividade, qualidade, e consequentemente maior rentabilidade, e o mais importante, tudo isso com sustentabilidade. O selo é dado a 72 culturas de cultivo no solo brasileiro com normas técnicas aprovadas pelo MAPA.

Para a certificação, é necessário seguir as normas técnicas específicas durante todo o processo de produção, armazenamento e beneficiamento do produto. O agricultor precisa aplicar boas práticas agrícolas, como o correto manejo de solo e uso responsável dos recursos naturais e dos insumos utilizados na produção, sendo tudo registrado no caderno de campo específico. E a empresa por sua vez, precisa assegurar a rastreabilidade do produto, desde a saída das propriedades, até o beneficiamento, garantindo segurança e transparência ao consumidor.

“Quase 10 anos após a primeira certificação, reafirmamos nosso compromisso com a inovação e com a entrega do melhor produto aos nossos clientes. Para conquistar este selo, trabalhamos com responsabilidade junto aos nossos produtores. Desde 2015, eles recebem capacitação para produzir um tabaco seguro, seguindo práticas sustentáveis, e hoje essa certificação abrange 100% dos nossos produtores” e 100% do tabaco beneficiado pela empresa, celebra o gerente regional de produção agrícola, Paulo Favero.





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Qual o impacto da manutenção da moratória da soja?



O processo administrativo seguirá em tramitação


O processo administrativo seguirá em tramitação
O processo administrativo seguirá em tramitação – Foto: Divulgação

O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu nesta terça-feira (30/09) adiar para 1º de janeiro de 2026 o início da suspensão preventiva dos efeitos da Moratória da soja. A informação foi analisada por Marcelo Winter, sócio da área de Agronegócio do VBSO Advogados, em comentário sobre o julgamento.

Na decisão de agosto, a Secretaria-Geral do Cade havia instaurado um processo administrativo para investigar possível cartelização entre as empresas signatárias da Moratória e imposto a suspensão preventiva do acordo, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. Com o julgamento mais recente, o Tribunal concedeu uma espécie de vacância temporária, permitindo que, até o fim de dezembro de 2025, as companhias continuem aplicando normalmente as cláusulas do acordo. Isso inclui o compartilhamento de informações voltadas a evitar a aquisição de soja oriunda de áreas do Bioma Amazônico desmatadas após 2008.

O processo administrativo seguirá em tramitação, com coleta de informações e instrução probatória. Ao final do prazo estabelecido, o colegiado deverá deliberar novamente, podendo decidir pela manutenção, alteração ou cancelamento da suspensão preventiva.

“O processo administrativo seguirá em tramitação, com a coleta de informações e instrução probatória. Após o prazo estabelecido, o colegiado deverá voltar a deliberar sobre a manutenção, alteração ou cancelamento da suspensão preventiva. Na prática, a decisão mantém, até o fim do ano, o funcionamento regular da Moratória da Soja e preserva a apuração em curso no âmbito do Cade”, conclui.

 





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perspectivas positivas para a próxima safra



Região de Caxias conclui colheita e projeta nova safra



Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (2), a colheita de citros está próxima do fim em diversas regiões do Rio Grande do Sul, com perspectiva favorável para a próxima safra.

Na região administrativa de Caxias do Sul, restam poucos pomares a serem colhidos, enquanto as plantas apresentam abundante floração. A previsão é de uma boa safra, com os produtores intensificando os tratos culturais, especialmente a aplicação de fungicidas para manutenção da sanidade durante o florescimento.

Em Frederico Westphalen, os pomares estão, em geral, nas fases de chumbinho e fixação de frutos. Os produtores realizaram adubações de início de safra e aplicaram tratamentos preventivos contra antracnose. O informativo aponta que as condições climáticas favoreceram o desenvolvimento das lavouras e reforçam a expectativa de alta produtividade.

Na região, segue a colheita de variedades de ciclo médio e tardio de laranja e bergamota. A variedade Murcott já atingiu cerca de 60% da colheita, enquanto a Montenegrina foi concluída. Nos pomares de laranja de ciclo tardio da variedade Folha Murcha, a colheita está em fase inicial. O levantamento indica boas condições fitossanitárias, embora haja registro de áreas com clorose variegada dos citros (CVC).

O processamento industrial da fruta foi iniciado com maior regularidade, e os preços pagos às indústrias variam entre R$ 650 e R$ 700 por tonelada. Contudo, muitos produtores têm limitado a colheita devido ao florescimento e à fase de chumbinho, para evitar queda de flores. A expectativa é de melhora nos preços nas próximas semanas.

Para a laranja destinada ao consumo in natura, a demanda permanece aquecida, com preços entre R$ 1.000 e R$ 1.100 por tonelada.





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Safra de café conilon cresce 37,2% em 2025


A safra brasileira de café em 2025 se aproxima do fim (com 96% da colheita concluída), sob o ciclo de bienalidade negativa, porém apresentando desempenho positivo, segundo relatório do Departamento Técnico e Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp). A terceira estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica que a produção nacional deve alcançar 55,2 milhões de sacas beneficiadas, volume 1,8% superior ao registrado em 2024.

A área total destinada à cafeicultura em 2025 soma 2,25 milhões de hectares, o que corresponde a uma expansão de 0,9% frente ao ano anterior. Desse total, 1,86 milhão de hectares estão em produção, com redução de 1,2%, enquanto as lavouras em formação registraram acréscimo expressivo de 11,9%, alcançando 395,8 mil hectares.

A safra de café arábica em 2025 deve alcançar 35,2 milhões de sacas beneficiadas, resultado 11,2% inferior ao do ano anterior. A retração é explicada pelo ciclo de baixa bienalidade e pela redução da área em produção, hoje em 1,49 milhão de hectares. Apesar disso, a expansão das lavouras em formação, que cresceram 12,3% e somam 353,1 mil hectares, sinaliza perspectivas de recuperação nos próximos ciclos. Com 1,84 milhão de hectares cultivados, o arábica representa mais de 80% da cafeicultura nacional, com destaque para Minas Gerais, responsável por três quartos dessa área, seguido por São Paulo.

Já no conilon, o desempenho é significativamente melhor, com estimativa de 53,8 sc/ha, um aumento de 37% frente ao ano anterior, favorecido pelo clima mais regular e pela boa formação dos frutos, apontou o relatório. A produção de café conilon em 2025 está estimada em 20,1 milhões de sacas beneficiadas, um expressivo crescimento de 37,2% frente à safra anterior. Esse aumento é indicativo da recuperação das perdas do ano anterior, que ocorreram em razão das fortes ondas de calor e da consequente redução do potencial produtivo dos cafeeiros, apesar da bienalidade positiva.

O avanço no ciclo atual do conilon é atribuído às condições climáticas mais regulares durante as fases críticas, que favoreceram a floração e resultaram em melhor formação dos frutos. A espécie ocupa 415,6 mil hectares, dos quais 372,9 mil estão em produção e 42,7 mil em formação. O Espírito Santo concentra a maior área cultivada, com 286,7 mil hectares, seguido por Bahia e Rondônia, com 51,5 mil e 47,8 mil hectares, respectivamente.





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Soja recua no Brasil apesar de leve recuperação em Chicago


O mercado da soja encerrou a primeira semana de outubro sob pressão no Brasil, mesmo com sinais de recuperação nos preços internacionais. Entre 26 de setembro e 2 de outubro, o bushel da oleaginosa em Chicago saiu de US$ 10,12 para US$ 10,23, impulsionado por um corte de 8% nos estoques trimestrais dos EUA e expectativas de retomada no comércio com a China. Ainda assim, o mercado interno brasileiro seguiu em viés de baixa, com a média semanal no Rio Grande do Sul em R$ 122,46/saca.

Segundo o CEEMA/Unijuí, os prêmios mais fracos nos portos e o câmbio estável ao redor de R$ 5,30 impactaram negativamente os preços no país. Em praças como Não-Me-Toque (RS), Nonoai (RS) e Pato Branco (PR), a soja foi cotada a R$ 119,00/saca, enquanto em Maracaju (MS) chegou a R$ 123,00.

O plantio da nova safra de soja 2025/26 avança lentamente, alcançando 3,2% da área estimada, segundo a AgRural. A StoneX projeta uma produção nacional de 178,6 milhões de toneladas, podendo chegar a 180 milhões se o clima colaborar. Essa expectativa de safra cheia também pressiona as cotações, reduzindo o apetite comprador neste início de ciclo.

Outro fator de influência é a relação comercial entre EUA e China. A soja deve integrar a pauta de uma nova rodada de negociações entre os presidentes dos dois países, o que pode resultar na suspensão das tarifas aplicadas por Pequim desde maio. O mercado internacional reagiu positivamente à notícia, mas ainda de forma contida.

Com a colheita norte-americana atingindo 19% da área, e 62% das lavouras em boas ou excelentes condições, a atenção agora se volta ao relatório de oferta e demanda do USDA, previsto para 9 de outubro. A expectativa é de atualizações relevantes sobre estoque, produção e exportações, o que pode mexer com os preços também no Brasil.





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Exportação de milho preocupa setor e pressiona preços



Lentidão tem pressionado os preços internos



Foto: Divulgação

A lentidão nas exportações de milho no Brasil tem pressionado os preços internos. Apesar de uma leve alta no preço internacional (média de US$ 4,13/bushel em setembro), o cereal brasileiro está barato para quem vende e caro para quem compra, conforme relatório da CEEMA.

Entre fevereiro e setembro, apenas 17 milhões de toneladas foram embarcadas, muito abaixo das 40 milhões previstas pela Conab e das 50 milhões necessárias para aliviar os estoques. No acumulado do ano, as exportações somam 24 milhões de toneladas, contra 37 milhões em 2024 e o recorde de 56 milhões em 2023.

O preço médio no Rio Grande do Sul ficou em R$ 61,91/saca, com variações entre R$ 47,00 e R$ 64,00 nas demais regiões. Os compradores estão estocados e retraídos, o que tira força do mercado e agrava o desequilíbrio.

O plantio do milho de verão avança no Centro-Sul e atinge 32% da área prevista. A estimativa é de produção de 25,6 milhões de toneladas nesta etapa, segundo AgRural e StoneX. No total, a demanda doméstica deve passar de 91 milhões de toneladas em 2025, impulsionada pela produção de etanol.

Nos primeiros 20 dias de setembro, o Brasil embarcou 6,6 milhões de toneladas, mas a Anec estima que o total mensal fique em 7,3 milhões. O preço médio da tonelada exportada subiu para US$ 199,70. Mesmo assim, não é suficiente para descomprimir o mercado.

A situação é considerada atípica e pode se agravar na virada do ano, com possibilidade de novos recuos nos preços. O setor acompanha com atenção o ritmo das exportações e a evolução da demanda interna.





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Trigo brasileiro enfrenta desvalorização com entrada da nova safra



O mercado do trigo segue pressionado no Brasil



Foto: Divulgação

O mercado do trigo segue pressionado no Brasil com a entrada da safra 2025 e a conjuntura internacional desfavorável. Segundo levantamento do CEEMA, os preços do cereal caíram para R$ 65,08/saca no Rio Grande do Sul e entre R$ 65,00 e R$ 67,00 no Paraná, os patamares mais baixos desde janeiro deste ano e abril de 2024, respectivamente.

A queda se explica por três fatores principais: colheita acelerada, desvalorização do dólar e aumento da oferta externa. A Ucrânia ampliou em 9% a área de trigo de inverno, enquanto a Rússia reduziu em 300 mil toneladas sua previsão de exportação, que ainda assim segue alta, em 43,4 milhões de toneladas.

Em Chicago, as cotações também recuaram. O bushel fechou a semana em US$ 5,14, contra US$ 5,19 na anterior. A média de setembro ficou em US$ 5,13, ligeira alta sobre agosto, mas 10% abaixo de setembro de 2024. Os estoques norte-americanos cresceram 6% no comparativo anual.

O trigo brasileiro enfrenta forte concorrência internacional e um mercado interno limitado. A baixa liquidez e a elevada participação de importados na indústria moageira dificultam a formação de preços mais justos ao produtor.

Entidades do setor têm solicitado medidas de apoio emergencial, como aquisição governamental ou subvenção ao preço mínimo. As projeções para 2025/26 indicam estabilidade na produção nacional, mas o excesso de oferta regional, somado à importação em alta, tende a manter os preços pressionados. A expectativa é que o equilíbrio só venha com uma retomada nas exportações ou com maior presença do governo no mercado.





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